OS TEMPLOS DO COSTUME PARA AS CONVERSÕES DESEJADAS... S. Gregório e S. Agostinho




















O Papa S. Gregório I enviou para Anglia Santo Agostinho (onde veio a ser Arcebispo de Cantuária), recomendando-lhe com a sabedoria e prudência de santo:

- "Não é preciso abater os templos dos ídolos, mas somente os ídolos que láestão. Depois de aspergidos esses templos, com água benta, devem colocar-se aí altares e relíquias, porque se esses templos estão solidamente construidos, é necessário desviá-los do culto dos demónios e pô-los ao serviço do verdadeiro Deus, a fim de que essa nação, vendo que se não o destroiem os templos, se converta mais facilmente e venha a adorar o verdadeiro Deus nos lugares que lhe são conhecidos." (Arqueologia Litúrgica, pág. 12, por Mons. Augusto Ferreira.)

Será que hoje Deus dá templos (típicos, e que estão ao abandono)? Como deve ser interpretado tal sinal?

MEMÓRIAS - ANTES DAS MUDANÇAS, COMO FOI

ORDENAÇÕES SACERDOTAIS EM CAMPOS

"Os Reverendos Pe. Dominique Lagneau e Pe. Xavier Beauvais assistiram às ordenações sacerdotais dos neopresebíteros Claudiomar Silva Souza e José Geraldo Freitas da Silva, que se realizaram a 11 de fevereiro deste ano na paróquia do Pe. Rifân (a igreja do Coração Imaculado de Nossa Senhora de Fátima, com a capacidade para oitocentas a novecentas pessoas). Monsenhor Richard Williamson ordenou os novos sacerdotes, e também assistiu Monsenhor Licínio Rangel, o qual não pôde celebrar as mesmas por razões de saúde." (Iesus Christus, nº 76 jlho/agosto de 2001)



A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (VI)

"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

3 - Moléculas

Como todo este assunto a respeito dos fósseis é tão inconsistente quase não resistia, e nem resiste, ao menor exame crítico, os crentes na hipótese da origem simiesca do homem decidiram procurar novos horizontes hermenêuticos para poderem demonstrar a hipótese. E assim apareceu o argumento das semelhanças moleculares. [repare-se que a ideia de que uma semelhança seria prova, já fazia parte do erro de lógica destes crentes]

Antes de prosseguir, acho conveniente fazer uma aclaração categórica: todos estes argumentos, baseados em semelhanças, para estabelecer o parentesco, são apenas sofismas, pois parecido e parentesco são coisas evidentemente distintas. O facto de que indivíduos aparentados tenham semelhanças, não significa, de forma alguma, que indivíduos (ou espécies) com semelhanças estejam necessariamente aparentados.

Suster o contrário, que a semelhança por si mesma constitui um prova de parentesco, é uma proposição que, estou seguro, nenhum biólogo aceitará defender, já que pelo bem conhecido fenómeno da convergência biológica, estruturas e funções precticamente idênticas podem sesenvolver-se em indivíduos ou espécies geneticamente não relacionadas. De modo que toda a argumentação assente na semelhança, para provar o parentesco, carece de fundamento científico.

Mas voltemos às semelhanças moleculares.

Há vários anos, alguns cientistas, com um tom deliciosamente jubiloso, demonstraram que existem algumas moléculas (proteínas e ácidos nucleicos) semelhantes entre o homem e o chimpanzé. Com o qual ficaria demonstrado que o homem era parente próximo deste antropóide. O alvoroço foi indescritível! Mas... durou pouco. E em breve tornou-se uma verdadeira catástrofe, entre outras coisas, porque as árvores genealógicas entre o macaco e o homem, propostas pelos biólogos moleculares, contradiziam abertamente as árvores genealógicas propostas com base nos fósseis  adiantadas pelos antropólogos.

Santo Deus! Claro, os "novos exegetas" nem remotamente imaginavam onde se tinham acabado de meter. Com uma ingenuidade infantil - ao fim e ao cabo, deles é o Reino - apressaram-se, exultantes de regozijo, em busca das semelhanças moleculares para demonstrar, desta vez sim, "cientificamente", como tinha acontecido a mudança de macaco em homem.

Quando começaram a aperceber-se, já era tarde. Porque o que encontraram deitava por terra todas as supostas árvores genealógicas construídas pacientemente pelos antropólogos, durante anos e anos de esforçado e imaginativo labor. Uma verdadeira tragédia evolutiva.

Tantos anos a coleccionar um pequeno osso para aqui, outro para ali, alguns dentes acolá, para armar a "evidência" da nossa origem; tantos anos de fabricação de modelos de matérias moldáveis (totalmente imaginários) dos nossos "antepassados" (vestimenta, corte de cabelo, cor de pele e hábitos laborais e matrimoniais inclusivamente); tantos anos a manipular os dados radiométricos, de fazer desaparecer fósseis "heréticos" (ou seja, não encaixavam na hipótese); tantos anos para dizer ao público, do alto da cátedra eminente até ao livro de divulgação, como e quando o macaco se tinha transformado em homem..., agora, afinal, tudo teria mudado! Não há direito!

(Terá continuação)
(Leia a V parte)

CATECISMO CATÓLICO - A ÚLTIMA VINDA (I)

É notável!
Por ocasião de um amigo estar com dúvidas de Fé, custa-lhe aceitar determinada parte da Doutrina revelada, decidi dedicar-lhe com estima o capítulo V deste remédio que é o catecismo de Trento, na versão adaptada de S. Pio X. O livro ao qual vou recorro não é um mero catecismo de S. Pio X, é uma versão com abundantes explicações e exemplos, sumamente aprovada e adequada a catequistas e seminarista (seminários menores - pois supõe-se que o catecismo esteja bem estudado antes do Seminário Maior, tanto mais naqueles tempos de seriedade doutrinal). É portanto uma versão que foi usada nos seminários menores antes do Concílio, uma "relíquia" que eu me alegro de ter conseguido.

CAPÍTULO V

Vinda de Jesus Cristo no fim do mundo. Os dois juizos particular e universal

... Donde há de vir a julgar os vivos e os mortos

95. - Jesus Cristo há de voltar alguma vez visívelmente à terra?
Jesus Cristo há de voltar visivelmente à terra, no fim do mundo, para julgar os vivos e os mortos, isto é, todos os homens, bons e maus.

Explicação. - 1.º Pergunta-nos o catecismo se Jesus nunca mais há de voltar visivelmente à terra. Ponderai que Jesus é o Filho de Deus feito Homem; nasceu menino, tomou, como Homem-Deus, o nome de Jesus Cristo, viveu, padeceu, morreu e depois, tendo ressucitado, subiu ao céus. Como Homem-Deus, está, como já aprendemos, não só no céu, mas também na terra. no santíssimo Sacramento do Altar. Vêde-lo na Eucaristia? Ver, não o vêdes! E, por isso, Jesus está, sem dúvida, voltando continuamente a este mundo, mas de modo invisível; não o vemos com os nossos olhos.

2.º E de modo que o vejamos, isto é, visivelmente, nunca mais virá?... Sim, ensina-nos o Catecismo, há de vir um dia, há de vir no fim do mundo. Disse-o o próprio Jesus aos Apóstolos: "O Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus Anjos: e então dará a cada um a paga segundo as suas obras". (1) (Disseram-no também os Anjos aos Apóstolos depois da Ascenção de Jesus. Vêde pág. 180,2.º). - Perguntareis: quando será o fim do mundo? A-pesar-de interrogado pelos Apóstolos quando seria o fim do mundo, Jesus nada quis dizer sobre este ponto; crede só no que ensina a Igreja: é certo que há de vir tempo em que o mundo deixará de existir do modo como existe agora, mas sem ser aniquilado. Isto deveis crê-lo. Com respeito a quando ["não sabereis nem o dia nem a hora"] isso acontecerá e a que virá a ser do mundo, não acrediteis em tantas coisas que se dizem. Jesus não o queis dizer aos Apóstolos e, portanto, podeis capacitar-vos de que tudo quanto se diz a este respeito ou não é verdadeiro, ou não é certo.

3.º Quando Jesus veio pela primeira vez ao mundo, veio apra nos salvar, e por isso, nos deu a sua doutrina, os seus sacramentos, a sua Igreja. Depois da ressurreição, demorou-se na terra para confirmar na fé os seus Apóstolos. No fim do mundo há-de tornar a vir visivelmente para julgar,  etc. Ele permite que, durante a vida, façamos ou desprezemos o que nos ensinou e ordenou. Porém, naquele dia, pedir-nos-á contas publicamente; julgar-nos-á. Haveis de ter alguma vez ouvido falar de juízos. E, um individuo julgado, quando culpado ou tido como tal; é conduzido ao tribunal e aí examinado sobre o que praticou, afim de se saber se é réu ou inocente da culpa que se lhe atribui. Assim seremos todos nós julgados no fim do mundo; isto é, será examinada a nossa vida com todas as obras e deste modo se demonstrará ou a nossa inocência, ou a nossa culpa: "Todos compareceremos ante o tribunal de Cristo... Cada um de nós dará conta a Deus de si mesmo" (2)

O Catecismo, ensina-nos que Nosso Senhor Jesus Cristo, há de vir a julgar a todos, os vivos e os mortos, explica-nos, também, que por mortos se entendem aqui os maus. Disse S. Pedro: "(Jesus) nos mandou pregar aos povo, e dar testemunho de que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e mortos". (3) Para o juízo universal, todos os homens ressuscitarão e assistirão a ele em corpo e alma.

