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29/11/18

ANTECIPAÇÃO - ACONTECIMENTO INÉDITO EM PORTUGAL (II)

Depois de publicarmos o levantamento e notícia da manifestação frente à estátua do Pe. António Vieira, noticiamos agora outro disfarçado e revoltoso evento autodenominado "Democracia em Preto e Branco" ou "A Rua é do Povo".

membros deste movimento socialista-marxista tatuam-se com simbologias da causa a que se devotam
Dia 1 de Dezembro … (pois claro …), pelas 14:30 h, na Praça Conde de Agrolongo, Braga, a coisa "Frente Unitária Antifascista" (notícia do alastramento em Portugal, aqui; origem, aqui) fará um manifesto em cooperação com outros grupos revolucionários recém-formados e também de origem afro-brasileira. Esta organização é ela mesma já formada por membros de outras associações diversas, principalmente ligadas a: LGBT, Socialismo-Marxismo, Feminismo, Sionismo, Racismo/anti-racismo, "direitos" dos animais, Democracia, Veganismo etc. sempre associados à esquerda, e promovidos em Portugal por grupos no Brasil. Uma parte significativa destas pessoas é de proveniência também brasileira, residente em Portugal (na esmagadora maioria dos casos, dos respectivos perfis de Facebook retiraram a informação da sua nacionalidade de origem, ao mesmo tempo que fazem questão de mostrar-se moradores de alguma cidade portuguesa). Estes actiivistas procuram provocar a criação de grupos em Portugal como se fossem fenómeno "natural" de indignação e carência de justiça social.


Tínhamos visto coisas destas em Lisboa, depois Porto, e agora em Braga, cidade muito cobiçada pela percentagem alta de população jovem. Encontra-se a ocasião com a engenharia social e o investimento de grupos ideológicos estrangeiros (não esquecer o acolhimento dos pequenos partidos em Portugal, ligados à esquerda).

Já para 2019. Vendem a "solução", e têm que fazer aparecer e agrandar o problema, entretanto. Marxismo Cultural
Mas qual foi o pretexto que a esquerdalha arranjou para levar os seus seguidores à reacção, alastrar-se, e fazer-se assim mais visível? O comunicado da coisa "Frente Unitária Antifascista" de hoje (29/11/2018) é claro:


"A FUA- Frente Unitária Antifascista, coletivo organizado e composto por partidos políticos, movimentos políticos, associações, sindicatos e cidadãos e cidadãs independentes, constituído há menos de um mês apresenta total indignação com a forma como foram abordados pelo deputado municipal de Braga eleito pela Coligação e filiado no CDS-PP , João Medeiros, e pela secretária do vereador Altino Bessa, do mesmo partido. Como organizadores de uma celebração da Democracia no dia 1 de dezembro intitulada: “A rua é do Povo” enviamos convites via email, e a resposta do político e da secretária do vereador Altino Bessa, do CSD-PP, foi de total desrespeito pela Democracia e pela Constituição que prevê o direito à manifestação. Apresentamo-nos, como um movimento de cariz nacional aberto a várias ideologias que partilhem o desejo de viver a democracia saudável, pautada pela justiça equitativa, alteridade, liberdade e inclusão. A criação da frente é corolário do avanço notório da extrema-direita em vários países, onde se inclui Portugal ,e temos apoio do partido político MAS, sindicatos como STFPSN E STCC, o movimento político Braga para Todos, associação UMAR, grupos de ativismo como: AIM-Alternative Internacional Movement, a par dos impulsionadores da frente: os núcleos antifascistas de Braga, Porto e Viana do Castelo e ainda cerca de 50 cidadãos e cidadãs [portanto, é uma mulher quem escreve] independentes, no entanto, foi no convite enviado para partidos e políticos pautados, aparentemente defensores da Democracia que surgiram os ataques que consideramos inaceitáveis. É uma vergonha ter políticos com este comportamento, além de ser uma falta de respeito mandar trabalhar pessoas ativas no mercado de trabalho. Respeitamos a 100% o não querer receber emails, mas não podemos deixar de mostrar a linguagem usada por este deputado do CDS e pela secretária do vereador do CDS. Não nos parece que o problema seja a recepção de um email, mas questões políticas partidárias, quando a frente é democrática e pluralista, no entanto, vamos retirar os emails das pessoas que o pediram, mas salientamos que estes comportamentos mostram como é urgente lutar contra ordens surgentes de quem tem por dever servir os outros, a real função da política. FUA - Frente Unitária Antifascista."

