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25/07/17

NA SERRA ALTA - HONRAR OS SUPERIORES LGÍTIMOS

D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, Venerável da Santa Igreja
 
"Porque os nossos legítimos reis são nossos legítimos superiores, os nossos antigos tiveram virtude católica de honrá-los, desconfiando prontamente das teses adversas. (...) Eis um mau costume liberal lentamente assimilado pós victória liberal, eis um pecado mortal ao qual só a ignorância e a confusão poderão livrar de culpabilidade: tratar os nossos Reis legítimos com soberba, igualdade, desdém, juízo temerário, rebeldia, e outras posturas vis que, em outros tempos equivaleriam a uma debandada para o exército inimigo."
(na serra alta - J. Antunes)

13/02/17

A VERDADEIRA NOBREZA (V)

(continuação da V parte)



Capítulo IV
Dos Mandamentos
 
Dava o Profeta David muitas graças ao Senhor porque anunciava sua palavra a Jacob, eseus juízos, e justiça a Israel, e todo Cristão lhes deve render pela mercê de o tirar das trevas da gentilidade, e error dos infiéis, para lhe dar uma lei tão santa, amorosa, boa, e toda conforme a razão, e verdade, como saída da mesma fonte dela. Sendo de tanta estima nos olhos de Isaías, que senão fora por ela (dizia ele) formamos tão bestiais, como os de Sodoma, e tão desenfreados brutos como os de Gomorra. Muitas leis celebra a Antiguidade dadas por muitos varões famosos Licurgo, Sólon, e outros, homens enfim; mas a que professamos escrever, e deu o mesmo Criador e Senhor do mundo, que não pôde errar. Três houve nele, a da natureza, escrita, e a da graça, em que vivemos depois da vida à terra do Filho de Deus, Dez são os seus Mandamentos: os primeiros três pertencem ao culto, e honra sua, chamados da primeira tábua; os outros sete poem em ordem, em como se há de haver cada um com seu próximo, e se dizem da segunda pela divisão, que deles fez Deus, quando tratando com Moisés lhe deu a lei escrita em duas tábuas de pedra, feitas com tal artifício, e engenho, que claramente se via nelas ser obra da mão divina, como diz Abulense. Destes dez Mandamentos, uns são afirmativos, como amarás a Deus, honrarás a teu pai, etc. e outros negativos, como, não mantarás, não furtarás, etc. e todos se cifram em dois, amarás a teu Deus, e Senhor sobre todas as coisas, e a teu próximo como a ti mesmo; porque quando as leis são breves se guardam melhor, e sendo a de Deus tão suave, quis que lhe não faltasse esta condição: e se ainda estes dois preceitos te parecem muitos (diz S. Agostinho) adverte que muitas vezes a divina Escritura em um só Mandamento compreende os dez da lei nova, e seiscentos da velha; porque quem ama a Deus, é certo que há de cumprir suas ordens pontualmente. E tudo quanto ele ordenou na lei antiga em preceitos morais, e cerimónias se cifra em um ponto, que é amá-Lo sobre todas as coisas, e a todos nele. Quem pudera com todo o interior de sua alma mostrar a bondade, e suavidade deste santíssima lei, fundada toda em amor, como diz S. Gregório, e tão posta em razão. Todo o homem como criatura racional a deve estimar, e abraçar, porque havendo Deus feito à sua imagem, e semelhança, e criado o mundo todo para seu serviço, e regalo, e sobretudo da do seu próprio Filho, para como o seu precioso sangue o libertar do cativeiro do pecado, e abrir as portas do Céu, para que foi criado, de razão o há de amar agradecido, e servir por tão grandes benefícios. Deste amor nasce o do próximo, porque conforme S. Tomás, o mesmo hábito de caridade, que o Senhor infunde nas almas, para quem com ele ame a seu Deus, esse mesmo é o que os inclina, e move para que ame a seu próximo, nem se compadece um amor sem o outro. Do que próximo, que quem tem não lhe faz dono, como não quer que se lhe faça, e faz o bem que pode da maneira que deseja se lhe façam outros. Assim que se reduzem estes dez Mandamentos todos ao amor, porque sendo o Deus a mesma caridade, lhe parece qualquer libré deste precioso bocado mui bem. Debaixo deste preceito se compreendem todos os homens do mundo, como nota S. Próspero, ainda que Gentio, Mouro, e outros bárbaros; podemos bem ser diferentes no trato, e polícia; mas a natureza nos fez tão irmão, como os que nasceram das nossas portas a dentro: porque todo o animal ama o outro a si semelhante (como diz o Eclesiastes) e um homem a outro homem também como semelhança sua. E esta lei é mui digna de Deus, pelo que concluem os Santos, Agostinho, Crisóstomo, Basílio, e Jerónimo, que não são discutidos, nem impossíveis os preceitos do amor, em que mui bem cabe o que diz o Senhor: Meu jugo é a suave, e a minha carga leve. Nestes dez Mandamento, neste precioso bálsamo de amor, com que ficamos preservados da corrupção, deve todo homem estar instruído, e procurar ser constante na observação deles, porque a Fé (segundo S. Agostinho) aviventado do amor, é de verdadeiro e Católico Cristão. Além destes dez há outros cinco, que se dizem da Igreja, que pela autoridade, e poderes que têm de seu Esposo, pode, como nota S. Crisóstomo, não só absolver, atar, desatar, e ligar os pecadores, porém tem faculdade para ordenar leis, estatuir cânones, e estabelecer preceitos, que obriguem, como se o mesmo Deus os ordenara, e mandara; e em virtude deste privilégio pôs aos fiéis estes cinco Mandamentos de bom governo que são: Ouvir Missa nos Domingos, e festas de guarda, confessar ao menos uma vez cada ano, comungar pela Páscoa, jejuar quando ela manda, e pagar dízimos, e primícias. Quem quiser saber o tempo, e concílios, em que se foram assentando, leia o Catolicismo do Padre Pero Canisio. Finalmente o que verdadeiramente ama a Deus, não deixará de guardar uns, e outros, com que alcançará a verdadeira nobreza, que só neste amor consiste.
 
(a continuar)

20/08/13

PRÁTICA DOS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS (IV)

(continuação da III parte)


8 - "Não levantar falsos testemunhos":

a) S. Tiago diz que é perfeito o homem que não peca com a língua, Defendei-vos pois de toda a palavra e de todo o juízo contra o próximo, e de toda a palavra contra a verdade. Imitai o alfaiate, que mede muito bem o pano antes de o talhar. Medi, isto é, pensai bem nas palavras que proferis e nas consequências que delas podem provir.  - E lembrai-vos de que a caridade nunca pensa mal e que a sinceridade é amada por Deus e pelos homens.

b) Diz-nos o Senhor: "Não queirais julgar, para que não sejais julgados. Pois com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que medirdes vos medirão também a vós. Porque vês tu pois a aresta na vista de teu irmão, e não vês a trave na tua". (S. Mateus, VII, 1-3)

c) É grave, difícil e penoso este dever. Mortificai a língua; nunca, por maneira nenhuma, faleis mal do próximo, para evitardes o ter de reparar esse mal.


9 - "Não desejar a mulher do próximo":

Assim como vos dareis pressa em sacudir um carvão aceso que vos caísse no fato, para que vos não queimasse, assim repeli solicitamente todo o sentimento mau que vos venha; e dirigi o vosso pensamento para Maria Santíssima, pedindo-lhe o seu auxílio, para o paraíso que perdereis, para o inferno que merecereis.


