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14/12/12

OS ERROS DE LUTÉRO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL (VIII)

(continuação da VII parte)


OS ERROS DE LUTERO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL
Pe. Franz Schmidberger


A respeito disto podemos citar a S. Paulo: “Eu estou cheio de regozijo no meu sofrimento por vós, e estou cumprindo na minha própria carne o que resta à paixão de Cristo, sofrendo em favor do seu corpo, que é a Igreja” (Col 1.24). Intrinsecamente nada falta à Igreja de Cristo; contudo, não por necessidade mas por pura bondade e efeito da sua infinita misericórdia, Ele quis fazer-nos participes da sua obra de redenção, tal como expressa a bem-aventurada Isabel da Trindade maravilhosamente na sua oração: “A mim, Cristo amado, crucificado por amor, vinde a mim como Adorador, como reparador e como Salvador (…) que se realize em mim como uma encarnação do Verbo; que eu seja uma humanidade suplementar, na qual Ele renove todo o seu mistério”.

Por não terem oração e realidade expiatórias e a satisfação na comunhão dos santos, falta aos protestantes um elemento fundamental de toda avida cristã: o Santíssimo Sacrifício da Missa, a união das almas com a Vítima divina nos nossos altas. A vida dos católicos é desta forma uma santa missa vivida, é um confiteor, um gloria, um credo, uma oferenda contínua, uma consagração e uma comunhão, portanto uma união da alma com o Criador, Salvador e Juiz.

Evidentemente Lutero opõe-se combate o ofertório da missa e o Canon Romano, aos quais trata como abomináveis. Introduz prontamente uma outra liturgia supostamente “reformada”, que abandona o carácter sacrificial (afastando o carácter de sacrifício expiatório e impetratório, desejando substitui um sacrifício de louvor e de acção de graças). Ainda, as palavras da consagração tomam uma carácter narrativo, o latim é substituído por língua vernácula, a comunhão é distribuída nas duas espécies.

Na verdade a realidade do Santo Sacrifício da missa está ligada à realidade da nossa vida cristã que é um combate espiritual (Luc. 5.13), uma maturação, um esforço e uma subida até que a alma alcance o esplendor da eternidade. Esse fogo do Espírito Santo, que nós católicos recebemos a cada dia na Santa comunhão, comunica-nos o espírito missionário e apostólico. Que contentamento ver essas falanges de apóstolos de Jesus e de Maria recorrer o mundo para anunciar o Evangelho, semear a palavra divina com suor e a por vezes sangue derramado; que pobre é o protestantismo em comparação com o apostolado da Igreja missionária!

Que dor infringida aos católicos aquela de ver o protestantismo estabelecer-se entre nós, da forma como o Santo Sacrifício da Missa se transforma agora em comida comunitária e o sacerdote um "presidente da assembleia", os altares substituídos por mesas, enfim, o santuário transformado em sala de reunião superficial e fria.

Há quatrocentos e cinquenta anos [o protestantismo] é uma comunidade que se celebra a si mesma e substitui a presença de Deus vivo sobre a terra. A verdade revelada, objectiva, cede lugar à livre consciência; a submissão, a obediência e o silencioso serviço deixam lugar à emancipação e até direitos do homem.

O católico moderno já não quer ajoelhar-se para receber a comunhão sobre a língua, é adulto, pode servir-se a si mesmo. A Igreja, sendo unidade de Fé, de culto e de governo, desaparece completamente para deixar lugar a um conjunto de inumeráveis opiniões e diversas correntes, a uma liturgia criativa e subjectiva, aos erros da livre interpretação. O carácter sobrenatural da igreja, especialmente no caso da sua liturgia, desaparece por dar passo ao naturalismo, humanismo e liberalismo.

Não é difícil descobrir o parentesco espiritual que existe entre o protestantismo e o neo-catolicismo. Ser católico significa ser humilde, aceitar com espírito de absoluta dependência a revelação de Deus, viver como um filho na casa do Pai. Por trás do protestantismo esconde-se a antiga palavra pronunciada pelo antigo rebelde: “Sereis como Deus”. O protestante, como o neo-católico, não quer submeter-se nem em espírito, nem em vontade, nem demonstrá-lo pela sua actitude exterior, não se ajoelha. “Non serviam”, acaba por ser a sua divisa.

