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14/04/15

OS NOTÁVEIS DESACATOS OCORRIDOS EM PORTUGAL (I)

BREVE NOTÍCIA
DOS
DESACATOS MAIS NOTÁVEIS ACONTECIDOS EM
PORTUGAL DESDE A SUA FUNDAÇÃO
ATÉ AGORA, E O
SERMÃO DE DESAGRAVO
PELOS ÚLTIMOS,
COMETIDOS NESTE MESMO ANO
.

Prégado na Igreja Paroquial de Santa Isabel
Rainha de Portugal,

E OFERECIDO
AO EMINENTÍSSIMO E REVERENDÍSSIMO SENHOR
D. CARLOS DA CUNHA
CARDEAL PATRIARCA DE LISBOA

POR
Fr. JOÃO DE S. BOAVENTURA
Monge de S. Bento, Mestre em Teologia,
Pregador DelRei Nosso Senhor nas Reais Capelas da Santa Igreja Patriarcal, e Real Paço da Bemposta, e Examinador Sinodal do Patriarcado.




LISBOA,
Na Impressão Régia, ano 1825.
Com Licença.



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"Erit enim tempus, cum sonam doctrinam non sustinebunt, sed ad sua desideria coacervabunt sibi magistros, purientes auribus: et a veritate quidem auditum avertent, ad fabulas autem convertentur. Tu vero vigila, in oministerium tuum imple."

Epist. II S. Paul. ad Timot. C. IV

"Virá tempo, em que muitos homens não sofrerão a sã doutrina; e não querendo ouvir a verdade, acumularão para si mestres conforme aos seus desejos, e desta sorte apartam os ouvidos da verdade, e os aplicarão às fábulas. Tu porém vigia, trabalha, préga o Evangelho, cumpre o teu Ministério."

Epístola 2ª de S. Paulo a Timóteo Cap. IV



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Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor,

alguns Portugueses honrados, a quem o zelo da Religião inflama, e que com verdadeiras lágrimas de amargura têm ouvido a história de tantos, e tão repetido desacatos, cometidos contra o Santíssimo e Diviníssimo Sacramento dos nossos Altares, me instáram que publicasse pela imprensa o Discurso, que preguei em desagravo à Divina Majestade ofendida na sua mesma Real e Adorável Presença. À vista do que me resolvi desde logo a dedicá-lo a V. Eminência, a quem cordialmente respeito e venero, e a quem os Portugueses, amantes da Religião e do Rei, reconhecem, e adoram como contraste da impiedade, modelo dos Bispos, exemplo da firmeza e constância Pastoral, e um Prelado digno dos primeiros séculos da Igreja.

Se Jesus Cristo foi desacatado e ofendido na sua mesma Divina e Real Presença por malvados e iníquos profanadores; V. Eminência, como verdadeiro Pastor, e Defensor da Igreja, foi ofendido e ultrajado pela mão da impiedade, e falsa filosofia do século.

Para desagravar a Jesus Cristo nós lhe ofereceremos nossos corações cheios de Fé, nossas lágrimas, nossas adorações, nossos cultos, e protestamos reconhecê-lo, e adorá-lo realmente presente no Augusto Sacramento dos nossos Altares: para desagravar a V. Eminência basta o testemunho público, com que o mundo Católico reconhece a firmeza de V. Eminência; e para dar-lhe uma pequena prova do cordial afecto que lhe consagro, e do quanto me interesso no bem da Religião, e no extermínio da impiedade, respeitosamente ofereço a V. Eminência uma breve notícia dos desacatos mais notáveis, cometidos contra a Divina Pessoa de Jesus Cristo, desde a fundação de Portugal até ao presente, e igualmente o Discurso que preguei em desagravo do mesmo Divino Senhor, pelos últimos e nefandos atentados que neste mesmo ano se perpetuaram contra os Senhor Sacramentado.

Na história dos desacatos verá V. Eminência quanto a Fé dos Portugueses, comparada com os antigos tempos, ter enfraquecido e vacilado, pelo império quase absoluto que a impiedade, e filosofia do século tem estabelecido no meio de nós: e no Discurso de Desagravo, conhecerá com verdade que com tantas, e tão repetidas profanações dos Lugares Santos, e do mesmo Deus, nem a Fé dos Portugueses pode vacilar, nem a filosofia do século triunfar.

Queira pois, Eminentíssimo Senhor, receber benignamente esta pequena oferta, que, não sendo uma pena eloquente, é dedicada por um coração (ainda que pecador) com tudo fervoroso, e cheio de Fé. Deus conserve a vida de V. Eminência por dilatados anos para honrar a glória de Deus, e satisfazer dos verdadeiros Portugueses, como cordialmente lhe deseja, quem é

de V. Eminência

Súbdito e Orador constante

Fr. João de S. Boaventura.

