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30/08/18

ROMA CONDENA - A CONDENAÇÃO DE D. MARCEL LEFEBVRE


[Artigo que ficou incompleto em Maio de 2011]

Durante uma semana recebi represálias de um falso amigo, que não teve mãos a medir para acusar-me falsamente. Entre acusações de cisma, heresia e tanto mais, entre tamanhas injustiças pensei no quão pior foi o percurso odioso em que os maus judeus acusaram e julgaram a Nosso Senhor. Teríamos defendido a Cristo se tivéssemos a mesma oportunidade, ou condenar-Lo-íamos dando o exemplo da autoridade, o Sinédrio, como desculpa?

Se há coisa que os cristãos têm de ter em grande conta é a justiça. Às mãos da justiça injustamente foi condenada a JUSTIÇA. Que absurdo tão grande, e tão grande foi que seria impossível repetir ou ultrapassar a proeza. Outros casos menores haverá, sem que alguém possa dizer "eu nem seria capaz de condenar uma pessoa inocente". Não?! Que farias?! Ouvirias o acusado, reflectirias, darias o benefício da dúvida, agirias de boa fé? Veremos então!...

Aquele tal "amigo" teria recebido mais benesses de Deus que o próprio judas? Judas traiu aquele que era o seu próprio Caminho. Que absurdo!

Acusaram-me de seguir um "excomungado". Seguir a Cristo é seguir um excomungado ou cismático, visto que as autoridades não lhe deram melhor sentença, deram-lhe sentença para lá do mais baixo, condenado ocultadamente [incompleto]

E já que não posso defender a Cristo no julgamento feito, posso defender todos aqueles que são acusados injustamente.

[incompleto]

08/07/18

UM GRANDE EXEMPLO - Fotos

Um Arcebispo injustiçado e incompreendido, mas amado e respeitado quando conhecido.

Colectânea de 95 fotos "Marcel Lefebvre (1905 - 1930)"


11/01/17

SERMÃO - na 1ª MISSA do Pe. DANIEL MARET

Sermão de Mons. Lefebvre na 1ª Missa do Pe. Daniel Maret:


23/07/16

D. MARCEL LEFEBVRE: COMO PORTUGAL, REEDIFIQUEMOS A CRISTANDADE


Em 1969, a revista portuguesa anti-católica (mas anunciada como católica), de nome GEDOC, publicou este artigo, intitulado "Mrg. MARCEL LEFEBVRE":

Papa Pio XII com o seu Delegado Apostólico D. Marcel Lefebvre, Arcebispo de Tulle.
""a exemplo de Portugal, é preciso reedificar a cristandade" [Mrg. M. Lefebvre]
O boletim do "Cercle dínformation civique et sociale" (51, Rue de la Pompe, Paris - 16) publica o texto de uma conferência de monsenhor Marcel Lefebvre, antigo geral dos Padres Espiritanos, pronunciada em Paris no decurso de um jantar organizado pela Union des intellectuels indépendants, a que preside M. François Cathala.
Depois de ter falado da crise moral contemporânea e da situação relativamente florescente do catolicismo sob o pontificado de Pio XII, "papa excepcional", - o prelado traçou a história do Concílio que "desde os primeiros dias foi invadido pelas forças progressistas" e falou da maneira "escandalosa" como foi atacada a Cúria.
Fazendo notar que Vaticano II não foi, como os concílios precedentes, de carácter "dogmático", monsenhor Lefebvre foca a profissão de fé de Paulo VI: "É um acto que, sob o ponto de vista dogmático é mais importante que todo o Concílio (...). Empenha a fé da Igreja (...). É sobre a fé católica e romana reafirmada pelo sucessor de Pedro, que se impõe, reconstruir a cristandade... com os princípios que serviram para a sua construção".
Depois de ter pronunciado o elogio de Salazar, homem "excepcional", "admirável", "profundamente cristão" - o orador acrescentou entre outras coisas:
"O que Portugal fez, não há razão alguma para que nós o não possamos fazer também. Não há razão que impeça reconstruir a sociedade cristã, a família cristã, a escola cristã, a corporação cristã, a profissão cristã e o Estado cristão. Seria duvidar da nossa fé. Só os nossos sucessores tirarão proveito disto, talvez: pouco importa!""
Evidentemente, D. Marcel Lefebvre referia-se à sociedade, a vida das pessoas, a moral, recta intenção, não apenas aos sacramentos e doutrina (estas últimas são ordinariamente de primeira linha, quanto à Fé e à salvação da alma; usadas em contradição às outras levariam ao degredo acabando em idolatria). O elogio feito a Salazar não significou o elogio à república; nem o Estado Novo (de Salazar) foi realmente republicano: o Estado Novo foi a nossa monarquia em espera do seu rei ausente (ao Cardeal Patriarca de Lisboa, António Cerejeira, Salazar, certa vez confessou que "sempre me senti vocacionado para ser Ministro de um Rei absoluto" - eis um Marquês de Pombal bom). Salienta-se, mais que tudo, a referência de Mrg. Lefebvre a Portugal e à Cristandade.

