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30/04/13

RASCUNHOS ASCENDENS (IX)

RASCUNHO XXIII

O Estado da Questão

Com objecto de compreender melhor a controvérsia a respeito do suposto fundamentalismo, mais concretamente a obra de Mons. Lefebvre, devemos lançar um olhar sobre a história da igreja e a história das ideias no decorrer dos últimos anos.

Na história da igreja podemos identificar em largo traço três fazes históricas da difusão inicial do Cristianismo por todo o mundo (período paleocristão) ao qual se seguiu o tempo da consolidação (durante o qua


RASCUNHO XXIV

"Semper Idem"


























RASCUNHO XXV

"O Reno Se Lança no Tibre"




RASCUNHO XXVI

Para a Maçonaria a sociedade é iniciática, ou seja, é "profana" (está fora do templo maçónico e não foi iniciada na maçonaria). Mas ela é iniciável, ou seja, toda a sociedade deverá um dia ser maçónica. Há medida que a maçonaria avança com as suas ideias, introduzindo-as na sociedade, dá-se a descristianização e a maçonização.

Se a maçonaria nasceu oficialmente em 1717 como sociedade secreta, hoje ela anuncia-se como "discreta". Dizem eles que é normal que assim tivesse sido, e que teria havido uma perseguição dos reinos católicos para retirarem do seu seio à maçonaria como um tumor maligno. Portanto, o tumor maligno, para sobreviver, teria usado do maior secretismo e para se alastrar usou de igual secretismo. Hoje a maçonaria, tendo-se alastrado e introduzido as suas ideias anticatólicas na sociedade,

D. João V
RASCUNHO XVII

Tal como muitas outras palavras foram descaracterizadas pelos vencedores liberais e republicanos também as palavras como "liberdade", "Igreja", "Absolutismo", sofreram aquela violência de torcer o próprio em impróprio. Hoje a palavra "mártir" é tomada pelo seu sentido alargado, e não pelo seu sentido próprio.

Das conversas que tenho tido sobre o absolutismo, reparo que os opositores não definem "absolutismo". Porém adivinho-lhes que não têm o absolutismo com sistema monárquico, mas sim como uma irregularidade contra o sistema de então. Ou seja, que o absolutismo não teria sido um sistema organizado de governação, e foi um comportamento abusivo do monarca contra sistema a que se deveria então sujeitar. Portanto, consideram, e talvez bem, embora não o digam claramente, que o absolutismo é o desacato do Rei ao sistema estabelecido.

Mas em tudo isto há algo estranho.... o tal sistema "violado" nunca teve leis segundo as quais se pudesse determinar que o tal Rei ("absolutista") tenha governado com irregularidade. Ao perguntar aos inimigos do absolutismo qual o abuso do "Rei absolutista", respondem como se fossem liberais: o ter dispensado as cortes por um longo período de tempo, ou nunca as terem convocado. Peguemos então nas leis de Portugal, desde 1143, e perguntemos aos inimigos do absolutismo: onde está a lei que determina que o Rei é obrigado a reunir Cortes e a estar sujeito a elas? Evidentemente que não saberão responder, porque só a mentalidade liberal contem crenças às quais dá valor de lei impondo-as à monarquia tradicional! Portanto, voltando ao Rei absolutista, onde é que houve violação do sistema? Pois é ...

Podemos ainda concluir que, se o absolutismo consiste em dispensar as Cortes, toda a Monarquia portuguesa, até D. Pedro, foi absolutista por natureza, por não haver lei nem tradição de que o Rei estava obrigado ás Cortes. A mesma ideia liberal encontra-se relativamente ao Papa e à ecles


RASCUNHO XXVIII

O que aqui foi escrito no artigo ""O Acordo" - e Os Gambozinos" a respeito do uso de "o acordo", pode escrever-se em parte a respeito de "os modernistas".

Não pretendo gastar tempo com opiniões engraçadas e malabarismos de diversão, nem cativar os leitores. O assunto que trago tem de ser mostrado, na tentativa de minorar os estragos da crescente apostasia geral.

O uso que se tem feito de "os modernistas" e "o modernismo" é preocupante e revelador. Temo que 95% (é um número suposto por mim)  dos que usam tais etiquetas, aplicando-as no âmbito católico, não sabem realmente o que isso é. Fantástico?!!! Bastante...