Núcleo Antifascista de Braga
A beatificação da democracia e a canonização do antifascismo, inseparáveis da constituição das repúblicas actuais, possibilitaram que o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte tenha dirigente que se atreva a aplaudir a manifestação "A Rua é do Povo"/"Democracia em Preto e Branco":

"À Frente Unitária Antifascista
SAUDAÇÃO

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte saúda com os votos de maior êxito a iniciativa promovida pela Frente Unitária Antifascista sob o lema A Rua é do Povo! que irá realizar-se no próximo dia  1 de Dezembro de 2018, pela 14:30h, na Praça Conde de Agrolongo, em Braga.

Cientes da particular importância do que estas iniciativas representam nas sociedade hodiernas e no desenvolvimento social, económico, político e cultural, assumindo particular importância no quadro atual em que a Democracia e o Estado de Direito é posto em causa, damos particular sentido a esta nossa saudação de profunda solidariedade com os cidadãos que aderirem à presente iniciativa.
Porto, 23 de novembro de 2018. Saudações Sindicais, A Direcção - Orlando Gonçalves."


Orlando Gonçalves, líder do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte
(a continuar)

24/03/14

SERMÃO SOBRE O ESPÍRITO DA SEITA DOMINANTE NO Séc. XIX (III)

(continuação da II parte)

E não se vê isto manifestamente no que aconteceu ao Verbo incarnado feito homem entre os povos da Judeia? Nos primeiros anos de sua vida santíssima começaram os homens a se dividir a seu respeito em diversas, e opostas opiniões; mas toda a diversidade, e contrariedade consistia ao princípio em acreditá-lo mais, ou menos Santo, e em o conhecer, ou não o conhecer pelo esperado Messias. Quem dizem os homens, que seja o Filho do homem? Perguntou Ele um dia a seus discípulos, e eles lhe tornaram: "Uns dizem que sois João Baptista, outros Elias, outros Jeremias, ou uns dos outros antigos profetas". Porém quando por artifício, e instinção dos Fariseus este grande objecto passou a formar partidos, e opiniões, não se tratou mais de sua maior, ou menor santidade, mas sobre a bondade, ou sobre a malícia, e não sobre qualquer malícia, mas sobre a maior que se pode considerar num homem, a malícia de um hipócrita, de um sedutor do povo, de um inimigo declarado das legítimas autoridades. Uns diziam "é bom"; outros diziam "não, mas é um sedutor das turbas". Dizer de Jesus Cristo, que ele não era nem tão grande homens, nem tão grande Santo, como outros o publicavam, e aclamavam, seria uma contradição de quem julga de um modo diverso dos outros homens; mas isto não seria uma contradição própria do espírito de partido. A este espírito tocava, e competia, segundo a sua natureza, levar as coisas às últimas extremidades, e acumular a Jesus Cristo as mais escandalosas maldades, até o fazer autor de nefandas rebeliões, e enormíssimos atentados contra o público sego: Seducit turbas, afirmando que estas asserções não eram efeitos de meras conjecturas, mas argumentos da verdade, e da experiência. Nos scimus, quia hic bono pector est.