11/08/14

DO LIBERALISMO À APOSTASIA - PREFÁCIO (com comentários)

Com submissão à minha actual condição, proponho apresentar o Prefácio do livro "Do Liberalismo à Apostasia" (D. Marcel Lefebvre) com notas explicativas (apresentadas depois do dito prefácio):

"A ideia de escrever este livro surgiu na sequência de algumas conferências sobre o liberalismo, feitas para os seminaristas de Ecône. Estas, tiveram por finalidade o esclarecimento da inteligência dos futuros sacerdotes a respeito do erro mais grave e nocivo dos tempos modernos, e permitir-lhes fazer juízos sobre as consequências e manifestações do liberalismo e do "catolicismo liberal".

Os "católicos liberais" introduzem os erros liberais no interior da Igreja e nas sociedades já pouco católicas. É muito instrutivo reler as declarações dos papa a este respeito e comprovar o vigor das respectivas condenações.

É de grande utilidade relembrar a provação de Pio IX a Louis Veuillot, autor do admirável livro "A Ilusão Liberal", e a do Santo Ofício a D. Felix Sardá e Salvany para "O Liberalismo é Pecado".

Que teriam pensado estes autores se houvessem comprovado, como nós actualmente, que o liberalismo é rei e senhor no Vaticano e nos episcopados?

Destes factos segue a urgente necessidade de que os futuros sacerdotes conhecerem este erro. Pois o "católico liberal" tem uma falsa concepção do acto de Fé, como bem o mostra D. Félix (cap. VII). A Fé não seria mais uma dependência objectiva da autoridade de Deus, mas um sentimento subjectivo, que em consequência, respeita todo o tipo de erros, nomeadamente os religiosos. No seu cap. XXIII, Louis Veuillot mostra que a nota fundamental da Revolução Francesa de 1789 é a independência religiosa, a secularização da sociedade, e em definitivo a liberdade religiosa.

O Padre Tissier de Mallerais, Secretário-geral da FSSPX, encorajado pelo Superior-geral, teve a ideia de completar e organizar este conjunto de conferências e publicá-las, para que possam também ser úteis a outros além dos seminaristas.

Enquanto este trabalho estava em andamento, aconteceu em Assis a mais abominável manifestação do catolicismo liberal, prova visível de que o Papa e aqueles que o aplaudem têm falsa noção de Fé, noção modernista que faz tremer todo o edifício da Igreja. O próprio Papa assim anuncia na sua alocução de 22 de Dezembro de 1986 aos membros da Cúria Romana.

Com o fim de guardar e proteger a Fé católica da peste do liberalismo, parece-me que este livro chega em momento muito oportuno, fazendo eco das palavras de Nosso Senhor: "Aquele que crê será salvo, aquele que não crê se condenará"; é esta a Fé que o Verbo de Deus encarnado exige de todos aqueles que querem ser salvos. A Fé foi causa de sua morte, e seguindo seu caminho todos os mártires e testemunhas que a professam. Com o "liberalismo religioso", não há mais mártires nem missionários, mas somente destruidores da religião reunidos em volta da promessa de um paz meramente discursiva.

Longe de nós tal liberalismo, sepultura da Igreja Católica. Seguindo Nosso Senhor, levamos o estandarte da Cruz, único sinal e única fonte de salvação.

Que Nossa Senhora de Fátima, no 70ª aniversário de sua aparição queira abençoar a difusão deste livro, que faz eco às suas predições."

Ecône, 13 de Janeiro de 1987
Festa do Baptismo de Nosso Senhor.

Um dos momentos mais demolidores na história da Igreja: João Paulo II beijando o Corão.

Notas:

1 - a) "A ideia de escrever este livro surgiu na sequência de algumas conferências sobre o liberalismo, feitas para os seminaristas de Ecône."

Tanto o tema é relevante, que não bastou uma palestra, mas sim uma série de palestras aos seminaristas de Econe. E mais que isso, é tudo reafirmado e reforçado pela decisão posterior de coloca-las em livro. O liberalismo é tema incontornável na formação cristã dos nossos tempos, portanto.

b) "Estas [palestras], tiveram por finalidade o esclarecimento da inteligência dos futuros sacerdotes a respeito do erro mais grave e nocivo dos tempos modernos, e permitir-lhes fazer juízos sobre as consequências e manifestações do liberalismo e do "catolicismo liberal".

Veja-se o peso e gravidade dados para o conhecimento do claro do liberalismo! As palestras não foram uma mera formação, e sim um grande e especial esforço, para capacitar os futuros sacerdotes da FSSPX, face ao escorregadio liberalismo. O liberalismo teve o seu tempo especial no séc. XIX, mas continuou já de forma menos exterior, e convergiu no modernismo.

