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08/05/18

ÓRGÃO PORTUGUÊS - Concerto

Composição: sonatas 1, 2, 3, de Francisco Xavier Baptista (séc. XVIII)
Órgão: Igreja dos Clérigos, Porto - Portugal
Organista: Rui Soares
Concerto a 3 de Maio de 2018


24/10/16

SONATA K37 (mi -) - Carlos Seixas (1704-1742)


Uma das sonatas mais populares de António Carlos de Seixas, tocada no maior órgão de estilo ibérico (igreja do Mosteiro de S. Vicente de Fora - Lisboa), pelo reputado organista Pierre Cochereau.


27/08/16

O ÓRGÃO - O INSTRUMENTO DA IGREJA, EM PORTUGAL (XIX) parte A

Basílica do Real Convento de Nossa  Senhora e Santo António

(Mafra - Portugal)


A chamada Basílica de Mafra é a Basílica do Real Convento de Nossa Senhora e Sto. António [de Lisboa], na vila de Mafra (Portugal). De forma resumida, aos estrangeiros podemos dizer tratar-se como que de um "Escorial português" a nível de dimensões e funções, sem panteão real, e que este Convento é fruto do cumprimento de uma promessa pelo nascimento do Príncipe Real. E aqui encontramos uma comparação e distinção interessantes, que a nenhum autor lembrou: o Escorial para enterrar reis, e Mafra por fazê-los nascer (não é um ditado popular, mas bem poderia).

Na arquitectura da Real Basílica em Mafra D. João V fez constar lugar para seis órgãos. Embora hoje se estranhe, e muito se especule do motivo da quantidade, a solução do enigma parece-me simples: em primeiro lugar, o órgão de tipo Ibérico (formados e usados então em Portugal e Espanha) são a referência tomada no momento do projecto da Basílica, facto pelo qual se preferiu a colocação de dois órgãos em cada capela (nada de novo até então em Portugal), em vez de um único órgão de maior dimensão (ao estilo estrangeiro, e também afastado do modelo italiano o qual acabou por ser influenciado pelo órgão português); em segundo lugar, há três capelas de destaque, facto pelo qual cada um recebeu seu par de órgãos; em terceiro lugar, cada par é mais apetrechado conforme a importância de cada uma das três capelas; em quarto lugar, em cada par o órgão tem ou não primazia conforme esteja do lado da Epístola ou do lado do Evangelho. Como D. João V projectava segundo modelos de perfeição, e não segundo modelos orçamentais, dificilmente a colocação dos órgãos poderia ser de outra forma.


Portanto, ficam as capelas do cruzeiro projectadas para um total de seis órgãos, caso único na história da Igreja, os quais ainda não estavam construídos no tempo da sagração da basílica (outros, portáteis, foram colocados nos mesmos lugares para a ocasião). Nenhum outro lugar tem seis órgãos construídos para o conjunto e complementaridade entre si; por consequência, e até ao momento, só Portugal produziu peças musicais para seis órgãos.


Estes órgãos definitivos só foram encomendados pelo neto bisneto de D. João V, D. João VI (finais do séc. XIX). Os seus construtores foram os dois mais destacados organeiros lusitanos: Machado e Cerveira, e Joaquim Fontanes. Em 1807 a obra estava finalizada.

Os órgãos são revestidos em pau-santo vindo do Brasil, com aplicações em bronze dourado. O nível decorativo de cada par de órgãos varia conforme a importância das capelas. O órgão principal entre todos, o da Epístola da Capela mór, debaixo da ornamentação com um medalhão do italiano Carlo Amattuci com a esfinge de D. João VI.

Facilmente distinguimos os pares da Capela mór, que possuem um varandim em madeira (nos restantes o varandim é em mármore e da estrutura do próprio templo), e a abundância de adornos de metal dourado.


(a continuar)

03/05/16

CONCERTOS PARA ÓRGÃO (BWV 592-596)

(foto da parte interna da capa do CD)
Encontrei por mero acaso a publicação integral do CD "Johann Sebastian Bach, ORGAN CONCERTOS BWV 592-596" (organista: Simon Preston). Este foi o primeiro CD que tive e comprei, ainda nem tinha onde escutá-lo (aos anos que foi, aos anos ...). Esta gravação, tanto pela qualidade de execução, como pela inteligente distribuição da captação sonora, e claro, também pelas obras escolhidas, faz a diferença. Como poderia eu não partilhar convosco, caros leitores?! ... como não!?