30/05/12

OBRIGATÓRIO PARA ESTES TEMPOS

Neste momento é fundamental que os católicos tenham claros certos pontos do Catolicismo:

- DOUTRINA: tudo o que entre os católicos não esteja em conformidade com a Doutrina, a moral e os bons-costumes (católicos), não é realmente católico (não é da Igreja Católica, nomeadamente os pecados privados de cada um que são eles mesmos condenados por Ela e contra as Virtudes que ela ensina como remédio).

- HIERARQUIA CATÓLICA: Se algum membro da católica hierarquia, afirmar algo que diminua ou contrarie a Doutrina da Igreja, ou a moral, ou os bons-costumes, independentemente da intenção que tal membro tenha, com isso não faz vincular realmente tais acções ou afirmações como coisa da Igreja. Tais afirmações ou acções, ou até mando, só sairiam da responsabilidade meramente individual.

- JUSTIÇA: Se em algum ponto de algum Direito Canónico não estiver totalmente conformado à Doutrina, moral, e bons-costumes católicos, tal ponto, na realidade, teria valor nulo na Santa Igreja. Pois o Direito Canónico surge da necessidade de ordenar e possibilitar no campo da justiça os ensinamentos Divinos que são eles mesmos a Vontade revelada por Deus.

- PASTORAL: A pastoral legítima é uma humilde serva da Doutrina (não pode ser de outro modo), e nasce do esforço prático de encaminhar as almas aos mesmos Divinos ensinamentos para a santificação e a salvação da alma. O PASTOR guia as ovelhas (daqui vem o nome de "pastoral"). Se, em algum ponto uma Pastoral diminuir, obscurecer, contrariar a Doutrina ou a Moral e os bons-costumes católicos é uma má pastoral que pouco ou nada pode ser chamada de Católica.

- RITO ROMANO: Por Tradição este é o coração do Rito Católico, referência pela qual se examinaram todos os restantes Ritos católicos. Ele provêm da Tradição unicamente, a do Apóstolo S. Pedro, e todo o seu desenvolvimento tem como única finalidade a força de afirmar o edifício que é o próprio Rito e o que ele contêm.

- MISSAL ROMANO: O Missal Romano (não confundir com Rito Romano), é a codificação do Rito Romano (da Missa). Para segurança da Fé, teve de ser codificado infalivelmente (assim o declara o Concílio Ecuménico de Trento) por autoridade de S. Pio V. Está protegido por Bula sobe pena de excomunhão (visto que a Missa é assunto muito especialmente inseparável da Fé, - Doutrina -). Por identificação, hoje é conhecido como Missal de S. Pio V, ou seja, o único Missal Romano propriamente dito. É importante saber que ele não resultou de uma construção de gabinete, pois é uma codificação (uma fotografia) ritual legada pela Tradição. Já o Missal de Paulo VI é uma composição baseada ora no Rito Romano ora no rito luterano de forma a eliminar os elementos que no Rito Romano choquem a doutrina protestante, (o Cardeal Ratzinger dele disse que é um "missal fabricado" - o responsável pela elaboração de tal missal foi Monsenhor Annibale Bugnini que explicou ser esta uma tentativa de aproximação ao protestantismo). Ao contrário do que se espalhou, o missal de Paulo VI é um projecto que não vêm do Concílio Vaticano II, mas foi rejeitado pelo próprio Concílio.

- MISSAL DE PAULO VI: Doutrinalmente, todos aqueles elementos que ao longo de séculos afirmaram a Fé e eram contrários à heresia protestante, foram retirados ou diluídos nesta composição e, em alguns casos, foram até introduzidos elementos que reforçam as heresias protestantes contrárias à Doutrina contida na Santa Missa. A igreja luterana emitiu um comunicado que dizia que essa composição era compactível com o Luteranismo.