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(continuação, II parte)

01/03/14

APONTAMENTOS A RESPEITO DO PATRIARCADO E PATRIARCAL DE LISBOA

D. Tomás de Almeida,
I Cardeal Patriarca de Lisboa
Depois de uns dias de desaparecimento, volto de novo.

Como me acabam de pedir informação histórica sobre o Patriarcado de Lisboa, e do Patriarca, ao que respondi que não lembro nenhum livro que trate do assunto (embora haja), comecei a procurar alguma coisa aqui nos meus arquivos... Encontrei unas páginas curiosas que, embora não sejam bem o que procurava, achei merecerem dá-las a vós leitores.

"No I de março do referido ano [1710]erigiu por constituição do pontífice Clemente XI a sua Real Capela em insigne Colegiada, com o título de S. Tomé Apóstolo, e condecorada com grandes prerrogativas, instituindo-lhe 6 Dignidades, 18 Cónegos, 12 Beneficiados, além de outros ministros subordinados ao Capelão mor, como seu próprio Ordinário, e lhes estabeleceu para côngrua e sustentação 12:550$560 réis, de forma que ao Deão competia 400$000 réis, a cada uma das Dignidades 300$000 réis, a cada um dos 18 Cónegos 300$000 réis, a cada um dos doze Beneficiados 150$000 réis e a cada um dos Mansionários 80$000 réis; assim tomaram posse a 16 de Maio de 1710." (Fr. Cláudio da Conceição: Gabinete Histórico, vol. X. pag. 137)

"Construida a insigne Colegiada de S. Tomé, passou ElRei a condecorar os seus Ministros com um habito coral distinto do antigo, ordenando que os Cónegos pudessem trazer sobre o roquete capa magna roxa com capelo forrado de peles brancas de arminho em tempo de inverno, isto é - desde véspera de Todos os Santos até Sábado de Aleluia; e no verão usariam das mesmas capas forradas de seda encarnada: e os Beneficiados trariam também capa roxa com capelo forrado de peles cinzentas, no tempo do inverno, e no verão andariam com a mesma capa, e capelo forrado de seda roxa, acrescentando mais a cada Cónego 100$000 réis, e a cada um dos Beneficiados 50$000 réis."

"Toda esta abundância de graças e honras, com que o magnânimo Rei D. João V engrandeceu a sua Real Capela, ainda se não proporcionava com o dilatado do seu pio e régio coração, e assim obtendo da Santidade de Clemente XI a Bulla Aurea [bula de ouro], que começa: In supremo Apostolatus solio, expedida em 7 de novembro de 1716, fez exaltar a sua insigne Colegiada em Catedral Metropolitana e Patriarcal com a invocação de Nossa Senhora da Assumpção, dividindo para este efeito esta cidade e seu Arcebispado em duas partes [Lisboa Ocidental, e Lisboa Oriental], estabelecendo na parte ocidental um Patriarca, a quem uniu a dignidade de Capelão mor com distinta jurisdição da metropolitana, o qual como Patriarca ficou superior a todos os Arcebispos, e Bispos do Reino, e ainda ao de Braga [Arcebispo Primaz das Espanhas]. (... ao Patriarca de Lisboa cabia andar vestido assim:) em habito purpúreo à maneira de Arcebispo salisburgense, Primaz da Alemanha, e outros tantos privilégios e proeminências, unindo-lhe também as honras e tratamento de Cardeal, que lhe mandou dar por decreto de 17 de fevereiro de 1717. (...) o Papa Clemente XII não só o elevasse àquela dignidade [de Cardeal], como elevou por bula de 27 de dezembro de 1737, que começa Inter praecipuas Apostolici ministerii; mas pela mesma estabeleceu para sempre que a pessoa que fosse preconizada Patriarca de Lisboa, fosse logo criada Cardeal no consistório imediatamente seguinte. Para tal fim conseguiu do património Real e do rendimento das quintas das Minas-Geais para sustentação magnífica do Patriarca e seus sucessores, em perpétua doação, todos os anos 220 marcos de ouro, e o grande rendimento da Lezíria da Foz de Almonda, para que sem prejuízo dos pobres, pudesse luzir com esplendor em tão alta dignidade. E prosseguindo na aplicação da nova Catedral, criou nova Dignidade e Cónegos para formarem um respeitoso Cabido, enchendo-os de grandes autoridades e honras, além das que o papa Clemente XI lhes outorgou pela constituição Gregis Dominici, de 3 de janeiro de 1718. Continua a exercitar novas grandezas que já pareciam impossíveis à imaginação, e somente sondáveis e factíveis à dilatada esfera da sua ideia. Tornou a unir as duas cidades [Lisboa Ocidental, Lisboa Oriental] numa só, e por constituição do Papa Bento XIV passada em 13 de dezembro de 1740, e que principia Salvatoris nostri, fez abrogar e extinguir a antiga Sé de Lisboa Oriental, incorporando e estabelecendo uma só Igreja Patriarcal com omnimoda jurisdição metropolitana; e para que as suas dignidades se distinguissem mais especificamente, erigiu um excelentíssimo Colégio de 24 Principais com hábito cardinalício, e 72 Prelados ou Ministros de habito prelatício, divididos em várias hierarquias, a saber - prelados Presbíteros com insígnias episcopais, e exercício de pontifical, Protonotários, Subdiáconos e Acólitos, 20 Cónegos, 12 Beneficiados de 700$000 réis, 32 Beneficiados, 32 clérigos Beneficiados e outros mais ministros da Igreja Patriarcal." (Pe. João Baptista de Castro em Mapa de Portugal, vol. III. pag 183. Lisboa 1763)

