Mostrar mensagens com a etiqueta Missal de Paulo VI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Missal de Paulo VI. Mostrar todas as mensagens

07/02/18

CONVERSAS - O RITO ROMANO


Transcrevemos de um debate no Facebook a parte final, onde o interveniente que defendeu a Missa Tradicional resumiu assim o que havia dito:

"Tradicionalista - nem há necessidade de discutir mais, porque o assunto está mais que trabalhado principalmente por outros:
1 - O Missal de Paulo VI não é nenhum melhoramento ou evolução do Missal de João XXIII. Quem o diz? O Card. Ratzinguer explica, e está publicado, que o Missal de Paulo VI não proveio da Tradição, mas que foi uma fabricação de gabinete. O próprio Mons. Bugnini, responsável na elaboração do dito missal, explica porque ele foi feito ( no seu livro "a Reforma Litúrgica"). Diz que a intenção no Missal de Paulo VI é criar uma formulação da Missa resultante da remoção de tudo o que da Fé católica pudesse não coincidir com a formulação luterana. Se até então a Igreja tinha considerado o Rito Romano como um edifício da Doutrina/Fé, com o Missal de Paulo VI todos os elementos da Fé que desautorizam a heresia protestante foram removidos (lindo! ). Por isso, os maiores críticos deste Missal não tiveram qualquer dificuldade em acha-lo "protestantizante". Além disto, também a sua elaboração foi acompanhada por 6 protestantes (depois recebidos por Paulo VI - existe a foto do momento, publicada no l'Observatore Romano) diz-se "protestantizado". Assim, como seria de esperar, e segundo o que vemos hoje, os católicos ficam abertos a "interpretações" protestantes a respeito das coisas cristãs, ou seja, verdadeiramente vítimas do escândalo que ali passivamente sofrem com a assistência àquelas Missas. Ex: a Doutrina Católica ensina que a Missa é "Santo Sacrifício", enquanto que hoje se diz e abusa de que a missa é a Ceia, e são raros os católicos que agora ouvem dizer "sacrifício".
2 - O projecto para um novo missal deste tipo não veio por via do Concílio Vaticano II, como querem dizer alguns, porque em sessão conciliar o mesmo projecto foi logo reprovado.
3 - O Missal que fixou o Rito Romano foi o chamado "de S. Pio V". 400 (ou 200!?) anos antes disto o Rito Romano tinha sido corrompido com inovações locais, aqui e ali os contaminados pela liturgice, os vaidosos "litúrgicos", e outros tantos motivos injustificáveis de inovações contrárias ao sentido e equilíbrio do Rito, produziram novas formas assentes em Missais. S. Pio V proibiu todos estes Missais alterados durante tal período, e manteve todos os mais antigos. O Missal de João XXIII não surge como uma nova formulação da Missa, mas sim como uma PUBLICAÇÃO, uma edição do Rito Romano fixado por S. Pio V, submetida (a regra é o de S. Pio V), agora com a introdução das rubricas (tipo de notas de rodapé, que antes existiam em outro livro externo), etc.. Como a regra do rito Romano na Missa é o de S. Pio V, a edição de João XXIII nunca fez a regra (o que permite por ele continuar a rezar os dois Confiteor, sem estar a violar coisa alguma). Vc. diz bem ao referir uma evolução no Rito Romano, e a Igreja o disse sempre... mas usa "evolução" como hoje o fazem os teólogos que seguiram a inovação, e perderam o anterior: com o sentido moderno marcado pelo "evolucionismo", e não segundo o pensamento católico (St. Tomás de Aquino).... vale MUITO a pena dizer algo sobre isto, e vai gostar:
a) Evolução não significa mutação, e estas são ideias na realidade opostas. Os evolucionistas dizem "evoluiu, porque mutou", e os católicos, e os clássicos sempre disseram precisamente o contrário. Repare.
b) Uma semente de roseira em POTÊNCIA contém a roseira, já com todas as características que virão etc... Quando a semente entra na terra e recebe as condições necessárias vai aparecendo gradualmente como roseira. Isto não é fruto de mutação.... isto é EVOLUÇÃO, porque gradualmente da POTÊNCIA se passa a ACTO. Evolução sempre tinha sido entendida como VÉU que cobre algo e que depois revela o que lá esteve sempre.
Passemos ao Rito Romano que foi ensinado por Nosso Senhor a S. Pedro (segundo a milenar tradição diz). A evolução que daqui podemos verificar não é mais que um desdobramento das mesmas verdades que sempre estiveram contidas no rito e que a seu tempo foram tomando visibilidade conforme a necessidade. Ex: em França nasceu a elevação da Hóstia na consagração, por necessidade que o grande espaço e quantidade de fiéis... Cristo imolado sempre foi dado em adoração, porque é aquele o momento em que está elevado na CRUZ (Santo Sacrifício da Cruz). A NÃO ELEVAÇÃO, anteriormente, expressava menos a realidade CONTIDA. Logo, é uma evolução verdadeira a precisão deste gesto associado ao Santo Sacrifício.
Parece-me o suficiente... Mas se tiver qualquer outra questão a este respeito, faça o favor de dizer."

