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24/02/14

EXERCÍCIO QUOTIDIANO - VIDA DA ALMA

Exercício Quotidiano

"Em despertando qualquer Irmão da Boa morte, pela manhã, faça o sinal da Cruz, e diga com toda a reverência devida:

"Louvada seja a Santíssima Trindade, Padre, Filho e Espírito Santo, três Pessoas, e um só Deus verdadeiro. Bendito, e louvado seja o Santíssimo Sacramento, e a Imaculada Conceição da Virgem Maria Senhora nossa concebida sem mácula do pecado original."

Reze um Padre nosso, e uma Avé Maria ao Anjo da guarda, e outro tanto ao Santo do seu nome, para que o livre de todos os perigos da alma, e do corpo.

Enquanto se está vestindo, lembre-se, que algum dia o não há-de poder fazer, antes outros os vestirão com uma mortalha para ir em pés alheios para a sepultura, e com esta consideração evitará naquele dia tudo, o que na hora da morte não quereria ter obrado.

Depois de vestido, a primeira diligência deve ser buscar o seu oratório, ou lugar, onde tenha alguma Imagem Santa, e devota, e diante dela dar graças a Deus nosso Senhor, por todos os benefícios, e mercês, que lhe tem feito. E logo fará acto de Fé, Esperança, e Caridade, que poderão ser nesta forma:

"Creio, Senhor, tudo o que crê, e ensina a Santa Madre Igreja de Roma, e nessa Fé protesto que quero viver, e morrer, pois só nela há salvação. Espero na vossa misericórdia, e nos merecimentos de meu Senhor Jesus Cristo que hei-de alcançar a Bemaventurança, e gozar da vossa soberana companhia, para a qual fui criado. Amo-Vos, meu Deus Trino, e uno, sobre todas as coisas criadas, e me pesa de todo o meu coração de vos ter ofendido; proponho, Senhor, de nunca mais vos ofender, por serdes vós a suma bondade só digna de ser amada. Eu vos ofereço, meu Senhor, a minha alma com todas as suas potências, e sentidos, eu vos ofereço todas as minhas obras, palavras, e pensamentos, que neste dia, e em todos os de minha vida obrar, falar, e cuidar, desejando que tudo se ordene, como desde agora o ordeno à maior honra, e glória vossa. E para ser mais agradável esta oferta diante do vosso Divino Acatamento, apresento juntamente com ela o Santíssimo Sangue de meu Senhor Jesus Cristo por mão da Virgem Maria minha Senhora, e Mãe vossa. E vós, meu Senhor Jesus Cristo Redentor, e Salvador meu, lembrai-vos do Sangue, que por esta alma derramastes, e não permitais, que se malogre o infinito preço de vossos merecimentos, por estes vos peço que me deis graça eficaz, para que sempre viva, como verdadeiro Cristão, e na hora da morte, entregando a minha alma nas vossas mãos acabe a vida temporal para começar a eterna. Virgem Maria Mãe do meu Senhor Jesus Cristo, pelo amor, que lhe tivestes, e tendes, vos peço que sejais meu amparo neste dia, e em todos os de minha vida; para que nunca o ofenda, para que sempre o ame, e conserve a sua graça."

Saindo de Casa procure, que o primeiro caminho, que fizer, seja para a Igreja; e então como em todas as vezes, que entrar nela, faça oração ao diviníssimo Sacramento, à Virgem Senhora, e aos Santos, a que tiver devoção. E não se esqueça de vezes respeitadas visitar os cinco Altares, para lucrar as Indulgências, que são mui proveitosas, para livrar das penas do Purgatório; advertindo que enquanto estiver na Igreja, que é Templo, e casa de Deus, esteja com muito recolhimento, modéstia, e devoção.

Não saia da Igreja, sem que primeiro ouça Missa; assistindo a ela com toda a atenção, e devoção devida, acompanhando o Sacerdote em tudo, o que obra naquele altíssimo Mistério, ou rezando pelas suas Contas.

