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30/11/14

CONTRA-MINA Nº 10: Seita Universal (I)

CONTRA-MINA
Periódico Moral, e Político,

por

Fr. Fortunato de S. Boaventura,
Monge de Alcobaça.

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Nº 10
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O medonho Fantasma se esvaece,
O dia torna, e a sombra se dissipa;
Os Insectos feíssimos de chofre
Entram no poço do afumado Inferno:
Eternamente a tampa se aferrolha.
No meio do clarão vejo no Trono,
Cercado de esplendor, MIGUEL PRIMEIRO.
(Macedo, Viagem Estática ao Templo da Sabedoria, pág. 141)
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Seita Universal


Lutéro
"Tem-se disputado tão vária como acirradamente sobre o que se deve preferir, se a profissão das Armas à das Letras, se esta à das Armas. Abstendo-me, como parte suspeita, de figurar nestas lides, quisera tratar antes a questão do lado oposto, (a saber: donde tem vindo ao governo humano, desde a cultura das Ciências até ao presente maior número de males, se das Ciências, se das Armas) e me pronunciaria logo contra aquelas, tornando-me um defensor acérrimo destas..... pois nem Vândalos, nem Hunos, nem Ostrogodos, nem Visigodos, nem Alanos, nem Suevos, nem Bourginhões, nem Herulos, nem os próprios Maometanos poderão abrir-me os olhos, para que eu veja o que tem podido o ferro, o fogo, o machado, a picareta, a espada, e o alforge. nada, nada, estou sempre na mesma persuasão, e invencível certeza...... Basta-me só ter à mão a História do séc. XVI, para me entrincheirar de maneira, que ninguém me fizesse render nem à viva força, nem ainda à fome; pois que maior cópia de argumentos pode haver, para uma completa demonstração dos estragos causados pelas sapientíssimas letras.... do que na obra das letras de um Calvino, e de um Lutero, que abrasaram quase toda a Europa no séc. XVI, e que produzindo a Maçonaria, digna filha de tão honrados Pais, fizeram, que nunca mais se conseguisse a extinção do incêndio, que se ateara num Sermão prégado contra as Indulgências.... Sei que os Mações Portugueses hão-de ofender-se de um berço para elas mui ilustre (para o que basta serem Lutero e Calvino homens grandes) porém assaz moderno, e por certo inadmissível por quem presume descender dos arquitectos do Templo de Salomão.... e que ao menos a bom concerto deseja encabeçar com uma certa confraria do séc. XII; porém tudo isso é fábula, e desmarcada impostura, como ainda se verá em algum Número, ou Suplemento deste Periódico.... e por tanto fiquem certos, e certíssimos os meus Leitores, de que a chamada Reforma tentada no séc. XVI, promovida no séc. XVII pelos refalsados Jansenistas, e mui adiantada no séc. XVIII por toda a cáfila Maçónica, deveu sempre mais às Letras, do que às Armas, e que se estas mais de uma vez têm adiantado, ou feito progredir o Sistema, é sempre em segundo lugar, e como verdadeiras causas instrumentais, quando as Letras hão sido constantemente as primeiras, e principais.

É caso bem notável, e bem capaz de abrir os olhos aos Reis, e aos Governos, o que se tem visto nestes últimos seis meses por toda a Europa....... Quem são em toda a parte, onde tem rebentado as Quem são em toda a parte, onde tem rebentado as revoluções, quem são os seus principais agentes, e que desde Paris até Varsóvia estão dando a Lei aos próprios Soberanos, e às Autoridades Civis, e Militares? São os Estudantes. Quem leva o triste Povo para onde quer, do mesmo modo que se leva um jumento a beber? Os estudantes. Quem arenga os Reis Cidadãos, e os Reis Cidadãos lhe tornam as mais respeitosas e submissas arengas? Os Estudantes. Quem comanda o Povo Rei, quando convém à Seita desentronizar os Legítimos Soberanos, e iludir; quanto seja possível, todas as Nações da Europa? Os Estudantes: o que é tão verdade, que não há quinze dias li um papel mui alentador (para os Mações, e para os tolos) onde estão escarradas em boa letra redonda estas frases "O Povo Rei comandado pelos Estudantes da Escola Politécnica, fez prodígios de valor" já se sabe, nos fins de Julho de 1830.

