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22/02/15

S. FRANCISCO DE ASSIS APROVARIA O PAPA FRANCISCO!?

Já é hora de acabar com ilusórias humilades e pobrezinhices que só servem para alimentar a vaidade dos "humildes" e actos da "pobreza aplaudida".

S. Francisco de Assis escreve:

"A todos os Custódios dos Frades Menores que receberem esta carta, Frei Francisco, pequenino servo vosso em Deus Nosso Senhor, deseja a salvação com os novos sinais do Céu e da Terra, que, grandes excelentíssimos aos olhos do Senhor, são contudo tidos em conta de vulgares por muitos religiosos e outros homens. Peço-vos ainda com mais insistência do que se pedisse por mim mesmo, supliquei humildemente aos clérigos, todas as vezes que o julgueis oportuno e útil, que prestem a mais profunda reverência ao Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo bem como, a seus santos nomes e palavras escritos, que tornam presente o seu Sagrado Corpo. Os cálices e corporais que usam, os ornamentos do altar, enfim tudo quanto se relaciona com o sacrifício, sejam de execução preciosa. E se em alguma parte o Corpo do Senhor estiver sendo conservado muito pobremente, reponham-no em lugar ricamente adornado e ali o guardem cuidadosamente encerrado segundo as determinações da Igreja, levem-No sempre com grande respeito e ministrem-no com muita discrição. Igualmente os nomes e palavras escritos do Senhor deverão ser recolhidos, se encontrados em algum lugar imundo, e colocados em lugar decente. E em todas as pregações que fizerdes, exortai o povo à penitência e dizei-lhe que ninguém pode salvar-se se não receber o Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor. E quando o sacerdote o oferecer em sacrifício sobre o altar, e aonde quer que o leve, todo o povo dobre os joelhos e renda louvor, honra e glória ao Senhor Deus vivo e verdadeiro. Anunciai e pregai a todo o povo o seu louvor, de modo que a toda hora, ao dobre dos sinos, o povo todo, no mundo inteiro, renda sempre graças e louvores a Deus omnipotente. E todos os meus Irmãos custódios que receberem esta carta e a copiarem e guardarem consigo e a fizerem copiar para os Irmãos incumbidos da pregação e do cuidado dos Irmãos, e pregarem até o fim o que nela está escrito, saibam que terão a bênção do Senhor Deus e a minha. E isto lhes seja imposto em virtude da verdadeira e santa obediência. Amém." (Cartas de S. Francisco de Assis - Intratext)

Igreja do Convento de  S. Francisco - Porto (Portugal)
S. Francisco não poderia apoiar nunca aquelas atitudes do "pobrezinhismo para Deus".

Igreja do Convento de Sta. Clara  - Porto (Portugal)
Um dos motivos pelos quais as mais humildes Ordens tinham os templos mais ricamente preparados é a pobreza de vida da própria Ordem. Por um lado, os franciscanos, vivendo muito pobremente, guardavam praticamente tudo para gastar com Deus, e por outro lado, este modo de vida inspirava tanta admiração na população que comovia à vida de desapego PRIVADO e atraia os donativos (os quais, como vemos, acabavam em grande maioria no serviço de Deus).

10/02/13

STo. ANTÓNIO DE LISBOA E DE PÁDUA (II)

(continuação da I parte)

Igreja de Sto. António (Lisboa)

Tal perturbação lhe trouxera ao ânimo a entrada na igreja dos cruzeiros dos restos mortais daqueles mártires corajosos e intemeratos, que, alcançada difícil licença e triunfante do Prior D. João César, que o não queria deixar sair da sua Ordem, com a resposta sempre humilde e sempre a mesma: sicut Domino placuit, ita factum est, D. Fernando, da Ordem de Santo Agostinho, trocou a murça pela roupeta de estramenha e se passou a Santo António dos Olivais, onde, depois de novo ano de noviciado, tanto ou mais exemplar do que o primeiro, professou em 1222 com o nome de António.

Combatente denotado de nova milícia, frei António cuidou para logo da realização de suas cogitações íntimas e de achar meio de se passar a Marrocos, para ali, entre gentios, pregar o Evangelho e seguir a vida

Daqueles santo soldados
Determinados e unidos
De Deus queridos e amados,
Remendados e despidos
De fé vestidos e armados;

 Daqueles gracos valentes
Ausentes da natureza,
Na grandeza em Deus presentes,
Penitentes na esperança
E na pobreza contentes;

Daqueles que a vida amada,
Foi desprezada e esquecida,
Abatida e maltratada,
Pela amada, entena vida
Merecida e desejada.

De Santo António dos Olivais saiu frei António para Lisboa, e desta cidade para África, levando por companheiro a frei Filipe, da mesma Ordem.

Mal chegado às plagas Africanas foi António salteado de grave doença e não pôde começar a vida nova de esperançado martírio, a quem tão afincadamente se devotava: volveu à Europa.

Escrito era, porém, no livro do destino daquele filho de Lisboa que o franciscano mais não voltaria à sua pátria: uma tempestade lhe desnorteia o navio e o arremessa às costas do norte da Sicília, onde aporta em Messina, indo habitar o convento Taurominiense.

Estava então para se reunir em Assis o Capítulo Geral da Ordem Franciscana: para ali se encaminhou Frei António, e nele tomou parte o notável irmão, conhecendo naquela agremiação pessoalmente ao Patriarca da Ordem, Francisco.

S. Francisco de Assis
Parece averiguado que não fizeram grande cabedal do frade português os Prelados das diversas casas da Ordem ali congregados, quiçá pela humildade e acanhamento do frade desconhecido, e que apenas um frei Graciano o convidara a comsigo ir para o seu convento, junto a Bolonha. Foi.

Ia começar o viver de frei António em terra estranha, longe da pátria, que não mais veria.

Achando-se um dia em Forli, onde fôra ordenar-se, por mandado de seu Guardião improvisou António talvez o seu primeiro sermão, que tão do agrado foi de Francisco de Assis, que este o mandou logo estudar mais para Vercelle.

Em Bolonha, Montpelier, Pádua e Tolosa ensinou Teologia o filho de Lisboa, prégando por toda a parte com muita unção evangélica, com muita erudição e com triunfos de muito edificar.

De aparência robusta, Frei António era fraco, ou por complicação, ou, o mais provável, pelas consequências do viver que se impusera de mortificações nos jejuns exagerados, nas vigílias, na oração prolongada, no extasi, no ser enfermeiro de confrades, na imposição de todos os incómodos da vida ao corpo, desde a infância torturado de contrariedades.

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