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11/02/17

"A VERDADE" - XXXIV - Moral, Emanação Divina

A VERDADE
ou
PENSAMENTOS FILOSÓFICOS
sobre os objectos mais importantes
Á RELIGIÃO, e ao ESTADO
 
por
Pe. José Agostinho de Macedo
 
LISBOA
Na Imprensa Régia
Ano 1814
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XXXIV
 
A Moral não pode ser o ditame da razão só;
deve ser uma emanação divina de princípios imutáveis
 
Ponhamos de parte por um momento o que respeita ao verdadeiro culto; baste por ora ter visto como os mais famosos Filósofos da Antiguidade hajam reconhecido como indispensável uma luz celeste, e sobrenatural para instruir os homens; tratemos unicamente da Moral. A razão, que os modernos Filósofos tanto exaltam, como fonte inexausta da verdade, chegando a dizer, que ela só basta para fazer os homens sábios, e conduzi-los pelos caminhos da virtude; esta razão, digo eu, despojada da Revelação, de quão funestos, e erróneos princípios tem sido fecunda matriz? O que conhece a História das nações, o que leu os decantados Códices da Moral, publicados pelos mais célebres mestres da antiga Filosofia, com facilidade se convence, que é mui débil a razão humana, e incapaz de conduzir o homem ao perfeito lume da verdade. Os antigos Legisladores, que conheceram que o homem autor das leis pode errar, e que os outros homens, que lhes devem obedecer, são mui fáceis em desconfiar de sua idoneidade, lembraram-se de corroborar, e sancionar suas leis com alguma ideia de emanação divina. Para lhes dar o crédito de justas, de sábias, de conformes à recta razão, idearam fazê-las derivar dos Numes. Minos se gloriava de haver recebido suas leis do próprio Jove; Numa da boca da Ninfa Egeira; Solon, e Lycurgo se diziam instruídos pelo próprio Apolo. Este facto prova, que o sentimento comum dos homens é não prestar respeito, e obediência às leis, quando são ditadas pelo arbítrio humano, e que as não julga justas, se não forem conformes aos princípios da lei Divina; e que unicamente a voz de Deus pode preservar a lei do erro, e da injustiça. A lei da Natureza existe escrita no coração do homem, diz o Filósofo, e não tem necessidade de socorro algum Divino para ser justo, para ser sábio, e para não errar. Mas eu respondo, que assim como vem de Deus o ditame da lei natural, não se pode negar, que o sentimento de nossa consciência, que se inclina à virtude, e que abomina, e detesta o vício, não se derive de um lume eterno; daqui nasce, que suposta em um Filósofo tanta virtude, que com ela possa reprimir todas as paixões para escutar a lei natural, sempre se deve dizer, que o homem está obrigado a Deus por justiça. Mas digam-me quais fossem os mais célebres Legisladores da antiguidade, e os mais decantados mestres da Moral, que não hajam caído em muito grosseiros erros de princípios, e de máximas! Burigni, depois de haver investigado com muita sagacidade, e destreza nos escritos dos Filósofos tudo o que tem dito de com sobre o dogma, e moral, termina confessando, que não houve uma só escola de Filósofos, que não sustentasse consideráveis erros, e que não existira um só entre tão decantados sábios a quem se não possam exprobrar vícios essenciais. Todos estes grandes homens escutariam, sem dúvida, a lei da Natureza, e o interior ditame da consciência; e com tudo erraram. Logo, o homem apelando unicamente à lei natural, não conhece bastantemente, nem entende a verdade. Será pois o erro inevitável? Um Deus sapientíssimo, essencialmente verdadeiro, e bom, deixará que o homem se reduza a tão mísera condição? Não se pode crer. Do que tenho dito se conhece, que é indispensável uma luz sobrenatural, que ajude a fraqueza humana; que Deus não negará esta luz; que a sua Providência não podia permitir, que o homem permanecesse envolto em tão espessas sombras.
 
O homem na Revelação conhece a sua insuficiência e volvendo-se ao que é luz verdadeira, e que ilumina todo o homem, que vem ao Mundo, sente, que a voz de Deus é uma chama para ser coração, e um facho aceso diante dos seus olhos, e de seus passos.

