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28/06/18

MÚSICA PORTUGUESA SACRA E RELIGIOSA DA ACTUALIDADE (III)

(anterior, O Cordeiro que foi imolado)

"Tu és Pedro", do Pe. Manuel Simões (1924-1995) da Arquidiocese de Braga.

Seria mais apropriado se a letra tivesse permanecido em latim, por justa razão de sentido e unidade. Mas, provavelmente o original da composição esteja na língua da Igreja Romana.

São Pedro - Vasco Fernandes (Portugal, Viseu, 1475-1542)



(continuação, Como suspira o veado)

26/06/18

MÚSICA PORTUGUESA SACRA E RELIGIOSA DA ACTUALIDADE (II)

(anterior; Aproxima a tua mão)

Sé Catedral de Beja
Um dos cânticos modernos mais difundido em Portugal é "O Cordeiro que foi imolado", do compositor Pe. António Cartageno (Diocese de Beja), o mesmo do Hino dos Pastorinhos. Na versão que trazemos há um arranjo de João Henriques na parte instrumental.



(continuação, "Tu és Pedro")

15/02/17

"ALELUIA"

(continuação do "Abri as Portas")

Na sequência daquele "achamento", vem agora uma "Aleluia" engraçada, toda ela composta e orquestrada. Este trabalho foi apenas a resposta a um desafio de um colega: um aleluia para crianças/jovens o qual pudesse ser tocado por estes (na totalidade, ou em maioria) sendo ao mesmo tempo bem composto e agradável, para ocasião festiva.
 
O resultado: Coro, órgão, vários instrumentos cada qual com sua voz e com entradas e saídas diversas. Feito em 2002 +/-, hoje teria feito outra coisa diferente a nível rítmico (que é inadequado para um Aleluia).
 
No áudio, o órgão não chegou a ser colocado depois dos 2 segundos. O programa onde a composição foi montado (formato MIDI) não permite entender bem os instrumentos no refrão por haver uma quantidade grande de melodias instrumentais sobrepostas. Enfim, cá vai o Aleluia, antes que chegue a Quaresma.
 


(continuação, "Cordeiro de Deus")

ABRI AS PORTAS

Há poucas horas, em conversa com um antigo amigo revi umas quase esquecidas pastas de composições, harmonizações, e orquestrações que fiz para o coro da Paróquia, quando ali fui organista e etc.. Alguns destes trabalhos estão passados a sonoro, parte deles nunca chegaram a ser executados, e nada melhor que partilhar um ou outro aqui.
 
Este que trago é um cântico que harmonizei e orquestrei lá pelo ano 2003, e chama-se "Abri de Par em Par as Portas a Cristo".
 
Quanto à gravação, trata-se de uma simulação instrumental (MIDI). As "vozes" do coro ouvem-se como fundo, e sobre elas dois instrumentos solo. Este trabalho destinava-se a corrigir a versão antiga que se cantava, e a enriquece-la. Aqui só ouviremos o refrão.

Destaco a progressiva movimentação instrumental, o desenho do baixo, o "impulso" rítmico que empresta adiantamento e frescura. Constatando que a melodia "baixa" no momento em que o sentido da letra exigia boa "subida", procura-se compensar com uma marcada ascendência feita por meio dos instrumentos.
 


(continuação, "Aleluia")

14/12/16

ADESTE FIDELES de D. JOÃO IV?

D. João IV de Portugal
Afinal, o mui conhecido e estimado "Adeste FIdeles" não é uma das composições de D. João IV de Portugal, segundo fica provado pela estructura musical, a qual é seguramente posterior à época. O equívoco generalizou-se mais recentemente por cruzamento indevido de informações, do qual a Burropédia (ou Wikipedia) terá tido a sua influência.
 
Porque um dos nossos artigos divulgou aquela versão, fazemos agora esta sentida rectificação, e uma despedida simbólica:



Recordando também que os nossos reis legítimos são nossos legítimos superiores, o blog ASCENDENS aproveita para honrar D. João IV promovendo-lhe uma das suas magnífica composições, esta para o Crux Fidélis (aqui).