10 - "Não cobiçar as coisas alheias":

"Não queirais entesourar para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e a traça os consomem, e onde os ladrões os desenterram e roubam, mas entesourai para vós tesouros no céu, onde não os consome a ferrugem nem a traça, e onde os ladrões não desenterram nem roubam". (S. Mateus, VI, 19, 20) - Sêde, portanto, laboriosos; não malbarateis nada, nem gasteis inutilmente o dinheiro; cuidai desde agora, que sois crianças, da moderada economia segundo as vossas posses.

19/08/13

PRÁTICA DOS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS (II)

(continuação da I parte)


2 - "Não invocar o Santo Nome de Deus em vão":

a) Adverte-nos o Espírito Santo: "Não esteja o nome de Deus de contínuo na tua boca, e não mistures com o discurso os nomes dos santos; porque não ficarás impune disso;" (Eclesiástico, XXII, 10) e recorda-nos que o nome de Deus "é santo e terrível" (Salmos, CX, 9) e, por isso, merece que o pronunciemos sempre com respeito. E, por meio de Moisés, diz-nos: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus". (Êxodo, XX, 7)

b) Procedei como Jesus vos ensina: "Eu vos digo que absolutamente não jureis... mas seja o vosso falar: Sim, sim; Não, não". (S. Mateus, V, 34, 37) Recomenda S. Tiago: "Irmãos meus, não jureis... mas seja a vossa palavra: Sim, sim; Não, não: para que não caiais debaixo do juízo". (S. Tiago, V, 12)

c) Não blasfemeis; nunca contamineis com a blasfémia a língua com que rezais e na qual se poisa Jesus na Sagrada Comunhão. - Quando ouvirdes blasfemar, recitai uma jaculatória, e especialmente estas: "Seja louvado Nosso Senhor jesus Cristo; Deus seja bendito."

d) Nunca façais votos, nem vos comprometais com juramentos a coisa nenhuma, se antes não falastes nisso ao confessor. O Espírito Santo diz-nos que "o homem que juramento, se encherá de pecados". (Eclesiástico, XXIII, 12) O mesmo podemos dizer a respeito dos votos, porque facilmente se deixarão de cumprir.


3 - "Guardar os Domingos e Festas de guarda":

a) Reconhecei os dias santificados como dias do Senhor, em que particularmente o deveis honrar não só com o coração, mas também com as obras externas vivificadas sempre pelo espírito interno, e assisti então à Missa com toda a devoção que puderdes.

b) Nos dias de festas procurai evitar os divertimentos perigosos; fazei alguma leitura piedosa. Lembrai-vos de que o descanso festivo foi dado para alívio do corpo e para proveito da alma, mas especialmente para melhor podermos honrar e servir a Deus.

c) Nos dias santos não são proibidas as distracções e os divertimentos honestos, os quais, ao mesmo tempo que aliviam o espírito, redundam em vantagem do corpo. Guardai-vos, porém, de certos divertimentos perigosos... passeios, cinematógrafos, companhias, bailes,teatros, etc... Quem se deixa arrastar a eles, transforma o dia do Senhor, como deveria ser, em dia do demónio. Para ele o dia santo, em vez de ser realmente um dia santo e dia de boas obras, torna-se um dia de pecado.


4 - "Honrar pai e mãe e outros legítimos superiores":

a) Amai e, por isso, respeitai e obedecei aos pais, lembrando-vos dos grandes sacrifícios que fizeram por vós em crianças e que continuam a fazer pela vossa educação. - Se acontecer obterdes uma posição ou condição superior à deles, nunca vos envergonheis de os reconhecer, ainda mesmo em público, e de mostrar que eles são os vossos venerados pais. Cumprireis assim com o vosso dever e conquistareis a estima nas pessoas rectas. - Cumpri também fielmente os vossos deveres para com todos os vossos superiores constituídos em autoridade.

b) Meus queridos meninos, nunca se torne nenhum de vós culpado de tão graves delitos: mas também não se torne nenhum culpado de desobediência, ingratidão ou ofensa, ainda que leves. Tende pelos vossos pais sentimentos de grande veneração.

(III parte)

PRÁTICA DOS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS (I)

1 - "Amar a Deus sobre todas as coisas":

a) Guardai-vos dos discursos contra a religião que Deus nos impõe pelo primeiro mandamento. - Ponderai que a prática da religião é o máximo dever, porque Deus é o supremo Senhor de tudo e de todos. Praticai por isso, rigorosamente todos os deveres religiosos sem respeito humano.

b) Para não ignorardes culpavelmente as verdades da Fé, estudai o catecismo com diligência, frequentais as instruções e ouvi a palavra de Deus. Quando tiverdes dificuldades e as não souberdes resolver, exponde-as ao catequista ou ao confessor para terdes uma resposta satisfatória, e reflecti até conseguirdes compreender bem a resposta.

c) Há uma espécie de superstição, de que também se tornam culpados alguns cristãos, e vem a ser amar-se tão desordenadamente uma criatura que se considere quase como seu Deus, antepondo-a inteiramente a Deus. Por exemplo, são culpados de tal delito o avarento, o ambicioso, o vicioso, que fazem do ouro, da vanglória, do prazer, etc. como que um Deus; amam como a Deus estas coisas, e por elas, que não por Deus, estarão dispostos a sacrificar tudo. Procurai, pois, que o vosso coração seja sempre de Deus; e não levanteis nele nenhum altar a qualquer paixão má, que se tornaria vosso Deus em oposição ao Criador. - Quem confia em Deus não coloca a sua esperança em actos supersticiosos, e não teme consequências de coisas ou factos, que naturalmente não deve temer. Não deis ouvidos ao que alguns dizem a favor ou contra certas coisas ou factos, de que esperam efeitos sobrenaturais: dispensai como indignas de cristãos, a superstição que alguns têm com o número 13, com as sextas-feiras, com certos encontros usuais, etc.

d) Fugi de todas estas faltas graves contra Deus. - Lembrai-vos particularmente de que Deus detesta de modo especial o sacrilégio, nunca o cometais. - Fugi do que não é também sacrilégio no sentido rigoroso da palavra, como toda a falta de respeito à Igreja, ao sacerdote e às coisas destinadas ao culto divino.

e) Celebremos devotamente as festas dos Santos. Estudemos a sua vida, para imitarmos as suas virtudes. - Roguemos-lhes que intercedam por nós. - Sejamos particularmente devotos do Anjo da Guarda e do Santo do nosso nome: honremo-los com o nosso procedimento bom e virtuoso.

f) Destinados a estarmos com os Santos no Céu, sejamos na terra seus fiéis imitadores, praticando, como eles, a virtude, segundo a doutrina e os exemplos de Jesus Cristo, quais no-los ensinam o Evangelho e a Igreja.

g) Tende sempre grande respeito pelas sagradas relíquias. - Respeitai igualmente o vosso corpo como membro do corpo místico de Jesus Cristo e templo vivo do Espírito Santo, e porque ele é destinado à glória do Paraíso.

h) Tende grande respeito pelas sagradas imagens e com o vosso espírito representai-vos ao vivo a pessoa que elas figuram.  - Em sinal de respeito às sagradas imagens conservai puros os vossos olhos, e não olheis, portanto, para imagens, fotografias, ilustrações, ou bilhetes postais maus. E quem possuir estas coisas más, hoje mesmo as lance fora e as destrua.

(II parte)

DOUTRINA CATÓLICA - 10 MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS

 
MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS
(doutrina católica)


PRIMEIRO MANDAMENTO

169. Que é que nos ordena o primeiro mandamento Amar a Deus sobre todas as coisas?
R: O primeiro mandamento Amar a Deus sobre todas as coisas ordena-nos que havemos de ser religiosos, isto é, crer em Deus e amá-Lo, adorá-Lo e servi-Lo, como único verdadeiro Deus, Criador e Senhor de tudo.

