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22/05/15

SOBRE O ACOLITAR (III)

(continuação da II parte)


17. Note-se:
a) Que os Acólitos fazem o sinal da Cruz, todas as vezes que o Celebrante o faz sobre si;
b) Que com ele se inclinam para a Cruz à palavra Oremus, no princípio das orações, como também ao nome de JESUS, e ao verso Gloria Patri, etc.; e inclinam-se, sem ser para a Cruz, às outras palavras, às quais o Celebrante se inclina;
c) Que se assentam só (posto que alguns Rubricistas não sigam este parecer, dizendo que os Acólitos se não devem assentar; não podemos descobrir o motivo, porque se não possam conformar nos mais) - se se cobrir -, quando o Celebrante, e Ministros sagrados se sentam; e tanto que algum deles se levanta, os Acólitos se levantam no mesmo tempo;
d) Quando o Celebrante diz algumas palavras, a que ajoelha, como Verbum caro factum est, etc., ajoelham também com um só joelho, no lugar em que se acham;
e) Juntam as mãos, e estão voltados para o Altar, quando o Celebrante reza, ou canta alguma oração em voz alta, e dpois da Consagração até à Comunhão: deve-se exceptuar desta regra o tempo, em que o Celebrante diz a Epístola, e o Gradual, no qual estão voltados para o Altar, e têm os braços cruzados;
f) Fora destes casos exceptuados, estão voltados para o Coro, cruzados os braços;
g) Conformam-se ao Coro nas inclinações, e genuflexões com dois joelhos, se por outra parte não estiverem ocupados, como quando se canta Adjuva nos, etc., Veni Sancte Spiritus, Et incarnatues est. etc..

18. Quando o Celebrante entoa o Gloria in excelsis, os Acólitos juntam as mãos, e voltam-se para o Altar até que o Celebrante acabe o dito Hino, e no fim fazem o sinal de Cruz, e voltam-se em Coro. Quando o Celebrante, e os Ministros sagrados estão assentados, os Acólitos se assentam também nos seus lugares, se sucumbirem (ordinariamente se sentam os Acólitos nos degraus do Altar, ainda que também se podem sentar junto à Credência; mas o primeiro modo é mais conveniente), e tendo os braços cruzados sobre o peito, inclinando-se todas as vezes que o Celebrante, e os Ministros sagrados se descobrem, e inclinam. A estas palavras cum Sancto Spiritu levantam-se, no mesmo tempo que os Ministros sagrados ficam em pé em seus lugares, cruzados os braços: quando o Celebrante canta Dominus vobiscum, juntam as mãos, e se voltam para o Altar, e assim perseveram enquanto se cantam as orações. Observam as mesmas cerimónias no fim do Kyrie, e do Credo, quando o Celebrante torna do seu assento ao Altar.

19. Enquanto o Diácono diz Munda cor meum, etc., os Acólitos tomam os seus castiçais, e se põem aos lados do Cerimoniário; depois vão defronte dos ângulos do Altar, e fazem genuflexão, ao mesmo tempo que os Ministros sagrados; estando todos em linha recta, voltando-se para o Coro, o saúdam primeiro da parte da Epístola, e depois do Evangelho; o segundo Acólito espera no mesmo lugar, que o primeiro chegue ao seu lado, e vão seguindo o Turiferário ao lado do Evangelho, e se põem aos dois lados do Subdiácono, voltada a face para o Cerimoniário, e Turiferário, e deste modo estão, enquanto se canta o Evangelho, sem fazer genuflexão, ou inclinação alguma.

20. Acabado o Evangelho, os Acólitos voltam na mesma ordem, para fazer genuflexão diante do Altar com os Ministros sagrados, no mesmo tempo que estes a fazem (neta, e semelhante ocasião, se a comodidade do lugar não permitir que ajoelhem os Acólitos aos lados dos Ministros sagrados, o farão algum tanto mais atrás, como já se notou no número 14); depois vão à Credência, e nela põem os seus castiçais. Quando o Celebrante, rezando o Credo, diz estas palavras: et incarnatus est, etc., fazem genuflexão com um só joelho; e quando se cantam no Coro, se põem de joelhos, juntas as mãos, e voltados em Coro, e inclinam-se: depois, estando em pé, levantam um pouco o véu grande, que cobre o Cálice, para que o Cerimoniário possa tomar mais facilmente a bolsa do Corporal.

