03/12/18

ASCENDENS - Repetição do Almoço Luso Católico Tradicionalista


Depois do almoço anual 2018 proporcionou-se outro,  já em tempo de frio e lareira. Neste são convívio reuniram-se acostumados e novos.


Pelos motivos óbvios, e porque manda a prudência, compartilhemos apenas ao mínimo a notícia: pouquíssimas fotos. Desta vez, vai também a ementa.

Aperitivo
- Canapés à serrano (presunto e queijo regionais, sobre pão doce pousado em azeite aromatizado com tomilho);


- Azeitonas (verdes, e negras) regionais;
- (bebida) Sangria reforçada.


Entrada
- Gambas selvagens;
- (bebida) Espumante.


Pratos
- Charcutaria regional flamejada;
- Churrasco "de chão" (ponta de entrecosto de porco, aba de vitela);
- Guarnições (batata assada, esparregado);
- Molho pastoril (alho, queijo e hortelã);
- (bebida) Sangria.


Sobremesa
- Gelado silvestre (frutos secos, frutos silvestres, gelado de nata)
- Frutas.


Como sempre, o convívio muito proveitoso, mais tempo houvesse, e que Nossa Senhora o continue a querer e patrocinar.

29/11/18

ANTECIPAÇÃO - ACONTECIMENTO INÉDITO EM PORTUGAL (II)

Depois de publicarmos o levantamento e notícia da manifestação frente à estátua do Pe. António Vieira, noticiamos agora outro disfarçado e revoltoso evento autodenominado "Democracia em Preto e Branco" ou "A Rua é do Povo".

membros deste movimento socialista-marxista tatuam-se com simbologias da causa a que se devotam
Dia 1 de Dezembro … (pois claro …), pelas 14:30 h, na Praça Conde de Agrolongo, Braga, a coisa "Frente Unitária Antifascista" (notícia do alastramento em Portugal, aqui; origem, aqui) fará um manifesto em cooperação com outros grupos revolucionários recém-formados e também de origem afro-brasileira. Esta organização é ela mesma já formada por membros de outras associações diversas, principalmente ligadas a: LGBT, Socialismo-Marxismo, Feminismo, Sionismo, Racismo/anti-racismo, "direitos" dos animais, Democracia, Veganismo etc. sempre associados à esquerda, e promovidos em Portugal por grupos no Brasil. Uma parte significativa destas pessoas é de proveniência também brasileira, residente em Portugal (na esmagadora maioria dos casos, dos respectivos perfis de Facebook retiraram a informação da sua nacionalidade de origem, ao mesmo tempo que fazem questão de mostrar-se moradores de alguma cidade portuguesa). Estes actiivistas procuram provocar a criação de grupos em Portugal como se fossem fenómeno "natural" de indignação e carência de justiça social.


Tínhamos visto coisas destas em Lisboa, depois Porto, e agora em Braga, cidade muito cobiçada pela percentagem alta de população jovem. Encontra-se a ocasião com a engenharia social e o investimento de grupos ideológicos estrangeiros (não esquecer o acolhimento dos pequenos partidos em Portugal, ligados à esquerda).

Já para 2019. Vendem a "solução", e têm que fazer aparecer e agrandar o problema, entretanto. Marxismo Cultural
Mas qual foi o pretexto que a esquerdalha arranjou para levar os seus seguidores à reacção, alastrar-se, e fazer-se assim mais visível? O comunicado da coisa "Frente Unitária Antifascista" de hoje (29/11/2018) é claro:


"A FUA- Frente Unitária Antifascista, coletivo organizado e composto por partidos políticos, movimentos políticos, associações, sindicatos e cidadãos e cidadãs independentes, constituído há menos de um mês apresenta total indignação com a forma como foram abordados pelo deputado municipal de Braga eleito pela Coligação e filiado no CDS-PP , João Medeiros, e pela secretária do vereador Altino Bessa, do mesmo partido. Como organizadores de uma celebração da Democracia no dia 1 de dezembro intitulada: “A rua é do Povo” enviamos convites via email, e a resposta do político e da secretária do vereador Altino Bessa, do CSD-PP, foi de total desrespeito pela Democracia e pela Constituição que prevê o direito à manifestação. Apresentamo-nos, como um movimento de cariz nacional aberto a várias ideologias que partilhem o desejo de viver a democracia saudável, pautada pela justiça equitativa, alteridade, liberdade e inclusão. A criação da frente é corolário do avanço notório da extrema-direita em vários países, onde se inclui Portugal ,e temos apoio do partido político MAS, sindicatos como STFPSN E STCC, o movimento político Braga para Todos, associação UMAR, grupos de ativismo como: AIM-Alternative Internacional Movement, a par dos impulsionadores da frente: os núcleos antifascistas de Braga, Porto e Viana do Castelo e ainda cerca de 50 cidadãos e cidadãs [portanto, é uma mulher quem escreve] independentes, no entanto, foi no convite enviado para partidos e políticos pautados, aparentemente defensores da Democracia que surgiram os ataques que consideramos inaceitáveis. É uma vergonha ter políticos com este comportamento, além de ser uma falta de respeito mandar trabalhar pessoas ativas no mercado de trabalho. Respeitamos a 100% o não querer receber emails, mas não podemos deixar de mostrar a linguagem usada por este deputado do CDS e pela secretária do vereador do CDS. Não nos parece que o problema seja a recepção de um email, mas questões políticas partidárias, quando a frente é democrática e pluralista, no entanto, vamos retirar os emails das pessoas que o pediram, mas salientamos que estes comportamentos mostram como é urgente lutar contra ordens surgentes de quem tem por dever servir os outros, a real função da política. FUA - Frente Unitária Antifascista."

Núcleo Antifascista de Braga
A beatificação da democracia e a canonização do antifascismo, inseparáveis da constituição das repúblicas actuais, possibilitaram que o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte tenha dirigente que se atreva a aplaudir a manifestação "A Rua é do Povo"/"Democracia em Preto e Branco":

"À Frente Unitária Antifascista
SAUDAÇÃO

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte saúda com os votos de maior êxito a iniciativa promovida pela Frente Unitária Antifascista sob o lema A Rua é do Povo! que irá realizar-se no próximo dia  1 de Dezembro de 2018, pela 14:30h, na Praça Conde de Agrolongo, em Braga.

Cientes da particular importância do que estas iniciativas representam nas sociedade hodiernas e no desenvolvimento social, económico, político e cultural, assumindo particular importância no quadro atual em que a Democracia e o Estado de Direito é posto em causa, damos particular sentido a esta nossa saudação de profunda solidariedade com os cidadãos que aderirem à presente iniciativa.
Porto, 23 de novembro de 2018. Saudações Sindicais, A Direcção - Orlando Gonçalves."


