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16/08/16

BEATO NUNO, O SANTO CONDESTÁVEL DE PORTUGAL

Nuno de Santa Maria, já como ingressado na Ordem do Carmo
Por motivo do aniversário da Batalha de Aljubarrota (14 de Agosto), publicamos algo sobre o seu grande e santo herói português:

"De uma forma ou de outra, continua a rezar as Horas e a confessar-se, a fazer jejum todos os sábados e vésperas de Festas de Nossa Senhora. Caso da Batalha de Aljubarrota, acontecida na véspera da Senhora da Assunção. Antes e depois dos combates reza diante da sua bandeira: uma cruz vermelha ladeada por Cristo, pela Virgem, e por dois santos de guerra: S. Jorge e S. Tiago.


Acredita profundamente estar do lado de Deus, e Deus com ele, nada poderá temer. Pôs-se de joelhos entre umas pedras a rezar, como era seu costume. Estando assim rezando, porque as pedras e as setas que vinha pela parte dos castelhanos eram muitas, toda a sua gente lhe bradava que fizesse andar pela frente a sua bandeira e que não os deixasse morrer assim. Inexplicavelmente sereno, o Condestável pede que o deixem terminar. Depois, ergue-se, e corre para a frente de batalha. Após dois dias de combate sai vencedor, mais uma vez."

D. João I de Castela rende-se a D. João I de Portugal na Batalha de Aljubarrota
Terminada a guerra, D. João I recompensa o Condestável com títulos e bens, que fazem dele um dos homens mais ricos da Europa. Ao 27 anos, poderia viver uma vida fabulosamente confortável. Porém, tinha outros planos... Deus parecia ter para ele outros planos. Passado um ano fica viúvo, e nunca volta a casar. Manda levantar 7 templos, 6 deles em homenagem a Santa Maria a quem atribui o mérito das suas vitórias militares.

O Santo Condestável de Portugal vence todas as tentativas do ataque castelhano, em várias batalhas
Em 1414 recebe novo golpe, o mais duro de todos: Beatriz, sua única filha, morre ao tentar dar à luz. O mundo terreno diz-lhe cada vez menos. No ano seguinte, Portugal entra numa nova era: a da expansão portuguesa e dos descobrimentos.


Os Infantes D. Pedro, D. Duarte, e D. Henrique, lideram a armada que parte com a missão de tomar a cidade de Ceuta [conquista de África aos muçulmanos]. E D. Nuno, apesar dos 55 anos de idade, parte com eles."

Conquista de Ceuta (África), aos muçulmanos.
No verão de 1422, vai devolver ao mundo tudo o que o mundo lhe deu. Deixa tudo aos netos, companheiros de armas, ordens religiosas, e desventurados. O homem mais rico do Reino faz-se pobre, terrivelmente pobre. Por fim, quando nada mais já lhe resta senão ele próprio, até de si abdica. Entra para o convento do Carmo (Lisboa), com o nome de Nuno de Santa Maria.

Convento do Carmo
Quando se recolheu ao Mosteiro do Carmo, por ele mesmo fundado, não quis entrar como dignatário, e apenas conservou o indispensável para se abrigar do frio. O poderoso Condestável escolhe ser um simples donato, aquele a quem cabem as mais humildes tarefas da vida monacal: varrer, limpar, lavar. Vive os seus últimos 9 anos de vida na solidão do convento, numa cela onde não quis mais que uma imagem de Cristo crucificado. Sai apenas para servir sopa aos pobres, ou percorrer as ruas, descalço, mendigando, ou amparando os aflitos. O homem que tudo teve, e a tudo renunciou, que trocou a Côrte pela companhia dos chagados e dos leprosos, morreu numa manhã de 1431. A sepultura no Convento do Carmo, foi destino de romarias, e a sua terra levada por gente em busca de cura para todos os males. O terremoto que arrasou Lisboa a 1 de Novembro de 1755 deixou feridas profundas no convento e destruiu a campa. A pedra tumular perdeu-se no tempo, mas o epitáfio, no entanto, era uma poderosa profecia no futuro:
"Aqui repousa aquele Nuno, Condestável, fundador da Casa de Bragança, General exímio, depois longe bem-aventurado, o qual sendo vivo desejou tanto o Reino do Céu que mereceu depois de morto viveu eternamente na companhia dos Santos."
Para Salazar, as comemorações dos 800 anos de Portugal, e 300 da restauração da independência, deveriam culminar na grande festa da canonização do Condestável. Mas o Papa Pio XII rejeita: não viesse alguém confundir assuntos de Deus com exaltações nacionalistas.

reconstrução do túmulo do Santo Condestável
Há quem mostre a razão para tal: Nuno Alvares Pereira não podia ser canonizado por negativa influência dos espanhóis. A influência da Igreja de língua espanhola, a maior do mundo, não podia ser ignorada, mas isto não impedia Salazar, nem o Cardeal Patriarca Manuel Cerejeira de avançar simbolicamente: levantam a igreja do Santo Condestável, mandam trasladar as relíquias, e fazem uma festa à qual comparecem milhares de pessoas. Essa devoção dos fiéis, então como hoje, não tinha segundas intenções, era e é real: canonizado ou não, algo em Nuno Alvares atraia multidões através dos séculos." (by RTP2)

