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30/06/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (VI)



(da primeira parte)

V CAPÍTULO
Vinda de Jesus Cristo no Fim do Mundo. Os Dois Juízos Particular e Universal.

95. Jesus Cristo há de voltar alguma vez visivelmente à terra?
R: Jesus Cristo há de voltar visivelmente à terra, no fim do mundo, para julgar os vivos e os mortos, isto é, todos os homens, bons e maus.

96. Jesus Cristo para nos julgar esperará ao fim do mundo?
R: Jesus Cristo para nos julgar não esperará até ao fim do mundo, mas julgará a cada um imediatamente depois da morte.

97. Há de haver dois juízos?
R: Há de haver dois juízos: um particular, de cada alma, imediatamente depois da morte; o outro universal, de todos os homens, no fim do mundo.

98. De que nos há de julgar Jesus Cristo?
R: Jesus Cristo há de julgar-nos do bem e do mal que fizermos nesta vida, ainda mesmo dos pensamentos e das omissões.

99. Depois do juízo particular qual vem a ser o destino da alma?
R: Depois do juízo particular, a alma, se está sem pecado e sem dívida de pena, vai para o paraíso; se tem algum pecado venial ou alguma dívida de pena, vai para o purgatório até que tenha satisfeito; se está em pecado mortal, vai para o inferno.

100. As criancinhas e os idiotas que morrem sem baptismo para onde vão?
R: As criancinhas e os idiotas que morrem sem baptismo vão para o Limbo, onde não há prémio sobrenatural nem pena; porque tendo o pecado original, e só este, não pune de nenhum modo quem morre só com o pecado o purgatório.

101. Que é o purgatório?
R: O purgatório é o sofrimento temporário da privação de Deus, e outras penas que apagam da alma todos os restos de pecado, para o tornar digna de ver a Deus.

102. Podemos nós socorrer e até livrar as almas das penas do purgatório?
R: Podemos socorrer e até livrar as almas das penas do purgatório com os sufrágios, isto é, com orações, indulg~encias, esmolas e outras boas obras, e sobretudo, com a santa Missa.

103. É certo que existem o paraíso e o inferno?
R: É certo que existem o paraíso e o inferno: revelou-o Deus prometendo muitas vezes aos bons a vida eterna e gozo d'Ele mesmo, e ameaçando os maus com a perdição e com o fogo eterno.

104. Quanto durarão o paraíso e o inferno?
R: O paraíso e o inferno durarão eternamente.

15/06/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (IV)



(da primeira parte)

III CAPÍTULO
Criação do Mundo - Origem e Queda do Homem

51. Porque se diz Deus Criador do céu e da terra?
R: Diz-se Deus Criador do céu e da terra, isto é, do mundo, porque o fez do nada, e fazer do nada é criar.

52. O mundo é todo obra de Deus?
R: O mundo é todo obra de Deus; e na grandeza, beleza maravilhosa, mostra-nos o poder, a sabedoria e a bondade infinita d'Ele.

53. Deus criou somente aquilo que é material no mundo?
R: Deus não criou somente aquilo que é material no mundo, mas também os puros espíritos, e cria a alma de cada homem.

54. Quem são os puros espíritos?
R: Os puros espíritos são seres inteligentes sem corpo.

55. Como sabemos que existem puros espíritos criados?
R: Sabemos que existem puros espíritos criados sabemo-lo pela Fé.

56. Quais são os puros espíritos criados que a Fé nos faz conhecer?
R: A Fé faz-nos conhecer os puros espíritos bons, isto é, os Anjos, e os maus, isto é, os demónios.

57. Quem são os anjos?
R: Os anjos são os ministros invisíveis de Deus, e também nossos Guardas, tendo Deus confiado cada homem a um deles.

58. Temos alguns deveres para com os Anjos?
R: Para com os Anjos temos o dever da veneração, e para com o Anjo da Guarda temos também o dever de lhe ser gratos, de seguir as suas inspirações e de nunca ofender a sua presença com o pecado.

59. Os demónios quem são?
R: Os demónios são anjos que se rebelaram contra Deus por soberba e foram precipitados no inferno, os quais por ódio contra Deus tentam o homem para o mal.

60. Quem é o homem?
R: O homem é um ser racional, composto de alma e corpo.

61. Que é a alma?
R: A alma é parte espiritual do homem, pela qual ele vive, entende e é livre, e por isso capaz de conhecer, amar e servir a Deus.

62. A alma do homem morre com o corpo?
R: A alma do homem não morre com o corpo, mas vive eternamente, porque é espiritual.

63. Que cuidado devemos ter com a alma?
R: Com a alma devemos ter o máximo cuidado, porque ela é em nós a parte melhor e imortal, e só salvanso a alma seremos eternamente felizes.

64. Como é que o homem é livre?
R: O homem é livre, enquanto pode fazer uma coisa e não fazer, ou fazer uma de preferência a outra, como muito bem sentimos em nós mesmos.