"O Rei doou ao Patriarca, além das rendas eclesiásticas, outras muitas para a mantença de seu estado com lustre e grandeza. Quando ainda o Patriarca era Bispo do Porto, deu-lhe D. João V 24 criados de sala, que se apelidavam da sua guarda, com vestidos de pano roxo, guarnecidos pelas costuras e agaloados de ricos passamanes de veludo lavrado carmesim, os quais, quando o Patriarca saia do Estado, levavam umas capas compridas do mesmo pano, abandadas e agaloadas de veludo carmesim, cabeleiras grandes, e voltas: tinha mais 24 creiados das cavalariças, que também acompanhavam o Estado, mas sem capas, vestidos do mesmo pano roxo, guarnecido e agaloado, e todos com meias encarnadas: e mais 2 criados chamados da Cruz, que acompanhavam o Cruciferário, um a cada estibo da mula branca, um estribeiro e um viador. Tinha mais ao seu serviço 12 clérigos, que se apelidavam Capelães, e 12 gentis-homens seculares, os quais entravam de serviço às semanas, e vestiam de seda roxa, loba e sotaina de mangas caídas, e ainda havia mais 24 de ambas estas classes supra numerários, os quais só tinham obrigação de esperarem o Patriarca, ou na Patriarcal, ou assistir às funções patriarcais. E além deste pessoal ainda tinha um secretário do expediente, um esmoler, e muitas mais pessoas do seu serviço. Com estes familiares numerosos saia do estado no seu coche riquíssimo de veludo carmesim, agaloado de ouro por dentro, e tendo no tejadilho, na parte interna, o Espírito Santo, fabricado de ouro, à imitação do que usa o Papa. Os cocheiros eram também como os do Papa, vestidos com calções largos cobertos de ouro, vestias encarnadas todas tecidas de ouro, e por cima destas outras de mangas perdidas, com vários cachos de ouro pelos ombros, volta bordada, cabeleiras grandes, botas encarnadas, e as joelheiras cacheadas com umas rendas finíssimas; montados em selas encarnadas, e os arreios da mesma cor e tecidos de ouro. Seguia-se a liteira do Estado, também muito rica, e depois quatro coches conduzindo os seus familiares, puxados cada um deles por seis cavalos russos bem ajeazados, levados pela rédea por outros tantos criados. E num coche iam sempre nestas ocasiões quatro Desembargadores da Relação Patriarcal." (Ribeiro Guimarães, Summario)

"E para que não só as obras, mas as vozes chegassem ao céu com pura e suave harmonia, sem mistura de sinfonias profanas, mandou vir de várias províncias da Itália os melhores músicos com grosso estipêndios, de que formou um coro especial e grave dos mais selectos cantores. Fez também guarnecer a torre da igreja de muitos e harmoniosos sinos. Constava ela de dois andares de sineiras: o primeiro tinha duas em cada lado, em que havia 8 sinos; no segundo andar havia quatro sineiras; porém o sino grande tomava todo o vão do meio, de sorte que se via por todas as quatro partes, e se sustinha em madeiras, que não tocavam nas paredes da torre. O primeiro sino pesa 800 arrobas, e toca nas festas de I classe e nas exéquias das Pessoas Reais, Patriarcais, Cardeais e Principais: o segundo pesa 152 arrobas; toca nas de II classe e dobra aos Fidalgos titulares, Monsenhores e Cónegos; o terceiro tem 110 arrobas, e toca nas exéquias dos Beneficiados; o quarto, 87 arrobas e toca pelos Capelães; o quinto 77 arrobas e toca pelos Sacristas; o sexto, 35 arrobas; o sétimo, 29 arrobas; o oitavo, 25 arrobas; o nono, 22 arrobas; a garrida, 2 arrobas. Havia outra torre chamada do Relógio, separada da Igreja Patriarcal, cujos sinos tocavam nos seguintes dias: Dia de Reis, S. Vicente [padroeiro de Lisboa], Sábado e Domingo do Espírito Santo, Corpo de Deus, (só à procissão), Conceição e Natal. Era ténue para este monarca toda a profusão que se empregava no culto da Igreja, para cujo ornato mandou também fazer e conduzir de todas as partes do mundo os adornos, adereços e alfaias mais preciosas. Entre elas são dignos de especial memória os nove riquíssimos castiçais, e maravilhosa cruz de exequista e nova invenção, que mandou fabricar a Roma e a Florença, no ano de 1732, pelo desenho e artifício do famoso António Arrighi Romano, cuja primorosa e incomparável arquitetura excedeu a importância de 300 mil cruzados. Toda a máquina de prata excelentemente dourada, que formava a grande cruz se levantava na altura de 17 palmos desde a planta do pé, de figura quadrangular, que tinha três palmos e meios de diâmetro. Viam-se distribuídos com admirável simetria pelas bases e balaústres, assim da cruz como dos castiçais, muitos símbolos, hieroglíficos e génios, querubins e estátuas, umas de vulto, outras de meio relevo, com diferentes acções, que aludiam com propriedade aos mistérios de Cristo e de Maria SS., outros caracterizavam a magnificência da Santa Igreja Patriarcal, outros o Império da Majestade Portuguesa no Reino e suas conquistas; porém tudo guarnecido com muitos e polidos festões da mesma prata dourada, com muitas tarjas e quartelas de perfeitíssimo laizs lazuli, com muitos engraçados esmaltes e embutidos de epigrafes e diamantes preciosíssimos. (Pe. João Baptista de Castro em Mapa de Portugal)