Mais uma vez estamos perante um fenómeno de gambozinos (que descrevi no artigo mencionado). Em muitos meios a palavra "modernistas" é adquirida e, depois, ao nome mais ou menos vazio vão vai-se-lhe associando sentimentos e imagens aos que a pessoa tenta ordenar segundo uma lógica minimamente coerente.

Hoje, não antes, "os modernistas" são para algumas pessoas aqueles que, ao fim e ao cabo, comentem "abusos litúrgicos". Para outras pessoas "os modernistas" são aqueles que não aceitam a Missa tradicional. Para outros ainda "modernistas" são outra coisas mais relacionadas com tudo menos com a Doutrina e  pensamento católico.

Há dois dias vi uma montagem em que, de um lado, havia uma foto com a nova missa (Missal de Paulo VI) repleta de sinais desajuizados e, do outro lado, havia uma foto de uma Missa do catolicismo  (Missal de S. Pio V). Na primeira das fotos lia-se "modernistas", e na outra foto lia-se "

29/04/13

RASCUNHOS ASCENDENS (VIII)

RASCUNHO XX
Aquela preocupação é muito pertinente, e hoje deve servir de exemplo, mais que nunca.

Há menos de um mês, uma senhora de um país da América do Sul, contava-me que um amigo da família tinha construído uma casa em pedra e que, depois de ter falecido, o filho não se interessou de terminar que daquela casa ficou por terminar. Eu comentei que: há uma mentalidade que vende pedras e as madeiras para depois poder comprar cimento (concreto) e tijolo em forma de casa. Segundo a mesma mentalidade,

Para se construir uma boa casa, uma igreja, um palácio, ou mesmo uma catedral, há que ter: pedra, madeira, argila. Evidentemente que, tal como numa "casa moderna", há que ter pessoas que trabalhem e ferramentas.

Dou como exemplo uma quinta que conheço muito bem. Há séculos era ela um terreno de abundante água, com algumas rochas intercaladas com terra de cultivo, árvores e animais de caça. Hoje um terreno desses seria facilmente confundido por rebelde e impróprio para cultivo ou habitação, contudo, para os nossos antigos, seria facilmente reconhecido como excelente (e é o caso do terreno do qual falo). Para lá da fertilidade e da abundância de água (que ali era comum), o Senhor das terras achou nelas a vantagem das árvores e rochas. Com as rochas e pedras, granito de duas ou três qualidades, mandou erguer muros em torno de toda a quinta (protegendo-a de animais mansos ou ferozes, e inibir não dispor à mão alheia apetecíveis momentos), mandou também construir uma casa de dois pisos com paredes de 1m de espessura, etc.. Com os castanheiros que ali havia, foi armado todo o sistema dos telhados, feitas tábuas para o soalho, o beirado, boas portas, etc.. As telhas, provavelmente, foram feitas com o barro de um dos lados da quinta.

Há anos, por necessidade de adquirirem um órgão (verdadeiro, ou electrónico) para uma dada igreja, previa-se que determinado padre tivesse que ir da América do Sul à Europa fazer uma angariação de fundos. Ele, acostumado a fazer peditórios, desabafou dizendo que ali [naquele país da América do Sul] as pessoas tinham uma concepção algo artificial destas coisas: as obras maiores apareceriam feitas com donativos europeus ou norte-americanos! Dizia que isto teria de acabar, pois havia que pedir a Deus a forma de obter as coisas pela forma mais natural e directa e aprender a construir e aproveitar melhor. Eu entendi rapidamente este padre, porque de certa forma já tinha chegado a conclusão idêntica.

Recordei-me depois do caso dos Jesuítas, que tinham tido ali órgãos e outros instrumentos arquitectados por eles e construídos pela mão dos nativos (que em pouco tempo se tornaram hábeis a executar com perfeição estas e outras artes de exigência). Hoje, no mesmo lugar, havendo mais recursos que nunca, a iniciativa, neste caso, limita-se a angariar dinheiro exterior para mandar fazer um órgão no estrangeiro ou, pior, comprar uma imitação electrónica ao estrangeiro. Ora, previa-se certamente que, depois de terem sido construídos órgãos ali mesmo em séculos passados, a construção destes instrumentos fosse progredindo cada vez mais (tanto que os nativos já se tinham tornado não só bons construtores de instrumentos para o culto divino como eram muito aptos para a música). Creio que o motivo pelo qual a construção destes instrumentos não teve continuidade na América do Sul não é um caso particular, mas sim parte de um fenómeno geral: o liberalismo, que na Europa fez estragos no que havia sido construído mas que na América impediu a continuidade daquilo que era uma base em construção.