Ainda que o autor da resposta tenha organizado as ideias por pontos, lembramos tratar-se de uma conversa de facebook, à qual há que dar o devido desconto.

Aproveitamos a ocasião para fazer uma queixa: ao queremos encontrar no Google uma foto de uma Missa Tridentina de aspecto mais SIMPLES, não conseguimos até ao momento... São todas muito brilhantes... enfim, coisas dos novos tempos! Continuaremos a procurar algo belo, mas mais sóbrio, porque faz falta.

18/02/17

"A VERDADE" - XXXII - Culto, e Imutabilidade

A VERDADE
ou
PENSAMENTOS FILOSÓFICOS
sobre os objectos mais importantes
Á RELIGIÃO, e ao ESTADO
 
por
Pe. José Agostinho de Macedo
 
LISBOA
Na Imprensa Régia
Ano 1814
----- /// -----
 
  
XXXII
 
Há um Culto Revelado Que Tem em Si os Sinais de Uma Constante Imutabilidade
 
O povo, que nós conhecemos depositário da Revelação, e que pode mostrar seu culto imediatamente revelado por Deus transmitido sempre com fidelidade a seus descendentes os dogmas, e os ritos, que tinha aprendido de Deus. Os cultos das outras nações traziam em si o carácter, ou selo dos vícios, e das paixões nacionais. A impostura ou a Política acomodava os actos da Religião ao vício do país, à natureza do clima, e às circunstâncias dos governos. mas o rito dos antigos Patriarcas era superior a todos os respeitos humanos. Fosse qual fosse a maneira do governo do povo Hebreu, ou vivesse pacífico na Palestina, ou escravo no Egipto, ou em Babilónia, sempre contrário a seus vícios, sempre contante em todo o tempo entre os desastres, e a corrupção universal, se mantinha invariável em seu culto. Não se alteravam os dogmas; não se variavam os ritos; não se perdiam, nem adulteravam os Códices. Este prodígio de Providência prova, que a sua Religião não era dos homens, mas de Deus. De que presta acusar a Religião de quimeras, e assoalha-la como fonte de contradições, e disparates, tornando-a desprezível ao juiz da razão! Houve muitos, e diversos cultos; mas começaram nos homens, mudaram-se com as circunstâncias, ou já acabaram com a mudança dos Governos.

Santo Sacrifício da Missa - Igreja do Mosteiro de S. Vicente de Fora, Lisboa (Portugal)
Tiveram seu culto os Chins, os Índios, os Egípcios, os Gregos, e os Romanos; e que vestígios nos restam destes cultos? O tempo desmente as invenções dos homens. Houve um só culto, que começou com o primeiro homem, prosseguiu em todos os séculos, e em todas as gerações de um povo, que mostrou haver recebido este culto das mãos do mesmo Deus. Este Culto dado ao Summo Creador do Céu, e da Terra, não faltou jamais; e é este o verdadeiro Culto. Reconhecemos nele a única, e verdadeira Religião, que é a revelada; todo o outro culto é falso; todo o outro dogma é ideal. Nada pode o tempo contra as obras de Deus. As vicissitudes, os desastres, as guerras, a corrupção geral do género humano, não poderão destruir este culto; eis-aqui o sinal de que não procedera de invenção humana, mas que descera imediatamente do seio da Divina Revelação.

(Índice da obra)

20/04/16

CRISE NA IGREJA E ASPECTOS ESQUECIDOS - Summorum Pontificum

1 - À partida, a aceitação de um documento implica aceitação do seu conteúdo: Recordo que o Summorum Pontificum (07/07/2007) classifica dois Missais, não apenas um. Neste documento Bento XVI determina que o Missal de Paulo VI seja "forma ordinária do Rito Romano" (ou "uso ordinário"), e que o Missal de João XXIII seja "forma extraordinária do Rito Romano" (ou "uso extraordinário"). A aceitação formal do documento, evidentemente, implica aceitação formal do seu conteúdo. Eis um problema grave que passa despercebido à maioria daqueles que defenderam a ilegitimidade do Missal de Paulo VI.

Em relação ao conteúdo do documento, maioritariamente quem defende a legitimidade do Missal de Paulo VI costuma reparar apenas nos aspectos relativos aos missais anteriores. Nada de mais. Contudo, estes defensores estão longe de imaginar que aquilo que mais preocupou os teólogos defensores do Missal de Paulo VI foi a situação irregular em que o missal se encontrava.