12/01/14

TERCEIRA OFENSA DIRECTA DE FRANCISCO A PORTUGAL - Os Cães Mudos

Francisco tinha nomeado para nossa Patriarca de Lisboa, mas sem cumprir com o que está estipulado: nomeá-lo logo Cardeal. Esta ofensa a Portugal, foi abafada por tolos modernistas-conservadores que, sujeitos à heresia da "super infalibilidade" começaram a  assobiaram mentiras como esta:

"O Patriarca de Lisboa é nomeado Cardeal no consitório seguinte à sua nomeação desde que o consistório seja convocado para esse efeito, ou seja, nomear cardeais..." (1/10/2013)

Fechemos os olhos, e vamos adiante.

Passou o tempo. Estamos a 12 de Janeiro, eis que o Francisco anuncia a nomeação de novos Cardeais, para 22 de Fevereiro de 2014... e o Patriarca de Lisboa não consta da lista!

O que dizem a isto os modernistas-conservadores!? Logo que acharam brecha mediante o aperto, emitiram a notícia:

"D.Manuel Clemente não está entre os eleitos, talvez porque o antigo Patriarca de Lisboa, D.José Policarpo, ainda não cumpriu os 80 anos e portanto continua a ser um cardeal eleitor." (fonte, aqui)

(D. José Policarpo, fará 80 anos dia 26 de Fevereiro de 2015)

Ora... não está aqui em causa confusão em que a Hierarquia nos tem metido pelas suas inovações desautorizadas, não está aqui em causa sequer a forma e o motivo de Francisco nem se ter dado ao trabalho de dar humildes e justas explicações aos portugueses! Está agora em causa o comportamento cobarde e infiel desses "cães mudos" que são os modernistas-conservadores: sempre prontos a arranjar desculpas e, em nome do conforto e dos "respeitos humanos", com falsa prudência e toda a manha, serpentearem como serpenteiam. Ora inventam regras, mesmo contra as evidências, ora se medicam com "talvezes"... sobre o facto de Francisco NADA ter explicado a Portugal, nem ao próprio Patriarca de Lisboa: nada dizem, como se isso não fosse contra a moral e contra a justa e legítima dignidade da nossa Católica fundação!

Em tempos foi o liberal D. Pedro I (do Brasil) a exigir à Santa Sé que extinguisse o Patriarcado, e então o Papa com esforço tentou conservar tudo o que do Patriarcado foi possível. Hoje é o próprio Papa junto com os seus "cães mudos" que contribuem para abanar o que resta do resto do Patriarcado. Em outros tempos o liberalismo e a maçonaria subiu ao Trono ... hoje ... já vai mais longe e não aflige quase ninguém!

Onde está a voz do Patriarca!?

01/10/13

PAPA FRANCISCO OFENDE A PORTUGAL


Entre as várias não susjeições do Papa Francisco ao cargo pontifício, coube agora a Portugal ver em si reflectido mais um dos não cumprimento, com danos acrescidose sem nos ser dada qualquer desculpa ou justificação: é primeira vez na história que o Papa desrespeita a palavra dada pelos seus sucessores no que toca à Bula de Ouro, segundo a qual os Patriarcas de Lisboa são elevados a Cardeais no primeiro consistório depois de eleitos. O Papa Francisco fez saber que elevará o Patriarca de Lisboa a Cardeal apenas no segundo consistório (Fevereiro de 2014).

Imaculada Conceição, Rainha de Portugal (Santuário Nacional - Vila Viçosa)
 Nos tempos em que Portugal era governado pelos seus legítimos, teria havido uma declaração de descontentamento junto com um pedido de esclarecimentos. Mas hoje.... nada. Os liberais "monárquicos" em seus tempos de "glória" ruíram com a estrutura da Santa Igreja Patriarcal de Lisboa, desrespeito para com Deus e com a Pátria. Hoje a républiqueta achará que este assunto nacional não lhe diga respeito algum (e não é mesmo... o único tem de tratar urgentemente é sair porta fora).

