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01/06/17

REVISTA FLAMA - A OBRA PRIMA DE JOÃO XXIII (II)

(continuação da I parte)
 
Já vimos a publicação da revista FLAMA sobre a morte de João XXIII, e no mesmo número veremos agora o artigo "A Obra Prima de João XXIII". Assim se dizia na época:
 
A OBRA PRIMA DE JOÃO XXIII
 
"... João XXIII assina a Bula "Humanae Salutis", convocatória do Concílio Vaticano II. Até ao último momento, o Concílio foi a máxima preocupação do Santo Padre. Assistir à segunda parte da grande Assembleia Ecuménica era o mais caro desejo do Papa da Unidade."
"A 25 de Janeiro de 1959, João XXIII anunciou ao mundo a sua intenção de reunir um Concílio Ecuménico. Havia 92 anos que não se realizava um Concílio e, em toda a história da Igreja, foi este o vigésimo primeiro convocado. A natureza dos problemas incluídos no programa de trabalhos e as soluções que através dele poderiam ser obtidas fez com que a ideia fosse acolhida com o agrado de todos: as igrejas ortodoxas russas e outros cristãos separados compareceram como "observadores" na primeira faze de trabalhos.
 
«Vaticano II» passava a ser o Concílio que prepararia a Unidade [...unidade!?]. O Concílio «Vaticano» II ficará na história como o Concílio de João XXIII. Foi ele que, só com Deus, o desejou e lhe indicou as finalidades - a última das quais era preparar o caminho para a união dos irmãos separados. Foi ele quem lhe imprimiu o ritmo de um trabalho cuidadoso, efectuado com fervor. Foi ele quem - ao formular as intenções da oração da Semana da Unidade - substituiu as palavras «regresso» e «submissão» por «reconciliação», e quem procurou que o Concílio tornasse vivo e sensível o Cristo de mãos abertas que chama cada homem pelo seu nome.
 
A autêntica e completa caridade iluminou a obra-prima de João XXIII, o Papa da unidade: «Nós vivemos todos pelo espírito, pelo coração e pelos lábios. Bastaria que insistíssemos mais, sobretudo nos dois primeiros, para que os obstáculos que separam os povos desaparecessem.»
 
E a solicitude pastoral de João XXIII - em cujo coração cabiam todos os homens do Mundo [Francisco, "o Papa do Povo"] - levou-o a sair do Vaticano cercado de centena e meia de vezes, sobretudo para visitas a vários bairros e igrejas de Roma, mas também para viagens mais longas, como a da sua peregrinação aos Santuários de Loreto e de Assis. [hoje é mais Assis].

(a continuar)

09/04/17

FORMA EXTRAORDINÁRIA EM PORTUGUÊS

Corre um baixo assinado no Brasil e em Portugal para pedir ao Papa Francisco que "liberte" a Forma Extraordinária do Rito Romano, do latim:
 
 
Santo Padre o Papa Francisco: Forma Extraordinária do Rito Romano em Língua Vernácula
 
Porque isto é importante

Todos nós acolhemos com grande alegria a permissão dada pelo Papa Bento XVI no seu Motu Próprio
"Summorum Pontificum" para a livre celebração da Santa Missa em Forma Extraordinária do Rito Romano.
 
Todavia, notamos que infelizmente o domínio da língua latina não é tal que as riquezas de tal Forma do Rito possam ser partilhadas com todos os cristãos interessados em participarem activamente de tais cerimónias.
 
Por isso, filialmente pedimos a Sua Santidade que autorize a celebração da Santa Missa na Forma Extraordinária em língua vernácula (no seu todo ou em parte), usando uma tradução literal e fiel ao texto original do Missal, para deste modo manter toda a riqueza daquela forma do rito, com o seu calendário, orações, cânticos, gestos, ministérios, alfaias e instrumentos musicais litúrgicos tradicionais.
 
Confiados à vossa prudência, humildemente vos confiamos as nossas orações, e pedimos a vossa bênção Papal.

08/04/15

PAPA FRANCISCO, CONVERTA-SE!


No "Lava-pés" último, o Papa Francisco voltou a quebrar o que a Igreja sempre entendeu: lavou os pés a Apóstolos e "Apóstolas"; um deles é "transexual"; em vez de 12 "Apóstolos" o Papa lavou os pés a 13; um dos "Apóstolos" é uma criança!

Estas notícias abalaram grande parte dos cristãos, e, como sempre, alegraram os não católicos, ou os católicos deformados.

Esta é a Cuca, agora chamada Diego
"Diego Neria Lejárraga era Cuca até há oito anos, quando decidiu fazer uma operação de mudança de sexo. Católico praticante, sofreu durante anos com o facto de não ser aceite pela Igreja. Pelo menos pela parte mais conservadora da Igreja na pequena cidade espanhola de Plasência, em Cárceres, onde sempre viveu. Há uns meses resolveu escrever uma carta ao Papa Francisco onde expunha o que sentia e onde questionava se era mesmo filho de Deus. Mensagem recebida. o Papa telefonou-lhe e o encontro com Diego e a namorada, Macarena, concretizou-se este fim de semana no Vaticano. "Deus que bem a todos os seus filhos, sejam como forem, e tu és filho de Deus por isso a Igreja aceita-te como és", terá dito o Papa Francisco quando telefonou ao espanhol de 48 anos, que chegou a ser apelidado por um padre de "filha do diabo", para marca os pormenores da sua ida ao Vaticano. (...) Conhecido por telefonar às pessoas sem se fazer anunciar, o Papa Francisco ligou pela primeira vez a Diego a 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, e voltou a apanhá-lo no telemóvel no dia 20 para acertar os pormenores da viagem. Segundo o El Mundo, que já falou com Diego Lejárraga depois do encontro papal, a primeira vez foi apenas para dizer que estava a par da sua situação e que queria recebê-lo no Vaticano. Prometia ligar novamente. Prometido e cumprido. A 20 de Dezembro, Diego estava de visita a Sevilha, onde vive a namorada, quando recebeu a segunda chamada. Entrou numa loja para acalmar o ruído e poder ouvir melhor. Era o Papa que estava do outro lado da linha a perguntar-lhe quando lhe dava mais jeito ir a Itália. "Durante o fim de semana é melhor, não é?", perguntou o chefe da Igreja Católica. "Quando quiser", limitou-se a responder. Ficou então marcado para um sábado, para não interferir com a semana normal de trabalho do convidado, e depois de Francisco ter pedido uns minutos para olhar para a agenda, lá atirou: "Tenho uma possibilidade no dia 24 de janeiro às 17h, que tal?". Feito. Respondendo às dúvidas logísticas de Diego, o Papa ainda terá pedido para não se preocupar com os gastos da viagem. De resto, "basta chegarem à porta da residência de Santa Marta e dizerem que estou à vossa espera". Isto é dito pelo OBSERVADOR, mas a fonte mais importante talvez seja o EL MUNDO, o qual acrescenta: "Houve chamadas cruzadas do Núncio à Diocese de Plascência durante as seguintes semanas para preparar a viagem, incluindo os próprios gastos, os quais ficaram ao cargo do Bispo de Plascência, Amadeu Rodriguez Magro, que apoiou a causa de Diego e companheira, enfermeira.". E Diego continua, segundo o EL MUNDO: "Não é que eu estivesse zangado com a Igreja antes, mas houve atitudes durante muito tempo que não me agradavam. Mas não é tudo, porque o Bispo portou-se sempre muito bem comigo, apoiei-me muito nele, mas eu passei muito mal em algumas ocasiões. Isto é um povoado pequeno e, além disso, eu movia-me em círculos muito conservadores, que de frente não me diziam nada, mas pelas costas criticavam-me. Não aceitavam a minha situação, e a mim isso me fez grande mal."...

Mas voltemos ao Lava-Pés, e à participação do "transexual", que diz chamar-se Isabella de Lisboa (um brasileiro em Itália):



Espero bem que, aqueles Senhores Padres que acreditam que o Papa é sempre infalível quando se pronuncia sobre a Fé e Liturgia (em palavras ou gestos), não se ponham agora a imitar este Lava Pés, nada ortodoxo. A infalibilidade tem também outros critérios; ensina-nos o Concílio Vaticano I que aos Papas nenhum poder é dado para nas matérias importantes inovarem. Estas agora não são inovações, são mais que isso: são contradições.

16/10/13

TUDO ISTO ACONTECEU... e continúa

"Os pais ao enviarem os seus filhos à catequese verificam que não lhes ensinam mais as verdades da fé, mesmo as mais elementares: a Santíssima Trindade, o mistério da Encarnação, a Redenção, o pecado original, a Imaculada Conceição. Origina-se assim um sentimento de profunda confusão: isto tudo não é mais verdade, caducou, está "ultrapassado"!? As próprias virtudes cristãs já não são mencionadas; em que manual de catequese, por exemplo, se fala da humildade, da castidade, da mortificação? A fé tornou-se um conceito flutuante, a caridade uma espécie de solidariedade universal, e a esperança é sobretudo a esperança num mundo melhor."

[...]