Réplica da espada do Santo Condestável de Portugal. A espada contem gravada uma Cruz em estrela, a inscrição "Excelsus super omnes gentes Dominicus", dou outro lado "Maria", dentro de um círculo o nome "Dom Nuno Álvaro", uma Cruz entrelaçada de flores. Os rasgos no meio da lâmina tornam a espada mais rápida, e possibilitam quebrar a espada do adversário num golpe hábil.
Em documentos antigos, diz-se que certo dia, um nobre espanhol, amigo, visitou o Irmão Nuno de Santa Maria, já muito velho e encostado, e comentou como tinha trocado a armadura da guerra pelo hábito. Nisto, o santo ancião desvia o hábito deixando ver por baixo a cota de malha.

Enfim... exemplo de Cavaleiro, exemplo para os nobres, exemplo para os monges, exemplo para os casados, exemplo para os ricos, consolação para os pobres. Um homem que atravessou a sociedade, e a história.

14/10/14

OS PORTUGUESES NÃO SÃO REBELDES, NEM LADRÕES, NEM DESOBEDIENTES

D. Afonso Henriques
Os militantes da "hispanidad", com ou sem culpa, acreditam que os portugueses são ladrões, rebeldes e desobedientes. Evidentemente que muitos destes militantes são simpáticos e até caridosos, e nunca nos quererão sequer chamar aquilo que acham que somos; estes, pelo contrário, sentem-se na obrigação de nos "encaminhar" para bem longe dos nossos "vícios" (ou da raça).

Na base dessa falsa crença generalizada que portam, os militantes da "hispanidad" têm 3 "exemplos" de nós, por eles deturpados (igualmente divulgados em Portugal pelo liberalismo, maçonaria, e república):

- D. Afonso Henriques teria roubado o território ao seu avô, Rei de Leão, território ao qual gostam de indicar como "Condado Portucalense";

- D. João I teria sido ilegítimo Rei de Portugal. D. João I de Castela teria sido o legítimo Rei de Portugal - portanto o nosso teria usurpado o Trono de Portugal ao Rei de Castela;

- D. João IV teria tomado o Trono de Portugal ilegitimamente. Os Filipes teriam sido legítimos reis de Portugal. Nova usurpação ao Rei Filipe, e roubo feito pelos portugueses de Portugal a Castela, acham!

Antes de continuar, gostaria de lembrar pelo menos aos carlistas que foram eles colaboradores, amigos, apoiantes, de que D. Miguel I de Portugal como legítimo Rei de Portugal, e que os princípios nos quais assenta tal legitimidade são na verdade os mesmos onde está suportada a legitimidade dos três reis acima mencionados.

Repito que a interpretação histórica dos "militantes da hispanidad", interpretação deles que nos coloca muitíssimo mal, à partida não é necessariamente fruto da maldade, mas é sim da herança. O próprio conceito de "hispanidad" está comprometido com a construção que, aparentemente foi iniciada no séc. XIX, antes da criação deste significante, mas que, na realidade, vem sendo construído desde o séc. XVI. Reapareceu e revigorou mais tarde, em tempos da guerra civil em Espanha. No fundo é sempre uma afirmação perante a ameaça que se faça sentir.
 
Não quero deixar de alertar para o facto de que António Sardinha, inicialmente não-católico, não tendo à partida nada a ver com os Tradicionalistas do séc. XIX em Portugal, veio a converter-se ao catolicismo, tentando depois encontrar o Portugal autêntico. Ao cruzar-se com a "hispanidad" dela recebeu algumas luzes, mas também uma versão que não era tão nossa (isto implica vários problemas). António Sardinha chega a negar alguns pontos do movimento tradicionalista português (não confundir com o grupo fechado e restrito depois formado com esse nome), como é exemplo a forma como trata o tema "absolutismo" (nisto limitou-se a copiar a opinião de Espanha, e contrariar o legado Português, tal como outros o tinham feito e continuaram afazer - o conceito espanhol é, pasme-se, a trasladação íntegra dos inventores do conceito: sociedades iluministas e lojas maçónicas em contacto com Benjamin Franklin). É oportuno dizer isto, visto que António Sardinha pode ser infelizmente usado como que para fazer um ponto de unidade entre o Tradicionalismo Português e a militância da "hispanidad" (tentativa assente em fantasias). Sem dúvida, muito de António Sardinha está bem, mas nem tudo.