S. Miguel Arcanjo, anjo custódio de Portugal
 Mas os homens da Igreja? Onde estão os homens da Igreja?! Uma parte dos nosso legítimos da Santa Hierarquia, em Portugal, há muito se relaxam no respeito à Bula de Ouro: "vamos lá ver se o Santo Padre quer ou não elevar a Cardeal o Patriarca" ou "a elevação a Cardeal é o Santo Padre que vai decidir, se quiser"... assim diziam publicamente nos tempos do Card. Patriarca D. José Policarpo, e já antes o diziam mais discretamente (evolução que deu no que deu... mal pensar > mal dizer > mal acontecer).

Se alguns Senhores Bispos falaram nestes temas, porque de fazê-lo com indiferença ou até desprezo? É certamente consequência do catolicismo ter Bispos que digam justamente o contrário e que se sintam obrigados a defender o que é católico e português. Os portugueses de hoje alegram-se de termos tido 3 Cardeais residentes e em funções em Portugal, junto ao Rei (o Cardeal Patriarca e dois Cardeais Nacionais)? Não vemos quem hoje se alegre minimamente nestas coisas recordando com alegria quanto fomos ou somos grandes para a Santa Igreja. Pelo contrário, há discreto e "católico" ranger dos dentes juntos, que quando separados deixam passar frases destas: "... ainda bem, ainda bem que todas essas futilidades acabaram"! Mas nem tanto... porque cada vez menos se ouvirá tal coisa, pois os católicos vão sabendo cada vez menos disto, a sua alegria foi transferida, a hierarquia, por sua vez, tende a ser gradualmente entendida como um adereço de farrapos (ouvem-se aplausos a isso), ou então é vista como uma elite que deva supera a verdade ou que deva existir independentemente da verdade (das mãos de outros ouvem-se aplausos a isso) - tendências gerais entre o progressismo e o conservadorismo! Nns há fobia em olhar a superficial mitificação que têm relativamente ao passado (seja qual for o motivo, o passado parece-lhes mal), e outros, olhando o passado com a mesma superficialidade, encontram nele matéria discreta para alimentar a concupiscência.

Bula de Ouro
Estando obrigado à Bula de Ouro, tal como os seus antecessores estiveram e deram sinal de cumprimento e sujeição humilde à palavra dada, o Papa Francisco parece agora colocar-se mais alto que todos eles, como se lhe tivesse sido dado o poder para agir sem qualquer tipo de sujeição aos antecessores. Se tivesse sido para dar de comer a criancinhas famintas a transgressão da bula teria sido uma ofensa até certa medida tolerável, mas, pelo contrário, a transgressão é uma ofensa gratuita a Portugal.

Começa a ser quase impossível HONRAR um Papa que, além de tudo o que tem dito e feito, dá provas de de despreocupação!

S. Pedro (pintura: Grão Vasco, Portugal, Sec. XVI)
Hoje, perante o crescente estado de necessidade da Igreja, não estranha que nos governem aqueles que são fruto de doutrinas corrompidas, e que o mesmo estado de necessidade desculpe parcialmente a confusão reinante e a ausência de fé nos mesmos! Mas este agravo de agora é básico: ir abertamente contra a palavra dada assente num documento que não tem dificuldade interpretativa e foi seguido a preceito por todos os Papas, é uma mudança de actitude incompreensível onde não coube uma explicação sequer pelas suas consequências morais... Isso é algo tão básico que ateus não admitiriam a um governante ateu!

Sempre há "católicos" dispostos a não ver, sempre há quem caia na tentação de dizer: "não houve qualquer irregularidade, porque o Patriarca vai receber o chapéu cardinalício no primeiro consistório de 2014"? Vamos aclarar, a elevação do Patriarca de Lisboa a Cardeal, segundo a bula, e como sempre tem acontecido, tem que ser feita no primeiro consistório logo depois de ser nomeado Patriarca.


Neste domingo, dia 29 de Setembro, dia de S. Miguel Arcanjo, Anjo Custódio de Portugal... vimos ofendida a nossa pátria por mãos do Papa Francisco. Que grande contradição... que grande afronta... Já que o Papa se demite de nos defender, e antes nos ataca... que esperar!?

Levanta-te Portugal, por Deus, pela Santa Igreja e pela Pátria, rezai 5 e falai 1... é hora!

Deus converta o Papa.

Viva Nosso Senhor e as suas cinco chagas,
Viva a Imaculada Conceição, Nossa Senhora Santa Maria,
Viva S. Miguel Arcanjo, anjo custódio de Portugal,
Viva Portugal.

28/09/13

PAPA e PATRIARCA DE LISBOA: MISSALETE PATRIARCAL (IV)

(Continuação da III parte)

Outra das honras que a Igreja dá à Sacrossanta Igreja Patriarcal de Lisboa é o missalete patriarcal. O missalete existia apenas para o serviço dos Papas, desde então passou a ser também para o uso dos Patriarcas de Lisboa. Assim surge a necessidade de os distinguir "missalete papal" e "missalete patriarcal".

