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04/07/18

O DEVER DA OBEDIÊNCIA MAIOR

Alfredo Pimenta, converso e com um percurso ao verdadeiro Tradicionalismo
"Estou onde estou, não por benefício pessoal, para conveniência própria, mas porque entendo que sirvo, assim, melhor, a Causa de Deus e a Causa da Pátria, que a Causa do Rei representa.

Diz o snr, Bispo de Bragança infalivelmente ingénuo: - é da responsabilidade do General a divisão que se dá entre os soldados obedientes e desobedientes ao Comando? É da responsabilidade de Deus a divisão que há entre os homens que cumprem os deus mandamentos ou conselhos e os que os não cumprem?

Ai snr. Bispo de Bragança! Snr. Bispo de Bragança! Não lhe tremeu a mão, do sacrilégio? Não se lhe partiu a pena, ao escrever a afronta? Então v. ex.ª Reverendíssima, por graça de Deus e da Santa Sé Apostólica, Bispo de Bragança, ousa comparar o comando do general, aos mandamentos e conselhos de Deus? São da mesma natureza o comando do General, e os mandamento e conselhos de Deus, para que a obediência que devemos a estes seja idêntica à que podemos dever àquele? Ai snr. Bispo de Bragança, snr. Bispo de Bragança - o que lhe vale é ser Bispo e eu católico…

Pois lho digo: é, sim, da responsabilidade do General, a divisão que se dá entre os soldados obedientes e desobedientes ao comando - , quando este é contrário à moral, à consciência, à recta razão."

(Alfredo Pimenta, de: a política do Centro Católico e a minha resposta ao Senhor Bispo de Bragança e Miranda, 1925) 

11/06/18

OS JORNAIS CALARAM - NOVAMENTE A ESQUERDA ESTRANGEIRA

Foi IDEOLOGICAMENTE atacada a identidade portuguesa, esta noite, depois do festivo dia 10 de junho: o monumento ao ESFORÇO COLONIZADOR (no Porto) foi vítima de bandistismo.

Meios do Partido Nacional Renovador (apenas!?) deram o alerta, NENHUM jornal parece ter dado conhecimento da triste ignobilidade.

Tendo em conta algumas informações que recolhemos, os fanáticos estavam mais uma vez ligados com a esquerdalha estrangeira (brasileira-africana, os mesmos de sempre), e foram três os mais directamente envolvidos no crime.

"Em comemoração da exposição colonial portuguesa no Porto. De 15 de junho a 30 de setembro de 1934". Deste monumento SEMPRE se orgulharam as gentes do norte, pelo bem que ele representa para Portugal e para sua extensão além-mar.


A "alta qualidade" que os define:


Na calada da noite, às ocultas da população querem animar a ignorância do "revisionismo obscuro" (ideologia que tem por fim fazer parecer culpada a nossa Civilização, e maus os seus princípios e feitos).


A insignificância das mãos deles, contra os bons feitos de toda uma civilização. O ridículo que incomoda pela sem razão!


O reviralho [palavra que os nossos antigos portugueses usavam para apelidar os comunistas] estrangeiro é nos seus lugares de origem contra-representante da identidade, é representante do desassossego, do desentendimento, e do ódio. Já agora… diz publicamente o que os pais proíbem às crianças:


Dos portugueses, então dentro e fora de Portugal:


Essa de "opressão" diz-nos nada em Portugal, mas é hoje muito usada com efeito pelos vermelhos [palavra generalizada em Portuga com a qual os nossos antigos chamavam à insignificante quantia comunista] no Brasil. Não adianta gritarem "opressão", que em Portugal é o mesmo que gritarem "parede". O motivo? Em primeiro, falta de realidade que sustente tal; em segundo, ainda não foi generalizada a mentira que leve a população a tal associação absurda.


O monumento ao ESFORÇO COLONIZADOR estava já necessitado de intervenção de restauro e preservação: a pedra já necessita de limpeza, a iluminação nocturna mostra-se agora insuficiente, aos letreiros gravados e pintados saltou já a tinta (o que os torna pouco visíveis), etc..  Portanto, agora que vai haver uma intervenção no monumento, é a ocasião mais adequada para a intervenção completa por parte da Câmara Municipal do Porto. 


Viva Portugal

15/05/18

O QUE PROPAGAVAM OS LIBERAIS? (I)

No séc. XIX, em Portugal, um dos mais significativos e expressivos difusores dos liberais foi o "Velho Liberal do Douro", do qual selecionámos passagens significativas para advertir os leitores, e as fazemos acompanhar de comentários nossos.

"Reformar edifícios e vestidos é coisa fácil, e por isso o Mundo está cheio de trolhas e  remendões; porém reformar Leis e costumes, e levanta uma Nação decadente a um estado de esplendor e de glória é obra de um Génio raro, e grandemente ilustrado. [Os liberais tinham com referência os Reinos onde as "novas ideias" tinham conseguido algum sucesso e implementação; para estas mentalidades em descatolização tudo isso era a alternativa ao que na "velha" Civilização já não entendiam, ou lhes desagradava; evidentemente, por "reforma dos costumes" entenda-se "abandono dos bons costumes" e com "reforma das leis" entenda-se de forma equivalente; uma Pátria assente na Civilização Cristã e milenar sabedoria é para eles uma "Nação decadente" - quando a única decadência foi aquela trazida pelos iluministas, pela a maçonaria, a revolução, e o próprio liberalismo; qual esplendor? Não é ele mais o dos tempos de D. João V? Não. Não é mais o de D. Manuel I? Não. É algum que os Reinos da cristandade se tivessem gloriado no passado? Não, nem isso! É uma outra glória fantasiada, e alimentada por meia dúzia de "doces" que o crime, a loucura, a impiedade das novidades do momento inspiravam.] Os Reformadores sempre encontrarão obstáculos nas suas empresas, e contradições temíveis. [Reforma? A mentalidade revolucionária, a mentalidade liberal, e até a mentalidade modernista conseguem chamar reforma à mutação; quais "evolucionistas-sem-o-saberem", que fazem de mutação "evolução". Nós depois de dois séculos não nos adianta gritar-vos daqui: NÃO FOI REFORMA, foi REVOLUÇÃO, mutação, mutação, foi o sem razão, foi a perseguição e o encerramento de TODAS AS ORDENS RELIGIOSAS ... que direis vós a isto se a nossa voz de hoje vos tivesse chegado a esse tempo? Mas outras vozes vos chegaram, e no vosso tempo, e bem mais ilustradas, e não as ouvistes, e deste-lhes perseguição e calúnia difamante, e zombastes delas, reunistes e promovestes os seus inimigos, nunca tivestes a verticalidade e honestidade de colocar os factos na mesma mesa para não vos submeterdes à honestidade à verdade. Se houvesse verdadeira reformas a fazer, seria a vós.] S. Bento, querendo reformar os seus Monges, eles lhe propinaram um copo de veneno [espertos... o Diabo sabe até as Escrituras de frente para trás]; e talvez que daí proceda a aversão que os Monges e Monjas mostram à Reforma da nossa Carta [e que cristão em são juízo se acharia certo, se ATÉ os monges de toda a sua Pátria o advertem com rigor? exigiria que Deus lhe fizesse baixar um Anjo do Céu em especial e particular missão? Não... nem que viesse o próprio Deus falar a estes liberais eles se demoveriam de seu fanatismo e cegueira]. O Salvador do Mundo foi acusado e condenado à Cruz, porque ele quis reformar a Sinagoga e o Gentilismo [reformismo, restauracionismo, etc, dizem estes liberais... viu-se onde foi parar o "restauro", viu-se onde foi parar a "reforma"; como se fosse o tempo apropriado para reformar, e logo para reformar ao contrário]; e é por isso que todos os Judeus anti-Constitucionais têm feito tamanha guerra à nossa Constituição. [e restaurou Cristo a mesma Sinagoga?]