01/12/13

RETALHOS DO RITO ROMANO...

Retalhos da Missa Católica (Rito Romano tradicional) representados para o filme "True Confessions"(1981)

28/10/13

COMO SE TOCA ASSIM SE DANÇA - MISSA NO CARTAXO

Ontem, dia de Cristo Rei, nas paróquias não se comemorou o Cristo Rei... pois o calendário litúrgico  tradicional da Santa Igreja foi abafado nas paróquias, sendo raros os sacerdotes e fiéis que continuam a comemorar os santos nos mesmos dias. O dia de Cristo Rei, é o último domingo de Outubro!

Ontem, 27 de outubro (2013), também no Cartaxo não se esteve em comunhão com a Festa do Cristo Rei, Festa que a Igreja Triunfante também comemorou connosco nesse dia. No Cartaxo, ontem foi outro dia qualquer, outro calendário...!

A TVI (Televisão Independente) esteve no Cartaxo e transmitiu a missa paroquial, no programa de transmissão dominical acostumado. A missa seguiu o Missal de Paulo VI, ou seja, não seguiu o missal legado como Rito Romano pela Tradição da Santa Igreja... o que vai sendo costume nas paróquias (outro costume...).


Perante o abandono do Calendário Litúrgico (o que representa uma situação complicada e anti-natura), perante o abandono do Rito Romano na sua forma Tradicional e a adopção de um "missal fabricado" (segundo afirmou o Card. Ratzinger), alguns católicos que não usam o calendário e o missal legado pela Tradição da Igreja (ou seja, pela Igreja) ficaram escandalizados porque o sacerdote, no sermão, usou um fantoche para tornar a "pastoral" mais didática!...

Eis uma conversa em torno desta imagem (nomes fictícios):

Joaquim: Nosso Senhor, numa revelação ao Santo Padre Pio: «O Meu Coração está esquecido. Já ninguém se preocupa com o Meu amor. A Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos; mesmo os Meus ministros, que sempre considerei com predilecção, que amei como a pupila de meus olhos, deveriam consolar o meu Coração cheio de amargura, deveriam ajudar-me na redenção das almas. Em vez disso, devo receber deles ingratidão e falta de reconhecimento».

Paulo: Qual é o problema?!

Joaquim: Além do problema grave das cenas circenses num local de culto, durante a celebração do Sacrifício da Morte de Jesus, é também um grave problema haver quem pergunte, perante isto, "Qual é o problema?!" 

Manuel: Creio que o que o Paulo está a querer dizer é que não há problema, uma vez que a Missa de Paulo VI já é, em si, ilegítima. Estarei enganado?

Joaquim: Ok, percebido...Discordo, no entanto e obviamente, que o Missal de Paulo VI seja ilegítimo.

Paulo: Joaquim,

1 - A questão sacrificial: quase garantidamente não houve Sacrifício algum nessa missa, porque o padre não cumpre pelo menos um dos 3 requisitos para se dar a transubstanciação! No caso de ter havido transubstanciação, ouve sacrilégio, profanação das espécies... coisas mais graves que levar um fantoche para a missa (ando até S. Filipe Neri, colocava um gato sobre o altar...)... Por outro lado, esse padre não ofereceu a Cristo como Vítima, ele ofereceu o "fruto da terra e do trabalho do homem..."...

2 - O respeito pelo local de culto: em maior parte dos templos para sacerdotes hoje viram as costas ao sacrário para ser mais "didático", mais "participativo"... Nada melhor que um boneco para fazer cumprir essa didática e tornar a missa mais "participativa" e "didática".