(Índice da Obra)

17/08/16

NA SERRA ALTA - INVERSÃO DO BOM SOLDADO


"Porque ela, de tanto acreditar-se na posição de defensora do bem, passou gradualmente a interpretar como mal tudo o que lhe desagradasse; havia começado bem, naquele tempo em que agrado e desagrado lhes coincidiam com bem e mal, e desejava que o seu sentir permanecesse sempre adequado à verdade. Sabe-se lá como...!  foi deixando de ordenar-se assim como antes, e começou a fazer depender as coisas em seu redor, e ordená-las a si mesma!"
(na serra alta - J. Antunes)

26/05/16

A VERDADEIRA NOBREZA (III)

(continuação da II parte)

Capítulo II
Do Amor de Deus

O Amar a Deus é uma renunciação de todos os vícios, e um oferecimento da própria vontade a Deus, a quem se há de amar sobre todas as coisas, como bem o mostrou o Patriarca Abraão quando levava a seu filho Isaac ao sacrifício. E esta virtude é mais nobre que a Fé e a Esperança, porque aquela olha a Deus com escuridade e como debaixo de um véu: e esta olha-O como a bem árduo que ainda não possui, mas o espera possuir; e olha-O com algum interesse, porque o quer para si, isto é para sua própria perfeição; o qual em sua maneira pertence ao amor, que os Teólogos chamam de concupiscência, mas a caridade ama-O com amor de verdadeira amizade, que é com amor puro, e desinteressado, porque ele consigo só se contenta, e não tem respeito a interesse. Nenhuma diligência por si só é bastante para alcançar esta virtude, porque é obra e dádiva graciosa de Deus, e principalíssima entre todas as suas dádivas; e assim diz o Apóstolo: a caridade de Deus se há infundido em nossos corações por mão do Espírito Santo, que nos foi dado: de forte, que como o santo Espírito é entre as pessoas divinas essencialmente amor, esse mesmo é o que desce na alma do justo, e o que influi, e cria nele este hábito celestial, que o inclina, e move a amar a Deus, o que se alcança com mortificações, e penitência, significadas naquela circuncisão geral, que mandou Deus fazer a Josué em todos os filhos de Israel passado o Rio Jordão quando entravam na terra de promissão. Porque esta para onde todos caminhamos nesta vida pelo deserto da penitência, é a perfeição da caridade, na qual ninguém entrará, senão depois da circuncisão geral do amor próprio, com todos os outros males, e imperfeições que nascem dele, e com uma alma e corpo mortificados, e livres de todos os amores e refrigérios sensuais, porque só em Deus havemos de empregar todo o nosso amor, e pensamento, sobre todo o outro mundano. Quem ama a seu pai, mãe, ou filho mais que a mim, não é digno de mim, disse Cristo: e noutro lugar disse que o primeiro e maior mandamento é amar a Deus de todo o coração. Assim amou Ele ao mundo, que deu seu unigénito Filho, para que todo o homem, que nele crê, e o amar, nem pereça, mas tenha vida eterna. Os que o amarem, e guardarem seus preceitos, usará com eles de sua misericórdia compridos anos na sua posteridade. Amarás a teu Deus e Senhor de todo o teu coração, alma, e forças. Falando Moisés com o povo Hebreu lhe diz, que te pede Deus, senão que o ames, e o sirvas com todas as tuas forças? Ama àquele que te fez (diz o Sábio). E noutra parte porque David seu pai louvou a Deus, e O amou lhas deu contra seus inimigos. E com este Real Profeta digamos: Assim como o veado deseja as fontes das águas, deseja minha alma a Vós meu Deus; teve ela sede de Deus vivo, quando virei, e aparecerei ante a face de meu Deus; ame-Vós eu Senhor fortaleza minha, minha firmeza, meu refúgio, e meu libertador. Da Madalena disse Cristo, que se lhe perdoaram muitos pecados, porque muito amou. Aquele que é maior no amor de Deus, é o que atrai mais este mesmo amor. Tanto Ele paga do que lhe temos a Ele, que três vezes perguntou o Redentor do mundo a S. Pedro se o amava, antes de torná-lo Pastor de suas ovelhas. Neste amor consiste toda a verdadeira nobreza, porque assim como Deus é fonte de todos os bens, assim sem ele, não há uma pequena sombra de felicidade. Nele está toda a honra, e quem de verdade O ama, nele se transforma, prerrogativa própria de amor. A alma mais verdadeiramente está onde ama, que onde anima, porque a condição do perfeito amor é ter todos os sentidos na coisa que ama, e estar todo unido, e transportado nela. Assim o está o que deveras ama a Deus, segundo é caridade, e o que está em caridade está em Deus, e Deus nele, com que será honrado, e nobre. Não é outra coisa sê-lo, que viver virtuosamente, porque a honra é uma dignidade adquirida por virtude, esta é o prémio daquela, a qual não há-de ser herdada, nem havida por infortúnio doutrem, senão por si mesma, que se alcança a mandou Deus na guarda dos seus preceitos; porque o amante deseja agradar à coisa amada. Dos preceitos divinos mana toda a virtude. Nobres e honrados são os que os têm por fim de suas honras. Neste amor não há temor de ausência, que é uma das suas cruéis penas, com esta segurança se ama seguramente. A Deus se há de amar com recato, doce, forte, e prudentemente, de maneira que como só nele é a verdadeira nobreza, segue-se que quem o amar, e imitar, será nobre, honrado, e feliz.