E não poderiam alguns Soberanos, hoje desgraçados, e vítimas de uma excessiva credulidade, ter posto um freio a essa mocidade indócil, revoltosa, sensual, e quasi embrutecida à força de imitar em suas tropezas, e digo que imitar! Não digo bem, de exceder muito os próprios irracionais.... Oh se podiam, e assim eles tivessem prestado maior atenção aos saudáveis conselhos de uma Autoridade, que os Mações têm representado como inimigos dos Reis, para tirarem a estes um dos seus mais seguros apoios, e defensores. o Santo Padre leão XI, na sua Bula contra os Pedreiros Livres, bem claro, e bem alto denunciou aos Reis a Seita Universitária, que se gerava, e criava nas Universidades, para depois se derramar por todas as Nações, e derrocar os Tronos, e os Altares.... A manobra é mui simples, e se a deixam levar ao cabo, é a mais bem talhada para os fins Maçónicos.... Quando não se consiga fazer extraviar toda a geração presente, corrompe-se,e extravia-se a geração futura; e apenas esta chegue a ter forças, acodem prontamente em seu auxílio os Mações velhos, e tudo se compõe às mil maravilhas; temos o orbe terráqueo perfeitamente regenerado, pois quem há de resistir à força reunida, física, e moral de uma geração inteira, que a todo o custo quer ser ímpia, rebelde, e professora do Ateísmo?

(continuação, II parte)

16/09/12

OS ERROS DE LUTÉRO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL (IV)


(continuação da III parte)


OS ERROS DE LUTERO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL
Pe. Franz Schmidberger

B - Existe uma analogia entre a Fé e as obras, por uma parte, e a natureza humana, composta de corpo e espírito, por outra. O espírito expressa-se pelo corpo e o corpo é o instrumento do espírito; entre os dois há mútua relação, uma influência recíproca. Por exemplo se eu faço uma genuflexão ente o Santíssimo Sacramento, expresso assim (exteriormente) a minha Fé (interior) na presença real. Por outro lado, cada gesto exterior, cada sinal da cruz, cada inclinação, fortalece a própria Fé. Assim a alma é nutrida interiormente mediante signos exteriores.

Não há que esquecer que depois da separação da alma e do corpo, não acontecerá mais que um estado provisório até o dia do juízo final quando a alma e o corpo recuperam a sua unidade complementando-se mutuamente.

Por analogia vemos a relação que existe entre a Fé e as obras. Por uma parte, a Fé expressa-se através das suas obras e as obras aparecem como um prolongamento da Fé; e as boas obras animam e fortalecem a Fé. Sem a Fé as obras estão mortas, como está morto o corpo sem a alma, A ausência de boas obras conduz à uma debilidade da Fé ou à sua morte. Como depois da morte, a alma espera o seu respectivo corpo, a Fé pede boa obra. Podemos dizer que a Fé e as boas obras juntas determinam o mérito perante Deus, como a alma e o corpo constituem juntos a natureza humana. O Corpo humano está chamado também à glória, e a sua glorificação faz parte da felicidade eterna do homem.

À luz desta analogia chegamos a entender que as boas obras contribuem para a nossa justificação, santificação e glorificação.

C - O Logos (o Verbo) encarnou, tomou uma alma e um corpo humano visível. Pela mesma analogia, a Fé tende a encarnar. Nossas catedrais, santuários, igrejas, peregrinações e procissões, os nossos seminários e conventos, instituições cristãs, são a visibilidade da Fé, a Fé expressa por por meio da pedra ou no corpo social visível, como a família católica, o mosteiro, ou o Estado católico.