3 - "Qual é o problema?": o missal de Paulo VI consiste no tirar ao Rito Romano todos os elementos que expressavam claramente a Fé e que chocassem a doutrina protestante. Segundo a "teologia" do mesmo missal, não há elementos que expressem o "SACRIFÍCIO" nem a "PRESENÇA REAL" de Nosso Senhor, nem o "SACERDÓCIO" da ordem. Infelizmente os católicos vivem numa ignorância crescente e ficam presos em questões sensíveis.... a intenção é boa, mas a realidade que consideram escapa-lhes por completo.... uma pena!

4 - Ontem foi dia de Cristo Rei: nas paróquias não se comemorou a Festa de Cristo Rei... porque o calendário litúrgico legado pela Tradição da Santa Igreja (ou seja, pela Igreja) não se conhece mais!....

Em suma... acho que está preocupado com a beleza da FACA com que o criminoso matou! ...

Para acabar realmente o problema: é retirar a consagração da Hóstia a essa missa do missal de Paulo VI (já que nele isso não consta) e dizer às pessoas que há apenas nessas missas uma "presença espiritual" de Cristo. Assim acaba-se o problema.
Joaquim, não tem que discordar, mas se discorda tem que explicar, porque é que permite sacrilégios na missa, por exemplo, e não admite um fantoche! ...

Admita: não lhe tinham dito que em TODAS as paróquias, a cada missa, há matéria suficiente para excomungar o sacerdote! ... Não sou eu quem o diz!!! Até ao Concílio Vaticano II o sacerdote que se negasse a manter juntos os dedos indicador e polegar desde a consagração até à purificação, era excomungado.... HOJE TODOS O FAZEM.

Ò Joaquim ... não se escandaliza que na "nova missa" se tenha suprimido uma das duas jenuflexões do sacerdote à presença Real de Nosso Senhor nas espécies!? ... Que desrespeito!!!...

Sacrifício?!?!? Porque então substituíram TODO o ofertório!? Substituíram a oferta de Cristo Cordeiro a Imola, pelo fruto da terra e do trabalho do homem, e isso não o incomoda!? Já tem nisso o exemplo de Caim e Abel, um que ofereceu o sacrifício, e o outro que ofereceu apenas uma oferenda dos frutos... Deus recebeu o sacrifício do cordeiro, mas mandou FUMO contra o que tinha oferecido apenas os frutos... Este encheu-se de raiva e procurou matar o seu irmão.

É o que se passa aqui....

Gostaria ainda de saber a sua opinião a respeito desta situação:

1 - O Concílio de Trento, para que o Rito Romano não sofresse desvirtuações, mais do que aquelas que tinha sofrido em 400 anos, mando que fosse CODIFICADO este Rito legado pela Tradição de S. Pedro Apóstolo. Todos os missais com menos de 400 anos foram proibidos. O Rito Romano tinha finalmente um assentamento universal para evitar deturpações na sua TRANSMISSÃO. Eis então o "missal de S. Pio V", ou seja, nada mais nada menos que "o RITO ROMANO"!

2 - O Missal de João XXIII é integralmente o Missal Romano (S. Pio V), ao qual foram acrescentadas rúbricas... Ou seja, estruturalmente nada foi alterado, mas sim acrescentadas "anotações".

3 - No Concílio Vaticano II, a proposta de um Missal X? foi avançada, e chumbada pelo Concílio;

4 - A proposta do missal X? voltou depois do concílio com a intenção de haver um missal que pudesse ser rezado por católicos e protestantes.... Eis o primeiro passo para a existência do Missal de Paulo V. ... A história é complicada e TRISTE... não vamos entrar nela. O que é certo é que foi promulgado este missal, e não foi abrogado missal algum anterior!!!...

5 - Em 2007 Bento XVI diz que o missal de Paulo VI é uma "forma" "expressão" ORDINÁRIA (continuada) do Rito Romano (portanto, do Missal de S. Pio V), e diz que o missal de S. Pio V é a forma extraordinária do Rito Romano.