Orlando Gonçalves, líder do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte
(a continuar)

28/11/18

SERMÕES DOMINICAIS - Dia dos Fiéis Defuntos

(anterior: sermões da Solenidade de Todos os Santos)



- "ÌNÓSPITA TRINCHEIRA"
Pe. J. C. Ceriani
Ano 2018




- "RESISTÊNCIA"
D. Tomás de Aquino
Ano 2017



(

27/11/18

SERMÕES DOMINICAIS - Festa de Todos os Santos

(anterior: Festa de Cristo Rei)


- "FSSPX"
Pe. Carlos Mestre
Ano 2018




- "INÓSPITA TRINCHEIRA"
Pe. J. C. Ceriani
Ano 2018




- "RESISTÊNCIA"
Fr. D. Tomás de Aquino
Ano 2018



(continuação, sermões do Dia dos Fiéis Defuntos)

15/11/18

SERMÕES DOMINICAIS - Fésta de Cristo Rei

(anterior: XXII Domingo pós Pentecostes)


- "RESISTÊNCIA"
Fr. D. Tomás de Aquino
Ano 2018




- FSSPX
Pe. Philippe Brunet
Ano 2018




- "INÓSPITA TRINCHEIRA"
Pe. Juan C. Ceriani
Ano 2018



(continuação: Sermões da Festa de Todos os Santos)

14/11/18

O MASTIGÓFORO - ("Clero")

Quando o poder persegue os cristãos voltam eles às catacumbas. A Maçonaria tentou algo diferente: colocar de todas as maneiras o cristãos contra o seu clero, tanto quanto fosse necessário para obter o poder.

Clero
- A prepotência do Clero, as usurpações do Clero feitas ao Estado, e aos Soberanos, a necessidade de abater um corpo que só ele faz outra monarquia separada, tem sido os Clamores da Seita há mais de 50 anos, e triste coisa foi, que muitos Reis caíssem neste laço, e que cingindo-se aos princípios Maçónicos, se desligassem de primeira ordem do Estado, ficando assim com todo o corpo descoberto aos tiros da Pedreirada!! Sobre a ideia que os Pedreiros têm do Clero Católico, temos agora coisa muito recente, e muito decisiva… É o conceito, que Napoleão Bonaparte fazia dos Pedreiros!.. No seu Quartel de Santa Helena um pouco melhor do que muito, que ele tivera na Rússia, perguntou-lhe o Cirurgião  O'Maera, que conceito fazia ele dos Pedreiros Livres "É um monte de imbecís (respondeu ele), que se juntam para comemorar à regalada, e fazerem algumas Loucuras ridículas. Todavia, acrescentou, eles fazem de tempos a tempo algumas acções boas. Tiveram o seu préstimo na revolução, e ainda há pouco o tiveram para se diminuírem o poder do Papa, e a influência do Clero." Perguntou-lhe mais se ele tinha protegido os Mações. Respondeu que assim o fizeram, mais por eles serem contra o Papa, do que por outro qualquer motivo (V. Compement du Memorial de S. Helene Napoleon em exil. etc. par Barry E. O'Meara - 2ª edição T. 1º pág.133-3ª edição T. 1ª pag. 151). Ora este conceito do Ir. Bonaparte não é dos mais airosos para a confraria, mas por outro lado nos serve de muito para conhecermos o espírito da maçonaria que insistindo neste propósito desmascararei de todo no artigo "Papa".

(Índice da obra)

SERMÕES DOMINICAIS - XXII Domingo pós Pentecostes

(anterior: XXI Domingo pós Pentecostes)


- "INÓSPITA TRINCHEIRA"
Pe. Juan C. Ceriani
Ano 2018




- "RESISTÊNCIA"
Frei D. Tomás
Ano 2017




- "FSSPX"
Pe. Samuel Bom
Ano 2018




(continuação, sermões da Festa de Cristo Rei)

12/11/18

SERMÕES DOMINICAIS - XXI Domingo pós Pentecostes

(aviso: estão a ser colocados os sermões anteriores ao tempo em que estamos, como é agora o caso do XXI Domingo pós Pentecostes)



- FSSPX-Portugal
Pe. Samuel Bom
Ano 2018




- "INÓSPITA TRINCHEIRA"
Pe. Juan C. Ceriani
Ano 2018




- "RESISTÊNCIA-Mosteiro de Sta. Cruz"
Fr. D. Tomás
Ano 2012



(continuação, Sermões do XXII Domingo depois do Pentecostes)

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDLXX

SERMÕES DOMINICAIS - Apresentação

Sermão de Santo António aos Peixes - azulejos na Sé de Lisboa

Caros leitores, 

o blog ASCENDENS cria uma nova série de artigos chamada SERMÕES DOMINICAIS, que consta dos sermões dominicais gravados em áudio e proferidos por três sectores principais dos "lefebvristas": a FSSPX, a "Inóspita Trincheira", e a "Resistência". Já em outras oportunidades mostrámos interesse em publicar simultaneamente as três "linhas".

Quanto aos sermões na FSSPX, escolhemos aqueles que nos são mais próximos geograficamente, e pela língua: os da FSSPX-Portugal; quanto aos sermões da "Inóspita Trincheira", escolhemos o prégador por sua representatividade: o Senhor Padre Juan Carlos Ceriani (em castelhano); quanto aos sermões da "Resistência", escolhemos por critério da dignidade eclesiástica, e língua: o Bispo Frei D. Tomás (nem sempre os seus sermões estão disponíveis online, e quando assim for publicaremos os de algum dos outros 3 outros bispos "lefebvristas" da "Resistência", ou padre de língua portuguesa).

Estes sermões estarão disponíveis em áudio no canal ASCENDENS YouTube.

Entretanto, publicaremos os sermões dos domingos e Festas anteriores, até acertar passo com o Calendário.

O seu a seus donos. Que passem os pregadores, em conjunto.

27/10/18

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDLXIX

O MASTIGÓFORO - ("Liberal")

O Pe. José Agostinho de Macedo, anti-liberalismo, anti-maçonaria, foi várias vezes elogiado por D. Frei. Fortunato de S. Boaventura

Liberal - É sinónimo de Pedreiro, e Maçom [estamos na primeira metade do séc. XIX], o que já provou exuberantemente o Padre Macedo [Pe. José Agostinho de Macedo] em uma rigorosa demonstração, que nem as de Euclides a excedem nesta parte, e que, segundo o louvável costume dos Pedreiros, foi acusada, e levada ao Conselho dos Jurados; porém nunca refutada, e apenas combatida miseravelmente em uns folhetinhos, que divergindo da questão, puseram em maior luz os invencíveis argumentos daquele mui doutro escritor. [D. Frei Fortunato de S. Boaventura, que foi monge douto de bibliotecas superiores, elogia a sapiência e acerto do tão difamado pelos maçons, o Padre José Agostinho de Macedo].

(Índice da obra)

26/10/18

O MASTIGÓFORO - L ("Lei, Legislação")

letra
L


Lei, Legislação - Definir aquela, e melhorar, ou refundir esta nos diferentes reinos da Europa tem sido um dos primeiros fitos da Maçonaria. Lei, dizem eles mui empanturrados, e vaidosos, é a expressão da vontade geral, e por isso tem dado grossas alvíssaras ao Genebrino, que fez esta descoberta, que os antigos quiseram, e não poderão fazer! Lá me custa desfolhar, ou arrancar este florão da Coroa Maçónica, e para o dar a quem? Se fosse ao menos a um grande Filósofo como Platão, e Aristóteles? Ainda, ainda. Se fosse a um desses génios transcendentes, como foram os Lockes, e os Hobes? Tudo ficava em casa, e do mal o menos. Se fosse a um Jurisconsulto da estofa de um Bodino [Bodin] percursor das ideias liberais, ou ainda a um Teólogo como Fr. Paulo Sarpi? Não era descrédito para a Maçonaria … porém a um autor do séc. XIII, que morreu há bons 500 anos; a um Doutor da Igreja Romana, e a um Santo canonizado!! Oh! que desonra para os Mações, e para os seus chamados inventos!! É pois S. Tomás de Aquino, talento superior a quantos não aturdiram no séc. XVIII o que se explica assim na definição de Lei.