170. Que é que nos proíbe o primeiro mandamento?
R: O primeiro mandamento proíbe-nos a impiedade, a superstição, e irreligiosidade, e também a apostasia, a heresia, a dúvida e a ignorância culpável das verdades da Fé.

171. Que é a impiedade?
R: Impiedade é a negação de todo o culto a Deus.

172. Que é a superstição?
R: Superstição é o culto divino, ou da latria, prestado a quem não é Deus, ou ainda a Deus, mas de modo não conveniente: e por tanto a Deus, mas de modo não conveniente; e por tanto a idolatria ou o culto de falsas divindades e de criaturas; o recurso ao demónio, aos espíritos e a todos os meios suspeitos para obter coisas humanamente impossíveis; o uso de ritos inconvenientes, vãos ou proibidos pela Igreja.

173. Que é a irreligiosidade?
R: Irreligiosidade é a irreverência a Deus e às coisas divinas, como a tentação de Deus, o sacrilégio ou profanação de pessoas ou de coisas sagradas, a simonia ou compra e venda de coisas espirituais ou que digam respeito ao espiritual.

174. Se o culto das criaturas é superstição, como não é superstição o culto católico dos Anjos e dos Santos?
R: O culto católico dos Anjos e dos Santos não é superstição, porque não é culto divino ou de adoração devida só a Deus: nós não os adoramos como a Deus, mas venera-mo-los como amigos de Deus e pelos dons que têm d'Ele, e portanto para honra do mesmo Deus, que nos Anjos e nos Santos opera maravilhas.

175. Quem são os Santos?
R: Os Santos são aqueles que, tendo praticado heroicamente as virtudes segundo os ensinamentos e os exemplos de Jesus Cristo, mereceram especial glória no Céu e também na terra, onde, por autoridade da Igreja, são publicamente honrados e invocados.

176. Porque é que veneramos também o corpo dos Santos?
R: Veneramos também o corpo dos Santos, porque lhes serviu para praticarem virtudes heróicas, foi com certeza templo do Espírito Santo, e há de ressurgir glorioso para a vida eterna.

177. Porque é que veneramos também as relíquias mínimas e as imagens dos Santos?
R: Veneramos também as relíquias mínimas e as imagens dos Santos para sua memória e honra, referindo a eles a veneração, absolutamente ao invés dos idólatras, que prestam às imagens ou ídolos um culto divino.

178. Deus no Antigo Testamento não proibiu severamente as imagens?
R: Deus no Antigo Testamento proibiu severamente as imagens para adorar, e até quase todas as imagens, como ocasião próxima de idolatria para os judeus que viviam entre os idólatras e eram muito inclinados à superstição.


SEGUNDO MANDAMENTO

179. Que é que nos proíbe o segundo mandamento Não jurar o seu santo nome em vão?
R: O segundo mandamento não jurar o seu santo nome em vão proíbe-nos desacatar o nome de Deus: e portanto nomeá-lo sem respeito, blasfemar de Deus, da santíssima Virgem, dos Santos e das coisas santas; fazer juramentos falsos, não necessários ou de qualquer modo ilícitos.

180. Que é o juramento?
R: O juramento é chamar a Deus em testemunho daquilo que se afirma ou que se promete; por isso quem jura o mal e quem perjura ofende sumamente a Deus, que é a Santidade e a Verdade.

181. É grande pecado a blasfémia?
R: A blasfémia é grande pecado, porque injuria e escarnece a Deus ou aos seus Santos, e muitas vezes é também horrenda heresia.

182. Que é que nos ordena o segundo mandamento?
R: O segundo mandamento ordena-nos que tenhamos sempre respeito ao santo nome de Deus, e que cumpramos os votos e as promessas juradas.

183. Que é o voto?
R: O voto é a promessa feita a Deus de algum bem a Ele agradável, a que nos obrigamos por virtude de religião.


TERCEIRO MANDAMENTO

184. Que é que nos ordena o terceiro mandamento Guardar os domingos e festas de guarda?
R: O terceiro mandamento guardar os domingos e festas de guarda ordena-nos que honremos a Deus nos domingos e festas de guarda com actos de culto externo, dos quais para os cristãos o essencial é a santa Missa.

185. Porque é que devemos fazer actos de culto externo? Não basta adorar a Deus, que é espírito, interiormente no coração?
R: Não basta adorar a Deus interiormente no coração, mas devemos também render-lhe o culto externo preceituado, porque estamos sujeitos a Deus em todo o nosso ser, alma, corpo, e devemos dar bom exemplo; e também porque de outro modo se perde o espírito religioso.

186. Que é que nos proíbe o terceiro mandamento?
R: O terceiro mandamento proíbe-nos os trabalhos servis nos domingos e festas de guarda.

187. Quais são os trabalhos que se chamam servis?
Chamam-se trabalhos servis os trabalhos manuais próprios dos artífices e dos operários.

188. São proibidos todos os trabalhos servis nos dias de festas?
R: Nos dias de festa são proibidos todos os trabalhos servis não necessários à vida e ao serviço de Deus e não justificados pela piedade ou por qualquer outro motivo grave.

189. Como se devem empregar os dias de festa?
R: Devem-se empregar os dias de festa em benefício da alma, frequentando a pregação e o catecismo, e praticando alguma obra boa; e também em repouso do corpo, longe de todo o vício e de toda a dissipação.


QUARTO MANDAMENTO

190. Que é que nos ordena o quarto mandamento?
R: O quarto mandamento Honrar pai e mãe ordena-nos que amemos, respeitemos e obedeçamos aos pais e a todos os que têm poder sobre nós, isto é, aos nossos superiores constituídos em autoridade.

191. Que é que nos proíbe o quarto mandamento?
R: O quarto mandamento proíbe-nos ofender os nossos pais e superiores constituídos em autoridade e desobedecer-lhes.

192. Porque é que devemos obedecer aos superiores constituídos em autoridade?
R: Devemos obedecer aos superiores constituídos em autoridade porque "não há poder que não venha de Deus;... aquele, pois que resiste ao poder resiste à ordenação de Deus" (aos Romanos, XIII, 12)


QUINTO MANDAMENTO

193. Que é que nos proíbe o quinto mandamento Não matar?
R: O quinto mandamento não matar proíbe-nos causar dano à vida tanto natural como espiritual do próximo e nossa, por isso proíbe-nos o homicídio, o suicídio, o duelo, os ferimentos, as pancadas, as injúrias, as impercações e o escândalo.

194. Porque é pecado o suicídio?
R: O suicídio é pecado, como o homicídio porque só Deus é senhor da nossa vida, como da do próximo; além disso é pecado de desesperação que, para mais, tira ao homem com a vida a possibilidade de se arrepender e de se salvar.

195. A Igreja estabeleceu penas contra o suicídio?
R: A Igreja estabeleceu a privação da sepultura eclesiástica contra o suicídio responsável pelo acto praticado.

196. Porque é pecado o duelo?
R: O duelo é pecado, porque é sempre um atentado por vingança particular, em desespero da lei e da justiça pública; mesmo porque com isso loucamente se entrega a decisão do direito e da sem razão à força, à dexireza e ao acaso.

197. A Igreja estabeleceu penas contra os duelistas?
R: A Igreja estabeleceu a excomunhão contra os duelistas e contra todos os que voluntariamente assistem ao duelo.