2- a) "Os "católicos liberais" introduzem os erros liberais no interior da Igreja e nas sociedades já pouco católicas."

Não diz que os liberais se introduziram na Igreja, mas sim que os erros liberais se introduzem por meio de católicos (é importante distinguir). Embora óbvio há que expor que o "católico liberal" é aquele que, não deixando de ser católico tem pensamento liberal, ou mentalidade liberal (culpavelmente, ou não - porque há erros que o liberalismo passou às sociedades à raiz da cultura). A tradução brasileira do livro diz que a introdução de erros é feita nas sociedades "ainda católicas", mas a versão espanhola diz "todavía poco católicas"; com base nas duas traduzo "já pouco católicas". São as sociedades que já estão fragilizadas no seu pensamento as que vão permitindo a introdução do pensamento liberal, e o gradual assentamento deste.

b) "É muito instrutivo reler as declarações dos papas a este respeito e comprovar o vigor das respectivas condenações."

O pensamento da Igreja manifestou-se sempre numa mesma direcção, da qual o liberalismo tende a relativizar ou afastar-se.
3 - "É de grande utilidade relembrar a aprovação de Pio IX a Louis Veuillot, autor do admirável livro "A Ilusão Liberal", e a do Santo Ofício a D. Felix Sardá e Salvany para "O Liberalismo é Pecado"."

Estas obras não são a "Sagrada Escritura" livre de imperfeição, certamente. Mas, nelas a linha tomada é a certa, com boa orientação de leitura. "O Liberalismo é Pecado" tem algumas insuficiências para aquilo que hoje seria necessário  dizer. Alguns católicos mais distraídos, quando tomam o título "O Liberalismo é Pecado", deveriam ter mais presente a distinção entre pecado culpável, e pecado não culpável; mais lhes conviria que o título fosse "O Liberalismo é Pecado culpável, ou não culpável". O liberalismo existe também "culturalmente", e marcou as sociedades no séc. XIX, principalmente, ao ponto de muitos daqueles que se posicionaram publicamente contra o liberalismo também tinham alguma marca dele.

4 - "Que teriam pensado estes autores se houvessem comprovado, como nós actualmente, que o liberalismo é rei e senhor no Vaticano e nos episcopados?"

Sem dúvida! Mas o que pensarão os liberais de hoje a respeito das autorizadíssimas criticas que foram dirigidas ao liberalismo no passado? Roma faz Bispos, os Cardeais elegem um Papas segundo o parecer individual que tenham, e para onde tendem; assim se estrutura uma influência de pensamento que, evidentemente sempre terá os seus polos "direita" "esquerda", ou "conservadores" e "liberais". Liberais dos liberais!? Sim, a tendência é essa, a história o demonstra: em casos como estes apenas a ala mais à "esquerda" fica conotada como "liberal", sendo que todos já o são de maneira menor e com poucas probabilidades de o reconhecerem.

5 - a) "Destes factos segue a urgente necessidade dos futuros sacerdotes conhecerem este erro."

Os futuros sacerdotes desse tempo são agora sacerdotes de meia idade. Para "conhecerem este erro" há que interessar-se também pelos movimentos liberais ocorridos no séc. XIX por todo o mundo cristão; cada Reino seu caso.

b) "Pois o "católico liberal" tem uma falsa concepção do acto de Fé, como bem o mostra D. Félix (cap. VII)."

Já vi quem tomasse estas certíssimas palavras como definição de "liberalismo". O "católico liberal" têm também muitas outras falsas concepções, como produto dos pressupostos liberais. A dificuldade do católico liberal, relativamente ao conceito de Fé, por exemplo, reside no posicionamento que tem relativamente à verdade em geral, e liberdade. Na verdade, um liberal tende a achar que há terceira via entre o certo e o errado, que existe um espaço neutro onde gostaria de permanecer, que há uma independência entre as coisas e a realidade (incluindo as religiosas), e assim que incomodado o liberal estará pronto a clamar por "liberdade" contra a dependência que lhe negua as falsas independências e falsas liberdades. Quanto à Fé acontece o mesmo: o "liberal católico" tende a ver a Fé como algo à parte da Verdade.

c) "A Fé não seria mais uma dependência objectiva da autoridade de Deus, mas um sentimento subjectivo, que em consequência, respeita todo o tipo de erros, nomeadamente os religiosos. No seu cap. XXIII, Louis Veuillot mostra que a nota fundamental da Revolução Francesa de 1789 é a independência religiosa, a secularização da sociedade, e em definitivo a liberdade religiosa."