Non cujuslibet ratio facit legem, sed multitudinis, aut Principis vicem multitudeinis gerentes. (1ª 2ª questão 90 art. 3º)

Eis aqui patenteada a expressão da vontade geral; pois como a lei deve ser ordenada para o bem comum [cuidado; não confundir com a liberal deturpação de "bem comum", que é hoje entre nós de predomínio] supõe o Legislador, que todos, quantos lhe estão sujeitos, querem o bem; ideias estas já tão velhas na sagrada Teologia (ciência de estúpidos no Dicionário Maçónico) que é de admirar esse aparvoado júbilo, com que as festejaram os panegiristas do contrato social. Definimos de passagem uma das mais lindas expressões da vontade geral dos bons Portugueses. Quando se discutiram as basinhas Constitucionais houve grande mixórdia sobre a introdução da palavra única em o artigo concernente à Religião dos Portugueses. Uns 22 Deputados fizeram o seu protesto contra a exclusão da palavra ... mas tudo isto ficou em nada, porque; era contra a vontade do Jove Tonante do Maçonismo …. Ora 22 Representante dão por aí 500 a 600$ representados, o que não é tão pouco em um reino, que à muito puxar contará treze milhões de habitantes. Mas para que me canso? Expressão da vontade geral cum addito, com o acrescento "dos Mações" é a verdadeira definição, que somente agora ficará mais clara, que o definido.

No tocante à legislação passávamos neste reino excelentemente, e só com o desgosto de que muitas vezes não fosse observada, e guardada fielmente, e por sinal, que custou aos Portugueses altos e baixos, sábios e ignorantes que Mr. Lagarde fizera muitos encómios à nossa legislação, e o certo é que a combinou com a Francesa e na classificação de vários crimes, e das suas penas, o que certamente não indicava muito desprezo dos nossos legisladores. Aqui se deve aplicar o "Quod non fecerunt barberi, fecerunt Barberini" Vem do Porto uns barbinhas de alho muito empavonados de ciência, e poder legislativo, botam-se às nossas leis como os seus martelos, e picaretas fazem, desfazem, concertam, e desconcertam, e em todas as suas providências realizam, e desconcertam, e em todas as suas providências realizam a fábula da sementeira de Cadmo, que produzia umas homens armados a matarem-se uns aos outros, e nós que os ataremos!! Não fizeram lei que prestasse, e o seu até aqui lei, o seu parto mais laborioso, o seu ratinho de lei da Liberdade de Imprensa, foi toda uma pura miséria, que logo nos primeiros Conselhos de Jurados se lhes conheceram falhas terríveis! Sei que um Pároco do Bispo de Coimbra, homem de tanto saber, como virtude, (Manuel Pires Vaz, Prior do Couto do Mosteiro) e que já luziu nas Campanhas da Gazeta Universal, tem escrito largamente sobre este sujeito, e confio que há de pôr bem a Calva à mostra e esses ineptos legisladores.

(Índice da obra)

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDLXVIII

O MASTIGÓFOTO - ("Inventários") b

(continuação da parte a)

As "Côrtes Constitucionais", ou "Côrtes Constituintes", de 1820 não têm qualquer poder e autoridade, são nulas, irregulares, ilegítimas, sectárias, escandalosas e afronta gravíssima a Portugal. Infelizmente, esta ofensa maçónica-liberal foi tida com autoridade válida por D. Pedro de Alcântara e sua gente no Brasil.

Tremam os Pedreiros Livres Portugueses!! A causa do altar é a mesma do Trono, e a quem despeja o altar do que é seu, quem propõe ao Soberano, que se desligue do Sacerdócio, que o deteste, que o esmague com pesadíssimas contribuições, está bem longe de ser amigo do Rei e do Trono! Forte receio é este que acompanha certos homens de que parecerão desviar-se das Luzes do Século se derem mostras de que são favoráveis à Igreja!!! Antes querem parecer Jansenistas, Parienses e Mações do que bons Católicos! Não podem renunciar o leite das pestilenciais doutrinas que beberam no seu Gmeiner, no seu Dannemair, e agarrados à Soberania do povo, que se lhes meteu nos cascos para nunca mais sair deles, escudam-se talvez neste princípio abominável para quererem ainda sustentar os monstruosos excessos das chamadas Côrtes Constitucionais!!! Tenho-os poupado em demasia, porém chegará uma vez o dia fatal para esses Jacobinos encobertos, ou incautos seguidores da Luz, que para não desmancharem a sua fortuna, ousam muitas vezes mentir ao Soberano, carregando sobre os mais fraco, e humilhando cada vez mais, o que já não é nem sombra do que foi no reino do Senhor D. João V, ou ainda no do Senhor D. José I que tendo para fazer as maiores despesas ou reedificações de Lisboa, e na criação de um exército, nem por isso se lembrou de impor contribuições à Igreja Lusitana! Igreja desditosa! Em paga dos teus inauditos sofrimentos no regime constitucional, é ameaçada de sucumbir ainda aos esforços da Pedreirada!! Eu bem sei onde a maioria do Congresso Demoníaco aprendeu, que só para satisfazer o povo, e acautelar o escândalo dos pequenos é que se deviam requerer Bulas para a extinção dos Mosteiros! .. Até sei quem ensinou a um dos mais campanudos Legisladores (o que fazia mui bem o papel de Asmodeu), que nós tínhamos neste reino tantos Papas, quantos eram os Bispos! Provera a Deus, que eu não soubesse mais nada! Cai-me a pena da mão à força de horror e mágoa…. que forçosamente se apodera de mim, que conheço como os dedos das minhas mãos, todos esses paus de Laranjeira, as suas artes e manhas… e que por isso hei de agora desafogar um pouco na descrição do que é ser.

(Índice da obra)

O MASTIGÓFOTO - ("Inventários") a

Mosteiro da Seiça
Inventários - Como estes actos jurídicos trazem muitas vezes associada a ideia da morte, bem se viu o que eles queriam dizer, quando se fizeram em vida por aresto dos Clubs Maçónicos aos Mosteiros, e Casas Religiosas de pessoas de ambos  os sexos. Foi necessário que se tomassem a rol estes bens nacionais, para que os seus possuidores há séculos não fossem por aí deitar-lhes a mão, julgando que eram coisas suas; pois a condição tácita dos benéficos doadores foi, que a pena saíssem a Lume os filantropos Mações, tudo lhes pertencesse de juro, e herdade para os gastinhos patrióticos das Lonas, das Colunas, das Mitras, e das Trolhas; e assim como para a fundação das Monarquias existiu um "Pacto Social" também pelos mesmos fundamentos se pôde mostrar, que existiu um Pacto Laboral, por cuja virtude quanto se deu aos Frades, e às Freiras levou anexa a condição, de que só o desfrutariam até chegarem os Cavalheiros Escoceses, e os caraçudos Vigilantes, e os abalizados Mestrinhos, que pela ardente devoção de regenerarem o mundo, ipso facto, ganharam direito para ficarem senhores do mundo, sem o haver para se lhes ir à mão; direito arquitetado pelo génio (do mal) e conservado pelas artes (diabólicas) do Maçonismo, que depois de pôr tudo a pão, e laranja, se entronizaria sobre o Portugal Regenerado, e de sobrolho caído para quem se lhe viesse queixar de fome, em consequência das novas instituições, daria remédio a tudo,  com meia dúzia de palavrinhas mágicas. "Esta obra é minha, o meu génio a cunhou, nasceu das maduras meditações dos antigos e modernos tempos, etc., etc. e o mais é, que só isto bastaria para remédio das cruzes na boca, ainda que estas mesmas já seriam crimes gravíssimos no 5º ano Constitucional! Ora cada um, diz o ditado, chega a braza à sua sardinha, e como estes Inventários me deram sempre no goto, hei de oferecer aos meus Leitores o que já sucedeu neste Reino, há mais de cem anos (1690) quando  Senhor D. Pedro II exigiu um rol, ou inventário (que não teve efeito) dos bens das Ordens Religiosas, que lhe endereçaram a seguinte:

PETIÇÃO

Cópia da Petição que fizeram as Religiosas todas a Sua Majestade, sobre a notificação que se lhes fez, para haverem de dar conta por um Rol das Fazendas que possuem.