(continuação, IV parte)

02/12/14

CONTRA-MINA Nº 10: Seita Universal (III)

(continuação II parte)

Seria fastidioso querer dar, posto que fosse uma noção genérica dos trabalhos da Convenção, e de seus principais Oradores, que todos requintáram sobre os de primeira, e segunda Assembleia, como era de esperar, e como se viu na nossa segunda, que, nos seus Preopinantes escoohidos a dedo, encovou a primeira, sem que lhe faltassem os Lakanais, os Barreres, os os Danous, que enunciassem ideias novas, e peregrinas sobre a educação da mocidade... Quando a França nadava em sangue, já se colhia o fruto da Maçonaria ou do Ateísmo; e os dias de Robespierre são a prova terminante, de que já se tinha realizado em grande parte o sistema do ímpio Mirabeau, e de que se entornava sobre Paris, e outras Cidades populosas o cálice da vingança Celeste; pois que outra que a França via cair diariamente, só na primeira daquelas Cidades, um cento de cabeças, acudindo esse Povo iluso a tão medonho espectáculo, como acode o Português (pelo que não é digno de louvor) a uma corrida de Touros!!

Chegaram outros dias aparentemente mais serenos, porém tão contrários à instrução Religiosa, como tinham sido os primeiros, de que pastará das um argumento, que vem no Relatório de João Debry (o que escapou à matança de Rastad) apresentado a 23 do Vindemiario, ou mês das vindimas, ano 6º, pois já tinha desaparecido da França tudo quanto era nome Cristão, ou que despertasse a lembrança do Cristianismo [apenas de modo oficial, visto que sempre houve grandes resistentes que fugiam à visibilidade]; já tinham cessado inteiramente as Festas Cristãs, que eram substituídas pelas Cívicas. (tivemos guardas assim chamadas, e pouco tardariam as Festas.) Para desenfado meu, e de alguns leitores ponho aqui um brevíssimo catálogo das tais Cívicas...

Festa da Fundação da República, no 1º do mês das vindimas;
Festa da Mocidade, a 10 do Germinal;
Festa dos Maridos, a 10 do Floreal;
Festa do Reconhecimento, a 10 do Prureal;
Festa da Agricultura, a 10 do Misidor;
Festa da Liberdade, a 9 e 10 do Thermidor [ver o calendário dos revolucionários, aqui]

Tudo isto é substanciado da Lei de 3 de Brumário, ano 4º, que foi o derradeiro acto, ou remate dos trabalhos da Convenção; e ainda que estas Cívicas, apesar do atractivo da licença de costumes, e de muito dinheiro, que neles se consumia, para se tornarem aparatosas, e exaltarem a imaginação dos assistentes, e do engodo de banquetes fraternais, determinados na própria Lei, nem por isso medraram, e nunca tiveram aquela voga, e aplauso, que em melhores tempos haviam conseguido as Festividades Cristãs, ficou todavia como reinando em França o Ateísmo, pelo menos prático, da maneira que o tal Debry falava com a sua gente, e não dava o menor escândalo aos seus ouvintes, arengando-os pela maneira seguinte.

"A Realeza tem subido em audácia, destruindo em proporção do que nós edificámos: o fanatismo ulcerado, (coberto de chagas) está rondando em trono da infância, para fazer brotar nesses corações singelos o ódio à República, e o amor da superstição. Combatamos fortemente estes inimigos da felicidade Social; e ainda que não fossemos senão membros do Corpo Legislativo, ainda que fossemos só vinte, poderíamos dizer com os Exércitos Franceses, quando falam dos Tiranos "chegou-lhes a sua hora". Ah! se é necessário uma superstição, seja a nossa a da Liberdade, criemos este fanatismo de maneira, que a Constituição, e a República levem todas as nossas homenagens, e distribuam como lhes aprouver todas as recompensas."