Não se vá pensar que a nota fundamental do liberalismo é a "independência religiosa, a secularização da sociedade, e em definitivo a liberdade religiosa", pois o mesmo se diz da Revolução Francesa, por exemplo. Assim, até nos reinos católicos em que o liberalismo militante tentava dominar, vários católicos tomaram também o partido liberal sem intenção alguma de ferir a Religião. Vemos também o liberalismo militado a não dispensar a Religião (mesmo quando perseguiu o clero "absolutista" e promovendo e provocando o aparecimento de um clero liberal), alguns católicos que apoiaram a revolução liberal pedindo a Deus por isso, vemos também como alguns poetas aclamaram pela falsa liberdade, num verso, e pela Providência Divina, no verso seguinte. Se a Revolução Francesa tem um fundo de laicização, que o tem garantidamente, isso não é tanto por via da intenção geral de boa parte dos seus aderentes de então, e viu-se como o foi a consequência posterior (que veio a desagradar a uma parte desses iniciais participantes). O liberalismo é um outro fenómeno, mas ambos levaram necessariamente às más consequências, como são: a "independência religiosa, a secularização da sociedade, e em definitivo a liberdade religiosa.". Na verdade, o liberalismo antecede a Revolução Francesa e encontra corpo no modelo Inglês de poder (cobiçado por insatisfeitos nobres da França); preparando a França para um sistema de poder liberal, ficaram abertas as portas a todas as maleitas, de tal modo que rolaram as cabeças dos nobres que desejaram tal "poder partilhado". Os ideais de igualdade começaram com o desejo de muitos daqueles nobres quererem ser como reis, logo os seguiu parte do Povo que queria ser como nobres, e assim tal desejo se fez "carne", habitou entre eles, e tomou falso nome de "igualdade". Já a falsa liberdade, na qual assenta mais directamente o movimento liberal, nome e falso conceito que lhe dá nome, encontra-se bem expressa numa crença de que qualquer tipo de governação, pública e privada (mesmo a pessoal), não têm qualquer outra dependência que a vontade dos intervenientes (é na verdade um despotismo partilhado, e não um dever submisso às verdades eternas e às pessoas legítimas). O que o liberalismo politicamente contesta é a Monarquia Tradicional, à qual difama chamando "absolutista", porque ela é MONO e não PLURI: quer ver-se "livre" do poder do legítimo, e quer tomar o poder sem se sujeitar ao que os tradicionais reis se sujeitavam: o poder divino, a Lei divina, a Tradição, os bons-costumes etc etc ... Igualados, gradualmente, haveria de cair toda a ordem da Cristandade: desde os Reis aos Papas; pois a Verdade perdia na terra os seus suportes, o seu corpo social, e ia abandonando o coração do homem e esterilizando o solo às gerações futuras (não fosse a Graça, ter outras regras e fonte).

 6 - "O Padre Tissier de Mallerais, Secretário-geral da FSSPX, encorajado pelo Superior-geral, teve a ideia de completar e organizar este conjunto de conferências e publicá-las, para que possam também ser úteis a outros além dos seminaristas."

O Padre Tissier de Mallerais e hoje Bispo. Este facto reforça ainda mais os reforços apresentados no nosso ponto e alínea "1 - a)". O facto do Superior-geral ter encorajado tal acção é mais outro reforço a juntar aos muitos. A importância do tema, já abordada, relativamente à preparação dos sacerdotes, é agora lançada aos católicos em geral. Isto é reconhecer que o assunto é vital aos católicos, e deve ser conhecido e bem identificado, para possibilitar juízos realistas, evitando grandes males e promovendo bens (e impossibilitando a confusão de uns com outros).

7 - a) "Enquanto este trabalho estava em andamento, aconteceu em Assis a mais abominável manifestação do catolicismo liberal, prova visível de que o Papa e aqueles que o aplaudem têm falsa noção de Fé, noção modernista que faz tremer todo o edifício da Igreja."

O encontro de Assis foi um acontecimento histórico que prova: uma "apostasia ingénua" por parte do Papa João Paulo II, e a falta de potabilidade da actual hierarquia católica. Necessariamente, a sua noção de Fé não é católica; mas pergunto-me se a crença daquelas falsas religiões ali reunidas é a original delas, ou se também para eles este acontecimento de Assis acontecimento representa uma "traição" aos seus fundamentos!

b) "O próprio Papa assim anuncia na sua alocução de 22 de Dezembro de 1986 aos membros da Cúria Romana."

(Quem tiver este documento, diga.)

8 -  a) "Com o fim de guardar e proteger a Fé católica da peste do liberalismo, parece-me que este livro chega em momento muito oportuno, fazendo eco das palavras de Nosso Senhor: "Aquele que crê será salvo, aquele que não crê se condenará"; é esta a Fé que o Verbo de Deus encarnado exige de todos aqueles que querem ser salvos."