Um dos lugares comuns e estribilho geral  que os espíritos curtos e fracos opõem à Reforma é o seguinte: "Reformar não é destruir - não se vai contudo ao cabo - temos de ir muito devagarinho". [há noção de que a população e as autoridades não devem ser provocadas, e que a "reforma" seja feito o mais discreto possível, gradualmente; sem medo podemos achar que é esta a versão conservadora dentro dos liberais] Sim, Senhores, isso é justamente o que querem os nossos contrários para nos apanharem sempre no meio da obra, e atirarem tudo por terra em um momento. [enfim, a estes "nossos contrários" chamemos Portugal tão somente]. Estes frios Conselheiros nunca poderiam ser Médicos nem Cirurgiões, e deixariam morrer os doentes antes da sangria, ou do cáustico. Saibam pois os tais prudentíssimo que nós sabemos o que é reformar: sabemos que reformar não é destruir. [vejamos como dá a volta ao leitor] Reformar em bom Português é tornar a fazer, ou fazer de novo [então, ficou a definição a meio? isso é apenas "refazer", e não reformar]; e para isto às vezes é preciso destruir [... ora cá está o ponto de chegada]. Os Pontífices Clemente XIII e XIV quiseram reformar os Jesuítas por muitas vezes, e com muito melindre, e vendo a sua contumácia, Ganganelli os destruiu finalmente, e foi envenenado por eles [já é a segunda vez em tão pouco tempo que falam em envenenar. Ó liberalhões da ceita pedreiral, quem envenenou D. João VI, quem disparou contra D. Carlos e D. Luís Filipe (e quem colocou um cúmplice no Panteão Nacional?)?]. Pedro Grande quis reformar os Austerlitz, e afinal os destruiu. O nosso Augusto Reformador não quer destruir [mas destruiu muito], quer edificar [não edificou], e quer pôr Portugal no seu antigo pé [totalmente ao contrário], conformando a sua Reforma com as Luzes do século XIX [ora aqui está... no séc. XX chamaram a este tipo de manha destruidora o doce nome de aggiornamento], e não com as trevas do século XI [no séc. XXI, porque as provas são contrárias, já se  calaram os sérios historiadores de dizer que a Idade Média foi a Idade das Trevas, e, pelo contrário, descobriu-se que os inventores de tal lenda negra foram os inimigos do Catolicismo; eis o ilustradíssimo liberal sem acertar uma que seja, mas conseguindo enganar os leitores liberais na cidade do Porto], quando se erigiu a Monarquia. É triste cousa amarrar os vivos às costas dos mortos, e querer por força que façamos o que se fazia há oitocentos anos! [triste artifício hoje muito apresentado pelos mesmos liberais, republicanos, e outros que tal: em vez de pegarem no argumento do oponente, colocam-lhes boca um falso argumento (com algumas semelhanças), e vestem a pele de autoridade moral para disparar a correcção].

O nosso Augusto Legislador e Reformador quer plantar em um campo cheio de abrolhos [o velho artifício que já parvos engana: fazer que tudo pareça muito, mal muito mal, para forçar e justificar e animar a uma rebelião em força; mais uma vez há que lembrar que as dificuldades que tinha havido em Portugal deviam-se sim às tentativas de invasão maçónicas: seja do lado de franceses, seja do lado de ingleses, etc.]; quer fazer reverdecer a Seara Nacional [é grande a maldade para mentir assim; isto foi escrito em tempos do Rei D. Miguel, o qual estava a restituir as instituições e tudo de bom e grande que nos tinham levado]; e para isso é indispensável arrancar cardos e joio para florescer o trigo [ora cá está onde queria ele chegar, e que veio a ser realizado; como a diferença de que, distraidamente, talvez, confundiram "joio" por "trigo"]. Quem é cardo e ervilhaca tenha paciência: bem lhe basta a substância que já extraiu do terreno. Nas Ilhas dos Açores já se fez tudo isso; e os Ilhéus muito contentes abençoam a Memória do seu Reformador. Nós queremos abelhas no cortiço queremos mel, e muito poucos gangaãos. Bem sabemos a fábula dos Patrícios do Povo Romano. É preciso haver Fidalgos, Magistrados, Padres, e Empregados Públicos; mas não queremos traidores, nem homens que, sem fazer nada vivam à custa dos Forais e Dízimos, e de mil Direitos Banais, que se inventaram nos tenebrosos tempos do Feudalismo, e que tem entisicado a Nação por tantos séculos para engordar gente perigosa, ou pelo menos inútil.

(a continuar)

09/02/18

"DEFESA DE PORTUGAL" - AS TREVAS em PORTUGAL (d)

(continuação da parte c)

Administrar fielmente a Fazenda Real! Ora eu já deu uma coça nos Judas, mas como foi de papel, não prestou: é necessário que lhes aconteça como ao de quem fala hoje a Igreja "Suspensus crepuit medius" enforça-los, e rebentá-los. Mas quem são esses Judas? é pergunta, que há pouco me fizeram de Lisboa. Eu não estou em circunstâncias de responder "Qui intingit manum in paropside".... Todo o que siza da Fazenda Real, ou que faz para sua culpa que ela não medre, é Judas; e o que mais culpas tiver a este respeito, é o Judas maior. Mas não faltam Teólogos, Padres, e Frades, que persuadam a esses Judas que não ofendem a Deus, por muito que menoscabem a Fazenda delRei, que é o Ungido de Deus! Teólogos, Padres, e Frades dos Judas, que nas suas decisões, respostas, e na mesma administração dos Santos Sacramentos não seguem a tradição, seguem somente a razão, especialmente se esta fôr dourada, ou argumentada, ou mesmo açucarada, ou engarrafada, ou emantilhada. Pois também a razão sem tradição nos Padres Mestres! Também as trevas nesses Reverendos Provinciais, Secretários, Definidores, e mais Camerários Religiosos? Também nos Conventos não há luz?

Igreja dos Clérigos erguida em 1732 no Porto, símbolo da generosidade portuguesa para com os Clérigos mais necessitados.
Tocam as tabuletas: agora sim, agora são as mesmas trevas em pessoa: espreito os Conventos; também lá, também lá! As mesmas Freiras dos... apagarão a luz, então em trevas! Não haverão remédios? Sim: logo que cesse a matraca, se ela for bem ouvida, a luz aparecerá. O malhadismo, ou as trevas têm aparecido, e vão aparecendo por toda a parte, até mesmo onde a luz parecia inextinguível; o espírito de Satanás pôde já introduzir-se nas Eleições dos Regulares, para ali se encabeçar o erro, e o vício. Uma Abadessa Malhada! Que lições de inocência poderá dar às suas Religiosas? As suas subalternas, e adjacentes não serão também da escolha da mesma Abadessa? Não franquearam elas as portas à devassidão, e à licença? Não serão consentidas comunicações escandalosas, tratos vergonhosos? E se ainda alguma Religiosa, a quem Deus queira reservar para si, levantar a sua voz em defesa das tradições do seu Convento, não será ela abafada pela gritaria das outras, que não querem seguir mais que a sua razão, estando a sua razão somente na libertinagem? Desgraçadas as Religiosas, que vivem debaixo do Abadessado Malhado, ou das trevas, que vale o mesmo!!! Quanto a mim, a haver de sofrer um dos males, quereria antes ser governado por Malhados, que por Malhadas, porque uma Malhada é um vórtice de inconsequências, e de maldades; roda, que não para, nem há prégo, que a sujeite, enquanto não der cabo de tudo o que encontra. As Religiosas porém, que buscam remédios aos seus achaques de espírito, achá-los-hão na oração, e no sofrimento; sem embargo de que não contradiz à humildade uma súplica em termos ao Bispo, ou Governador do Bispado, se ele quiser atender às Esposas de Jesus Cristo. Mas basta de remédios de Freiras; porque não nasci eu para dissipar as trevas dos Conventos, nem para lhes tirar as suas malhas!