E o que é o missalete? É uma edição específica do Missal Romano para cada festa do ano. Evidentemente que isto, depois do Concílio Vaticano II pareceu servir para coisa nenhuma, visto que o calendário litúrgico novo nem sequer coincide com o Calendário Litúrgico Romano propriamente dito e herdado.

A versão patriarcal consta de maravilhosas gravuras em folha de pergaminho.








(a continuar)

PAPA e PATRIARCA DE LISBOA: CADEIRA GESTATÓRIA (III)

(Continuação da II parte)

Outra das honras do Patriarca de Lisboa é o uso de Sede Gestatória. Esta é uma das honras só reservada ao Patriarca de Lisboa, depois do Papa. Quanto ao uso, podemos dizer que está suspenso sem qualquer obrigação de tal: por motivo dos últimos Papas não se terem servido da sua, por uma questão de justa hierarquia também os últimos patriarcas de Lisboa não têm usado este símbolo tão marcado. Haveria que ter muita coragem e submissão humilde para vencer os preconceitos do mundo e retomar este uso.



Posteriormente adicionarei outras mais fotografias.

(continuação, "Missalete Patriarcal")

27/09/13

PAPA e PATRIARCA DE LISBOA: TIARA PATRIARCAL (II)

(continuação da I parte)

O Patriarcado de Lisboa é um caso único na história da Igreja. Trata-se de um patriarcado, de facto, mas que não foi fundado nos tempos Apostólicos. Também a Santa Igreja de Roma reconheceu e assinalou a importância da Santa Igreja Patriarcal de Lisboa atribuindo-lhe honras várias. Assim é a "Tiara Patriarcal", que hoje também é chamada de "mitra do Patriarca de Lisboa", e que é exclusiva dos Patriarcas de Lisboa.

A Tiara Patriarcal é uma mitra com três níveis, à imagem das tiaras pontifícias.


Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Cerejeira
(meados do séc. XX)


(continuação, "Cadeira Gestatória")

31/03/13

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA (Páscoa 2013)

Cristo ressuscitado
Gravura do Missalete Patriarcal

20/03/13

PAPA e PATRIARCA DE LISBOA: O ASTERISCO (I)

No nosso Rito Romano apenas o Papa e o Patriarca de Lisboa podem usar o asteriscum. O asterisco é um resguarde colocado sobre a patena no ofertório fazendo primeira e pequena elevação. Esta peça é formada de braços nos quais vão em cada um o nomes de cada Apóstolo.

Nome dos Apóstolos nos braços do asterisco
Mais recentemente o Papa Bento XVI usou um asterisco a 17 de Abril de 2008 (nos U.S.A.)


Um asterisco papal:


Um dos asteriscos do Patriarca de Lisboa (Museu Tesouro da Sé Patriarcal de Lisboa), foi o último asterisco a ser usado até ao momento por um Papa (Bento XVI em 2010 em Lisboa - no Terreiro do Paço):


Bento XVI na Missa no Terreiro do Paço (Lisboa), usando o asterisco
do Patriarca de Lisboa (ano 2010)


(continuação, "Tiara Patriarcal")

19/03/13

PARTICULARIDADES DO BRASÃO DO PAPA FRANCISCO (I)

Peço desculpa aos leitores pela carência de artigos mais importantes nestes últimos dias. Em breve voltaremos à "normalidade".

Saiu hoje o brasão do Papa Francisco, brasão com particularidades que não serão explicadas pela Santa Sé.

Até ao momento, Bento XVI foi o primeiro e único Papa que havia substituído a tiara papal por uma mitra de três níveis no seu brasão. Contudo, a mitra de três níveis é própria apenas para o uso do Patriarca de Lisboa (não como mero símbolo de brasão).

O Cardeal Patriarca de Lisboa António Cerejeira
Mitra dos Patriarcas de Lisboa
Para além dos Patriarcas de Lisboa terem esta "mitra do Patriarca de Lisboa", "mitra tiara", ou "mitra patriarcal de Lisboa", o seu brasão têm tiara e é ladeado de uma palma e um ramo de carvalho (os três símbolos do Patriarcado de Lisboa:

Brasão de D. Tomás de Almeida, I Patriarca de Lisboa (séc. XVIII)
Em 1963, o Papa Paulo VI abandonou a tiara papal, e em 2005 Bento XVI cria o seu brasão sem tiara papal mas com a mitra de três níveis. A actitude de Paulo VI não foi uma forma de negar aos pontificados vindouros a coroação papal, porque diz na Constituição Apostólica "Romano Pontifici Eligendo":  "o Romano Pontífice será coroado pelo Cardeal Proto-diácono e, no momento oportuno, irá tomar posse na Arquibasílica Patriarcal de Latrão, de acordo com o ritual prescrito" (Romano Pontifici Eligendo, Paulus VI, 1975).