"Chegaram a qualificar certas pessoas de "lefebvristas", como se se tratasse de algum partido ou de uma escola. É um abuso de linguagem. Não tenho doutrina pessoal em matéria religiosa. Toda a vida ative-me ao que me foi ensinado nos bancos do seminário francês em Roma, a saber, a doutrina católica segundo a transmissão que dela fez o Magistério de século em século, desde a morte do último Apóstolo, que marca o fim da Revelação." (da Carta Aberta Aos Católicos Perplexos - Arcebispo D. Marcel Lefebvre)

13/10/13

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E PORTUGAL - OFENDIDOS PELO PAPA


A sujeição filial dos Papas a Nossa Senhora, como bem se sabe, está voluntariamente condicionada desde o Papa João XXIII até ao presente Francisco. Até hoje nenhum se atreveu a fazer a expressa consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, como Nosso Senhora pediu. Por mais demonstrações públicas de devoção mariana destes implicados pontífices, nunca uma explicação foi dada aos fiéis que, na falta dela, se têm confundido e chegado a aceitar justamente o contrário: que alguns destes Papas foram grandes devotos de Nossa Senhora de Fátima.

Há bem pouco tempo, o Papa ofendeu Portugal por desrespeitar a Bula de ouro que tão justamente nos eleva. Bula que estabelece que o Papa eleva a Cardeal Patriarca de Lisboa no primeiro consistório realizado depois da nomeação deste Patriarca. Eis o único Papa durante séculos a fazer-nos a desfeita de não se submeter à Bula, e sem nenhuma justificação formal nos dar, nem um breve pedido de desculpas! ... Valha-nos Deus!... O Papa...

Agora, a imagem oficial de Nossa Senhora de Fátima, que por ser a Imaculada recebeu nova coroa de Rainha de Portugal que é (que a primeira coroa foi levada no assalto ao Santuário Nacional em Viva Viçosa), foi levada a Roma de avião, como passageiro e não como mercadoria (como é costume, e evidentíssimo), mas agora de modo diferente. Não se sabe se por humildade imposta à Mãe de Deus, reservaram-lhe passagem em segunda classe então a primeira.

Mas dirão os tolos de sempre: "a imagem não é Nossa Senhora!". Claro que não! Em Roma o andor que passou na procissão não ia vazio, nem no momento da consagração do mundo feito pelo Papa esta este diante do "nada"! A imagem colocada no andor e depois no trono (durante a missa) eram a original de Fátima e não uma cópia! O Papa por algum motivo mandou vir de avião a imagem original sob as fortes medidas de segurança do Santuário de Fátima. E isto tudo porque "a imagem não é Nossa Senhora"!? ... Todos sabemos afinal que a imagem, principalmente as imagens "oficiais" são de suma importância porque de certo modo representam perante os homens o santo que se venera. Mas a novidade é que pela primeira vez um Papa, longe do olhar dos fiéis, manda vir a venerável imagem de Nossa Senhora em segunda classe, e diante de todos a entroniza no Vaticano.

Hoje, dia 13 de Maio de 2013, portanto, a imagem de Nossa Senhora lá foi em procissão pela praça de S. Pedro onde esteve entronizada durante a missa rezada pelo Papa Francisco. Esta foi a parte que as fotografias registram. O Papa fez a consagração do mundo a Nossa Senhora de Fátima (Imaculado Coração de Maria), desobedecendo mais uma vez ao pedido que Nossa Senhora fez de Lhe consagrarem a Rússia (expressamente e em determinadas condições). Se por acaso os Papas, por algum motivo especial, acham que não podem fazer tal consagração, são moralmente obrigados a dar uma justificação universal, visto que este pedido foi revelado por Nossa Senhora não por via de segredo, e sim aberto a todos (facto que constituí um escândalo que só o Papa pode resolver e só a ele compete.)

Perdoai-lhe Senhor que não sabe o que faz!...

28/07/13

COMO SE TOCA ASSIM SE DANÇA ... !

Não consigo fazer grandes comentários. Apenas fica a nota que D. Ilídio Leandro (Bispo de Viseu) e D. Manuel Felício (Bispo da Guarda) foram também ao Brasil ver o Papa, foram apanhados neste vídeo, contudo contiveram-se com o susto. Estes dois bispos têm apostado em deitar por terra a "fé antiquada" do interior de Portugal e apostado em formar jovens tolinhos (espero que tenham apanhado um susto no Brasil e repensado a suas estratégias "juvenis" nas suas dioceses).

15/06/13

A COISA CARAVELA... PERDEU-SE A NOÇÃO DO "MAU GOSTO".

Numa altura em que o Papa Francisco ri-se dos Tradicionalistas, por eles ainda estarem nos anos 40 (referindo-se assim à FSSPX, ainda agora), avança a loucura do homem moderno, desta cultura descristianizada... eis o exemplo da construção do novo templo do Restelo (Lisboa): a Igreja Caravela.


Como não há dinheiro para mandar restaurar os templos fazem-se novos templos. A diferença é que os antigos templos católicos não servem hoje os anseios do homem moderno e da sua liturgia inventada nos anos 60/70. Os antigos certamente fugiriam do novo templo do Restelo, tal como qualquer humano de bom gosto é atraído pelos velhos templos.

Eis o que li no Life&stylefugas:

"Quando encarrega um arquitecto de conceber uma igreja, este departamento entrega-lhe um documento, a que chama "elucidário", para lhe guiar os passos. Nele se diz que "se devem evitar expressões de triunfalismo ou ostentação". O arquitecto deverá antes "procurar uma expressão de simplicidade e um certo despojamento, que mais se afirme pela qualidade arquitectónica do que pelos recursos decorativos".

Foi pouco depois de este documento ter sido elaborado, no início dos anos 90, que Troufa Real acedeu a desenhar a igreja para a paróquia sem cobrar honorários. "Processos como este são uma enorme ratoeira", nota o padre João Norton, da equipa de arquitectura do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. "O pobre aceita a semente que lhe dão e cresce-lhe uma árvore de que não estava à espera". Neste caso, demasiado espalhafatosa para a função a que se destina: "Uma das qualidades de uma igreja deve ser o silêncio - mesmo visual - e a serenidade", advoga João Norton, para quem o simbolismo empregue no Restelo é "pobrezinho, superficial, de centro comercial". A contradição flagrante entre as orientações do elucidário e a obra do Restelo, explica-a o padre com uma simples frase: "Não é um documento vinculativo", tal como não o é o parecer do Secretariado das Novas Igrejas. Maçon e ao mesmo tempo católico - "como muitos bispos e até papas", salienta -, Troufa Real gosta de se comparar a Gaudi quando fala da incompreensão de que tem sido alvo nesta obra. Embora já tenha admitido gostar de ideias "que se aproximam do limiar entre o kitsch e o piroso", neste momento prefere descrever esta obra como um trabalho surrealista, "que parece feito por vários arquitectos diferentes".


"Considero-me um arquitecto de templos. Fiz esta igreja a pensar em Deus", declara. E pôs-lhe símbolos maçónicos? Onde? "São segredos meus", responde Troufa Real. "Como cardeal adjunto, foi D. José Policarpo [actual patriarca] quem lançou a primeira pedra da igreja", recorda. Certo é que a construção só avançou há dois anos. Como a obra não está pronta, depois da inauguração a empreitada ainda durará mais um ou dois meses.

Para fases posteriores do projecto, sem data marcada para avançar, ficarão a torre e um outro edifício de grande porte. O padre Colimão já anunciou que não irá morar na casa paroquial: "Gosto das coisas simples e pequenas". Então e a igreja? "Para a glória de Deus, tenho de fazer o melhor". Para declarar a seguir, orgulhoso: "Esta obra vai marcar a cidade de Lisboa. Deve ser a maior igreja construída em Lisboa nos últimos 25 anos". Quando ficar tudo pronto, os custos finais ascenderão "a sete ou nove milhões de euros".


Mais modesta no seu orçamento de 3,1 milhões, a igreja que está em construção em Miraflores, Algés, também granjeou desde cedo alguma antipatia. Aqui, o que serviu de inspiração a Troufa Real foi o cosmos. O povo, esse, chama-lhe "igreja-foguetão", mas também "supositório". "Aquele cilindro tem lá dentro uma cúpula invertida que é um meteorito", explica o arquitecto. Ignora-se, no entanto, quando poderá semelhante nave desafiar o espaço sideral: desentendimentos entre a paróquia e o arquitecto levaram a que a empreitada parasse há ano e meio. "É uma vergonha", queixa-se o projectista, alegando que alterações feitas ao projecto sem o seu consentimento transformaram o foguetão "num paliteiro sem segurança estrutural". Está previsto que o enorme cilindro seja forrado a azulejos de Querubim Lapa."



Num outro site, do artigo que comenta o mesmo assunto, diz alguém:

"É uma igreja tão horrível que até faz o Diabo fugir com medo, e deixará em depressão os Santos que lá se alojarem." (aqui)


Falta fazer a uma História de "Como os Excelentes Católicos se Tornaram Hoje os Estúpidos Qualquer Coisa"

10/06/13

CATEQUESE SIM, DOUTRINA "A GOSTO"!

"Aconteceu neste ano lectivo.