As trevas estarão também nos Religiosos? Como? Empunhando o Ceptro algum dos Súcios, e afilhados de José da Silva Carvalho! Tocará logo a matraca sobre os bons Religiosos! Licença à depravação, soltura às paixões, desenfreio à mocidade! Lá irá até a Ordem de S. Francisco, se Deus lhe não permitisse uma duração igual à do Mundo! Pedreiros, Constitucionais, Malhados, também nas Igrejas, nos Conventos, e empolgando os maiores Empregos!.. De certo é entregar aos inimigos da Igreja o Património da mesma Igreja! Logo que eu vejo ocupando lugar numa Congregação de Regulares algum Padre de pouca idade, de menos merecimentos, mas de muita presunção, e que já aspira a uma Mitra!!... Estou para dizer Adeus às Corporações Religiosas, se não tivesse em Deus uma esperança viva, de que não há de permitir que as trevas ocupem para sempre toda a terra! Continuam as trevas. Onde? Em uma grande Sé de Portugal! Como? Ora apalpem lá como puderem, porque isto não o vê quem deve; mas eu lho digo. Um Clérigo de mau nome em toda a extensão da palavra desde os pés até à cabeça, desde o seu nascimento até à sua elevação, procura em toda a Diocese assinaturas do Clero, Nobreza, e Povo, para que ElRei Nosso Senhor o eleja para Bispo, ou Arcebispo, ou o quer que é, que a língua não quer chegar!!! As trevas continuam, mas a Epigrafe não. Apaga-se a luz: se os Portugueses querem ver, e ouvir o que lhes convém, sigam todos os costumes, que seus Ascendentes praticavam no ano de 1732, e haverá então Justiça, e Religião; haverá Paz, e Prosperidade; haverá Rei, e Vassalos; todas as coisas estarão no seu lugar, e eu no que me cumpre, que é o da morte, para não ver tantas, e tantas coisas, que parecem inventadas pelo diabo, para não haver coisa boa. [demova-se aquele que amaldiçoa o séc. XVIII sem discriminar Reinos]

Rebordosa 18 de Abril de 1832.


Fr. Alvito Buela Pereira de Miranda

04/02/18

"DEFESA DE PORTUGAL" - AS TREVAS em PORTUGAL (a)


As Trevas em Portugal

"Nos fuimus fortes;et nos modo sumus; et nos aliquando erimus."

Dizem comumente os lamentadores dos Séculos passados que via faltando a Religião; e eu digo também que sim, porque falta a justiça; e falta a justiça, porque a razão falta. Qual a causa por que a razão falta ao homem, que é racional? Porque lhe falta a luz. Pois aí estão as trevas, as quais não são outra coisa, que privação, carência, ou falta de luz: o homem não vê a luz; somente por meio da luz vê os corpos lúcidos, os que brilham, ou aqueles, sobre que reflectem os raios da luz: isto dizem os Filósofos modernos, e dizem bem, se sabem o que dizem: o homem também não vê as trevas, porque não tem luz para as ver: também dizem isto os Filósofos. Mas o Vulgo diz que a luz se vê, e que as trevas se apalpam, ainda que se não vêm: não sei quem diz melhor: digo somente que, se o Vulgo se meter a Filósofo, pode perder as esperanças de ver a luz, e fique certo que só trevas apalpará. Eu falo nestas coisas com licença dos Filósofos, ou ao menos com título: todavia certo como estou, de que os Filósofos não têm feito nas Ciências, ou pouco menos, senão baralhar as ideias, adoptar outros vocábulos, ralhar uns dos outros, e saber menos o que mais ralha, meto o título do Filósofos no meu Larraga, e como Clérigo de mão furada, que não sabe mais que do seu Larraga, e não fará pouco se o entender bem, levanto a minha voz, e digo: Não há homem vivente que tenha visto a luz: Logo todos os homens estão em trevas. Ora aí se armam contra mim quantos campam de lidos, e de lentes, e já que lhes nego a luz buscam apalpar-me nas trevas; devagar, Senhores Mestres: Deus é a luz, e só ele luz: Quem viu a Deus? Nenhum vivente: aí está pois como todos os homens estão em trevas. Esta linguagem é Sagrada, e é sublime; desço algum tanto da altura, a que a Fé, que é uma participação enigmática da luz, me elevara, e digo: todos os homens (e nesta proposição ajunto as mulheres, já que as dos nossos dias querem correr parelhas com os homens) estão em trevas mais, ou menos; quero dizer, em trevas mais ou menos densas, sinais, ou menos frangíveis, dissipáveis, ou penetráveis: aqueles que se dizem ilustrados são os que estão em trevas mais voláteis, mais versáteis, e, deixem-me assim dizer, algum tanto diáfanas; esta linguagem não é totalmente imprópria para explicar verdades, que de mistura são Teológicos, e Filosóficos. Os homens não conhecem as coisas em toda a sua essência, ou em toda a sua cognoscibilidade: as verdades, ou Divinas, ou Humanas, nunca atingem a evidência com tanta força, que o homem enquanto vive não possa vê-las de uma forma obscura: finalmente a razão humana nunca está cheia cá na terra; mais defeituosa que a Lua, a qual recebe do Sol toda a sua claridade, a razão do homem sempre está em quarto minguante, ou no último quarto do seu quarto ocidente, que bem pode dizer-se que está em trevas, pois a luz, que tem, ou está a despedir-se que está em trevas, pois a luz, que tem, ou está a despedir-se, ou já no seu ocaso.