Sem a Fé não se é salvo. A Fé é dada por Deus, não a podemos obter apenas por merecimento. Ao olharmos os feitos e os ditos do Papa João Paulo II, quase não podemos considerar de forma diferente: se, nos últimos instantes, este Papa acreditou como tinha acreditado até então, não obteve a salvação, porque não terá recebido a graça necessária para a Fé. Mas ... hoje, João Paulo II está colocado nos altares, como se um não canonizável pudesse ser canonizado apenas por acto de mera formalidade!

b) "A Fé foi causa de sua morte, e seguindo seu caminho todos os mártires e testemunhas que a professam. Com o "liberalismo religioso", não há mais mártires nem missionários, mas somente destruidores da religião reunidos em volta da promessa de um paz meramente discursiva."

O Papa Bento XVI recentemente pediu para rezarmos pela paz. O motivo: terminar com a chacinada de católicos no Médio Oriente. No passado pedia-se para Deus dar fé e coragem aos católicos até ao último momento, para alcançarem a palma do martírio, e para que houvesse conversões. Hoje, pede-que nada disso aconteça, em nome da "paz". Se o sangue dos mártires foi fermento na Igreja, atitudes como as de agora só darão resultados opostos ...

9 - "Longe de nós tal liberalismo, sepultura da Igreja Católica. Seguindo Nosso Senhor, levamos o estandarte da Cruz, único sinal e única fonte de salvação. Que Nossa Senhora de Fátima, no 70ª aniversário de sua aparição queira abençoar a difusão deste livro, que faz eco às suas predições."

É notável como ao combate ao liberalismo Mons. Lefebvre associa Nossa Senhora de Fátima. Depois como se vê, escolhe o dia 13 de Janeiro, dia do Baptismo de Nosso Senhor, para escrever este prefácio.

15/05/14

CARTA A CARDEAIS E BISPOS - ASSIS (D. Marcel Lefebvre)

Carta Que Foi Enviada a Vários Cardeais e Bispos

João Paulo II beijando o Corão

Ecóne, 27 de Agosto de 1986
Eminência,


Perante os acontecimentos que estão ocorrendo na Igreja e cujo autor é o Papa João Paulo II, ante aquilo que se propõe realizar em Taizé e em Assis no mês de Outubro, não posso deixar de dirigir-me a Vós, para suplicar-vos, em nome de muitos sacerdotes e fiéis, que salveis a honra da Igreja, humilhada como nunca o fôra ao longo da histórica.

Os discursos e acções do Papa João Paulo II em Togo, em Marrocos, na Índia, na sinagoga de Roma, suscitam nos nossos corações uma santa indignação. Que pensam disto os Santos, e as Santas do Antigo e Novo Testamento? Que faria a Santa inquisição, se ainda existisse?

Zomba-se publicamente do primeiro artigo do Credo e do primeiro mandamento do decálogo por aquele que está sentado no Trono de Pedro. O escândalo é incalculável nas almas dos católicos. A Igreja foi abanada nos seus alicerces.

Se a Fé pela qual cremos que a Igreja é única para a salvação desaparecer, é a própria Igreja que desaparece. Toda a sua força, toda a sua actividade sobrenatural tem por base este artigo da nossa Fé.

Continuará João Paulo II destruindo a fé católica, publicamente, particularmente em Assis, com o desfile de "religiões" previsto nas ruas da cidade de S. Francisco, distribuindo tais "religiões" pelas capelas e Basílica para executar um culto em favor da paz, tal como é concebida pela O.N.U.? Foi isto anunciado pelo Cardeal Etchegaray, encarregado de este abominável Congresso das "religiões".

Pode conceber-se que voz alguma autorizada se levante na Igreja para condenar estes pecados públicos? Onde estão os Macabeus?

Eminência, pela honra do único e verdadeiro Deus, de Nosso Senhor Jesus Cristo, protestai publicamente, vindo em auxílio dos Bispos, padres e fiéis que continuam católicos.

Eminência, tomo a liberdade de intervir junto de Vós, é porque não posso duvidar dos vossos sentimentos a este respeito.

Este apelo dirijo-o ainda aos Cardeais cujos nomes se seguem para que eventualmente possais actuar junto deles.

Eminência, que venha o Espírito Santo em vosso auxílílio, Eminência, e dignai-vos aceitar a sincera e fraterna expressão dos meus sentimentos em Cristo e Maria.

+ Marcel lefebvre
Arcebispo-Bispo emérito de Tule

05/01/13

D. ESTÊVÃO BETTENCOURT - A DECADÊNCIA APOLOGÉTICA III



S. Tomás de Aquino
(continuação da II parte)

Será que o autor recorre à Doutrina da Igreja, ao Tomismo, aos Santos Doutores da Igreja para fim de comparar e julgar? Será que recorre ao senso comum e aos textos do Concílio Pastoral tomando-o como tabela Doutrinal?