O que eu lhe quero perguntar agora é o seguinte: como é que o missal de S. Pio V é a forma extraordinária de si mesmo?!... O Papa não explicou, e não é dogma de Fé, e não é um mistério de Fé, e não é algo dado pela Tradição da Igreja... É uma contradição que, como tal, não tendo matéria, sai do poder do Papa!!!... Se o Papa disser "a lua é quadrada" e agora passam a dizer que é quadrada, essa ordem não vale! Mas pode ser que eu esteja enganado e o João consiga explicar também como é que o missal de Paulo VI é forma ORDINÁRIA do Rito Romano quando o Missal de S. Pio V sempre foi a ORDINARIEDADE do Rito Romano? Acha que os nossos antepassados usavam uma "forma extraordinária do Rito Romano"!? .... É que se não me explicam isto eu acho que há muito maluquinho à solta para lá da esmagadora ignorância crescente entre os católicos!

Aguardo!

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É suficiente.

21/03/13

FUNDAMENTAÇÃO DO PAPADO

Esta semana cruzei-me com um antigo meu professor, dos meus tempos de aluno de teologia. Ele progressista, e eu, hoje, um mero tradicional católico. Este simpático sacerdote diocesano, relativamente a "Papa" e "Papado", acredita em oposição ao que eu acredito.

Como podem dois católicos acreditar diferentemente a respeito de conteúdos da Fé? Ou um está errado ou os dois estão errados, como mostra S. Tomás de Aquino: os dois não podem estar certos ao mesmo tempo em opiniões que se contradizem - porque uma mesma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo.

Enquanto fui aluno de teologia, naqueles tempos, acreditei sempre que o Papado e o Papa eram o que este meu antigo professor acredita. Muitos outros acreditam nestas novas ideias que hoje penetraram gradualmente a vida dos católicos como parte do "pensamento dominante". São erros de época, não são coisas enunciadas pela Santa Igreja (pelo contrário, são enunciadas contrariamente à Santa Igreja, e levadas em andas por boa parte do clero que, por sua vez, foi já formado pelos introdutores, ou alunos dos introdutores). Quanto mais longe estamos dos primeiros tempos de introdução das terríveis ideias na sociedade católica mais probabilidades há de os seus "portadores" não serem culpáveis.

Como acho muito perigosas essas e outras ideias, e como católicos cabe-nos repetir o que a Igreja ensinou para os outros venham a dar-lhe proveito, para que realmente todos sejam um.

Aquelas teses da moda, a respeito do Papa e do Papado, podem ser agrupadas em duas ideias:

- O poder do Papa adviria da Diocese de Roma perante as dioceses do Rito Romano;
- O Papa seria um "primus inter pares" (seria o primeiro entre iguais).

Estas duas crenças são postas ao catolicismo que diz justamente o contrário:

- O poder do Papa foi dado directamente por Nosso Senhor Jesus Cristo a Pedro;
- O Papa não é um igual aos outros Bispos porque a Igreja é fundada nele e foi apenas a ele que lhe foi confiado o rebanho.

A primeira Constituição Dogmática sobre a Igreja, IV sessão do Concílio Vaticano I, não deixa qualquer dúvida a quem a leia com boa-vontade:

"1823. Se, pois, alguém disser que o Apóstolo S. Pedro não foi constituído por Jesus Cristo príncipe de todos os Apóstolos e chefe visível de toda a Igreja militante; ou disser que ele não recebeu direta e imediatamente do mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo o primado de verdadeira e própria jurisdição, mas apenas o primado de honra – seja excomungado. "

No tempo em que Pedro recebe a chefia da Igreja de Nosso Senhor ainda nem sequer havia comunidade em Roma, logo fica reforçada também pela lógica a impossibilidade do poder do Papa advir da Diocese de Roma. Continuando...