Não é preciso que eu me demore a comentar este fragmento de eloquência Liberal, que contém nada menos que o verdadeiro Alcorão do Maçonismo; e que leais seriam as escolas formadas nesse tempo, e sob tais direcções, e auspícios? Escolas de Ateísmo, em que nunca se passou de cantigas Patrióticas, ou ímpias, e da nova Moral Republicana, que é uma coisa assim chamada, com que se cobrem os mais nefandos delitos, e as mais desconhecidas atrocidades. Parece-me justo dar aos meus leitores uma noção, posto que mui sumária, dessa tão apurada Moral, que se aprendia em França pelos anos de 1798, e 1799, e reparem nesta data, para saberem os anos, que contam agora muitos Franceses imbuídos nesta Moral. ora quando se trata dos nossos deveres para com os outros homens, que coisa mais respeitável aos olhos da Moral Cristã do que a propriedade? Furtar, ser ladrão, eis aqui umas prendas, que ninguém quer nos seus filhos, e nos seus amigos, e que são geralmente detestadas; porém a benigna Moral Republicana segue um rumo diferente; senão haja vista ao Livro Magistral, a um dos melhores Compêndio de Moral, que se tem escrito no Mundo, Compêndio que não mostra que o seu Autor seja, ou deixe de ser Católico, e que em todo o caso prova, que o seu Autor não era Ateu, quer dizer a Lei natural, ou Catecismo do Cidadão Francês, que os nossos Demagogos de 1820 quiseram que fosse o Catecismo Português, que saiu à luz com licença da Comissão de Censura!! Ora o juízo recém feito, ou acima escrito sobre tal produção de trevas, é de um Realista, defensor da Causa de Luís XVIII de França, e nomeado por este Soberano para uma Cadeira de História no Colégio de Luís o Grande!!! (Veja-se a Biografia Universal, tomo 49 - impressa em Pais (1827) pág. 443) Já eu disse no meu "Punhal dos Corcundas", que este Livro, que não tem nada contra a Religião Cristã, ensina positivamente, que a Fé é a virtude dos tolos, e agora direi mais alguma coisa, para que todos os Proprietários deste Reino estejam à lerta, para se acautelarem da negra sorte, de que os ameaça o infernal Maçonismo, ou Liberalismo.

"A Lei natural (pergunta do Catecismo Volneyano) proíbe o furto? Reposta: Sim, porque o homem que rouba outro, dá a este o direito de o roubar; desde o que não haveria segurança na propriedade, etc." 

Conde Volney

Que zombaria tão clara dos preceitos da lei natural, e Divina? Se o roubo é ilícito meramente por se arriscar nele a propriedade do ladrão; no caso de que este faça bem o seu papel, ou tome bem as alturas ao negócio, de maneira que fique seguro, de que não será inquietado por tal motivo, ai o temos livre de todos os receios, e temores; pois logo que se dissipe toda a apreensão de ser acometido, ou roubado por aquele a quem roubou, nada o poderá conter; e por isso a Lição do Catecismo parece mais talhada para benefício dos salteadores, que para segurança dos ricos, e proprietários. Todo o caso está em que o fruto seja feito com arte, visto que não é o mal do fruto, o que se deve temer, porém o subsequente perigo, de que o que foi roubado possa fazer o mesmo a quem roubou. O Catecismo, apenas foi posto em linguagem [vernáculo], deveria ser logo o Compêndio do suso dos ladrões do Pinhal de Azambuja, e de outras que tais quadrilhas, que, se necessitassem de Comandante, poderiam achar ais que um Discípulo de Volney, tanto em palavras, como em acções, nos Augustos Representantes nos Soberanos Congressos.

02/02/13

DA OBEDIÊNCIA (III)

(continuação da II parte)



 


LIÇÃO XIV
Da Obediência

Muita adversidade experimentaram os filhos desobedientes, dos quais referiremos alguns exemplos que sirvam para escarmento, como os outros para imitação. Diga-o a maldição que fulminou o velho Noé sobre seu filho Cam pela desobediência que sua geração, e foi a primeira servidão, que se introduziu no mundo, mas também serem seus irmãos melhora dos na herança, e bens: Genesis cap. 9. Diga-o Rúben, que pela desobediência com que tratou a seu pai Jacob perdeu o morgado, o sacerdócio, e o Reino: Genes. cap. 9. Diga-o Absalão, que pela desobediência de seu pai David morreu desastradamente enforcado numa árvore lib. 2 Regum cap. 18. Digam-no aquele sete filhos de quem escreve Santo Agostinho de civitate Dei lib. 2 cap. 8 que sendo amaldiçoados por sua mãe por terem-na injuriado ficaram com um termo de Pelesia tão horrendo, e horrível, que era espanto de quantos os ouviam; e passando-se alguns dias sem passar aquele acoite tão estranho, e não podendo os padecentes sofrer a admiração do povo, se foram desterrados de sua pátria vagando pelo mundo como outro Caim fugindo à vista de seus parentes, e conhecidos.

