Vejo-me na obrigação de contribuir com o meu testemunho para que alguns entendam a situação dolorosa de alguns católicos.
Recebi o santo Baptismo um dia 5 de janeiro, dia de S. Telésforo, no santuário que agora foi elevado a Santuário Diocesano, pelas mãos de um sacerdote amigo da família e conhecido por ter liderado a povoação contra os intentos comunistas das movimentações consequentes do golpe militar do 25 de Abril de 1974.
Ao longo dos anos fui constatando que o "ambiente católico", e toda uma concepção da realidade que marcaram indelevelmente a minha infância e a infância de muitos católicos da minha geração (mais pelo testemunho dos avós e pessoas antigas do interior), tornou-se cada vez mais oposto às concepções promovidas pelas Mitras Diocesanas ou, por outro lado, as exigências impostas pelo mundo. Fui seminarista diocesano durante 12 anos (seminário menor e seminário maior).
Empenhei-me em saber como seria possível uma solução para o confronto das duas "mentalidades". Nunca me ocorreu uma mistura ou uma adaptação entre elas. Achava, como se ia achando em geral, que havia que esperar que a "mentalidade antiga" se fosse finando para que, definitivamente, pudessem brilhar as "ideias evoluídas" possibilitando de uma vez por todas a evolução e libertação da Igreja (que no nosso pensar significava o abandono das ideias e doutrinas "inúteis" que estariam a impedir tal evolução e seriam a causa de uma deficiente concretização do Concílio Vaticano II). Contudo, evidentemente, cada qual tinha memórias boas da boa gente antiga, da sua honesta piedade, a sua bondade e amor, conhecíamos estas boas experiências mas creio que nunca nos passou pela cabeça que tal não fosse meramente natural (como um fruto do envelhecimento).
Empenhei-me em saber como seria possível uma solução para o confronto das duas "mentalidades". Nunca me ocorreu uma mistura ou uma adaptação entre elas. Achava, como se ia achando em geral, que havia que esperar que a "mentalidade antiga" se fosse finando para que, definitivamente, pudessem brilhar as "ideias evoluídas" possibilitando de uma vez por todas a evolução e libertação da Igreja (que no nosso pensar significava o abandono das ideias e doutrinas "inúteis" que estariam a impedir tal evolução e seriam a causa de uma deficiente concretização do Concílio Vaticano II). Contudo, evidentemente, cada qual tinha memórias boas da boa gente antiga, da sua honesta piedade, a sua bondade e amor, conhecíamos estas boas experiências mas creio que nunca nos passou pela cabeça que tal não fosse meramente natural (como um fruto do envelhecimento).




