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08/10/12

SANTO SUDÁRIO DE TURIM - OPINIÃO VAGA

Faz pouco mais de um ano que, em conversa, dei a conhecer o "santo sudário". Apenas dei pequenas e fundamentais informações. A pessoa que me escutou ficou admirada, pois não tinha conhecimento deste fenómeno e quase se indignou de não haver por parte da Igreja uma difusão a respeito.

O que há para dizer do "santo sudário" em poucas palavras?

Perante os conhecimentos que hoje temos, e contando com os que já perdemos, vejo apenas duas formas de introduzir este tema: ou se começa por uma descrição ou se opta por algo menos comum, como por exemplo, dizer que é a maior falsificação, tão extraordinária que é impossível de operar e que constitui um milagre maior que a ressurreição (assim opinou um dos investigadores deste misterioso objecto).

Na verdade, não só não existe forma conhecida de COMO fazer tal falsificação, como não há tecnologia para a fazer. É um objecto com quase 2000 anos, contem a imagem de um homem real que foi impressa em negativo. Enfim...

O santo sudário de Turim é, como diz a tradição, uma coincidência completa, com a mortalha onde foi envolvido nosso Senhor Jesus Cristo depois de morto, e nela foi sepultado.

Os maiores peritos esturaram-na a tal ponto que tiveram de adaptar e criar algumas tecnologias de ponta. A prova de falsificação nunca foi dada, e quanto mais os estudos avançam os novos elementos aparecidos vão gradualmente e unicamente coincidindo com o que a devoção católica sempre tem guardado ao longo de séculos.

Evidentemente que há tentativas de demonstrar que o sudário teria sido uma rude falsificação, e não uma "falsificação" milagrosa. Tais tentativas, em número, superam os resultados das conclusões científicas e, curiosamente, nunca aqueles conseguiram fazer uma falsificação minimamente credível deste sudário. Assim, e não seria de esperar outra coisa, abundam por todo o lado "estudos científicos" falsificados que assentam numa anarquia metodológica ou no aproveitamento de equívocos básicos como foi o da falsa datação por carbono14 (as mostras enviadas para laboratório não provinham do objecto a estudar mas sim de um remendo de tecido e que, quando tal foi descoberto).
A tentativa de demonstrar que o sudário é uma falsificação é um procedimento não científico na medida em que parte de uma crença que salta a etapa fundamental: o levantamento de dados e a leitura destes para ir formando um conjunto de conclusões. Assim sendo, os pequenos cientistas que tentaram partir para a demonstração de falsificação, são na verdade falsificadores do trabalho científico por serviço às suas crenças pessoais e não quererem sujeitar-se aos dados da investigação.

É natural que hajam pessoas que, frente à possibilidade do sudário ser uma prova da existência e da divindade de Cristo, ou que seja a Santa Igreja a depositária da guarda de tal "revelação", tremem e desatam em fazer aceitar erros metodológicos como verdades.
Como o estudo do sudário acaba por requerer muitas áreas científicas, e como é ainda um mistério para a ciência, foi criado um novo campo de estudos científicos para o efito e que se chama Sindonología (Pt. - It. - Esp. ... etc)

Não tenho outro remédio, graças a Deus, que aceitar o sudário faz encontrar em si todo o tipo de conhecimento, natural e sobrenatural, e que só pode ser o que a tradição tem dito que é.

Uma foto em negativo de uma parte do santo sudário

28/05/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (VI)

(continuação da V parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

3 - Moléculas

Como todo este assunto a respeito dos fósseis é tão inconsistente quase não resistia, e nem resiste, ao menor exame crítico, os crentes na hipótese da origem simiesca do homem decidiram procurar novos horizontes hermenêuticos para poderem demonstrar a hipótese. E assim apareceu o argumento das semelhanças moleculares. [repare-se que a ideia de que uma semelhança seria prova, já fazia parte do erro de lógica destes crentes]

Antes de prosseguir, acho conveniente fazer uma aclaração categórica: todos estes argumentos, baseados em semelhanças, para estabelecer o parentesco, são apenas sofismas, pois parecido e parentesco são coisas evidentemente distintas. O facto de que indivíduos aparentados tenham semelhanças, não significa, de forma alguma, que indivíduos (ou espécies) com semelhanças estejam necessariamente aparentados.

Suster o contrário, que a semelhança por si mesma constitui um prova de parentesco, é uma proposição que, estou seguro, nenhum biólogo aceitará defender, já que pelo bem conhecido fenómeno da convergência biológica, estruturas e funções praticamente idênticas podem desenvolver-se em indivíduos ou espécies geneticamente não relacionadas. De modo que toda a argumentação assente na semelhança, para provar o parentesco, carece de fundamento científico.