Entre 2006 e meados de 2007, numa discussão com um amigo, um jovem professore e teólogo português (liturgista), promissor (assim ouvia dizer), vi-lhe ruborizado o problema que tanto o inquietou: o Missal de João XXIII não tinha sido abrogado, e o de S. Pio V não era um outro, mas o de Paulo VI era suficientemente diferente  ("inspirado no Concílio", dizia) e ajustado à teologia pós-conciliar. Ele deu voltas e agitava-se, até que tentei tranquilizá-lo! - "Não não", contestou, "isto tem que ser resolvido, porque o Missal de Paulo VI fica numa situação muito perigosa; há aqui um problema, porque não pode haver dois Ritos Romanos ...".Pensei eu "estou a tocar-lhe na tese de doutoramento...". Nesta altura a conversa tinha chegado aos pontos chave, e ele ficara sem saída. Eu ainda não conhecia pessoalmente o Rito Romano propriamente dito (Missal S. Pio V > João XXIII), mas conhecia o problema e tinha quase como certo que o Missal de Paulo VI fora um equívoco lamentável na história da Igreja; embora a minha preocupação maior fosse para a questão do Magistério, a Verdade imutável etc.. Assim, como se vê, antes do Summorum Pontificum havia Doutorados em Roma, liturgistas, aflitos com a "colocação" do Missal de Paulo VI perante o Rito Romano! A solução de Bento XVI, no Motu Proprio Summorum Pontificum Cura, de algum modo assenta nesta preocupação. É certo que os defensores deste Missal sentiram-se forçados a abdicar da exclusividade usada, mas, em troca, obtiveram uma "regularização" do dito missal, que era o que estava em causa.

2 - A manifesta aceitação do documento prevalece, mesmo que hajam manifestações inferiores de reserva relativamente a uma parte do documento, ou totalidade do mesmo: Eis um princípio tão básico que é conhecido de todos: se Manuel assinou um contrato, não adiantará mais tarde dizer que discorda de certa parte ou de tudo. Apenas um gesto de autoridade e expressão igual à da aceitação, ou superior, poderá fazer significar uma verdadeira oposição ou alteração ao que tinha sido manifesto.

3 - "Nem Bento XVI acredita na contradição deste documento!": Segundo os vários antigos autores, um dos males do tempo do regalismo foi aquele de agir e decidir segundo o que se adivinhava que Luís XIV pensava e queria, sem que este tivesse sequer ordenado, pedido, e disposto (quase um exercício adivinhatório). Mas agora ainda é mais estranho, porque há documento expresso. O antigo Card. Patriarca de Lisboa que, acabado de sair o motu proprio, desatou a escrever distantes e largas "interpretações" daquilo que o Papa terá querido dizer; as interpretações quase pareciam uma tentativa de anulação do documento.

Que realidade lembrar aos que dizem que nem o Papa acredita no que escreveu (mas acreditarão estes no que dizem)? É simples: a) o Summorum Pontifico será muito ou nada credível, contudo, é verdade que, publicamente, Bento XVI nunca rezou pelo Missal de João XXIII; b) Bento XVI foi, e o documento ficou - nada importa que que tivesse ou não acreditado no que escreveu; c) a suposta intenção do Papa não tem valor mais alto que a promulgação documental, e é aquela apenas do foro subjectivo.

Por hoje é tudo.

Pedro Oliveira

03/04/15

A NOSSA MISSA - O Que Diziam Os Protestantes? (I)

Lutero não aceitava o Rito Romano da Missa, o qual chamava de "missa papista", e da qual dizia que tinha sido composta pelos vários Papas e em resultado de uma colectânea.

Com base num documento, o qual revelarei apenas no final desta nova série de artigos, mostrarei o que pensaram sempre os protestantes a respeito do Rito Romano (codificado no Missal de S. Pio V).


I
A MESA

Ao longo dos séculos a Igreja viu-se afrontada com más interpretações contra as quais levantou definições e deu aclarações.

Em tempos o altar em forma de mesa foi usado, nunca universalmente, de tal forma que no séc. XX houve na Igreja pensadores que tentaram retomar esta forma e generalizá-la. Contra estas tentativas, Pio XII levantou a sua voz na tão conhecida e mal tratada Encíclica Mediator Dei, na qual diz:

"55. É certamente coisa sábia e muito louvável retornar com a inteligência e com a alma às fontes da sagrada liturgia, porque o seu estudo, reportando-se às origens, auxilia não pouco a compreender o significado das festas e a penetrar com maior profundidade e agudeza o sentido das cerimonias, mas não é certamente coisa tão sábia e louvável reduzir tudo e de qualquer modo ao antigo. Assim, para dar um exemplo, está fora do caminho quem quer restituir ao altar a antiga forma de mesa; (...)"


Esta encíclica é a respeito da liturgia a mais importante do séc. XX.