Brasão de Portugal
Mas por ventura acreditariam eles intimamente isto mesmo que publicavam de Jesus Cristo? Sim, Senhores, eles acreditavam isto que diziam, e tanto mais o acreditavam, quanto mais crescia, e se dilatava a fama de seus milagres, e quanto mais robustas eram as provas de sua santidade, e virtude, porque na verdade não é crível a animosidade, a dureza, e a cegueira, que derrama na alma do homem a mágica força disto, que se chama espírito de partido. Eu não sou um homem,nem de carácter, nem de autoridade, de letras, e talentos tais, que possa suscitar partidos; mas se o fosse, e em vós houvesse as disposições necessárias para me seguir, em primeiro lugar eu vos pediria que o não fizésseis, se o não pudésseis, ou o não soubésseis fazer de outra maneira que não fosse a do espírito de partido; e vos direi também que o meu nome, a minha fama, e a minha opinião não merecia ser defendida com tanto dispêndio da vossa paz, e com tanto escândalo quanto causaria um cisma, e uma separação hostil entre vós. Ainda vos direi mais, que todo o vosso afã, e trabalho de nada me aproveitaria; pelo contrário acenderia, e inflamaria contra mim ainda mais aqueles espíritos, que fossem escravos desta paixão, da qual é próprio crer, e dizer todo o mal possível dos outros, quanto mais oprimida se vê da autoridade contrária, e das contrárias razões. Em mim tendes a prova, e a experiência desta verdade quando me resolvi, e determinei atacar a mais ridícula de todas as manias, a quem eu honraria muito, se lhe desse o nome de opinião. Vós sois testemunhas das soltas tempestades que contra mim levantou o espírito de partido: fama, nome, reputação, tudo foi sacrificado.

E que será do homem quando se resolva a tomar um partido por um parecer, por uma prática, por um sistema, que seja perigoso, ou contrário à Fé? Acontecerá o que aconteceu sempre na Igreja de Deus, que Ele, e seus sequazes depois de não longo tempo de tumultuosas, e fraudulentas disputas, longe de se confessarem vencidos, metem debaixo dos pés as mais veneráveis autoridades, e até as formais determinações, e decretos do Trono Apostólico. Acontecerá, que cessando algum medo, ou pavor que os impeliu a darem alguns sinais, ou a mostrarem alguns vestígios de submissão, tornem de novo a espargir dissimuladamente, e como entre sombras as sementes de sua nunca deposta, nem renunciada opinião. Perguntai um pouco a qualquer dos Povos rebelados contra a verdadeira Religião, se se interessaram no princípio pela doutrina, que este ou aquele inovador lhes anunciava? Responder-vos-á que não, mas que visto ter o mesmo inovador a astúcia, ou o talento de se formar um partido, dilatando-o, e engrossando-o até no meio da Plebe, então pouco a pouco passará da submissão devida à igreja, à indiferença; da indiferença à animosidade; da animosidade a um manifesto furor; e levado deste ímpeto cego, e fanático, fechando os ouvidos aos brados da razão, e da justiça, chegara até a tomar nas mãos as armas, e a estabelecer, e arreigar com elas a própria crença. E tende por coisa assentada, que esta, que vos tenho fielmente exposto, é a história de todos os cismas, e de quantas heresias tem até agora despedaçado, e ainda despedaçam o seio puríssimo, e santíssimo da nossa Fé. Estes cismas, e estas heresias sem o espírito de partido que as ajudasse, e sustentasse, ou não houveram tido existência, ou não a teriam fora daquelas cabeças ou ignorantes, ou vulcânicas, e sacrílegas, que as inventaram, e produziram.

Esta experiência tão notória, e tão lastimosa, como sabe qualquer que sabe alguma coisa, aumenta sobre maneira a admiração que me causa o silêncio funesto, que os Oradores sagrados têm guardado sobre uma semelhante paixão, deixando de admoestar os Povos sobre a força incrível que ela possui de obscurecer, e anuviar os entendimentos mais claros, de seduzir as almas mais penetrantes, de subverter, e arruinar as consciências mais delicadas até as tornar surdas, e desprezadoras de todos os clamores do Evangelho, e de todos os respeitos devidos à Religião.

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