- CONCÍLIO VATICANO II: É um caso ambíguo por três motivos fundamentais: 1) Há teses não refutadas, e ignoradas, que apontam no sentido de uma quebra de legitimidade no decurso do mesmo Concílio. 2) Caso o Concílio tivesse sido realmente legítimo até à sua conclusão, há ainda a questão de não ter havido outro na Igreja que tivesse reunido com todo o vigor apenas para se pronunciar a nível pastoral (não confundir os títulos, como o de "Constituição Dogmática", com pronunciamento dogmático). Paulo VI e o Cardeal Ratzinger tinham-se pronunciado a respeito disto explicando que afinal tal Concílio se quis apenas pronunciar num nível mais modesto (pastoral). 3) Há ainda quem julgue que o Concílio se pronunciou infalivelmente e, por isso, o tome com valor de lei, de tal forma que a Doutrina de sempre deveria submeter-se-lhe. Toda a Doutrina, portanto, teria de ser interpretada à luz do Concílio Vaticano II. Nesta linha, há ainda (cada vez menos) quem  ache que não só a Doutrina de sempre teria de ser interpretada à luz deste Concílio como ele mesmo teria de ser interpretado à luz de um "espírito do Concílio". O Novo Catecismo, por sua vez, em vez de corrigir estes problemas, acentua-os e parte do próprio problemático Concílio na tentativa de reformular uma parte significativa da Doutrina de sempre magistralmente codificada no Catecismo de Trento (ele sim obrigatório e não dispensável - há várias adaptações fundadas no Catecismo, uma das mais famosas é o Catecismo de S. Pio X pela formulação didáctica).

- PAPA: O Papa pode gozar de infalibilidade em certas ocasiões e dentro de certas condições rigorosamente estabelecidas infalivelmente (Dogma da Infalibilidade Papal) no Concílio Vaticano I. O Papa está obrigado a guardar a Doutrina de sempre e a não aceitar novidades doutrinais (explico: a desviar, diminuir, obscurecer, inventar, introduzir etc...). A Santa Igreja, pela boca autorizada de Doutores da Igreja, e santos (e aprovando-lhes as seguintes conclusões), tem como certo que: se um Papa ou Bispo ensinar ou mandar fazer algo contrário à Doutrina (e a moral e bons-costumes)  católicos) - independentemente da intenção pessoal - devem ser desobedecidos nesse ensinamento ou mando pontual porque o católico está obrigado à obediência absoluta a Deus que expressa a sua Vontade na Doutrina (etc..). O novo argumento que tem corrido hoje é de que o Espírito Santo não abandonaria a sua Igreja permitindo a confusão na hierarquia... contudo, como já se deve ter entendido neste parágrafo, a Vontade de Deus expressa-se inequivocamente na Santa Doutrina de sempre a qual todos os católicos estão obrigados (sejam eles da hierarquia ou não). Esta condição é,  portanto, regra obrigatória e referência máxima pela qual os grandes santos foram pautados e por isso canonizados. Esta condição é a mesma que tem de estar satisfeita para num acto (pronunciamento) que se queira fazer como Infalível (por exemplo, na infalibilidade Papal).

- HERESIA: Esta existe unicamente quando há uma afirmação que não esteja em acordo com a Santa Doutrina (que é imutável e infalível). Contudo, tal heresia pode não estar formalizada como tal: seria o exemplo de além ter feito a afirmação de que Deus não é trino sem que as autoridades da Igreja o saiba ou sem que elas se tenham pronunciado a respeito do indivíduo. A heresia passa a ser formal quando o indivíduo, depois de ter afirmado a heresia, a continua a sustentar depois de ter sido confrontado com as explicações da Doutrina por parte de um representante da Autoridade da Igreja. Ninguém, portanto, é dado como herege formalmente (e fica assim claramente rompido o vínculo com a Santa Igreja), por mera ignorância e sem vontade. Hoje a heresia nunca esteve tão propagada, e até estabelecida e todas as suas formas, sem que a Autoridade a afronte (por isso não tem havido "heresia formal" nem oficialmente hereges - na minha opinião é a prova mais frontal de uma Apostasia Geral, curiosamente "silenciosa").