Num colégio católico de Lisboa, Salesianos de Campo de Ourique, uma professora de Religião diz na aula que os actos homossexuais são pecado.
Uma das alunas é a filha de Daniel Oliveira. Engraçado que, ele que está sempre a defender a escola pública, tenha a filha num colégio privado. Socialismo é bonitinho mas para os outros…
A filha conta ao pai o que aprendeu. Este fica alarmado e explica à sua filha que não é assim (como se ele soubesse os Mandamentos…) e que vai pedir explicações ao colégio.
Parece que a direcção do colégio é tíbia (S. João Bosco lhes valha…) e atende tudo o que o Sr. Daniel Oliveira diz pois ele pede que a professora seja mais “tolerante”.
A professora que, como boa professora de Religião, sabe o 6º Mandamento e o que o Catecismo diz sobre a homossexualidade, não retira o que ensinou pois não é uma opinião dela, é a Doutrina que lhe foi pedida para ensinar.
A direcção do colégio defendeu a professora? Não. A direcção do colégio defendeu a doutrina católica? Não.
Então o que fez? No mês de Maio passado comunicou que não ia renovar o contrato com a professora! Está agora desempregada por ensinar o que lhe foi pedido…" (Fonte: Bordoadas)

12/04/13

D. JOSÉ DA COSTA NUNES CARDEAL PATRIARCA DAS ÍNDIAS ORIENTAIS - A MAÇONARIA

Cardeal Costa Nunes, D. José,
Patriarca das Índias Orientais
Há poucos anos o Grão-mestre da Loja do Grande Oriente Lusitano, António Reis, numa das sua aparições televisivas, afirmou que D. José da Costa Nunes, Cardeal patriarca das Índias Orientais, foi maçon e ajudou João XXIII a preparar o Concílio Vaticano II. Meses antes de António Reis subir ao cargo o anterior Grão-mestre António Arnaut tinha declarado ao seminário Expresso: "A Maçonaria sempre teve no seu seio grandes figuras da igreja Católica e de doutros credos", e deu os nomes dos portugueses D. José da Costa Nunes e de D. António Alves Martins (bispo de Viseu).

Seria justo que estas informações fossem acompanhadas de fundamentação, porque a honestidade nunca foi qualidade que a sociedade atribuísse aos maçons. Mas, independentemente disso, a atribuição contrária é feita desde os locais de poder. As figuras de renome são hoje usadas pela maçonaria para atrair os vários grupos sociais... Dou o exemplo do texto escrito, a vermelho, no folheto de informação do Museu de Angra do Heroísmo em cooperação com o Museu Maçónico Português por motivo da exposição "A Maçonaria nos Açores", ao fundo da primeira página (aqui). Estes eventos, sem qualquer censo, foram patrocinados pelo governo.

Não há dúvidas que o Cardeal Costa Nunes e o bispo de Viseu D. António Alves Martins têm um pensamento totalmente compatível com a maçonaria do seu tempo, mas é verdade que os Gão-mestres mencionados não tiveram que apresentar provas a quem os repetiu e seguiu, incluindo organismos sociais e comunicação social!

22/03/13

DISCURSO DE BENTO XVI - 14 de Fevereiro de 2013





PASMEM SENHORES... (os que não pasmarem comecem pelo "B, A, BA"):

Discurso de
Bento XVI
no
Encontro com o Clero de Roma
Sala Paulo VI
14 de Fevereiro de 2013

"Obrigado pela vossa amabilidade de estardes aqui hoje com o Papa. Obrigado.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. (R: Amen)

A Paz esteja convosco. (R: E com o teu espírito)

Oremos. ... etc. Por Cristo Nosso Senhor. (R: Amen)

Eminência, amados irmãos no episcopado e no sacerdócio!

É para mim um dom particular da providência que, antes de deixar o ministério petrino, tenha ainda podido ver o meu clero, o clero de Roma.

É sempre uma grande alegria ver como a Igreja vive, como em Roma a Igreja está viva, há pastores que, no espírito do Pastor Supremo, guiam o rebanho do Senhor.

É realmente um clero católico, universal, e isto corresponde à essência da Igreja de Roma: ter nela a universalidade, a catolicidade de todos os povos, de todas as raças, de todas as culturas. E ao mesmo tempo sinto-me muito pelo Cardeal Vigário que ajuda a despertar, a encontrar as vocações também em Roma. Porque se Roma deve ser, por um lado, a cidade da universalidade, por outro, há-de ser uma cidade com a sua própria Fé forte e robusta, da qual nascem também vocações. E estou convencido de que, com a ajuda do Senhor, podemos encontrar as vocações que Ele próprio nos dá, guiá-las, ajudá-las a amadurecer, e assim servir para o trabalho na vinha do Senhor. Hoje professastes o Credo diante do túmulo de S. Pedro: no “Ano da Fé” , parece-me muito oportuno, talvez mesmo necessário, este acto do clero de Roma se reuniu no túmulo do Apóstolo a quem o Senhor disse: “A ti confio a minha Igreja. Sobre ti edifico a minha Igreja” [Mt.16,18-19]. Diante do Senhor, juntamente com Pedro, confessastes: “Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo” [Mt. 16, 15-16]. E foi assim que a Igreja cresceu, juntamente com Pedro confessando Cristo, seguindo Cristo. E faça-mo-lo sempre. Eu estou muito agradecido pela vossa oração, a qual senti , como disse quarta feira: quase fisicamente. Embora agora me retire, em oração continuarei sempre unido a todos vós e tenho a certeza de que também vós estareis unidos a mim, apesar de permanecer afastado para o mundo. Devido ás condições da minha idade, não pude preparar, para hoje, um grande e verdadeiro discurso, como alguém poderia esperar. Eu pensei mais numa breve conversa sobre o Concílio Vaticano II, tal como eu o vi.

Começo como uma curiosidade. Eu tinha sido nomeado em 59 professor da Universidade de Bona, onde estudavam os seminaristas da Diocese de Colónia e de outras dioceses vizinhas. Foi assim que entrei em contacto com o Cardeal de Colónia: o Cardeal Frings. E o Card. Ciri, de Génova, acho que no ano de 1961, organizou uma série de conferências sobre o Concílio feitas por vários Cardeais europeus, e convidara também o Arcebispo de Colónia para realizar uma das conferências intitulada “O Concílio e o Mundo do Pensamento Moderno.” O Cardeal convidou-me, eu o mais novo dos professores, para lhe redigir um projecto. Ele gostou do projecto, e propôs ao povo de Génova o texto como eu escrevera. Pouco tempo depois, o Papa João [João XXIII] convida-o a ir ter com ele, e o Cardeal estava cheio de medo por ter talvez dito algo não correcto, algo falso, e consequentemente ser chamado para uma admoestação, talvez mesmo para lhe tirar o cardinalato. [riso do público] Na verdade, quando o seu secretário o viu vestido para a audiência, o Cardeal disse: “Talvez seja a ultima vez que uso estas vestes”. [riso do público] Depois entrou, o Papa João vem ao seu encontro, abraçou-o e diz: “Obrigado Eminência! O Senhor disse as coisas que eu queria dizer mas não lhes encontrava as palavras.” [risos no auditório seguidos de aplausos]

Assim o Cardeal sabia que estava no caminho certo, e convidou-me para ir com ele ao Concílio, inicialmente como seu perito pessoal. Depois, no decurso do primeiro período, creio que em Novembro de 1962, fui nomeado também perito oficial do Concílio. Então partimos para o Concílio não apenas com alegria, mas também com entusiasmo. Era uma expectativa incrível. Esperávamos que tudo se renovasse, que viesse verdadeiramente um novo Pentecostes, uma nova era da Igreja, pois esta apresentava-se ainda bastante robusta naquele tempo, a prática dominical ainda boa, as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa, apesar de já um pouco reduzidas na suficiência, ainda eram suficientes. Mas tinha-se a sensação que a Igreja não ia para a frente e se diminuía, que cultivava mais a realidade do passado e não uma portadora para o futuro. E, naquele momento esperávamos que esta situação se renovasse, que mudasse, que a Igreja novamente fosse a força do amanhã e força de hoje. E sabíamos que a relação entre a igreja e o período moderno tinha sido, desde o início, um pouco contrastante, começando com o erro da Igreja no caso de Galileu Galilei; pensava-se em corrigir [Bento XVI pronuncia o “corrigir” fortemente] este início alastrado e encontrar de novo a união entre a Igreja e as forças melhores do mundo para abrir o futuro da humanidade, para abrir o verdadeiro progresso. Por isso estávamos cheios de esperança, e de entusiasmo, e também de vontade de contribuir com a nossa parte para isso.

Lembro-me que o Sínodo Romano era considerado um”modelo negativo”. Era considerado o Sínodo Romano, diz-se, não sei se era verdade, que seriam lidos os textos preparados na Basílica de S. João e que os membros do Sínodo aprovariam aclamando, aplaudindo, e assim seria realizado o Sínodo. Então os bispos disseram: não, não façamos assim! Somos bispos, nós mesmos somos o sujeito do Sínodo; não queremos apenas aprovar aquilo que foi feito, mas queremos ser nós os sujeitos e portadores do Concílio. O próprio Cardeal Frings, que era famoso pela fidelidade absoluta, quase escrupulosa ao Santo Padre, mas que neste momento disse: Encontra-mo-nos aqui com outra função. O Papa convocou-nos como Padres, para sermos como Concílio Ecuménico, um sujeito que renove a Igreja. Assim queremos assumir esta nossa função. 

O primeiro momento em que se manifestou esta atitude foi logo no primeiro dia. Estavam previstas, para este primeiro dia,as eleições das Comissões, e tinham sido preparadas, de modo, procurou-se, inicialmente, as listas, os nomes; seriam estas listas que se deveriam votar. Subitamente os padres disseram imediatamente: Não, não queremos simplesmente votar listas já feitas. Somos nós o sujeito. Então tiveram de adiar-se as eleições, porque os próprios Padres queriam conhecer-se um pouco, queriam eles próprios preparar listas. E assim se fez. O Cardeal Liénart de Lille e o Cardeal Frings de Colónia disseram publicamente: Assim não pode ser, queremos fazer as nossas listas e eleger os nossos candidatos. Não era um acto revolucionário, mas um acto de consciência, de responsabilidade por parte dos Padres do Concílio.