(Terá continuação)

(1) - S. Mateus, XVI, 27.
(2) - Romanos, XIV, 10, 12.
(3) - Actos dos Apóstolos, X, 42.

JOVENS GERAÇÕES - OUTRA "TRADIÇÃO" ...

D. Tissier de Mallerais
"(...). É a apostasia das jovens gerações; a juventude perde-se na massa e abandona a Fé que lhe foi transmitida.  Houve uma ruptura na transmissão.
Não esquecer a lição: a Tradição está viva quando é transmitido fielmente o depósito da Fé; mas morre por esterilidade onde a transmissão foi interrompida. O neomodenismo matou a Tradição porque não a transmitiu; falsificou-a, adulterou-a, desarmou-a perante o erro para uni-la ao erro.

(D. Bernard Tissier de Mallerais, "A Tradição Viva e Combativa", Iesus Christus H.H.S. Janeiro/fevereiro 1999)

A TRADIÇÃO QUE SE PERDE NÃO SE PODE TRANSMITIR

É tão óbvio: aquilo que não se tem não se pode transmitir: o que se perde não se pode transmite: quem ama os seus da-lhes a guardar o que acha bom e a não guardar o que acha mau: ninguém ama o que não conhece.

Quase TODOS os católicos, incluindo os que dizem ser "da tradição", esquecem o significado de Tradição. Muitos dos católicos que se dizem "tradicionalistas" acabaram por cair em "clubismo": confundem a Tradição com todo o trabalho dos últimos tempos em manter a Tradição da Igreja. Estes chegam a dizer que tudo o que lhes cabe defender é a "luta da tradição", ou seja, o Rito Romano legítimo e a Doutrina de sempre. Em suma, estes, estão que assim respondem colocam-se fora da Tradição da Santa Igreja por via de uma concepção privada que é produto da sua experiência pessoal a respeito das tarefas que se têm feito na tentativa de preservar a Tradição da Santa igreja.

A Tradição, não sendo "a luta pela tradição", nem sendo um qualquer grupo de pessoas ou uma instituição, supera qualquer esforço humano. A Tradição tem o seu reflexo  na produção do próprio Magistério, na Moral e nos Bons-Costumes. Ela é "viva" na medida em que, preservando sempre a mesma verdade, permite uma verdadeira evolução de cada indivíduo em todo o tempo que passa e é guardada e transportada pelo tempo fora. A verdade, a Doutrina, produz por isso a verdadeira civilização... a Tradição não poderia senão fazer o mesmo.

Quem não aceita a Doutrina de sempre por inteiro coloca-se muito mal perante a Tradição, pelos aspectos seguintes:

1 - O valor da Tradição está no sumo valor daquilo que é transmitido. Sem a aceitação da Doutrina, nada serviria tentar dar valor à Tradição: a Tradição está para a Doutrina;
2 - As novas doutrinas pós-conciliares, aquelas ideias que foram difundidas como sendo da Igreja mas que, afinal, nunca estiveram no Depósito da Fé e, pelo contrário, estão em choque com o que a Tradição tem transmitido, não podem alegar pertencerem à Tradição sob pena de excomunhão: A ideia de que "nº 21. a Revelação que constitui o objecto da Fé católica, não ficou completamente com os Apóstolos" está condenada por S. Pio X (Lamentabili - 3 de julho de 1907).
A Roma-de-hoje quer a Tradição? O que adianta dizer querer se faz o contrário relativamente à Doutrina? NÃO É POSSÍVEL voltar à Tradição sem PRIMEIRO voltar à Doutrina.

O veiculo que o Patrão emprestou serve para transportar o que o Patrão mandou: contudo Roma-de-hoje transporta o que o Patrão proibiu de forma a não haver espaço no veiculo para transportar tudo o que o Patrão mandou (diz até que nunca se opõe ao que o Patrão mandou transportar). Mas muitos sacerdotes não sabem já o que o Patrão mandou, e as novas gerações pensam que o Patrão mandou aquilo que Roma-de-hoje transporta. E outras gerações virão ...

Estar longe da Doutrina, é estar longe da Tradição, é estar longe da própria Igreja imaculada e inerrante, é estar longe da Sede Apostólica, é estar longe de Deus. Estar perto de ideias em choque com a Doutrina de sempre, é estar perto do mundo, é estar perto das filantropias, é estar perto da crença privada dos membros da hierarquia que não se submetem à Doutrina de sempre, é estar perto da "tradição viva" (aquela que é produto humano mas que se diz ter previamente sido inspirada pelo Espírito Santo - e que se vai alterando ao sabor dos tempos), é estar perto dos enganos do Demónio.

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (V)

"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

Ainda que logo hajam retractações e refutações, é facto que na história da Antropologia abundam os exemplos de "hominídeos" inventados criados daquela forma. Basta recordar, por exemplo, o famoso Homem de Nebrasca, "criado" em 1922 com base num molar, que logo depois se descobriu que pertencia a um javali.

Nas ilustrações da época apareciam o senhor e a senhora Homem de Nebrasca, com os seus dois filhos, menino e menina - a família tipo, digamos -; indumentária: tanga, evidentemente; habitação: caverna, pois claro; ela amamentando, etc. Tudo isto com base no molar de javali selvagem americano.

A partir de 1960 e durante vinte anos, o antropólogo David Pilbeam susteve que o Ramapiteco era um "hominídeo", baseado-se num par de dentes e alguns pedacinhos de mandíbula. Em 1984 mudou de conclusão e acredita agora que é são partes de um simples macaco. Contudo, entretanto, aquela "descoberta" ramapitesca valeu a Pilbeam passar de professor de Antropologia da Universidade de Yale à Universidade de Harvard (nem mais nem menos)! Isto, não demonstrando a evolução do Ramapiteco, demonstra a evolução de Pilbeam.

Em 1980, o famoso antropólogo americano Noel Boaz chamou de clavícula de um "hominídeo" ao que logo se viu ser uma costela de golfinho! [Tudo o que é objecto animal não identificado prova a existência de supostos terrestres, em vez de provar a ignorância do explorador a respeito do objecto que tem em mão!]. Segundo este antropólogo, a forma da clavícula sugeria que o ser em questão era de um chimpanzé que caminhava erecto. "Blooperpiteco" teria sido um nome adequado ao seu novo "hominídeo"!...

Em 1984 teve que ser cancelada apressadamente um congresso internacional de antropologia na Espanha, onde iria ser apresentado em sociedade o achado recente Homem de Orce (Andaluzia, Espanha), por ter-se descoberto que o fragmento de crânio encontrado pertencia, na realidade, a um burro. ["Burropiteco" seria um belo nome para a "descoberta"].

Enfim, a lista é longa. É talvez por isto que Sir Solly Zuckerman, uma das máximas autoridades mundiais em anatomia, no seu livro Beyound the Ivory Tower nega o carácter científico de todas estas especulações sobre os fósseis, comparando o estudo dos supostos antepassados fósseis do homem com a percepção extra-sensorial, no sentido de estas actividades estarem ambas fora do rigor da verdade objectiva, e onde qualquer coisa é possível ao crente nas ditas actividades.

(Continuação, aqui)
(Leia a IV parte)

CURIOSIDADES - PORTUGAL 1917 - APOSTOLADO DA ORAÇÃO

O Apostolado da Oração teve uma forte importância em Portugal. Todos os meses se pedia por uma intenção e havia um sistema articulado de oração.

O que pedia Portugal em 1917, no mês que antecedeu o 13 de Maio em que Nossa Senhora nos veio visitar? 

Tenho comigo a folhinha do Apostolado da Oração do Mês de Abril de 1917, nomeadamente do dia 25 (S. Marcos, Apóstolo). Protector do mês: o Apóstolo S. Marcos, dia de comunhão com indulgências plenárias por intenção do "Amor ás doutrinas puras".

Ainda a intenção geral para o mês, escolhida pela situação que se vivia, "caridade em tempo de guerra". Oferecia-se um mistério do Rosário (visitação de Nossa Senhora a Sta. Isabel).

(Aproveito para lembrar que no dia 25 de Abril comemora-se a Batalha de S. Marcos em que os Espanhóis foram fortemente derrotados pelos Portugueses.)

ORAÇÃO DA IGREJA PELA "PLENA COMUNHÃO"

APOSTOLADO DE ORAÇÃO
NOVEMBRO DE 1966

"Oferecemos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus, e por meio do Coração Imaculado de Maria, as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia, em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se nos nossos altares. Eu vo-las ofereço de modo particular para que as igrejas separadas adiram à comunhão plena com a Igreja católica e pela juventude operária da América Latina.":

"Durante este mês de Novembro, (...) pedir ao Senhor que dê às Igrejas se paradas a graça de chegarem à plena comunhão com a Igreja católica, e à juventude operária da América Latina a graça de não se deixar contaminar pelo comunismo.
O Senhor faz-nos pensar nas Igrejas orientais separadas. Delas fala o Concílio Ecuménico com predilecção. (...)"