Certo é que, desde Paulo VI, ainda nenhum Papa se submeteu ao uso da tiara. Bento XVI ainda foi encorajado com a oferta de uma tiara, oferta que muito dificilmente se repetirá no pontificado do Papa Francisco. É que depois do Concílio Vaticano II a linha de orientação é a de fragilizar certos pontos da doutrina fundamental da Igreja, neste caso o significado do Papado, e o Papado em si mesmo. Tende toda esta linha para uma certa democratização do poder, transformando uma monarquia "absoluta" numa monarquia parlamentar, ou até numa república.

O Papa Francisco nega-se até hoje a conotar-se como Papa, afirmando-se como mero Bispo de Roma, um "primus inter pares", portanto: isto dá ainda mais corpo às condenadas doutrinas que vão contra o sentido católico de "Papa", em outras palavras, uma anulação prática do Concílio Vaticano I (reforçada pela mediática e suposta "humildade" ao gosto do mundano.

Apresentação do brasão de Francisco
Os leitores não tenham dúvidas: a corrente de pensamento do pós-concílio está a operar lentamente as suas ideologias a respeito do Papado já condenadas pela Igreja.
Basta de dizer por todos os lados que "é por humildade".

"1823. Se, pois, alguém disser que o Apóstolo S. Pedro não foi constituído por Jesus Cristo príncipe de todos os Apóstolos e chefe visível de toda a Igreja militante; ou disser que ele não recebeu directa e imediatamente do mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo o primado de verdadeira e própria jurisdição, mas apenas o primado de honra – seja excomungado." (Concílio Vaticano I)

02/03/12

JEJUM NA PREPARAÇÃO PARA A VIGÍLIA DE SAGRAÇÃO - MAFRA


"No dia 21, Vigília da sagração, mandou o Guardião Fr. Ambrósio da Conceição, Pregador, Ex.Definidor, e Ex.Custódio jejuar a toda a Comunidade (que constava de 250 religiosos), por intimação de uma carta que da parte do Ilustríssimo e Reverendíssimo Patriarca lha redigira D. Luis de Noronha [primeiro Diácono da Santa Igreja Patriarcal].

[Eis a carta:]

O Senhor Patriarca tem determinado sagrar no Domingo 22 do presente mês a basílica novamente edificada junto a esta Vila de Mafra. E porque conforme o louvável e antigo costume pelo Pontifical Romano prescrito, deve o Clero de todos aqueles Tempos, que a Deus se dedicam, prepararem com jejum Eclesiástico no dia antecedente, e a mim como primeiro Diácono incumba a intimação deste santo preceito; para o cumprir aviso a V. P. [vossa paternidade] para que juntamente com toda a sua religiosa Comunidade o execute, jejuando no dia 21, Vigília da consagração da sobredita Basílica. E recomendando-me nas suas fervorosas orações, lhe auguro do Senhor as maiores felicidades. Lisboa 14 de Outubro de 1730.
Venerador de V.P.M.R.
D. Luis de Noronha primeiro Diácono da Santa Igreja Patriarcal.

Neste mesmo dia estava a Igreja com aquela vistosa limpeza, que permitia o asseio de tão festivo acto (...)"

---//---

(D. Luis Joaquim de Noronha, primeiro diácono da Igreja Patriarcal era filho de D. Tomás 5º Conde dos Arcos)

30/12/11

PATRIARCA DE LISBOA - ENTREVISTA NO BOLETIM DA ORDEM PORTUGUESA DOS ADVOGADOS

Entrevista da revista da Ordem dos Advogados (Portugal) ao Eminentíssimo Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa D. José Policarpo.

Mais uma vez agradeço ao amigo "Funguito".

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24/11/11

MANUAL DA LIGA ANTI-MAÇÓNICA (V)



Aprovação de Sua Em.ª Ver.mª o Sr. Cardeal Patriarca

Aprovamos e muito recomendamos aos fiéis do Nosso Patriarcado o MANUAL DA LIGA, já pelo Santo Padre Leão XIII aprovado, como um poderoso meio de aviar a fé e a piedade cristã.

Quando por toda a parte os homens se unem e ligam entre si para os interesses materiais, e ainda no intuito do mal, que promovem contra o bem; e mormente as sociedades maçónicas, que mirando todas a um fim comum, por todo o mundo procuram adeptos, que se alistem nas bandeiras de Satanás para sustentarem uma luta de morte contra a Igreja de Deus, da qual somos filhos, não procuremos nós, os filhos desta mãe carinhosa, alistar por toda a parte também soldados fiéis, que militam nas bandeiras de Cristo, para repelir-nos os esforços dos inimigos do nome cristão?

O MANUAL DA LIGA preenche este sublime fim, despertando assim a Fé e piedade nos corações tíbios; e da LIGA advirá a coragem, que muitas vezes falta a quem está só.