A visão que muitos militantes da "hispanidad" têm sobre a fundação de Portugal é a mesma que em Portugal os liberais do séc. XIX afirmaram, e que os republicanos e maçons continuaram e propagaram - especialmente por conveniência. Ambos descrevem a fundação de Portugal como um acto de rebelião. Grande parte dos da "hispanidad" hoje, como eu ouvi indirectamente a um Senhor Padre, dizem que foi um roubo de D. Afonso Henriques ao Rei de Leão, seu avô, e a sua mãe D. Teresa. A liberalice, maçonaria, e repúblicanismo, como lhes convêm legitimar a rebeldia e a revolução popular, aproveitam estas raras infelicidades dos da "hispanidad" para se escudarem e para parecer que a rebelião está também legitimada pelos nossos antepassados (seria rebelde a fundação, seria rebelde a subida de D. João I, seria rebelde a subida de D. João IV, e por fim seria até legítima a usurpação de D. Pedro IV, e depois a imposição republicana, e por aí fora).

É demorado tratar agora da questão da legítima fundação de Portugal. Darei apenas algumas notas necessárias.

A legitimidade do intento de D. Afonso Henriques assenta na questão da Reconquista e do seu significado. Uma reconquista requer a devolução dos territórios aos seu, e não o reagrupamento territorial assim, sem mais, por este ou aquele Senhor. Não que a população seja eleitora de reis, contudo um novo rei neste caso deve perguntar à população se o reconhece como Rei (o reconhecimento não pode ser confundido com a legitimação, mas é a confirmação operacional de um direito que se adquiriu previamente - o sentido das aclamações régias em Portugal não são o da eleição popular, mas sim reconhecimento daquele a quem cabe o Trono por direito). Outra é a questão da divisão territorial da Igreja, outra é a questão da etnia e territórios defendidos mais a sul. Por fim, D. Afonso VII de Leão reconhece ao neto D. Afonso Henriques, reconhece não verdadeiramente seus os territórios que tentara manter baixo a forma de Condado (contudo faz-se Imperador deste ... Reino!?) Portanto, vai dar ao mesmo! O Papa Alexandre II reconheceu Portugal como Reino, e como Vassalo da Santa Sé (o suficiente contra qualquer pretensão de Afonso VII). Dizer que D. Afonso Henriques foi rebelde, é dizer que o Papa Alexandre II o foi, e que a Igreja o tem continuado a ser. Para mais, D. Afonso Henriques tornou-se depois Venerável da Santa Igreja (o processo de beatificação não levou a melhor por oposição de Castela) e a seu lado teve aquele que foi o primeiro santo do Reino de Portugal: S. Teotónio. (Curiosamente, também um santo homem esteve ao lado do Rei D. João I para defender a nossa independência frente a Castela, sendo este mesmo santo homem o próprio Chefe das milícias de Portugal, o Santo Condestável D. Nuno Alvares Pereira. Onde os rebeldes procuram encontrar famosos rebeldes para a própria rebeldia, a realidade mostra Santos para que vejam ali a Justiça e a mais serena ordem.

D. João I de Leão e Castela, por casamento com a Princesa de Portugal D. Beatriz, julgou-se com direito ao Trono de Portugal depois da morte de D. Fernando. D. Beatriz ao casar com D. João I de Leão e Castela, torna-se assim rainha estrangeira. Segundo as Cortes de Lamego (da fundação de Portugal - bem sei que muitos não aceitam como verdadeiras umas Côrtes que dizem aquilo que depois foi sempre a nossa tradição), a Coroa não pode ir parar a Rei estrangeiro (nada mais lógico mas não usado em tantas outras monarquias onde a usurpação do Trono sempre existiu desde sempre), e este princípio esteve sempre presente ao longo da nossa história, na nossa tradição, repito. Outro perigo que incomodou a todos foi o apoio de D. João I de Leão e Castela ao antipapa Clemente VII, e que consideraram um cisma prático, argumento que por si dispensaria qualquer outro de maior complexidade. A legitimidade do Rei de Portugal, portanto, depende da ortodoxia católica e da sua vinculação ao Trono de Pedro Apóstolo. Ao contrário do que dizem hoje muitos dos militantes da "hispanidad", não houve qualquer ilegitimidade em recusar D. Beatriz e D. João I de Leão e Castela. Depois desta justa rejeição sobraram pouquíssimos possibilidades, de tal maneira que, imagine-se: a legitimidade passa para um ilegítimo filho de D. Pedro I de Portugal, D. João I Mestre da Ordem de Avis. Caso interessante que nos dá algum apoio no conhecimento a propósito dos filhos ilegítimos. Se D. Afonso Henriques teve a S. Teotónio ao lado, D. João I teve a D. Nuno Alvares Pereira, como disse antes. Mas, segundo os militantes da "hispanidad", o nosso D. João I foi ilegítimo Rei, homem defendido por beatificado cavaleiro, e que defendeu o verdadeiro Papa, mas teria sido legítimo o estrangeiro D. João I de Leão e Castela, que nem teve católico discernimento para defender verdadeiro Papa!