198. Que é escândalo?
R: Escândalo é dar ao próximo, com qualquer acto mau, ocasião de pecar.

199. O escândalo é pecado grave?
R: O escândalo é pecado gravíssimo, e Deus pedirá contas do mal que se faz cometer a outrem com pérfidos incitamentos e com maus exemplos: "Ai daquele por quem vem o escândalo."

200. Que é que nos ordena o quinto mandamento?
R: O quinto mandamento ordena-nos que queiramos bem a todos, ainda mesmo aos inimigos, e que reparemos o mal corporal e o espiritual feito ao próximo.


SEXTO MANDAMENTO

201. Que é que nos proíbe o sexto mandamento Guardar castidade? 
R: O sexto mandamento guardar castidade proíbe-nos toda a impureza: e portanto as acções, as palavras, os olhares, os livros, as imagens e os espectáculos imorais.

202. Que é que nos ordena o sexto mandamento?
R: O sexto mandamento ordena-nos que sejamos "santos no corpo", tendo o máximo respeito pela própria pessoa e pela dos outros, como obras de Deus e templos onde Ele habita com a presença e com a graça.


SÉTIMO MANDAMENTO

203. Que é que nos proíbe o sétimo mandamento Não furtar?
R: O sétimo mandamento não furtar proíbe-nos causar dano ao próximo nos seus bens: por isso proíbe-nos os furtos, os estragos, a usura, a fraude nos contratos e nos serviços e a cooperação nestes danos.

204. Que é que nos ordena o sétimo mandamento?
R: O sétimo mandamento ordena-nos que restituamos as coisas alheias, que reparemos os danos culpavelmente causados, que paguemos as dívidas e os justo salário aos operários.

205. Quem, podendo, não restitui ou não repara, obterá perdão?
R: Quem, podendo, não restitui ou não repara, não obterá perdão, ainda mesmo que por palavras se declare arrependido.


OITAVO MANDAMENTO

206. Que é que nos proíbe o oitavo mandamento Não levantar falso testemunho?
R: O oitavo mandamento não levantar falso testemunho proíbe-nos toda a falsidade e o dano injusto à fama alheia: por isso, alem do falso testemunho, a calúnia, a mentira, a detracção ou murmuração, a adulação, o juízo e a suspeita temerários.

207. Que é que nos ordena o oitavo mandamento?
R: O oitavo mandamento ordena-nos que digamos oportunamente a verdade, e que interpretemos em bom sentido, tanto quanto possível, as acções do próximo.

208. Quem danificou o próximo no seu bom nome, acusando-o falsamente ou falando mal dele, a que é obrigado?
R: Quem danificou o próximo no seu bom nome acusando-o falsamente ou falando mal dele, deve reparar, quanto puder, o dano que causou.

 
NONO MANDAMENTO

209. Que é que nos proíbe o nono mandamento Não desejar a mulher do próximo? 
R: O nono mandamento Não desejar a mulher do próximo proíbe-nos os pensamentos e desejos maus.

210. Que é que nos ordena o nono mandamento?
R: O nono mandamento ordena-nos a perfeita pureza da alma e o máximo respeito, ainda mesmo no íntimo do coração, pelo santuário da família.


DÉCIMO MANDAMENTO

211. Que é que nos proíbe o décimo mandamento Não cobiçar as coisas alheias?
R: O décimo mandamento não não cobiçar as coisas alheias proíbe-nos a ambição desregrada das riquezas, sem respeito pelos direitos e pelo bem do próximo.

212. Que é que nos ordena o décimo mandamento?
R: O décimo mandamento ordena-nos que sejamos justos e moderados no desejo de melhorar a própria condição, e que soframos com paciência a pobreza e as outras misérias permitidas pelo Senhor para nosso merecimento, por isso que "por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus." (Acto dos Apóstolos XIV, 21.)

(do "Novo Manual do Catequista ou Explicação do Catecismo da Doutrina Cristã Publicado Por Ordem de S. S. Pio X ..." (1913). Tradução Revista Pelo Ex.mo e Rev.mo Sr. Arcebispo de Évora D. Manuel Mendes da Conceição Santos. Aprovado em 1917 pelo Bispo da Guarda e o Bispo de Portalegre. Imprimatur do Cardeal patriarca de Lisboa (1930)... etc.)

13/08/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XVII)


§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular 
NONO MANDAMENTO 

209. Que é que nos proíbe o nono mandamento não desejar a mulher do próximo? 
R: O nono mandamento não desejar a mulher do próximo proíbe-nos os pensamentos e desejos maus.

210. Que é que nos ordena o nono mandamento?
R: O nono mandamento ordena-nos a perfeita pureza da alma e o máximo respeito, aindamesmo no íntimo do coração, pelo santuário da família.

DÉCIMO MANDAMENTO

211. Que é que nos proíbe o décimo mandamento não cobiçar as coisas alheias?
R: O décimo mandamento não não cobiçar as coisas alheias proíbe-nos aambição desregrada das riquezas, sem respeito pelos direitos e pelo bem do próximo.

212. Que é que nos ordena o décimo mandamento?
R: O décimo mandamento ordena-nos que sejamos justos e moderados no desejo de melhorara própria condição, e que soframos com paciência a pobreza e as outras misérias permitidas pelo Senhor para nosso merecimento, por isso que "por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus." (Acto dos Apóstolos XIV, 21.)

11/08/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XVI)


§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular 
SEXTO MANDAMENTO 

201. Que é que nos proíbe o sexto mandamento guardar castidade? 
R: O sexto mandamento guardar castidade proíbe-nos toda a impureza: e portanto as acções, as palavras, os olhares, os livros, as imagens e os espectáculos imorais.

202. Que é que nos ordena o sexto mandamento?
R: O sexto mandamento ordena-nos que sejamos "santos no corpo", tendo o máximo respeito pela própria pessoa e pela dos outros, como obras de Deus e templos onde Ele habita com a presença e com a graça.

SÉTIMO MANDAMENTO 

203. Que é que nos proíbe o sétimo mandamento não furtar?
R: O sétimo mandamento não furtar proíbe-nos causar dano ao próximo nos seus bens: por isso proíbe-nos os frutos, os estragos, a usura, a fraude nos contratos e nos serviços e a cooperação nestes danos.

204. Que é que nos ordena o sétimo mandamento?
R: O sétimo mandamento ordena-nos que restituamos as coisas alheias, que reparemos os danos culpavelmente causados, que paguemos as dívidas e os justo salário aos operários.

205. Quem, podendo, não restitui ou não repara, obterá perdão?
R: Quem, podendo, não restitui ou não repara, não obterá perdão, ainda mesmo que por palavras se declare arrependido.

OITAVO MANDAMENTO 

206. Que é que nos proíbe o oitavo mandamento não levantar falso testemunho?
R: O oitavo mandamento não levantar falso testemunho proíbe-nos toda a falsidade e o dano injusto à fama alheia: por isso, alem do falso testemunho, a calúnia, a mentira, a detracção ou murmuração, a adulação, o juízo e a suspeita temerários.

207. Que é que nos ordena o oitavo mandamento?
R: O oitavo mandamento ordena-nos que digamos oportunamente a verdade, e que interpretemos em bom sentido, tanto quanto possível, as acções do próximo.

208. Quem danificou o próximo no seu bom nome, acusando-o falsamente ou falando mal dele, a que é obrigado?
R: Quem danificou o próximo no seu bom nome acusando-o falsamente ou falando mal dele, deve reparar, quanto puder, o dano que causou.