Caro leitor... pense o que quiser... 

DEUS OUVIU OS PEDIDOS... MAS...!!!

SUA SANTIDADES O PAPA JOÃO XXIII
O PAPA E OS CATÓLICOS

"No momento em que, convocado por S. Santidade João XXIII, se vai reunir o Concílio Vaticano II, não será descabido repensar naquilo que o Papa é para a Igreja.
Para o Católico consciente, o papa, Chefe visível da Igreja, é o Representante de Jesus Cristo, Cristo, visível e moralmente presente, Cristo que fala, age, ensina, governa, ou, na síntese inspirada de Santa Catarina: “o doce Cristo na Terra”.
Sendo assim, dificilmente se concebe lar verdadeiramente católico, para não falar já nas sedes de qualquer obra religiosa ou de apostolado, onde se não veja, em lugar de honra, um retrato do Santo Padre … data festiva numa família cristã, que se não torne mais festiva, pela bênção do Papa.
Este deve ser também um ano e renovado fervor em redor do Pastor das nossas almas, Vigário de Cristo, Pedra e Fundamento, de Unidade, Mestre da Fé, ao qual nos devemos sentir cada vez mais unidos pelos vínculos de uma ardente caridade, como filhos devotados do pai Comum.
OREMOS, COM A SANTA IGREJA, POR SUA SANTIDADE JOÃO XXIII
… Para que o Senhor O conserve … O faça feliz … O não entregue nas mãos dos seus inimigos."

A OBRA DE MONS. LEFEBVRE É RECUPERÁVEL


A Obra de Mons.Lefebvre é recuperável pelos seguintes motivos:

1 - O estado de nescessidade da Igreja é cada vez maior;
2 - A Obra de Mons. Lefebvre consiste unicamente na necessidade e obrigação de guardar a Fé católica. Isto não é uma obrigação PARTICULAR mas sim UNIVERSAL dos católicos;
3 - A instituição (afectada pelo fellaysmo) não é incompatível com ele e deve-se livrar dele e de outras ideias nocivas ao catolicismo. Portanto, A FSSPX e o fellaysmo não se identificam e o primeiro não pode ser obrigado pelo segundo, sendo que o segundo se tornou ilegítimo;
4 - A Doutrina, todas as publicações que a explicam, são elas orientação para os momentos de "desvio".

Este é um momento de desvio. Tal como o homem peca também a FSSPX está em pecado este últimos tempos, e muitos nela que o consentiram por omissão ou por cooperação mais activa: o pecado é reparável se há arrependimento.

QUEM NÃO NOTOU, NÃO IRÁ NOTAR...

Ainda há pouca esperança de sair da terrível armadilha...
Quando os católicos (romanos) que se socorrem dos serviços da FSSPX por obrigação de católicos começaram a queixar-se de mudanças na FSSPX, tal como o fizeram alguns dos seus sacerdotes, surgiu a informação pública (por parte das autoridades) de que a FSSPX não mudou e continuava a mesma. Houve portanto estes dois acontecimentos que têm de ser olhados com seriedade:

1 - Queixas de que a política de D. Fellay estava a tornar a FSSPX uma "outra FSSPX";
2 - A reposta das autoridades da FSSPX que, em vez de tranquilizarem com repostas directas, opta por fazer uma "campanha" de informação para dizer que a FSSPX estava igual.

Hoje Mons. Fellay diz que não se notará diferença "entre antes e depois". Nada mais certo:

1 - Os diziam que a FSSPX já não era a mesma com o fellaysmo, DEPOIS, continuaram a dizer o mesmo;
2 - Os que diziam que a FSSPX continuou a mesma, sem contradição, DEPOIS não notarão a diferença, por não a terem já notado antes.

Em suma: a grande mudança DOMINA hoje o mando da FSSPX e ela está no terrível equívoco que é a aceitação do Summorum Pontificum e o decreto de levantamento das "excomunhões".

Nunca se afirmou "nada mudará", mas sim "não sentirão a diferença" se a FSSPX for para "Roma". O que está contido neste dois documentos JÁ ACEITES contêm toda a negação Tradicionalista.

Esperemos que na FSSPX os Bispos (ou algum(s) deles), tenha(m) a extrema coragem de, neste pouco tempo que falta, lançar(em) um documento a Roma explicando que tais documentos na verdade são incompatíveis com o catolicismo e que, por isso, não podem obrigar. Mas só um grande milagre poderia tal... Rezemos por isso.

CORRENTE MUNDIAL DE ORAÇÕES PELO CONCÍLIO VATICANO II

Antes e durante o Concílio Vaticano II o próprio Papa (João XXIII) mandou que se rezasse pelo novo Concílio ecuménico, tanto a adultos como a crianças. Quantos milhares de milhões de orações não teriam sido feitas ao Espírito Santo... Mas o que adianta pedir a Deus se recusarmos os meios directos que ele nos deu?

Aqui está um dos exemplos que testemunham o esforço feito por toda a Igreja Católica antes e durante do Concílio:

"ORAÇÃO PELO CONCÍLIO ECUMÉNICO(Com aprov. Ecles.) 
Divino Espírito Santo que, enviado pelo Pai em nome de Jesus, estais presente na Igreja e infalivelmente a governais, pedimo-Vos a plenitude dos vossos dons para o Concílio Ecuménico.
Mestre e Consolador suavíssimo, iluminai as mentes dos Sagrados Pastores que, em obediência ao Romano Pontífice w juntamente com Ele, celebram as reuniões do Santo Concílio.
Concedei-nos a graça de que sejam abundantes os seus frutos e de que cada vez mais se difundam pelo género humano a luz e a força do Evangelho. Concedei-nos também que floresçam, com renovado vigor, a religião católica e os ardorosos trabalhos dos missionários a fim de que cheguemos a um conhecimento mais perfeito da doutrina da Igreja e a vida cristã progrida salutarmente.
Ó doce Hóspede das almas, confirmai as nossas inteligências na verdade e dirigi os nossos corações na obediência exacta para que recebamos submissos e jubilosos cumpramos as determinações do Concílio.
Pedimo-Vos também por aquelas ovelhas que já não são do único redil de Cristo para que também elas, que se gloriam do nome cristão, cheguem à unidade da igreja sob o governo dum só Pastor.
Renovai hoje, em novo Pentecostes, os vossos prodígios e fazei que a Santa Igreja, preseverando unida em oração constante, com Maria, Mãe de Jesus, e sob a invisível direcção do Apóstolo S. Pedro, dilate o reino de Cristo, nosso Salvador, reino de verdade e de justiça, reino de amor e de paz. Assim seja.

(Indulto de 10 anos por cada vez, plenária uma vez por mês para quem a rezar todos os dias.)"
O movimento contava com as crianças católicas de todo o mundo que rezaram uma oração composta pelo Papa:

 
"EM UNIÃO COM O SANTO PADRE, AS CRIANÇAS DO MUNDO INTEIRO REZAM PELO CONCÍLIO
ORAÇÃO DAS CRIANÇAS PELO CONCÍLIO ECUMÉNICO 
Divino Espírito Santo, vós que descestes outrora sobre a Virgem Santíssima e os Apóstolos quando estavam reunidos em oração no dia de Pentecostes, derramai agora a plenitude dos vossos dons sobre o Santo Padre e sobre os Bispos do mundo inteiro reunidos com Ele em Concílio Ecuménico.
Porque habitais nas nossas almas, fortificai o nosso espírito e os nossos corações; enchei-os da vossa luz e do vosso amor; tornai-os dóceis a aceitar e a pôr em prática as decisões do Concílio.
Ó Espírito de Verdade, Ensinai a todos os homens o caminho que leva a Casa do pai Comum para que, segundo o desejo de Jesus, não haja em breve mais do que um só rebanho e um só pastor!

Assim seja! 
O texto desta oração foi composto por Sua Santidade o Papa João XXIII para fomentar entre as crianças um intenso movimento de oração pelo Concílio. (Carta de S. Exciª Mgr. Dell'Acqua a Raoul Delgrange, Presidente da Comissão Internacional Católica da Infância, em 3 de Fevereiro de 1962.)"

AINDA É POSSÍVEL EVITAR A DETONAÇÃO (I)

D. Bernard Fellay
Actual superior da FSSPX
Dois documentos que nestas horas passam discretos são na verdade como que duas bombas-relógio romanas prontas a detonar... (esta afirmação não avalia intenções).
O "
acordo prático" não é um problema, porque a aceitação do Summorum Pontíficum constitui um  discreto compromisso contra a Doutrina da Igreja. Se a "FSSPX" se mantivesse como está hoje (comprometida contra a Tradição por meio da aceitação de alguns documentos) mais valeria às almas a clareza da passagem oficial a "Roma". A aceitação do decreto de levantamento das "excomunhões" implica um compromisso com o Direito canónico actual e muitas outras e terríveis consequências.