RASCUNHO XXI


No séc. XIX assim se disse:

"Os sermonários abarrotavam e ainda abarrotam as bibliotecas públcas. Alvaro leitão, publicava os sermões das tarde de quaresma e de toda a semana santa. D. Rafael Bluteau dedicava ao Grão-Duque de Toscana seus sermões impressos em Lisboa. O licenciado António da Silva, natural da Bahia, também em Lisboa, dava à luz os sermões das tardes dos domingos de quaresma, pregados na matriz do Recife de Pernambuco. E o agostiniano Fr. Simão da Graça, também desta mesma cidade de Lisboa dava a lume os sermões pregados na Índia Oriental. Podia falar dos sermões do bispo do Rio de Janeiro, D. Fr. António de Guadalupe, impressos em Lisboa no ano de 1749: nos sermões oferecidos ao infante D. António pelo padre António de Bettencourt, mas basta dizer que sobem a milhares os seromnários impressos em Lisboa, Porto, Coimbra, Goa, Roma e várias outras povoações. É extraordinário o número das pastorais, e dos sermões que no reinado de D. João V se prégaram, e imprimiram, distinguido-se até algumas edições pelo seu luxo e boa impressão.

Rara seria por aquele tempo a pessoa, em certa posição social que por ocasião da sua morte não tivesse uma, ou mais do que uma oração fúnebre. Teve-a Diogo de Mendonça Côrte Real, na igreja paroquial de Santa Justa de Lisboa: teve a Fr. António Manuel de Vilhena, Grão-mestre de S. João do Hospital na matriz de Campo maior: teve a D. Luiza Simôa de Portugal, condessa de Redondo, recitada por D. José Barbosa na igreja do Espírito Santo de Lisboa. Teve-a o conde da Calheta Afonso de Vasconcelos, na igreja da Conceição Velha, e tiveram-na milhares e milhares de pessoas, pois são milhares as orações fúnebres, umas impressas, outras inéditas. Também o número dos sermões prégados nas procissões das freiras é extraordinário. Mas citarei tão somente, atendendo à brevidade, os sermões pregados pelo Pe. D. Rafael Bluteau nas procissões de D. Violante Caetana de Castro no convento de Odivelas, o da procissão de duas irmãs no mosteiro de Santa Clara de Lisboa, e um outro sermão do mesmo género prégado no mosteiro do Calvário.


RASCUNHO XXII

Tenho em mão um documento bastante raro. Infelizmente não tenho tempo para explorá-lo nem transcrevê-lo. Foi escrito por um homem informado e culto, que teve de fugir para a América do Sul logo após o 25 de Abril. Este Português perseguido dá-nos muita informação e faz um paralelismo entre a revolução bolchevique e o golpe do 25 de Abril em Portugal.

Tem por nome Afonso Castelo e creio que o seu escrito pareceu talvez exagerado a quem o leu. Eu mesmo fiquei com essa ideia, contudo, com o tempo, juntando todas as peças, reparei que Afonso Castelo "peca" apenas em ter começado a contar a história pelo fim, parecendo tratar coisas fortes de mais para serem realidade. Há certamente aquela emotividade própria de pessoa que sofre perseguição, mas fornece-nos dados muito importantes e fiáveis (boa parte deles podem ser ainda confirmados hoje).

Escutemos a Afonso Castelo:

"António de Spínola, o Kerensky de Portugal"

"Marcelo Caetano é o infiltrado máximo, o traidor que simulou todo o tempo para favorecer o avance do comunismo"

"Existe um assombroso paralelismo com os acontecimentos prévios à tomada do poder pelos bolcheviques na Rússia..."

"...revolucionários proposicionais recrutados pelo judeu Leão Trotzky nos subúrbios de Nova York."

"Como em S. Petesburgo, Lisboa viu-se invadida por uma legião de seres estranhos chegados do exterior."

"Comunistas, homossexuais, socialistas, opusdeistas, prostitutas, democratacritãos, todos eles rebelados numa bebedeira demagógica, prometem paraísos impossíveis e mentem escandalosamente sobre o regime derrubado."