Senhor, as Religiosas desta Coroa nas Pessoas de seus Superiores estão notificadas da parte de Vossa Majestade por Ministros Seculares, que dentro de certo tempo deem aos ditos ministros Roles das Fazendas que possuem, sob pena de Sequestro, e perdimento delas, não o fazendo assim dentro do dito tempo assinado; e porque no cumprimento desta notificação há dificuldades gravíssimas, e riscos certos da consciência, que sendo presentes a Vossa Majestade haveria por bem mandar prover em negócio de tanto porte por outro modo que fosse servido: Portanto as Religiões [ordens religiosas] por seus Procuradores gerais abaixo assinados, posto aos pés de Vossa Majestade com a humildade, e reverência que devem a seu Rei e Senhor natural.
Dizem que elas estão prestes para servir a Vossa Majestade com a Fazenda, trabalhos, e vida de seus Súbditos como sempre fizeram no tempo das guerras deste Reino com Castela, concorrendo para a defesa da liberdade com donativos consideráveis, e o fazem, mandando seus Súbditos às Conquistas desta Coroa para nelas ajudarem as almas em serviço de Deus, e de Vossa Majestade, e da mesma maneira estão pres para fazerem tudo o que Vossa Majestade lhes ordenar, e de presente ordena na sobredita notificação em quanto salva a consciência o poderem fazer, por que esta é também a vontade de Vossa Majestade, que como Rei tão Católico e Zeloso do Serviço de Deus; Defensor do Estado Eclesiástico: Amparo das Religiões [ordens religiosas] da sua Monarquia, a este fim dirige suas Reais acções, e por que entendem que de nenhum modo podem sem ofensa de suas consciências concorrer na execução desta notificação, por ser o tal concurso contra a serva proibição, com que os Sagrados Cânones, e Santo Concílio Tridentino sobre gravíssimas penas proíbe e condena aos que de algum modo consentem, ou concorrem contra o quebramento, e violação da imunidade da Igreja, que não é de crer permita a piedade e Católico Zelo de Vossa Majestade, se já violada, sendo dela Potector, e Defensor. E outro sim, por que esta mesma notificação se fez já em tempos antigos, e consideradas as razões, que obstavam à execução, se mandou desistir dela, o que tudo se fará presente sendo Vossa Majestade Servido: portanto

P. humildemente aos pés de Vossa Majestade, suposto o referido, gravidade deste negócio [assunto], e grave escrúpulo de consciência em que se acham, seja Servido mandar considerar por pessoas doutas e desinteressadas, e de sã consciência a razão de escrúpulo, que impede esta execução, se dado que se houvesse de fazer, deve ser por ordem do Sumo Pontífice, ou de seu Núncio neste Reino, para poderem sem escrúpulo de pecado, e de incorrerem nas penas dos Sagrados Cânones, executar prontamente o que lhe está notificado, porque tirando este justo temor, estão prontos para executarem o que Vossa Majestade lhes manda.

Está visto o que pensaram os nossos maiores sobre este grandíssimo assunto, e é bem sabida a opinião dos modernos, que fariam processar, e castigar os seus autores, assim como perseguiram o Padre José Morato, e desterraram para fora do Reino o Padre Biancardi da Congregação de S. Vicente de Paulo, por ter alegado em contraposição ao saque dos Mosteiros, o disposto no Sagrado Concílio de Trento! Ora eu não hei de vir do outro mundo pregar a este certas verdades, que muito amargam ao Século das Luzes. Suceda pois o que suceder…. Já que este propósito da jurisdição em causas Sagradas, que os Liberalíssimos Canonistas dão aos Príncipes, só com o fim de atenuarem a Igreja, e roubarem os Império esse baluarte firmíssimo do Sacerdócio, que é constantemente o primeiro investido, quando se trata de conquistar, e render aquele outro, se faz cada dia mais importante, em razão de novas, e incansáveis diligências, para que fiquem em pé, ou revivam as ideias Constitucionais, seja-me permitida neste lugar uma sucinta exposição dos estratagemas da Seita, para levar ao cabo as suas malvadas pretensões. Vendo que a nossa Religião fazia dever de consciência o rendimento, e a mais inteira sujeição aos Príncipes, cujos tronos se queriam solapar, ou destruir, acharam no seu caminho, ou Príncipes voluptuosos, e dissipados como Henrique VIII de Inglaterra, ou Príncipes aferrados à crença dos seus maiores, e inabaláveis em pontos de Religião, quais têm sido os nossos Piíssimos Soberanos. Acenaram aos primeiros com o engodo das riquezas do Clero, e lisonjeando desta arte a sórdida avareza, que os consumia, puderam alcançar dentro em poucos anos, com a extinção da verdadeira Fé, a extinção dos Mosteiros na Inglaterra, e na maior parte da Alemanha. Foi-lhes necessário usar de mais astúcia com os outros, que longe de caírem no sobredito laço, olhariam com desprezo a cólera para quem lhes indicasse tão violentas, e sacrílegas medidas…. Começaram de pintar-lhes a Igreja como usurpadora dos direitos da Realeza, encareceram a desmedida opulência dos Eclesiásticos, motejaram de que eles se quisessem livrar dos encargos públicos, taxaram de filha dos tempos escuros a imunidade Eclesiástica, e por saberem perfeitamente, que a Igreja Romana, verdadeira Mãe e Mestra de todas as Igrejas, acudia sempre às Igrejas Particulares em seus maiores trabalhos, conseguindo muitas vezes da piedade dos Soberanos, tudo quanto podia, ou aliviá-las, ou melhorá-las; e que por este motivo nunca se deitava numa só contribuição do Clero, em que não fosse ouvido e acatado o Pastor da Igreja Universal, contra este dirigiram os seus primeiros tiros, e daqui veio na maior parte das Escolas da Europa, uma tendência constante, e pronunciada contra os direitos e prerrogativas da primeira das Igrejas do Orbe Católico. Daqui procedeu um atrevido exame dos direitos do Primado, e foram tidos na conta de homens grandes, todos aqueles Teólogos e Canonistas, que mais furiosos se mostraram em seus ataques ao Trono Pontifício. Houve Reino da Europa (ninguém sabe qual é) em que se perdoou a um Teólogo assalariado para combater a Igreja de Roma, um sem número de citações infiéis, e um despejo, qual eu não me atreveria a usar, ainda que se tratasse de um simples Pároco, que mais tivesse faltado aos seus deveres! Sobre esta inclinação para diminuir a chamada perigosa influência da Côrte de Roma foram traçados esses próprios Livros, que o Santo Padre feria em Roma com os seus anátemas. O Jansenismo, que desde o seu berço guarda como reposto no fundo da alma o entranhável desejo de acabar com a Sé Apostólica Romana, foi recebido nas aulas com os braços abertos, e com toda a pompa de um Libertador, que vinha rasgar o véu da supersticiosa ignorância, que vendara os olhos da Igreja até ao século XVIII … Compare-se a exclamação de D. Frei Bartolomeu dos Mártires ao entrar na Capital do Mundo Cristão, referida pelo seu Historiador o grande Frei Luís de Sousa, com os sentimentos de uma boa parte do nosso Clero Superior e Inferior, e digam-me que sou temerário, se julgo descobrir duas Igrejas totalmente diversas uma da outra? Que grandes juízes faz preeminências do Santo Padre os Eibels e Cavalários condenados em Roma!! Ora que os Protestantes reverenciassem os autores, que se chegam muito às suas doutrinais, por certo que não é de estranhar, mas que os Portugueses cumulados de benefícios pela Igreja Romana, se encarniçassem de tal modo contra ela, que já fosse moda em a Universidade, e em Colégios Seculares sustentar, que o Papa é falível, que a Igreja não tem propriedade, que os Reis têm um poder absolutos de lançar mão, quando lhes parecer, dos bens do Clero!! Que houvesse Professores desvelados em sonhar questões, em que o Papa descesse a um papel subalterno, e o mais impróprio da sua altíssima dignidade!! E que fossem estes os passos que levaram mais de um Professor aos assento na Cadeira dos Apóstolos!!! Que eles nas suas correspondências familiares, que eu li com horror! exaltassem até às nuvens o zelo de Cipião Ricci, e dos Padres do Concílio de Pistoia, e se congratulassem da quebra dos direitos Pontifícios!!! Oxalá que tudo isto não fosse verdadeiro, e que eu nunca tivesse de passar pelo vivo dissabor de manifestar estas nódoas da Igreja Lusitana! Deram tudo ou quase aos Reis, arquitetaram uma Religião Política, e que fizeram com isto? Adiantaram por ventura a Causa do Trono? Encheram os cofres dos Soberanos? Curaram as feridas da Pátria? Ah! Se os Canonistas, e Jurisconsultos Liberais se doem da acrimónia de uma repreensão sobejamente merecida, ao menos queiram reflectir sobre a própria confissão dos bens da Igreja, e os esbulho da influência do Papa, e vejamos como eles não se pejam de afirmar, que conseguido o desbarate do principal exército, que defende os Tronos, já lhes não resta se não abalá-los, e destruí-los à vontade. Esses infelizes Membros do Parlamento de França, que tão emprenhados se mostraram por tirar a influência, e diminuir os padres do Clero, foram uns agentes da Maçonaria, e embriagados com o aplauso de que eram homens grandes, humilharam a Igreja, sem advertirem, que ao menos passo humilhavam o Trono, e preparavam a guilhotina, que havia de sacrificar Luís XVI. "Se a antiga Religião dominante (eis aqui as palavras do Ministro da Polícia Geral, às administrações centrais, municipais, etc. em 9 de pluvioso ano 7º) não era menos o Código das Instituições da Monarquia, do que um Código Religioso, é nas absurdidades do fanatismo, que se tinha escondido a base subterrânea de um governo absoluto: eis aqui o motivo porque os defensores do Altar, e do Trono, sempre têm andado a par, e nunca separaram a sua causa; eis aqui o motivo porque depois da queda da Monarquia, o poder público tem vindo reclamar sucessivamente as partes da autoridade, que eram espontaneamente da sua jurisdição, e que o Sacerdócio tinha invadido, ou ante, que os Reis tinham abandonado ao Sacerdócio, a fim de casarem, e cimentarem um pelo outro, os seus poderes respectivos, etc."