Venho de falar, e continuo Teológica, e Filosoficamente: todo o homem está em trevas; mas todo ele tem em si disposição, capacidade, ou potência para ver a luz, ou a substância, que emitem a luz. Esta luz não está no homem; recebe-a o homem. De quem? De Deus. Mas como pode persuadir-se que Deus comunica a luz ao homem? Todos os conhecimentos primordiais, ou, chamemos-lhes assim, constituintes do homem, ou eles digam respeito à Religião, ou à Sociedade, ou aos misteres da conservação, e da vida, vem da tradição; não do discurso do homem, sim de que o homem foi ensinado de uma maneira qualquer a tudo o que era mister com referência a Deus, aos outros homens, e a si mesmo. Só Deus pôde ensinar o homem, pois que nenhum homem nasceu ensinado: a razão pois do homem foi ensinada no seu princípio, foi ilustrada, foi irradiada: Logo todos os Conhecimentos necessários ao homem, ou digam respeito à Religião, ou à Sociedade, ou à Filosofia necessária, vieram ao homem do ensino; ou, que vale o mesmo, todas as verdades primitivas são tradicionais. Eis Deus; eis a tradição afugentando as trevas, luzindo ao homem, que em trevas estava envolto, para que veja o que lhe convém, e o que não; para que saiba distinguir o bem do mal, a verdade da mentira, a ciência do erro: enquanto o homem não perder de vista essa tocha da primitiva tradição, a qual, não obstante que parece esconder-se no princípio já não conhecido de tão longos Séculos como o homem conta, todavia, ainda mesmo assim ao longe, desde alguma luz; em quanto não virar as costas a esta luz, que ainda lhe aparece; enquanto andar no seguimento desta luz, que é uma faiscasinha de Deus que é luz verdadeira, poderá dizer-se que o homem não está totalmente em trevas; antes, que anda, e vê por onde anda, rompendo, e afastando as trevas para um, e outro lado; poderá dizer-se que a razão do homem ainda atinge muitas verdades, e que é capaz, no seguimento desta luz, de atingir todas as que lhe são necessárias para se saber dirigir com Deus, consigo mesmo, e com os outros homens: eu falo de todas as verdades, e de todos os conhecimentos necessários ao homem debaixo das ditas considerações, e insisto que todos eles vieram ao homem pela tradição, ou pelo ensino, e notícia, que no seu princípio lhe foi dado: O homem não formou a ideia de Deus: esta ideia vem-lhe da tradição: o primeiro homem a transmitiu ao segundo; Deus mesmo a ensinou ao primeiro; outro tanto deve dizer-se de todas as ideias verdadeiras primitivas, e necessárias ao homem; não é tempo de fazer demonstrações; os princípios, tenho: excepto as verdades Metafísicas, que pendem das nossas ideias, do ajuste que fazemos com as palavras, de combinações a nosso arbítrio, porque essas, muito agradáveis, e mesmo vistosas que pareçam, não são necessárias ao homem, nem para a Religião, nem para a Justiça, nem para a Sociedade.

(continuação, parte b)

25/01/18

O PUNHAL DOS CORCUNDAS Nº10 (II)

(continuação da I parte)

Mosteiro de Santa Cruz (Coimbra), um dos mais fortes resistentes à ordem de extinção
Rematado o Projecto de Reforma, seguiu-se pedirem ao Santo Padre Pio VI (ora reinante em a Igreja de Deus, e que este Senhor talhou expressamente para os dias mais calamitosos da sua querida Esposa) que o sancionasse com a sua notoriedade Apostólica, e o fizesse dar à execução neste Reino, e seus Domínios. Coroada seja do Pai das Luzes e heroica resistência do Santo Padre aos arestos das Sociedades tenebrosas! Glória ao Pai comum dos Fiéis, que não se abalou nem de promessas, nem de ameaças, e que por meio de repulsas tão judiciosas como oportunas acudiu à Igreja das Espanhas, salvando a de cair nos infernais boqueirões, que lhe abrira a Filosofia dos nossos tempos!! Rondam agora as Ordens Religiosas uma especial homenagem à Cadeira de S. Pedro, que se ela não fosse, teriam caído todas as deste Reino no sumidouro da extinção que foi jurada nas Lobregas e hediondas cavernas do Maçonismo. Declamem agora muito à sua vontade os Teólogos à Paviense, e os Canonistas à moda Gmeineriana contra as isenções e privilégios das Ordens Religiosas. Se por ventura não fossemos imediatamente sujeitos ao Vigário de Jesus Cristo, que seria de nós? Teriam os Bispos deste Reino assaz valor e firmeza para deixarem de lavar o Decreto da nossa extinção, quando isto dependesse unicamente da sua autoridade? A que parece nova Disciplina da Igreja, e que bastaria ser aprovada, e sancionada em Concílios Gerais, para que só este nome fosse uma espécie de mordaça na boca de alguns estouvados Canonistas, foi a nossa tábua de salvamento, pela qual deveremos instar e gritar todas as vezes que formos ameaçados de naufrágio.

Arrebatei-me um pouco; mas quem se atreverá a criminar-me de menos verdadeiro, ou de exagerado? Em todo o caso seria mui airoso para um filho a sair pela honra de sua Mãe ofendida e ultrajada; e qualquer excesso, a que em tais pontos se avalanche o amor filial, costuma ser facilmente perdoado. Continuemos.

Desesperados de conseguirem os Indultos Apostólicos, por que tanto forcejaram, e que lhe foram constantemente negados(no que pode a verdade histórica se deem os justos, e merecidos louvores ao Ilustríssimo Prelado D. José Cherubini, Delegado Apostólico em Lisboa, que informou exactamente o Santo Padre de todos os procedimentos arbitrários, e impios das Côrtes Lusitanas) rasgaram a máscara, e puseram de parte os princípios mais vulgares de honra, e de decência. Fiéis ao princípio geral Fernandino "de que tínhamos bulas para tudo quando quiséssemos" começaram de fazer por autoridade própria os esbulhos, as violências, as trasladações, e confusões para que não tinham podido da obediência ao seus legítimos, e verdadeiros Prelados, e os forçaram a prestar uma obediência contra aquela que tinham jurado na presença de Deus, e de todos os seus Santos... Confundiram os Religiosos de diversos institutos à sombra de uma analogia por eles sonhada, e logo erigida em fundamento dessas misturas conducentes ao fim de promover desordens, e fazer os Religiosos desprezíveis. Arrancaram de seus pacíficos asilos as virgens dedicadas ao Senhor, e as trasladaram para lugares distantes da Capital, onde lhes dava muito nos olhos a observância dos Conselhos Evangélicos que a todo o custo pretendiam acabar, e destruir.

Ora estes diferentes horrores apenas se indicam para terem lugar mas espaçoso em outro género de escritura; mas convém agora que lançadas, para assim o dizermos, estas primeiras delineações do edifício, nos demoremos um pouco não tanto em a questão geral já sobejante tratada, e por ventura exaurida em muitos escritos destes últimos tempos, como no exame das causas desse ódio figadal, dessa aturada perseguição dos Mações contra os Frades, e na sem-razão de tantos e tão iníquos procedimentos.

Eu temo, e por ventura mais que ninguém, cansar a paciência dos Leitores, e por isso mais de uma vez obrigo em qualquer destes números a minha pena a que deixe de correr à sua vontade. Sou breve mais pelo receio de enfadar, do que por falta de matéria. Examinemos pois:

I
Causas Gerais Que Reduzo Somente a Duas

Temporal, a saber, a cobiça dos bens, e riquezas dos Mosteiros. Não se lembram dos autores e fadigas, por que tiveram de passar os antigos Monges, para deixarem um bocado de pão aos actuais; não se lembram do sem número de bocas, que se mantêm às vezes do escasso rendimento de um só Mosteiro; nãos e lembram das grossas contribuições dos Mosteiros ricos para remédio das necessidades públicas; não se lembram de que não há mulheres rendeiros e feitores do Estado, do que são os Monges, e tudo lhes parece mal empregado neles. O que uma prudente economia fez guardar e poupar avulta de tal maneira diante destes olhos fascinados e prevenidos, que lhe parece estarem vendo em cada Mosteiro as delícias de Sardanapalo, ou as riquezas de Cresso. Diz Madona Stael que há uma classe de Pedreiros Livres ou Iluminados, cujo fim principal é assenhorear-se dos empregos mais lucrativos, e que em se vendo ricos, e fartos, andam contentes. Parece-me que são estes os sentimentos de todas as classes maçónicas; e a experiência demonstra que o seu grande princípio é este "O melhor bocado para nós e para os nossos, e o pior de roer para esses cães, para esses profanos".