(terá continuação, se Deus quiser) 

12/09/12

O PUNHAL DOS CORCUNDAS Nº 1 (II)

Continuação da I parte


Liberdade de pensar

É esta ["a nova pestilência"] que foi posta em cena pelos heróis, e campeões do que então se chamou tão pomposa como falsamente REFORMA, sempre o nome predilecto, e a gavadinha dos que se querem engrandecer, ou fazerem-se célebres à custa alheia. Concebida nas entranhas de um Frade soberbo, inteligente, e revoltoso a quem os da sua quadrilha trataram logo de Santo em carne porque mui Liberal na satisfação dos desejos da carne, dava largas aos monges para desertarem do Claustro, às Freiras para abandonarem os seus Conventos, aos Príncipes para terem mulher proprietária e mulher substituta, aos Reis para devorarem o património dos Mosteiros, e lançarem mão aos turíbulo decidindo, e legislando em matérias Eclesiásticas... não deixou nem podia deixar de ter inúmeráveis criaturas, e deitando raízes por toda a parte (excepto em Portugal e suas conquistas o que se deve ao Santo ofício que só ele nos livrou de sermos Luteranos Calvinistas, Anabaptistas, e Socinianos) a poucos passos de sua existência, e para se desassombrar de alguns Reis que bem aconselhados não estiveram pelos autos, e disputaram aos novos Reformadores esta prerrogativa  que nem Deus, nem os homens lhe dão, e que só eles de motu proprio assumiam, e exerciam, espalhou um dogma político das mais infaustas, e desastrosas consequências, a saber:

(continuação, III parte)

28/04/12

OS ERROS DE LUTÉRO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL (III)

(Publicação anterior, aqui)

OS ERROS DE LUTERO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL
Pe. Franz Schmidberger


A Igreja não tem uma tradição, mais sim ela mesma é essencialmente Tradição, ou seja, prolongamento do Verbo feito carne.

De tal forma que a Igreja não é quem baptiza e quem ensina, mas sim propriamente e em definitivo é Cristo quem sacrifica, baptiza e ensina como "Pontífice Máximo", servindo-se do sacerdote humano, e do papa como instrumentos para outorgar a salvação.

Portanto, a Igreja é Cristo vivente, provida de magistério vivo, que possuiu sempre a capacidade de definir verdades (não de inventá-las), de tomar posição relativamente aos problemas da actualidade; de distinguir e refutar, de argumentar e condenar. "Quem a vós escuta, a mim escuta, quem vos despreza a mim despreza, mas quem me despreza, despreza Aqueles que me enviou" disse o Senhor aos seus apóstolos". (Luc. 10:16)

A posição protestante, equivocada, tenta valorar a "palavra", mas não é mais que frio racionalismo. Não quer reconhecer o Verbo feito carne, e que Nosso Senhor se tenha feito um Sacrifício e continua-o no tempo e no espaço para a nossa salvação. Recusa o altar e coloca em seu lugar uma cátedra; o sermão, o canto, constituem o centro em vez do Cordeiro imolado e o Tabernáculo de Deus vivo.

O católico nos nossos dias não pode senão sentir-se afectado dolorosamente por isso que é essencialmente a repetição, no interior da Igreja, da "reforma" protestante, sob as influências denunciadas: negação do magistério da Igreja, negação da continuação e comunicação de Cristo, negação do mistério e a passagem a um frio racionalismo, ou seja, o naturalismo.

Quando no séc. XVI a cidade de Stuttgart passou-se para o protestantismo, no dia fixado para a adopção da nova "religião", os clérigos celebraram pela última vez o Santo Sacrifício de honra de "Hofkirch". Logo o celebrante retirou o Santíssimo Sacramento do tabernáculo, e a luz do santuário, que indica a presença real, foi apagada. O edifício continua ali, mas Ele, o Emanuel, foi embora.