Não se tratam de composições de Bach, mas sim de transcrições e adaptação de Bach. Os autores são: Vivaldi, e o Príncipe Johann Ernest von Sachsen-Weimar. O órgão é o da Catedral [católica] de Lubeck, na Alemanha.


Como a gravação não é recente, a quem tenha bom sistema de reprodução audio recomendo reforçar um pouco os "graves".


02/03/16

CONVERSAS De CAFÉ III

(ver programa anterior)

Mesmo havendo que ultrapassar algumas dificuldades técnicas, continuaremos a transmitir e a difundir o programa.

Andámos muito pelo lados do Real Convento de Mafra, mas outras coisas há que valem a pena ver.

Eis as partes do programa:

1 - Breves considerações sobre a Real Basílica de Mafra;

1 - Muito breves referências à Basílica de Mafra - curiosidades: carrilhões e órgãos; (00:00)
2 - Do órgão em geral; (6:23)
3 - Opinião da música do séc. XIX em Portugal; (10:26)
4 - Algumas curiosidades do Convento de Mafra; (13:06)
5 - O significado da "face" na biblioteca de Mafra; (15:45)
6 - Significado de "violência", e a revolução por meio da mutação de conceitos; (25:11)
7 - Não dizer a verdade, e o mentir - rápidas considerações. (34:08)



(a continuar)

13/01/14

TENTO para órgão - Pe. Roedrigues Coelho (séc. XVI)



 Um Tento da obra "Flores de Música" (para órgão), do Pe. Manuel Rodrigues Coelho (Portugal, séc. XVI)








(Gravação: Sé Patriarcal de Lisboa, por Antoine Sibertin-Blanc.)

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02/11/13

O ÓRGÃO - O INSTRUMENTO DA IGREJA, EM PORTUGAL (XVIII)


Eis uma pequena maravilha da organaria: em Évora, na Igreja do Espírito Santo (a primeira igreja verdadeiramente jesuítica), existe um órgão do séc. XIX, que foi oferecido por um nobre que o tinha num palácio em Sintra. A oferta, se não me engano, foi feita ao Seminário maior de Évora a quem esta igreja pertence (por falta de seminaristas que a encham, está empregue para a "pastoral universitária").


Este instrumento é-me muito caro, conheço-o como a palma das minhas mão (melhor dizer "com a pontas dos meus dedos"), e dele tenho um levantamento técnico informal mas que nunca ficou totalmente concluído (apontamento das medidas de cada registo, etc..). É admirável pela sua qualidade de construção e equilíbrio sonoro. Foi construido pelo "rei dos organeiros românticos", Aristid Cavallé-Coll (info.), provavelmente o maior génio da história da organaria, e que eu também em tempos muito admirei.


Trata-se de um órgão de média-pequena dimensão (4 registos para cada um dos dois teclados manuais, e um registo de 16' para o teclado pedal), com pedal de expressão e pedal de "trémulo". As dimensões da igreja estão bem para este instrumento, que, por ser romântico, dá-se mais à acústica de reverberação.

Já que no blog ASCENDENS tem sido tocado o património organístico português, não podia fazer excepção a um dos meus mais estimados.

Encontrei este vídeo "deitado" (que desafia os leitores...)

10/05/13

PASSACAGLIA E FUGA (BWV 582)

Esta é uma das mais afamadas passacaglias, e foi composta por J.S. Bach.

Execução: Filipe Veríssimo (mestre-capela e organista da igreja de Nossa Senhora da Lapa - Porto).
Instrumento: Órgão da igreja de Nossa Senhora da Lapa (Porto - Portugal).

07/05/13

O ÓRGÃO - O INSTRUMENTO DA IGREJA, EM PORTUGAL (XVII)

Sé Catedral de Évora de Évora

(órgão do coro alto e órgão da capela mor)

Órgão da Capela mor:






Órgão do coro alto:






CONTINUIDADE DA ORGANARIA PORTUGUESA

O ÓRGÃO - O INSTRUMENTO DA IGREJA, EM PORTUGAL (XVI)

Igreja de S. Vicente de Fora
(Lisboa)











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