Dêmos uma vista às histórias humanas, e veremos um pouco do muito que escrevem os historiadores: e diga-o Crano filho do Imperador Cloratarlo, que pagou o haver desobedecido a seu pai com morrer queimado vivo dentro de uma casa com todos os seus filhos, mulher, e criados, como escreve Aimin de gestis Francorum lib. 2 cap. 30. Diga-o D. Sancho filho de D. Jaime I de Aragão, que pagou a rebelião, e desobediência de seu pai morrendo no rio Cinga, que como verdugo o arrebatou com suas ondas sepultando-o nelas desastradamente. Diga-o Salim filho de Bacaleto, que desobediente e rebelado contra seu pai com ambicioso desejo de Reinar lhe apresentou batalha, na qual foi vencido, e poucos anos depois veio a morrer no mesmo lugar. Diga-o Besso, de quem escreve Plutarco in lib. de fera muminum vindicta que matando a seu pai com tanto segredo, que o não viram mais que umas andorinhas, estas o perseguiram em toda a parte chamando-lhe traidor de maneira que a ele lhe veio a crescer tal ódio, que aonde as via tratava de as matar; e sendo repreendido de usar tal tirania, respondeu, que estas andorinhas lhe levantavam um falso testemunho de que havia morto seu pai, de que dando-se conta a ElRei, e examinado Besso, veio a confessar o crime, e foi por ele como merecia castigado. Quais forem os filhos para seus pais, diz o Espírito Santo no cap. 3 do Ecclesiastes, tais serão seus filhos para com eles, o que também conheceu o historiado Romano Lúcio Floro, que disse que naquela moeda em que os filhos pagarem o amor, e obediência devida aos pais, nessa mesma lhe corresponderão seus filhos ao merecido agradecimento: Quequaestipendia parentibus impenderis, eadem a filiisexpecta. Isto se viu experimentado na célebre Cidade de Lisboa, onde um mau filho arrastou por uma escada a baixo a seu pai,mas permitiu Deus que este filho tivesse igual castigo, porque deste mau filho nasceu outro que pondo mãos em seu pai, o levou arrastado da mesma sorte pelo mesmo lugar, até que chegando a certo passo disse, basta filho, basta, que já entendo o castigo da Divina justiça, basta, que até aqui arrastei eu também a meu pai, esta é justíssima providência do Céu, muito bem está ordenado que quem tal fez, que tal pague.

(continuação, aqui)

29/11/12

EM NOME DE UMA FALSA VERDADE

 "Vai ouvir as verdadinhas todas" - ouvimos tantas vezes dizer isto, sobretudo a rapariguinhas. Evidentemente que estas "verdadinhas" são uma deturpação do conceito "verdade", deturpação conatural ao azedume, e usada como forma cobarde de poder. Tal actitude chega a ser tão pouco caridosa que se desresponsabiliza de toda a má consequência que advenha deste dizer as "verdadinhas".  Comportamento íntimo da mesquinha irritação, por vezes acto de vingança fingidamente autorizado por suposto dever de dizer a verdade seja como for e quando for: a única regra que ali parece existir é a satisfação pessoal. Nunca essas pessoas vestem com tanto empenho a pele de "defensores da verdade"! Este uso de suposta verdade, é, ao fim e ao cabo, uma abuso contra a verdade, é uma falsidade afastada do "viver em verdade" e o "agir em verdade".

Os fins não justificam os meios, nem os meios justificam os fins... - assim o sabemos da moral.

Bem poderíamos chamar a esse mau uso da verdade "verdade de Satanás", da mesma forma que, com a factualidade e as afirmações verdadeiras, também a besta engana - e assim diz o povo: "com a verdade me enganas". Ora, a "verdade" retirada do seu contexto de bem, de amor, de beleza, de justiça, não pode ser Verdade nem produzir bem, nem justiça, nem ordem, nem beleza, nem amor. Há que distinguir, portanto, entre "verdade" de coisas como "factualidade" ou "verdadeiro".

Não pretendo fazer aqui profundas demonstrações e explicações. Apenas faço um alerta para que muitos possam sair de certos erros muito difundidos, de certos vícios muito enraizados e acalentados por certos grupos, e pela sociedade moderna em geral.

31/10/12

DA OBEDIÊNCIA (II)

(continuação da Iparte)



 


LIÇÃO XIV
Da Obediência

As letras humanas nos oferecem um Eneias que, na descrição de Troya, salvou em seus ombros a seu pai Anchizes. Um Aphinomo um e Anapias, que levaram seus pais em ombros quando, em Sicília, o monte Etna vomitou tais rios de fogo que abrasava os campos e as cidades. Um Simon Atheniense, que se fez cativo e entregou-se ao rigor de uma dura prisão por dar sepultura a seu pai Melquiades, morto no cárcere. Um filho de Manilo, que, com as ameaças de morte, obrigou ao Tribuno Pompónio a jurar não acusar mais ao dito seu pai por haver desterrado sem causa. A um filho de Crésso, que sendo mudo rompeu em palavras, ainda que não vem articuladas, mas bastantes para se entenderem e avisar a seu pai do perigo, e aos que o queriam matar para que soubessem que era Crésso. Aquela romana, que no cárcere sustentou com seus peitos a seu pai condenando à morte de fome. A um Metélo pio, que com lágrimas e rógos impotunos alcançou dos Romanos o perdão para seu pai. Aos filhos do mesmo Metélo, que sendo deserdados de seu pai por testamento público, foram eles tão obedientes que, quando morreu, podendo anulá-lo, quiseram antes ficar sem herança que contradizer a vontade de seu pai. A um António filósofo, que adoptado por Adriano César e feito companheiro no Império, nem por isso se lhe levantaram os pensamentos com a dignidade nova, mas se ficou com a reverência e respeito que tinha a seus maiores. A um Constantino em tudo grande, mas maior que nenhum em reverenciar sua mãe. A uma Donna filha de Pitágoras, que não quis entregar os escritos de seu pai oferecendo-lhe grande soma de dinheiro, de que muito necessitava por ser muito pobre, para não faltar à obediência de seu pai, que lhe havia ordenado que não entregasse nunca os seus escritos. A um D. João II, que tendo começado a reinar por ordem de seu pai, D. Afonso V, no tempo que este foi para França, lhe restituiu o Reino e lhe beijou a mão no regresso, não obstante que seu pai lhe largava o Reino contentando-se só com o do Algarve com a maior modéstia e obediência que somente achamos imitada do Imperador leão II, com Zenon deu pai: e todos estes filhos colheram tantos frutos de sua obediência que, no decurso de toda a sua vida, lhes sobraram felicidades, que deixamos de repetir por serem muito sábias e também por necessitarem de alargar o texto.