Assim começámos uma intensa actividade para se conhecerem, horizontalmente uns aos outros; e isso não foi deixado ao acaso. No Colégio Dell’Anima, onde eu morava, tivemos muitas visitas: sendo o Cardeal muito conhecido, vimos lá Cardeais de todo o mundo (recordo-me bem da figura alta e magra de Mons. Etchegaray, Secretário da Conferência Episcopal francesa, dos encontros com Cardeais, etc.). Isto era típico durante todo o Concílio, pequenos encontros transversais. Foi assim que eu conheci grandes figuras como o Padre de Lubac, Daniélou, Congar, etc.. Conhecemos vários bispos; recordo-me particularmente do bispo Elchinger de Estrasburgo, etc.. Esta era já uma experiência da universalidade da Igreja e da realidade concreta da Igreja, que não recebe simplesmente imperativos de cima, mas conjuntamente crescer e caminhar, sempre sob a guia, naturalmente, do Sucessor de Pedro.

Como disse, todos vinham com grandes expectativas, nunca se realizara um Concílio com estas dimensões, mas nem todos sabiam como fazer. Os mais preparados, digamos, aqueles com intenções mais definidas, eram o episcopado francês, alemão, holandês, a chamada “aliança do Reno”. E,na primeira parte do Concílio, eles eram os que indicavam a estrada, depois, rapidamente, alargou-se a actividade e todos progressivamente participaram na criatividade do Concílio. Os franceses e alemães tinham vários interesses em comum, embora com matizes bastante diferentes.

O primeiro intento, o inicial, aparentemente simples, era a reforma litúrgica, iniciada já com Pio XII, que tinha reformado a Semana Santa, o segundo era a eclesiologia, o terceiro era a Palavra de Deus, a Revelação, e finalmente o ecumenismo. Os franceses, muito mais do que os alemães, tinham ainda como problema para tratar a situação das relações entre a Igreja e o mundo.

Começámos pelo primeiro.

Depois da Primeira Guerra Mundial, crescera, precisamente na Europa central e ocidental o Movimento Litúrgico, uma redescoberta da riqueza e profundidade da liturgia, que até então estava quase fechada no Missal Romano do sacerdote, enquanto as pessoas rezavam pelos seus livros de oração, que eram feitos segundo o coração das pessoas de modo traduzir os conteúdos elevados, a linguagem elevada da liturgia clássica, em palavras mais emocionais, mais próximas do coração das pessoas. Mas tratava-se quase de duas liturgias paralelas: o sacerdote com os ajudantes, que celebrava a Missa segundo o Missal, e os leigos que rezavam durante a Missa com os seus livros de oração, sabendo substancialmente o que se realizava no altar. Mas agora fora redescoberta precisamente a beleza, a profundidade, a riqueza histórica, humana, espiritual do Missal e a necessidade que não houvesse só um representante do povo, um pequeno ajudante, a dizer “Et cum spiritu tuo”, etc, mas que fosse realmente um diálogo entre o sacerdote e o povo, que realmente a liturgia do altar e a liturgia do povo fosse uma [reforço sonoro em “uma”] única liturgia, uma participação activa, que as riquezas chegassem ao povo; e assim foi redescoberta, renovada a liturgia.

Agora olhando retrospectivamente, eu acho que foi muito bom ter começado pela liturgia, aparecendo assim o primado de Deus, o primado da adoração. Deste modo a frase “operei Dei nihil praeponatur” da Regra de S. Bento (43,3) aparece com a regra suprema do Concílio. Alguém criticara o Concílio por ter falado sobre muitas coisas, mas não sobre Deus. Ele falou de Deus! [voz firme] E o primeiro acto substancial de falar em Deus foi abrir todas as pessoas, todo o povo santo para a adoração a Deus, na celebração comunitária da liturgia do Corpo e Sangue de Cristo. Neste sentido, para além de factores práticos que desaconselhavam começar imediatamente com temas controversos, era realmente, podemos dizer, um acto providencial que, nos inícios do Concílio, está a liturgia, está Deus, está a adoração.

Agora não quero entrar nos detalhes da discussão, mas vale a pena voltar sempre, mais além das aplicações práticas, ao próprio Concílio, à sua profundidade e ás suas ideias essenciais. Eu não diria ter havido diversas, sobretudo o Mistério Pascal como centro do ser cristã e, consequentemente, da vida cristã do ano, do tempo cristão, expresso no tempo pascal e no domingo que é sempre o dia da Ressurreição. Sempre de novo começamos o nosso tempo com a Ressurreição, o encontro com a Ressurreição, e, do encontro com a Ressuscitado, saímos para o mundo. Neste sentido,é uma pena que hoje o domingo se tenha transformado em fim de semana, quando na verdade é o primeiro dia, é o início [da semana]. Interiormente devemos ter isto presente: é o início, o início da Criação, é o início da recriação na Igreja, encontro com o Criador e com Cristo Ressuscitado. Também este duplo conteúdo do domingo é importante: é o primeiro dia, isto é, a festa da criação, o nosso fundamento continua a ser a Criação, acreditamos em Deus Criador; é o encontro com o Ressuscitado, que renova a Criação; o seu verdadeiro objecto é criar um mundo que seja resposta ao amor de Deus.

Depois havia princípios: a inteligibilidade, em vez de ficar fechados numa língua desconhecida, não falada, e também a participação activa. Infelizmente, estes princípios foram também mal compreendidos. A inteligibilidade não quer dizer banalidade, porque os grandes textos da liturgia, ainda que proferidos – graças a Deus – na língua materna, não são facilmente inteligíveis, precisam de uma formação permanente do cristão para que ele cresça e entre cada vez mais em profundidade no mistério, e assim possa compreender. E o mesmo se diga da Palavra de Deus: se se pensa na leitura diária do Antigo Testamento, e mesmo na leitura das Cartas Paulinas, dos Evangelhos, quem pode afirmar que a compreende imediatamente só porque a leitura está na sua própria língua? Só uma formação permanente do coração e da mente pode realmente criar inteligibilidade e uma participação que é mais do que uma actividade exterior, que é uma entrada da pessoa, do meu ser, na comunhão da Igreja e, deste modo, na comunhão com Cristo.

Segundo tema: a Igreja.

Sabemos que o Concílio Vaticano I foi interrompido por causa da guerra franco-alemã assim ficou como uma unilateralidade, ou seja como um fragmento [acentua a palavra “fragmento”], já que a doutrina sobre o primado, que foi definida, graças a Deus, naquele momento histórico da Igreja, e se revelou muito necessário nos tempos sucessivos, mas era apenas um elemento numa eclesiologia muito vasta,  prevista, preparada. Assim o que ficou foi o fragmento e podia-se dizer que, se o fragmento permanece assim como é, tendemos a uma unilateralidade: como se a Igreja tivesse só o Primado. Por isso, desde o início, havia esta intenção de completar a eclesiologia do Concílio Vaticano I, em data a encontrar, para que se tivesse uma eclesiologia completa. Também neste tema pareciam óptimas as condições, visto que, depois da Primeira Guerra Mundial, renascera o sentimento da Igreja de um modo novo. Disse Romano Guardini: “Nas almas, começa a despertar a Igreja”, e um bispo protestante falava do “século da Igreja”. Sobretudo voltava-se a encontrar o conceito, que estava previsto também pelo Concílio Vaticano I, do Corpo Místico de Cristo. Queria-se afirmar e dar a entender que a Igreja não é tanto uma organização, algo de estrutural, institucional, embora também o seja, como sobretudo é um organismo, uma realidade vital, que entra na minha alma, de tal modo que eu próprio, precisamente com a minha alma crente, sou elemento constitutivo da Igreja como tal. Neste sentido, escrevera Pio XII a Encíclica Mystici Corporis Christi, ou seja, como um passo para completar a eclesiologia do Vaticano I. Eu diria que a discussão teológica dos anos 30 e 40, e mesmo nos anos 20, se desenrolara completamente sob estes signos de expressão “Mystici Corporis”. Foi uma descoberta que criou tanta alegria naquele tempo, e foi também neste contexto que cresceu a fórmula: Nós [acentuando o “nós”] somos a Igreja, a Igreja não é uma estrutura; nós, os próprios cristãos juntos, todos nós somos o corpo vivo da Igreja. Naturalmente isto é válido no sentido que o “nós”, o verdadeiro “nós” dos crentes, juntamente com o “Eu” de Cristo é a Igreja; cada um de nós, não “um nós”, um grupo que se declara Igreja.  Isso não! Este “nós somos Igreja” exige precisamente a minha inserção no grande”nós” dos crente de todos os tempos e lugares.

Assim temos a primeira ideia: completar a eclesiologia de modo teológico, mas continuando também de modo estrutural, ou seja, ao lado da sucessão de Pedro, da sua função única, definir melhor também a função dos Bispos, do Corpo Episcopal. E, para fazer isso, encontrou-se a palavra “colegialidade”, muito discutida, com discussões acesas, diria mesmo, um pouco exageradas. Mas era a palavra, talvez ainda houvesse outra – mas esta servia – para exprimir que os Bispos, juntos, são a continuação dos Doze, do Corpo dos Apóstolos. Tínhamos dito: só um bispo, o de Roma, é sucessor de um determinado Apóstolo, Pedro. Todos os outros tornam-se sucessores dos Apóstolos, entrando no Corpo que continua o Corpo dos Apóstolos. Precisamente assim o Corpo dos bispos, o colégio, é a continuação do corpo dos doze, e deste modo se vê a sua necessidade, a sua função, os seus direitos e deveres. A muitos parecia isto como que uma luta pelo poder, e talvez alguém tenha pensado também no seu poder, contudo, substancialmente, não se tratava de poder, mas da complementaridade dos factores e do complemento do corpo da Igreja com os Bispos sucessores dos Apóstolos, como pedra angular; e cada um deles, unido a este grande corpo, é pedra angular da Igreja.