O “O Caso Lefebvre” distribui-se desta maneira: Em síntese, D. Lefebvre: a pessoa e suas ideias, Reflexões, Conclusão.

O artigo foi para mim uma surpresa logo desde a primeira página. Tão emaranhado de irregularidades e tão carente de argumentação que se me coloca um sério problema metodológico:  Como abordar um texto que, para lá de ter tantos e variados erros, é ele mesmo um desatino? E como se explica que o seja, vindo de quem vem?


I
JUÍZOS ESTRANHOS TORNADOS PREMISSAS FUNDAMENTAIS

Logo nos primeiros passos, lamentavelmente, o autor alarma os seus leitores com falsa e grave notícia: teria havido um cisma com as Sagrações Episcopais dos Bispos da FSSPX (as quais chama de “ordenações”). O motivo das Sagrações, o qual leva à impossibilidade canónica das supostas excomunhões, fica assim ocultado ao “fiel alvo”.

Tamanha omissão falseia toda uma perspectiva.

D. Estêvão, tendo lido obras e sermões do Arcebispo D. Marcel Lefebvre, não não teve cuidado e justiça em apresentar aos leitores os motivos e enquadramento canónico que dão por inexistentes tais “excomunhões”. E este é um ponto FUNDAMENTAL, incontornável, que, sendo omitido, suja a opinião pública face ao bom-nome de D. Marcel Lefebvre. O autor chega assim a um extremo desconcertante, e custa a crer que ignore que, para tratar a vida e obra de outrem, tenha de recorrer às fundamentações e convicções expressas de outrem.

Só por si, sem mais, a apresentação e explicação dos motivos de Mons. Lefebvre a respeito das excomunhões seriam suficientes para anular este “O Caso Lefebvre”. Supondo que o autor, por ignorância, acreditasse ter havido um cisma, porque se preocuparia então em em redigir páginas bastando dizer que os cismáticos não são católicos, não se podem salvar nem podem ser seguidos pelos católicos? Não teria assim bastado um parágrafo em substituição de uma tese que PULA justamente a questão em torno do “cisma”?

(terá continuação s.D.q.)

23/10/12

07/05/12

QUERO SER MODERNISTA!...

Com os artigos publicados, contando com os ainda retidos, este é o milionésimo primeiro. Portanto, o marco dos 1001 artigos. Como comemorar estas "1001 noites" depois de um fenómeno lunar incrível? Nada melhor que um artigo pequeno e concentrado, tal como um monumento.

Dirijo-me em especial aos "tradicionalistas católicos", ou sei lá que nome dar, mas excluindo a versão de "tradicionalistas" que apareceu APENAS com o fenómeno Ecclesia Dei. Como se sabe, dizem agora que os "tradicionalistas" verdadeiros nada têm que ver com Mons. Lefebvre e sim com a Ecclesia Dei, contudo, a Ecclesia Dei é muito mais recente que os "tradicionalistas". Enfim...


Vou dar razões para que os tradicionalistas se convertam ao modernismo:

1 - Estar em plena comunhão doutrinal com Roma e com o Papa;
2 - Não ter de andar dezenas, centenas e até milhares de Km para ir à Missa;
3 - Acabar com o estigma de "excomungados";
4 - Não ter mais dores de cabeça pelo que dizem os familiares, amigos, e vizinhos;
5 - Poder ser levado à sério quando se diz "aceito o Summorum Pontificum";
6 - Poder levar à sério o Summorum Pontificum e frequentar as duas Missas;
7 - Acabar com a interior e permanente inquietação relativamente à graça de estado do Papa;
8 - Continuar a gostar de paramentos antigos sem haver preocupação de não haver dinheiro para os comprar;
9 - Poder ir à Missa em templos históricos;
10 - Poder pecar mais um pouquinho, e abraçar uma doutrina mais "tolerante";
11 - Poder ir para Seminários em qualquer parte do planeta e em edifícios históricos;
12 - Poder ser monge num mosteiro que é ao mesmo tempo milenar com internet e tudo;
13 - Poder namorar muito mais e casar muito menos, e não ter de andar tão preocupado com a escolha da noiva;
14 - As mulheres podem desobedecer a S. Paulo e não cobrirem a cabeça dentro do templo.

Por último, e para tranquilizar os mais escrupuloso, poderão continuar a criticar o Concílio Vaticano II em privado (apenas), pois o mal dizer é "permitido" desde que não seja em contextos muito formais e sérios, como aconteceu com o IBP.

Caro tradicionalista... converta-se já por completo... Mais vale hoje que andar a arrastar-se, e um dia ser conotado pelos seus netos como Maria-FOI-com-as-outras. Ouuuu ... não aceite nada disto.... é o melhor!

25/03/12

25 de Março - A IMACULADA, PORTUGAL, MONS. LEFEBVRE


Quero salientar deste dia o aniversário da coroação da Imaculada Conceição como Rainha e protectora de Portugal (pelo Rei D. João IV) e comemoramos também a partida de D. Marcel Lefebvre, insigne defensor da ortodoxia da Santa Igreja.