13/08/16

CÂNTICOS DE FÁTIMA - "Senhora Um Dia Descestes"

Santuário de Fátima



Senhora, um dia descestes
À terra que em vós confia:
Descestes à Serra de Aire,
Em plena Cova da Iria.

Ref. Salvé Regina! Salvé Regina!
Ora pro nobis, Maria! (bis)

Nas mãos trazíeis o terço,
Que pende da vossa imagem:
Na fronte uma estrela de ouro,
Nos lábios doce mensagem.

Falando a três pastorinhos
De cima de uma azinheira
Pregastes a penitência
Aos povos da terra inteira.

Pediste que nos uníssemos
Em oração e concórdia,
Com pena dos pecadores,
Ó Mãe de misericórdia.

Olhai ó Virgem do Céu
O mundo que pede luz.
Bendita sejais, Senhora!
Bendito seja Jesus.

12/08/16

"SENHORA NOSSA, SENHORA MINHA" - Cântico de Fátima




Senhora nossa Senhora minha


1. Senhora nossa, Senhora minha,
vida, esperança, clemência e luz.

Ref. - Salve, Rainha! Salve, Rainha!
Senhora minha! Mãe de Jesus!


2. Virgem das Dores, da Conceição,
dos pecadores tem compaixão!

3. Ave Maria, cheia de graça!
Brisa agradável em que Deus passa!

4. Ave Maria, Mãe de Jesus:
és a nascente da eterna luz.

5. De ti, Senhora, nasce a verdade:
dás a esperança à Humanidade!

6. Cheia de graça, ave, Maria!
Serena aurora de novo dia!

7. És a morada do excelso Deus;
Sublime estrela nos altos céus!

8. Obra divina, maravilhosa;
De entre as mulheres a mais ditosa!

9. Bendito o fruto em ti gerado:
Homem divino, Deus revelado!

10. Em ti o homem nasce de novo,
dos povos todos nasce um só povo!

11. De ti, Senhora, nasce a Igreja;
Tua bondade sempre a proteja!

12. Ao vosso amparo, ao vosso amor
nos acolhemos, Mãe do Senhor.

13. À vida eterna sede-nos guia,
Mãe boa e terna, Virgem Maria.

13/05/16

CONSAGRAÇÃO DE PORTUGAL AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


(13 de Maio de 2016) Neste momento, o Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa acaba de fazer a consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria (em Fátima), tal como tinha sido há 85 anos.

O blog ASCENDENS congratula-se com esta consagração.

(um dos cânticos antigos de Fátima, que escolhemos para a ocasião "Hossana, Rainha de Portugal"):

03/01/16

PANIS ANGELICUS - João Lourenço Rebelo (séc. XVII)



João Lourenço Rebelo (1610-1665):

"João Lourenço Rebelo (1610-1665) tornar-se-á o expoente máximo da produção musical saída da Capela Ducal de Vila Viçosa. Ingressou na Capela em 1624, como menino de coro, e concluídos os estudos foi imediatamente nomeado seu Mestre, vindo a ser professor de música do filho do duque, D. João. Tomando contacto, mesmo sem sair de Portugal, com técnicas e estilos de composição que floresciam noutros países, João Lourenço Rebelo valoriza o contributo de grandes coros (à maneira veneziana) e retira ao órgão a exclusividade do acompanhamento musical, inserindo neste a presença de instrumentos de sopro.
 
Ao próprio rei (e, como se disse, ex-discípulo) era até do ponto de vista político conveniente ter na corte um compositor que transmitisse uma imagem moderna da música produzida e apresentada na capela do seu palácio, sendo curioso verificar que D. João IV levou a sua admiração e apoio ao ponto de redigir, em 1649, um tratado a que deu o nome de Defesa da música moderna contra a opinião errada do bispo Cyrilo Franco (opinião essa expressa um século antes...) e onde manifestava a intenção de patrocinar a impressão tipográfica da obra sacra de Lourenço Rebelo.
 