Estes eram, digamos, os dois elementos fundamentais; e à procura de uma visão teológica completa da eclesiologia, já depois dos anos 40, anos 50, surgira alguma crítica ao conceito de Corpo Místico de Cristo: seria demasiado espiritual, demasiado exclusivo, estava em jogo o conceito de “Povo de Deus”. O Concílio, justamente, aceitou este elemento. Que nos Padres é considerado expressão da continuidade entre o Antigo e o Novo Testamentos. Nos livros do Novo Testamento, a expressão “Laos tou Theou” que corresponde a textos do Antigo Testamento, significa, parece-me, apenas com duas excepções, o antigo Povo de Deus, os judeus que são, entre os povos “goim” do mundo, “o” Povo de Deus. E os outros… nós, pagãos, não somos por natureza o Povo de Deus, torna-mo-nos filhos de Abraão e, consequentemente, Povo de Deus quando entramos em comunhão com Cristo, o único que é descendente de Abraão. E entrando em comunhão com Ele, fazendo-se um só com Ele, também nós somos Povo de Deus. Por outras palavras, o conceito “povo de Deus” implica a continuidade dos testamentos, a continuidade da história de Deus com o mundo, com os homens, mas implica também o elemento cristológico, só através da cristologia é que nos tornamos povo de Deus, e assim se combinam os dois conceitos. E o Concílio decidiu criar uma construção trinitária da eclesiologia: povo de Deus Pai, corpo de Cristo, Templo do Espírito Santo. Mas só depois do Concílio é que foi posto em evidência um elemento que se encontra um pouco escondido no próprio Concílio: a ligação entre povo de Deus e corpo de Cristo é precisamente a comunhão com Cristo na união eucarística; aqui torna-nos Corpo de Cristo. Podemos dizer que a relação entre povo de Deus e corpo de Cristo cria uma nova realidade: a comunhão. Poder-se-ia dizer que, depois do Concílio, foi descoberto como, na realidade, o próprio Concílio levara a encontrar este conceito: a comunhão como conceito central. Eu diria que, no Concílio, filologicamente tal conceito não estava ainda totalmente amadurecido, mas é fruto do Concílio que o conceito de comunidade se tenha tornado progressivamente a expressão da essência da Igreja, comunhão nas diferentes dimensões: comunhão com Deus Trinitário – sendo Ele próprio comunhão entre Pai, Filho e Espírito Santo – comunhão sacramento, comunhão concreta no episcopado e na vida da Igreja. Ainda mais conflituoso era o problema da Revelação. Tratava-se da revelação entre Escritura e Tradição, e sobretudo aqui apareciam os exegetas interessados numa maior liberdade; sentiam-se um pouco, digamos, em situação de inferioridade relativamente aos protestantes, que faziam as grandes descobertas, enquanto os católicos se viam um pouco como “deficientes” pela necessidade de se submeterem ao Magistério. Por conseguinte, aqui estava em jogo uma luta também muito concreta: que liberdade têm os exegetas? Como se pode ler bem a Escritura? Que quer dizer “Tradição”? Era uma batalha pluridimensional que não posso mostrar, mas é importante que a Escritura é de certeza a Palavra de Deus, e a Igreja está sob a Escritura, obedece à Palavra de Deus, não está acima da Escritura. E, no entanto, a Escritura só é Escritura porque existe a Igreja viva, o seu sujeito vivo; sem o sujeito vivo da Igreja, a Bíblia é apenas um livro que se abre para diferentes interpretações sem dar uma derradeira clareza. Como disse, aqui a batalha era difícil, tendo sido decisiva uma intervenção do papa Paulo VI. Esta intervenção mostra toda a delicadeza de um pai, a sua responsabilidade pelo andamento do Concílio, mas também o seu grande respeito pelo mesmo.

Tinha nascido a ideia de que a Bíblia é completa, tudo se encontra nela; por conseguinte, não há necessidade da Tradição, e que o Magistério não teria nada a dizer. Então o Papa enviou ao Concílio, parece-me, 14 fórmulas de uma frase que devia ser inserida no texto sobre a Revelação e dava-nos, dava aos Padres a liberdade de escolher uma das 14 fórmulas, mas disse: uma deve ser escolhida, para tornar completo o texto. Recordo-me vagamente da fórmula “non omnis cenrtitudo de veritatibus fidei potest sumei ex Sacra Scriptura”. Isto é , a certeza da Igreja sobre a Fé não nasce apenas de um livro isolado, mas tem necessidade do sujeito que é a Igreja iluminada e guiada pelo Espírito Santo. Só assim é que a Escritura fala e tem toda a sua autoridade. Esta frase que escolhemos na Comissão Doutrinal, uma das 14 fórmulas, é decisiva, diria, para mostrar a indisponibilidade, a necessidade da igreja e deste modo compreender o que quer dizer “Tradição”, o Corpo vivo no qual vive desde o início esta palavra do qual recebe a sua luz, no qual ela nasceu. O próprio Cânon é um facto eclesial: que estes escritos sejam a Escritura resulta da iluminação da Igreja, que encontrou em si este Cânon da Escritura; encontrou, não criou. E sempre e só nesta comunhão da Igreja viva é que se pode realmente também compreender, ler a Escritura como Palavra de Deus, como Palavra que nos guia na vida e na morte. Como disse, esta era uma batalha bastante difícil, mas graças ao papa e graças à luz do Espírito Santo, que estava presente no Concílio, criou-se um documento que é um dos mais belos e inovadores de todo o Concílio e que deve ser estudado ainda muito mais. Porque também hoje a exegese tende a ler a Escritura fora da Igreja, fora da fé, apenas no chamado espírito do método histórico-crítico, um método importante, mas não até ao ponto de poder dar soluções como última certeza, só se acreditarmos que estas não são palavras humanas mas palavras de Deus, e só se vive no sujeito vivo ao qual falou e fala Deus, é que podemos interpretar bem a Sagrada Escritura. E aqui, como disse no prefácio do meu livro sobre Jesus, há ainda muito a fazer para se chegar a uma leitura verdadeiramente no espírito do Concílio. Aqui a aplicação do Concílio ainda não é completa, está ainda por fazer.

E, por fim, o ecumenismo. 

Não quero entrar agora nestes problemas, contudo era óbvio, sobretudo depois das “paixões” sofridas pelos cristãos no tempo do nazismo, que os cristãos poderiam encontrar a unidade, pelo menos procurar a unidade, mas era claro também que só Deus pode dar a unidade. E estamos ainda a caminho.
E, com estes temas, a “aliança do Reno” tinha, por assim dizer, feito o seu trabalho. O horizonte da segunda parte do Concílio é muito mais vasto. Apresentava-se, com grande urgência, o tema: O mundo de hoje, a época moderna, e a Igreja. E relacionado com o mesmo, os temas da responsabilidade pela construção deste mundo, da sociedade, a responsabilidade pelo futuro deste mundo e a esperança escatológica, a responsabilidade ética do cristão, onde poderá encontrar o seus quais, e depois a liberdade religiosa, o progresso e a relação com as outras religiões. 

Nesta altura, participam realmente na discussão todas as latitudes presentes no Concílio; não só a América, os Estados Unidos, com fortes interesses na liberdade religiosa. No terceiro período, estes disseram ao Papa: Não podemos voltar para casa sem levar, na nossa bagagem uma declaração sobre a liberdade religiosa votada pelo Concílio. Todavia, o Papa, com firmeza e decisão, teve a paciência de levar o texto para o quarto período, a fim de encontrar uma maturação e um consenso suficientemente completos entre os Padres do Concílio.

Como dizia, não só os norte-americanos tiveram um papel de peso no Concílio, mas também a América latina, bem conhecedora da miséria do povo, de um continente católico, e da responsabilidade da fé pela situação daquela gente. E de igual modo a África, a Ásia, que viram a necessidade do diálogo interreligioso, despontaram problemas que nós, alemães, é bem que o diga, no início não tínhamos visto. Não posso agora descrever tudo isto. 

O grande documento “Gaudium et Spes” analisou muito bem os problemas da escatologia cristã e progresso do mundo, da responsabilidade pela sociedade da amanhã e responsabilidade do cristão face à eternidade, tendo assim também renovado a ética cristã, a fundamentação. Mas inesperadamente, digamos, cresceu, ao lado deste grande documento, outro documento que dava resposta, de forma mais simples e muito concreto, aos desafios do tempo: a “Nostra Aetate”

Desde o início, estavam presentes os nossos amigos judeus, que nos disseram, a nós alemães, sobretudo mas não apenas, que depois dos tristes acontecimentos deste século nazi , da década nazi, a Igreja Católica deve dizer uma palavra sobre o Antigo Testamento, sobre o povo judeu. Diziam: embora seja claro que a Igreja não é responsável pelo Shoah, todavia uma grande parte daqueles que cometeram tais crimes eram cristãos; devemos aprofundar e renovar a consciência cristã, mesmo sabendo bem que os verdadeiros crentes sempre resistiram contra essas coisas.  Assim, tornava-se claro que a relação com o mundo do antigo Povo de Deus devia ser objecto de reflexão. É compreensível também que os países árabes, os bispos dos países árabes, não tivessem ficado felizes com esta possibilidade: temiam em certa medida uma glorificação do Estado de Israel, que naturalmente não queriam. E disseram: Uma indicação verdadeiramente teológica sobre o povo judeu é boa, é necessária, mas, se falardes disso, falai também do Islão; só assim se reestabelecerá o equilíbrio,ainda que o Islão seja um grande desafio, e a Igreja de esclarecer igualmente a sua relação com o Islão. 