D. Marcel Lefebvre, o grande defensor do catolicismo, faleceu  a 25 de Março.
Vila Viçosa, onde se encontra o Santuário Nacional, dedicado à Imaculada Conceição, foi iniciado como modesto tempo mandado construir, nada mais nada menos, que por D. Nuno Alvares Pereira (o Santo Condestável de Portugal).

“Cortes de Lisboa principiadas a 28 de Dezembreo de 1645, e acabadas a 16 de Março de 1646. Nelas fez a Oração da abertura o Bispo Capelão Mór. (Collecç. Da Acclamaç. Do Monsenhor Hasse, T. II, n.1) (…) Nestas Cortes foi tomada a Senhora da Conceição por Padroeira do Reino com 50 cruzados de ouro de censo à sua Imágem de Vila Viçosa, e se mandou jurar a mesma Conceição, como consta da Carta de 25 de Março de 1546. (Liv. V das Propr. Pag 361, e Liv. II das Chap. Pag. 104 v)” (Memórias de Literatura Portuguesa, Vol II, pag. 104)

"Em 25 de Março de 1646 sob proposta do Rei D. João IV, as Cortes reunidas aprovaram a escolha doSantuário de Vila Viçosa para sede e solar da Padroeira de Portugal - Nossa Senhora da Conceição.

Foi aquele mesmo Rei que consagrou a Nação Portuguesa a Nossa Senhora da Conceição e A proclamou nossa Padroeira e Rainha. São do seguinte teor as palavras da provisão régia datada, precisamente, de 25 de Março do ano acima referido:

"Estando ora juntos em cortes com os três estados do Reino lhes fiz propor a obrigação que tínhamos de renovar e continuar esta promessa (de D. Afonso Henriques) e venerar com muito particular afecto e solenidade a festa de Sua Imaculada Conceição. E nelas, com parecer de todos, assentámos de tomar por padroeira de Nossos Reinos e senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição… e lhe ofereço de novo… à Sua Santa Casa da Conceição sita em Vila Viçosa, por ser a primeira que houve em Espanha desta invocação, cinquenta escudos de oiro, em cada um ano em sinal de Tributo e Vassalagem…"

Desde a eleição da Padroeira, os Reis de Portugal nunca mais colocaram a coroa na cabeça. Em ocasiões solenes, era ela depositada sobre uma almofada, ao seu lado direito da Imagem.

Convém ainda recordar que no dia 28 de Julho de 1646, a Universidade de Coimbra prestou também o solene juramento determinado pelo Rei em carta de 17 de Janeiro do mesmo ano de 1646.

Em Setembro desse mesmo ano foram expedidas cartas para todas as Câmaras do país para que as autoridades e clero rectificassem o acto das Cortes.

Diz o cronista que "em cumprimento da ordem régia, celebraram-se nas cidade e vilas imponentes solenidades a que os povos se associaram com o maior entusiasmo".

Em 1648 D. João IV mandou cunhar medalhas de ouro e prata que correram como moeda, em honra da Padroeira de Portugal, tendo no reverso a imagem de Nossa Senhora da Conceição coroada de sete estrelas sobre o globo e a meia-lua, tendo aos lados o sol, o espelho, a casa de ouro, a arca da aliança, o porto e a fonte selada com a legenda: Tutelaris Regni. Foi, até, com duas destas moedas em ouro que o Rei pagou, nesse ano, o tributo prometido ao Santuário de Nossa Senhora de Vila Viçosa.

Mais tarde a 30 de Junho de 1654 o rei mandou expedir à Câmaras uma nova carta em que determinava que em todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares do Reino se pusesse, em uma pedra bem lavrada, a inscrição em latim que lembrava a resolução tomada pelo Rei e Cortes Gerais em 1646 de eleger Nossa Senhora como Padroeira de Portugal e de defender com juramento o privilégio de Sua Imaculada Conceição.

É curioso e muito significativo chamarmos aqui a atenção para o facto de que só 200 anos depois é que o Papa Pio IX definiu solenemente em Roma o mesmo privilégio de Nossa Senhora, como dogma de fé universal. Também não podemos deixar de referir que uma prestimosa instituição nacional que foi criada, a 8 de Dezembro de 1720, precisamente, em homenagem à Padroeira, a Academia Real de História.

Enfim, Nossa Senhora da Conceição tem sido através dos séculos, a honra e a glória da Nação e do Povo Português."