"1824. Porém o que Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o príncipe dos pastores e o grande pastor das ovelhas, instituiu no Apóstolo S. Pedro para a salvação eterna e o bem perene da Igreja, deve constantemente subsistir pela autoridade do mesmo Cristo na Igreja, que, fundada sobre o rochedo, permanecerá inabalável até ao fim dos séculos. "Ninguém certamente duvida, pois é um fato notório em todos os séculos, que S. Pedro, príncipe e chefe dos Apóstolos, recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador e Redentor do género humano, as chaves do reino; o qual (S. Pedro) vive, governa e julga através dos seus sucessores".
1825. Se, portanto, alguém negar ser de direito divino e por instituição do próprio Cristo que S. Pedro tem perpétuos sucessores no primado da Igreja universal; ou que o Romano Pontífice é o sucessor de S. Pedro no mesmo primado – seja excomungado
1826. Por isso, apoiados no testemunho manifesto da Sagrada Escritura, e concordes com os decretos formais e evidentes, tanto dos Romanos Pontífices, nossos predecessores, como dos Concílios gerais, renovamos a definição do Concílio Ecuménico de Florença, que obriga todos os fiéis cristãos a crerem que a Santa Sé Apostólica e o Pontífice Romano têm o primado sobre todo o mundo, e que o mesmo Pontífice Romano é o sucessor de S. Pedro, o príncipe dos Apóstolos, é o verdadeiro vigário de Cristo, o chefe de toda a Igreja e o pai e doutor de todos os cristãos; e que a ele entregou Nosso Senhor Jesus Cristo todo o poder de apascentar, reger e governar a Igreja universal, conforme também se lê nas atas dos Concílios Ecuménicos e nos sagrados cânones.

Portanto, não é um bispo como os outros a quem se dá preferência. Pedro Apóstolo recebeu uma vocação e encargo de naturezas próprias que o diferenciam em relação aos outros bispos. Continuando...

1827. Ensinamos, pois, e declaramos que a Igreja Romana, por disposição divina, tem o primado do poder ordinário sobre as outras Igrejas, e que este poder de jurisdição do Romano Pontífice, poder verdadeiramente episcopal, é imediato. E a ela [à Igreja Romana] devem-se sujeitar, por dever de subordinação hierárquica e verdadeira obediência, os pastores e os fiéis de qualquer rito e dignidade, tanto cada um em particular, como todos em conjunto, não só nas coisas referentes à fé e aos costumes, mas também nas que se referem à disciplina e ao regime da Igreja, espalhada por todo o mundo, de tal forma que, guardada a unidade de comunhão e de fé com o Romano Pontífice, a Igreja de Cristo seja um só redil com um só pastor. Esta é a doutrina católica, da qual ninguém pode se desviar, sob pena de perder a fé e a salvação.

Aqui está! O Cânon 1827 é muito importante porque é por Roma ser a comunidade de Pedro que ela tem o primado sobre as outras, e não o contrário: o poder de Pedro advir do primado de Roma. Noutras palavras, este cânon conta com todos os outros formando um conjunto coerente. Aproveito para dizer que o Rito Romano é também aquele que veio da tradição de S. Pedro e, por isto, considerado por nós o rito central e indispensável. Alerto ainda para o "seja um só redil porque pode parecer que se diz que não é um só redil mas que virá a sê-lo. Continuando...