Os ingénuos gastam o tempo a lutar contra um acordo prático quando, na prática, a aceitação pública (o suficiente para fora da FSSPX ser tida como oficial) daqueles dois documentos implica um  compromisso doutrinal-jurídico (até o poderíamos chamar de "compromisso doutrinal-jurídico"). Mas há a obrigados moral de empreender forças num sentido contrários (tentando evitar a catástrofe) e incentivar à eliminação desse "vínculo": aclarando que eles, pelos erros vários erros que contêm e provocam, não conseguem constituir-se como Magistério verdadeiro da Igreja nem sequer são verdadeira disciplina e justiça.

Se tais documentos são incompatíveis com o catolicismo, NINGUÉM poderá obrigar com eles aos católicos a se vincularem a eles, e toda a tentativa de vínculo que daí resulte é, na verdade, ILEGÍTIMA (no catolicismo a LEI suprema é a de Deus - a vontade de Deus está expressa claramente na Doutrina). Por isso, se o fellaysmo tenta vincular toda a obra da FSSPX e os próprios católicos (romanos) que recorrem a ela por obrigação católica, esse tentativa é ILEGÍTIMA.

Se tudo o que afirmo é verdade, há que concluir que:

os superiores da FSSPX estão a sair do poder conferido relativamente ao governo da obra e das almas, pelo menos no que toca à tentativa de vinculação (pela aceitação dos documentos supracitados), e, sendo assim, tanto o suposto "vínculo" como um trato com Roma que não negue o conteúdo de tal "vínculo" É NULO na Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

O erro é geral: grande parte tem aceite o Summorum Pontificum com o imoral argumento dos benefícios práticos (segundo estes os fins justificam estes meios maus), e segundo alguns estes , os que protegem tal mal num documento Papa, tudo se pode desde que não se atinja Doutrina. Negam que aquilo que o Summorum Pontificum trata é uma questão profundamente doutrinal (a Missa) e salientam o revestimento jurídico-disciplinar no qual afogam todo o documento.

Eu, a 07/07/..07 alegrei-me com o Summorum Pontificum, pois já se tinha espalhado que o Papa era amigo da Tradição e que estava a preparar algo para "libertar" a Missa. Eu, e outros, já esperavamos ALGO... Depois saiu a carta de Bento XVI a todos os Bispos que antecedeu o documento sobre a Missa e que faz referência a D. Marcel Lefebvre. Pouco antes disto o Papa tinha feito alterações no regulamento do Conclave (o que se achou estranho a 2 anos de pontificado). Finalmente saiu o documento esperado, em forma de Motu Proprio, e logo choveram as contestações dos Cardeais e dos Bispos, falava-se até em que o Papa não estava em estado normal de saúde mental e que deveria ser deposto, a hierarquia desatou a escrever "INTERPRETAÇÕES" sobre o Motu Proprio na tentativa de neutralizar todo o seu conteúdo, os Bispos não tardaram em fazer substituir as mesas de madeira (a que chama abusivamente de "altares") da nova missa por outras de pedra (invocando os cânones relativos aos altares), houve desobediência aberta contra o Papa e sobejamente propagada nos jornais. Os "católicos das catacumbas" apressaram-se mais em admirar toda esta "revolução" e menos em se preocupar com o documento em si. Com o tempo, o Motu Proprio começou a levantar dúvidas em todos os quadrantes: a ambiguidade e a contradição do documento acabava por abrir brechas para abrigar todos os gostos-que-não-se-regulem-pela-verdade. Evidentemente que os tradicionais católicos, inicialmente muito agradados, que tinham visto a revolta de uma parte dos modernistas (os modernistas conservadores não se manifestaram contra - mais ficaram calados) tentaram fazer da suposta boa-vontade do Papa um remendo dos buracos do documento. Eu mesmo, à medida que ia olhando o documento, pensava apenas na minha pequenez perante uma realidade maior. Hoje um documento no mesmo género, por mais espalhafatos exteriores, não conseguiria com facilidade enganar-me.

(terá continuação)

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (IV)

"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

Apesar do carácter totalmente humano do Homem de Neanderthal ser conhecido deste o ano de 1957, todavia hoje é frequente encontrar a sua representação bestializada; e não só em livros e revistas de divulgação. Não, por exemplo, no modelo bestializado do Homem de Neanderthal foi recentemente retirado do Museu Field de História Natural de Chicago em 1975. Foi deitado ao lixo (lugar a que lhe corresponderia)? Não senhor... foi retirado do primeiro piso (origens do homem) e colocado no segundo piso  junto aos dinossauros, com uma legenda que diz "modelo alternativo do Homem de Neanderthal"!. Cabe destacar que a secção dos dinossauros é a mais visitada pela gente comum, em especial as crianças e jovens dos colégios... Este é um exemplo claro da "honestidade científica", que lhe atribuem.

A respeito dos assim chamados "Homo Erectus" (Pitecantropo e Sinantropo), haveria muito que dizer. Dos achados originais que deram lugar a este grupo taxonómico, um deles, o Homem de Java (Pitecantropus Erectus), tinha sido - segundo o seu próprio descobridor, E. Dubois - tão simplesmente um macaco (gibão) grande. O outro, o Homem de Pequim, tem todas as aparências de ter sido uma das tantas fraudes que se foram cometendo. Os supostos "Homo Erectus" descobertos mais recentemente em África (Laekey e Walker, 1984), pelas descrições, pareceriam mais neanderthais, portanto: Sapiens.

Em relação aos tão capacitados Australopitecos de África (incluindo a Lucy) desde já aclaro, caro leitor, que estes seres são definitivamente macacos; não há discussão a respeito: um metro de estatura; capacidade craniana entre 500 e 600 cc. (como o chimpanzé, por exemplo; a do homem é de aproximadamente 1500 cc.); forma do crânio "mais ou menos simiesca" (Lord Zuckerman); capacidade para "balançar-se de ramo em ramo melhor que um orangotango" (Charles Oxnard), etc.

Todos os outros nome costumamos ler e escutar (Ramapiteco, Dryopiteco, Kenyapiteco, Sivapiteco, etc.) são todos, sem excepção, "macaquíssimos".

O problema está no que designa o termo "hominídeo", precisamente, a qualquer macaco que caminhasse mais ou menos bipedamente, ou que o seu descobridor tenha sustentado que caminhava, e que tem dentes mais pequenos que os outros macacos. Com isto é suficiente para graduar de "hominídeo" ao achado, e para transformar o seu descobridor (ou inventor) no Júlio César da antropologia, do dia para a noite. Isto não é exagero, já é facto que, com apenas um dente, ou um pouco de mandíbula ou pedaço de crânio, um antropólogo pode reclamar para o seu achado o status de "hominídeo".

Em última instância, um "hominídeo" é qualquer mais ou menos qualquer coisa que um antropólogo baptize como tal...! Inclusivamente um Homo Sapiens, como sucedeu com o Homem de Neandertthal!

(Terá continuação)
(Ler a parte III)

DAR O NOME ÁS COISAS SEM TROPEÇAR - SUMMORUM PONTIFICUM / CONCÍLIO VATICANO II (I)

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Aceitar 95% do Concílio Vaticano II, ou aceitar 95% do Motu Proprio Summorum Pontificum, representa a não aceitação de tais documentos por inteiro, ou seja: é a não aceitação da autoridade (não confundir com "agentes da autoridade") que no geral se lhes tem tentado atribuir. Pensando que tal seria contra o reconhecimento da legitimidade dos "agentes da autoridade" (como o Papa), e confundindo AUTORIDADE com "agentes da autoridade"(1), alguns dos católicos (romanos) que se abrigam às asas da FSSPX concluíram erradamente que o Motu Proprio Summorum Pontificum não poderia ser recusado sem que com isso ficasse negada a legitimidade do Papa (e assim se caíssem em sedevacantismo). Mas segue-se então a pergunta:

Aceitam esses, sem reservas, os documentos do magistério (supostamente do magistério) pós-conciliar com a autoridade que Roma lhes quer atribuir hoje? (De outra forma: esses aceitam como parte do Magistério da Igreja todos os documentos pós-conciliares apresentados como Magistério?)

Porque dever-se-ia aceitar o Motu Proprio Summorum Pontificum, e negar a autoridade do Concílio Vaticano II (5%)? Antes de mais, convém dizer que, esta pergunta pode gerar confusão: por um lado o fellaysmo nunca se pronunciou oficialmente sobre uma não aceitação de parte do Summorum Pontificum (pelo contrário, agradeceu publicamente, sem reservas a promulgação desde documento, sem nunca, até hoje, ter alterado o seu parecer), por outro lado pronunciou-se publicamente contra 5% do Concílio Vaticano II sem achar que isso coloque em causa a autoridade dos Bispos e do Papa.

Há mais de 3 anos que eu tenho vindo a alertar para uma realidade que todos parecem teimar em não ver:

1 - Uma coisa é o "Concílio Vaticano II ACONTECIMENTO";
2 - Outra coisa é o "Concílio Vaticano II DOCUMENTO".