Quis Deus que neste dia 25 de Março viesse ao mundo S. A. R. o Príncipe da Beira e Duque de Barcelos D. Afonso de Bragança. Contento-me por viver e ter nascido em Portugal no Principado da Beira. Que Deus lhe dê longa vida e que venha a conhecer um dia e em profundidade a Doutrina de sempre que hoje anda tão "oficialmente" ocultada. E que faça sentido e apelo ser hoje o dia em que o grande defensor da ortodoxia católica partiu para a glória celeste, D. Marcel Lefebvre.

O Príncipe da Beira e legítimo sucessor, D. Afonso de Bragança, hoje aniversariante.
É sem dúvida um dia de grandes "coincidências" (dirão alguns) que são sinais para os mais cautelosos e tementes a Deus.

Todos estes assuntos são dignos não só de trato mais demorado para melhor proveito de todos. Voltaremos a eles.

09/08/11

MUITO CUIDADO - Não troquemos "MODERNISMO" por "CONCÍLIO"!!!

Muito cuidado! 

O assunto MODERNISMO vai lentamente desaparecendo dos discursos. Os blogues de católicos que sempre lutaram pela Tradição católica costumavam ter na boca o "modernismo" do qual o Concílio Vaticano II é fruto. Sempre soubemos que o modernismo antecede o concílio e se catapultou por ele. Mas hoje parece ajustar-se o passo com a opinião maioritária dos católicos: o Concílio seria como que uma estaca zero (a.CVII e d.CVII). Parecem ficar para último plano toda aquela fonte do mal, o que significa reforçar o ataque à consequência abandonando-lhe a causa. Muitos dirão, e com alguma razão, que o Concílio Vaticano II é causa de muitos problemas esquecendo que qualquer consequência de uma má causa é naturalmente também uma causa do mesmo mal. Não tardará a generalização da confusão dos modernistas conservadores: o "modernismo" visto como moda recente que, na prática, consistiria na existência de "abusos litúrgicos" por falta de decoro. O ignorar doutrinal em todas estas situações é uma marca modernista (para eles nada é uma questão doutrinal).

Ilusão óptica

As mentes tradicionalistas estão tão distraídas com as questões em torno do Concílio V. II que o começam a ter por cerne da questão. Para combater o efeito (consequência) nunca se pode colocar a causa como secundária nem confundir o problema com o seu efeito. O "modernismo" parece ser o grande assunto lentamente substituído por alguns dos seus efeitos. Um deles é a Nova Missa agora despistada com a condenação dos "abusos litúrgicos". Lembremos que as experiências do Novo Ordo já existiam antes do Concílio (outro tema recentemente esquecido é o do Movimento Litúrgico a partir da década de 20).

O combate aos "abusos litúrgicos" só serviu para proteger a Nova Missa dos seus próprios efeitos naturais (que artifício). Sempre que surgem são automaticamente rotulados como não naturais,  "frutos bastardos" (e tal vai despistando a bastardia da Nova Missa). É uma "guerra" de periferias: combatem efeitos para sem encararem as causas. Já agora, o "abuso litúrgico" é outro artifício: há sim erros litúrgicos, e a fronteira do "abuso" é uma brecha que dá para qualquer extensão...

Roma não quer comprometer-se com o Magistério "pré-conciliar", a estaca ZERO do Concílio V. II serve então aos seus actuais interesses. A discussão sobre o modernismo seria certamente uma discussão perdida para a Roma actual. Uma discussão jurídica sobre a "excomunhão" pretendida a Mons. Lefebvre e D. Castro Mayer (e os restantes 4 Bispos) seria perdida por Roma actual. Portanto, estes são dois casos: um jurídico e outro mais histórico-filosófico, ambos fáceis de demonstrar, mas que estão agora obstaculizados com:

02/03/11

MAÇONARIA E SEU PROGRAMA DE TOMAR A IGREJA - DOCUMENTOS RECONHECIDOS PELOS PAPAS

Vou pegar nas palavras de Mons. Lefebvre, no seu livro "Do Liberalismo à Apostasia", para fazer introdução ao que vai seguir. 

"Os papeis secretos da Alta Venda dos Carbonários que... [caíram em mão católica e foram levados às] mãos do Papa Gregório XVI, cobrem o período de 1820 a 1846. Foram publicadas a pedido do Papa Pio IX, por Crétineau-Joly em sua obra "LÉglise Romaine et la Révolution" (vol. 2, Ed. orig., 1859; reimpr. "Cercle de la Renaissance Français", Paris 1976. Mons. Delassus reproduziu em "La Conjuration Antichretienne", DDB, 1910, T. III, pg.1035  - 92.) Pelo Breve de aprovação dirigido ao autor em 25 de Fevereiro de 1861, Pio IX confirma a autenticidade dos documentos, mas não permitiu que fossem divulgados os nomes reais dos membros da Alta Venda implicados com esta correspondência. Estas cartas são pavorosas, e se os Papas pediram sua publicação foi para que os fiéis saibam da conspiração contra a Igreja (...)."

Vamos   ao mais importante das cartas:

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