II - "SOLA FIDES"

Lutero pretende que a Fé por si seria suficiente para a Salvação e que as boas obras como a esmola, e o jejum, as obras de mortificação e o caminho da perfeição na vida monástica, não são meritórios; chega a dizer que o homem peca em toda a boa obra.

A - Podemos tomar da própria Sagrada Escritura de forma clara afirmações que refutam tal erro protestante.

Na carta de S. Tiago (2:26) lemos que "a Fé sem obras está morta"; no Apocalipse, são chamados bem-aventurados os mortos "porque as suas obras os seguem" (Ap. 14:3) e no Segundo livro dos Macabeus, o valente guerreiro Judas faz uma colecta para os defuntos a fim de que se ofereça um sacrifício expiatório, "pois pensava correcta e piedosamente a respeito dos mortos" 8II Macc. 12:45).

Lutero estava consciente da dificuldade que encontrava apra defender a sua tese da "sola fides" (só a Fé). Por isso foi drástico e directamente negou a epístola de S. Tiago como uma "epístola de palha", o Apocalipse como duvidoso e ao livro dos Macabeus como apócrifo.

(Continuação, aqui)

16/04/12

OS ERROS DE LUTERO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL (II)


OS ERROS DE LUTERO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL
Pe. Franz Schmidberger

B - De facto, o Senhor encomendou aos discípulos ir ensinar: "Ide por todo o mundo, prégai o Evangelho a toda a criatura." (Mc. 16:15). Ele não os enviou a escrever um livro. Assim, o ensinamento vivo, sob a inspiração do Espírito Santo, espírito de Verdade, é a que se encontra no começo da vida da igreja. Esta realidade corresponde, por outra parte, a uma razão de evidência imediata: Deus, Criador da natureza e da graça, serve-se dos homens como instrumento para o governo do mundo e outorgar a Salvação; nisto, a palavra viva tem uma importância muito especial, a comunicação de pessoa a pessoa. O Criador conhece suas obras e particularmente a alma humana com as suas faculdades, com suas aspirações e a maneira de comunica-lhe vida: "Fides ex auditu" - a Fé vem da pregação - diz S. Paulo (Rom. 10:17).

C - A Sagrada Escritura foi escrita só depois de certo tempo da existência da Igreja durante o qual a plenitude da vida [da Igreja] estava já amplamente manifestada na celebração do Santo Sacrifício, a pregação do Evangelho, a administração dos sacramentos e o exercício da autoridade segundo os princípios evangélicos. Se a Escritura fosse o fundamento definitivo da Igreja Ela mesma não teria podido existir nos primeiros anos!

D - Quem determina aquilo que pertence e não pertence à Escritura? Ou seja, quem fixa o Canon das Sagradas Escrituras?

O critério a empregar não pode encontrar-se na mesma Sagrada Escritura, pois então tal texto poderia, justamente, e ainda deveria, ser colocado em dúvida! Tem então, necessariamente, que encontrar-se fora da Sagrada Escritura e possuir a atitudes requerida para distinguir com certeza os textos autênticos, inspirados, dos apócrifos. Este critério reside justamente no Depósito da Fé sob a condução do Espírito Santo através dos séculos.

E - Em caso de dúvida e controvérsia, quem interpreta a Sagrada Escritura? Segundo Lutero e os protestantes seria o mesmo Espírito Santo. E sim, o católico está de acordo mas com a precisão de que o Espírito Santo manifesta-se objectivamente na instituição divina, composta por homens; numa palavra, o Magistério da Igreja, de tal maneira que a conservação do depósito da Fé esteja por cima de toda a dúvida e de qualquer relativização subjectiva.

Ora, justamente, a proliferação de seitas protestantes, na sua maioria contradizendo-se entre elas, prova que Deus não confiou o depósito da Fé a indivíduos nem a grupos sem o Santo Padre e os Apóstolos com quem permanece até à consumação dos séculos (Mat. 28:20) nas pessoas de seus sucessores.