O compositor não parecia, todavia, compreender a importância que tal facto teria e levou anos a organizar todas as suas partituras, para que pudessem ser imprimidas. Dois dias antes de morrer, em Novembro de 1656, o rei deixa-lhe em testamento a negociação de um contrato para que parte da sua obra (em especial a adaptação a música de salmos) seja dada à estampa na Itália, o que virá a acontecer. Pese a profunda admiração do rei, a escolha do país terá também sido motivada por motivos políticos: tratar-se-ia de uma forma de pressão sobre o papado no sentido de que Portugal pudesse enfim ver reconhecida a sua independência pela Santa Sé, após o período de domínio filipino." (CENTRO DE LÍNGUA PORTUGUESA / INSTITUTO CAMÕES)

27/12/15

MIX - NATAL PORTUGUÊS - ESCUTE E VEJA

Eis um recorte de Natal, em música e pintura portuguesas.

MÚSICA

O "Adestes Fideles", é uma composição de 1640 do Rei de Portugal D. João IV de Bragnça (ver aqui), então conhecido em Inglaterra como "hino dos portugueses":


PINTURA

"Um dos grandes símbolos religiosos, que retrata o Natal (...) é o presépio. De acordo com Rafael Bluteau e Cândido de Figueiredo, a palavra "presépio" provém do latim "praesepium", que genericamente significa estábulo, curral, lugar onde se recolhe gado e que, numa outra óptica designa qualquer representação do nascimento de Cristo, de acordo com os Evangelhos [Lucas 2:1 a 18 e Mateus 2:1 a 11]. O Presépio está profudamente representado na pintura portuguesa antiga. Passemos em revista essas representações, que incluem a adoração pelos pastores e a adoração pelos Reis Magos, as quais visualizáveis de uma forma cronológica." (fonte) Alguns quadros:


Jorge Afonso (em 1515)


Jorge Afonso (no séc. XVI)


Gregório Lopes (em 1577)


Gregório Lopes (no séc. XVI)


Vasco Fernandes (no séc. XVI)


Vasco Fernandes (no séc. XVI)


Frei Carlos (no séc. XVI)


André Reinoso (no séc. XVII)


Bento Coelho da Silveira (no séc. XVII)


Bento Coelho da Silveira (no séc. XVII)


Joséfa de Óbidos (em 1655)


Joséfa de Óbidos (em 1669)


André Gonçalves (no séc. )


André Gonçalves (séc. XVII/XVIII)


Domingos António Sequeira (em 1828)

31/07/15

Fantasia - VINDE ESPIRITO SANTO (BWV651)


Tenho sempre receio de colocar algo de Bach, sobretudo música religiosa ou sacra. Considero o Bach um católico enganado, que praticava o catolicismo, mas localmente dirigido pelo protestantismo que então se apresentava com um catolicismo contrário aos supostos abusos da hierarquia da Santa Igreja.

Os músicos contratados para os templos tomados e edificados pelos seguidores de Lutero ficavam incumbidos de musicar e executar os hinos traduzidos e reformulados por Lutero; pois assim conseguiam fazer participar os assistentes ao culto.

O hino "Komm, Heiliger Geist, Herre Gott" ("Vinde, Espírito Santo, Senhor e Deus") é uma adaptação, em alemão, da oração católica "Vinde Espírito Santo, enchei o coração dos vossos fiéis .." (que por sua vez é baseada no hino católico "Veni Creator Spiritus", composto no séc. IX). J. S. Bach para este hino compôs uma maravilhosa fantasia, a qual julgo dever ser escutada com o pensamento no sentido do hino "Veni Creator Spiritus". Estamos perante música religiosa, e não música sacra.

Eis a dita fantasia (BWV651):


05/04/15

TE DEUM (1769) - de João de Sousa Carvalho


Por ocasião deste dia de Páscoa, um pouco de música religiosa: um fragmento do Te Deum composto por João de Sousa Carvalho, em 1769.


TEXTOS ANTERIORES