Mas de onde veio essa tentativa de dar hoje ao altar a forma de mesa!?

O documento, o tal que vos trago, que data de 1668, e tem a aprovação do "Consistório Eclesiástico" (protestantes), diz:

"IV. A Sacrosanta Ceia do Senhor - Cristo, Senhor nosso, fez sua S. Ceia sobre uma Mesa.
- Ceia das Igrejas Cristãs Reformadas: Assim mesmo nós também celebramos a S. Ceia sobre uma Mesa; e não sobre o Altar. O altar é para Sacrificar; os Sacrifícios com a morte de Cristo se acabaram: logo não necessitamos de Altar. A Mesa é para Cear; Ceia do Senhor a chama S. Paulo I Cor. 11.20. Segue-se daqui, que sendo Ceia, em Mesa, e não em Altar, se há-de celebrar. Donde se segue que a nossa Ceia é a mesma S. Ceia do Senhor."

Depois de tantos séculos, na segunda metade do séc. XX as antigas igrejas e catedrais viram uma mesa ser entreposta entre o Altar e os fiéis, a mesa da comunhão ("comungatório", que ignorantemente hoje chamam de "grade divisória") foi arrancada. Séculos e séculos contraditos, como se a Igreja sempre estivesse enganada, e como se Pio XII tivesse errado na correcção propositada que fizera! Grandes mudanças, e com manifestos aplausos dos protestantes.

Aqui, na mesma diocese, sempre que tenho oportunidade sondo algum jovem que tenha acabado de fazer o Crisma. Todos, todos até hoje responderam unanimemente à pergunta "o que achas que é a Missa?". A reposta resume-se a: "é a comemoração da última ceia"! Depois desta faço sempre uma segunda pergunta: "a Missa é a renovação do Santo Sacrifício de Nosso Senhor?". As repostas variam muito, mas todas vão no mesmo sentido: uns dizem que não, outros tentam averiguar se não estão a fazer pouco deles, outros pensam ter ouvido mal, outros acham a pergunta tão estranha que ficam imóveis, outros pedem para repetir a pergunta, outros pedem para explicar melhor; mas todos eles ficam admirados pela tão "estranha" pergunta. Podemos talvez dizer que há entre eles uma ordinariedade doutrinal, e uma oposição ao que creram os nossos antepassados!

A "mesinha", junta de outros elementos como a entrega dos "dons", etc., facilitam a crença de que a Missa é principalmente a comemoração da Ceia.

Na Santa Igreja, que Magistério ordenou as "mesinhas"!?

28/10/13

COMO SE TOCA ASSIM SE DANÇA - MISSA NO CARTAXO

Ontem, dia de Cristo Rei, nas paróquias não se comemorou o Cristo Rei... pois o calendário litúrgico  tradicional da Santa Igreja foi abafado nas paróquias, sendo raros os sacerdotes e fiéis que continuam a comemorar os santos nos mesmos dias. O dia de Cristo Rei, é o último domingo de Outubro!

Ontem, 27 de outubro (2013), também no Cartaxo não se esteve em comunhão com a Festa do Cristo Rei, Festa que a Igreja Triunfante também comemorou connosco nesse dia. No Cartaxo, ontem foi outro dia qualquer, outro calendário...!

A TVI (Televisão Independente) esteve no Cartaxo e transmitiu a missa paroquial, no programa de transmissão dominical acostumado. A missa seguiu o Missal de Paulo VI, ou seja, não seguiu o missal legado como Rito Romano pela Tradição da Santa Igreja... o que vai sendo costume nas paróquias (outro costume...).


Perante o abandono do Calendário Litúrgico (o que representa uma situação complicada e anti-natura), perante o abandono do Rito Romano na sua forma Tradicional e a adopção de um "missal fabricado" (segundo afirmou o Card. Ratzinger), alguns católicos que não usam o calendário e o missal legado pela Tradição da Igreja (ou seja, pela Igreja) ficaram escandalizados porque o sacerdote, no sermão, usou um fantoche para tornar a "pastoral" mais didática!...

Eis uma conversa em torno desta imagem (nomes fictícios):

Joaquim: Nosso Senhor, numa revelação ao Santo Padre Pio: «O Meu Coração está esquecido. Já ninguém se preocupa com o Meu amor. A Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos; mesmo os Meus ministros, que sempre considerei com predilecção, que amei como a pupila de meus olhos, deveriam consolar o meu Coração cheio de amargura, deveriam ajudar-me na redenção das almas. Em vez disso, devo receber deles ingratidão e falta de reconhecimento».

Paulo: Qual é o problema?!

Joaquim: Além do problema grave das cenas circenses num local de culto, durante a celebração do Sacrifício da Morte de Jesus, é também um grave problema haver quem pergunte, perante isto, "Qual é o problema?!" 