Os protestantes não têm nada de positivo para opor à Doutrina católica. Vivem pura e simplesmente da crítica ao catolicismo, e por isso pretendem que nós católicos não encontrámos nada melhor que eles, visto que têm as Sagradas Escrituras como livro de última instância, enquanto que nós temos um livro mais, a saber, toda a colecção de Dogmas.

A resposta a esta objecção é simples: A Igreja Católica não é nem um conjunto de Dogmas, nem, portanto, um sistema moral. Ela é o Emanuel, o Homem-Deus que continua vivendo e obrando entre nós no seu Sacrifício, nos Sacramentos, na Hierarquia instituída por Ele, que possui o depósito da Fé.

A Igreja não tem uma tradição pois Ela mesma é essencialmente Tradição, ou seja, continuidade do Verbo feito homem.

De tal forma que não é a Igreja quem baptiza e quem ensina, senão que é propriamente e em definitivo Cristo quem sacrifica, baptiza e ensina como "Pontífice Máximo", servindo-se do sacerdote humano, e do papa como instrumentos para outorgar a Salvação.

(Aqui a continuação)
(Ver a primeira parte aqui)

14/04/12

OS ERROS DE LUTERO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL (I)

O Demónio a fazer-se de Lutero seu instrumento sonoro

OS ERROS DE LUTERO E O ESPÍRITO DO MUNDO ACTUAL
Pe. Franz Schmidberger


ÍNDICE
Introdução
I - "Sola Scriptura"
II - "Sola Fides"
III - "Sola Gratia"
IV - "Solus Deus"
Conclusão

INTRODUÇÃO

Para compreender melhor os erros do mundo de hoje, especialmente os acontecimento produzidos no interior da Igreja Católica, parece-me seguramente necessário ter clara a posição de Lutero o mais possível e compará-la com o neo-protestantismo e o neo-modernismo actual.

Fundamentalmente a posição de Lutero encontra-se resumida nos quatro "soli":
- "Sola scriptura" (somente a Escritura), portanto, não contar com a Tradição da Igreja.
- "Sola fides" (somente a fé), portanto, não contando com as obras.
- "Sola gratia" (somente a graça), portanto, sem a cooperação do homem no uso da sua liberdade moral.
- "Solus Deus" (somente Deus), portanto, sem a mediação na salvação, pela Igreja e intercessão dos santos.

I - "SOLA SCRIPTURA"

Lutero sustem que a Sagrada Escritura é a única fonte da revelação divina e que cada cristão recebeu a inspiração do Espírito Santo para compreendê-la e interpretá-la correctamente. Segundo ele, o Magistério da Igreja obscureceu a palavra de Deus (que apenas por si mesma leva à claridade), portanto, numa linguagem popular diríamos que seria melhor ordenhar a vaca que ir buscar o leite à leitaria.

Os protestantes de todas as denominações e orientações, até mesmo os testemunhos de Jeová, fizeram sua esta posição de Lutero contra a qual se pode opor igualmente toda uma série de argumentos muito poderosos, utilizando utilizando sobretudo a mesma Sagrada Escritura.

A - Em S. João (20:30-31) lemos estas palavras: "Há aliás uma quantidade de outros milagres que Jesus fez na presença dos seus discípulos e que não foram registados por escrito neste livro." E um pouco mais adiante lemos em S. João (21:25): "Há ainda uma quantidade de coisas que Jesus realizou. Se as quiséssemos colocar por escrito, acho que não caberiam no mundo os livros que as relatassem".

Isto prova claramente que a Sagrada Escritura apresenta apenas um extracto de palavras e obras de Jesus, e não se pode saber com plena total evidência quais teriam sido os critérios de uma selecção [que foi a que Deus inspirou]. É pois uma hipótese sem fundamento essa de que apenas a Sagrada Escritura conteria todo o ensinamento de Cristo necessária para a Salvação e, ao mesmo tempo, enquanto ao que ela afirma, seriam apenas detalhes sem grande importância. 