Ouvida a Missa com a sobredita devoção, se irá ocupar nas coisas de seu ofício, ou obrigação; sendo muito liso, e verdadeiro nos seus negócios: dando toda a expedição devida, ao que tem a seu cargo, e em todas as suas obras tendo sempre diante dos olhos, o não fazer pecado algum, nem coisa, que desagrade aos Divinos olhos.

Todas as vezes, que ouvir o relógio dar horas, levante o pensamento a Deus, fazendo alguma breve jaculatória, e se estiver ocupado em algum negócio em companhia de outros, a pode fazer interiormente, sem que alguém a perceba.

Quando ouvir fazer sinal com as badaladas às Avé Marias, ou seja de madrugada, ou ao meio dia, ou à boca da noite, reze sempre, como se costuma, a fim de ganhar as Indulgências; e se estiver na rua, pare enquanto reza.

Procure estar sempre ocupado, e nenhum tempo ocioso, porque a ociosidade é origem de todos os males.

Quando na sua encontrar o diviníssimo Sacramento, ou que vaia em procissão, ou a servir de viático a algum enfermo, o acompanhe sempre, porque lucra muito na veneração deste altíssimo Mistério.

Quando encontrar algum defunto, que levam a sepultar, não deixe de rezar por sua alma, ao menos um Padre nosso, e uma Avé Maria, e recolhendo-se dentro de si, considere, que também lhe há-de chegar a sua hora em que seja visto naquele estado, e tenha muito cuidado de ser devoto das Almas, oferecendo por elas tudo quanto puder, porque são muito agradecidas.

Haja-se com todos com muita afabilidade, e benevolência, tendo o devido respeito aos maiores, mais graves, e mais velhos; e com mais especialidade aos Prelados, e Sacerdotes reconhecendo neles a pessoa de Cristo, lembrando-se, que dizia o Santo Padre S. Francisco que se encontrara na rua, juntamente a S. João Baptista, e a um Sacerdotes, primeiro havia de fazer veneração, e reverência ao Sacerdote, que ao Santo.

Aos pobres, que lhe pedirem esmola pelo amor de Deus, ou pelas Chagas de Cristo, ou por outro qualquer motivo, santo, e bom, manda sempre contentes, e com alguma coisa; e quando não tiver que lhes dar, os despeça com muita caridade, e benevolência, para que o exterior seja indício da vontade interior, que tinha de os favorecer.

As suas práticas sejam sempre ou de coisas indiferentes, do que possa pelo Mundo, ou do que ouvem nos Sermões, e Práticas, do que lêm nos livros espirituais, e devotos, e de nenhuma sorte falem palavras jocosas, nem desonestas, e muito menos descubram faltas alheias, nem murmurem do seu próximo.

Recolha-se para casa antes da noite, e faça, que na sua família (se tiver) se conserve sempre o santo temor de Deus, atendendo muito à boa educação de seus filhos, e de seus escravos, evitando-lhes toda a ocasião de culpa, e fazendo que rezem todos os dias o Santíssimo Rosário da Senhora, ou a Coroa, ou o Terço com a Ladainha da mesma Senhora.

As devoções, que tiver, cumpra todos os dias para ter em seu favor sempre os Santos, de quem é devoto; e não se deite nunca sem primeiro fazer exame de consciência, para ver como naquele dia se houve em obras, palavras, e pensamentos, e com muito maior excepção, e cuidado, na véspera do dia, que se houver de confessar, e para que o faça com perfeição, pomos aqui o modo como o pode fazer."

("Breve Direcção Para o Santo Exercício da Boa Morte...". Pe. José Aires. LISBOA OCIDENTAL, 1726)

24/10/13

S. PIO V - CONSUEVERUNT ROMANI PONTIFICES

"Rezai o terço todos os dias"

No nosso DEPÓSITO encontra-se mais um documento disponível: Constituição Apostólica CONSUEVERUNT ROMANI PONTIFICES, sobre o Rosário (ou Saltério da Bem-Aventurada Virgem Maria), por mão do Papa S. Pio V (a 17 de setembro de 1569)

Este é hoje um documento fundamental para os devotos de Nossa Senhora, tanto mais sob a ameaça dos chamados "mistérios luminosos".