Manuel: Creio que o que o Paulo está a querer dizer é que não há problema, uma vez que a Missa de Paulo VI já é, em si, ilegítima. Estarei enganado?

Joaquim: Ok, percebido...Discordo, no entanto e obviamente, que o Missal de Paulo VI seja ilegítimo.

Paulo: Joaquim,

1 - A questão sacrificial: quase garantidamente não houve Sacrifício algum nessa missa, porque o padre não cumpre pelo menos um dos 3 requisitos para se dar a transubstanciação! No caso de ter havido transubstanciação, ouve sacrilégio, profanação das espécies... coisas mais graves que levar um fantoche para a missa (ando até S. Filipe Neri, colocava um gato sobre o altar...)... Por outro lado, esse padre não ofereceu a Cristo como Vítima, ele ofereceu o "fruto da terra e do trabalho do homem..."...

2 - O respeito pelo local de culto: em maior parte dos templos para sacerdotes hoje viram as costas ao sacrário para ser mais "didático", mais "participativo"... Nada melhor que um boneco para fazer cumprir essa didática e tornar a missa mais "participativa" e "didática".

3 - "Qual é o problema?": o missal de Paulo VI consiste no tirar ao Rito Romano todos os elementos que expressavam claramente a Fé e que chocassem a doutrina protestante. Segundo a "teologia" do mesmo missal, não há elementos que expressem o "SACRIFÍCIO" nem a "PRESENÇA REAL" de Nosso Senhor, nem o "SACERDÓCIO" da ordem. Infelizmente os católicos vivem numa ignorância crescente e ficam presos em questões sensíveis.... a intenção é boa, mas a realidade que consideram escapa-lhes por completo.... uma pena!

4 - Ontem foi dia de Cristo Rei: nas paróquias não se comemorou a Festa de Cristo Rei... porque o calendário litúrgico legado pela Tradição da Santa Igreja (ou seja, pela Igreja) não se conhece mais!....

Em suma... acho que está preocupado com a beleza da FACA com que o criminoso matou! ...

Para acabar realmente o problema: é retirar a consagração da Hóstia a essa missa do missal de Paulo VI (já que nele isso não consta) e dizer às pessoas que há apenas nessas missas uma "presença espiritual" de Cristo. Assim acaba-se o problema.
Joaquim, não tem que discordar, mas se discorda tem que explicar, porque é que permite sacrilégios na missa, por exemplo, e não admite um fantoche! ...

Admita: não lhe tinham dito que em TODAS as paróquias, a cada missa, há matéria suficiente para excomungar o sacerdote! ... Não sou eu quem o diz!!! Até ao Concílio Vaticano II o sacerdote que se negasse a manter juntos os dedos indicador e polegar desde a consagração até à purificação, era excomungado.... HOJE TODOS O FAZEM.

Ò Joaquim ... não se escandaliza que na "nova missa" se tenha suprimido uma das duas jenuflexões do sacerdote à presença Real de Nosso Senhor nas espécies!? ... Que desrespeito!!!...

Sacrifício?!?!? Porque então substituíram TODO o ofertório!? Substituíram a oferta de Cristo Cordeiro a Imola, pelo fruto da terra e do trabalho do homem, e isso não o incomoda!? Já tem nisso o exemplo de Caim e Abel, um que ofereceu o sacrifício, e o outro que ofereceu apenas uma oferenda dos frutos... Deus recebeu o sacrifício do cordeiro, mas mandou FUMO contra o que tinha oferecido apenas os frutos... Este encheu-se de raiva e procurou matar o seu irmão.

É o que se passa aqui....

Gostaria ainda de saber a sua opinião a respeito desta situação:

1 - O Concílio de Trento, para que o Rito Romano não sofresse desvirtuações, mais do que aquelas que tinha sofrido em 400 anos, mando que fosse CODIFICADO este Rito legado pela Tradição de S. Pedro Apóstolo. Todos os missais com menos de 400 anos foram proibidos. O Rito Romano tinha finalmente um assentamento universal para evitar deturpações na sua TRANSMISSÃO. Eis então o "missal de S. Pio V", ou seja, nada mais nada menos que "o RITO ROMANO"!

2 - O Missal de João XXIII é integralmente o Missal Romano (S. Pio V), ao qual foram acrescentadas rúbricas... Ou seja, estruturalmente nada foi alterado, mas sim acrescentadas "anotações".

3 - No Concílio Vaticano II, a proposta de um Missal X? foi avançada, e chumbada pelo Concílio;

4 - A proposta do missal X? voltou depois do concílio com a intenção de haver um missal que pudesse ser rezado por católicos e protestantes.... Eis o primeiro passo para a existência do Missal de Paulo V. ... A história é complicada e TRISTE... não vamos entrar nela. O que é certo é que foi promulgado este missal, e não foi abrogado missal algum anterior!!!...