(continuação, aqui)

23/10/12

DA OBEDIÊNCIA (I)


LIÇÃO XIV

Da Obediência

A obediência é uma sujeição da vontade; é um hábito do obedecer aos preceitos que dita a razão; é um hábito de obedecer aos preceitos e mandados daqueles a quem, pela lei, pelo direito, e pela razão fomos obrigados a obedecer; é uma mãe de ventura, é a felicidade da República, é a quietação e sossego do mundo, é a alma dos governos, é o pai dos póvos, é muro incontrastáve dos reinos, é fortaleza inexpugnável das Cidades, é virtude que tudo alcança: sem obediência nada se conserva, com ela tudo persiste; sem a obediência tudo se altera, com ela tudo permanece; sem obediência tudo se perturba, com ela tudo floresce; sem obediência não há Rei que governe, Capitão que vença, Mestre que ensine, com ela governa o Rei, vence o Capitão, ensina o Mestre.

Entre os preceitos da tábua segunda da lei Divina tem o primeiro lugar a obediência e amor dos Pais. A mesma ordem guardou Platão nas leis da sua República, o qual depois da veneração, e culto dos Deuses pôs logo em segundo lugar o respeito dos Pais, e maiores: Dialog. 4 de Legib. Também os Poetas falaram do amor, e obediência que devem ter os filhos aos Pais conhecendo o ser que dele receberam. Wem:

Sum tua caro, pater, tua sum caro, mater, in una Carne mea duo vos estis, et una caro.

Das aves, chamadas Meropes, escreve Aristóteles, na história dos animais lib. 9 cap. 13, que sustentam os Pais não só quando velhos senão que também em tempo de enfermidade lhe servem de liteira com suas asas para que não caiam e desfaleçam. Isto mesmo se traz comummente das cegonhas e de outras aves chamadas cúcuphas; e das aves chamadas pides escreve S. Basílio no livro de Honore Parentum. E se as aves e animais guardam este direito natural, que é justo que faça um homem capaz de razão, cheio de tantos mistérios como Deus nele descobriu, e a quem disse no cap 30 do Ecles. que tomasse a velhice dos pais, e que nao se entristecesse com a sua vida, senão é que seja mais insensato que as feras, mais desconhecido que os brutos, mais ingrato que as aves, para que lhe diga Seneca lib. 3 De Beneficiis não amar os Pais é impiedade, e não os reconhecer imfamia, e diz o mesmo que o pai quando bom se deve amar, e ainda que o mão se deve sofrer. Ames parentem, si aequus est, sin altier, feras.

Desobedecer a um pai cujo amor não há, como dizem os Juristas, outro que o possa vencer; a um pai cujo cuidado na criação dos filhos não há outro que o iguale; a um pai que todo se desvela em adquirir bens para deixar-lhes, honra, créditos, e fama com que possam melhor passar a vida, é de ímpios sem lei, sem razão, sem conhecimento; negar a obediência a quem as as aves e animais o reconhecem, é brutalidade, é fereza, é loucura qualificada contra as plantas, contra as feras, contra os elementos, contra os homens; contra Deus, que é bastantíssima razão para não cair em tanta barbaridade. Diz  S. Paulo no cap. 3 aos Colocenses, que os filhos obedeçam aos pais em tudo, para o que não move com cargas de razões, senão que sobra e basta que Deus o queira. Sócrates ao tempo de sua morte encomendou a seu filho Lamproêo que amasse e estimasse muito sua mãe, e que obedecesse, dizendo que o amor mais forte que o de uma mãe, que os cuidados mais contínuos, que trabalhos mais prezados; de dia trabalha, de noite se desvela, todo o ano é desentranhada, toda a vida se emprega na sua criação, na sua honra, no seu sustento: Tobias cap. 4 Aristoteles lib. 8 Ethicor. cap. 14 E o nosso poeta diz, que os filhos que negarem a obediência a seus pais serão desobedecidos de seus filhos, porque por aquele caminho por onde pecamos nos vem do Céu o castigo:

Qui cuipis senex, charos venerare parentes,
Qua patri facies, filius ille tibi.