S. Pio V

08/04/13

PORTUGAL NA CAPELA SIXTINA - O RESGATE DOS ESCRAVOS E O ROSÁRIO

"Os dois homens pendurados no rosário do fresco mais famoso da Capela Sixtina,
O Juízo Final, de Miguel Ângelo, simboliza a evangelização portuguesa na Índia e em África."
Os feitos portugueses causaram muita admiração em Roma; e Deus quis que Miguel Ângelo desse testemunho disso, para os que haveriam de vir, no painel principal da Capela Sixtina (sobre o altar mor), pintando a cena "o resgate dos escravos" (na qual Portugal com um longo rosário faz subir a África e a Índia).

Portugal lançando um rosário
"Entre as dezenas de figuras desenhadas por Miguel Ângelo na famosa pintura "Juízo Final" - almas perdidas, anjos, demónios, apóstolos e santos - destacam-se dois homens pendentes num Rosário, em movimento ascendente de salvação.

Eles estabelecem uma relação simbólica com Portugal. São um negro e um indiano agarrados a um terço. O primeiro representa o continente africano, o segundo o mundo oriental e o rosário a oração.

Falta um índio da América - facto que talvez se possa atribuir à animosidade que então reinava contra os espanhóis. Mas a mensagem é clara: levado pelos missionários portugueses, o Evangelho salvaria o novo mundo do fim dos tempos." (Vera Moura - blogue Cavalo Selvagem)

Será que foi aqui respeitada a ordem cronológica e o índio é aquela figura na nuvem, de mãos postas, que olha para Portugal mas ainda não está a ser puxado?

13/10/12

A TRADIÇÃO APOSTÓLICA E A ORIGEM DO ROSÁRIO - NOSSA SENHORA, E S. DOMINGOS, e o Beato ALANO.