- IGREJA: Deus, pessoalmente, na Pessoa do Filho (Jesus Cristo), fundou uma comunidade (Ecclesia - que traduzimos à nossa língua por Igreja e que significa Comunidade). A Igreja é constituída de: Igreja Militante (aquela que militamos aqui na Terra), Igreja Purgante ou Padecente (purgatório, onde as almas com custo de dor se vão libertando e purificando para alcançarem o Céu), Igreja Triunfante (o que costumamos chamar Céu). Por excelência esta é a Comunidade (letra maiúscula), portanto Igreja, e APENAS depois d'Ela foram inventadas outras igrejas (comunidades) que, ao longo de séculos e milénios, tentam de várias formas reclamar-se como sendo aquela que Deus fundou (ou, segundo algumas, que Deus teria hoje fundado...enfim). Uma das verdades doutrinais transmitidas pela Santa Igreja é de que fora d'Ela não há salvação possível (contando com os casos extraordinários do "baptismo de sangue" e "baptismo de desejo"). A Igreja é imaculada (não tem mancha), santa (dela não provêm qualquer pecado), inerrante (não tem erro)... contudo muitos católicos hoje, por não terem sido já doutrinados na Doutrina de sempre, não sabendo sequer o que é a Igreja (confundem-na) ficam chocados com uma Doutrina que sempre os seus antepassados conheciam, tinham como certa, e transmitiam. É famoso o caso de um degenerado teólogo pós-conciliar, hoje muito repetido, que disse que a Igreja seria santa MAS também pecadora - o que é uma corrupção do significado de "ser santa" que sempre foi transmitido  e abunda em grandes escritos sumamente aprovados ao longo de dois milénios - e por isto quando certos católicos rezam o Credo, chegados à parte do "Creio na Igreja, una, santa...", é como se estivesse a rezar com uma OUTRA crença (porque dão outro significado), ao mesmo tempo que as palavras se mantêm as mesmas (uma das características do modernismo).

14/02/12

QUE ESTRANHAS MANEIRAS...

"A maneira de tornar obrigatória a mudança da Missa tridentina pela missa de Paulo VI foi verdadeiramente inflexível e tirânica" 
(Courrier de Rome).

"A lei de S. Pio V, com uma antiguidade de 4 séculos, não pode ser suprimida por tortuosas manobras que tendem a eliminá-la, senão unicamente por um decreto de Paulo VI. E enquanto esse decreto não for promulgado pelo Papa (fechado e assinado) a Missa dita de S. Pio V conserva toda a sua vigência e valor"
(Corrier de Rome)

"O Novus Ordo Missae, olhando os elementos novos que contem... afasta-se de um modo impressionante, tanto no conjunto como em pormenores, da teologia católica da Santa Missa, tal como foi formulada na sessão XXII do Concílio de Trento"
(Breve Examen Crítico)

19/12/11

A NOVA MISSA EXISTE?! É "VIRTUAL"?!

"realidade" virtual
Acabo de ler a caixa de comentários do popular site Fratres In Unum e fico com a convicção de que ali estão resumidas várias posições relativamente à Missa tradicional e à nova missa. Tenho dificuldade em dizer "relativamente à Missa tradicional e à nova missa", pois para ser mais justo teria de dizer de outra forma, mas dizendo da outra forma não seria certamente entendido pela maioria dos leitores. Acontece que a maioria dos leitores está acostumado a ler e a conversar sobre o problema partindo de nomes e conceitos que não provêem da observação da realidade em si mas mas antes de uma interpretação divulgada e com cunho de autoridade. Ou seja, o que se confronta não é a realidade mas sim o que se diz dela.

O "abuso litúrgico" é um desses artifícios que obriga ao engano a quem o usa. Um abuso contra a liturgia é tudo menos litúrgico, pelo que seria mais claro "abuso anti-litúrgico". Assim temos visto tanta gente dizer que o problema relativo à nova missa é haverem "abusos litúrgicos", pois se antes os chamassem "abusos anti-litúrgicos" ficariam "desimpedidos" para acharem que o problema na nova missa é na verdade litúrgico (em si mesmo, portanto, o missal). O artifício enganador não pode ser obra de Deus e tem servido como fusível queimado no circuito.

Na tal caixa de comentários dizia alguém que o problema da nova missa são os "abusos litúrgicos", portanto, traduzindo, são os abusos anti-litúrgicos. Contudo tais abusos não costumam existir senão na nova missa, o que é caso para perguntar se eles não são até produto dela. Como sabemos, a nova missa é uma fabricação que excluiu de si os sinais da presença real de Nosso Senhor, a transubstanciação, e o sacerdócio da Ordem, portanto se há realmente algo claramente e estruturalmente abusivo é a própria missa nova, e é ela que fomenta assim os tais abusos anti-litúrgicos, pois ela é anti-litúrgica. Em suma, ela é o "abuso litúrgico" materializado preservado e mantido por culpabilização dos que são hoje acusados de cometerem "abusos litúrgicos".

14/11/11

CURIOSIDADES - OS CATÓLICOS E A NOVA MISSA

O que disseram os católicos nas últimas décadas, a respeito da Nova Missa? Há livros publicados sobre o assunto, da autoria de católicos preocupados, cultos, com profunda formação católica.