2ª Moral, e vem a ser a profissão do Catolicismo. Esta ainda é mais forte que a primeira, segundo é lícito discorrer pelo que sucedeu na Revolução de França, onde o saque, e a profanação dos Mosteiros foi o menos, pois em verdade foi muito mais a solene, e jurídica abolição dos votos religiosos, e um dos motivos que fizeram protestar os Bispos Deputados à Assembleia nacional (que não foram cães mudos entre os gritos de morte - A Lanterna a guilhotina, e as espadas nuas, e as baionetas apontadas ao peito) os quais seguidos imediatamente da maioria dos Bispos que foram ao todo mais de cento e trinta (faltando só quatro) e roborados com a sanção do imortal S. Padre Pio VII, viram naquele Decreto mais pesada afronta ao Evangelho, e ao Supremo Legislador dos Cristãos.

É necessário que o Povo Português tenha os olhos abertos para ver o princípio da guerra mais ou menos activa, que há trezentos anos a esta parte se tem feito aos Frades. Os Luteranos, e Calvinistas, cujos maiores pela maior parte foram Ex. Frades, bramiram contra os seus antigos Irmãos. os Protestante não querem ver nem sombra de Frades, e por isso nos Teatros de Londres quando se quer apresentar uma figura ridícula e abominável, assoma algum Comediante vestido de Frade, assim como já o desenfreado Buchanan se vestiu de Frade para castigar a seu Discípulo depois Rei da Inglaterra e da Escócia Jacob VI, para infundir-lhe desde os mais ternos anos um entranhável ódio a quem vestisse hábito religioso. Os Puritanos aborrecem de morte os Frades, e que o digam os nossos Arrábidos que seguiram até Londres a Senhora D. Catarina Infante de Portugal, Rainha da Grã-Bertanha. Os Filósofos do séc. XVIII não têm papas na língua, para dizerem à boca cheia nas suas correspondências, e em milhares de obras impressas, que se devem extinguir os Frades, porque ensinam, confessam, prégam, catequisam, e são causa de que não possa ir abaixo a Religião Católica, segundo eles querem, e ardentemente desejam. Os Pedreiros Livres onde chegam a dominar, tudo é abater as Ordens Religiosas, tudo é intimar aos Reis que se apropriem os bens das Ordens, único remédio para se curarem as feridas da Pátria, que talvez só esses desalmados abrissem, levantando casas para seus filhos, que excedem às vezes em rendimento o de Ordem Religiosas que tem dez ou doze Mosteiros!! Fizeram a mais viva guerra aos Jesuítas, porque os Jesuítas ensinavam, e pregavam; e tudo isto era de graça, pois não custava aos povos nem cinco réis!!! E dado o caso que estes Frades dominassem os gabinetes, e influíssem nos negócios políticos mais alheios do seu estado, não haveria outro remédio para os coibir senão deitar a perder os mais fortes laços que prendiam os povos aos Reis, e estragar as Missões Americanas, Africanas, e Asiáticas? Quem lê a História Eclesiástica, não acha um só Reino convertido à Fé por industria dos Sumos Pontífices, em que não apareçam Frades, e por isso é que os Frades são perseguidos, e debaixo do pretexto de chamar as coisas à primitiva, hão de ser arrancados à obediência do Único que mais proveitosamente os pode empregar em serviço da Igreja Católica!! Até aqui são princípios gerais já sobejas vezes realizados em muitas Nações Europeias, que têm aprendido à sua custa o que são os Frades, e a grandíssima falta que logo se experimenta em todos os Reinos, que cometeram o indiscutível erro de os extinguirem: porém, é justo que desçamos a um rapidíssimo exame das causas do ódio, que se lhes professa neste Reino, onde eles contam inimigos até nas próprias classes onde só deveriam encontrar amigos, e defensores.

Serei o primeiro que se afoite a descobrir uma das principais causas deste ódio, que muitos saberão, e que por efeito de um medo pânico não se atrevem a denunciar. Importa-me agora ser breve, mas claro e terminante.

P: Porque Livros se estuda nas Escolas principais deste Reino a História dos Monges, o espírito das suas instituições, e a natureza de seus privilégios?
R: Nas Aulas por Gineiner, Cavallario, e Dannemair, e cá fora por Mosheim, Gibbon, e outros que tais.
P: Donde é tirado o que dizem Gmeiner, e Dannemair sobre as Ordens Religiosas?
R: De Mosheim, Bingham, e outros Protestantes, de que Dannemair se fez eco, não sabendo dizer senão o que eles dizem.
P: E onde param os Autores clássicos sobre a origem das Ordens Religiosas?
R: Ou são desconhecidos neste Reino, ou jazem no pó das Livrarias [bibliotecas], onde ninguém os consulta.
P: E que há de seguir-se de ais Mestres, alguns dos quais têm sido expressamente condenados pelos Sumo Pontífice?
R: O que nós vemos; e enquanto rejeitada e metida a bula a infalibilidade do Pontífice Romano, se acreditar cegamente na infalibilidade de Gmeiner, de Eybel, de Montesquieu, e Gibbon, e outras tais fontes da História Monacal, não se espere senão ódio mortal aos Frades.

Mutas graças devem eles a Nosso Senhor por terem escapado à tormenta pedreiral, e muito  devem rogar ao mesmo Senhor pela vida e segurança do Império de ElRei e Senhor D. João VI, que mais de uma vez se tem chamado a si próprio o único amigo das Ordens Religiosas. Confio da prudência dos nossos inimigos, que são todos ou Pedreiros ou defensores da Soberania do Povo, que hão de poupar-me o desgosto de aclarar mais e mais o que só por necessidade de sustentar a minha causa deixo apontado para se discutir algum dia mais largamente, e se me for possível, conforme a dignidade do assunto.

(continuação, III parte)

18/01/18

ASSOCIAÇÃO "CAUSA TRAVESTI" !?

A associação despretensiosamente autodenominada "Causa Tradicionalista", à qual não podemos reconhecer como tradicionalista, por mais puzzles que faça, veio agora com mais uma das suas.

Sem grandes demoras ...


9 de Outubro de 2016

O blog VERITATIS publica "Carta de Alfredo Pimenta a Caetano Beirão" e coloca uma imagem onde faz valer o "Deus, Pátria, Reis", e desvaler o "Deus, Pátria, Cortes/Foros, Rei".

Imagem do referido artigo
No Dia Seguinte ...

Uma das cabeças fundadoras da associação comenta assim no seu grupo de facebook "Bandeira Branca", dirigindo-se ao autor do blog VERITATIS :

Guilherme Koehler: para inventar estás por aí 3 vezes porque curiosamente a CAUSA TRADICIONALISTA defende "DEUS - PÁTRIA - FOROS - REI" como os Carlistas, logo está confirmado exactamente o contrário, chamaste aos Carlistas semi-liberais. Isto até levou a que um deles (Carlos Sánchez Morago) se manifestasse com ar de indignação! E deves ter grandes problemas de visão porque as letras são bem grandes e facilmente visíveis =)  [e publica a imagem que segue]

Adicionar legenda
No mesmo dia, a respeito do mesmo artigo, o autor do blog VERITATIS foi "inteligentemente" "aplaudido" pelo Presidente da associação "Causa Tradicionalista", o DR. Luís Andrade Dos Santos (por prudência preferimos não mostrar o dito "aplauso" e dedicatória. O autor do VERITATIS foi expulso e bloqueado.