Nossa Senhor do Rosário - Fátima

Do princípio da devoção do Rosário

"Como a devoção do Rosário de nossa Senhora é coisa muito importante e proveitosa a toda a sorte de gente, para todos folgarem com a ocupação em tão santo exercício, pareceu-me apropriado colocar no princípio deste livro a origem e início dela e quais foram os primeiro que começaram a usá-la, para que aqueles a quem as novidades não contentam, vendo a antiguidade desta devoção e santidade dos que primeiro nela se exercitaram, pregaram e ensinaram ao povo Cristão, a estime e tenham na devida conta razão. E quanto ao principal desta devoção, que é lembrança dos mistérios Divinos que o filho de Deus no mundo feito homem obrou por amor de nós, sua Encarnação, Paixão e Ressurreição, é coisa tão antiga que da mesma Virgem nossa Senhora diz o Evangelista S. Lucas, depois de contar seu divino parto, e vinda dos pastores que disseram o que ouviram aos Anjos, que guardava todas estas coisas conferindo-as em seu seu coração, E no mesmo capítulo depois de contar como a Senhora achara o menino Jesus no templo sentado no meio dos doutores, ouvindo e pregando-lhes algumas coisas, torna outra vez a receber as mesmas palavras dizendo que a Senhora conservava estas coisas em seu coração. O qual está claro foi feito para meditar nelas e daqui tomar matéria de altíssima contemplação. E dos feitos Apóstolos lemos que depois de  que o nosso redentor subiu aos céus, eram muito conformes na oração. E o mesmo diz dos que de novo se convertiam. E não pode deixar de entender ser parte desta oração ocuparem-se muito na meditação dos divinos mistérios que o Senhor tinha obrado na terra: porque ainda naquele tempo não eram compostas tantas orações como agora. E quanto às orações vocais que nesta devoção do Rosário se dizem que são o Pater noster e avé Maria, também são muito antigas na Igreja. Porque a oração do Pater noster Cristo nosso Senhor a ensinou aos Apóstolos, e assim esta seria a oração que eles mais frequentariam. E depois da Virgem Gloriosa nossa Senhora estas no Céus também usariam da saudação Angélica e das palavras que santa Isabel  lhe disse, das quais se compõe a avé Maria. Porque o costume que há na Igreja de saudar a Virgem Gloriosa desta maneira é tão antigo que se crê, e tem por certo, que os Santos Apóstolos foram os primeiros que o começaram a usar, e assim o continuaram os Cristãos que se convertiam, cuja tradição dura até agora e durará até ao fim do mundo. Mas esta maneira de rezar o Rosário, como agora os Cristãos o rezam, dizendo cento e cinquenta vezes a Avé Maria, e quinze o Pater noster, a honra e veneração de quinze mistérios principais da Encarnação, Paixão, e Ressurreição do filho de Deus: dizendo um Pater noster e dez vezes a avé Maria, a cada mistério deste, meditando e considerando neles e dando graças a nosso Senhor. O primeiro que o começou a usar e o pregou e confirmou aos Cristãos, foi o glorioso Padre S. Domingos, pai e primeiro instituidor e fundador da ordem dos pregadores. O qual, como era muito devoto da Virgem gloriosa Nossa Senhora, e por sua intercessão esperava alcançar grandes favores de Deus para a ordem que de novo fundava para a conversão dos pecadores que tanto desejava, determinou de fazer este serviço. E assim ensinou aos Cristãos esta devoção e maneira de orar que um Saltério da Virgem Gloriosa, com tanto numero de avé Marias, como são os Salmos no Saltéro de David. E isto foi no ano do Senhor de mil e duzentos, quando pregoava em França nas partes de Tolosa contra os hereges, como afirmam todos os que até agora escreveram do Santo Rosário. E o Papa Pio V, frade da ordem dos pregadores, assim o afirma na Bula em que de novo aprova o dito modo de rezar, e a confraria e irmandade do Rosário ser o glorioso padre S. Domingos o que com especial revelação de nossa Senhora pregou primeiro e ensinou esta devoção aos Cristãos como coisa que a ela era muito aceite. E obrando nosso Senhor muitas maravilhas em seu tempo na conversão dos fiéis mediante este modo de orar, o glorioso Padre deixou encomendado a seus frades que pregassem e ensinassem esta devoção; confiando que mediante ela obraria nosso Senhor muitas maravilhas. E seguindo-se grande fruto e proveito na Igreja de Deus deste modo de orar, continuou-se muito tempo depois da morte do glorioso padre.