Que testemunho este, de que as Instituições Monárquicas se firmam nas ideias religiosas, e que esse chamado poderio do Clero era o mais seguro alicerces em que descansavam os Tronos!!

(continuação, parte b)

24/10/18

O MASTIGÓFOTO - ("Côrtes")


Côrtes - Definidas pelo Pe. Bluteau [católico inglês], são um "Ajuntamento geral dos que têm voto nas matérias concernentes ao bem comum do Reino, e particular do Rei" [Vocabulário Português e Latino, 1712-1721] . O seu compendiador, e adicionador Morais, sem contrair o defluxo que lhe podiam trazer facilmente os ares da América Inglesa, juntou a devida explicação de que era voto consultivo, e não decisivo, de maneira, que as Côrtes foram instituídas para aconselhar e propor, e não para governar, e decidir [no dicionário da língua portuguesa, 1789]. Assim o provam uma infinidade de documentos históricos, desde as primeiras Côrtes em Lamego, no séc. XII até às ultimas em Lisboa, no séc. XVII. Muito boa coisa eram tais ajuntamentos [… portanto, consultivos], enquanto a funesta revolução, produzida pelos erros de Lutero, não alienou os espíritos, e fez caminhar o género humano atrás das supostas delícias de uma independência toda fantástica, que o constitui mais infeliz, e mais escravo, que de antes era. A França como habitada por esses excelentes vassalos, que em 1585 a quiseram fazer um estado republicano, e que no Século seguinte fizeram guerra formal ao seu Príncipe, que se viu obrigado a levá-los por força de armas, forçando-lhes o seu baluarte de Rochella, desistiu das suas Côrtes, que chamava Estados Gerais, muito mais cedo do que nós, que ainda as tivemos no fim do séc. XVII. Ora quando os homens são bons, tudo se faz bem…. Logo, que se lhes volta a cabeça, e o mais insignificante advogado, começando de repetir com ênfase os nomes de Vatel, Mabli, e Rousseau, tem lá para si, que é um consumado Legislador … que se deve esperar de tais ajuntamentos? O que temos visto há poucos meses neste rancho de homens Luzentes, ou ilustrados, que se reuniam numa grande Sala, para darem cabo de todas as nossas instituições, e ainda em cima dá cá esses 4$800 réis diários, que te faço grande favor, em te levar tão pouco! É pena que estejamos condenados a aturar um Século, que não admite senão luzes, e talentos, e já ninguém faz caso de virtudes!! pois trabalhem quanto quiserem, que sem estas não se podem fazer, nem Côrtes, nem mudanças [verdadeiramente] úteis, nem reformas [realmente] saudáveis. Nunca se me tirará uma espinha que eu conservo, e que só por morte me poderá sair. Que muita gente caísse… esperançada em Côrtes não admira, mas que sendo elas convocadas pelo governo, que nos deixará ElRei Nosso Senhor, não fossem queridas, nem aprovadas, é caso bem triste!! E que lindas Côrtes não surdiram das forjas Maçónicas! Que inaudita série de vilezas de toda a marca! Que horrendas profanações dos lugares santos, quando se faziam as tais eleições!! Houve descomposturas, houve murros, houve facas arrancadas, e por bem pouco, não houve mais alguma coisa!! No meio porém da intensa mágoa que nesse tempo me oprimia, e acabrunhava, deu-me vontade de rir, quando vi que tínhamos reproduzido o Convite de Mr. de Brienne aos homens sábios, para fazerem mais vivas as luzes desses choradores pelas desgraças públicas!!! Também cá me chegou esta sinalada honra, que logo me fez entrar na honrosa classe dos Suspeitos. Côrtes velhas foi o meu voto, e o da maioria dos consultados… porém o GRANDE ORIENTE quis outra coisa, e não houve remédio senão fazer-lhe a vontade…. De Côrtes Portuguesas, nem fumos tiveram essas que tão despejadamente se alcunharam deste modo! Eu tenho lido as cópias fieis de muitas em diferentes reinados, e agora mesmo eu tenho sobre a mesa onde escrevo, os transumptos das celebradas pelos Senhores D. Afonso IV e D. Pedro I, e examinando o que se passou nelas desde o princípio até ao fim, nenhuns visos encontro de outra soberania, que não seja a DelRei. Queixam-se os povos de Lisboa, do Porto, de Évora, e de outras Cidades, ou Vilas notáveis, e ElRei defere como lhe parece melhor, e tudo se acaba na paz do Senhor, sem gritarias, nem usurpações da autoridade real. Tomara eu que os nossos Jurisconsultos se incumbissem, ou na imperfeição do andamento dos negócios judiciais naquelas eras, ou antes na falta de muitos Tribunais, que depois se instituíram, uma das causas principais da frequência daquelas reuniões em tempos de mais antigos, pois olhando eu para o trabalhos, e competências da maioria dessas Côrtes, parece-me que ainda hoje estou vendo nas Relações do Porto, e de Lisboa, umas Côrtes permanentes, sem muita diferença das antigas. Parece-me, não é decidir, e antes que me enxotem com o Ne sutor ultra crepidas, tornemos à vaca fria…. Tenho observado que os Mações trazem muito na boca as primeiras Côrtes, e as primeiras do reinado do Senhor D. João IV, e é necessário, que eu não pareça estranho, e hospede nestes dois memoráveis acontecimentos. Muito se comprazem os tais heróis daquele - Não queremos, ou queremos que este ou aquele reine sobre nós, e guisando isto a seu modo, empurram-nos um pacto social, da fábrica de Rousseau, e assentam que ficou demonstrada a soberania do Povo Lusitano. Ora pois vamos por partes - Que era o Senhor D. Afonso Henriques antes da batalha do Campo de Ourique? Um Príncipe Soberano, e absoluto do que então se chamou o Condado de Portugal; e um cento de monumentos daquelas eras assim o mostram clarissimamente… Ora pois o Exército aclamando-o Rei, não lhe deu a Sabedoria, que já era de seu Pai, e lhe foi transmitida por herança. Logo o Exército nem se quer sonhou, que tirava as suas prerrogativas, antes lhas engrandeceria se necessário fosse…. Porém os grandes, os Prelados, e os Representantes da nação, parecem cortar-lhe os seus poderes com aquele "Queremos, ou não queremos". Ah pobre gente, Maçónica, que pelo que eu vejo tens de andar sempre às escuras! Quem chamou estas Côrtes foi ElRei, quem as presidiu foi ElRei, e tudo quanto nelas se tratou de mais importante, foi em pró de ElRei. Tratou ele de segurar a Coroa nos seus descendentes, de impedir que ela passasse nunca a um Príncipe Estrangeiro; e de obstar aos desejos ambiciosos de algum Príncipe natural destes reinos, onde facilmente se podia renovar as cenas lastimosas, em  que fôra envolvido um D. Garcia, Rei de Portugal, e fez adoptar por aquele Congresso todas as medidas que ele traçara de antemão, e que ora fazia executar na Cidade de Lamego.

