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15/05/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (III)

(continuação da II parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

Este mítico "elo perdido", que teria engendrado o homem, teria desaparecido; ninguém tem a mais remota ideia do motivo. Temo muito que o teria feito para não carregar com a tremenda responsabilidade de  ter engendrado algo tão perigoso e inadaptado como dizem que engendrou: a ovelha negra da família, em realidade...

De qualquer forma, a excelsa dignidade desta sublime relíquia (o "elo perdido") suscitou tanto fervor em tantos cientistas que desde há mais de um século foram empreendidas inúmeras peregrinações para encontrá-lo.

A busca ao "elo perdido" foi, e é, o alfa e o ómega da antropologia. Algo à imagem dos cavaleiros do Rei Artur relativamente ao Santo Graal [embora este exista e esteja encontrado].

Mas qual é o critério para dizer se um fóssil é o famoso "elo perdido"? Ora, muito simples: todo o fóssil de macaco que tenha semelhanças com o homem é - até que se prove o contrário - o "antecessor comum".

2 - O Fóssil

Ainda que o leitor não creia, existem, definitivamente, fósseis de macacos que apresentam semelhanças com o homem. Assim é. Acontece que alguns restos de fósseis de macaco têm incisivos e caninos mais pequenos que outros macacos, em forma semelhante aos do homem. Isto constitui, para muitos investigadores, uma "demonstração" de que tais macacos teriam sido nossos antepassados, sem ter em conta - ao que parece - que existem macacos vivos (o Baduino Gelada, por exemplo) que também têm incisivos e caninos pequenos - como o homem -, sem os seus congéneres deixarem por isso de ser macacos.

Inclusivamente o antropólogo Clifford Jolly apontou, há mais de vinte anos, que as ínfimas variações no tamanho e forma dos dentes do animal são simplesmente o produto de uma adaptação a um tipo específico de dieta e que carecem de todo a significação genealógica.

Outros restos fósseis de macaco parecem indicar que ditos seres caminhavam em forma aproximadamente erecta (bípede), com o qual se concluiu, triunfalmente, que estes macacos estavam-se tornando homens!...

O que muitos autores geralmente esquecem de aclarar ao público é que vários macacos actualmente (Hilobates Moloch, Pan Paniscus, entre outros) caminham em forma aproximadamente erecta. Mas, quanto sei, nenhum destes simpáticos primatas manifestou o mínimo sentimento de assombro, nem de júbilo, nem de terror também (que seria ainda mais lógico), perante a apaixonante aventura de estar transformando-se em seres humanos.

Mas, diga-me algum dos leitores: o que passou com o famoso Homem de Neanderthal, o Pitecantropus Erectus, os Austalopitecos africanos? Não são eles verdadeiros "hominídeos", antepassados do homem?

Vejamos por partes. Para começar, digamos que o Homem de Neanderthal não é propriamente um "hominídeo". Apesar da "difamação antropológica" darwinista (a expressão é do famoso antropólogo americano Ashley Montagu), que assim o mostrou durante 100 anos (ainda hoje) como um bruto semicurvado, de aspecto feroz e estúpido, garrote ao ombro e abrigado na sua caverna, hoje é um facto universalmente aceite que o Homem de Neanderthal era completamente Sapiens, ainda com alguns rasgos degenerativos produzidos por doenças (artrite e raquitismo) e por circunstâncias ambientais adversas.

(continuação, IV parte)

05/05/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (II)

(continuação da I parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

Em outras palavras, se por um lado a ciência [entenda-se "ciência limitada ao positivismo"] não nos pode dizer realmente a origem do homem - por ser metodologicamente impossível - , pode dizer-nos, contudo, como não poderia ter acontecido essa origem.

Aclarado este ponto, digamos que aquilo que vemos hoje (primeira base do método científico [positivista]) é o que os homens foram originados de homens, e que os macacos geram macacos. Assim sendo, e seguindo o princípio científico do uniformismo metodológico, segundo o qual o presente explica o passado, o legítimo seria supor que os homens sempre foram originados de homens e nunca de macacos. É aos cientistas [positivistas] que sustêm o contrário (ou seja, que alguma vez os macacos geraram homens, ou se transformaram em tal) a quem cabe o peso de provar. Portanto, estes deveriam aceitar tal responsabilidade, caso este tema fosse tratado com o mínimo rigor e honestidade científica. Mas como não é assim tratado, acontece que, paradoxalmente, aceita-se como dogma de fé (em nome da ciência, pasme-se!) que o homem descende do macaco; e a partir deste dogma interpretam-se e manipulam-se os dados científicos.