Como Nossa Senhora tornou a mandar pregar esta devoção do Rosário

Depois da morte do glorioso padre S. Domingos e doutros padres que com muito fervor pregaram esta santa devoção, como os homens são descuidados nas coisas da sua salvação, pouco a pouco se foram esquecendo desta maneira de orar. E a Virgem gloriosa nossa Senhora, querendo tornar a renovar esta devoção, assim como em primeiro fora instituída e pregada pelo bemaventurado padre S. Domingos, no ano do Senhor de mil e quatrocentos e sessenta apareceu toda vestida de claridade e resplendor a um religioso muito seu devoto chamado Frei Alano de Rupe [depois beatificado], da Bretanha, mestre de Teologia, da congregação da observância de Holanda, da ordem dos pregadores. E disse-lhe, "Filho meu, sabes tu como a devoção do meu Rosário, devoção há tanto instituída e pregada pelo meu muito amado e fiel servo S. Domingos, pai da tua ordem e pelos seus frades, a qual me era a mim tão aceite e aos Cristão tão proveitosa: mas pela muita negligência dos homens está tão esquecida." Respondeu o religioso padre, que bem sabia e lhe pesava muito; disse-lhe então a Senhora: "Porque eu sempre desejei muito a salvação dos homens, a qual esta maneira de orar ajuda muito: eu a quero tornar a renovar, e a ti tenho escolhido, para em meu nome, da minha parte, pregares e amoestrares a todos os Cristãos que rezem o Rosário devotamente. Porque esta devoção me é muito aceite e rezando com pureza de coração, se alcançarão mediante ela o que se pedir ao Senhor. Portanto, aparelha-te para cumprir o que te mando e com muita diligência prega os meus louvores e amoestra aos frades da tua ordem que, com muito fervor, também façam o mesmo. E eu confirmarei a vossa pregação, com grandíssimos sinais e milagres". Acabando de dizer estas palavras, saudando-o com um rostio alegre e deitando-lhe a bênção, desapareceu ficando ele cheio de muita alegria espiritual. Este religioso padre dando muitas graças a nosso Senhor e à Virgem santíssima por o escolher para lhe fazer este serviço, começou logo com grandíssimo fervor a pregar a devoção do santo Rosário persuadindo também aos outros frades que fizessem o mesmo. E era tão grande a afeição que este religioso padre tinha ao Rosário que sempre trazia nas mãos as contas por onde rezava. E quando estava em companhia dos outros frades, exortava-os a esta devoção dizendo-lhes que fossem muito devotos do Rosário da Virgem gloriosa, padroeira da ordem e advogada dos pecadores. E mostrando as contas que tinha na mão dizia que aqueles cinco finais do Pater noster, e das avé Marias, eram cinco que se defenderiam de seus inimigos. E as contas eram uma funda de David, com a qual tirariam fortíssimas pedras ao Demónio. E também uma Arpa na qual tangendo e cantando esta suave música do Rosário amanlaria o império do espírito mau que atormentava a Saúl. E, movida com esta música, a Virgem gloriosa lançaria da torre do Céu a pedra de sua ajuda e socorro, como que lhe quebrasse a cabeça. E pela grande eficácia das pregações deste religioso padre, e dos outros frades da ordem, que com grandíssimo terror pregavam esta devoção, as quais nosso Senhor confirmava com grandíssimos milagres; em pouco tempo grande número de gente começou a rezar o Rosário da Virgem gloriosa, amoestrado a todos este religioso padre que por nenhuma maneira se esquecessem nunca desta devoção. E depois de este padre ter continuado estas pregações com grandíssimo fervor por cerca de quinze anos, morreu cheio de virtudes e boas obras no ano de mil e quatrocentos e setenta e cinco, dia de Nascimento de nossa Senhora, e no convento da congregarão de Holanda, no mesmo dia em que no mosteiro de S. Domingos da Cidade de Colónia [casa mãe da Ordem] se renovou a Confraria do Rosário. E a causa da renovação foi a seguinte:" (Livro do Rosaryo de Nossa Senhora. Fr. Nicolau Dias. LISBOA, 1576)

07/10/12

IMAGENS PARA VÓS

Caro leitor, procurei estas imagens em livros antigos para que possam ser usadas por nós em favor da devoção do Rosário e seu terço. Como estas estão pouco ou nada usadas pelos internautas, não estão difundidas nos motores de buscas de imágens, seria proveitoso darmos-lhes uso. Obrigado.








FR. JACOME DAS COROAS

"(...) na Província que chamam de S. Francisco, houve uma Religioso chamado Frei Jacome das Coroas, porque a todo o género de pessoa persuadia que rezasse a Coroa, e antes que fossem, lhe haviam de prometer, que haviam de rezar, e por esta causa se chamava Frei Iacome das Coroas. Este Religioso veio a ter tantas graças de Deus que teve espírito de profecia,e fez muitos milagres por merecimento da Virgem nossa Senhora. (livro primeiro da História dos Milagres do Rosário da Virgem nossa Senhora, LISBOA, 1617)

nota: por "Coroa" se entenda "terço" do Rosário ou ainda "Rosário". (Por favor não consulta a Wikipédia, para não se confundir).