Eis uma realidade que então nós quase não compreendemos (um pouco, sim, mas não muito). Hoje sabemos como era necessário! E quando começámos a trabalhar também sobre o Islão, disseram-nos: Mas há também outras religiões no mundo, na Ásia inteira! Pensei no Budismo, no Hinduísmo … Assim, em vez de uma declaração pensando inicialmente apenas sobre o antigo Povo de Deus, criou-se um texto sobre o diálogo inter-religioso, antecipando aquilo que só trinta anos depois é que se manifestou em toda a sua intensidade e importância. Não posso entrar agora neste tema, mas se alguém ler o texto verá que é muito denso e preparado verdadeiramente por pessoas que conheciam as realidades, e indica brevemente, com poucas palavras, o essencial. Nele se vê também o fundamento para um diálogo, na diferença, na diversidade,  na fé sobre a unicidade de Cristo , que é um, não sendo possível, para um crente, pensar que as religiões todas não passem de variações de um tema. Não! Há uma lealdade do Deus vivo que falou, e é um Deus, é um Deus encarnado, e portanto uma Palavra de Deus, que é realmente Palavra de Deus. Mas há também experiência religiosa, com uma certa luz humana da criação, e por conseguinte é necessário e possível entrar em diálogo, assim , abrir-se um ao outro e abrir-se todos à paz de Deus, de todos os seus filhos, de toda a sua família. Portanto, estes dois documentos, a liberdade religiosa e a “Nostra aetate”, juntos com a “Gaudium et spes” formam uma triologia muito importante, cuja importância se foi manifestando apenas com o passar das décadas, e ainda estamos a trabalhar para compreender melhor este conjunto formado pela unicidade da Revelação de Deus, a unicidade do único Deus encarnado em Cristo, e a multiplicidade das religiões, com as quais procuramos a paz, e também o coração aberto pela luz do Espírito Santo, que ilumina e guia para Cristo. 

Agora quero acrescentar ainda um terceiro ponto: havia o Concílio dos padres, o verdadeiro Concílio, mas havia também o Concílio dos meios de comunicação, que era quase um Concílio à parte. E o mundo captou o Concílio através deles, através da media. Portanto o Concílio, que chegou de forma imediata e eficiente ao povo, foi o dos meios de comunicação, não o dos Padres. E enquanto o Concílio dos Padres se realizava no âmbito da Fé, um Concílio de Fé que faz apelo ao intelectus, que procura compreender-se e procura entender os sinais de Deus naquele momento, que procura responder ao desafio de Deus naquele momento e encontrar, na Palavra de Deus, a palavra para o presente e para o futuro, enquanto todo o Concílio, como disse, se movia no âmbito da fé, como fides quaerens intellectum, o Concílio dos jornalistas, naturalmente, não se realizou no âmbito da fé, mas dentro das categorias dos meios de comunicação actuais, isto é, fora da fé, com uma hermenêutica diferente. Era uma hermenêutica política; para os média o Concílio era uma luta política, uma luta de poder entre diversas correntes da Igreja. Era óbvio que os meios de comunicação tomariam posição por aquela parte que se lhes apresentava mais condizente com o seu mundo. Havia aqueles que pretendiam a descentralização da Igreja, o poder para os bispos, e depois, velando-se da expressão “Povo de Deus”, o poder do povo, dos leigos. Existia esta tripla questão: o poder do Papa, em seguida transferido para o poder dos bispos e para o poder de todos, a soberania popular. Para eles, naturalmente, esta era a parte que devia ser aprovada, promulgada, apoiada. E o mesmo se passava com a liturgia: não interessava a liturgia como acto de fé, mas como algo que se faz compreensivelmente, algo da actividade da comunidade, uma coisa profana. E sabemos que se gerava uma tendência, invocado mesmo um fundamento histórico, para se dizer: A sacralidade é uma coisa pagã, eventualmente do próprio Antigo Testamento. No Novo, conta apenas que Cristo morreu fora, fora das portas, isto é, no mundo profano, e portanto haveria que acabar com a sacralidade, o próprio culto deveria então ser profano: o culto não ser culto mas ser um acto do conjunto, da participação comum, e deste modo a participação vista como actividade. Estas traduções, banalizações da ideia do Concílio, forma virulentas na praxis da aplicação da reforma litúrgica; nasceram numa visão do Concílio fora da sua chave própria de interpretação da fé. E o mesmo se passou também com a questão da Escritura: a Escritura seria um livro histórico que deveria ser tratado historicamente e nada mais, etc.. Sabemos como este Concílio dos meios de comunicação era acessível a todos. Por isso, acabou por ser o predominante, o mais eficiente, tendo criado tantas calamidades, tantos problemas, realmente tanta miséria: seminários fechados, conventos fechados, liturgia banalizada, enquanto que o verdadeiro Concílio teve dificuldade em se concretizar, em ser levado à realidade; o Concílio virtual era mais forte que o Concílio real. Mas a força do Concílio era real, estava presente e, pouco a pouco, vai-se realizando cada vez mais e torna-se a verdadeira força, que constitui também a verdadeira reforma, a verdadeira renovação da Igreja. Parece-me que, passados cinquenta anos do Concílio, vemos como este Concílio virtual se desfaz em pedaços e desaparece, enquanto se afirma o verdadeiro Concílio com toda a sua força espiritual. E é mossa missão, precisamente neste “ano da fé”, começando deste “ano da fé”, trabalhar para o verdadeiro Concílio, com a própria força do Espírito Santo, se torne realidade e seja realmente renovada a Igreja.

Temos esperança de que o Senhor nos ajude. 

Eu, retirado, com a minha oração, estarei sempre convosco e, juntos, caminhemos com o Senhor, na certeza de que vence o Senhor!

Obrigado.

19/03/13

PARTICULARIDADES DO BRASÃO DO PAPA FRANCISCO (I)

Peço desculpa aos leitores pela carência de artigos mais importantes nestes últimos dias. Em breve voltaremos à "normalidade".

Saiu hoje o brasão do Papa Francisco, brasão com particularidades que não serão explicadas pela Santa Sé.

Até ao momento, Bento XVI foi o primeiro e único Papa que havia substituído a tiara papal por uma mitra de três níveis no seu brasão. Contudo, a mitra de três níveis é própria apenas para o uso do Patriarca de Lisboa (não como mero símbolo de brasão).

O Cardeal Patriarca de Lisboa António Cerejeira
Mitra dos Patriarcas de Lisboa
Para além dos Patriarcas de Lisboa terem esta "mitra do Patriarca de Lisboa", "mitra tiara", ou "mitra patriarcal de Lisboa", o seu brasão têm tiara e é ladeado de uma palma e um ramo de carvalho (os três símbolos do Patriarcado de Lisboa:

Brasão de D. Tomás de Almeida, I Patriarca de Lisboa (séc. XVIII)
Em 1963, o Papa Paulo VI abandonou a tiara papal, e em 2005 Bento XVI cria o seu brasão sem tiara papal mas com a mitra de três níveis. A actitude de Paulo VI não foi uma forma de negar aos pontificados vindouros a coroação papal, porque diz na Constituição Apostólica "Romano Pontifici Eligendo":  "o Romano Pontífice será coroado pelo Cardeal Proto-diácono e, no momento oportuno, irá tomar posse na Arquibasílica Patriarcal de Latrão, de acordo com o ritual prescrito" (Romano Pontifici Eligendo, Paulus VI, 1975).

Certo é que, desde Paulo VI, ainda nenhum Papa se submeteu ao uso da tiara. Bento XVI ainda foi encorajado com a oferta de uma tiara, oferta que muito dificilmente se repetirá no pontificado do Papa Francisco. É que depois do Concílio Vaticano II a linha de orientação é a de fragilizar certos pontos da doutrina fundamental da Igreja, neste caso o significado do Papado, e o Papado em si mesmo. Tende toda esta linha para uma certa democratização do poder, transformando uma monarquia "absoluta" numa monarquia parlamentar, ou até numa república.

O Papa Francisco nega-se até hoje a conotar-se como Papa, afirmando-se como mero Bispo de Roma, um "primus inter pares", portanto: isto dá ainda mais corpo às condenadas doutrinas que vão contra o sentido católico de "Papa", em outras palavras, uma anulação prática do Concílio Vaticano I (reforçada pela mediática e suposta "humildade" ao gosto do mundano.

Apresentação do brasão de Francisco
Os leitores não tenham dúvidas: a corrente de pensamento do pós-concílio está a operar lentamente as suas ideologias a respeito do Papado já condenadas pela Igreja.
Basta de dizer por todos os lados que "é por humildade".

"1823. Se, pois, alguém disser que o Apóstolo S. Pedro não foi constituído por Jesus Cristo príncipe de todos os Apóstolos e chefe visível de toda a Igreja militante; ou disser que ele não recebeu directa e imediatamente do mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo o primado de verdadeira e própria jurisdição, mas apenas o primado de honra – seja excomungado." (Concílio Vaticano I)

17/03/13

PORQUE GOSTAM DISTO EM FRANCISCO! (I)


Inadaptação!?