Não duvidamos pois não somente aprovar e autorizar o MANUAL DA LIGA, mas ainda conceder a quem fizer uso deste opusculo, ou entrar nesta Liga de amor a Nosso Senhor Jesus Cristo -
Cem dias de indulgência - por cada dia, que rezar um Padre Nosso ao Sagrado Coração de Jesus pela conversão dos pecadores.

Paço de S. Vicente de Fora, 14 de julho de 1886.
+ José, Cardeal patriarca.


Aprovação do Ex.mº e Ver.mº Snr. Arcebispo de Mitilene, Dig.mº Vigário Geral do Patriarcado

Aprovamos o opúsculo intitulado MANUAL DA LIGA ANTI-MAÇÓNICA, traduzido em português, e muito desejamos se espalhe a doutrina nele contida para bem da Religião e da Sociedade.

Lisboa, Paço de S. Vicente, 21 de julho de 1886.
+ João, Arcebispo de Mitilene

20/09/11

MAIS VANTAGENS DE UM ACORDO COM ROMA

D. Bernard Fellay
D. José IV, Cardeal Patriarca de Lisboa

Aqui em Portugal, enquanto a situação da FSSPX foi vista como coisa ameaçadora à presente situação de Roma, o Cardeal Policarpo, Patriarca de Lisboa, D. José IV, dificultou a aquisição de templos à mesma FSSPX. Alguns deles foram até depois facilitados ou dados a uso a confissões não católicas.

A haver acordo de Roma com a FSSPX haverá o desimpedimento para a obtenção dum novo templo, quem sabe, até dado pelo Patriarcado. Pois, até hoje, também pelas dificuldades monetárias, o agravamento do Patriarcado nunca permitiu concretizar tal aspiração dos fiéis tradicionais católicos que assim o lamentam.

A FSSP (neo-FSSP), por exemplo, goza hoje dos apoios de Roma, entre eles, foi-lhe dada uma magnífica e deslumbrante igreja, em Roma, como igreja principal da instituição outrora tradicionalista.

Estará para breve também um diálogo fraterno entre a FSSPX e Patriarcado de Lisboa?

21/08/11

MEMÓRIA CURTA

Patriarca de Lisboa

Há tempos levantaram-se vozes contra o Cardeal Patriarca de Lisboa pelas limitações que tinha levantado à Missa tradicional. As vozes não se calaram e garanto que não fazem parte dos conhecidos como "tradicionalistas". Ora, já em 2007 tinha D. José redigido uma circular interpretando o Summorum Pontificum de forma tão ilusionística que conseguia tirar coelhos da cartola. As interpretações, longas, fantásticas, chegaram a todos os sacerdotes e Bispos auxiliares que decidiram obedecer ao documento Papal através do documento Patriarcal. Em 2007, na internet, nenhum católico português manifestou espanto pela circular limitadora do Motu Proprio, vendo-me compelido a apresentar a minha reflexão fundei o blogue ASCENDENS.

As vozes descontentes que já referi voltam a manifestar-se contra o Cardeal Patriarca como se ele fosse o problema. Estranho este comportamento por dois motivos: os "tradicionalistas" não são os autores dessas queixas e depois deste Patriarca virá outro. Virá outro... Volto a repetir que o problema não termina nem começa em D. José Policarpo, e o grupo de não tradicionalistas que se costumam manifestar sistematicamente contra o Cardeal Patriarca parece fazê-lo como se o próximo fosse garantidamente melhor.

Que fique por muito tempo o presente Cardeal Patriarca de Lisboa. Enquanto a derrocada da Igreja continuar a probabilidade do próximo Patriarca ser pior é maior. Temos os Bispos de Portugal que ensinam o que ensinam e refinaram o seu modernismo adaptando-se a todo o tipo de situações adversas e novas, para as quais o actual Patriarca não estava preparado. Um deles será Patriarca de Lisboa, valha-nos Deus...

Bento XVI dá um estalo na cara daqueles que levantaram a voz contra o Cardeal Patriarca em defesa do Papa. Pelos 50 anos de sacerdócio de D. José Policarpo o Papa manifesta a sua opinião pessoal: 

“Conhecemos bem, venerável irmão, terem sido estes anos distinguidos pela sólida doutrina, pelo conhecimento preciso da disciplina eclesiástica, pelo intenso labor na ilustre Sé de Lisboa. Nela começara a manifestar-se os recursos, largamente difundidos, das tuas virtudes sacerdotais e episcopais” (by Agência Ecclesia)

Caros leitores, desculpem desapontar, mas quem beatificou João Paulo II pode dizer tudo inclusivamente isto. Só há dois caminhos: ou continuar a levar estaladas e adaptar-se ao erro ou manter-mo-nos firmes na verdade. Uma destas só leva ao degredo (o caminho fácil). As memórias são curtas e por isso apagam os registos que seriam importantes para conseguir avaliar a totalidade da situação.

O que farão agora os descontentes do Cardeal? Ficarão descontentes com o Papa?!!!

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