Passando às Côrtes do Senhor D. João IV, é necessário distinguir o ajuntamento de 1641, da obra do Doutor Valasco de Gouveia. Não se encontra naquele uma só expressão, que favoreça os Pedreiros, mas é forçoso confessar de pleno, que o Doutor Valasco é o seu escudo, o seu autor e o seu desperdiçado. Têm eles sobeja razão para se aplaudirem; de que um Jurisconsulto dos nossos roubasse as alvissaras ao cidadão genebrino, porém cometendo a fraude de chamarem nacional a doutrinas de um livro mais filho das circunstâncias, que das verdadeiras e sólidas doutrinas, que devem seguir todos os defensores da realeza, dão a entender, que será essa a doutrina corrente daqueles dias, e por isso ousaram escrever pregar e imprimir não só que a Soberania é atributo essencial do povo, mas também, que:

o Senhor D. João VI perdeu o direito de governar imediatamente em Portugal, durante a sua residência no Rio de Janeiro, depois da paz geral…. E saiu em letras gordas, e não faltou, quem dissesse já nesses tempos que eram irmãs gémeas as letras do Autor em matérias políticas! Foi esta obrinha como o segundo filho do Doutor Valasco, que o primeiro alcunhou-se manifesto da Oficialidade dos regimentos que vinham do Porto, saiu dos prelos da nossa Atenas, muito airoso, vestido e calçado pelo homem, que tantas vezes me faz lembrar da árvore em que judas se enforcou! Não tardou a vir e aparecer o terceiro filho, que foi um sermão estupendo, que bebeu os princípios do Doutor Velasco até os esgotar, e doendo-se da sua consciência lá diz no fim quem é o pai da criança. "Os Portugueses (ita legitur no seu esclarecimento último) que tinham lido o Livro "Justa Acclamação do Sereníssimo Rei de Portugal D. João IV" por Francisco Valasco de Gouvea (nome ilustre que era crime citar, como experimentei antes do dia 24 de Agosto) sabiam os princípios fundamentais do nosso direito público, isto é, que a Nação pode depor um Rei, e entregar o ceptro a quem julgar mais capaz de bem o reger."

Ora já se vê claramente, que nenhum destes abomináveis princípios se estriba em outra autoridade, que não seja a de um Jurisconsulto, que levado de um imprudentíssimo zelo, tanto quis apurar a justiça com que tínhamos sacudido o jugo Castelhano, que veio a prejudicar gravissimamente a boa causa, que ele defendia…. quanto mais nobre, e mais louvável foi o procedimento das Côrtes, que insistindo no direito da Senhora D. Catarina Duquesa de Bragança à Coroa de Portugal por morte do Cardeal Rei, firmam nesta base todos os seus trabalhos para conservarem o Cetro na Augustíssima Casa de Bragança!! Tanto crédito merece para mim o Doutor Valasco parecendo um eco das obras incendiárias de Buchanan, e Milton, como estes Pregadores do tempo da Aclamação do Senhor D. João IV que não há mal nem doenças, que não atribuam aos Castelhanos, e tal houve, que declamou terrivelmente contra o uso das meias, porque os Castelhanos nos trouxeram com elas muitas e gravíssimas enfermidades…. Basta de Côrtes, que se elas tornarem a ser algum dia, como essas que nos estafaram, sumidas sejam elas no inferno, lugar próprio de tão hediondas assembleias (Haverá quem repute defeituoso este artigo por falto de citações… A seu tempo satisfarei esta dúvida… que por ora não convém.)

(Índice da obra)

21/10/18

O MASTIGÓFORO - D ("Despotismo")

letra
D


Despotismo - Nos bons Dicionários importa o abuso da autoridade Real, e neste sentido é que chamamos Déspota esse que governa em Constantinopla…. porém no dicionário dos homens pedras ou doidos de pedras tem outro sentido. Despotismo é todo o acto judicial ou administrativo, que não tem o cunho da influência Maçónica…. Por exemplo um Rei que manda prender, e executar meia dúzia de vassalos revoltosos é uma Dé-porta, um tirano insofrível; porém um governo, que inquieta, desterra, e prende centos de pessoas, sem lhes dizer porque é um governo suavíssimo, é o único que pode felicitar as Nações!!! No Dicionário Maçónico, [portanto] todos os Reis [do passado, e alguns do presente] são Déspotas, e ninguém se queira iludir mais com esses Pedreiros, figadais inimigos do poder e autoridade dos Soberanos. Para eles tão Déspota é o Senhor D. Afonso Henriques, como o Senhor D. João VI ainda que o primeiro tenha venerações de Santo, e o segundo tenha usado com eles uma inaudita clemência. Desenganem-se de uma vez os Reis da Europa, que tudo é perdido com esta boa gente, que lançou por terra a Monarquia Francesa, quando era regida pelo soberano mais alheio dos mínimos vislumbres de tirania e despotismo, e que ainda hoje reina, se assim como soube perdoar, também soubesse castigar.