"

19/04/13

RASCUNHOS ASCENDENS (VI)

RASCUNHO XIX

PORTUGAL E CASTELA - A VERDADE DO TRATADO DE ALCÁÇOVAS-TOLEDO

Ouvi dizer que hoje comemora-se o aniversário do Tratado de Alcáçovas-Toledo. Contudo, este tratado data de 4 de Setembro de 1479 (Alcáçovas, Portugal) e foi rectificado a 6 de Março de 1480 (Toledo, Castela). Assim é...

D. Joana de Castela, a Excelente Senhora
Portugal protegeu a amizade com Castela e à legítima herdeira do seu trono, D. Joana (filha do Rei D. Henrique IV), contra a princesa D. Isabel que governava com o apoio da nobreza rebelde (que já antes antes tinha "coroado" seu irmão, Afonso de Ávila, reinando ainda D. Henrique IV legítimo Rei de Castela). Afonso de Ávila morreu imberbe deixando a nobreza rebelde sem "rei". Ao lado de Afonso permanecera Isabel que os rebeldes quiseram depois "coroar" como rainha de Castela, intento que esta princesa aceitou logo que falecido D. Henrique IV, rompe assim o juramento que tinha feito à legítima sucessora de D. Henrique, D. Joana, (que o escárnio dos rebeldes cognominou de "a beltraneja"). D. Joana tinha sido jurada como sucessora legítima, juramento feito pela nobreza castelhana (incluindo Isabel). A nobreza fiel ao Rei D. Henrique IV de Castela dividiu-se depois em lutas, uns pela legítima sucessora D. Joana, e outros pela princesa Isabel que já tinha o caminho preparado pela facção rebelde (estes rebeldes, ao vencerem, trataram de assentar na história que os fieis ao Rei legítimo fossem conhecidos por "rebeldes", fenómeno muito repetido na história, como vieram a ser o golpe liberal e o republicano em Portugal).

D. Afonso V de Portugal, o Africano.
Os nobres fieis de Castela, aliançaram-se com Portugal (D. Afonso V) contra os apoiantes de D. Isabel.

Sentada no trono, D. Isabel assaltou os territórios portugueses em África, várias vezes, por ouro e outras riquezas. A defesa do território português em África era um pesado fardo para os portugueses. Vários Papas tinham emitido Bulas para proteger esses territórios, e respectiva costa marítima, fazendo assim justiça ao Reino de Portugal. Estes territórios ficavam a sul de Canárias, ilhas usadas pelos portugueses antes da sua "descoberta". Portanto, quando Castela reclamou a descoberta de Canárias os portugueses já usavam tais ilhas há bastante tempo, tendo nelas feito algumas instalações de auxílio à navegação. Na verdade, Canárias era um ponto já conhecido dos navegadores do Atlântico ao longo de muito séculos, faziam parte da tradição marítima atlântica. Os povos que não tinham tradição de navegação no Atlântico ignoravam bastante o Atlântico e, portanto, ignoravam a existência das já conhecidas Canárias. Foi assim que Castela julgou-se descobridora de novidade, e foi assim que em Roma o Papa também não teve conhecimento impeditivo para não aceitar ou suspeitar da "descoberta". Quando correu a notícia da nova "descoberta", D. Afonso IV de Portugal escreve assim ao Papa Clemente VI:
"Afonso Rei de Portugal e do Algarve com devida reverência.... Como resposta à vossa carta com a devida reverência respondemos que os primeiros descobridores [entenda-se "descobridores católicos"] daquelas ilhas foram habitantes do nosso Reino. Verdadeiramente esperávamos que as quais ilhas existiam para nós... Mandámos nossas gentes e navios àquele lugar para examinar a condição dessas terras os quais ao chegarem a essas ilhas capturaram homens e animais à força..."
As Canárias tinham habitantes não cristãos quando os portugueses começaram a usá-las (antes do "descobrimento" castelhano). Contudo, o acto já estava consumado, o Papa tinha acedido à reclamação de "descobrimento" levado a cabo por Luís de La Cerda. Portugal tinha adiado assim a colonização por estar envolto em guerra com Castela e contra os muçulmanos em Marrocos. Em 1436, para remediar o acidente, o Papa dá a Portugal os direitos de conquista e governação de qualquer ilha das Canárias que ainda não estivesse habitada por cristãos, contudo Isabel de Castela não respeitou as ordens papais.