D. João IV de Portugal é igualmente pintado como ladrão, um rebelde que teria roubado aos Filipes o Trono de Portugal. Ora, os Filipes eram reis estrangeiros, e foram tolerados porque, principalmente, tínhamos perdido grande parte da Nobreza militar em Alcácer Quibir. Houve trato: manteríamos a independência como Reino e manteríamos as nossas Côrtes. É verdade que desta vez não tivemos santo a apoiar a verdadeira legitimidade, mas já estavam mais que apoiados e transmitidos os princípios sobre os quais podemos dizer sem dúvida que é legítima a expulsão do rei estrangeiro, e legítima a aclamação de D. João IV.

Volto aos Carlistas para lembrar que o mesmo D. Miguel I de Portugal que os apoiou, e com o qual eles concordavam e apoiavam também, era legítimo Rei de Portugal contra a tentativa de usurpação de seu irmão D. Pedro, e que os princípios nos quais a legitimidade deste rei assenta são os mesmos que eles NEGAM em todos os casos anteriores aqui tratados!

Não .... não somos ladrões, não somos rebeldes, não somos desobedientes, como dizem aqueles que sempre tentam contra o nosso! A caridade que os da "hispanidad" nos querem fazer, é de, à nós "ladrões", "desobedientes", rebeldes" converter a... eles!

23/01/14

Dia 23 de Janeiro - No Mundo Luso

- Ano e 1400, a Respeito da Igreja de N. Senhora da Oliveira:

"[...] A Capela mor,que antigamente tinha esta igreja, antes da que hoje tem, foi sagrada por D. João Bispo de Coimbra, por mandato del Rey D. João I, com licença de D. Martinho de Miranda Arcebispo de Braga, que está sepultado na Igreja de S. Crismavam de Lisboa, a que esteve presente D. João Manrique Arcebispo de Santiago, e D. Rodrigo Bispo de Cidade Rodrigo, e assistiram a esta solenidade o mesmo Rei, e a Rainha sua mulher D. Filipa de Lencastre, e seus filhos o Infante D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, e D. Afonso; e foi celebrada a 23 de janeiro do ano de Cristo de 1400. Guarda-se a carta desta sagração no Arquivo do Cabido, na qual se vê assinado "João Bispo de Coimbra".
Depois de passar um ano se sagrou o corpo da Igreja aos mesmos 23 dias de janeiro por mandado do dito Rei D. João I, e de sua mulher D. Filipa de Lencastre. Sagrou-a o Bispo do Porto D. João de Azambuja, o qual foi Arcebispo de Lisboa, e Cardeal da Santa Igreja Romana, com o título de S. Pedro ad Vincula, e vindo para este Reino floresceu na Vila de Burgues do Condado de Flandres em 23 de janeiro do ano de Cristo de 1415 e foram trasladados seus ossos para o coro de cima do Mosteiro do Salvador de Lisboa de Religiosas Dominicanas, de que foi fundador."

- "No mosteiro de S. Francisco de Lamego, a pia memória de Fr. João de S. Lazaro, Sacerdote, varão de grande singeleza, e simplicidade, com outras tão eficazes demonstrações, que de todos era tido, e conhecido por santo. Nas casas em que residia costumava pedir licença aos Bispos para nas igrejas de suas dioceses fazer hóstias, lavar corporais, e purificatórios, porque sabia o notável descuido, e pouca limpeza de muitos nestas matérias. Conhecido por tão zelador do culto divino, os Prelados, depois de muito velho o ocuparam no ofício de Sacristão, o qual exercia com muita perfeição, desvelando-se na limpeza, curiosidade, e ornato dos altares, toalhas de comunhão, as quais tinha perfumadas, e nas mais coisas tocantes à igreja, e sacristia. Nesse piedoso exercício de quase oitenta anos de idade pela muita devoção, que todos lhe tinham, despojando-o do hábito, que logo se distribuiu entre muitos, que o levaram por relíquias, E seu báculo veio a poder de D. Martim Afonso de Melo, Bispo da dita cidade, que o pediu, e o guardou com notável veneração."

- Notícia do alvará de 1588 para os Desembargadores e Ministros da Relação ...  para o Brasil:

"Alvará de 23 de Janeiro de 1588, em que se dá a ordem que devia entre os Desembargadores, e Ministros da Relção, que então se mandou para as partes do Brasil, tanto nos assentos, como no dar dos votos: devendo preceder a todos numa e noutra coisa o Chanceler dela; depois dele os Desembargadores do Agravo, procedendo uns aos outros conforme a antiguidade no serviço; e depois deles os outros Oficiais, e Desembargadores pela ordem seguinte; o Ouvidor geral das coisas crimes e civis, o Juiz dos Feitos da Coroa, Fazenda, e Físico, o Provedor dos Orfãos e Residuos das ditas partes do Brasil; o Procurador dos Feitos da Coroa, Fazenda, e Físico; o Promotor da Justiça; e os Desembargadores Extravagantes da dita Relação, que se precederam conforme a sua antiguidade no serviço, ou nos graus da Universidade."