1828. Estamos, porém, longe de afirmar que este poder do Sumo Pontífice acaba com aquele poder ordinário e imediato de jurisdição episcopal, em virtude do qual os bispos, constituídos pelo Espírito Santo [cf. At 20,28] e sucessores dos Apóstolos, apascentam e regem, como verdadeiros pastores, os seus respectivos rebanhos; pelo contrário, este poder é firmado, corroborado e reivindicado pelo pastor supremo e universal, segundo o dizer de S. Gregório Magno: "A minha honra é o vigor dos meus irmãos. Sinto-me verdadeiramente honrado, quando a cada qual se tributa a honra que lhe é devida".
1829. Além disso, do supremo poder do Romano Pontífice de governar toda a Igreja resulta o direito de, no exercício deste seu ministério, comunicar-se livremente com os pastores e fiéis de toda a Igreja, para que estes possam ser por ele instruídos e dirigidos no caminho da salvação. Pelo que condenamos e reprovamos as máximas daqueles que dizem poder-se impedir licitamente esta comunicação do chefe supremo com os pastores e os fiéis, ou a subordinam ao poder secular, a ponto de afirmarem que o que é determinado pela Sé Apostólica em virtude da sua autoridade para o governo da Igreja, não tem força nem valor, a não ser depois de confirmado pelo beneplácito do poder secular.
1830. E como o Pontífice Romano governa a Igreja Universal em virtude do direito divino do primado apostólico, também ensinamos e declaramos que ele é o juiz supremo de todos os fiéis, podendo-se, em todas as coisas pertencentes ao foro eclesiástico, recorrer ao seu juízo; [declaramos] também que a ninguém é lícito emitir juízo acerca do julgamento desta Santa Sé, nem tocar neste julgamento, visto que não há autoridade acima da mesma Santa Sé. Por isso, estão fora do recto caminho da verdade os que afirmam ser lícito apelar da sentença do Pontífices Romanos para o Concílio Ecumênico, como sendo uma autoridade acima do Romano Pontífice.
1831. Se, pois alguém disser que ao Romano Pontífice cabe apenas o ofício de inspeção ou direção, mas não o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda a Igreja, não só nas coisas referentes à fé e aos costumes, mas também nas que se referem à disciplina e ao governo da Igreja, espalhada por todo o mundo; ou disser que ele só goza da parte principal deste supremo poder, e não de toda a sua plenitude; ou disser que este seu poder não é ordinário e imediato, quer sobre todas e cada uma das igrejas quer sobre todos e cada um dos pastores e fiéis – seja excomungado.

Ao Papa Francisco, por exemplo, Deus ter-lhe-a dado plenos poderes de Papa. Se o Romano Pontífice resolve expressar-se apenas a um nível mais modesto como um "primus inter pares"... hum...

Estamos a viver os efeitos da infiltração lenta de doutrinas heréticas, de tal forma que hoje já são o "ar que se respira". O próprio erro é veiculado pelos instrumentos da Santa Igreja... Devido a uma ignorância possivelmente não culpável (depende dos casos) pouco mais se pode fazer do que rezar e difundir a doutrina entre os próprios católicos.

E mais não digo... por hoje.

14/09/12

ALTARES EM PORTUGAL - ANTES DA "REVOLUÇÃO CONCILIAR" (III)

Mosteiro dos Jerónimos - Lisboa

Igreja de Jesus -  Aveiro

Nossa Senhora das Merecês - Lisboa

Igreja de S. Domingos - Lisboa 
Igreja do Convento da Madre de Deus - Lisboa

Igreja do Convento de N. Senhora do Carmo - Tavira

Igreja do Mosteiro, em Arouca.

30/03/12

DA BENÇÃO E PROCISSÃO DOS RAMOS (II)

DA BÊNÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, E PROCISSÃO DOS RAMOS NO SEXTO DOMINGO DA QUARESMA
 (continuação)

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Encarnação, Lisboa
"O Celebrante, lida a Epístola, (à qual reponderá o Diácono Deo gratias) continuará com o Gradual; e depois de lhe oscular a mão o Subdiácono, se voltará um pouco para a Cruz do Altar, no mesmo lugar em que está, e dirá inclinado o Munda cor meum, Jube Domine benedicere: lerá o Evangelho, e o não osculará no fim.

O Diácono, em quanto o Coro canta o Gradual Collegerunt, ou o que se segue In monte Oliveti, (cantando-se um ano um, e outro ano outro) irá à Credência depor a Planeta, e pôr a Estola larga sobre a commua; e tomando o livro dos Evangelhos, o porá no meio do Altar, irá para o lado direito do Celebrante, o qual permanecendo no mesmo lugar virado para a parte da Epístola, fará incenso com bênção, e depois se voltará para o lado do Evangelho.