Muitos exemplos nos oferecem as letras Sagradas e humanas de filhos obedientes, dos quais nos pareceu referir alguns para que aproveitem à imitação deles. E começando pelas letras Sagradas se nos oferece um Isac, que sendo levado por seu pai Abraham ao monte para sacrificá-lo, todo humilde, e obediente se deixou atar as mãos, e vendar os olhos, e por sobre seus ombros um feixe de lenha, levando com ânimo os primeiros tragos da morte. Um José que suportou sabia o mal que lhe queriam seus irmãos, e o muito que desejavam ter ocasião de o matar, todo obediente, e humilde se foi buscá-los ao campo onde o mandou seu pai Jacob. Um Samuel, que sendo de pouca idade, todo obediente e humilde, ficou-se em serviço do Sacerdote Heli por mandado de Ana sua mãe: muitos outros exemplos poderíamos referir, mas não o permite a brevidade.

(Continuação, aqui)

13/04/12

NUESTRAS OBLICAGIONES PARA CON DIOS (áudio em castelhano)

Da autoria da Rádio Convcción (Chile).

MORAL CATÓLICA
"Nuestras obligadiones Para Con Dios"



Pode descarregar o áudio aqui (instruções: clique em "Download Now", aguarde 20 segundos até que apareça "Download file now", onde há de clicar).

12/02/12

EL MAL MORAL Y LA NATURALEZA DEL PECADO (áudio em castelhano)

Áudio da autoria da Rádio Convcción (Chile).

MORAL CATÓLICA
"El mal moral y la naturaleza del pecado"



Pode ainda descarregar o áudio aqui (instruções: clique em "Baixar Agora" > "Slow donliad" > aguarde 50 segundos até que apareça "Baixar o arquivo agora" onde há de clicar por fim).

MANDAMENTOS - MORAL CRISTÃ - CATECISMO (I)



CAPÍTULO I

MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS

§1.º Mandamento da Lei de Deus em Geral

161. - Que são os mandamentos da lei de Deus?
Os mandamentos da lei de Deus ou Decálogo são as leis morais que Deus no Antigo Testamento deu a Moisés no monte Sinai, e que Jesus Cristo aperfeiçoou no Novo.

162. - Que é que nos impõe o Decálogo?
O Decálogo impõe-nos os mais estritos deveres da natureza para com Deus, para comnosco e para com o próximo, como também os outros deveres que deles derivam, como por exemplo, os do próprio estado.

[Apontamentos: Os mandamentos são leis morais que Deus deu. Por "lei" deve entender-se a ordem que o legítimo superior dá sobre o que se há-de fazer-se ou evitar-se. É portanto uma norma, uma medida das acções segundo a qual se impele a fazer ou a não fazer uma coisa determinada. Assim Deus dá estas normas para que o homem se oriente ao bem e não ao mal, por isso estes mandamentos determinam claramente o que é bem e o que é mal e assim são morais. São lei natural que Deus imprimiu na nossa alma e que é regra da moralidade de TODOS os actos e leis humanas. Os mandamentos foram dados a Moisés para todos os homens, em especial para os hebreus. Deus deu outras leis próprias para os hebreus tais como as cerimoniais e as judiciais que estavam assim condicionadas a sua natureza, o que não acontece com as morais. Com Nosso Senhor, as morais foram completadas e aperfeiçoadas e as restantes cessaram. Um exemplo do aperfeiçoamento, nos preceitos morais, é que os mandamentos, alem de se aplicarem às obras devem ser aplicados ao domínio do pensamento. Os mandamentos devem ser bem estudados.]

163. - Os nossos deveres para com Deus e para com o próximo a que se reduzem?

Os nossos deveres para com Deus e para com o próximo reduzem-se à caridade, isto é, ao "máximo e primeiro mandamento" do amor de Deus, e ao outro "semelhante" do amor ao próximo: "destes dois mandamentos, disse Jesus Cristo, depende toda a lei e os profetas". (S. Mateus, XXII, 38-40; Fórmula 14)

164. - Porque é que o mandamento do amor de Deus é o máximo mandamento?
O mandamento do amor de Deus é o máximo mandamento porque aquele que o observar, amando a Deus com toda a sua alma, observa certamente todos os outros mandamentos.

[Apontamentos: Temos deveres para com Deus, nosso supremo Senhor e Pai, e para com o próximo temos dever de caridade (ou seja, ao amor: amar a Deus de todo o coração e sobre todas as coisas; amar o próximo como a nós mesmos por amor de Deus). Os mandamentos estão dispostos por grupos e por ordem de importância. Os 3 primeiros referem-se directamente a Deus: como Criador (ser-Lhe fieis), como Pai (respeitar o Seu nome), Senhor e Dominador (servi-Lo e honrá-Lo). Os deveres que tempos para com Deus devem-se pelos Direitos que Deus tem. Há que amar sinceramente a Deus sobre todas as coisas.]