O Concílio Vaticano II acontecimento, segundo alguns foi ilegítimo, portanto, houve muitas irregularidades graves e incontornáveis no seu processo (desde que começaram os preparativos até ao encerramento). Neste caso, TODA a discussão que hoje se levantou em torno deste concílio só distrai e afasta o "bastião tradicional" do problema da "ilegitimidade conciliar". Supondo que hoje estivesse em discussão o problema da "ilegitimidade conciliar" não teria havido discussão do Concílio Vaticano II documento como tem acontecido agora mais que nunca e com Bento XVI. Os " ocupantes de Roma" (referindo-me às pessoas que ocupam os cargos em Roma, porque os cargos são ocupados por pessoas...) não terão interesse em expor-se com a análise séria do problema da "ilegitimidade conciliar", visto que as "promoções" na hierarquia vieram sendo feitas pautadas pelo Concílio Vaticano II (e concorrer para a sua maior "dignidade"), porta para uma OUTRA doutrinação que se tenta fazer "credível" e sóbria (como se fora própria da Igreja).

Como neste momento só um milagre muito grande faria Roma aceitar o estudo sério sobre a "ilegitimidade conciliar", e como os "temíveis tradicionalistas" já entraram a discutir o Concílio Vaticano II documento, resta pouco. Pois, pelo menos oficialmente, o fellaysmo, ao entrar assim na discussão sem qualquer condicionante, coloca-se na posição de assumir a "legitimidade conciliar", de não aceitar que o Concílio Vaticano II documento seja de mero valor pastoral e que ,por isso, possa ser falível como documento. Ora esta é afinal a posição que tinha já a Opus Dei e os grupos Ecclesia Dei (modernismo conservador): Fazer oficial uma nova interpretação do Concílio Vaticano II apoiada e elevá-la a uma autoridade incontestável: cume do jogo das hermenêuticas: desprender o Concílio Vaticano II do seu "ser", atribuir-lhe uma interpretação externa (certamente que fundamentada no Novo Catecismo e Magistério pós-conciliar): em suma o MODERNISMO mais autêntico e com força nunca dantes alcançada.

(terá continuação)

(1) - Aos "agentes da autoridade", a hierarquia católica, não foi dada Autoridade contra a Doutrina, contra a moral e bons-costumes. Um Papa ou Bispo que emitisse erros doutrinais em algum dos seus documentos não conseguiria tornar tais erros parte integrante da Doutrina (que é imutável). No caso de um documento transportar erros tais não implica necessariamente a excomunhão nem exclui necessariamente da hierarquia. O católico é OBRIGADO a continuar sempre obediente a Deus guardando sua Doutrina (que é a expressão mais clara da sua vontade), que a Igreja sempre ensinou aos nossos antepassados. O católico não pode ir contra Deus com a desculpa de que algum "agente da autoridade" o obrigou com outra doutrina, ou com outra moral ou contra os bons-costumes. O Concílio Vaticano I, a respeito da forma mais elevada de exercício da Autoridade divina na terra, e a respeito do próprio Vigário de Cristo, promulga o dogma da Infalibilidade Papal: este mais alto exercício da Autoridade tem condições que obrigam o Papa à sujeição Doutrinal no exercício da.

O CONTRIBUTO DA BLOGOSFERA PARA A "VITÓRIA " DO FELLAYSMO

S. Pio X
Há dias expliquei o que é o "fellaysmo". O leitor que não leu leia, antes de continuar este texto.

Vi em circulação uma imagem do Pe. Cacqueray (superior do distrito francês da FSSPX) onde se liam palavras suas: "Calem-se! Calem-se! Você nos deixam loucos!!!". É claro que ao leitor atento não escapa que a tradução tem erro, "você" e "deixam" não concordam  em número, e que, portanto, o Pe. Cacqueray terá dito algo semelhante em determinada data e em determinada ocasião (não sei quais).

A blogosfera tradicionalista de "linha dura" ficou dividida: uns cantam um "Te Deum", outros um "Requiem" ao acontecimento. Os "linha média", os que têm afundado na falsa doutrina de que a "graça de estado" seria incondicional e independente da moral e da doutrina, também estão divididos: uns cantam o "Te Deum" por não suportarem mais a cruz que Deus lhe deu, e outros cantam "Requiem" por não quererem um acordo (sabe-se lá porque motivo...). Os "infiltrados", como já há muito não são católicos, desejam as "cebolas do Egipto".

A comunicação social foi DETERMINANTE em todo este processo. As escorregadelas do fellaysmo (refiro-me sobretudo à pouca coerência doutrinal/canónica das novas posições) são de certa forma conhecidas ou pressentidas algumas vez pelos católicos que se socorrem dos serviços da FSSPX, contudo boa parte destes foi ADERINDO ao que em circunstâncias normais teriam recusado. Como é possível haver tantos católicos nessa situação?

Como se deixaram cair alguns católicos em defender hoje o que teriam há dou anos (e mais) repudiado e visto repudiar pela FSSPX? É simples: os meios de comunicação, as pessoas, as autoridades que em determinado momento expuseram a fragilidade ou o erro da filosofia fellaysta  (que se foi mostrando recentemente) começaram a ser lentamente e lamentavelmente CONOTADAS como "inimigos da FSSPX" (isto veio motivado de cima, e sempre que floresceu em baixo NUNCA parece ter havido entrave ou correcção por parte dos sacerdotes ou de seus superiores). É o caso do famigerado uso de "sedevacantista" para afrontar dentro da comunidade aqueles que não alinhavam com o fellaysmo (mais parece um caso de perseguição aos católicos (romanos) movida no ceio da própria FSSPX e levado em mão por uma estranha política interna de uma minoria discreta). 

Quem indicava o perigo, não demorava muito a fosse conotado como um lobo no rebanho, tivesse ou não oportunidade para ser ouvido (falta de inquisição) - não havia interesse em olhar ou conversar sobre o problemas mas sim antes obrigar ao abandono de determinadas conclusões, tivesse ou não a fazer o que compete a um católico fazer. É certo que houve e há ainda muitos católicos (romanos) que, apoiados numa dessas verdades indesejáveis ao fellaysmo (ou até na demonstração de haverem comportamentos estranhos gerados pelos agentes do fellaysmo), fizeram o mal (descuidando a moral dos fins/meios que o mesmo fellaysmo confunde em sua pragmática), manifestaram-se talvez de forma ilegítima, ou pecaram até mortalmente por orgulho (espero que estes não estejam agora a comemorar mais por vingança pessoal). É verdade que alguns superiores da FSSPX deram castigos legítimos a pessoas que disseram a verdade no momento certo e na hora certa, mas sem ser este o motivo da sanção. Outros houve que, para seguirem a Doutrina, a mesma Fé, retiraram-se da situação de "mar revolto" em que a FSSPX se encontra (ondulação tão perigosa à Fé, como se tem visto) e intervieram nos momentos oportunos e de forma bem medida.

Os católicos de "linha dura" que foram activamente, discretamente, lentamente, conotados na comunidade da FSSPX como "lobos", "sedevacantistas", "satânicos" (sim, já ouvi esta), parte deles acabou por ser imprescindível para a "vitória" fellaysta: Em vez da opinião contrária ao fellaysmo correr tranquilamente (como seria previsto) entre os católicos (romanos) abrigados às assas da FSSPX , sempre que ela aparecia gritava-se a respeito de tais opiniões: "isso é material difundidos pelos inimigos "sedevacantistas" que querem destruir a FSSPX"... Os católicos, recuavam, porque era verdade que tais opiniões eram adiantadas em certos blogues da "linha dura", a "linha média", minoritária, começou a ter todo o caminho aberto e a quem se juntou logo o grupo de católicos conservadores-modernistas que, por medo das sanções fictícias, tinham preferido renegar a Fé e assim continuar (agora ao abrigo da FSSPX).

O que teria sido do fellaysmo sem aqueles "bodes expiatórios" que se adiantavam incautamente em espalhar verdades que ficavam assim confundidas como "ataques falsos do inimigo"? Por outro lado, a avalanche informativa da metade dos "linha dura" permitiu segundar o problema doutrinal com um crescente empolgamento "bairrista": o importante é, seriamente, fazer trabalho de demonstração e divulgação de como a Doutrina não é compactível com o Motu Proprio, nem o decreto das "excomunhões" é compactível com o direito canónico - tudo isto em vez dos últimos episódios da política fellaysta que é uma coisa que, por si, caso esteja em linha contrária à Doutrina da Igreja, é um caso mais como o de Roma actual!

A metade da blogosfera tradicionalista de "linha dura" (os "Te Deum") acabou por servir para afastar os católicos (romanos), que por obrigação restava-lhes recorrer aos serviços da FSSPX, dos problemas fellaystas (nomeadamente tudo o que tem a ver com a parte da doutrina, moral, e liturgia) e associar qualquer suspeita realista aos mesmos da "linha dura" do "Te Deum".