- "Em Firando, ilha dos Reinos do Japão, o triunfo de três preclaros confessores de Cristo Gaspar, e sua mulher Úrsula com João filho seu, fruto de tão ditoso matrimónio, que (imperando o tirano Daysu) depois de graves combates, que os idolatras lhe deram, pretendendo apartá-los do seguro caminho da salvação, a todos os quais (com a divina graça) valerosamente resistiram, e antes da cruel execução, entoando eles muitas vezes os sagrados nomes de Jesus, e de Maria com espanto universal do povo, que admirava o uniforme valor, e constância com que sofriam as mortes, em ódio de nossa santa Fé, foram descabeçados, com que gangrenaram eternas coroas de glória".

D. Nuno Alvares Pereira, o Santo Condestável de Portugal

- Em 1716, a respeito de D. João de Sousa de Castellobranco (natural de Lisboa):

"Cónego da Colegiada de Santarém, e Chantre da Colegiada da Capela Real, foi eleito Bispo de Elvas, e confirmado pela Santidade de Clemente XI a 23 de Janeiro de 1716 e sagrado na Capela Real pelo Eminentíssimo Cardeal da Cunha a 15 de Março do mesmo ano. Entre as obrigações do seu ofício pastoral se distinguiu na comiseração para os pobres, e na reformação dos costumes celebrando a 24 de Agosto de 1720 Sínodo, que por o 3º que se fe naquela Diocese. Mais cheio de virtudes, que de anos faleceu piamente a 17 de Março de 1728 entr o seu rebanho, que com lágrimas explicou a falta de tão benévolo Pastor."

- Em 1918 Bento XV beatifica D. Nuno Alvares Pereira.

09/12/13

IMACULADA CONCEIÇÃO, PADROEIRA E RAINHA DE PORTUGAL

Ontem foi 8 de Dezembro (2013), dia muito especial para os portugueses: a Imaculada Conceição, além de nossa padroeira é também nossa Rainha. Eis o motivo pelo qual a imagem de Nossa Senhora de Fátima recebeu também uma coroa oferecida pela senhoras de Portugal.

A Imaculada Conceição é também padroeira deste blogue, entre outros padroeiros (e de todos em conjunto já falei noutras ocasiões).

Os estrangeiros chegam a pensar que o nosso santuário nacional é o santuário de Fátima! Pois não, não é. O Santuário Nacional de Portugal é o da Imaculada Conceição, em Vila Viçosa, edifício ampliado sobre um primitivo mandado edificar pelo dono daquelas terras: o Santo Condestável de Portugal, o Beato Nuno Alvares Pereira (beato Nuno de Santa Maria). D. Nuno não só fundou aquela igreja, denominada "da Senhora do Castelo", como lhe ofereceu a imagem de Nossa Senhora, adquirida em Inglaterra.

Capela mor do Santuário Nacional de Portugal à Imaculada Conceição
D. João IV, depois da recuperação do Trono à plena legitimidade, em gratidão para com a Imaculada Conceição entregou-Lhe a coroa real coroando esta imagem de origem inglesa.


Em frente do Panteão dos Duques de Bragança


D. Duarte de Bragança, legítimo herdeiro do Trono de Portugal
Alguns membros da Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

13/10/13

A VERDADEIRA BATALHA E A ILUSÂO COCUPISCENTE - PEQUENA REFLEXÃO

Santo Condestável - D. Nuno Alvares Pereira
(Mosteiro de Sta. Maria da Victoria - Batalha, Portugal)
Que saudades dos meus tempos de criança. Corria tão veloz quanto a minha mente possibilitava imaginar, os saltos pareciam-me enormes e as cores do campo corriam-me deslumbrantes debaixo dos pés. Havia em nós algo de anjo e super-herói, incensáveis, aparentemente imunes aos tombos ... "o que é isso!?"

No recreio da escola primária corríamos às armas escondidas. Uma "espada" retirada de dentro de um tronco de oliveira centenária, um "escudo" por trás do muro, e armado, enfim, rápido, ágil e discreto, corria ao encontro do inimigo. Fosse qual fosse a escola, podia ver-se a predisposição natural dos meninos para desencantarem "armas" de ataque e defesa dos sítios mais insuspeitos, e fazer guerras em grupos de "bons" e "maus", onde ninguém queria ser o "mau". Sim, era um problema, nas minhas escolas primárias os meninos não queriam ser do grupo dos "maus", e das duas uma: ou os mais fortes se auto-proclamavam "os bons", ou simplesmente não havia distinção definida (os "maus" eram "os outros", em ambos os lados).

Até aos dias de hoje, não sei bem o motivo, quando passeio pelo campo tendo a agarrar uma vara que sirva da bastão ou espada (para fazer um pouco de esgrima contra algum arbusto ou erva do caminho... e que alegria me dá). Contenta-me ter pontaria para estas coisas, mas parece-me haver também nisto uma correspondência com as lutas sérias daqueles tempos de escola primária. Sim, "sérias", porque essas eram coisas muito levadas a peito, com honra de criança (é que aquelas brincadeiras eram mais verticais que a seriedade de muitos homens feitos quando tratam de coisas socialmente tidas de responsabilidade).