As guerras marítimas em torno das Canárias, entre Portugal e Castela, foram então inevitáveis. Se as Bulas papais não demoviam os castelhanos nem a vontade da sua rainha, nem a legítima ocupação de ilhas nas Canárias pelos Portugueses ao abrigo de tais bulas, como seria possível continuar a missão portuguesa dos descobrimentos tendo constantemente pelo caminho aquela rebeldia castelhana?

D. João II
Para Portugal, a importância das Canárias era fundamentalmente geográfica. Mas dar passo ao projecto da Índia tendo atrás os castelhanos não respeitadores de mares, nem de territórios, nem de Coroas, nem de Papas? Valeria a pena ou seria possível? Como afastar os Castelhanos!?...

D. João II de Portugal tinha uma orientação diferente de seu pai, D. Afonso IV, que tinha levado a peito o fazer justiça na questão da legitimidade de D. Joana como verdadeira herdeira de Castela. D. João II via tal causa como desgastante e perdida, preferindo livrar-se do acumulado de problemas num golpe só: o Tratado de Alcáçovas.

À Princesa Isabel de Castela, rainha dos rebeldes, Portugal propôs no mundo uma linha divisória HORIZONTAL separando  os territórios a conquistar (o Sul para Portugal e o Norte para Castela, com excepção das ilhas que Portugal já tinha descoberto e conquistado - Madeira e Açores). Em troca Castela ficaria com as Ilhas Canárias. Por consequência necessária e óbvia a aceitação do acordo coloca automaticamente a Princesa Isabel com estatuto de Rainha de Castela por parte de um Reino católico: Portugal. Com o tratado faz-se também uma aliança matrimonial significativa: a filha maior de Isabel é dada em casamento ao herdeiro do trono de Portugal.


Portugal não só tinha conhecimento das Canárias antes de La Cerda:  La Cerda entrou nas Canárias no momento em que Portugal estava a organizar a colonização destas ilhas, e o Rei D. Afonso IV tinha mandado fazer os preparativos. Pois claro, os historiadores falam de "fuga de informação", a qual serviu de muito grande lição para aos portugueses, como veremos. O secretismo de navegação tornou-se de tal forma vital à sobrevivência portuguesa que se deu início a um período de criação de mapas falsos, pena de morte para os infractores dos segredos de navegação, viagens fingidas com rótas de despiste, a queima das próprias embarcações, etc... etc... Tudo para evitar que a cobiça castelhana pudesse repetir desonestas e mais graves proezas que aquelas que já tinha cometido em poucas décadas.

Esta é a história pela qual se introduziu no mundo a divisão das conquistas entre Portugal e Castela. Tudo se deve à tentativa de Portugal proteger-se da maldita cobiça de um reino vizinho usurpado por meia nobreza e que iniciou a sua tradição de navegação atlântica desta triste forma. O Tratado de Tordesilhas surge logo depois, porque Castela nem o Tratado de Alcáçovas cumpriu. Mas, desta vez, estávamos bem precavidos!

D. Joana (herdeira de Castela) permaneceu em Portugal, foi tratada como Rainha de Castela pelos Portugueses com todas as honras devidas, em palácio que a ela destinámos, mas, para dar mais proveito à dor fez os votos religiosos e fez do palácio o seu claustro. Sempre assinou como Rainha de Castela até à sua morte, sempre foi respeitada e admirada em Portugal como o cognome de "a excelente Senhora".

12/04/13

RASCUNHOS ASCENDENS (IV)

X RASCUNHO

RESPOSTA À CARTA ABERTA DE MONSENHOR NICOLA BUX

Londres, 22 de Março de 2012.

Monsenhor,

Numa carta aberta do 19 de Março, dirigida a Mons. Fellay e a todos os sacerdotes da FSSPX,


XI RASCUNHO

"Andar na berlinda"... no geral isto se diz do "andar na berra", mas poucos sabem já o que é uma berlinda. Para o colmate, deixo um texto sobre uma berlinda real, que está no Museu dos Coches:

"É o único carro nobre cujo cabeçal alçado traseiro foi intencionalmente feito e encoirado para melhor descanso do Moço da tábua.