65. Se o homem é livre, pode também fazer mal?
R: O homem pode, quer dizer, é capaz de fazer também o mal; mas não o deve fazer, precisamente porque é mal; a liberdade deve usar-se só para o bem.

66. Quem foram os primeiros homens?
R: Os primeiros homens foram Adão e Eva, criados imediatamente por Deus: todos os outros descendem destes que, por isso, são chamados os progenitores dos homens.

67. O homem foi criado fraco e cheio de misérias, como nós agora somos?
R: O homem não foi criado fraco e cheio de misérias, como nós agora somos, mas num estado feliz, com destino e com dons superiores à natureza humana.

68. O homem que destino recebeu de Deus?
R: O Homem recebeu de Deus o altíssimo destino de o ver e gozar eternamente, a Ele Bem infinito; e porque isto é absolutamente superior à capacidade da natureza, recebeu juntamente para o conseguir uma potência sobrenatural que se chama graça.

69. Além da graça, que mais dera Deus ao homem?
R: Além da graça Deus dera ao homem a isenção das fraquezas e misérias da vida e da necessidade de morrer, contando que não pecasse, como infelizmente fez Adão, cabeça da humanidade, comendo do fruto proibido.

70. Que pecado foi de Adão?
R: O pecado de Adão foi um pecado grave de soberba e de desobediência.

71. Que danos causou o pecado de Adão?
R: O pecado de Adão privou-se a ele e a todos os homens da graça e de qualquer outro dom sobrenatural, deixando-os sujeitos ao pecado, ao demónio, à morte, à ignorância, às más inclinações e a todas as outras misérias, e excluindo-os do paraíso.

72. Como se chama o pecado ao qual Adão sujeitou os homens com a sua culpa?
R: O pecado ao qual Adão sujeitou os homens com a sua culpa chama-se original, porque, cometido no princípio da humanidade, se transmite com a natureza a todos os homens na sua origem.

73. Em que consiste o pecado original?
R: O pecado original consiste no privação da graça original, que, segundo a disposição de Deus, deveríamos ter, mas não temos, porque a cabeça da humanidade com a sua desobediência se privou dessa graça a si e a todos nós, ses descendentes.

74. Como é que o pecado original é voluntário e portanto culpa para nós?
R: O pecado original é voluntário e portanto culpa para nós, só porque voluntariamente o cometeu Adão como cabeça da humanidade; e por isso Deus não castiga, mas simplesmente não premeia com o paraíso aquele que tenha só o pecado original.

75. O homem, por causa do pecado original, devia ficar excluído para sempre do paraíso?
R: O homem, por causa do pecado original, devia ficar excluído para sempre do paraíso, se Deus para o salvar, não houvesse prometido e mandado do céu o próprio Filho, isto é, Jesus Cristo.

(a continuar)

02/07/12

ALMAS DO PURGATÓRIO - PADRE PIO - DOIS CASOS

Padre Pio
Fr. Alberto d'Apolio de S. Giovanni Rotondo passou a texto o que o Pe. Pio, em maio de 1922, declarou ao Bispo de Melfi, D. Alberto Costa, e ao Pe. Lorenzo de S. Marcos superior do convento:

Depois de uma invernosa tarde de muita neve, estando no convento nos aposentos, à noite, sentado perto da lareira e recolhido em oração, apareceu-lhe um ancião que vestia uma capa antiga ainda usada pelos camponeses do sul da Itália, que se sentou junto dele. A respeito deste homem disse o Pe. Pio: "Não fazia ideia de como ele tinha podido entrar no convento a essa hora da noite já que todas as portas estavam fechadas. Então perguntei-lhe: Quem és? O que queres?". O ancião disse-lhe: "Padre Pio, sou Pietro Di Mauro, filho de Nicolá, alcunhado de Precoco". E continuou "eu morri neste convento a 18 de setembro de 1908, na cela número 4, quando o convento era ainda abrigo de pobres. Uma noite, enquanto estava na cama, adormeci com um cigarro aceso que incendiou o colchão, e morri asfixiado e queimado. Ainda estou no Purgatório. Necessito uma Missa para ser finalmente liberto. Deus permitiu-me vir pedir a sua ajuda."

Conforme o Pe. Pio: "Depois de ouvir isto, respondi-lhe: sem falta, amanhã cedinho celebrarei uma Missa pela sua libertação. Levantei-me e acompanhei-o até à porta do convento, para que pudesse sair, e dei-me conta que a porta estava fechada à chave. Abri-lhe a porta e despedi-me dele. A luz da Lua iluminava a praça coberta com neve. Quando eu não o vi mais diante de mim, fui tomado por um sentimento de receio, fechei a porta, voltei a entrar no quarto de hóspedes, e senti-me debilitado."