16/07/12

CONVERSÃO DO INIMIGO- OUTUBRO DE 1934 (II)

(continuação da I parte)



1.º Grau do Apostolado
Oferecimento das obras do dia

Ofereço-Vos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus e por meio do Coração Imaculado de Maria, as minhas orações, obras e sofrimentos deste dia, em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-las ofereço, em modo particular, para que os inimigos da Santa Madre Igreja sejam himilhados para salvação, e, por ocasião do Congresso Eucarístico de Buenos Aires, se promovam mais intensamente as Missões entre as tribos pagãs da América do Sul.

2.º Grau
Oferecer à Santissima Virgem

1 Padre-Nosso e 10 Avé-Marias pelas intenções do mês e também para honrar a 
Maternidade de Nossa Senhora

Virtude: Devoção ao Santo Rosário.
Jaculatória: Rainha do Sacratíssimo Rosário, rogai por nós (Ind. 100 dias, cada vez - Bento XV, I - X - 1915).

Protector do mês

19 Sexta - S. Pedro de Alcântara, C.

Terços ..........    Comunhões ............
Penitências ............   Obras diversas .............

Pagelasde Propaganda
Larg. de Santa Teresa, 5 - Braga [Portugal]

(ver a III parte)

04/01/12

O ROSÁRIO REVELADO POR NOSSA SENHORA A S. DOMINGOS


Este é um tema que merece muita dedicação. Vou já adiantando as palavras de Nossa Senhora a S. Domingos a respeito do Rosário. Cito uma parte:

"... Faz com que estes povos conservem na memória os grandes mistérios da Encarnação, Vida, e Morte de meu Filho, e dos benefícios, que com sua Paixão fez ao Mundo, e que em agradecimento disto louvem a Deus, e verás o proveito que se segue."

O que se seguiu? Nossa senhora deu um Rosário a S. Domingos e mandou-lhe que ensinasse esta devoção.

Os "mistérios" são mistérios. Ou seja, não foram inventados para o Rosário, pois são aqueles que já existiam e não podem ser alterados. No Rosário que Nossa Senhora deu não cabiam os tais "mistérios luminosos" inventados por João Paulo II e que obrigariam a desconfigurar toda a estrutura do Rosário dado por Nossa Senhora.

Para quem não sabe, o Terço é a terça parte do Rosário, portanto, é a reza de apenas um grupo de mistérios. Os mistérios, a bem ver, dividem-se em número certo por 3 grupos de 5 e, maravilhosamente, pertencem a três temáticas diferentes: Dolorosos, Gozosos, Gloriosos.

JOÃO PAULO II NÃO SUBSTITUI NOSSA SENHORA

Nossa Senhora deu a S. Domingos essa grande arma que é o Rosário: 150 avé Marias distribuídas por 15 mistérios agrupados em conjuntos de 3. Cada conjunto de 3 é chamado de "Terço". O nome "terço" significa, claro está, a terceira parte de algo, o algo que neste caso é o Rosário.

Ao longo dos tempos têm-se respeitado e dignificado Nossa Senhora nesta sua dádiva. O Rosário sempre manteve o seu sentido e foi ganhando algumas orações, indulgências, precisões por parte dos Sumos Pontífices. O que nunca tinha acontecido é que um Papa fosse contra o sentido fundamental e estrutural do Rosário. Pode rezar-se mais contas, pode adicionar-se mais alguma pia e aprovada oração, mas ir contra o sentido próprio... alto lá!

João Paulo II, ilegitimamente tentou alterar o que Nossa Senhora nos deu e introduziu a confusão entre os católicos que ainda davam valor ao Terço. Inventou mistérios, aos quais deu o nome de "luminosos".

Não haveria mal algum em rezar um terço inventado por João Paulo II por imitação ao de Nossa Senhora. Contudo os supostos "mistérios" não existem, e os pontos que eles meditam poderiam ter outro qualquer nome como "meditações", por exemplo. O outro problema, mais grave, é o desmembramento do Rosário como se ele tivesse 4 grupos e não três.