Mas, qual o motivo - cabe perguntar - desta convicção tão categórica sobre a nossa origem? Quais são os fundamentos científicos para tamanha certeza? Pois bem, como expressei já, não há fundamentos propriamente científicos. A razão determinante e fundamental pela qual muitos autores acreditam que o homem foi originado a partir do macaco, é que eles aceitam cegamente a hipótese evoluvionista-darwinista, que assim o afirma. E é só.

Não obstante, numerosos cientistas, divulgadores, "charlatães cósmicos" da tv, revistas "muito interessantes", livros de texto e trovadores diversos, saturam-nos diariamente com as "evidências científicas" que "demonstram" a origem simiesca do homem. E vale a pena analisarmos em suficiência estas supostas evidências, "desgastantes" segundo dizem os mais fervorosos crentes na hipótese evolucionista-darwinista.

I
AS SEMELHANÇAS

Pois bem, caro leitor, ainda que seja um bom "profano" neste tema - tal como eu -, e nunca se tenha apercebido ou, com maior probabilidade, nunca lhe tenha outorgado a menor importância, o facto é que há semelhanças entre o macaco e o homem!

Em conformidade com esta sensacional descoberta - de cortar o alimento, realmente - existem, sem dúvidas, semelhanças entre os macacos e o homem. Efectivamente: temos olhos como os macacos, quatro extremidades, estômago, fígado, pulmões, coração de quatro cavidades, sangue quente (depende...), etc.

Caso continue, caro leitor, obstinado e céptico, acreditando que todo isto não significa absolutamente nada, e que existe - a pesar das semelhanças - um abismo entre o macaco e o homem, acredite que está em muito boa companhia, já que milhares de cientistas (e cada vez mais) opinam exactamente o mesmo.

São milhares, estimado leitor. O que sucede é que a opinião destes cientistas não chegam às pessoas, pois neste tema há uma feroz censura. Uma outra Inquisição diferente, um outro Santo Ofício diferente! Os cientistas que não aceitam o "dogma darwuinista" são inexoravelmente excluídos dos âmbitos académicos e dos meios de difusão.

Mas os crentes na hipótese da origem simiesca do homem, que são ademais - e tenhamos isto bem presente - os que "têm o manípulo" político, financeiro e académico, insistem no místico fervor nas questão das semelhanças.

1 - O Elo Perdido

Insistem, pois, não só nas semelhanças actuais, que demonstrariam, em todo o caso, que os macacos são, segundo a hipótese darwinista, os nossos "primos"; senão mesmo, e sobretudo, pelas semelhanças fóssei, que certificariam a existência do pretenso "antecessor comum", ou seja, um macaco em vias de fazer-se homem: o célebre "elo perdido", que já não existe, segundo dizem, mas que em tempos idos, há muitíssimo tempo, parece ter existido.

(continuação, III parte)

26/04/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (I)


"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

Traduzi e transcrevo o texto de um livrete do Prof. DR. Raul Leguizamon:

"Os dogmas de Fé são muito difíceis - senão mesmo impossíveis - de refutar com argumentos científicos [científico-positivistas]. A história da humanidade testemunha-o bem.

Os nossos tempos não escapam certamente a esta regra, já que na actualidade, como em todas as épocas, uma boa quantidade de pessoas continua acreditando obstinadamente em coisas não apenas desprovidas de todo o fundamento científico, mas, sobretudo, que estão em franca contradição com o conhecimento científico que possuímos hoje.

Para dar um exemplo, entre centenas, do que foi dito, referir-me-hei à insólita crença actual de muitos - curiosamente, muitos deles cientistas - de que o homem descende do macaco. Sim, sim: Macaco. Tal e qual.

Porque há de saber-se que o tão banal "antecessor comum" do homem e do macaco, de quem dizem muitos cientistas e divulgadores, não é nem pode ser outra outro que o macaco. O suposto "antecessor comum" seria chamado certamente macaco por quem quer que o avistasse, afirmava o ilustre paleontólogo da Universidade de Havard, Georg G. Simpson. É pusilâmine senão desonesto, dizer outra coisa, acrescentava Simpson. É desonesto, acrescento eu.

De tal forma que todos os esforços dos antropólogos e investigadores do tema, não se dirigem, em absoluto, a elucidar, objectivamente e sem prejuízos, de qual modo foi originado o homem, mas sim de como o macaco o formou.

Em outras palavras: o postulado das nossas origens simiescas é uma convicção da qual se parte, e não uma conclusão à qual se chegue.