Discretamente, alguns sacerdotes continuaram a ser acolhidos por famílias com maiores responsabilidades sociais e católicas, e também assim a Missa Católica (a de sempre) foi mantida em oratórios e capelas particulares. Outros sacerdotes, como conheci eu dois em Portugal, ambos já falecidos, estavam condicionados pelos seus próprios Bispos, suficientemente ocultados aos olhos dos fiéis (ambos homens íntegros, sacrificados, muito instruídos). Estes sacerdotes-cativos, e semi-cativos, viviam assim condicionados para que os seus Bispos pudessem implementar as novas ideias, sem que os fieis notassem as diferenças, ou, pelo menos para não haver problemas com a autoridade Romana. Estes dois sacerdotes pertenciam, respectivamente, à arquidiocese de Évora, e à diocese da Guarda. Em Portugal houve vários sacerdotes que estavam assim "retirados" dos olhos dos fiéis para os Bispos esconderem o confronto com o "sempre" de que eles mesmos se foram afastando lentamente.

Há pouco mais de 5 anos, os católicos que já não conheceram a Missa Católica (a de sempre) julgavam aqueles que continuavam a frequentar a Missa tradicional e a guardar a Fé e Pensamento Católico (tal como eles sempre foram ensinados e guardados), tratando-os como velhos ignorantes agarrados a costumes superficiais. Alguns Bispos  referiram-se aos tradicionais católicos de sempre como sentimentais apegados ao passado. Tal ofensa nada tem de verdade e (ou melhor, tinha, porque apareceu um novo conceito de "tradicionalista católico" depois de 2007). Se quiséssemos ter a mesma falta de profundidade da análise, diremos que tais Bispos são superficiais, sentimentais, apegados a sonhos pouco católicos que lhes prometem tudo num futuro terreno. É incrível, estes Bispos veicularam assim a confusão, o estigma, levando os fiéis ao preconceitos errados sobre os seus irmãos católicos tradicionais (refiro-me ao conceito anterior à criação dos grupos "Ecclesia Dei"), e claro, sem saber, contra os inumeráveis milhões de católicos antigos, principalmente aquele que pertencem já à Igreja Triunfante, e foram muitos deles canonizados pela Santa Igreja.

Literalmente, aqueles que sempre mantiveram o que a Igreja ensinou, e receberam Dela, são hoje acusados de terem uma doutrina própria. Inacreditável... Isto acontece, este tipo de acusação vem mesmo por boca de algumas altas autoridade eclesiásticas. Como é possível!?... Como chegámos a esta situação... invertida situação, que para tirar a "pedra do sapato" se tenta criar uma "reserva" confortável em troca de "minimizações"!?

"Promulgação" da nova Missa a 3 de abril de 1969
pelo Papa Paulo VI
Depois do Concílio Vaticano II, sobretudo depois da fabricação do Missal de Paulo VI, houveram perseguições a padres e fiéis católicos por não abandonarem a Fé, ou parte dela, ou a interpretação tradicional dela. Como tornar isto compactível com uma suposta concordância de tal concílio com a Doutrina Católica? Se o Concílio Vaticano II foi entendido como ruptura com parte da Doutrina Católica de sempre (um "novo pentecostes da igreja"), fez sentido a perseguição de Bispos aos tradicionais católicos que não quiseram abandonar a "doutrina agora superada". Se os textos do Concílio Vaticano II foram entendidos como dimanados da mesma Doutrina Católica de sempre, e sem rupturas nem afastamentos, não faz sentido a diminuição (minimização, desgaste, desqualificação) de partes da doutrina, e desvalorização de tantos documento do Magistério Papal ordinário e, por outro lado, não faz sentido perseguir e estigmatizar os católicos que deram maior sinal de recusar abandonar, ou minimizar, a mesma Doutrina de sempre!

As atitudes episcopais tiveram impacto nos fiéis... muito!

Oito anos após a "promulgação" da nova Missa (Missal de Paulo VI) queixava-se um fiel católico:

"(...) levantarão a voz de protesto e pedirão que "censuras eclesiásticas" castiguem uma vez mais "a contumácia" do autor, do tradutor [deste livro] (...)". O que pensava este católico estava certamente bem fundada visto que tinha conhecimento do que poucos tinham, então diz: "


IMPORTANTE: Escrevi este artigo há algumas semanas, perdi-lhe as anotações e por isso fica incompleto, mas mesmo assim penso valer a pena publicá-lo. Lembro que o resto do artigo deveria mostrar como os fiéis se escandalizaram com a Nova Missa e como foram lentamente metidos numa onda que hoje se transformou num escuro oceano. Obrigado pela compreensão.