18 de Janeiro de 2018

No Facebook, a página da associação "Causa Tradicionalista" publica uma imagem com a legenda seguinte:


"Deus, Pátria e Rei
"Têm-me acusado muitas vezes de fanático, intolerante e intransigente. Sou-o quanto pode sê-lo quem vive num século desvirilizado, essencialmente burguês, materialista e céptico, e percorreu as sete partidas do mundo da cultura à procura da verdade nova, para só encontrar verdades falsas, à busca desinteressada do Sol e só encontrou crepúsculos frios. Quando voltei, desiludido, à minha tenda levantada no meio do tumulto, verifiquei que a única solução acessível às minhas inquietações e angústias era a tradição.
E regressei à secular tradição portuguesa – a Deus, à Pátria e ao Rei.
(Alfredo Pimenta em "A Nação", 1948.)"





Em 5 horas já 13 usuários deram o seu "gosto" na publicação.



O público que saiba que antes da criação da travestida associação já nós, tradicionalistas, a tínhamos recusado, por termos confirmado duas realidades:
1 - Quem a queria formar, além de não ser tradicionalista, parecia estar mais interessado em explorar uma nova fatia de mercado político;
2 - Porque sabíamos que haveria o risco de rebaixar a Tradição Lusa aos defeitos e erros das militâncias espanholas (António Sardinha foi o caso).

Lamentamos que muito boa gente movida por bons sentimentos tenha tropeçado na dita associação....  Não é por aí ... aí é já o desvio!

Vestem o "Deus, Pátria, Rei", ou o espanhol "Deus, Pátria, Foros (Côrtes), Rei"!? Que roupagem vestem?

05/10/17

ANTECIPAÇÃO - ACONTECIMENTO INÉDITO EM PORTUGAL (I)

Hoje, dia 5 de Outubro de 2017, pelas 15h haverá manifestação contra o processo de colonização portuguesa, e simbólico repúdio à estátua do Pe. António Vieira, que foi colocada na Praça da Trindade (Lisboa).

Este acontecimento é inédito em Portugal, e é alimentado pela influência de brasileiros de esquerda promotores LGBT e "activistas culturais".

Faz uma semana, detectámos esta iniciativa num grupo de Facebook (resolvemos não publicar nada até hoje, para não ajudar à divulgação). Eis o cartaz desta gentinha:


Esta iniciativa está ligada directamente a movimentos brasileiros de esquerda, relativamente à "escravatura" e índios no Brasil. Uma das impulsionadoras é Judite Primo (dos corpos sociais na empresa MINOM - Internacional Movement for a New Museology, Directora do Doutoramento e Mestrado em Museologia na empresa ULHT - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e Professora na empresa ULHT - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia; tinha sido estudante na Universidade Federal da Bahia, e antes na ULHT - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnlogias, e antes ainda na Universidade Federal da Bahia; natural de Salvador da Bahia, Brasil). E como é importante que se veja o que por cá começa a andar, fizemos uma exposição de informações públicas da Professora Doutora Judite Pinheiro:

- Em 2010 foi conferencista no I Seminário de Investigação em Sociomuseologia (2010) - da Lusófona. Lembra o caso do Santander ocorrido no Brasil com a sua socioarte ...
- "A História do 2 de Julho nos permite conhecer a importância da Bahia no movimento de independência do Brasil. Conjuração que teve a participação militarizada dos povos indígenas (caboclo), dos mestiços, da população local.... O momento de Comemoração da Independência da Bahia e em consequência também do Brasil já começou. Amanhã, 2 de Julho, toda a Bahia entra em festa. Desculpe-me os amigos/as portugueses, mas a bahianidade e a brasilidade fala mais alto! Comemoração é mesmo isso, exteriorizar e partilhar a nossa alegria. VIVA 2 de Julho. Viva Soror Joana Angélica!! Viva o Caboclo!! Viva a Bahia!!" (publicado a 1/7/2012).

- Crente orientalista, publica imagem indú com a legenda seguinte: "Namaskar! Namastê! O Deus que habita no meu coração, saúda o Deus que habita no seu coração." (12/12/2012)

- Crente católica, publica imagem de Sto. António de Lisboa, com a seguinte legenda: "Salve Santo António. Junho, mês de trezena de Santo Antónimo." (3/6/2013)

- Publica uma imagem de S. Francisco de Assis onde se lê apenas "Onde houver ódio que eu leve o amor". A legenda que lhe coloca é "Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível. (S. Francisco de Assis)".


- Uma imagem de Che Guevara onde se lê "É preciso endurecer mas sem jamais perder a ternura (Che Guevara)" (24/6/2014)


- Outra imagem de Che, onde se lê "Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar" (7/9/2014)


- Em 2015 participa no IV Seminário de Investigação em Sociomuseologia (da Lusófona), onde os restantes participantes são em esmagadora maioria ligados ao activismo LGBT, e libertários "pró-índio", e "pró-negro" oriundos do Brasil (professores de nacionalidade brasileira, em Portugal)  (publicação a 17 de Janeiro de 2015).


- Mais uma imagem de Sto. António de Lisboa (4/6/2015), com a legenda "Salve grande António, santo universal, que amparais aflitos, contra todo o mal. Bem merecestes, ter com amor, em vossos braços, o Salvador".

- a 26 de Junho de 2015 coloca no "perfil" a sua foto com a bandeira "transgénero", e comenta "ficamos todxs mais belxs quando damos valor ao amor e não ao preconceito (...) Vamos que vamos que as lutas ainda estão em cana! bs".

- publicação de imagem com vários santos, Nosso Senhor, e Nossa Senhora, à qual coloca a legenda "em comemoração pelo Panteão Cristão", era 31 de Outubro de 2015.

- Já a 8 de Janeiro de 2016 publica uma imagem de mulher com calças e capa vermelha, colocando a legenda "2016 Ano do Empoderamento Feminino".

- Uma imagem de um homem a agredir fisicamente uma mulher, à qual coloca legenda "Campanha - Violência verbal" (8 de Março de 2016)

- Publica uma foto de 1911 com cadáveres de mulheres no chão, e coloca como legenda "O incêndio de1911, que matou 146 trabalhadores, dos quais 17 eram homens e 129 eram mulheres e meninas – 90 delas se jogaram pelas janelas do prédio. A maioria das jovens era imigrante, tinha entre 16 a 24 anos e trabalhava em condições desumanas. Seus salários equivaliam a um terço do recebido pelos homens, enfrentavam jornadas de trabalho extenuantes e não tinham condições mínimas de segurança.". Sobre este incidentes diz a Wikipedia: "O incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist em Nova York a 25 de Março de 1911 foi um grande desastre industrial que causou a morte de mais de uma centena de pessoas (123 mulheres e 23 homens) que morreram no fogo ou se precipitaram do edifício. Este incêndio iria contribuir para a especificação de critérios rigorosos sobre as condições de segurança no trabalho e para o crescimento dos sindicatos que despontavam como consequência da revolução industrial. A Triangle Company ocupava os três últimos andares do edifício Asch, de dez andares, que fazia esquina entre as ruas Greene Street e Washington Place, e empregava cerca de 600 trabalhadores, a maioria constituída por mulheres jovens imigrantes que trabalhavam 14 horas por dia, em semanas de trabalho de 60-72 horas, costurando vestuário por modestos salários entre os 6 e os 10 dólares por semana. A empresa já se tornara midiática em 1909, com uma grande greve de mulheres costureiras coordenadas pelo histórico sindicato International Ladies' Garment Workers' Union, que tentava negociar um acordo coletivo; a Triangle ter-se-ia recusado a assinar o acordo. International Ladies' Garment Workers' Union era um dos maiores sindicatos dos Estados Unidos e um dos primeiros sindicatos americanos a ter a maioria dos filiados do sexo feminino [continuação do artigo, aqui].