5 - Em 2007 Bento XVI diz que o missal de Paulo VI é uma "forma" "expressão" ORDINÁRIA (continuada) do Rito Romano (portanto, do Missal de S. Pio V), e diz que o missal de S. Pio V é a forma extraordinária do Rito Romano.

O que eu lhe quero perguntar agora é o seguinte: como é que o missal de S. Pio V é a forma extraordinária de si mesmo?!... O Papa não explicou, e não é dogma de Fé, e não é um mistério de Fé, e não é algo dado pela Tradição da Igreja... É uma contradição que, como tal, não tendo matéria, sai do poder do Papa!!!... Se o Papa disser "a lua é quadrada" e agora passam a dizer que é quadrada, essa ordem não vale! Mas pode ser que eu esteja enganado e o João consiga explicar também como é que o missal de Paulo VI é forma ORDINÁRIA do Rito Romano quando o Missal de S. Pio V sempre foi a ORDINARIEDADE do Rito Romano? Acha que os nossos antepassados usavam uma "forma extraordinária do Rito Romano"!? .... É que se não me explicam isto eu acho que há muito maluquinho à solta para lá da esmagadora ignorância crescente entre os católicos!

Aguardo!

--- // ---

É suficiente.

11/05/13

O EXTRAORDINÁRIO ASCENDENS VAI AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA? - DIA 12 e 13 de Maio de 2013

As duas basílicas de Fátima, frente a frente.
Uma ordinária e a outra extraordinária.
Não não, o ASCENDENS não estará em Fátima no dia 12 e 13 de Maio. Não há dinheiro para viagens, mas mesmo que o houvesse, saber-se lá se ainda há espaço no Santuário para os católicos que não aceitam abandonar a Doutrina de sempre.

Ao olhar o programa do Santuário de Fátima (para os dias 12 e 13, de Maio, a Outubro de 2013), ponto por ponto, e hora por hora, deparo-me com as mais desconfortáveis realidades. Para mostrar ao leitor o que desconforta, foca aqui o dito programa, acrescentado aquilo que pensei cá para mim:

Dia 12

07:30 - "VIA-SACRA, aos Valinhos, partindo da Capelinha das Aparições e terminando na Capela do Calvário Húngaro, com a Eucaristia. (Pedimos aos grupos que se abstenham de fazer via-sacra própria, entre as 07h30 e as 09h00, para não perturbar a oficial)".
Eu a pensar: Será a Via Sacra, ou é "neo via sacra" com 15 estações!? Se a oficial for a neo, haverá possibilidade de fazer a Via Sacra em grupo mas não oficialmente? O Santuário promove em algum dia a Via Sacra, ou os católicos que se sujeite apenas à neo? Bem... na pior das hipóteses, resta alguma solução não oficial, à recreação dos fiéis. (A neo, cada vez mais, tira o espaço oficial à Via Sacra. Não tarda a que, para distinção, se chame à Via Sacra de sempre "forma extraordinária da Via Sacra").

07:30 a 13:30 - MISSAS - O Santuário, neste espaço de tempo, distribui 7 missas em várias línguas não litúrgicas (vernáculo: alemão, inglês, francês, espanhol, holandês, italiano, polaco).
Eu a pensar: Pois... aqui a forma oficial é o Missal de Paulo VI, e nem há obediência sequer ao Concílio Vaticano II, o qual nesta matéria repete o que sempre disse a Igreja: a língua própria da nossa liturgia é o latim. Vou à Missa onde!? O ponto mais perto é a capela da FSSPX em Fátima. O Santuário dá espaço até às línguas diferentes contra o que é próprio, mas nem uma Missa tradicional garante! (A Missa de Paulo VI ocupa hoje o espaço da Missa tradicional católica, à qual agora costuma ser chamada de "forma extraordinária").

16:30 - MISSA [moderna] com "a participação dos doentes" e procissão eucarística.
Eu a pensar: Ai... a ideologice da "participação activa" [também dita "animada"] já ultrapassou de longe ideia do Concílio Vaticano II; tem-se a agora a presença desses doentes na missa como participação. As curas que se dão em Fátima não costumam ser durante a Missa moderna, mas sim fora dela, por exemplo, na "bênção do Santíssimo". (Ir à missa "com a participação dos doentes" é só para quem abandonou o Rito Romano codificado por S. Pio V ... então é melhor manter-me são, senão ainda um dia me podem confundir com um "doente ordinário").