Irá logo o Diácono ao meio do Altar, onde de joelhos dirá o Munda cor meum, e logo posto em pé, tomará o livro, pedirá a bênção, e fará tudo o mais como nas Missas solenes. Acabado o Evangelho, o Subdiácono, depois de o dar a beijar ao celebrante, o entregará a quem o acompanhou, e também o Manípulo: O que assim mesmo fará o Diácono depois de incensar ao Celebrante, indo à Credência, onde deporá a Estola larga, e tomará a Planeta, e ambos irão assistir ao Celebrante, o Diácono à direita, e o Subdiácono à esquerda.

O Celebrante voltado para o Missal com as mãos levantadas, dirá: Dominus vobiscum, e a Oração Auge fidem em tom ferial, sem tiras, nem mudar palavra alguma, sejam os Ramos do que orem. Ao fazer a Cruz sobre eles, porá a mão esquerda encostada ao peito, cantará o Prefácio sem apertar as mãos, e dirá no fim com submissa voz: Sanctus, Sanctus, inclinado com os Ministros, que para este efeito cegarão a tempo, devendo estar, segundo ordena a Rúbrica, detrás do Celebrante, em quanto ele canta o Prefácio; e ao dizer o Benedictus, qui venit, se benzerão todos, e aí ficarão. Continuará o Celebrante as cinco Orações, finalizando as de fá a ré: e concluídas, porá incenso, fará aspersão, e incensará os Ramos, sem proferir cousa alguma mais, que Asperges me Domine, etc. sem canto, nem Salmo, ao lançar nelas a água benta: e logo voltado para o Missal, dirá a última Oração como as outras, também com as mãos levantadas.

Acabada esta Oração, procederá o Celebrante com os Ministros para o meio do Altar, onde feita a devida reverência, se voltará para o povo, ficando o Subdiácono à direita, e levanto-lhe a extremidade do Pluvial, e o Diácono à esquerda para lhe ministrar os Ramos, osculando-os somente, excepto se os distribuir o Prelado; que então sempre lhe osculará também a mão, recebendo-os primeiro de um Acólito, sem ósculo.

Chegado que seja o mais digno do Coro, receberá esta do Diácono a melhor palma, (sem ósculo) estando em pé, e a dará ao Celebrante, osculando-a primeiro: o qual osculando-a logo depois de a receber, a dará ao Credenciário, para que a ponha na Credência commua. E o Celebrante recebendo do Diácono outra palma, e osculando-a, dará ao mais digno, que a tomará, estando em pé, com ósculo da palma, e da mão, se as distribuir o Prelado.

Entrando logo o Celebrante a distribuir os outros Ramos, começará primeiro pelos Diáconos, (que havendo recebido as suas Palmas, as entregarão também ao Credenciário) passará depois aos do Coro, e ultimamente ao povo no lugar dos cancelos, observando a mesma ordem que dissemos na distribuição das Cinzas: e estando todos advertidos para oscularem primeiro o pé do Ramo, e depois a mão do Celebrante. Se for frande a multidão do povo, o Sacristão com Cota, e Estola roxa os poderá repartir em outro Altar; e não consentirá que as mulheres lhe dêm osculo na mão, mas somente no Ramo.
Igreja dos Anjos, Lisboa
Tanto que se começar a distribuição dos Ramos, se contarão as Antífonas Pueri Hebrorum, etc que se poderão repetir muitas vezes, enquanto durar a repartição. E os Cantores com os do Gloria laus irão a tomar as suas Cotas antes de concluída a distribuição, e tornarão para o Coro.

Acabada a distribuição dos Ramos, o Celbrante com os Ministros se voltarão para o Altar, reverenciarão a Cruz, e se apartarão para o lado da Epístola, onde o Celebrante lavará as mãos com o miolo de pão: e logo cantando ali a última Oração no mesmo tom das outras, irá para o meio do Altar, e fará incenso, como é costume."