Há um fenómeno curioso no clero "pós-conciliar" vindo de famílias ou ambientes de "menor costume". Uma parte maioritária desses nunca aceitaram verdadeiramente e humildemente tal desvantagem e, quando ascendem, tendo ao seu encargo muitos preceitos e modos, costumes milenares, e gente de maior proveniência e de modos mais altos, tudo lhes parece pouco familiar. Assim, com receio de falhar, optam por:

- Relativizar [dispersar]os modos e costumes - podendo chegar à ridicularizarão;
- Prégar muito uma humildade exterior que iniba o uso de honradas manifestações e os modos dos quais tentam fugir;
- Pregar muito mais a pobreza material que o desapego no uso dos poucos ou muitos bens;
- Tendem a reduzir a ordem das diferenças (hierarquia) a uma igualdade ao nível do que esteja estabelecido pela sociedade moderna, pelo menos (pois é a referência que têm e à qual não têm matéria para fazer oposição ou lhe tomar a rédea).

Etc...

Isto é o que recolho da minha alguma experiência.

Há casos muito exemplares de sacerdotes das proveniências referidas que fazem o que é realmente católico: têm-se por menos (isto sim é humildade), submetem-se à realidade do que são e onde Deus os colocou, discretamente vão absorvendo o que lhes falta acabando assim por ganhar um extraordinário entendimento e serena integração nos modos e costumes e desempenhar em completa idoneidade a sua missão e papel.

Infelizmente, aqueles sacerdotes aqui descritos inicialmente, levam até às últimas o seu orgulho disfarçado aplaudido por aquela parte do povo que sofre do mesmo mal.

Parece-me que o Papa Francisco poderia ter dado um bom exemplo ajudando a travar esta falsa humildade destrutiva em moda. Mas enfim... Deus assim quer...ou permite para nossa cruz!

13/02/13

O PAPA FOI OBRIGADO A ABDICAR?

“O Pontificado do Papa Ratzinger não foi simples. Já em 10 de fevereiro de 2012, um jornal italiano, “Il Fatto Quotidiano”, publicou um documento segundo o qual Bento XVI corria o risco de um atentado. Este artigo provocou um escândalo. Viemos à redação do jornal para perceber o que se passou”.

No dia 10 de fevereiro do ano passado, a manchete do “Il Fatto Quotidiano” fez tremer a Igreja Católica. O jornal revelava uma rede de relações perigosas e anunciava a morte de Bento XVI, no prazo de um ano. Segundo a direção do jornal, na altura, o porta-voz do Vaticano ameaçou processar o quotidiano, mas depois desistiu da ideia.

“ O padre Lombardi foi obrigado a admitir que o documento de que falámos existia realmente, mas disse que não devia ser tido em consideração, que era uma fantasia. Neste momento, constatamos que é o contrário, que as informações sobre as lutas clandestinas no interior do Vaticano eram reais”, afirma o diretor, Antonio Padellaro.

O artigo revelava as relações azedas entre Joseph Ratzinger e o seu secretário de Estado, Tarcísio Bertone e as alegadas declarações do cardeal Paolo Romeo, na China, segundo as quais, o Papa teria apenas um ano de vida.

Citando fontes internas da Igreja, o jornal referia que Bento XVI estava a preparar o arcebispo de Milão, Angelo Scola, para lhe suceder, mas que este conta também com muitos inimigos no seio do Vaticano. (Copyright © 2013 euronews)

 Veja o vídeo AQUI

06/01/13

SEDEVACANTISMO MILITANTE E MODERNIMSO - BREVE NOTA

Papa João Paulo II

Pego num texto de auto-defesa do Dr. Arnaldo Xavier da Silveira, que redigiu como resposta a D. Gerhard Müller (Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé):

"Nunca o fui, embora um ou outro comentarista pouco atento tenha pretendido ver traços de sedevacantismo no estudo sobre a possibilidade teológica de um Papa herege que faz parte de meu livro “La Nouvelle Messe de Paul VI, Qu’en Penser?” (Diffusion de la Pensée Française, Chiré-en-Montreuil, França, 1975). Com base na boa e tradicional teologia dogmática, não vejo que, em relação aos Pontificados dos últimos decênios, tenha sido teologicamente possível, em qualquer momento, declarar vaga a Sede de Pedro (ver Paul Laymann S.J., +1635, “Th. Mor.”, Veneza, 1700, pp. 145-146; e Pietro Ballerini, “De Pot. Eccl.”, Roma, 1850, pp. 104-105). Se a Divina Providência me der forças, publicarei em breve um estudo sobre os erros teológicos das teorias sedevacantistas correntes."

É oportuno notar que hoje surge cada vez mais visível o problema da autoridade papal.

Parece-me que o sedevacantismo militante é um fenómeno do modernismo.

Acredita-se hoje que o Papa é de tal forma incontestável que se estende a sua infalibilidade para lá do dogma da infalibilidade, pois o não entendimento da natureza deste dogma levou a que, perante a grande crise que hoje os católicos atravessam, se queira atribuir ao Papa a IMPECABILIDADE, a SANTIDADE, e a INERRÂNCIA que, isso sim, são próprias da Santa Igreja. Isto é um "super dogma da infalibilidade papal"!

Os sedevacantistas militantes partindo do "super dogma da infalibilidade papal", ao verem que ele foi quebrado, concluem: "este homem não é Papa, certamente". Os modernistas que deplorem o sedevacantismo militante, partindo do mesmo super dogma e vendo um suposto erro do Papa concluem o contrário dizendo: se o Papa não erra logo o "erro" não é erro realmente, e as suas palavras forma mal interpretadas certamente.

Por agora é tudo...

10/11/12

CATOLICISMO NÃO É FUNDAMENTALISMO (II)

(Continuação da I parte)

FUNDAMENTALISMO
E
CATOLICISMO AUTÊNTICO
(P. Paul Natterer)

Pode encontrar-se o mesmo ou semelhante pensamento noutros estereótipos antitradicionalistas, inclusivamente no interior da Igreja. Em nota de rodapé recolhemos uma lista das obras de língua alemã mais recentes e importantes a respeito desta questão.

Sem dúvida pode demonstrar-se a existência de defeitos num sistema social ou numa comunidade social ou eclesiástica, porque tais defeitos são (por assim dizer) inevitáveis enquanto consequência da condição humana debilitada pelo pecado original. O egocentrismo, o egoísmo, a tibieza, o clericalismo, os erros de governo... todos eles representam um papel importante. Mas o específico desta crítica do fundamentalismo é que não são precisamente esses defeitos e essas debilidades o objecto dos virulentos ataques conta a Fraternidade S. Pio X e outros movimentos tradicionais na Igreja: o que é atacado é o seu espírito de fé missionária e a sua fidelidade às noções da Fé, de Igreja e de Cristianismo, imutáveis no atravessar dos séculos e transmitidas pela Igreja numa tradição histórico-teológica sem ruptura, desde a origem no Evangelho e depois através dos Padres da Igreja, da Idade Média, etc., até chegar a Pio XII. Queremos recordar a este respeito que o Card. Newman, no discurso intitulado Sobre as dificuldades dos anglicanos fala do "grandioso e evidente fenómeno histórico que me converteu: que desde sempre os nomes e os conceitos significassem o mesmo, desde então até agora". Referia-se às relações entre a Igreja de Pio IX (o Papa 'reaccionário' do Syllabus antiliberal, da infalibilidade papal e da Imaculada Conceição) e a Igreja primitiva, relações que permitem a exacta verificação histórica de uma identidade total na origem, na organização e nos princípios. A autobiografia de Newman (Apologia pro vita sua) culmina, no que concerne ao conteudo e ao estilo, na experiência da sua conversão.

Desde há aproximadamente dois séculos, a transmissão nunca interrompida da Fé é objecto de uma reinterpretação herética (cuja radicalização e amplitude eram desconhecidas até então) que a foram situando nos bastidores das correntes dominantes do pensamento moderno, que colocam em primeiro plano a aspiração à autonomia e ao subjectivismo. Trataremos este aspecto na segunda e terceira partes deste estudo; por momento bastar-nos-á assinalar que os protagonistas da crítica contra o fundamentalismo na igreja (como Beinert) partem de um ponto de vista essencialmente emancipador e evolutivo, ou até liberal-modernista. Por exemplo, Beinert sustem, em oposição ao juramento antimodernista de S. Pio X, que "o que tem valor na Igreja é uma verdade plural (assente no diálogo) e pessoal" (op. cit. pág. 37). O qual implica que a Verdade existiria apenas nem função da experiência do indivíduo, e por isso estariaria determinada pelas suas actitudes histórico-culturais.

07/05/12

QUERO SER MODERNISTA!...

Com os artigos publicados, contando com os ainda retidos, este é o milionésimo primeiro. Portanto, o marco dos 1001 artigos. Como comemorar estas "1001 noites" depois de um fenómeno lunar incrível? Nada melhor que um artigo pequeno e concentrado, tal como um monumento.

Dirijo-me em especial aos "tradicionalistas católicos", ou sei lá que nome dar, mas excluindo a versão de "tradicionalistas" que apareceu APENAS com o fenómeno Ecclesia Dei. Como se sabe, dizem agora que os "tradicionalistas" verdadeiros nada têm que ver com Mons. Lefebvre e sim com a Ecclesia Dei, contudo, a Ecclesia Dei é muito mais recente que os "tradicionalistas". Enfim...