18:30 - INÍCIO OFICIAL DA PEREGRINAÇÃO (na capelinha das aparições).
Eu a pensar: Início no dia 12!? Será que se eu começar a peregrinação no dia 10 iniciei oficialmente a minha peregrinação!? (seja como for, há sempre a possibilidade de se ser "peregrino extraordinário")

21:30 - Bênção solene de velas, rosário, na Capelinha das Aparições, e "procissão de velas".
Eu a pensar: Haverá mesmo bênção, ou é apenas aquela coisa que os padres agora chamam de "bênção" (podiam-lhe chamar de "bênção ordinária", para não confundir os fiéis). Mas pouco tem a ver com o ritual da bênção de objectos? Não sei... só escrevendo ao Santuário! Ai agora chamam "procissão de velas" à "procissão das velas"!?... Mudança para pior... a procissão é de pessoas, e não de velas... pelo menos com a designação antiga, popular, sempre havia enquadramento. e sentido. No rosário haverá "mistérios" luminosos? Espero que não, visto que nunca existiram... Como será que rezam o rosário (três terços) se julgam agora haver quatro grupos de mistérios!? (Talvez tenhamos que começar a chamar ao rosário tradicional "forma extraordinária do rosário"!)

22:30 - Eucaristia, no Recinto.
Eu a pensar: Mais do mesmo. Agora no recinto. Nem aqui, que não há várias missas por língua se reza a missa em latim, por motivos de universalidade. (inteligência ordinária).

Dia 13

00:00 - NOITE DE VIGÍLIA
Eu a pensar: Finalmente uma coisa que dá até para todos os "credos" e "raças"; agora sim, finalmente dá também para tradicionais católicos! (Obrigado Santuário pela trégua no programa)

02:30 - VIA SACRA
Eu a pensar: A trégua durou duas horas e meia, pois esta neo "via sacra" não dá para ser feita em grupos, devido ao local fechado. (Parece ter sido uma "trégua extraordinária"... veremos pelo resto.)

03:30 - CELEBRAÇÃO MARIANA
Eu a pensar: Pois... não sei do que se trata!

04:30 - MISSA
Eu a pensar: Mais do mesmo... Nem à hora em que quase todos estão a dormir há a Missa de sempre.

05:30 - ADORAÇÃO com LAUDES
Eu a pensar: Nem avisam que as "laudes" não são as Laudes. Mas posso rezar estas, porque sei que não têm nada de impróprio, embora não me contem realmente como Laudes. A Adoração, sim senhor, é de confiança. (este breviário, "liturgia das horas", pertence à "forma ordinária"... Não adianta esperar que aqui se reze o Breviário tradicional da Santa Igreja. Novamente a expulsão da Tradição da Igreja por intermédio das coisas "ordinárias").

07:00 - PROCISSÃO EUCARÍSTICA
Eu a pensar: Hoje há que ter primeiro uma conversa discreta com o sacerdote que vai consagrar, e tentar descobrir se de verdade acredita na Transubstanciação... Sei lá qual vai ser o padre consagrante!... Hoje cada vez mais costumam consagrar invalidamente por lhes falar a "intenção"!... Lá se vai provavelmente a "eucarística" da dita procissão, talvez!... Sabe-se la!... Daria para escrever uma carta quase cómica ao Santuário "gostaria de saber se o padre consagrante da hóstia para a procissão eucarística acredita na transubstanciação "!... (Até a consagração, tal como sempre foi feita, já deveria chamar-se "extraordinária").

Bem... eu interrompo aqui o programa porque cansa levar tanto "não".

O programa do Santuário feito em tempos extraordinários é ordinário. A ordinarice toma o lugar das coisas extraordinárias de sempre. Contento-me em saber que os católicos antigos eram os extraordinários.

20/01/13

POR MUITO POUCO...



Este vídeo de promoção ao azeite Gallo é muito interessante por vários aspectos:

1 - Descreve o ambiente em extinção em algumas aldeias de Portugal;
2 - Mostra-nos que esse ambiente é o mesmo do tempo dos nossos pais e avós etc...
3 - Testemunha que o ALTAR-MESA é o único elemento "moderno" em todo o vídeo

O altar-mesa é um fenómeno que surgiu gradualmente nos anos 70 e que acompanha mais ou menos a introdução do missal de Paulo VI. A lenta introdução de uma outra doutrina possibilitou hoje suprir a missa católica propriamente dita e o entendimento dos bons costumes.

Guardem estes vídeos, pois servirão de memória incompreensível aos vindouros.

14/12/12

OS ERROS DE LUTÉRO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL (VIII)

(continuação da VII parte)


OS ERROS DE LUTERO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL
Pe. Franz Schmidberger


A respeito disto podemos citar a S. Paulo: “Eu estou cheio de regozijo no meu sofrimento por vós, e estou cumprindo na minha própria carne o que resta à paixão de Cristo, sofrendo em favor do seu corpo, que é a Igreja” (Col 1.24). Intrinsecamente nada falta à Igreja de Cristo; contudo, não por necessidade mas por pura bondade e efeito da sua infinita misericórdia, Ele quis fazer-nos participes da sua obra de redenção, tal como expressa a bem-aventurada Isabel da Trindade maravilhosamente na sua oração: “A mim, Cristo amado, crucificado por amor, vinde a mim como Adorador, como reparador e como Salvador (…) que se realize em mim como uma encarnação do Verbo; que eu seja uma humanidade suplementar, na qual Ele renove todo o seu mistério”.