Disto certamente há algo que nos está na natureza. Por isso temo que algumas milícias de homens feitos sejam mais a expressão de uma humana necessidade da varonia que outra causa que a supere. E se estes são dominados ainda por tal impulso hão-de querer um qualquer motivo sobre o qual se organizem e lutem. Os menos conscientes e orientados contentar-se-ão com um motivo pouquíssimo exigente, e os restantes, mais exigente. Contudo, a actitude católica não pode contentar-se com pretextos: não se espera um motivo para a batalha, porque a batalha há-de ser a única resposta apropriada à verdadeira resolução do mal que se evita. Como tal, esta é uma situação oposta à primeira. Portanto, na primeira, há algo de concupiscível, que se torna como que um centro gravítico da acção beligerante e tende a arrastar o homem. Pelo contrário, o verdadeiro cavaleiro de Cristo acabará por ver completada a sua natureza na sua acção bélica por ser movida por algo verdadeiramente mais alto.

Infelizmente fala-se muito de "o combate", saindo da razoabilidade. Estes cavaleiros muito entregues a satisfazer o seu ímpeto não caminham para o BELUM mas para GUERRA, acabando assim por fazer mortos tanto no lado oposto como no seu lado.

As virtudes são as fundamentais armas do cavaleiro, e sem elas não há verdadeira nobreza, e são muitos os cavaleiros que venceram batalhas enormes sem ferro, morrendo em corpo, e matando em espírito.

Fiz-me entender!?

15/08/13

CONQUISTA DE CEUTA - ASSUNPÇÃO DE NOSSA SENHORA (15 - 25 de Agosto de 1415)

Assumpta est Maria. Tecto da igreja de S. Francisco (Ouro Preto - Brasil)

Hoje, 15 de Agosto de 2013, dia da Festa da Assunção de Nossa Senhora, trago um documento da conquista de Ceuta, dedicada a Nossa Senhora da Assunção (por ter sido conquistada dias antes desta Festa, o que induziu alguns autores a achar que não tivesse sido a conquista a 25 mas sim a 15). Podemos ver a acção de D. João I, o Infante D. Henrique e o Beato Nuno Alvares Pereira ("Santo Condestável"). Recomendo aos leitores mais apressados a leitura do ponto 1685 do texto, pelo menos. 

Cap. CCCVII

Dos avisos que ElRey fez de ser tomada a cidade, e como no outro dia ainda vieram alguns mouros escaramuçar junto aos muros; e como enfim se purificou a mesquita maior, e ElRey armou Cavaleiro seus filhos e outros fidalgos, como também os Infantes fizeram.

"1682. Tanto que ElRey se viu senhor da cidade, a primeira pessoa a quem se avisou de tão feliz sucesso foi a Martim Fernandes Porto-Carreiro, Governador de Tarifa (e não de Tavira, como erradamente diz Duarte Nunes de Leão na Crónica deste Principe, na pag. 367, o que pode ter sido erro de impressão) assim pela boa vontade que lhe mostrara como porque mais depressa chegasse a Castela esta notícia, a qual lhe mandou por João Rodrigues Comitre, seu criado, que dele foi gratamente recebido fazendo particular estimação desta nova; e achando-se presente seu filho, Pedro Fernandes, que foi o que havia levado a ElRey aquele refresco quando chegou a Tarifa, começou a queixar-se e arguir a seu pai por lhe não ter dado licença, como ele lhe pedira, para então ir a esta expugnação, e o pai se desculpou, não só com a incerteza do sucesso mas com o pouco tempo, que tivera para haver de aviá-lo como convinha à sua pessoa; e nao satisfeito de agradecer a ElRey pelo mesmo mensageiro com afectuosas demonstrações aquela notícia (que bem podiam fiar-se do seu ânimo e das conveniências, que a ele, como tão vizinho daquela Praça e também a toda a Hespanha [entenda-se "Espanhas" ou "Península Ibérica"] se seguiam da sua conquista) quis acompanhar ao mesmo João Rodrigues para melhor expressar a ElRey a sua estimação e o seu agradecimento.

ElRey D. João I
(Mestre de Aviz)

1683. Depois disto, mandou ElRey ao de Aragão outro criado seu, chamado João Escudeiro, para lhe participar com toda a individuação a mesma notícia, e daí a poucos dias mandou também a Álvaro Gonçalves da Maya, Védor da sua Fazenda na Cidade do Porto, para insinuar ao mesmo Príncipe "O desejo, que tinha de o servir, e ajudar na guerra contra os mouros, se ele quisesse empreendê-la, principalmente na conquista de Granada, para a qual lhe havia já aberto aquela porta". ElRey D. Fernando estimou igualmente a atenção e o aviso (que agradeceu também aos portadores com largos donativos), e, ainda que Azurara diga que desejando ele falar a ElRey D. João lhe mandara pedir se avistassem nos confins do Reino e  vindo a esta diligência se lhe agravara o achaque que morrera no caminho, contudo Duarte Nunes, no lugar referido diz melhor e mostra com evidência ser isto um erro manifesto a que eu também me inclino pelas mesmas razões.