Vou dar razões para que os tradicionalistas se convertam ao modernismo:

1 - Estar em plena comunhão doutrinal com Roma e com o Papa;
2 - Não ter de andar dezenas, centenas e até milhares de Km para ir à Missa;
3 - Acabar com o estigma de "excomungados";
4 - Não ter mais dores de cabeça pelo que dizem os familiares, amigos, e vizinhos;
5 - Poder ser levado à sério quando se diz "aceito o Summorum Pontificum";
6 - Poder levar à sério o Summorum Pontificum e frequentar as duas Missas;
7 - Acabar com a interior e permanente inquietação relativamente à graça de estado do Papa;
8 - Continuar a gostar de paramentos antigos sem haver preocupação de não haver dinheiro para os comprar;
9 - Poder ir à Missa em templos históricos;
10 - Poder pecar mais um pouquinho, e abraçar uma doutrina mais "tolerante";
11 - Poder ir para Seminários em qualquer parte do planeta e em edifícios históricos;
12 - Poder ser monge num mosteiro que é ao mesmo tempo milenar com internet e tudo;
13 - Poder namorar muito mais e casar muito menos, e não ter de andar tão preocupado com a escolha da noiva;
14 - As mulheres podem desobedecer a S. Paulo e não cobrirem a cabeça dentro do templo.

Por último, e para tranquilizar os mais escrupuloso, poderão continuar a criticar o Concílio Vaticano II em privado (apenas), pois o mal dizer é "permitido" desde que não seja em contextos muito formais e sérios, como aconteceu com o IBP.

Caro tradicionalista... converta-se já por completo... Mais vale hoje que andar a arrastar-se, e um dia ser conotado pelos seus netos como Maria-FOI-com-as-outras. Ouuuu ... não aceite nada disto.... é o melhor!

25/04/12

"JESUS DE NAZARÉ II" - PROBLEMÁTICO LIVRO DE BENTO XVI e A DOUTRINA CATÓLICA (I)


O livro de Bento XVI "Jesus de Nazaré II" é um monumento à ortodoxia católica? Será que repete as mesmas linhas de verdade ensinadas e transmitidas pela Igreja, ou segue o caminho de estranhas e recentes teologias?

É esperado que o livro de um Papa seja um monumento à ortodoxia que ele mesmo deve representar, e nada contrário a isso.

Como é absurdo que um Papa transmita uma doutrina contrária à da Igreja opondo-se aos próprios Apóstolos, aos Evangelhos, aos Padres da igreja, aos Doutores da Igreja e ao Magistério, é natural que os leitores católicos partam da ideia de um Papa ortodoxamente católico, e assim deve ser.

Antes de irmos ao livro, é preferível fazer alguma catequese.

A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS

"(...)Todos os livros que a igreja recebe como Sagrados e Canónicos, estão escritos total e completamente, em todas as suas partes, sob ditado do Espírito Santo, e visto que é impossível que qualquer erro possa coexistir com a divina inspiração, sendo a inspiração não só esencialmente incompatível com o erro, senão que exclui e afasta, absoluta e necessariamente, como impossível, que o mesmo Deus, Verdade suprema, possa enunciar o que não é certo. Está é a antiga e imutável Fé da Igreja, solenemente definida nos Concílios de Florência e Trento, e finalmente confirmada e mais expressamente formulada no Concílio Vaticano. Estas são as palavras do último deles: "Os livros do Antigo Testamento, e Novo Testamento da Vulgata latina, todos, com todas as suas partes, como foi indicado no decreto do mesmo Concílio [Trento], devem ser recebidos por sagrados e canónicos. E a Igreja os sustêm como sagrados e canónicos, não porque, depois de terem sido compostos pelo engenho humano, tenham sido aprovados depois pela sua autoridade, nem só porque contenham a revelação sem erro, senão porque, tendo sido escritos sob a inspiração do Espírito Santo, têm a Deus por seu autor. Assim, como o Espírito Santo usou os homens como instrumentos seu, não se pode dizer que tais instrumentos inspirados, porventura, caíram no erro, e não o seu autor principal. Porque foram movidos e impulsionados a escrever pela acção sobrenatural do Espírito Santo. Ele esteve presente para que eles escrevessem as coisas que Ele lhes ordenou, e só essas, de maneira que, entendidas por eles em primeiro lugar, logo quiseram firmemente escrevê-las fielmente, e, finalmente, expressaram, apta e inteligivelmente a verdade. Pelo contrário, não se poderia dizer que Deus tivesse sido o autor de toda a Escritura. Tal foi sempre a presunção dos PadresDisto se deduz que aqueles que sustêm que seja possível o erro em alguma passagem das Sagradas Escrituras, pervertem a noção católica da inspiração e fazem de Deus o autor do erro." (Proventissimus Deus - Leão XIII (20 a 21))

"(...) Também aqueles, que sustêm que a parte histórica da Escritura não descansa na absoluta verdade dos factos senão que se limita, como gostam de dizer, à verdade relativa, ou seja, o que a gente comummente pensava, não estão - como também não estão os critérios anteriormente mencionados - em harmonia com o ensinamento da Igreja, que está avalada pelo testemunho de Jerónimo e outros Padres".

Isto é exemplar do que se repete ao longo dos tempos na Igreja, faz parte da Tradição da Igreja, contudo as recentes teologias infiltradas nos seminários e cursos de teologia ensinam diferente e mais em conformidade com o protestantismo. Para que se veja, tomemos um dos manuais adoptados num instituto de Teologia (que goza até de fama de prudente e comedido, portanto, bem considerado) para a cadeira de Sagrada Escritura, e que é "Bíblia Palavra de Deus" de Valério Mannucci, para dar a entender que a Sagrada Escritura não é inspirada mas sem dizer literalmente tal coisa (reparem no tipo de palavreado mistificador, quase esotérico, que mais esconde do que aclara):

"Concluindo - Portanto, existe um mistério de inspiração que age no presente, dentro de nós, em torno de nós, sob os olhos da nossa fé: é a misteriosa, mas real, presença e acção do Espírito Santo, do Espírito do Senhor ressuscitado e vivo, sem o qual não se dá nem a fé nem a Igreja.

Viver e compreender este mistério diário de inspiração é a melhor premissa para compreender a inspiração da Bíblia com todas as suas consequências." (Caro leitor, conhece a tese protestante da inspiração presente daquele que está interpretando a Bíblia?...)

E com esta conclusão fica todo o capítulo resumido:

"Concluindo - O NT pronuncia-se formalmente sobre a inspiração divina das Sagradas Escrituras, isto é, sobre a origem divina não só do conteúdo dos livros da Bíblia, a Revelação de Deus, mas também do instrumento privilegiado que a conserva e a transmite. O próprio Deus está na origem dos livros sagrados, porque o seu Espírito infundiu neles. Este fato pertence ao ditado bíblico, especialmente neotestamentário, independentemente do como possa e deva ser compreendido (sobre a natureza da inspiração bíblica ver cap. 10). De outro lado, ele não deve ser separado da multiforme acção e moção do Espírito de Deus na história da salvação e na sua proclamação profética: "A inspiração escriturística nada tem a temer se for colocada no conjunto da inspiração bíblica da qual é uma parte, depois das inspirações pastoral e oratória. Mais ainda, só pode ganhar pelo realismo que a completa. Antes de ser escrita, a mensagem foi vivida e falada: esta experiência vital e esta palavra concreta ainda vibram no texto escrito, no qual são apresentadas como um maravilhoso condensado querido por Deus. Mas elas o precedem, o acompanham, o seguem, o superam e o comentam. Toda esta riqueza vem sempre do mesmo Espírito ... Vista nesta luz, a inspiração escriturística deixa de ser o carisma de uma pessoa particular que trabalha no absoluto e confia o papel "verdades" sugeridas a seu ouvido. Ela é, pelo contrário, o último tempo de uma longa acção do Espírito que, depois de ter preparado um plano divino-humano no qual a vida do Filho constitui o vértice, e depois de ter feito ouvir por todos os modos a voz do Pai até os últimos apelos do Herdeiro (Hb 1,1) confia tudo isto aos livros sagrados, destinados a alcançar todos os homens de todos os lugares".

Certamente que este tipo de texto baralhista, ocultista, dificulta a alguns leitores contemplarem o horror destes textos em oposição àqueles outros do Magistério da Santa Igreja Católica. Tomando ainda por referência os bons textos da Igreja, os dois iniciais, vamos agora ouvir Bento XVI no referido livro:

"A implicação (...) que encontramos no relato de Mateus (27:25), fala-nos de "todo o povo" e atribui-lhe o clamor pedindo a crucifixão de Jesus."

Segundo o Papa o "todo o povo" não tem como autor o Espírito Santo, e colocando-se nas teses da teologia protestantizada (já mostrada) e indo contra a teologia católica expressa tão claramente pelo magistério Papal anterior. Segundo Bento XVI, este "todo o povo" não pode querer dizer "todo o povo" e atribui tal falha não a Deus (claro que não), mas ao Apóstolo Mateus. Logo, rejeita a doutrina católica da Inspiração das Escrituras. Por outro lado, não há um único caso na história da Igreja onde um Papa, Padres da Igreja, Apóstolo, Doutor da Igreja, tenha interpretado como Bento XVI, e todos estes têm interpretado segundo o que Bento XVI tenta contrariar.

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