Por não terem oração e realidade expiatórias e a satisfação na comunhão dos santos, falta aos protestantes um elemento fundamental de toda avida cristã: o Santíssimo Sacrifício da Missa, a união das almas com a Vítima divina nos nossos altas. A vida dos católicos é desta forma uma santa missa vivida, é um confiteor, um gloria, um credo, uma oferenda contínua, uma consagração e uma comunhão, portanto uma união da alma com o Criador, Salvador e Juiz.

Evidentemente Lutero opõe-se combate o ofertório da missa e o Canon Romano, aos quais trata como abomináveis. Introduz prontamente uma outra liturgia supostamente “reformada”, que abandona o carácter sacrificial (afastando o carácter de sacrifício expiatório e impetratório, desejando substitui um sacrifício de louvor e de acção de graças). Ainda, as palavras da consagração tomam uma carácter narrativo, o latim é substituído por língua vernácula, a comunhão é distribuída nas duas espécies.

Na verdade a realidade do Santo Sacrifício da missa está ligada à realidade da nossa vida cristã que é um combate espiritual (Luc. 5.13), uma maturação, um esforço e uma subida até que a alma alcance o esplendor da eternidade. Esse fogo do Espírito Santo, que nós católicos recebemos a cada dia na Santa comunhão, comunica-nos o espírito missionário e apostólico. Que contentamento ver essas falanges de apóstolos de Jesus e de Maria recorrer o mundo para anunciar o Evangelho, semear a palavra divina com suor e a por vezes sangue derramado; que pobre é o protestantismo em comparação com o apostolado da Igreja missionária!

Que dor infringida aos católicos aquela de ver o protestantismo estabelecer-se entre nós, da forma como o Santo Sacrifício da Missa se transforma agora em comida comunitária e o sacerdote um "presidente da assembleia", os altares substituídos por mesas, enfim, o santuário transformado em sala de reunião superficial e fria.

Há quatrocentos e cinquenta anos [o protestantismo] é uma comunidade que se celebra a si mesma e substitui a presença de Deus vivo sobre a terra. A verdade revelada, objectiva, cede lugar à livre consciência; a submissão, a obediência e o silencioso serviço deixam lugar à emancipação e até direitos do homem.

O católico moderno já não quer ajoelhar-se para receber a comunhão sobre a língua, é adulto, pode servir-se a si mesmo. A Igreja, sendo unidade de Fé, de culto e de governo, desaparece completamente para deixar lugar a um conjunto de inumeráveis opiniões e diversas correntes, a uma liturgia criativa e subjectiva, aos erros da livre interpretação. O carácter sobrenatural da igreja, especialmente no caso da sua liturgia, desaparece por dar passo ao naturalismo, humanismo e liberalismo.

Não é difícil descobrir o parentesco espiritual que existe entre o protestantismo e o neo-catolicismo. Ser católico significa ser humilde, aceitar com espírito de absoluta dependência a revelação de Deus, viver como um filho na casa do Pai. Por trás do protestantismo esconde-se a antiga palavra pronunciada pelo antigo rebelde: “Sereis como Deus”. O protestante, como o neo-católico, não quer submeter-se nem em espírito, nem em vontade, nem demonstrá-lo pela sua actitude exterior, não se ajoelha. “Non serviam”, acaba por ser a sua divisa.

09/09/12

ALTARES EM PORTUGAL - ANTES DA "REVOLUÇÃO CONCILIAR" (I)

Esta é uma pequena colecção fotográfica de altares antes que a revolução conciliar lhes tivesse tocado. Há fotos que foram tiradas depois do Concílio Vaticano II, mesmo até depois da invasão do "Missal de Paulo VI". Tal Missal não entrou em todas as igrejas e capelas no mesmo dia e há mesma hora, nem no mesmo ano. Em algumas capelas nunca entrou, e alguns sacerdotes mais bem instruídos na Fé e espiritualmente mais firmes nunca chegaram a abandonar a Missa de Sempre (o único Rito Romano da Santa Igreja) em detrimento da "Missa fabricada" (palavras confirmadas por o então Card. Ratzinger). Lembro, e hei-de homenagear, o Cónego José Alegria, que sendo um dos mais ilustrados da Diocese de Évora no séc. XX sempre se recusou à Missa Fabricada e ao abandono da Doutrina Católica de sempre.

Altar lateral - igreja de S. Geraldo, Montemor-o-Novo

Nave central da Sé de Évora

Altar mor da igreja do Convento de St. António da Piedade

TEXTOS ANTERIORES