(Aqui a continuação)

18/02/12

A "COLUNA NEGRA" (II)

As gentes e nações afastadas do Divino Reformador, começaram a seguir os reformadores improvisados, que brotavam como fungos em todas as classes sociais, particularmente das menos distinguidas e cultivadas, outros tantos "Cristos" demasiado humanos, nivelados na vulgaridade que ousaram confundir-se com o único Cristo, verdadeiro Deus e homem verdadeiro...

Quer dizer que o Livre Exame é o princípio do comunismo... porque é o princípio da crítica de toda a autoridade divina e humana; da revolução permanente contra toda distinção e hierarquia.

Em vão pretenderá Descartes travar os seus discípulos da dúvida metódica - formula técnica do Livre Exame - prevenindo-lhe que não "apoiaria de modo algum esses espíritos turbulentos e inquietos que não sendo chamados nem por nascimento nem por fortuna ao melhor dos negócios públicos, não deixam nunca de maquinar alguma nova reforma; e se eu imaginasse que neste texto há algo que me fizesse suspeito desta loucura, lamentaria muito que viesse a ser publicado. Jamais omeu desígnio foi mais além da reforma dos meus próprios pensamentos" (Discurso do Método , II parte).

Acontece que Lutero é precursor tanto de Tomás de Munzer, ideólogo do Comunismo anabatista, como de Renato Descartes, pai de todas as formas do idealismo moderno, incluso do materialismo mecanicista de Rousseau e do materialismo histórico de Marx...

O grande humanista espanhol, Juan Luis Vives, Juan Luis Vives, testemunho e comentador da Revolução Comunista anabatista da Baixa Alemanha, deixou-nos um esquema do preceso dialéctico que desde o Livre Exame aplicado à Verdade da Fé, leva à comunidade dos bens materiais; um esquema objectivamente válido para todos os ensaios históricos, incluso para explicar a revolução comunista mundial dos nossos dias:

"Noutros tempos, na Alemanha, as coisas da piedade estavam de tal forma constituídas que se mantinham firmes e estáveis...

(tem continuação...)

14/02/12

A "COLUNA NEGRA" (I)

Não quero de modo algum inovar ao dizer que vejo como que uma coluna negra que se vai formando ao longo dos tempos e é paralela a uma coluna branca perfeita e que atravessa os tempos. A branca é obra de Deus na Terra e a negra é a que Satanás foi formando com as suas mentiras. Em tempos chamem a cada uma destas colunas, respectivamente, catecismo do Bem (a Santa Doutrina, a Verdade) e o catecismo do mal (o acumular de falsas crenças e filosofias e seus produtos, o erro, o pensamento hoje reinante até). Desculpem isto parecer muito "teatral", é certamente uma alegoria simples de algo que tenho presente.

Hoje mesmo, ao ler algumas páginas do livro "Guerra Contrarrevolucionária", dei pelo autor (Jordan B. Genta) a descrever muito bem aquele assunto alegorizado. Assim resolvi transcrever por partes este capítulo. Veja-se bem a tal construção da coluna negra que ombreia a branca e forma-se com "detritos" que saem da coluna branca. Nem todos são tão propensos a alegorias e não admira que esses não a vejam sequer, Contudo a alegoria das colunas podia até nem existir, pois este texto é muito digno de recomendação:

A Reforma Protestante e a ruptura da unidade católica do Ocidente. O livre Exame contra a autoridade da Verdade e a sua Cátedra da Unidade.

""Enganam-se grandemente os que pretendem interpretar o comunismo como um fenómeno asiático. A verdade é que não procede do Oriente, mas sim do seio da própria Cristandade Ocidental e por obra de cristãos renegados, ao menos os seus primeiros ensaios históricos. O actual predomínio judaico na direcção comunista e na exploração financeira, explica-se pelo processo de descristianização das nações ocidentais sob a acção desagregadora do "Livre Exame".