1684. Finalmente, deu ElRey também parte deste sucesso a ElRey de Castela, como dizem todos os escritores, ainda que não declaram por quem.

Beato D. Nuno Alvares Pereira, Condestável de Portugal
("Santo Condestável")
1685. Expedidos estes avisos, e tendo ElRey determinado que se purificasse a Mesquita maior, para no Domingo seguinte se dizer Missa nela, o fez logo saber ao seu Capelão mor, Affonso Annes, que havia de celebrá-la juntamente ao Mestre Fr. João Xira seu pregador, a quem encomendou o sermão, o que assim foi disposto no segundo dia depois da batalha, que foi na sexta feira, e neste mesmo tempo tiveram os Infantes repetidas notícias, estando cada um em sua parte, de que alguns mouros dos que haviam fugido se tinham incorporado e estavam à vista da cidade provocando os nossos a saírem dela. O Infante D. Henrique, assim que o soube saiu logo a uma torre para ver quantos eram, mandando ao mesmo tempo buscar um cavalo, se fosse necessário; e vindo com o mesmo intento o Infante D. Henrique, e achando o cavalo à porta da torre, montou nele e deixou dito a seu irmão: Que tivesse paciência, que ele queria satisfazer o desejo daqueles bárbaros, indo buscá-los como eles pretendiam, e não podia perder a ocasião de sair logo, achando ali tão pronto o que haver de fazê-lo; e posto que fora das portas, junta já muita gente com ele, se formou em batalha à vista dos inimigos, e esperou largo espaço, contudo, não abalando eles do lugar em que estavam se recolheu o Infante para a Cidade.

1686. Outras muitas vezes, em onze dias que ElRey ali se deteve, vieram os mouros ao mesmo lugar, e saindo em algumas os nossos, houve várias escaramuças que, ainda que ligeiras, custaram não só sangue mas vidas, até que estando para sair a uma o Infante D. Duarte com o Condestável, e outros fidalgos, e sabendo-o ElRey lhes mandou: Que se abstivessem, e que dali por diante ninguém saísse fora da Praça sem sua licença, pois de semelhantes acções se não tirava honra nem conveniência, e que ele não viera ali a escaramuçar com os mouros, senão a ganhar-lhe a cidade, como havia feito. E assim desde aquele dia cessaram as saidas e as escaramuças.

1687. Chegou pois o Domingo 25 de Agosto de 1415, quatro dias depois de que se tomou a Praça (que foi aos 21 do dito mês, como fica referido, e não aos 14 ou 15 como julgam devota mas erradamente alguns eclesiásticos e com eles Manuel de Faria e Sousa, na sua África Portugueza, na pág. 32 e o que mais é, o mesmo Rui de Pina, na Chronica DelRey D. Duarte, por darem mais este feliz sucesso aos santíssimos dias da Véspera e Festa da Assumpção gloriosa de Nossa Senhora, como ElRey havia experimentado) e junto todo o Clero, que trazia a Armada, revestido de ornamentos riquíssimos (como também a igreja) que para este fim se haviam conduzido, se ordenou a Procissão, e feita ela se entrou a purificar a mesquita maior, com todas as cerimónias que determina a Igreja, a qual se dedicou à mesma gloriosíssima Virgem da Assumpção, acompanhando e assistindo ElRey a esta função com os Infantes e com a Nobreza toda; e acabado este primeiro acto, acesas as tochas, armadas as paredes, benta a casa, e composto o Altar, se entoou o Te Deum, no fim do qual se tocaram as trombetas e charamelas, e se repicaram os sinos que o Infante D. Henrique tinha feito colocar numa torre lembrado que os mouros haviam levado de Lagos alguns deles, e que Deus foi servido que logo fossem achados; e suspenso este festivo estrondo, subiu ao púlpito o Mestre Fr. João Xira, e com a sua costumada elegância ponderou a celebridade daquele dia, de cuja pregação fez um breve resumo Gomes Annes de Azurara, na pág. 262. Acabado o sermão se entrou a Missa, que de todos especialmente DelRey, foi ouvida com lágrimas de alegria, e devoção; e dita ela, se tornaram a repicar os sinos e tanger as trombetas, e neste sonoro ruído continuaram até que os infantes e o Conde deBarcelos, que haviam de ser armados Cavaleiros, tiveram lugar de vestir as suas armas para este ministério, sendo o primeiro que chegou aos pés DelRey o Infante D. Duarte, que tirando da bainha a espada a beijou e lha deu, e ele lha restituiu com as cerimónias de semelhante acto, que podem ver-se em Manuel Severim de Faria nas Notícias de Portugal (Discurso 3§ 28pág. 147 e seq.) e também no cap. II da Nobiliarchia Portugueza.