(Índice da obra)

20/10/18

AS VERDADEIRAS REACÇÔES À MORTE DE MÁRIO SOARES (II)

(continuação da I parte)

Numa página de uma cidade da Beira Baixa, transcrevo quase na íntegra, comento, e coloco nomes fictícios:


Cravinho - O meu respeito não o tem. Não é por morrer que vira santo!
Ana - É um ser humano... Pai, avô, sogro... Santo? Não... Mas merece respeito sim!
Cravinho - Os bandidos também têm família... Vou já colocar uma bandeira a meia haste na varanda. Todos são boas pessoas quando morrem... Este bandido continua a ser um bandido. Vergonha é ser hipócrita! Eu sou coerente! Sempre o achei um bandido quando era vivo e continuo a achar depois de morto! São opiniões. Diz bem: tem de haver de tudo...

Lobo Cravinho o Senhor já deu a sua opinião, mas penso que devem todos respeitar as opiniões dos outros sem entrarem por outra via. Boa tarde!
Cravinho - Lobo cada um é livre de gostar ou de não gostar de quem quer que seja! Tenho tanto o direito de dizer o que penso, como a Sra! A isso chama-se democracia
Sílvia - Estou tão farta das asneiras e falta de respeito deste Cravinho que o vou bloquear!
Lobo - ninguém diz que não tem opinião, mas já tinha dado a sua. Quando não gosto de uma pessoa não vou ao funeral só para falar mal...não volto a este assunto.

Cravinho - Também não tenciono lá ir. Assunto encerrado!
Helga Cravinho diz bem cada um é livre de dizer o que pensa e somente lhe relembro que isso ao Mário Soares o deve.
Cravinho - há quem queira branquear a História! Mas eu relembro que Mário Soares estava sossegado em França à espera que o regime caísse! A ele não lhe devo nada! Os heróis de Abril foram outros...
Helga É muito novo para dar valor a certas coisas. Fazia-lhe bem ter passado pelo anterior regime e ter os familiares presos, também não teria feito mal e ponto final. Leia mais um bocadinho e não fale só pelo que viu e ponto final mesmo.
José - Lobo, a respeito do pedido de respeito ao Cravinho, eu peço o favor de ter mais atenção aquilo que foi escrito. Explico: na conversa, o único que tinha sido agredido verbalmente foi o Cravinho ... veja esta dedicatória da B.B. [esta B.B. removeu o seu comentários depois deste comentário do José], a qual teve a "inteligência" de colocar um "gosto" na repreensão que o Lobo fez ao Cravinho: "Você é que hipócrita".
Fantástico .... !!!! B.B.  porque critica tanto o Cravinho, visto que o defunto infinitas vezes repetiu em vida que hoje temos liberdade para dizer o que pensamos, que não é já como no tempo de Salazar etc.?.... Vamos lá ver... respeita ou não a vontade do defunto?!
Cravinho - José, parece que temos lápis azul por aqui. E eu pensei que era um espaço de livre expressão. Agradeço a sua atenção ao que escrevi, pois em momento algum ofendi quem quer que fosse. Pelos vistos não se podem ter opiniões discordantes...
José - M.S. [entretanto também apagou o comentário depois deste do José] bloqueie a B.B. por conduta punível por lei. De resto não há aqui outros infractores. Prova do crime contra o Cravinho: "Você é que hipócrita"
Lobo - eu pedi o respeito não só ao Cravinho mas a todo o grupo numa publicação. São essas ofensas que não se toleram venham de onde vierem. Ninguém tem as mesmas opiniões, o que se não deve é agredir verbalmente. Isto é um grupo que tem tido um comportamento exemplar, (apesar das divergências) e ofensas não se podem permitir.
Cravinho - Lobo, ofendi alguém? Se sim, diga onde!
M.M. - Haja alguém que mantenha o respeito...liberdade não é libertinagem! José, Hipócrita é o sr. e se concorda com os comentários feitos pelo Cravinho a sua educação deixa muito a desejar...e torno a acrescentar, liberdade não é libertinagem!
Lobo - Cravinho, eu só peço que não se desencadeie aqui uma série de ofensas, que depois tenha que se apagar e eliminar comentários. Já deram a opinião sobre este assunto não é preciso agora se "esgrimirem" em argumentos. Agradeço a colaboração de todos incluindo a sua.
José - Lobo, repare.... os únicos que foram aqui vítimas de crime, escute.... CRIME, foi o Cravinho, depois eu.... ora por parte da B.B., ora por parte da M.M. A verdade incomoda!
Cravinho - Lobo, tinha uma opinião diferente de si. Fazia-o mais justo... Só porque tenho uma opinião diferente e todos me "batem" eu é que desencadeio o fogo?
Lobo - Cravinho, não disse nada disso.
José - Cravinho, isto é mais comum do que pensa. Não é bem por ser uma opinião diferente, mas sim por ser uma afronta aos dogmas caducos dos "vencedores" ideológicos. Se reparar, a mesma preocupação ferrenha a tinha e tem a maçonaria. Permita-me que lhe conte uma coisa: o golpe de 1910 foi feito pela maçonaria INTERNACIONAL, seguiram-se anos de desgraça para Portugal.... e o Estado Novo veio apenas como tentativa de recuperar Portugal e colocar a maçonaria para fora (eis o motivo do "partido único" em se proteger de infiltrações, e da famosa PIDE).
Manuela - acho muito bem haja respeito foi um lutador pela liberdade [a respeito de Mário Soares]
Cravinho - Quem lutou pela liberdade foram os militares, não foi o amigo bochechas lá sossegado em França...
Joana - Cravinho, num momento destes, o mínimo que deveria ter era RESPEITO! Apenas lhe recordo, independentemente de ser ou não pró-socialista,que se não fossem pessoas como o Dr Mário Soares, o sr. não poderia expor a sua opinião tão livremente, nem neste espaço nem noutro qualquer!
Cravinho - Se a democracia tivesse donos, era uma ditadura! O Marinho esteve sossegado em França à espera que o regime caísse... A verdade é essa. E não falei em pró socialismo nem pro coisa nenhuma! Já cansei deste assunto!
Joaquim - Os meus sentimentos à família.
Felício - Antes do mais. RIP !!! Condolências á família ! Só a HISTÓRIA dirá se foi o político que todos dizem ter sido !!! Eu que nunca concordei com algumas das suas decisões tenho dúvidas. Mas ninguém pode agradar a todos !!!
Renata - Sem dúvida ,todas as pessoas merecem respeito!
Armanda - E verdade amigo Paulo Guilherme bom fim de semana.
Paulo - Os meus sinceros sentimentos a todos os familiares e amigos.
Descanse em paz.
Teolinda - descance em paz muitos anos sem mim
Maria - descance em paz muitos anos sem mim
Manel - eterno descanço en paz AMEM
Ana - Oh Sr. Cravinho, tanto azedume prejudica a saúde... E tal como referi há pouco, é um ser humano... Pai, avô, sogro...
Gabriela - Estão a alimentar conversa ao Sr Cravinho; que tristeza o Sr. vai morrer um dia
Cravinho - Todos vamos, lamento informar
Gabriela - Tenha pelo menos respeito
Álvaro - Mas o Sr. Cravinho não é livre?
Maria de Lurdes - Pas à sua alma, Deus o tenha em eterno descanso.
Gonçalo - Não querendo entrar em considerações pessoais sobre o falecido, pois cada um tem as suas e as minhas reservo-as para mim, no entanto pergunto qual a relevância deste tipo de noticias numa página dedicada à cidade da Covilhã? O senhor era natural da Covilhã? Residia ou residiu na Covilhã? Fez carreira politica na Covilhã ou pelo menos na região?
Se estiver errado sobre a finalidade e propósito deste grupo gostaria que me ilucidassem...
Lobo - Qualquer presidente da República ou ex presidente tem relevância para a Covilhã ou para qualquer outra cidade. Até o Eusébio mereceu honras nesta página.
Cravinho - Excelente observação.
Clemente - Paz à sua alma
M.M. - Acho muito bem, haja respeito, foi um lutador pela liberdade.
Cravinho - Quem lutou pela liberdade foram os militares, não foi o amigo bochechas lá sossegado em França...
Marta - Cravinho, num momento destes, o mínimo que deveria ter era RESPEITO! Apenas lhe recordo, independentemente de ser ou não pró-socialista,que se não fossem pessoas como o Dr. Mário Soares, o sr. não poderia expor a sua opinião tão livremente, nem neste espaço nem noutro qualquer!
Cravinho - Se a democracia tivesse donos, era uma ditadura! O Marinho esteve sossegado em França à espera que o regime caísse... A verdade é essa. E não falei em pró socialismo nem pro coisa nenhuma! Já cansei deste assunto!
Froes - Os meus sentimentos à família
Feliciano - Antes do mais. RIP !!! Condolências á família ! Só a HISTÓRIA dirá se foi o político que todos dizem ter sido !!! Eu que nunca concordei com algumas das suas decisões tenho dúvidas. Mas ninguém pode agradar a todos !!!
Helga - Deixo o meu respeito mas nem sempre estive de acordo ...
Mário - O Lobo tem razão. Há determinados..., que publicam comentários e artigos ofensivos da memória de pessoas falecidas sem terem pelo menos o respeito pelos que cá ficam. Enfim cada um é como cada qual. Não sou dos que critico os opinativos de opinião contrária. Porém ofender a memória de quem já partiu , seja quem for, passa dos limites da liberdade de opinião para entrar no ilícito criminal. Aos que só têm a coragem de expressar a sua opinião contra quem já não lhes pode ensinar mais , desejo-lhes Vida Eterna. Tenho dito.
José - Mário, vamos supor que X praticou vários crimes, vamos supor que também golpeou famílias e a nossa história e honra (de forma que pelas nossas continuadas leis teria que ser condenado por traição à Pátria)... vamos supor também que alguém acha que este homem criminoso tem honra que se deva respeitar, e que as famílias por ele vitimadas tenham que, por amor de não se sabe que coisa, calar! Acharia justo!? Acharia códigos jurídicos em toda a civilização que sustentem tal coisa?
Uma pergunta: depois de Salazar ter morrido, e tendo Mário Soares arremessado contra ele palavras... depois disso, o Mário esboçou alguma crítica a estas actitudes? Aguardo a resposta. Obrigado.