Há quem hoje reze o quarto em vez do terço? Não, pois o Rosário exclui esse suposto 4º elemento que, afinal não é a quarta parte de coisa alguma. Portanto, quem reza o pseudo-terço (quarto) com os pseudo-mistérios, reza outra coisa qualquer. Peca por isso? Pelo menos se mantiver esse desrespeito para com Nossa Senhora por ignorância não será certamente culpado!

Mas que nome dar a esse mistério que não é mistério que é rezado no terço que não suporta um quarto? O nome, para lá de aberração, não importa... importa sim que se reze apenas o terço como Nossa Senhora pediu em Fátima e como ele era rezado nesse tempo.

Não reze os "mistérios luminosos", reze o terço ou, ainda melhor, o Rosário.

02/10/11

HISTÓRIA DOS MILAGRES DO ROSÁRIO


Ao dia que hoje comemoramos, está depositado o livro "História dos Milagres do Rosário da Virgem Nossa Senhora" no SCRIBD - Ascendens. É da autoria do Pe. João Rebello e editado em Lisboa a 1617.

Para que se tenha uma noção, lanço uma pequena parte do índice:

1- Licenças
2- Prólogo ao leitor
a) Do proveito que nasce de escrever milagres de nossa Senhora e dos Santos.
b) Com a lição dos livros de Santos e milagres converteram muitos pecadores que depois foram grandes santos.
c) Em que tempo a Santíssima Mãe de Deus começou a fazer milagres no mundo.
d) Quanto crédito se deve dar aos milagres do Rosário que aqui se escrevem.
. Dá-se razão porque se compõem em forma de Diálogo
. Autores que se alegram nesta história
3- Declara-se o fundamento da história e diálogo de uma peregrinação que três teólogos pregadores do Colégio Real da Purificação da Universidade de Évora fizeram a nossa Senhora de Guarda Lupe (Guadalupe).
a) Diálogo I - A devoção do Santíssimo Rosário tem virtude para iluminar da morte aqueles a quem outros querem matar e para se fazerem amizades entre os que se querem mal. (Anselmo e D. Heitor, fidalgo)
. Milagre com que se prova a devoção do Rosário ser muito aceito a Deus e por ela mudar os corações e fazer dos inimigos amigos.
b) Diálogo II - Rezar cinto Salmos em honra das cinco letras do nome da Santíssima Virgem, que é MARIA, e devoção mui aprovada e aceite a Deus, e por ela faz nosso Senhor muitas merecês nos que a fazem. (Anselmo, Marcelo, religioso)
c) Diálogo III - Rezar muitas vezes Avé Maria e repeti-la entre dia consigo, é devoção muito santa e proveitosa. (Anselmo, Marcelo, Eusébio, soldado)
d) Diálogo IV - A devoção de muitas vezes, e em todo o lugar e templo, saudar a Virgem nossa Senhora, é muito santa e proveitosa. (Anselmo, Marcelo, Eusébio, Capitão)
e) Diálogo V - Como a devoção do santíssimo Rosário alcança vitória nas batalhas contra os inimigos da Fé, e por ela livra Deus os soldados e Capitães e todos o haviam de rezar, o que se se provoca com milagres muito grandes que Deus fez. (Anselmo, Marcelo, Com Feliciano)
f) Diálogo VI - Como a devoção do santíssimo Rosário tem grande virtude para por ela chegarem à confissão os pecadores que há muitos anos não se confessam o que se prova com um grande milagre. (Anselmo, Marcelo, Guilherme, Capitão).
g) Diálogo VII - A devoção do santíssimo Rosário, é excelente remédio para trazer ao caminho da Salvação aos homens que por justo juízo de Deus desesperam e se entregam ao demónio, o que se prova com um muito grande milagre. (Anselmo, Marcelo, Teodósio)
h) Diálogo VIII - Como a devoção do Rosário tem virtude para livrar dos lobos e das feras aos que o rezam e alcançar de Deus que não morram sem confissão: o que se prova com um milagre. (Eusébio, Pastor).

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