Infante D. Fernando, o "Infante Santo"
1688. O mesmo fez depois o Infante D. Pedro, a quem se seguiu seu irmão D. Henrique e depois Conde de Barcelos; e armados Cavaleiros, e depois o Conde de Barcelos; armados cavaleiros, se retiraram os infantes, cada um para sua parte a armarem também os seus criados e pessoas principais da sua comitiva, enquanto ElRey fazia o mesmo, os quais foram tantos que os não nomeiam as histórias, e só dizem que ele cançado suspendera esta função, e assim o Infante D. Duarte armou cavaleiros ao Conde D. Pedro de Menezes, D. João de Noronha, D. Henriqueseu irmão, Pedro Vaz de Almada, Nuno Martins da Silveira, Diogo Fernandes de Almeida, nuno Vaz de Castelobranco, e outros.

D. Duarte, então infante.
1689. O Infante D. Henrique armou a D. Fernando, Senhor de Bragança, a Gil Vaz da Cunha, Alvaro da Cunha, Alvaro Pereira, Alvaro Fernandes Mascarenhas, Vasco Martins da Albergaria, Diogo Gomes da Silva, João Gonçalves Zarco, e a outros muitos que os autores não nomeiam.

1690. O Infante D. Pedro armou a Aires Gomes da Silva, filho de João Gomes da Silva, a Alvaro Vaz de Almada, a Aires Gonçalves de Abreu, Martim Correia, João de Ataide, Digo Gonçalves Travaços, Fernão Vaz de Siqueira, Diogo Ceabra, e Martim Lopes de Azevedo filho de Lopo Dias de Azevedo que se achou com ElRey no sítio de Lisboa e em outras muitas ocasiões, nas quais se portou sempre com igual valor à sua qualidade, e o dito Martim Lopes foi um dos mais alentados homens daquele século, e dos doze que foram à Ingalterra em defesa das Damas; militou em todas as guerras do seu tempo, e na jornada de Ceuta acompanhou a ElRey, e foi por Capitão de uma nau (como seu pai foi também de outra) e ultimamente morreu na expugnação de Tanger, e seu filho Lopo de Azevedo, indo acompanhar aos Infantes D. Henrique e D. Fernando; e também seu irmão Pedro Lopes de Azevedo, indo com o Conde D. Pedro de Menezes, morreu num choque com os mouros, como se refere no cap. 162 nº 936. Teve mais Lopo Dias de Azevedo outros filhos (todos dignos de tal pai), dos quas diz Gomes Annes de Azurara na História de Ceuta que ainda conhecera quatro, todos homens de grande talento e capacidade, principalmente Fernão Lopez de Azevedo, Comendador de Ordem de Cristo, e Luiz de Azevedo, Védor da Fazenda, ambos do Conselho DelRey e Embaixadores a vários Príncipes nos reinados de D. Duarte e D. Afonso V, como consta das saus crónicas.

D. Duarte
1691. Este Martim Lopes parece ser filho primogénito de Lopo Dias de Azevedo, e não o quarto como dizem os Nobiliários, pois seu segundo neto, do seu mesmo nome, Martim Lopes de Azevedo, na demanda que trouxe com seus irmãos sobre suas partilhas, livrou destas a Quinta de Azevedo, que possuem seus descendentes, por se mostrar que esta, desde mais de trezentos anos sem interpolação andara sempre como Morgado nos filhos mais velhos dos seus antecessores; o que tudo consta da sentença que ele alcançou a seu favor, e foi proferida em Évora aos 30 de Agosto do ano de 1533 pelos Desembargadores dos Agravos, Martim Docem e Rui Gomes Pinheiro, a qual eu li no  primeiro traslado autêntico, que se extraiu dos autos naquele mesmo tempo em que eles se findaram, e que conserva para seu título Leonardo Lopes de Azevedo, que hoje é o Senhor deste Morgado; cuja certeza bastante abona a sua antiguidade, que não menos acredita a forma da letra igualmente conhecida por daquele tempo; e assim alcançado esta sentença o segundo neto, e possuindo a fazenda o bisavô, bem se infere ser filho mais velho de Lopo Dias de Azevedo o dito Martim Lopes, pois de outra sorte não pudera tocar-lhe nunca, sendo de Morgado, o que sempre chama os primeiros filhos." ("Memórias para a historia de Portugal que comprehendem o governo del rey D. Joäo o I", Tomo III, 1732)

13/04/13

CAVALO LUSITANO - PORTUGAL



 Das três raças portuguesas, o cavalo Lusitano (Puro Sangue Lusitano) é a mais conhecida das raças e é o mais antigo cavalo de sela (montado há mais de 5000 anos). Cavalo de excelência pela variedade das suas qualidades e grande beleza.


Estátua - Beato Nuno Alvares Pereira "Santo Condestável de Portugal"
Mosteiro da Batalha - Portugal

Guarda Nacional R. em frente ao Mosteiro dos Jerónimos

gravação do "Senhor dos Anéis"

O cavalo mais adequado à
corrida de touros


Cavalo Lusitano, albino.

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