- Outra foto de homem a agredir fisicamente uma mulher, e com a mesma legenda. (8 de Março de 2016)

- O 8 de Março continua a merecer-lhe várias publicações. Eis mais outra:





- Publicação de um desenho de uma mulher com mancha de sangue, onde se lê "Ninguém mata por amor, o que está por trás desse tipo de crime é uma relação de poder!"; a legenda é "Relação de Poder. Ausência de Amor." (8 de Março de 2016)


- Coloca foto onde se lê "O Feminismo nunca matou ninguém. O Machismo mata todos os dias." (o mesmo ... 8 de Março de 2016).


- Outra foto onde se lê "O machismo MATA" (8 de Março de 2016)


- Foto antiga "1857 - Na sequência de uma Marcha de Protesto 129 operárias foram mortas/ carbonizadas em fábrica de tecido. (8 de Março ..)


- Foto onde se lê "El Problema es que pienses que mi cuerpo te pertenece" (dia 8 etc...)


- Outra foto antiga. Legenda "O incêndio de 1911 -Isaac Harris e Max Blanck, proprietários da empresa e conhecidos por tratar trabalhadores como “dentes de uma engrenagem”, foram acusados de homicídio culposo. O júri composto unicamente por homens – na época mulheres não podiam ser juradas em Nova York – os inocentou de todas as acusações: “a defesa argumentou que não se poderia provar que eles tivessem mandados fechar as portas” (GONZÁLEZ, 2010). A palavra das sobreviventes, que afirmaram que os patrões trancavam as portas, de nada valeu, eram mulheres!." (dia 8 ... )

- Foto antiga; legenda "1857 Greve por melhores condições de trabalho e por direito ao voto." (dia 8 ... lá lá lá)


- Foto antiga; legenda "Bra-Burning, ou ‘a queima dos sutiãs’- protesto com cerca de 400 ativistas do WLM (Women’s Liberation Movement) tendo por o objetivo de acabar com a exploração comercial realizada contra as mulheres, as ativistas se aproveitaram do concurso de beleza que era tido como uma visão arbitrária e opressiva em relação às mulheres. As manifestantes, simbolicamente, queimaram; sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas e outros objetos que simbolizavam a beleza feminina." (o tal dia ...)


- No mesmo dia, a legenda é "Campanha: O Machismo Mata", e a imagem é esta:



- etc....



- Também no mesmo dia ...


- Foto de uma mulher com o olho esmurrado, e com uma mão masculina a tapar-lhe a boca. Eis a legenda "Campanha - Violência contra as Mulheres -"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres." Rosa de Luxemburgo" (qual havia de ser o dia!? ...)

- Foto de mulher nórdica. A legenda: "Olga Benario Prestes - Deportada para a Alemanha Nazi peloo Governo Brasileiro - "Podem rasgar meu corpo à chicotada/ podem calar meu grito enrouquecido/ que para viver de alma ajoelhada/ vale bem mais morrer de rosto erguido." Hino de Caxias. (esta foi a primeira postagem feita a 8 de março).

- Depois de 10 dias de folga, a 18 de Março publica esta legenda "Capa "Jornal Última Hora" dia 18 de Março de 1964. 2016- Quando voltamos e retiramos o pior do nossos passado! O clima fica tenso! Diálogo nenhum, (in)justiça partidarizada, medo latente, comissão de Impeachment sem escrúpulos... Revivemos os golpes políticos d'outros tempos, com os mesmos argumentos e táticas. Claro que 64 fica a gritar em nossas mentes, mas estamos bem mais estruturados, bem mais diferentes, temos políticas públicas mais consistentes (Prouni, Bolsa Família, Lei Cultura Viva, Ciência sem Fronteiras, IFES, Pronatec, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, PEC das Domésticas, as políticas afirmativas, a Seppir...) Março de 2016, tudo se organiza para um Golpe em nosso país, mais um. Sabe qual a novidade: #VaiTerLuta Hoje é dia de colocarmos os medos de lado, dia de unirmos as nossas vozes em prol da democracia. #VaiTerLuta"". Esta é a imagem correspondente:



- Publicação da visita de Obama a Cuba; Obama em primeiro plano, como fundo a imagem de Che. (21 de Março de 2016)

- Apresenta uma serie de fotografias onde se vê que o protesto "Portugal Contra o Golpe" (aquela pequena manifestação contra o "impeachment brasileiro") era afinal de brasileiros que. Um dia antes, publicou a promoção do ajuntamento, com a seguinte legenda:

"E lá vamos nós...
"Sei que há léguas a nos separar,
tanto mar , tanto mar...
Sei, também, como é preciso, pá,
navegar, navegar...
Canta a primavera pá,
cá estou carente..."




- "Para todos nós que lidamos com memória... bom não esquecer!", diz a 2 de Abril para concordar com a imagem que publica:


- A 10 de Abril publicou fotos de um encontro de gente ligada à sociomuseologia, na sua esmagadora maioria oriundos de outros países (Cuba e Brasil), com ligação ao LGBT. Já tínhamos visto os cravos de Abril anteriormente, agora, pela foto, descobre-se que este grupo teve como destino a visita à antiga cadeia da PIDE, a Cadeia de Aljube (ou seja, 15 dias antes desta antiga prisão ser inaugurada museu, a 25 de Abril de 2015); este edifício fica situado atrás da sé, justamente no local de onde foi tirada a foto:



Nestes encontros houve uma palestra de Fernando Rosas (antigo fundador do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses - PCTP
; depois o PSR - Partido Socialista Revolucionário; por fim, participou na fundação do Bloco de Esquerda; eleito deputado pelo Círculo de Setúbal e Lisboa; Ordem da Liberdade, a 30 de Janeiro de 2006 pelo  maçom Presidente dos republicanos Jorge Sampaio).