10/08/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XV)


§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular 
QUINTO MANDAMENTO 

193. Que é que nos proíbe o quinto mandamento não matar?R: O quinto mandamento não matar proíbe-nos causar dano à vida tanto natural como espiritual do próximo e nossa, por isso proíbe-nos o homicidio, o suicídio, o duelo, os ferimentos, as pancadas, as injúrias, as impercações e o escândalo.

194. Porque é pecado o suicídio?
R: O suicídio é pecado, como o homicídio porque só Deus é senhor da nossa vida, como da do próximo; além disso é pecado de desesperação que, para mais, tira ao homem com a vida a possibilidade de se arrepender e de se salvar.

195. A Igreja estabeleceu penas contra o suicídio?
R: A Igreja estabeleceu a privação da sepultura eclesiástica contra o suicídioresponsável pelo acto praticado.

196. Porque é pecado o duelo?
R: O duelo é pecado, porque é sempreum atentado por vingança particular, em desespero da lei e da justiça pública; mesmo porque com isso loucamente se entrega a decisão do direito e da sem razão à força, à dexireza e aoacaso.

197. A Igreja estabeleceu penas contra os duelistas?
R: A Igreja destabeleceu a excomunhão contra os duelistas e contra todos os que voluntariamente assistem ao duelo.

198. Que é escândalo?
R: Escândalo é dar ao próximo, com qualquer acto mau, ocasião de pecar.

199. O escândalo é pecado grave?
R: O escãndalo é pecado gravíssimo, e Deus pedirá contas domal que se fazcometer a outrem com pérfidos incitamentos e com maus exemplos: "Ai daquele por quem vem o escândalo."

200. Que é que nos ordena o quinto mandamento?
R: O quinto mandamento ordena-nosque queiramos bem a todos, ainda mesmo aos inimigos, e que reparemos o mal corporal e o espiritual feito ao próximo.

09/08/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XIV)


§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular 
QUARTO MANDAMENTO 

190. Que é que nos ordena o quarto mandamento?
R: O quarto mandamento honrar pai e mãe ordena-nos que amemos, respeitemos e obedeçamos aos pais e a todos os que têm poder sobrenós, isto é, aos nossos superiores constituidos em autoridade.

191.Que é que nos proíbe o quarto mandamento?
R: O quarto mandamento proíbe-nos ofender os nossos pais e superiores constituidos em autoridade e desobedexer-lhes.

192. Porque é que devemos obedecer aos superiores constituidos em autoridade?
R: Devemos obedecer aos superiores constitutídos em autoridade porque "não há poder que não venha de Deus;... aquele, pois que resiste ao poder resiste à ordenação de Deus" (aos Romanos, XIII, 12)

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XIII)


SEGUNDA PARTE

Mandamentos da Lei de Deus
Mandamentos da Santa Madre Igreja
Virtudes

ou

Moral Cristã

I CAPÍTULO
Mandamentos da Lei de Deus

§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular 
TERCEIRO MANDAMENTO

 
184. Que é que nos ordena o terceiro mandamento guardar os domingos e festas de guarda?
R: O terceiro mandamento guardar os domingos e festas de guarda ordena-nos que honremos a Deus nos domingos e festas de guarda com actos de culto externo, dos quais para os cristãos o essencial é a santa Missa.

185. Porque é que devemos fazer actos de culto externo? Não basta adorar a Deus, que é espírito, interiormente no coração?
R: Não basta adorar a Deus interiormente no coração, mas devemos também render-lhe o culto externo preceituado, porque estamos sujeitos a Deus em todo o nosso ser, alma, corpo, e devemos dar bom exemplo; e também porque de outro modo se perde o espírito religioso.

186. Que é que nos proíbe o terceiro mandamento?
R: O terceiro mandamento proíbe-nos os trabalhos servis nos domingos e festas de guarda.

187. Quais são os trabalhos que se chamam servis?
Chamam-se trabalhos servis os trabalhos manuais próprios dos artífices e dos operários.

188. São proibidos todos os trabalhos servis nos dias de férias?
R: Nos dias de festa são proibidos todos os trabalhos servis não necessários à vida e ao serviço de Deus e não justificados pela piedade ou por qualquer outro motivo grave.

189. Como se devem empregar os dias de festa?
R: Devem-se empregar os dias de festa em benefício da alma, frequentando a pregação e o catecismo, e praticando alguma obra boa; e também em repouso do corpo, longe de todo o vício e de toda a dissipação.

03/08/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XII)


SEGUNDA PARTE

Mandamentos da Lei de Deus
Mandamentos da Santa Madre Igreja
Virtudes

ou

Moral Cristã

I CAPÍTULO
Mandamentos da Lei de Deus

§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular 
SEGUNDO MANDAMENTO

 
179. Que é que nos proíbe o segundo mandamento não jurar o seu santo nome em vão?
R: O segundo mandamento não jurar o seu santo nome em vão proíbe-nos desactar o nome de Deus: e portanto nomeá-lo sem respeito, blasfemar de Deus, da santíssima Virgem, dos Santos e das coisas santas; fazer juramentos falsos, não nessários ou de qualquer modo ilícitos.

180. Que é o juramento?
R: O juramento é chamar a Deus em testemunho daquilo que se afirma ou que se promete; por isso quem jura o mal e quem perjura ofende sumamente a Deus, que é a Santidade e a Verdade.

181. É grande pecado a blasfémia?
R: A blasfémia é grande pecado, porque injuria e escarnece a Deus ou aos seus Santos, e muitas vezes é também horrenda heresia.

182. Que é que nos ordena o segundo mandamento?
R: O segundo mandamento ordena-nosque tenhamos sempre respeito ao santo nome de Deus, e que cumpramos os votos e as promessas juradas.

183. Que é o voto?
R: O voto é a promessa feita a Deus de algum bem a Ele agradável, a que nos obrigamos por virtude de religião.

24/07/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (XI)


SEGUNDA PARTE

Mandamentos da Lei de Deus
Mandamentos da Santa Madre Igreja
Virtudes

ou

Moral Cristã

I CAPÍTULO
Mandamentos da Lei de Deus

§ 2º Mandamentos da Lei de Deus em Particular
PRIMEIRO MANDAMENTO

 
169. Que é que nos ordena o primeiro mandamento Amara Deus sobre todas as coisas?
R: O primeiro mandamento Amar a Deus sobre todas as coisas ordena-nos que havemos de ser religiosos, isto é, crer em Deus e amá-Lo, adorá-Lo e servi-Lo, como único verdadeiro Deus, Criador e Senhor de tudo.

170. Que é que nos proíbe o primeiro mandamento?
R: O primeiro mandamento proibe-nos a impiedade, a superstição, e irreligiosidade, e também a apostasia, a heresia, a dúvida e a ignorância culpável das verdades da Fé.

171. Que é a impiedade?
R: Impiedade é a negação de todo o culto a Deus.

172. Que é a superstição?
R: Superstição é o culto divino, ou da latria, prestado a quem não é Deus, ou ainda a Deus, mas de modo não conveniente: e por tanto a Deus, mas de modo não conveniente; e por tanto a idolatria ou o culto de falsas divindades e de criaturas; o recurso ao demónio, aos espíritos e a todos os meios suspeitos para obter coisas humanamente impossíveis; o uso de ritos inconvenientes, vãos ou proibidos pela Igreja.

173. Que é a irreligiosidade?
R: Irreligiosidade é a irreverência a Deus e às coisas divinas, como a tentação de Deus, o sacrilégio ou profanação de pessoas ou de coisas sagradas, a simonia ou compra e venda de coisas espirituais ou que digam respeito ao espiritual.

