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18/02/15
11/08/13
"BEATI MUNDI CORDE" - Pe. ANTÓNIO VIEIRA
"Beati mundi corde"
143. (I§)
"A Festa mais universal, e a festa mais particular: a festa mais de todos, e a festa mais de cada um, é a que hoje celebra, e nos manda celebrar a Igreja. É a festa mais universal, e mais de todos; porque começando pela fonte de toda a Santidade, que é Cristo, e pela Rainha de todos os Santos, que é a Virgem Santíssima, fazemos festa hoje a todos as hierarquias dos Anjos, fazemos festa aos Patriarcas, e aos Profetas; aos Apóstolos, e aos Mártires; aos Confessores, e às Virgens, E não há Bemaventurado na Igreja Triunfante, ou Canonizado, ou não Canonizado, ou conhecido, ou não conhecido na Militante, que não tenha a sua parte, ou o seu todo neste grande dia. E este mesmo dia tão universal, e tão de todos, é também o mais particular, e mais próprio de cada um; porque hoje se celebram os Santos de cada Nação, os Santos de cada Reino, os Santos de cada Religião, os Santos de cada Cidade, os Santos de cada Família. Vede quão nosso, e quão particular é este dia. Não só celebramos os Santos desta nossa Cidade, senão cada um de nós os Santos da nossa Famílias, e do nosso sangue. Nenhuma família de Cristãos haverá tão desgraçada, que não tenha muitos ascendentes na Glória. Fazemos pois hoje festa a nossos pais, a nossos avós, a nossos irmãos, e os que tendes filhos no Céus, ou inocentes, ou adultos, fazeis também festa hoje a vossos filhos, Ainda é mais nosso a esta festa; porque se Deus nos fizer mercê de que nos salvemos, também virá tempo, e não fará muito tarde, em que nós entremos no número de todos os Santos, e também será nosso este dia. agora celebremos, e depois seremos celebrados: agora nós celebramos a ele, e depois outros nos celebraram a nós. Esta ultima consideração, que é tão verdadeira, foi a que fez alguma devoção à minha tibieza neste dia tão santo, e quisera tratar nele alguma matéria, que nos ajude a conseguir tão grande felicidade. Dividirei tudo o que disser em dois discursos, fundados nas duas palavras que tomei por tema, e nas duas do título da festa. Pois a festa é de todos os Santos, no primeiro discurso veremos quão grande coisa é ser Santos; e no segundo, quão facilmente o podemos ser todos. O primeiro nos dá a primeira palavra do tema: Beati: o segundo nos dará a segunda: Mundo corde. Digamos à Virgem Santíssima: Rogina Sanctorum omnium ora pro nobis, e ofereçamos-lhe a costumada Avé Maria". (do sermão de Todos os Santos pregado em Lisboa no Convento de Odivelas - 1643 - Pe. António Vieira).
"A Festa mais universal, e a festa mais particular: a festa mais de todos, e a festa mais de cada um, é a que hoje celebra, e nos manda celebrar a Igreja. É a festa mais universal, e mais de todos; porque começando pela fonte de toda a Santidade, que é Cristo, e pela Rainha de todos os Santos, que é a Virgem Santíssima, fazemos festa hoje a todos as hierarquias dos Anjos, fazemos festa aos Patriarcas, e aos Profetas; aos Apóstolos, e aos Mártires; aos Confessores, e às Virgens, E não há Bemaventurado na Igreja Triunfante, ou Canonizado, ou não Canonizado, ou conhecido, ou não conhecido na Militante, que não tenha a sua parte, ou o seu todo neste grande dia. E este mesmo dia tão universal, e tão de todos, é também o mais particular, e mais próprio de cada um; porque hoje se celebram os Santos de cada Nação, os Santos de cada Reino, os Santos de cada Religião, os Santos de cada Cidade, os Santos de cada Família. Vede quão nosso, e quão particular é este dia. Não só celebramos os Santos desta nossa Cidade, senão cada um de nós os Santos da nossa Famílias, e do nosso sangue. Nenhuma família de Cristãos haverá tão desgraçada, que não tenha muitos ascendentes na Glória. Fazemos pois hoje festa a nossos pais, a nossos avós, a nossos irmãos, e os que tendes filhos no Céus, ou inocentes, ou adultos, fazeis também festa hoje a vossos filhos, Ainda é mais nosso a esta festa; porque se Deus nos fizer mercê de que nos salvemos, também virá tempo, e não fará muito tarde, em que nós entremos no número de todos os Santos, e também será nosso este dia. agora celebremos, e depois seremos celebrados: agora nós celebramos a ele, e depois outros nos celebraram a nós. Esta ultima consideração, que é tão verdadeira, foi a que fez alguma devoção à minha tibieza neste dia tão santo, e quisera tratar nele alguma matéria, que nos ajude a conseguir tão grande felicidade. Dividirei tudo o que disser em dois discursos, fundados nas duas palavras que tomei por tema, e nas duas do título da festa. Pois a festa é de todos os Santos, no primeiro discurso veremos quão grande coisa é ser Santos; e no segundo, quão facilmente o podemos ser todos. O primeiro nos dá a primeira palavra do tema: Beati: o segundo nos dará a segunda: Mundo corde. Digamos à Virgem Santíssima: Rogina Sanctorum omnium ora pro nobis, e ofereçamos-lhe a costumada Avé Maria". (do sermão de Todos os Santos pregado em Lisboa no Convento de Odivelas - 1643 - Pe. António Vieira).
25/03/13
HUMILDADE, HUMILHAÇÃO
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| S. Luís, Rei de França Exemplo de humildade |
"A humildade é uma virtude cristã que nos inspira o conhecimento de nossa baixeza em comparação de Deus, ou de aqueles que exercem sua autoridade. A humilhação é o acto de humilhar-se, e toda a demonstração externa de humildade. Aquela consiste nos sentimentos habituais da alma; esta nos actos externos por que se manifesta, como disse Vieira [Pe. António Vieira]: "A humildade é o interior da humilhação, assim como a humilhação é o exterior da humildade (Serm. do Roz. , I,225). "Mas como o exterior nem sempre concorda com o interior do homem, pode muitas vezes a humilhação encobrir grande soberba e orgulho, e outras degenerar em baixeza e abjecção; porém será sincera e verdadeira quando for a legítima expressão da humildade do ânimo, que é sempre singela e não conhece artifício." (ROQUETE, J Ignácio. "Dicionário dos Synonymos Poéticos e de Epithetos da Lingua Portugueza", 1871 - Pariz.)
Traducción al Castellano:
Traducción al Castellano:
"La humildad es una virtud cristiana que nos inspira el conocimiento de nuestra bajeza en comparación con Dios, o de aquellos que ejercen su autoridad. La humillación es el acto de humillarse, y toda la exterior demostración de humildad. Aquella consiste en los sentimientos habituales de la alma; esta nos actos exteriores por los cuales se manifiesta, como ha dicho Vieira [Pe. Antonio Vieira]: "La humildad es el interior de la humillación, como la humillación es el exterior de la humildad (Sermón do Roz., I, 225). "Pero como el exterior ni siempre concuerda con el interior del hombre, puede muchas veces la humillación encubrir gran soberbia y orgullo, y otras degenerar en bajeza y abyección; Pero será sincera y verdadera cuando fuer legitima expresión de la humildad de ánimo, que es siempre simple y no conoce artificio."
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