Mas voltemos às semelhanças moleculares.

Há vários anos, alguns cientistas, com um tom deliciosamente jubiloso, demonstraram que existem algumas moléculas (proteínas e ácidos nucleicos) semelhantes entre o homem e o chimpanzé. Com o qual ficaria demonstrado que o homem era parente próximo deste antropóide. O alvoroço foi indescritível! Mas... durou pouco. E em breve tornou-se uma verdadeira catástrofe, entre outras coisas, porque as árvores genealógicas entre o macaco e o homem, propostas pelos biólogos moleculares, contradiziam abertamente as árvores genealógicas propostas com base nos fósseis  adiantadas pelos antropólogos.

Santo Deus! Claro, os "novos exegetas" nem remotamente imaginavam onde se tinham acabado de meter. Com uma ingenuidade infantil - ao fim e ao cabo, deles é o Reino - apressaram-se, exultantes de regozijo, em busca das semelhanças moleculares para demonstrar, desta vez sim, "cientificamente", como tinha acontecido a mudança de macaco em homem.

Quando começaram a aperceber-se, já era tarde. Porque o que encontraram deitava por terra todas as supostas árvores genealógicas construídas pacientemente pelos antropólogos, durante anos e anos de esforçado e imaginativo labor. Uma verdadeira tragédia evolutiva.

Tantos anos a coleccionar um pequeno osso para aqui, outro para ali, alguns dentes acolá, para armar a "evidência" da nossa origem; tantos anos de fabricação de modelos de matérias moldáveis (totalmente imaginários) dos nossos "antepassados" (vestimenta, corte de cabelo, cor de pele e hábitos laborais e matrimoniais inclusivamente); tantos anos a manipular os dados radiométricos, de fazer desaparecer fósseis "heréticos" (ou seja, não encaixavam na hipótese); tantos anos para dizer ao público, do alto da cátedra eminente até ao livro de divulgação, como e quando o macaco se tinha transformado em homem..., agora, afinal, tudo teria mudado! Não há direito!

(continuação, VII parte)

23/05/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (V)

(continuação da IV parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

Ainda que logo hajam retractações e refutações, é facto que na história da Antropologia abundam os exemplos de "hominídeos" inventados criados daquela forma. Basta recordar, por exemplo, o famoso Homem de Nebrasca, "criado" em 1922 com base num molar, que logo depois se descobriu que pertencia a um javali.

Nas ilustrações da época apareciam o senhor e a senhora Homem de Nebrasca, com os seus dois filhos, menino e menina - a família tipo, digamos -; indumentária: tanga, evidentemente; habitação: caverna, pois claro; ela amamentando, etc. Tudo isto com base no molar de javali selvagem americano.

A partir de 1960 e durante vinte anos, o antropólogo David Pilbeam susteve que o Ramapiteco era um "hominídeo", baseado-se num par de dentes e alguns pedacinhos de mandíbula. Em 1984 mudou de conclusão e acredita agora que é são partes de um simples macaco. Contudo, entretanto, aquela "descoberta" ramapitesca valeu a Pilbeam passar de professor de Antropologia da Universidade de Yale à Universidade de Harvard (nem mais nem menos)! Isto, não demonstrando a evolução do Ramapiteco, demonstra a evolução de Pilbeam.

Em 1980, o famoso antropólogo americano Noel Boaz chamou de clavícula de um "hominídeo" ao que logo se viu ser uma costela de golfinho! [Tudo o que é objecto animal não identificado prova a existência de supostos terrestres, em vez de provar a ignorância do explorador a respeito do objecto que tem em mão!]. Segundo este antropólogo, a forma da clavícula sugeria que o ser em questão era de um chimpanzé que caminhava erecto. "Blooperpiteco" teria sido um nome adequado ao seu novo "hominídeo"!...

Em 1984 teve que ser cancelada apressadamente um congresso internacional de antropologia na Espanha, onde iria ser apresentado em sociedade o achado recente Homem de Orce (Andaluzia, Espanha), por ter-se descoberto que o fragmento de crânio encontrado pertencia, na realidade, a um burro. ["Burropiteco" seria um belo nome para a "descoberta"].

Enfim, a lista é longa. É talvez por isto que Sir Solly Zuckerman, uma das máximas autoridades mundiais em anatomia, no seu livro Beyound the Ivory Tower nega o carácter científico de todas estas especulações sobre os fósseis, comparando o estudo dos supostos antepassados fósseis do homem com a percepção extra-sensorial, no sentido de estas actividades estarem ambas fora do rigor da verdade objectiva, e onde qualquer coisa é possível ao crente nas ditas actividades.

(continuação, VI parte)

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