174. Se o culto das criaturas é superstição, como não é superstição o culto católico dos Anjos e dos Santos?
R: O culto católico dos Anjos e dos Santos não é superstição, porque não é culto divino ou de adoração devida só a Deus: nós não os adoramos como a Deus, mas venera-mo-los como amigos de Deus e pelos dons que têm d'Ele, e portanto para honrado mesmo Deus, que nos Anjos e nos Santos opera maravilhas.

175. Quem são os Santos?
R: Os Santos são aqueles que, tendo praticado heróicamente as virtudes segundo os ensinamentos e os exemplos de Jesus Cristo, mereceram especial glória no Céu e também na terra, onde, por autoridade da Igreja, são publicamente honrados e invocados.

176. Porque é que veneramos também o corpo dos Santos?
R: Veneramos também o corpo dos Santos, porque lhes serviu para praticarem virtudes heróicas, foi com certeza templo do Espírito Santo, e há de ressurgir glorioso para a vida eterna.

177. Porque é que veneramos também as relíquias mínimas e as imagens dos Santos?
R: Veneramos também as relíquias mínimas e as imagens dos Santos para sua memória e honra, referindo a eles a veneração, absolutamente ao invés dos idólatras, que prestam às imagens ou ídolos um culto divino.

178. Deus no Antigo Testamento não proibiu severamente as imagens?
R: Deus no Antigo Testamento proibiu severamente as imagens para adorar, e até quase todas as imagens, como ocasião próxima de idolatria para os judeus que viviam entre os idólatras e eram muito inclinados à superstição.

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (X)


SEGUNDA PARTE

Mandamentos da Lei de Deus
Mandamentos da Santa Madre Igreja
Virtudes

ou

Moral Cristã

I CAPÍTULO
Mandamentos da Lei de Deus

§ 1º Mandamentos da Lei de Deus em Geral
 
161. Que são os mandamentos da lei de Deus?
R: Os mandamentos da lei de Deus ou Decálogo são as leis mortais que Deus no Antigo Testamento deu a Moisés no monte Sinais, e que Jesus Cristo aperfeiçoou no Novo.

162. Que é que nos impõe o Decálogo?
R: O Decálogo impõe-nos os mais estritos deveres da natureza para com Deus, para comnosco e para com o próximo por exemplo, os do próprio estado.

163. Os nossos deveres para com Deus e para com o próximo a que se reduzem?
R: Os nossos deveres para com Deus  e para com o próximo reduzem-se à caridade, isto é, ao "máximo e primeiro mandamento" de amor de Deus, e ao outro "semelhante" do amor do próximo: "destes dois mandamentos disse Jesus Cristo, depende toda a lei e os profetas." (S. Mateus XXII, 38-40)

164. Porque é que o mandamento do amor de Deus é o máximo mandamento?
R: O mandamento do amor de Deus é o máximo mandamento porque aquele que o observa, amando a Deus com toda a sua alma, observa certamente todos os outros mandamentos.

165. Os mandamentos da lei de Deus podem observar-se?
R: Os mandamentos da lei de Deus podem observar-se todos e sempre, ainda nas tentações mais fortes, com a graça que Deus não nega nunca a quem o invoca de todo o coração.

166. Somos obrigados a observar os mandamentos da lei de Deus?
R: Somos obrigados a observarosmandamentos da lei de Deus, porque são impostos por Ele, nosso supremo Senhor, e ditados pela natureza e pela sã razão.

167. Quem transgride os mandamentos da lei de Deus peca gravemente?
R: Quem deliberadamente transgride ainda que seja só um mandamento da lei de Deus, em matéria grave, peca gravemente contra Deus, e por isso merece o inferno.

168. Que é que se deve considerar nos mandamentos?
R: Nos mandamentos deve considerar-se aquilo que é mandado e aquilo que é proibido.

13/04/12

MANDAMENTOS - MORAL CRISTÃ - CATECISMO (VII)


TERCEIRO MANDAMENTO

184. - Que é que nos ordena o terceiro mandamento guardar os domingos e festas de guarda?
O terceiro mandamento guardar os domingos e festa de guarda ordena-nos que honremos a Deus nos domingos e festas de guarda com actos de culto externo, dos quais para os cristão o essencial é a santa Missa.

185. - Porque é que devemos fazer actos de culto externo? Não basta adorar a Deus, que é espírito, interiormente no coração?
Não basta adorar a Deus interiormente no coração, mas devemos também render-lhe o culto externo preceituado, porque estamos sujeitos a Deus em todo o nosso ser, alma e corpo, e devemos dar bom exemplo; e também porque de outro modo se perde o espírito religioso.

186. - Que é que nos proíbe o terceiro mandamento?
O terceiro mandamento proíbe-nos os trabalhos servis nos domingos e festas de guarda.

188. - São proibidos todos os trabalhos servis nos dias de festa?
Nos dias de festa são proibidos todos os trabalhos servis não necessários à vida e ao serviço de Deus e não justificados pela piedade ou por qualquer outro motivo grave.

Explicação. - (...) todo aquele que, sem necessidade, emprega nesses dias uma parte apreciável de tempo em executar trabalhos servis, peca gravemente contra o terceiro mandamento. (...) São trabalhos servis aqueles que importam fadiga corporal, os quais nos nossos dias se designam de preferência pelo nome de trabalhos manuais. (...) Pelo contrário, não são proibidos aqueles que importam não tanta fadiga corporal como intelectual; e, assim, não é proibido estudar, pintar, bordar, etc. Os trabalhos servis nunca são permitidos, excepto nos casos de: a) serem necessários para o serviço, isto é, para o culto divino, ou para a vida; b) ou serem justificados pela piedade ou por outro motivo grave; como, por exemplo, a necessidade de não abandonar um enfermo carecido de assistência, o risco de se perder o lugar que se desempenha e que se não pode deixar senão com incómodo grave, etc. (...)

Prática. - Nos dias de festas procurarei evitar os divertimento perigosos; fazei algumas leituras piedosas. Lembrai-vos de que o descanso festivo foi dado para alívio de corpo e para proveito da alma, mas especialmente para melhor podermos honrar e servir a Deus.

189. - Como se devem empregar os dias de festa?
Devem-se empregar os dias de festa em benefício da alma, frequentando a pregação e o catecismo, e praticando alguma obra boa; e também em repouso do corpo, longe de todo o vício e de toda a dissipação.

(...)

(Terá continuação)

07/03/12

MANDAMENTOS - MORAL CRISTÃ - CATECISMO (VI)

"Quem simplesmente se descuida de prestar a Deus o culto que lhe é devido ou quem não o honra do modo devido não é ímpio no sentido religioso da palavra, mas é-o todo aquele que com vontade deliberada e positiva recuse a Deus todo o culto; isto é quem diz a Deus ou com palavras ou só com o coração [...]

Deus não necessita do nosso culto; mas temos esse dever como homens, como cidadãos, como cristãos; e temos necessidade d'Ele, porque é o único meio pelo qual podemos tornar-nos dignos do fim celeste a que Deus nos destinou.

[...]

SEGUNDO MANDAMENTO

179. - Que é que nos proíbe o segundo mandamento não jurar o seu santo nome em vão?
O segundo mandamento não jurar o seu santo nome em vão proíbe-nos desacatar o nome de Deus: e portanto nomeá-lo sem respeito, blasfemar a Deus, da santíssima Virgem, dos Santos e das coisas santas; fazer juramentos falsos, não necessários ou de qualquer modo ilícitos.

Explicação. - Com as palavras nome de Deus entende-se aqui não só o nome "Deus", mas também qualquer outro nome com que Deus possa ser nomeado, bem como qualquer pessoa ou coisa que tenha relação directa com Ele, por exemplo: Nossa Senhora, Santos, Alma, etc.