Com pilares dourados e jogos a encarnado e ouro tem no tejadilho maçanetas de bronze e pregaria piramidal; é internamente forrado de veludo e exteriormente de lona pela coberta, tendo ao centro dela, em pintura, o Brasão português, acompanhando nas ilhargas pelo poligrama seguinte, pousado num açafate por entre ramagens, que o envolvem:

Cifra desdobrável nas maiúsculas cursivas D. M. P. R. P. - iniciais de D. Miguel Primeiro Rei Portugal.

(Noutras alfaias para serviço do mesmo Senhor, como se vê no xairel do seu selim à militar, aparece, como inscrição simplesmente D. M.)

O primeiro destes nombramentos remonta ao 2º ano do governo de S. M. El-Rei o Senhor D. Miguel, em que a capa externa do tejadilho desta berlinda foi restaurada (antes deturpada), mascarando-se o primeiro encoiramento com uma tela de grosseiro canhamaço, toscamente pintada. Daqui o facto de ser tradicionalmente conhecida, nos últimos tempos, pelo nome de D. Miguel [note-se a forma tendenciosa e partidário do autor deste texto - para quem há que dar o devido desconto].

E de ordem preventivamente declarar-se que não há, neste modo de dizer, a mínima preocupação partidária. [Veja-se... veja-se o que o autor diz no seu livro supostamente dedicado aos coches...]

Conquanto nesta polémica (quando em acção) se dava sempre jurisprudêncialmente distinguir entre política da Pessoa e política do Regime, devo, todavia, confessar que nenhum suspeito preconceito preside à direcção de semelhante frase. [Sendo o tema de coches, é de estranhar a carga política do texto! Que mais virá?!]

Tendo o Senhor D. Miguel sido proclamado Rei nas Cortes dos Três Estados, convocadas segundo o antigo estilo, ficou ipso facto com direito ao título honorífico de Majestade. [Pois é... começou a tese liberal tardia. Mas se o autor reconhece tais Cortes e o acto que produziram, como em vez de dizer que D. Miguel era então Rei apenas o diminui a um "título honorífico"? Está claro... Continuemos então...]

E com este teor assinou muitos documentos públicos da Régia sanção, desde 1828 até a sua capitulação em maio de 1834, após as derrotas miguelistas de Torres Novas, Almoster, Leiria, Asseiceira e Evora-Monte. [Note-se a relevância dada à citação das terras, tema secundário dentro de um tema secundário. Há dúvidas?]

Por outro lado, o desterro não aniquila a consanguinidade. E, se esta é compatível com o desafecto, é inconciliável com o desrespeito. [Neste momento dá vontade de deitar o livro janela fora... Tivesse sido o autor suficientemente educado para não faltar ao respeito aos Reis a quem deve dobrar o joelho.]

Escrevendo-se um livro dedicado à alta Pessoa reinante de um Seu augusto Aparentado, seria por certo menos cerimonioso o uso - deprimente pelo seu contraste - de qualquer outro tratamento. [É caso para concluir que tal obstinação é suficiente para mandar o autor ao confessionário!]

Os Mestres da Corte, ao tempo de SS. MM. os Senhores Reis D. Pedro V e Dom Luís I - de viva saudade - (como fazia o palaciano e sábio Conselheiro Sr. António José Viale) sempre assim ensinaram os seus Régios pupilos, sem que aulico algum os encoimasse de absolutistas por declararem que o Irmão de Sua Majestade o Senhor D. Pedro IV havia governado, como Rei, toda a monarquia (excepto a Ilha Terceira).  [Note-se que o autor tenta "limpar-se"comprometendo o ensino com a cepa liberal. A moral do autor não é tanta quanto as voltas que dá.]

Nem tão pouco o erudito Lente do Curso Supremo de Letras foi suspeito de nascendo traidor à pátria por chamar ao primeiro usurpador - Senhor D. Filipe I, Rei de Portugal. [É interessante ver como o autor abandona o assunto, pega a oportunidade má, e constrói todo um ataque carregadamente liberal de tal forma que vai construindo a sua própria defesa perante a liberal monarquia Reinante. Incrível... Onde ficou a berlinda...]

Era o facto, conquanto o facto nem sempre objectivamente o direito.