28/05/11

COLECTA PARA A MISSA DA FESTA DO "BEATO" JOÃO PAULO II


Hoje fui a uma missa Novo Ordo por certo acontecimento familiar. Não me chocou tanto que a acólita estivesse mal penteada, mas estive a tentar concentrar-me no meu terço. Contudo, ali onde estava,ao fundo daquela igreja barroca constuida para uma só Doutrina e para o Rito Romano de S. Pio V, com uma antiga imagem do Santo Condestável de armadura e bandeira, encomodou-me o que ouvi do sermão e as partes sacrílegas que o Novo Ordo faz questão de assegurar (muito disso me escapou por estar a rezar). Lá acabei o terço, acabáram o Novo Ordo, rumamos ao cemitério.

À imagem de uma outra pregação idêntica, na mesma igreja, embora por sacerdote diferente (ordenados ambos antes do CVII), foi pregada uma nova doutrina: para merecer ir ao céu bastariam as boas obras, sem mais. À ausência da explicação de "boas obras" ficou, por um lado, ao encargo de cada qual (certamente conforme o que a sociedade nestas últimas décadas tem entendido por "boas obras") e por outro lado foram dados exemplos que reforçam esse mesmo conceito de "boas obras": ser generoso, ajudar as pessoas (no sentido não católico), ser trabalhador etc... Em suma, as "boas práticas" e as "boas obras" estão hoje tão confundidas que se pregam indiferentemente de todo o tipo de ambões com a novidade de ser o mundo profano que dita a hermenêutica para lex orandi .

Na verdade não basta um somatório de boas obras (no sentido católicos que ali foi esquecido) para salvar a alma.

11/04/11

MISSAL DE PAULO VI AO AGRADO DE LUTERO


A "missa evangélica" de Lutero em que se distingue do Rito Romano? Lutero blasfemava contra a Santa Missa a qual chamava de "Missa Papista" (entre nomes piores) não por aspectos exteriores ou rúbricas mas por aspectos doutrinais. Foi à Doutrina contida no Rito que ele rejeitou. As diferenças doutrinais entre o Missal de S. Pio V e de Paulo VI são tão evidentes que o protestantismo acolhe o segundo Missal e sempre manifestou repulsa pelo primeiro.

A 8 de dezembro de 1973 o Consistório Superior das Igrejas da Confissão de Augsburgo manifesta-se sobre  o Novus Ordo Missae (Missal de Paulo VI). Eis um apanhado:

"Estimamos que nas presentes circunstâncias, a fidelidade ao Evangelho e à nossa tradição não nos autoriza a opor-mo-nos à participação dos fiéis da nossa Igreja na celebração eucarística católica.

O carácter da celebração

É necessário, contudo, agir com discernimento e sabedoria. Não deveria aceitar-se o convite de outra Igreja para lá do que é possível reconhecer-se, pessoalmente, na sua celebração eucarística, a celebração da Ceia tal como o Senhor a instituiu. Dadas as formas actuais da celebração da Ceia eucarística na Igreja católica e em razão das presentes convergências teológicas, muitos dos obstáculos que poderiam ter impedido um protestante de participar naquela celebração eucarística, parece estar em vias de desaparecimento. Hoje deveria ser possível para um protestante reconhecer na celebração eucarística católica a Ceia instituída pelo Senhor.

10/04/11

MEMÓRIAS de 1978 - "NOVUS ORDO MISSAE" EM CASA PROTESTANTE


Cardeal Georg Basil Hume




















L'Oservatore Romano (23 de junho de 1978):

"Pela primeira vez na história, uma missa de rito católicos romano foi celebrada na capela (protestante) do palácio de Wastminster. Foi rezada pelo Arcebispo, Cardeal George Basil Hume o.s.b., pelo motivo do aniversário da decapitação de Tomás Moro, ocorrida a 6 de junho de 1535."

Na época a revista Roma (nº 55), da FSSPX, respondeu a este acontecimento com o direito canónico: 

Canon 823: "Não é lícito celebrar Missa num templo de hereges ou cismáticos, ainda que noutro tempo tivesse sido devidamente consagrado ou benzido."
Simbólico... Palavras para quê!?

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