O segundo mandamento proibe-nos desacatar o nome de Deus; e, por isso proíbe-nos: a) nomeá-lo sem respeito, isto é, sem motivo e sem devoção, puramente por costume [mau costume]. Seria falta ainda maior pronunciá-lo com ira ou impaciência; b) blasfemar, etc., [...]

TERCEIRO MANDAMENTO

184. - Que é que nos ordena o terceiro mandamento guardar os domingos e festas de guarda?
O terceiro mandamento guardar os domingos e festas de guarda ordena-nos que honremos a Deus nos domingos e festas de guarda com actos de culto externo, dos quais para os cristãos o essencial é a santa Missa.

185. - Porque é que devemos fazer actos de culto externo? Não bastaria a Deus , que é espírito, interiormente no coração?
Não basta adorar a Deus interiormente no coração, mas devemos também render-lhe o culto externo preceituado, porque estamos sujeitos a Deus em todo o nosso ser, alma e corpo, e devemos dar bom exemplo; e também porque de outro modo se perde o espírito religioso.

Explicação - 1.º Temos o dever natural de honrar a Deus, porque Ele é o nosso Criador e o nosso último fim. Com este mandamento, Deus determina-nos de maneira particular como e quando o devemos adorar e desconhecer como verdadeiro Deus: quer que o honremos nos domingos e festas de guarda com actos de culto externo, dos quais para os cristãos o essencial é a santa Missa. para melhor nos imprimir no espírito este dever, Deus, conforme o relato da criação, mostrou-se-nos como um operário, que trabalhou seis dias e descansou no sétimo ao qual  abençoou. Por isso, segundo o seu exemplo, devemos também, depois de seis dias de trabalho, santificar o sétimo, Durante seis dias pensamos especialmente nas nossas necessidades temporais; no sétimo devemos pensar especialmente em honrar a Deus (O Senhor deu uma importância particular a este mandamento. Com efeito, ao passo que intimou os outros mandamentos simplesmente com as palavras: farás ou não farás isto e aquilo: para este terceiro mandamento empregou as ponderosas palavras: Lembra-te de... como se dissesse: considera bem, presta bem atenção. Esta importância particular confirmou-a ainda o Senhor com a minuciosa explicação que Ele próprio lhe deu: "Trabalharás seis dias, e farás neles tudo o que tens para fazer. O sétimo porem é o Sábado do Senhor teu Deus, Não farás nesse dia obra alguma, nem tu, nem teus filhos, nem tua filha, nem o teu escravo, nem a tua escrava, nem o teu animal, nem o peregrino que vive das tuas portas para dentro..." (exodo XX, 9.10))

(Aqui a continuação)

05/03/12

MANDAMENTOS - MORAL CRISTÃ - CATECISMO (V)

"2.ª Como será possível conhecer a verdadeira religião? Se uma só é verdadeira, como é possível conhecê-la? Com um meio simplicíssimo: querer conhecê-la e buscá-la com recta vontade. O sol brilha para todos, mas não é visível para os que fecham os olhos; pode acontecer que se façam maravilhas com esta ou com aquela luz artificial, podem-se designar ainda pelo nome de sóis as lâmpadas de incandescência, mas ao engano só pode ser induzido um cego; o sol é um só e brilha tanto acima de todas as outras luzes, que é impossível haver confusão com qualquer outro.

Assim a religião católica, a verdadeira, a única que Deus quer, aquela que conduz à salvação, brilha como luz tão viva sobre todas as outras, que  não é possível engano.

Os primeiros a estar persuadidos de que a religião católica não é única verdadeira, são só que a não seguem, pois a perseguem e combatem. E ela é a única perseguida e combatida.

[...]

170. - Que é que nos proíbe o primeiro mandamento?
O primeiro mandamento proíbe-nos a impiedade, a superstição, a irreligiosidade, e também a apostasia, a heresia, a dúvida voluntária e a ignorância culpável das verdades da Fé.

Explicação. - O primeiro mandamento proíbe todas as coisas contrárias à verdadeira religião, isto é ao culto que devemos dar a Deus. E vêm elas a ser: 1.º a impiedade (n.º 171); 2.º a superstição (n.º 172); 3.º a impiedade (n.º 173); 4.º a apostasia da qual já falámos no n.º128) 5.º a heresia e a dúvida voluntária (de que se tratou no n.º127); devendo notar-se que quem negou ou duvida voluntariamente das verdades reveladas obstina-se em não crer, e por isso fica sendo hereje; 6.º a ignorância culpada sobre as verdades da Fé.

Acrescentarei algumas palavras sobre a ignorância das verdades da Fé. O menino não conhece ou ignora as verdades da Fé, mas essa ignorância não é culpável. Ao contrário, o adulto que desconhece as verdades da Fé, ou porque não quis aprendê-las, frequentando o catecismo, ou porque esqueceu o que havia aprendido e nunca mais assistiu às instruções,incorre em culpa. Não pode crer nas verdades que ignora; ora não crendo o que Deus nos propõe por meio da Igreja,comete um pecado: ofende a Deus porque não o reconhece, não o ama e não o serve, como é seu dever. Essa ignorância é mais culpável nos nossos dias em que abundam tanto e são tão fáceis os meios de se instruir e em que é maior a necessidade e a obrigação de o fazer por ser tão combatida a religião com preconceitos, com calúnias, com erros que a má imprensa espalha por toda a parte. (Vid. Exemplos, pág. 29 e seguintes).

[...]

171. - Que é a impiedade?
Impiedade é a negação de todo o culto a Deus.

Explicação. - O primeiro mandamento proibe-nos todas as coisas que são contrárias à verdadeira religião. A primeira dessas coisas é a impiedade. Damos, em geral, o nome de ímpio àquele que é mau; porém, em sentido estrito, é o que nega todo o culto a Deus. Não são poucos também infelizmente, os cristãos que, hoje em dia, se tornam culpados de verdadeira impiedade."

(Tem continuação aqui)

13/02/12

O CATECISMO CATÓLICO - "Puro e Duro"... (III)

(3ª parte do artigo "El Catecismo Católico" - Roma, ano VII - Nº 32, Verão 1973/74 BUENOS AIRES)

Não é Inadaptação, Mas Sim Ignorância

Os novos catecismos apresentam-se como "adaptados". Na realidade, não estão adaptados a nada, visto que não contêm mais os três conhecimentos necessários para a salvação; eles não trazem os quatro pontos obrigatórios de todo o catecismo católico; não procuram mais o essencial da instrução religiosa: são catecismos de ignorância.

Não vos deixeis desconsertar por pedantes discursos sobre a adaptação. A adaptação verdadeira não pede tantas contorções, investigações pseudo-científicas, comissões esotéricas. A mãe de família fala espontâneamente uma linguagem "adaptada" ao seu pequeno filho. Todo o ensinamento oral do catecismo como qualquer outra, é por si, inevitavelmente, ao menos de forma instintiva, uma "adaptação" a quem escuta. Uns estão mais dotado para ensinar que outros; mas é também uma questão de de amor e de experiência, de oração e de graça e não de uma pretendida ciência psico-sociológica ou pedagógica que, tal como se dá hoje em dia, é vã no melhor dos casos, e falsa frequentemente.

A "adaptação" não é o primeiro problema nem o essencial. O ensinamento do catecismo hoje em dia não se ressente de inadaptação, mas sim de infidelidade e de ignorância.

A esta infidelidade e ignorância devemos dar solução: por uma instrução religiosa real e verdadeira, fundada num catecismo que possa ser estudado com absoluta confiança.