O que deveriam ter feito os "linha dura -Te Deum"? Simples: não se ter deixado levar para lá do bem, não se terem descontrolado numa luta contra o fellaysmo em nome da verdade, mas deixarem que a verdade da aplicação da Doutrina e uma ou outro reparo oportuno tivesse feito por si o efeito que Deus quer. Agora, temos tantos católicos (romanos) que se abrigavam e abrigam às assas da FSSPX, lentamente adaptados ao mal real por ajuda dos "lobos" fictícios que, em parte, deram motivos para o realismo da personagem que lhes atribuíram.

Volto segundo parágrafo. Celebram alguns um incomodar bloguístico ao fellaysmo?!!! Sim?!!! Mas esses mesmos não dizem que o fellaysmo triunfou?!!! E não foram eles parte pedra fundamental de tal vitória, tal como já expliquei?!!!

É meu costume falar do "clubismo" é uma característica do tão pouco aclarado "modernismo", e que consiste em: em vez de se tomarem os enunciados na perspectiva da verdade, dividem-se as opiniões em dois grupos e o NOSSO grupo é o bom (diga o que diga e faça o que faça) e o  grupo dos outros é o clube dos maus (diga o que diga e faça o que faça). Isto indica que não é por se ser "linha dura" que se é realmente de um grupo, na verdade a "linha dura" ou a "linha média" são estereótipos que só podem ser usados se não servirem para DIFICULTAR a observação da realidade - caso contrário são armas contra a verdade. Acho que muitos blogues, julgando estar no "clube dos bons" acabou por se achar autorizado a todo o tipo de devaneio, misturando verdade com mal, ou boa intenção com má doutrina - seja em qual dos lados for.

PROFECIA - D. BERNARD FELLAY

Peço desculpa a alguns leitores menos acostumados ao blogue de aqui não se andar a reboque de notícias. Já cá se condenou essa torrente superficial e tão mundana do vício da notícia, e que acaba por fazer gostinho ao diabo. Nada do que está a acontecer relativamente ao Fellaysmo escapa ao que aqui foi dito já, não sobre a FSSPX, mas sim sobre a Doutrina, o direito canónico etc. (e com avisos pertinentes). Fora destas certezas mostradas e demonstradas não interessa remexer nas não desavisadas consequências. É uma hora triste onde NÃO HÁ NADA PARA COMEMORAR, e muito há que fazer.

Outros lugares há dedicados a remeximentos que farão até o seu "Te Deum".

Aqui, pelo menos, trata-se mais do menos passageiro, ou daquilo que os outros esquecem de falar e seja apropriado. E como o fundamental daquilo que me traz hoje a escrever não é de importância, é mais uma curiosidade, o artigo tem apenas estes três pequenos parágrafos, fica a foto de uma pequena "profecia" que, há mais de um ano, já circulava entre fiéis católicos "linha dura" que se têm abrigado na FSSPX (a foto não representa qualquer tipo de desrespeito, ainda mais por se tratar de uma "promoção"):

Foto-montagem: Mons. Bernard Fellay em cores cardinalícias.

HINO DE S. PIO X

S. Pio X
Ao longo destes últimos anos tenho ouvido várias harmonizações de órgão para o Hino de S. Pio X. Contudo, nenhuma delas parece isenta de problemas. Se o Magistério da Igreja nunca dispensou as regras da música, antes pelo contrário, há que seguir as regras da harmonização musical (com a excepção do gregoriano que é um caso bem mais difícil e que neste artigo vamos exceptuar).

Em primeiro lugar, pegando na melodia do Hino de S. Pio X, constata-se que ele não é linear. Analisando a melodia conclui-se facilmente que faz parte de uma composição polifónica, portanto, há (ou houve) composição polifónica original.

Na falta da composição original, o organista tem a tarefa de harmonizar a melodia respeitando a sua natureza. Se partir do princípio que tal composição original não contem (continha) erros de harmonia musical, o organista encontrará algumas dificuldades que resultam do encontro das mesmas regras com a melodia a seguir. O resultado será obrigatoriamente diferente das harmonias que já escutei que, todas elas, quebram as regras de harmonização e limitam a melodia.

Em 2008 (se não estou errado), tentei corrigir uma dessas harmonizações. O resultado foi bem mais demorado, pois ao tentar corrigir um erro o "novo remendo" provocava novo erro com o resto de harmonia e, tratando de concertar o novo erro provocado, surgia nova incompactibilidade e novo erro. Ou seja, tive de rever passo a passo toda a harmonização, ou seja, refazer toda a harmonização, e o resultado foi evidentemente surpreendente.

Se continuarmos a ter em conta que a composição polifónica original do hino não continha erros, pode concluir-se com segurança que se trata de uma composição moderna e que soa mais de forma muito semelhante ao resultado a que eu cheguei. Certamente que os ouvidos acostumados às harmonizações simplificadas que têm corrido achariam estranha a composição original... Contudo espero que os organistas sujeitem as suas harmonizações às regras da harmonização, em vez do contrário.

Trago-vos o resultado da conclusão da minha pesquisa. Ao resultado adicionei algumas notas de passagem e outros elementos de menor importância que servem apenas para reforçar e clarificar o que é próprio da melodia e da estrutura harmónica. Escutem:

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (III)

"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

Este mítico "elo perdido", que teria engendrado o homem, teria desaparecido; ninguém tem a mais remota ideia do motivo. Temo muito que o teria feito para não carregar com a tremenda responsabilidade de  ter engendrado algo tão perigoso e inadaptado como dizem que engendrou: a ovelha negra da família, em realidade...

De qualquer forma, a excelsa dignidade desta sublime relíquia (o "elo perdido") suscitou tanto fervor em tantos cientistas que desde há mais de um século foram empreendidas inúmeras peregrinações para encontrá-lo.

A busca ao "elo perdido" foi, e é, o alfa e o ómega da antropologia. Algo à imagem dos cavaleiros do Rei Artur relativamente ao Santo Graal [embora este exista e esteja encontrado].

Mas qual é o critério para dizer se um fóssil é o famoso "elo perdido"? Ora, muito simples: todo o fóssil de macaco que tenha semelhanças com o homem é - até que se prove o contrário - o "antecessor comum".

2 - O Fóssil

Ainda que o leitor não creia, existem, definitivamente, fósseis de macacos que apresentam semelhanças com o homem. Assim é. Acontece que alguns restos de fósseis de macaco têm incisivos e caninos mais pequenos que outros macacos, em forma semelhante aos do homem. Isto constitui, para muitos investigadores, uma "demonstração" de que tais macacos teriam sido nossos antepassados, sem ter em conta - ao que parece - que existem macacos vivos (o Baduino Gelada, por exemplo) que também têm incisivos e caninos pequenos - como o homem -, sem os seus congéneres deixarem por isso de ser macacos.

Inclusivamente o antropólogo Clifford Jolly apontou, há mais de vinte anos, que as ínfimas variações no tamanho e forma dos dentes do animal são simplesmente o produto de uma adaptação a um tipo específico de dieta e que carecem de todo a significação genealógica.

Outros restos fósseis de macaco parecem indicar que ditos seres caminhavam em forma aproximadamente erecta (bípede), com o qual se concluiu, triunfalmente, que estes macacos estavam-se tornando homens!...

O que muitos autores geralmente esquecem de aclarar ao público é que vários macacos actualmente (Hilobates Moloch, Pan Paniscus, entre outros) caminham em forma aproximadamente erecta. Mas, quanto sei, nenhum destes simpáticos primatas manifestou o mínimo sentimento de assombro, nem de júbilo, nem de terror também (que seria ainda mais lógico), perante a apaixonante aventura de estar transformando-se em seres humanos.

Mas, diga-me algum dos leitores: o que passou com o famoso Homem de Neanderthal, o Pitecantropus Erectus, os Austalopitecos africanos? Não são eles verdadeiros "hominídeos", antepassados do homem?

Vejamos por partes. Para começar, digamos que o Homem de Neanderthal não é propriamente um "hominídeo". Apesar da "difamação antropológica" darwinista (a expressão é do famoso antropólogo americano Ashley Montagu), que assim o mostrou durante 100 anos (ainda hoje) como um bruto semicurvado, de aspecto feroz e estúpido, garrote ao ombro e abrigado na sua caverna, hoje é um facto universalmente aceite que o Homem de Neanderthal era completamente Sapiens, ainda com alguns rasgos degenerativos produzidos por doenças (artrite e raquitismo) e por circunstâncias ambientais adversas.

(Ver continuação, parte IV)
(ver o texto anterior, II parte)

Diário Taurino: Prótoiro marcou presença hoje na comunicação socia...

Diário Taurino: Prótoiro marcou presença hoje na comunicação socia...:   A proibição das corridas de toiros em Portugal é um cenário que o sector descarta, alegando que a medida seria uma "catástrofe" que ...

OS OVNIS OU OS OVIS? EIS A QUESTÃO...!

Por coisas que calham, vêm parar-me à mão questões a respeito dos OVNIS, assunto cada vez mais em moda, e que alastra. Sobre ele avoluma-se material em todas formas e expressam-se as mais variadas opiniões.