Bem sabia o abalizado Professor que contra a Senhora Dona Catarina, Filha do Senhor Infante D. Duarte, Esposa do Sr. D. João de Bragança (única Neta de Sua Majestade o Rei Senhor D. Manuel, Filha de Pai e Mãe portugueses e casada com um Senhor português) nada juridicamente podiam - nem este Monarca (intruso, por fim), nem Manuel Felisberto, Duque de Saboia, Filho da Senhora Infanta Dona Brites - nem o Senhor Dom António, Prior do Crato, filho (não legítimo) do Senhor Infante D. Luís - nem Rainucio, príncipe de Parma, Filho da Senhora D. Maria, Filha do Senhor Infante D. Duarte - nem a Rainha da França, Catarina de Medicie, alegando (improvavelmente) descender do Rei Senhor D. Afonso III e de sua primeira Mulher, a Condessa Matilde - nem o papa Gregório XIII, considerando o Reino como espólio devoluto à Santa Sé pelo facto do Senhor D. Henrique haver sido um Cardeal. [Se o nome "D. Miguel" deu ao autor este despejo de raiva, nas tantas linhas, como não acreditar que tantos e tantos livros o fizeram pela monarquia liberal fora?!]

Tudo isto optimamente conhecia o autorizado Condervador da Biblioteca Nacional de Lisboa; mas também não pôde com cortesia esquecer que o Snr. D Filipe - I de Portugal, II da Espanha - era Neto de El-Rei o Senhor D. Manuel, por ser Filho da Senhora Infanta D. Isabel, Esposa de Carlos V, Rei de Espanha e Imperador da Alemanha. [É incrível que chega o autor a entre-por disfarçadamente a argumentação liberal contra a legitimida


XII RASCUNHO

















XIII RASCUNHO

Caros leitores, difundam este artigo por caridade.

O blogue ASCENDENS não partilha da opinião sedevacantista, nem nunca partilhou dela.

O blogue ASCENDENS não aceita e nunca aceitou colaborações de âmbito sedevacantista.

O blogue ASCENDENS, ao longo do tempo, tem vindo a combater a a convicção sedvacantista.

Eu, tenho recebido informações muito tristes. Pois há pessoas que se dizem tradicionalistas mas, lamentavelmente, difundem-me como apoiante das opiniões sedevacantistas!

Quem são essas tais pessoas que espalham o erro? Essas pessoas apresentam-se como minhas amigas ou conhecidas, mas difundiram essa falsidade sem NUNCA me terem consultado nem ouvido de mim tais coisas. Ora, tal falta, que não é leve (pecado mortal de calúnia, ou juízos temerários), há que combater mais para benefício deles do que meu.

A cruz que cada um carrega é uma boa cruz, mas livre-se alguém de fazer pesar a cruz aos outros. Assim, com este artigo, ofereço a esses a oportunidade de passarem a ser Simão de Sirene e deixarem de ser verdugos.

A essas pessoas que assim me acrescentam peso à cruz, e que nunca souberam apontar qual das minhas afirmações lhes fez concluir o que difundem,

RASCUNHOS ASCENDENS (III)

V RASCUNHO

O infante D. Miguel regressou a Portugal em 22 de Fevereiro de 1828 depois de uma passagem por Paris e Londres, onde foi recebido por Carlos X e Jorge IV. A 24 daquele mês era empossado na regência e a 26 jurava de novo a Carta. O ministério então constituído - duque de Cadaval, José António Leite de Barros, Luís de Paula do Rio de Mendonça, conde de Loulé e conde de Vila Real - Era quase todo formado por absolutistas. D. Miguel apercebeu-se do enorme apoio que granjeava nos mais diversos sectores da população portuguesa e que se traduziu, por exemplo, na sua aclamação como Rei de Portugal pelos senados das cidades de Coimbra, Lisboa e Aveiro. No mês seguinte, pressionado pelos seus partidários, dissolveu as câmaras (13/03/1828) e convocou Cortes (05/05/1828) à maneira antiga, com representantes dos três estados. Nelas foi aclamado Rei, título que assumiu a partir de 30 de Junho de 1828. A monarquia absoluta regressava, mas não sem alguma resistência [liberal].


VI RASCUNHO

Se em Portugal temos tudo deixado em armários fechados e muito discreta e raramente abertos, na Espanha os armários são lembrados para, discretamente, deixar esquecidas obras comprometedoras. O português tradicionalista que busque nos actuais movimentos espanhóis (da hispanidad) algum conforto acabará por encontrar o absurdos se se mantiver honesto. O brasileiro monárquico encontrará mais provavelmente contrariedades, dificuldades, e repugnará então o Carlismo por este assentar na legitimidade. Mas sobre a legitimidade assentam 

É louvável o Carlismo espanhol em toda a sua intenção... Em França acontece algo semelhante, em Portugal mais ou menos (o absolutismo- miguelismo). A bem ver, todo um fenómeno idêntico aconteceu na Europa com a enfermidade que alcançou as monarquias por se transformarem tradicionais em liberais. O liberalismo varreu as Américas e teve todo o espaço.