(Terá continuação)

DA BENÇÃO E PROCISSÃO DOS RAMOS (I)

DA BÊNÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, E PROCISSÃO DOS RAMOS NO SEXTO DOMINGO DA QUARESMA

Igreja do Convento da Madre de Deus, Lisboa
"Neste dia se adornará o Altar mor com frontal roxo: e assim nele, como em todos os mais da Igreja, se colocarão entre os castiçais damos de palma, ou de oliveira, ou de outra árvore. No lado da Epístola junto do Altar estará segunda Credência, sobre a qual se hão de pôr os ramos, com os pés voltados para a porta da igreja, adornados com flores, e com pequenas cruzes, feitas das folhas dos mesmos ramos, (sendo sempre os mais preciosos para o Celebrante, Prelados, Diáconos, e Dignidades) tudo coberto com véu roxo, ou toalha branca até à hora de se benzerem.

Na Credência comum, além dos preparados para a Missa maior, se porá a caldeirinha com água benta, e um prato com miolo de pão. Da mesma parte da Epístola se porá a Cruz processional com véu appenso[?] roxo, sem que o dito véu tenha imagem.

Na Sacristia, além dos paramentos roxos, e Cotas para os Acólitos e Cantores ordinários, haverá mais duas, ou quatro para os Cantores do Glória laus, e mais três para os Acólitos que têm de acompanhar os três Diáconos da Paixão, para os quais estarão prontos Amictos, Alvas, Cíngulos, Manípulos, Manicas, Quadrados, Estolas comuns, Estolas largas, e o livro da Paixão com cobertura roxa, como também barretes para os Ministros do Altar, e para os três da Paixão.

Depois da Terça (para a qual se tocará os sino às nove horas) se fará a Aspersão da água benta pelo Celebrante, se este não for o Prelado, ou Padre da Província; porque em tal caso a fará o Padre da semana, usando de Cota, e Estola pendente sem Pluvial, acompanhado de um Acólito com a caldeirinha. E no mesmo tempo se fará no Coro alto pelo Hebdomadário, (também com Cota, e Estola) se ainda lá estiverem os Eclesiásticos.

O Prelado Celebrante com Pluvial, acompanhado dos Ministros com Manípulos, logo que chegar ao Altar, (feitas as consumadas reverências) o osculará; e passando para a Missa, rezará sem se benzer a Antífona Hosanna filio David, a qual cantará o Coro; e acabada ela, estendendo com as mãos levantadas, dirá (sem se voltar para o povo) Dominus vobiscum, e a Oração Deus quem diligere em tom ferial, que é em voz direita. Os do Coro estarão sempre em pé, voltados para o Altar, e só podem sentar-se em quanto se diz a Lição, cobrindo-se com os barretes, e não com os capelos. Os que cantarem o Gradual à estante, estarão em pé, e os [restantes] sentados, mas descobertos.

O Subdiácono, em quanto se diz a Oração, irá depor a Planeta na Credência; e tomando o livro, irá, feitas as devidas reverências, cantar a Lição em tom de Epístola, acompanhado do Credenciário, ou do segundo Mestre de Cerimónias, se o houver. Depois osculará a mão ao Celebrante, dará o livro, receberá a sua Planeta, e tornará a situar-se à esquerda do mesmo Celebrante, descendo ao plano entre o lado do Evangelho, e meio do Altar, onde esperará pelo Diácono."

(Terá continuação)

12/04/11

ASPERSÃO - "ASPERGES ME, DOMINE"


"ASPERGES ME DOMINE" por ASCENDENS

Aspersão com Água Benta aos Domingos

"Asperges me, Domine, hyssopo, et mundabor: lavabis me, et super nivem dealbabor.
Ps. Miserer mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam. 
V. Gloria Patri. -
Asperges..."

("Aspergi-me, Senhor, com o hissope, e ficarei limpo; lavai-me, e ficarei mais alvo do que a neve.
Sl. Compadecei-Vos de mim, oh Deus, pela vossa grande misericórdia.
V. Gloria ao pai. -
Aspergi-me...")

A aspersão com água benta, que se faz aos domingos, antes das Missas conventuais e paroquiais, é um sacramental que tem por fim purificar os fiéis para dignamente assistirem ao Santo Sacrifício. Ao mesmo tempo, recorda-lhes o baptismo e a santidade de vida exigida aos baptizados.

TEXTOS ANTERIORES