- Foto de Inês Étienne Romeu, com a seguinte legenda: "Inês Etienne Romeu nasceu em Pouso Alegre, Minas Gerais, em 1942.
Inês mudou-se ainda jovem para Belo Horizonte, onde estudou História e trabalhou como bancária no Banco de Minas Gerais. Já nessa época atuava fortemente à frente do Sindicato dos Bancários e do movimento estudantil.
Em 5 de maio de 1971, Inês, então integrante do quadro de comando da Vanguarda Popular Revolucionária - VPR, foi presa as 9:00 da manhã na Avenida Santo Amaro, zona sul da cidade de São Paulo.
Levada para o DEOPS, espancada e pendurada no pau-de-arara, para escapar das torturas inventou a seus captores que tinha um encontro com um guerriheiro em determinado local ("ponto", no jargão da época) do bairro de Cascadura, no Rio de Janeiro. Transportada ao Rio de automóvel, ao chegar ao local tentou suicidar-se jogando-se na frente de um ônibus. Foi arrastada pelo ônibus mas não morreu.
Ferida, dali foi levada, após passagem pelo Hospital da Vila Militar – onde recebeu transfusão de sangue - pelo Hospital Carlos Chagas e pelo Hospital Central do Exército, para uma casa em Petrópolis, na Rua Artur Barbosa, 668, de propriedade do empresário Mário Lodders. Ali permaneceu até agosto do mesmo ano, sob tortura, espancamento, choques elétricos e estupros. No inverno de Petrópolis, onde a temperatura podia chegar a menos de 10ºC, era obrigada pelos carcereiros a deitar nua no cimento molhado e levou tantas bofetadas que seu rosto tornou-se irreconhecível. Durante esse período, a militante da VPR tentou por quatro vezes o suicídio, sendo mantida viva por médicos contratados pelos militares, a fim de que a tortura, os interrogatórios e as possíveis confissões sobre organização prosseguissem. A partir de certo momento, ela foi informada de que sua tortura não era mais para conseguir informação, pelo tempo decorrido desde sua prisão ela já era inútil como informante, mas era apenas por sadismo, por conta do ódio que seu principal torturador, o então capitão Freddie Perdigão Pereira, (codinome:"Dr. Roberto") sentia dos guerrilheiros.
Em 7 de julho, depois de dois meses de tortura física e psicológica, sabendo-se condenada à morte pelos torturadores, aceitou a saída proposta por um deles, "Dr. Teixeira", um oficial do exército não identificado, a de um honroso suicídio. Inês aceitou e pediu um revólver, mas seus captores preferiam que sua morte se desse em público, com ela se jogando na frente de um ônibus em alguma rua, como tinha feito quando foi capturada. Levada a uma avenida, ao invés de se atirar na frente de algum veículo ela se agachou e começou a gritar e chorar agarrada às pernas de um de seus captores, chamando a atenção dos passantes. Foi então rapidamente conduzida e volta à casa e voltou a ser torturada por duas semanas com choques elétricos, palmatórias e surras que desfiguraram seu rosto. Neste período foi obrigada a cozinhar nua sendo humilhada por seus carcereiros, e foi estuprada duas vezes por um deles, "Camarão", um militar nordestino de baixa instrução que atuava como caseiro na Casa da Morte.
Foi no fim destas semanas que recebeu a proposta de tornar-se uma agente infiltrada da repressão nas organizações de guerrilha urbana, que aceitou para escapar dali. Para garantir que não seriam traídos, a fizeram assinar várias declarações acusando a própria irmã - que nao tinha militância política - de subversão e a gravar um videotape em que se dizia agente do governo e recebia pagamento por isso. Tudo seria usado contra Inês em caso de traição.
Foi jogada na casa de uma irmã, em Belo Horizonte, pesando apenas 32 quilos. Mas foi Inês quem, afinal, em 1979, denunciou a existência da Casa da Morte.
Em 2003, um novo e estranho fato marcou a vida de Inês. Aos 61 anos, foi encontrada caída e ensanguentada em seu apartamento, com traumatismo cranioencefálico por golpes múltiplos diversos, depois de receber a visita de um marceneiro contratado para um serviço doméstico, o que a fez passar por anos de recuperação. Última presa política a ser libertada no Brasil, em 2009 ela recebeu o Prêmio de Direitos Humanos, na categoria "Direito à Memória e à Verdade" pelo governo brasileiro.
Inês morreu dormindo em sua casa em Niterói, aos 72 anos, onde morava, em 27 de abril de 2015.
Inês foi a última presa política libertada no Brasil e a única sobrevivente da Casa da Morte!"
(20 de Abril de 2016)

- Montagem de fotos, onde se lê "abaixo a ditadura". Legenda "Várias imagens que nos recoloca em momentos de dor, violação de direitos, ausência de liberdades". (20 de Abril)

- Mais um santo associado a Lisboa. Foto de uma tatuagem de S. Jorge matando o dragão. Legenda: ""Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge/ Para que meus inimigos tenham pés, não me alcancem/Para que meus inimigos tenham mãos, não me peguem, não me toquem/ Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam/ E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo, meu corpo não alcançará/ Facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar/ Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar/ Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge(...)" (23 de Abril de 2016)

- Fotos da ultimação de uma facha com a frase "Gole Nunca Mais - (Coletivo Andorinha)" [Coletivo Andorinha? Sim... o nome completo é "Coletivo Andorinha - Frente Democrática Brasileira de Lisboa"] (25 de Abril de 2016)

- Foto de garrafa de vinho branco em frapê, em restaurante. Legenda "Como não se pode eliminá-lo vamos bebê-lo! Talvez, também por isso, goste tanto deste País, tudo vira vinho: Golpe, Periquita, Calado..." (4 de Maio de 2016)

- Vamos abreviar: foto de Che, apelo à luta, feminismo, e "Guerrilla Girls" a 18 de Junho de 2016:



- Dia 24 do mesmo mês: "Não podemos reclamar de monotonia política, não é mesmo?! Choque, surpresa, estupefação, assombro... Mas em tudo isso há algo comum: o projeto pelo social e pela construção da cidadania ativa foi direto para o esgoto! Eu continuo a acreditar e a militar pelos processos verdadeiramente democráticos, pela plena partilha de bens e direitos, por mais e melhor justiça... para todxs.
🎶Não me iludo/ tudo permanecerá do jeito que tem sido/ transcorrendo/ transformando/ tempo e espaço navegando..."

- Está na moda os brasileiros inventarem e "ensinar" o que é Portugal!!! A 16 de Agosto publica foto com seu novo livro:



Verso:


- A 26 de Novembro de 2016:



- A 1 de Maio de 2017 fotos de uma manifestação dos mesmo grupo revolucioneco [Coletivo Andorinha], com participantes brasileiros em Portugal e ligados ao LGBT. Disto há várias fotos, onde lemos em cartazes: "Luta, Sempre", "Povo Sem Medo Contra Temer", "Fora Temer, Nenhum Direito a Menos", "Em Defesa da Democracia", "Trabalhador Estudante Contra a Propina Sufocante", "Greve Geral Contra a Reforma [?] da Previdência, À Luta Todos [?]".

- A 8 de Maio outra foto do acontecimento anterior, mas com esta legenda:
"Ontem comemorou-se o dia das mães aqui em Portugal 🇵🇹. Estarmos lá e cá também carrega alguns bônus, temos sempre dois dias de comemoração em datas como essas. Há 7 anos tornei-me mãe e continuo a aprender a sê-lo pelas mãos e pela convivência deste ser que me faz mais humana. Nada entre nós é muito calmo mas tudo entre nós é vibrante, cheio de desafios e permeado de muito amor ❤️. Mesmo quando não entendemos aonde o outro/a quer chegar a nossa comunicação nos leva para o caminho da construção coletiva, comprometidos sempre com a felicidade dx outrx.
Eu amo ser mãe deste ser que me desafia sempre a ser melhor."

- A 22 de Maio de 2017, 26 fotos de uma manifestação organizada pelos mesmos em Lisboa, conjuntamente com a "Casa do Brasil".

-  Foto de 3 cravos vermelhos (10 de Junho de 2017)

- A mesma ideia encontrada na "arte" deendida por ocasião da badalhoca exposição do Santander (o impacto capaz de provocar subjectivismo) aparece na foto que publicou a 28 de Junho:


- "Primeiro, eles ignoram. Depois, riem de você. Depois, lutam contra você. Então, você vence. (Mahatma Gandhi)"; com a legenda: "Eu juro que mesmo muito pouco paciente e muito reticente eu segui esses 3 passos. Agora fica a dúvida: para quando a vitória= Eles continuam em luta!" (11 de Julho).

- Fotos do II Seminário de Pesquisa em Ecomuseus e Museus Comunitários ..... ocorrido no Museu do Homem do Nordeste (7 de Agosto).


- Foto de um convite que lhe fizeram: "UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia: O Magnífico Reitor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Sílvio Luiz de Oliveira Sogilia, convida para a Sessão Solene do Conselho Universitário de Outorga de Título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva." (16 de Agosto)

- Fotos na Festa do Avante

- Foto SOS Amazónia

- Foto de "perfil" com a marca de respeito pela causa LGBT etc..

- Há também 3 vídeos com uma daquelas manifestações em Lisboa (Praça Luís de Camões), a respeito de políticas de esquerda que lá têm no Brasil.

A Professora Doutora Judite Primo:



(a continuar)

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