Mário - José, não sendo , como já referi, intenção minha limitar quaisquer intelectos , apenas lhe digo que a defesa dos interesses sejam - morais ou patrimoniais - se faz com dignidade e com respeito pelos ofendidos, quando os haja. E modéstia minha , estou convencido que não é necessário procurar fora do nosso ordenamento jurídico para que se faça justamente a reparação de ofensas como exemplifica. Quanto à sua questão "in fine" não lhe poderei responder , que não assisti e não acredito em tudo o que leio. Nessa época andava entretido com , bicicletas, berlindes, música e namoraditas, quicá como o José. Um grande abraço.
José - Mário, concordará que um inimigo da pátria não pode ter aplausos nossos, o que seria um desrespeito para com todos nos, e para com os nossos antepassados que, com suor, e sangue, nos legaram para usufruir, mas também para proteger, cuidar e honrar. Portanto, ou bem que honramos os honrados, ou bem que honramos o seu ofensor  desonroso... (as duas em simultâneo é contradição ou falsidade). Onde está então a discordância aqui nestas conversas? Parece evidente que a discordância está em que uns acreditam a personagem como um herói, e outros como criminoso.
Mário - José, de facto o seu raciocínio é de louvar e sua conclusão final é evidente. Não lhe quero tirar razão. Mas se analisar o meu comentário inicial , não quis referir-me em concreto ao nosso «par» falecido, mas sim defender genérica e abstractamente a Dignidade e o Respeito por Pessoa Falecida; o que, aliás, faço e farei sempre. Melhores cumprimentos.
José - Mário, talvez eu tenha sido insuficiente no que escrevi (se foi o caso, queira desculpar). Eu refiro-me a qualquer pessoa falecida que tenha estado nas condições de Mário Soares. Noutros tempos, pelas mesmos feitos teria sido julgado, e preso, ou mais grave (tenham-se em conta as nossas antigas leis e costumes, mais prontas a punir o mal e a facilitar o bem) .... Acontece que esta personagem socialista faz parte do grupo dos vencedores. Outro caso idêntico é o do criminoso Buiça, o qual ficou por julgar, não fosse ele do bando dos vencedores.
Mário - Ok, José. Nada mais lhe posso dizer. Abraço.
José - Mário... é simples:
1 - Os criminosos não têm direito a ser honrados, publicamente antes pelo contrário; porque seria um escândalo, uma injustiça, e uma sem razão, um desincentivo, etc...
2 - Os familiares destes defuntos não podem exigir ou ambicionar um tratamento honroso ao defunto. Antes pelo contrário, devem envergonhar-se por ele.
Isto é assim desde a Grécia antiga, passando por S. Tomás de Aquino (sistematização do Pensamento Católico), direito, costumes etc... Não creio que no séc. XXI se tenha criado moral diferente…


Esta última conversa colocou também em evidência que a difusão exaustiva do culto "25 de Abril" exaltou de tal forma certos erros como virtudes (ex: os fins justificam os meios) que deixa os hodiernos sem argumentos. Também este culto de ladainhas lamentáveis, por não ser mais forte que as nossas raízes e costumes, em vez de nos terem mudado os valores, apenas nos deixaram bloqueados entre opostos. Já noutros lugares do mundo, onde as raízes foram praticamente cortadas [alguns pensam em vão que a raiz cortada pode ser reatada], qualquer onda que se levante faz adeptos necessitados de preencher um vazio, como a mesma velocidade com que se levantam mil ceitas.

Esta última conversa transcrita passa-se entre gente que tem certa filiação política (ex. Cravinho e Mário), local, e um ou outro sem filiação (Ex: José).

Concordarão os leitores que o artigo reuniu com certa amplitude para servir de mostra. Os portugueses são UNS, os meios de comunicação principais SÃO OUTROS, e os ambientes políticos principais na realidade casam com os meios de comunicação mas querem fazer parecer--se casados com os portugueses.

"25 de Abril, sempre"? Deus nos livre. Soares, nunca mais.

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