A hipanidad, tem um fim muito louvável e poderia ser imitada, caso se garantisse primeiro uma imunidade ao que de "estranho" tentar vir de fora.. Assim, infelizmente, a hispanidad foi absorvendo elementos "estranho", e criando outros entre si


VII RASCUNHO

O infante D. Miguel regressou a Portugal em 22 de Fevereiro de 1828 depois de uma passagem por Paris e Londres, onde foi recebido por Carlos X e Jorge IV. A 24 daquele mês era empossado na regência e a 26 jurava de novo a Carta. O ministério então constituído - duque de Cadaval, José António Leite de Barros, Luís de Paula do Rio de Mendonça, conde de Loulé e conde de Vila Real - Era quase todo formado por absolutistas. D. Miguel apercebeu-se do enorme apoio que granjeava nos mais diversos sectores da população portuguesa e que se traduziu, por exemplo, na sua aclamação como Rei de Portugal pelos senados das cidades de Coimbra, Lisboa e Aveiro. No mês seguinte, pressionado pelos seus partidários, dissolveu as câmaras (13/03/1828) e convocou Cortes (05/05/1828) à maneira antiga, com representantes dos três estados. Nelas foi aclamado Rei, título que assumiu a partir de 30 de Junho de 1828. A monarquia absoluta regressava, mas não sem alguma resistência [liberal].


VIII RASCUNHO

DA BÊNÇÃO PONTIFICAL DAS IMAGENS; CRUZES; PARAMENTO E CONVENTO; QUE SE FEZ NESTE DIA

"Pelas nove horas da manhã veio o Deão D. José Manuel à Igreja na qual o esperavam vários ministros deputados para assistirem a esta função. Estavam já preparados os Acólitos com turibulo, naveta e a caldeirinha de água benta. Revestiu-se de Pontifical com capa, e mitra encarnada, e benzeu as cruzes que estavam expostas sobre a credência com todas as cerimónias prescritas no Pontifical Romano.

Finalizada a bênção, genuflectiu para adorar e beijar uma das cruzes, o que também fez Sua Majestade e Altezas, que assistiram ao acto, depois dos dois Bispos de Patra e Nankim, que também estavam presentes: logo os Cavalheiros, e ultimamente o Provincial e Guardião do novo Convento.

Feita a bênção das cruzes, foi benzer os painéis dos Altares, dando princípio a esta cerimónia, começando pelo primeiro à entrada da igreja da parte do Evangelho e em que se veneram a imagem de Cristo crucificado, nossa Senhora, e S. João Evangelista. E para continuar a bênção dos mais painéis, paramentou-se de ornamentos brancos e foi benzer o Altar mor, cuja pintura ostenta a imagem de Maria Santíssima oferecendo o menino Deus a Santo António. Depois [seguiu-se] o do cruzeiro da parte do Evangelho, em cujo Altar se acha colocado o Santíssimo Sacramento, e continuou a bênção dos mais painéis distribuídos pelos Altares das capelas. Estando a cerimónia concluída, entrou na Sacristia e benzeu o cofre em que se haviam de expor as relíquias, os paramentos de todas as cores tal como as alvas, amictos e cordões que estavam postos em cima dos caixões e bancos por sua ordem [devida].

Concluído este acto, foram à capela mor buscar a cruz que no pavimento do Presbitério estava arvorada como já se disse, e a


 IX RASCUNHO

Estava eu a consultar e-mails antigos quando dei por parte da correspondência com o famigerado "Alef Tau", mais conhecido por "Alef", que continua a espalhar o erro no "Formum Paroquias".

Nesta correspondência aparece o tema do "apagão", assunto antigo em que o blogue ASCENDENS, em tempo, eliminou da caixa de comentários uma significativa quantidade de estagnes que não tinham sido sujeitas a aprovação ("moderador"). Tais comentários não se sujeitavam a qualquer tipo de regra, vinham em massa e em grupo

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