Ora bem, esta convicção, que muitos cientistas e divulgadores sustêm encarniçadamente (ao ponto de mostrá-la ao público como um facto científico e demonstrado!), é - por definição - algo que está fora do campo da ciência experimental, que se fundamenta, precisamente, na observação e reprodução experimental do fenómeno sobre estudo. Coisas evidentemente impossíveis neste caso.

Assim, e respeitando um pouco o significado das palavras, esta crença na origem do homem a partir do macaco, é apenas uma hipótese de trabalho, uma suposição, uma conjectura, mais ou menos razoável, mais ou menos coerente, mais ou menos disparatada, mas sempre de carácter hipotético. Não só não demonstra, senão, ainda mais - por definição -, indemonstrável. E a ciência é demonstração.

O que a ciência [positivismo científico] pode legitimamente fazer a este respeito, é abordar o tema de forma indirecta, ou seja, examinando a suposta evidência científica que demonstraria a transformação do macaco em homem e, sobre tudo, o mecanismo que se propõe para explicar esta transformação, para ver se o dito mecanismo está em coerência ou em contradição com as leis científicas bem estabelecidas; ou , ao menos coma sensatez.

(continuação, II parte)

27/03/12

O NATURALISMO (3)


Todavia evitais o excesso de negar explicitamente a vida futura. Admiti-la em desejos, aspirações e linguagem; mas doutrinalmente a rejeitais. Conheceis que o nega-la em absoluto é um ataque a Deus e ao homem. Mas deixais por isso de afrontar o ser supremos, proibindo-O de sair das leis gerais deste mundo, e de modificar os seus primeiros actos, e negando-lhe o direito de mostrar às suas criaturas, já deste mundo, o fim sobrenatural que lhes destina? A natureza é Deus, o sobrenatural é também Deus. A lei geral é Deus, e o benefício particular, o favor extraordinário, Deus é também sempre. Não se compadece com a razão que Deus dê ao homem a ordem sobrenatural: que lhe dê, por gratuita bondade, mais que o pontualmente necessário à sua existência terrestre; que o beneficie com felicidade superior ao estado de simples natureza? Mas que razão há para que se desautorize Deus de tão nobres atributos para ele, e de tão favoráveis para o homem?

Negar, portanto, o sobrenatural, e ir de encontro a quanto os homens pensaram, acreditaram, e esperaram; é impugnar-lhes as mais altas aspirações, as mais poderosas faculdades, imaginação, consciência, e razão, que também fazem parte de sua natureza evidentemente. É derruir as leis de seu ser, como pretexto de as resolver. É envilecer-lhe o presente, e denegar-lhe o porvir. É secar-lhe na alma a fonte do grandioso, puro, generoso e desinteressado. É, por derradeiro, suprimir o problema para o não resolver.

Bonissimamente compreendera a força destes princípios e consequências o insigne escritor que designou “como questão capital a debatida entre os que reconhecem e os que não reconhecem ordem sobrenatural, certa e soberana, bem que impenetrável à razão do homem; questão ventilada entre o supernaturalismo e o racionalismo. De um lado, incrédulos, panteístas, cépticos de todos os feitios, e racionalistas. Do outro lado, cristãos. Os melhores de entre os primeiros deixam subsistir no mundo a estátua de Deus, se podemos empregar semelhante expressão; mas somente estátua, uma imagem, um mármore. Deus não está aí nisso. Comente os cristãos têm o Deus vivo”. (Guizot. Meditações e est. Moraes, Pref, pag. 1)

Assim como filósofo entende com referência a Deus, o intendemos com a imoralidade e vida futura!

Observação curiosa é essa da confrontação dos diversos sistemas que não admitem a verdade completa! Conformidade que lhes argue o erro, e mostra a incerteza de sua direcção, e a fragilidade de tudo que não assenta sobre bases fixas e inconcussas! Porque, observai que propriamente as escolhas, que professam doutrinas sãs e elevadas sobre outros pontos, logo que se declaram inimigos do sobrenatural, submetem-se à justa arguição de M. Guizot, como as outras que, à míngua de vontade ou força, não se elevam a considerações nem aceitam leis superiores às do mundo.

Dois sistemas, que particularmente vamos estudar, combatem hoje em dia toda a espécie de sobrenatural, e deste antagonismo fundaram doutrina. Pertencem uns ao racionalismo puro, admitem unicamente a razão como supremo fim, e, mediante uma crítica desassombrada, tocaram o nominalismo sem fundamento nem realidade. Outros, restinguem-se ao positivismo, só reconhecem concepções materiais, aplicações puramente sensíveis, e fazem da terra ponto de partida como termo único de seus esforços."

(Leia a primeira parte do texto, AQUI)

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