165. - Os mandamentos da lei de Deus podem observar-se?
Os mandamentos da lei de Deus podem observar-se todos sempre, ainda nas tentações mais fortes,com a graça de Deus não nega nunca a quem o invoca de todo o coração.

[Apontamentos: Deus não manda em sua lei coisas que não possam ser feitas. Aqueles que consentem em não guardar os mandamentos estão ameaçados com o inferno eterno. É importante dizer, sobretudo nos nos tempos que correm, que basta uma alma estar nas garras de um pecado mortal para que em morrendo vá para as chamas do inferno por toda a eternidade. Deus dispõe-se a vir em nosso socorro sempre que Lhe pedimos auxílio para cumprir a Sua vontade (isto não substitui os meios próprio que Ele dispõe, como é o caso da confissão). A lei de Deus é o jugo mais suave e o seu peso o mais leve. Os mandamentos não são tão custosos como certamente aparente nos dias de hoje se não negligenciarmos o auxílio da graça para os podermos observar. É recomendável que os mandamentos sejam todos os dias recitados pedindo a Deus a sua observância. "Tudo posso n'Aquele que me conforta" (Filipenses, IV, 13), "E porei o meu espírito no meio de vós; e farei que vós andeis nos meus preceitos, que guardeis as minhas ordenanças, e que as pratiqueis." (Ezequiel, XXXVI, 27)]

(Continuação, AQUI))

22/01/12

LA PERFECCIÓN CRISTIANA (áudio em castelhano)

Áudio da autoria da Rádio Convcción (Chile).

MORAL CATÓLICA
"La Perfección Cristiana"



Pode ainda descarregar o áudio aqui (instruções: clique em "Baixar Agora" > "Slow donliad" > aguarde 50 segundos até que apareça "Baixar o arquivo agora" onde há de clicar por fim).

05/01/12

O CAMINHO DA VIDA - MORAL CRISTÃ

do blogue "A grande Guerra":


"O Caminho da Vida" 
 clique em PDF

Nota do blogue: É com muita alegria que disponibilizo mais uma obra de grande importância para a educação infantil, O Caminho da Vida , esc...

04/01/12

O DEMOCRATA É IMORAL

"A moralidade, em geral, impera categoricamente que há-de fazer-se o bem, que há-de obrar-se a justiça e que há-de actuar-se conforme a verdade (porque toda a moral tem por facto que são cognocíveis, até certo ponto, o bem, a justiça e a verdade).

É assim que, pelo contrário, a democracia impera categoricamente que há-de fazer-se o que a maioria dos cidadãos queiram, mas o que quer a maioria dos cidadãos não é necessariamente o bem, nem a justiça, nem a verdade (ninguém propôs alguma vez ao sufrágio universal nem ao critério maioritário como norma o critério de moralidade, de justiça e de "veracidade");

Logo: a democracia não é moral; logo é imoral; logo o democrata é imoral.

O democrata crê que politicamente há-de fazer-se o que quer a maioria, ou porque o democrata seja imoral, ou porque o democrata crê que é impossível ao homem conhecer o bem, a justiça e a verdade, ou seja, porque o democrata, de si, é amoral, o que equivale a afirmar que é imoral, pois o amoral não é nunca moral, é imoral.

28/12/11

LOS TIPOS DE CONCIENCIA (áudio em castelhano)

Áudio da autoria da Rádio Convcción (Chile).

MORAL CATÓLICA
"Los Tipos de Conciencia"



Pode ainda descarregar o áudio aqui (instruções: clique em "Baixar Agora" > "Slow donliad" > aguarde 50 segundos até que apareça "Baixar o arquivo agora" onde há de clicar por fim).

08/12/11

A LEI NATURAL E A MORAL (áudio em castelhano)

Áudio da autoria da Rádio Convcción (Chile).

MORAL CATÓLICA
"A Lei Natural e a Moral"


Pode ainda descarregar o áudio aqui (instruções: clique em "Baixar Agora" > "Slow donliad" > aguarde 50 segundos até que apareça "Baixar o arquivo agora" onde há de clicar por fim).

02/12/11

AS CONDIÇÕES DA MORALIDADE (áudio em castelhano)

Tomei a liberdade de publicar um áudio da extinta-suspensa e grande Rádio Convicción. Trata-se de um primeiro áudio de uma colecção e deve ser ouvido com muita atenção, de preferência com papel e caneta na mão.

MORAL CATÓLICA
"Las Condiciones de la Moralidade"


Pode ainda descarregar o áudio aqui (instruções: clique em "Baixar Agora" > "Slow donliad" >  aguarde 50 segundos até que apareça "Baixar o arquivo agora" onde há de clicar por fim).

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