Para os cristãos reformadores (Lutero, Calvino, Swinglio) [na verdade não são cristãos] que se rebelaram contra a autoridade de Roma e sua Cátedra da unidade caindo na anarquia e na separação, vale a tremenda imputação de S. joão aos Judeus: "Estava no Mundo e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não o conheceu. Veio aos seus e os seus não o receberam".

Depois de mil e quinhentos anos de acção redentora, e civilizadora da Igreja d Cristo, houve cristãos que a desconheceram, rejeitaram e tentaram destruí-la.

(Tem continuação)

18/01/12

COMUNISMO RUSSO - 1917

Em 1517 - Lutéro
Em 1717 - Fundação da maçonaria
Em 1917 - O terror do comunismo russo

Lutero não é um caso ultrapassado. Todo o ocidente hoje é mais protestante que nunca (não há hoje entidade que se apresente a fazer-lhes frente, são ideias já generalizadas e aceites por quase todos os católicos);

A maçonaria não é um caso ultrapassado. Todo o ocidente é hoje mais maçónico que nunca (não há hoje entidade que se apresente a fazer-lhes frente, são ideias já generalizadas e aceites por quase todos os católicos);

O comunismo não é um caso ultrapassado. Todo o ocidente é hoje mais comunista que nunca (não há hoje entidade que se apresente a fazer-lhe frente, são ideias já generalizadas e aceites por quase todos os católicos).

A Igreja não está morta: todos os seus ensinamentos autênticos são tão vivos hoje como ontem e como amanhã. A Igreja fala, portanto. Aquela que se calou relativamente e se envergonhou das condenações anteriormente feitas não é certamente a Igreja, mesmo que nela estejam os membros da hierarquia da Santa Igreja! Não é esta a realidade!?

Em 1917, em Portugal, apareceu Nossa Senhora (em Fátima) na grande das últimas aparições, e, entre muitas coisas, faz referência à Rússia e aos erros do comunismo que se espalharão pelo mundo... O comunismo está espalhado pelo mundo pela introdução das suas ideias que não são mais repelidas.

11/04/11

MISSAL DE PAULO VI AO AGRADO DE LUTERO


A "missa evangélica" de Lutero em que se distingue do Rito Romano? Lutero blasfemava contra a Santa Missa a qual chamava de "Missa Papista" (entre nomes piores) não por aspectos exteriores ou rúbricas mas por aspectos doutrinais. Foi à Doutrina contida no Rito que ele rejeitou. As diferenças doutrinais entre o Missal de S. Pio V e de Paulo VI são tão evidentes que o protestantismo acolhe o segundo Missal e sempre manifestou repulsa pelo primeiro.

A 8 de dezembro de 1973 o Consistório Superior das Igrejas da Confissão de Augsburgo manifesta-se sobre  o Novus Ordo Missae (Missal de Paulo VI). Eis um apanhado:

"Estimamos que nas presentes circunstâncias, a fidelidade ao Evangelho e à nossa tradição não nos autoriza a opor-mo-nos à participação dos fiéis da nossa Igreja na celebração eucarística católica.

O carácter da celebração

É necessário, contudo, agir com discernimento e sabedoria. Não deveria aceitar-se o convite de outra Igreja para lá do que é possível reconhecer-se, pessoalmente, na sua celebração eucarística, a celebração da Ceia tal como o Senhor a instituiu. Dadas as formas actuais da celebração da Ceia eucarística na Igreja católica e em razão das presentes convergências teológicas, muitos dos obstáculos que poderiam ter impedido um protestante de participar naquela celebração eucarística, parece estar em vias de desaparecimento. Hoje deveria ser possível para um protestante reconhecer na celebração eucarística católica a Ceia instituída pelo Senhor.

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