O catecismo do Concílio de Trento. O catecismo de S. Pio X.

(revista Itinéraires; 4 rue Garancière, 75006, Paris. 15 de maio de 1973. Suplement-Voltigeur nº 8)


(Leia a primeira parte deste artigo aqui)

12/02/12

O CATECISMO CATÓLICO - "Puro e Duro"... (II)

(2ª parte do artigo "El Catecismo Católico" - Roma, ano VII - Nº 32, Verão 1973/74 BUENOS AIRES)

A Realidade Concreta da Vida Interior

"Teoricamente, poder-se-iam ensinar as verdades necessárias para a salvação de outro modo; não seria a explicação do Credo, do Pai Nosso ou dos mandamentos, a única maneira. Mas não temos que lançar hipóteses e possibilidades meramente teóricas. Trata-se antes de saber o que é realmente necessário ás crianças na vida sobrenatural (vida da alma) de cada dia.

Com os novos catecismos, as crianças não sabem mais o Pai Nosso nem o Credo. Na melhor das possibilidades, repetem o Pai Nosso e o Credo que não lhe explicaram realmente. Não aprendem mais a fazer exame de consciência quotidiano, ou na melhor das hipóteses não o fazem tendo como referência os dez mandamentos.


Com o pretexto de afastar o que é "abstracto" e de ensinar um "comportamento religioso concreto", os novos catecismos perderam completamente de vista a realidade: ou seja, que a vida religiosa quotidiana está primeiramente fundada sobre a oração de cada dia e o exame de consciência.

A oração quotidiana, o exame de consciência de cada dia progridem à medida que a explicitação do Credo é feita, igualmente do Pai Nosso e dos mandamentos da lei de Deus: tal é a realidade concreta e vivente, tal é a pedagogia católica. Nenhuma outra pode substituir os Dez mandamentos, o Pai Nosso e o Credo. Deixar ás crianças o Credo, sem Pai Nosso, sem mandamentos - deixá-los sem explicação do catecismo - é condená-los a um abandono espiritual espantoso. Neste abandono, espiritualmente órfão, tornam-se verdadeiros selvagens.

Com os novos catecismos, no melhor dos casos, o Credo, o Pai Nosso e os Mandamentos sobrevivem como fórmulas recitadas de memória sem serem explicadas jamais.

O absurdo mais criminoso dos novos catecismos é a não consideração do seguinte facto capital: Credo, Pai Nosso e mandamentos são, por um lado, os textos que a criança reza quotidianamente, são pontos fixos da sua vida interior (são os textos mais oficiais da Santa Igreja, os mais fundamentais da vida cristã - por isto foram sempre explicados). Segundo a pedagogia tradicional da Igreja, é justamente a explicação que procura fornecer os conhecimentos necessários para a salvação.

Recordemos então que o Credo, ou Símbolo dos Apóstolos, é o resumo da doutrina cristã composta pelos primeiros Apóstolos. O Pater (Pai Nosso) e os Dez Mandamentos são a oração e a lei revelados por Deus.  É de tudo isto que os novos catecismos amputam."

(Continuação, aqui)

MANDAMENTOS - MORAL CRISTÃ - CATECISMO (I)



CAPÍTULO I

MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS

§1.º Mandamento da Lei de Deus em Geral

161. - Que são os mandamentos da lei de Deus?
Os mandamentos da lei de Deus ou Decálogo são as leis morais que Deus no Antigo Testamento deu a Moisés no monte Sinai, e que Jesus Cristo aperfeiçoou no Novo.

162. - Que é que nos impõe o Decálogo?
O Decálogo impõe-nos os mais estritos deveres da natureza para com Deus, para comnosco e para com o próximo, como também os outros deveres que deles derivam, como por exemplo, os do próprio estado.

[Apontamentos: Os mandamentos são leis morais que Deus deu. Por "lei" deve entender-se a ordem que o legítimo superior dá sobre o que se há-de fazer-se ou evitar-se. É portanto uma norma, uma medida das acções segundo a qual se impele a fazer ou a não fazer uma coisa determinada. Assim Deus dá estas normas para que o homem se oriente ao bem e não ao mal, por isso estes mandamentos determinam claramente o que é bem e o que é mal e assim são morais. São lei natural que Deus imprimiu na nossa alma e que é regra da moralidade de TODOS os actos e leis humanas. Os mandamentos foram dados a Moisés para todos os homens, em especial para os hebreus. Deus deu outras leis próprias para os hebreus tais como as cerimoniais e as judiciais que estavam assim condicionadas a sua natureza, o que não acontece com as morais. Com Nosso Senhor, as morais foram completadas e aperfeiçoadas e as restantes cessaram. Um exemplo do aperfeiçoamento, nos preceitos morais, é que os mandamentos, alem de se aplicarem às obras devem ser aplicados ao domínio do pensamento. Os mandamentos devem ser bem estudados.]

163. - Os nossos deveres para com Deus e para com o próximo a que se reduzem?

Os nossos deveres para com Deus e para com o próximo reduzem-se à caridade, isto é, ao "máximo e primeiro mandamento" do amor de Deus, e ao outro "semelhante" do amor ao próximo: "destes dois mandamentos, disse Jesus Cristo, depende toda a lei e os profetas". (S. Mateus, XXII, 38-40; Fórmula 14)

164. - Porque é que o mandamento do amor de Deus é o máximo mandamento?
O mandamento do amor de Deus é o máximo mandamento porque aquele que o observar, amando a Deus com toda a sua alma, observa certamente todos os outros mandamentos.

[Apontamentos: Temos deveres para com Deus, nosso supremo Senhor e Pai, e para com o próximo temos dever de caridade (ou seja, ao amor: amar a Deus de todo o coração e sobre todas as coisas; amar o próximo como a nós mesmos por amor de Deus). Os mandamentos estão dispostos por grupos e por ordem de importância. Os 3 primeiros referem-se directamente a Deus: como Criador (ser-Lhe fieis), como Pai (respeitar o Seu nome), Senhor e Dominador (servi-Lo e honrá-Lo). Os deveres que tempos para com Deus devem-se pelos Direitos que Deus tem. Há que amar sinceramente a Deus sobre todas as coisas.]

165. - Os mandamentos da lei de Deus podem observar-se?
Os mandamentos da lei de Deus podem observar-se todos sempre, ainda nas tentações mais fortes,com a graça de Deus não nega nunca a quem o invoca de todo o coração.

[Apontamentos: Deus não manda em sua lei coisas que não possam ser feitas. Aqueles que consentem em não guardar os mandamentos estão ameaçados com o inferno eterno. É importante dizer, sobretudo nos nos tempos que correm, que basta uma alma estar nas garras de um pecado mortal para que em morrendo vá para as chamas do inferno por toda a eternidade. Deus dispõe-se a vir em nosso socorro sempre que Lhe pedimos auxílio para cumprir a Sua vontade (isto não substitui os meios próprio que Ele dispõe, como é o caso da confissão). A lei de Deus é o jugo mais suave e o seu peso o mais leve. Os mandamentos não são tão custosos como certamente aparente nos dias de hoje se não negligenciarmos o auxílio da graça para os podermos observar. É recomendável que os mandamentos sejam todos os dias recitados pedindo a Deus a sua observância. "Tudo posso n'Aquele que me conforta" (Filipenses, IV, 13), "E porei o meu espírito no meio de vós; e farei que vós andeis nos meus preceitos, que guardeis as minhas ordenanças, e que as pratiqueis." (Ezequiel, XXXVI, 27)]

(Continuação, AQUI))

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