Uns dias mais tarde, o Pe. Pio também contou a história ao Pe. Paolino, e os dois decidiram ir à cidade, onde procuraram o registo de óbitos do ano 1908, e encontraram a 18 de setembro desse ano um Pietro Di Mauro. Este tinha morrido realmente queimado num incêndio na sua cela do então abrigo de pobres.

Na mesma época o Pe. Pio contou a Fr. Albert uma outra aparição de outra alma do purgatório: 

Numa noite, quando estava absorto em oração no coro da pequena igreja, fui sacudido e perturbado por um ruído de passos, e velas e jarrões de flores que se moviam no altar mor. Pensei que alguém devia estar ali, e gritei: Quem anda aí? Como não houve resposta voltei à oração, mas voltaram a incomodar-me os mesmos ruídos. Agora pareceu-me que uma das velas, que estava em frente à imagem de Nossa Senhora da Graça, estava caída. Para ver o que estava a acontecer no altar, coloquei-me em pé, acerquei-me à grade e vi pela sombra feita com a luz de presença do Sacrário, um jovem Irmão fazendo algumas limpezas. Pensei ser o Pe. Leone que estava compondo o altar; e como já era hora da ceia, acerquei-me e disse-lhe "Pe. Leone, vá cear, não é tempo para limpar o pó nem arranjar o altar." Mas uma voz diferente da do Pe. Leone respondeu: "eu não sou o Pe. Leone". Perguntei-lhe, "então quem é?", ao que me respondeu "sou um Irmão seu que fiz o noviciado aqui, e a minha função era limpar o altar durante o ano de noviciado. Infelizmente, durante todo esse tempo não reverenciei a Jesus Sacramentado, Deus Todo Poderoso, como deveria sempre que passei diante do altar. Causando grande aflição ao Santo Sacramento por minhas irreverências; visto que o Senhor estava no Sacrário para ser honrado, louvado e adorado. Por este sério descuido ainda estou no Purgatório. Agora, Deus, por sua misericórdia infinita, enviou-me aqui para que vós, padre, cuideis de mim e decidais desde quando eu poderei desfrutar do Paraíso. Eu acreditei ter sido generoso com essa alma no seu sofrimento, pelo que exclamei: "amanhã cedo celebrarei a Missa e estarás no Paraíso". Essa alma chorou dizendo "Cruel de mim, que malvado fui". E assim desapareceu. "Essa queixa produziu em mim uma ferida tão profunda no coração, a qual senti e sentirei durante toda a vida. De facto eu poderia ter enviado directamente essa alma ao Céu, mas condenei-o a permanecer uma noite nas chamas do Purgatório."

31/05/12

CATECISMO CATÓLICO - A ÚLTIMA VINDA (II)

É notável!
Prática. - Ninguém se poderá subtrair ao juízo divino; todos hão de comparecer ali; compareceremos nós também seremos julgados. Seremos então do número dos vivos ou dos mortos? Nas prédicas também ouvis dizer algumass vezes que os maus não são vivos, mas mortos. Estão vivos para a vida corporal, mas estão mortos para a espiritual, isto é, para a graça, que é a verdadeira vida da alma. Procurai estar sempre vivos para a vida sobrenatural, para a vida da graça, bem mais preciosa que a corporal, para serdes depois, no juízo, do número dos vivos.

Exemplos. - A parábola da boa semente e da cizânia. - Referiu Jesus um dia esta parábola: "O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; e, enquanto dormiam os homens, veio o seu inimigo, e semeou depois cizânia no meio do trigo, e foi-se. E, tendo crescido a erva, e dando fruto, apareceu também então a cizânia. E, chegando os servos do pai de família, lhe disseram: Senhor, por ventura não semeaste tu boa semente no teu campo? Pois donde lhe veio a cizânia? E ele lhes disse: O homem inimigo é que fez isto. E os servos lhe tornaram: Queres tu que nós vamos e a arranquemos? E respondeu-lhes: Não: para que talvez não suceda que, arrancando a cizânia, arranqueis juntamente com ela também o trigo. Deixai crescer uma e outra coisa até à ceifa, e no tempo da ceifa direi aos segadores: Colhei primeiramente a cizânia, e atirai-a em molhos para queimar, mas o trigo recolhei-o no meu celeiro."
Os Apóstolos não compreenderam a parábola, e, despedidas as turbas, "chegaram-se a ele, dizendo: Explica-nos a parábola da cizânia do campo. Ele lhes respondeu, dizendo: O que semeia a boa semente é o Filho do homem; e o campo é o mundo. A boa semente porém, são os filhos do reino: e a cizânia são os maus filhos; e o inimigo que a semeou é o diabo: e o tempo da ceifa é o fim do mundo: enviará o Filho do homem os seus anjos, e tirarão do seu reino todos os escandalosos, e os que obram a iniquidade. E lançá-los-hão na fornalha de fogo. Ali será o choro e o ranger com os dentes. Então resplandecerão os justos, como o sol, no reino de seu Pai". (S. Mateus, XIII, 24-30; 36-43).

(terá continuação)
(Leia a I parte)

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