Tenho notado um problema geral nestes tipos de abordagem: os mais apaixonados adeptos destas matérias têm quase unanimemente saltado a definição, ou clarificação do "objecto" e feito crescer conclusões onde, por sua vez, assentam outras mais conclusões, e assim por diante. O resultado é a lenta formação de uma doutrina comunitária que agrega ferramentas de cariz científico para fortalecer apenas as hipóteses mais fantásticas e afirmar o que não tem raiz científica.

Estamos no cada vez mais comum âmbito do recurso à técnica alheada da lógica e do método... ente ouras palavras: o cada vez menor hábito da verdade.

Se falamos realmente de OVNIs (Objectos Voadores Não Identificados) devemos excluir toda a argumentação que, ao mesmo tempo, quer continuar a tratá-los como não identificados. Portanto, quem entrar assim numa discussão terá que, previamente, saber se está realmente a respeitar este "não identificados" e, por isso, admitir apenas o desconhecimento a respeito da identidade de tais objectos (ou fenómenos). Haverá aqui apenas espaço para o registo de dados e o levantamento de hipóteses, e a não exclusão de todo o tipo de fenómenos viáveis e conhecidos, tanto físicos como psicológicos, ou até mesmo espirituais (neste último caso será impossível).

Nesta última abordagem há ainda uma dificuldade, ou até contradição, que reside no termo "objecto": pois nem tudo o que se vê é objecto material, não se pode apenas considerar o fenómeno  como palpável (matéria física), e seria mais justo ter "objecto" no sentido do Tomismo como, em linhas gerais, "algo que se considera". Como hoje até mesmo o clero abandonou o pensamento da Igreja (que é o Tomismo), e como já quase ninguém conhece o sentido de "objecto", pois limita-se  a população mundial à mutação materialista da palavra, seria mais justa a palavra "algo" em vez de "objecto": o que resultaria em "AVNI".

Já diferente seria aquela outra opinião segundo a qual tais OVNIs estariam hoje identificados, mas, por isso, seriam mais coerentes adoptarem "OVIs" (Objectos Voadores Identificados), em vez de "OVNIs". Aproveitando o que tinha dito, melhor seria que adoptassem a designação AVIs (espero que com esta crítica não surja uma nova teoria de que a Ordem de AVIS tinha a ver com o caso... já só faltaria!). Ora, esses AVIs, para quem os trata realmente como identificados carece da prova de identificação, e é esse o motivo pelo qual quase todos os apaixonados destas matérias os tratam como identificados mas continuando a usar a designação comum de "Não Identificados". Há ambiguidade em tudo isto, claro... e é nesta pequeno espaço de ambiguidade que se têm montado todas as especulações apaixonantes que, pelo que sei, são o ponto de partida e não o ponto de chegada. 

A menos recente tentativa de identificação de tais fenómenos tornou-se hoje uma "certeza" que estimula uma postura não isenta dos adeptos. Em suma, parece que estamos perante uma crença da qual se parte e a qual determina as pesquisas e os métodos.

Sobre este assunto muito há a dizer. Fica aqui esta breve reflexão como ponto de partida.

OVNIs, OVIs, AVNIs, AVIs?...

Mas há ainda os "algo" aquáticos aos quais se tem chamado OANI (Objecto Aquático Não Identificado). Contudo, ao que parece, nunca houve interrogações se este "algo" é realmente aquáticos por natureza, ou se são anfíbios (voadores, e terrestres, e aquáticos, por natureza). Ou seja, têm-se atribuído o nome segundo o meio onde são observados como se o meio fosse determinante da natureza de tais coisas. Estes OANIs, segundo a lógica de designação que eu já sugeri, seriam AANIs. Esta questão do meio/natureza, por falta de comprovativos, faria de TODAS as designações aqui abordadas insuficientes: pois aos AVNIs, por exemplo, teríamos de chamar mais propriamente "Algo Não Identificado em Voo" (ANIV), ou "Algo Não Identificado em Água" (ANIA).

Pode o leitor pensar que é um exagero colocar o problema já na designações, contudo, como vemos, elas até hoje têm designado contra o que se tem provado. Ora, como até testemunham as línguas mais antigas da humanidade, as designações devem apontar à natureza real (ou situação real), e caso assim não seja sucede que: se acumulam conceitos errados em torno de designações vagas ou contraditórias.

Por hoje é só...

"A vontade de Deus" nas relações com a Roma conciliar segundo D. Lefebvre

O Papa Pio XII e seu Delegado Apostolico D. Marcel Lefebvre


Grupo São Domingos de Gusmão: "A vontade de Deus" nas relações com a Roma concil...: Conferência feita em Sierre (Suíça) em 27/11/1988. Extraído de FIDELITER n.° 89 (set. 1992) p. 12. ""é a apostasia geral, é por isso que nós resistimos, mas as autoridades romanas gostariam que nós aceitássemos...."

UM DOS MILAGRES "DAS POMBAS" - N. SENHORA DE FÁTIMA

Coroação de Nossa Senhora de Fátima, a 13 de Maio de 1946
Decorria o ano de 1946, e Portugal celebrava o terceiro centenário de sua Consagração a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal (1646), proclamada pelo rei D.João IV. Surgiu a idéia de levar a imagem de N. Sra. da Conceição, de Vila Viçosa até Lisboa. Em 1946, a Imagem de N. Sra. de Fátima já era grande atração para muitos peregrinos. Então, foi pedido que aquela sua representação fosse, igualmente, a Lisboa para que, no dia 8 de dezembro de 1946 se encontrasse com a imagem da Imaculada Conceição de Vila Viçosa, quando uma grande Celebração festiva seria realizada pelos 300 anos da Padroeira de Portugal.
Nesta comemoração da Consagração de Portugal a N. Sra. da Conceição, N. Sra. de Fátima foi coroada no dia 13 de maio pelo Cardeal legado (representando o Papa, para a solenidade), Dom Aloisio Masella, diante de 800 mil fiéis. Encerrava-se, assim, o Congresso Mariano de Évora - cidade onde, 300 anos antes, fora pronunciado o voto - e, em seguida, a procissão solene, de mais de 400 Km, teve início, em homenagem à Virgem Peregrina.

Esta viagem triunfal, que se estendeu de 22 de novembro a 24 de dezembro, atraindo multidões, foi marcada por um evento insólito.

A Imagem de Nossa Senhora de Fátima, a caminho de Lisboa, passando pelo oeste, atravessou Bombarral, a 1º de Dezembro de 1946. Cinco pombas brancas, lançadas ao ar por D. Maria Emília Coimbra e sua filha Teresinha Campos, pousaram, uma após a outra, aos pés da Imagem, voltando-se para ela com atitudes surpreendentes. A partir de então, muitas pombinhas foram soltas e muitas delas se refugiavam aos sues pés, aí permanecendo, noite e dia, sem procurar alimentos, sem bicar ou debicar a estátua ou as flores que a ornavam, sem serem perturbadas pela multidão, virando-se para os oradores, para o Santíssimo ou para o Crucifixo - quando estes eram colocados sobre o Altar -, seguindo a estátua sempre que era transportada, em automóveis ou aviões, quando rumava para os outros continentes. Sua delicadeza e reverência precediam a imagem, e as aves a aguardavam, postando-se nos locais onde seria colocada.

As pombinhas, de noite e de dia, nas celebrações e vigílias, sob os cânticos e as aclamações, sob chuva e foguetes, durante todo o percurso, jamais deixaram a Imagem até chegar a Lisboa, no dia 8 de dezembro, data em que outros pássaros se associaram a elas. O fenômeno foi registrado pela imprensa daqueles dias. Foram as pombas de Bombarral, as primeiras a manifestarem a sua presença carinhosa junto à Imagem de Nossa Senhora de Fátima. E isto marcou profundamente o espírito do povo português: o Cardeal de Lisboa expressou o seu assombro na mensagem radiofônica, divulgada por ocasião do Natal de 1946 e todos os jornais do país refletiram a sua emoção. O Padre Miguel de Oliveira assim escreveu na edição de 7 de dezembro, da publicação Novidades, quase inteiramente dedicada às pombinhas de Nossa Senhora: "Ao término de alguns séculos, não faltarão espíritos fortes que sorrirão da nossa ingenuidade e questionarão como teria sido possível, em pleno século XX, que uma lenda típica da Idade Média fosse criada. Porém não se trata de uma lenda, ó homens do futuro! Trata-se de uma realidade que nossos olhos contemplam, esta é a história autêntica, testemunhada por centenas e centenas de milhares de pessoas."

Trecho do livro "Les colombes de Notre-Dame" (As pombinhas de Nossa Senhora) 
que apresenta, igualmente, dezenas de fotos destes prodígios 
Résiac - Fátima Edição -- fevereiro de 1985

CONDICIONANTES DO ARTIGO ANTERIOR

Peço desculpa se causei alguma confusão com o artigo anterior, visto que quase se fundamenta nas recentes publicadas cartas dos 3 Bispos e resposta de Mons. Fellay. Estas cartas, na verdade, apareceram em circulação agora, e não foram comprovadas nem desmentidas por parte dos Bispos ou padres em questão. Contudo, eu já tinha conhecimento da existência da primeira carta bastante antes de da sua circulação online, o que me leva a algumas conclusões.

Assim, decido manter o artigo com esta notificação, para que os leitores saibam o contexto e limitações. Mais algum tempo e saberemos todos se estas cartas são dignas de crédito.

Importa ainda, no artigo, observar a construção feita. Mesmo sem as cartas ele poderia apresentar a mesma ideia de forma totalmente sustentável. Há muita informação que ele nem sequer refere e que comprovariam as conclusões apontadas.

"FELLAYSMO", É VÁLIDO DIZER?

D. Bernard Fellay, actual superior da FSSPX,
um dos 4 Bispos sagrados pelo Arcebispo D. Marcel Lefebvre
Aqui, em Portugal, costuma chamar-se "Cavaquismo" ao governo de Cavaco Silva, "Socratismo" ao governo de José Sócrates, e curiosamente não chamamos "soarismo" ao governo de Mário Soares, etc... Trata-se de distinguir modos muito próprios de governo.

Relativamente à FSSPX bastantes se têm queixado, embora discretamente, por receio, de que hoje há uma FSSPX em contradição. Alguns vão mais longe dizendo haver uma "neo-FSSPX" em oposição à FSSPX de Mons. Marecel Lefebvre, que teria assim passado às catacumbas. Em minha opinião, e à imagem do uso aqui em Portugal,  relativamente às governações, o que passa na FSSPX é apenas "fellaysmo". Nada de mais, caso não se confunda "FSSPX" com "fellaysmo".

Os católicos romanos, como eu, que pelo cada vez maior "estado de necessidade", somos obrigados a recorrer à FSSPX (e nada mais nos resta hoje, sabe-se lá como e por quanto tempo ainda). Cada qual deseja a conversão de Roma.

Há algum tempo comecei a preocupar-me, porque Mons. Fellay começou cada vez mais a dirigir-se aos fieis de modo diferente. Uma coisa é, uma vez por outra, tratar os fiéis como sendo "da FSSPX", coisa que em certos contextos se justifica e é maneira mais fácil de colocar certas questões, mas outra coisa diferente é referir estes mesmos católicos, sistematicamente, como fiéis propriamente da FSSPX até mesmo quando tal implica marcar posição perante a "Roma actual". Ora, os católicos que se socorrem à FSSPX fazem-no apenas por serem católicos romanos, pois estão convictos (e bem) de que por obediência a Deus e à Igreja Católica Apostólica (e Romana) não podem abandonar a Doutrina que Deus lhes manda guardar (a Fé), que Roma tem por obrigação proteger escrupulosamente e difundir claramente. Roma tem verdadeira hierarquia da Santa igreja, contudo não tem a Fé por não querer abandonar anti-doutrinas que facilitam talvez a relação da mesma hierarquia com o mundo. Portanto, os fiéis  que se socorrem à FSSPX são de Roma, e não transferiram o poder de Roma para outros sacerdotes ou Bispos. A própria FSSPX é de Roma e não transferiu para si os poderes de Roma. Na verdade todos somos de Roma... apenas uma diferença separa todos os católicos nesta "romanidade": os que negam o Magistério Papal e a Doutrina até ao Concílio Vaticano II e os que não abandonam essa mesma Doutrina e esse mesmo Magistério.

Pela carta que agora Mons. Fellay escreve em reposta à "reprovação" dada pelos outros 3 Bispos da FSSPX, podemos confirmar finalmente que há toda uma filosofia própria que, pasme-se, tinha nestes últimos anos vindo a instalar-se gradualmente nos homens colocados à frente dos cargos e, posteriormente, entre os fiéis católicos. Veja-se que em tal carta, Mons. Fellay, em conjunto com os outros dois sacerdotes superiores da FSSPX, mostra que há uma "filosofia" própria que não é comum com a dos outros 3 Bispos (caso para perguntar o que é que um superior andou a fazer longe da importante opinião convergente de 3 Bispos), e quer-se tornar pública esta carta para que tenha um qualquer efeito (não imaginemos qual, mas certamente que nada se faz com 3 assinaturas sem intenção). Há duas cartas opostas neste momento: a dos 3 Bispos anti-fellaystas, e a de um Bispo com dois sacerdotes fellaystas (3 assinaturas contra 3 assinaturas).

Sobre este assunto há muito que dizer. Contudo, e mais urgente, é lembrar aos tolos que atribuíram uma "graça de estado" incondicional a Mons. Fellay, quando nem sequer a atribuíam tão alta ao Papa (talvez porque tenham alguns caído na tentação de transferir os poderes do Papa para Mons. Fellay...), que é sempre tempo de corrigir e de rever. É tempo de admitir que aceitar o Summorum Pontificum é aceitar TUDO o que ele implica, e por se incompatível com a Doutrina, tem de ser rejeitado imediatamente. É tempo de admitir que a aceitação do decreto de levantamento das "excomunhões" implica aceitar TUDO o que nele está implicado. Porque não é verdade maior parte do seu conteúdo, e porque é uma violação à justiça e ao direito canónico, é tempo de dizer que não se pode aceitar tal decreto. E se houve realmente boa vontade por parte de Bento XVI nestes dois documentos há que dizer por gentileza "muito obrigado", mas é uma OBRIGAÇÃO dizer ao Papa "esses dois documentos são contra a verdade, e um deles é mesmo contra a doutrina, e que por isso sejam já dados como NULOS na santa Igreja".

Sou católico, não sou fellaysta. Sou católico romano, por isso apoio a conversão de Roma.

À PORTA DA CATACUMBA - "CRITICAR O CONCÍLIO" ?

Catacumbas

Diálogo imaginário, baseado na realidade, às portas da catacumba:

Espertinho: Não haverá motivos para preocupações, porque Roma permitirá que a FSSPX critique o Concílio Vaticano II.

Burrinho: Espertinho, mas eu e tu podemos criticar o Concílio Vaticano II depois?!

Espertinho: Pois claro!

Burrinho: Pronto então, como já o fazemos Roma não vai opor-se a que o continuemos a fazer. É isso?

Espertinho: É isso mesmo. A FSSPX vai continuar a poder fazer o que tem feito relativamente à crítica ao Concílio Vaticano II.

Burrinho: Estou a entender. Mas... eu e tu não somos da FSSPX, apenas somos fiéis católicos (da Igreja Católica Apostólica e Romana) que, para cumprir com a vontade de Deus em seguir a mesma Doutrina de sempre, e os sacramentos de sempre, resta-nos recorrer aos serviços dos padres da FSSPX. Estás a dizer que Roma autoriza aos fiéis criticarem o Concílio? Ou seja, Roma irá declarar que o Concílio Vaticano II é criticável e não tem de ser seguido?

Espertinho: Ora essa Burrinho, todos criticam o Concílio Vaticano II e nunca lhes aconteceu nada. Achas que o modernistas progressistas seguem ao Concílio Vaticano II? Não senhor, eles defende que há um "espírito do Concílio" que ultrapassa o texto e que serviria de interpretação, e tal espírito não é Doutrina de sempre. Portanto, a regra de interpretação segundo eles está fora da letra e não é a Doutrina. Tu e eu sabemos que a regra de interpretação tem de ser unicamente a Doutrina de sempre, então o Concílio tem de ser sujeito à Doutrina e não o contrário. Como vez todos criticam de certa forma ao Concílio Vaticano II! Portanto, tu e eu não seremos impedidos de manifestar a nossa opinião a respeito da interpretação do Concílio Vaticano II.

Burrinho: Não entendi... Tu dizes que o Concílio Vaticano II tem de ser interpretado segundo a Doutrina de sempre? Então não é verdade que o Concílio Vaticano II afirma coisas claramente contra a Doutrina e que tal fenómeno não é um erro de interpretação? Não são os da Ecclesia Dei e Opus Dei que defendem a tese de que o texto está correcto mas há que buscar-lhe a interpretação certa, dizendo ainda que o texto está em conformidade com a Tradição da Igreja?

Espertinho: Uhm... estás a negar a autoridade do Concílio? És semi-sedevacantista?

Burrinho: Não me chames isso que me assustas e me sinto ameaçado. Como não respondes, eu vou lembrar-te que tu e eu reproduzimos ao longo destes anos as palavras de Paulo VI e do então Card. Ratzinger que diziam e explicavam que o Concílio Vaticano II apenas quis pronunciar-se a nível pastoral, um nível mais modesto. Provavelmente os modernistas já activaram algum mecanismo de "interpretar" este "pastoral". É sempre o mesmo... Portanto nós já sabíamos que o Concílio era criticável e mais, que era obrigatoriamente criticável face ao que a Doutrina católica é e obriga aos católicos. Não entendo como agora dizes que o poder criticar o Concílio Vaticano II é uma vitória.

Espertinho: É que Roma assim admite oficialmente que o Concílio é criticável. Entendes?

Burrinho: Não entendo não. Se Roma não o declarou oficialmente, nem prometeu que o vai fazer, como podes concluir tal "futuro"? Algum empresário responsável gere o seu património baseando-se na adivinhação do futuro e em descartar a realidade presente? Seria isso prudência?

Espertinho: És muito exagerado.

Burrinho: Pois é...!!!

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