Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Alvares Cabral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Alvares Cabral. Mostrar todas as mensagens

27/04/14

PÁSCOA de 1500 - CHEGADA A TERRAS DE VERA CRUZ

Sem pedir autorização, tomo a liberdade de publicar um texto de um sacerdote brasileiro, amigo meu. Com esta publicação, dou também a minha parte de agradecimento ao Senhor Padre em questão:

"A primeira missa também foi um marco para o inicio da história do Brasil. No dia 22 de abril de 1500 chegaram as 13 caravelas lideradas por Pedro Alvares Cabral. Ao avistar um monte do mar, chamou de Monte Pascoal já que era o oitavo dia da Páscoa. Ao desembarcarem foram recebidos por aproximadamente dezoito índios e trocaram presentes. A bordo de suas caravelas novamente, subiram um pouco para um lugar mais protegido e foram parar na praia da Coroa Vermelha, em Porto Seguro, no litoral sul da Bahia.
 
 
Foi exatamente ali que foi celebrada a primeira missa em solo brasileiro, no dia 26 de abril. Segundo narra o escrivão Pero Vaz de Caminha em uma carta para o rei de Portugal, D. Manuel, depois 47 dias navegando pelo oceano Atlântico, ao chegarem na praia da Coroa Vermelha, dois carpinteiros fizeram uma cruz e a colocaram na areia. A missa foi celebrada pelo Frei Henrique com mais alguns clérigos.

Foram convocados mil homens, entre oficiais e marinheiros e havia cerca de duzentos índios que acompanhavam atentamente ao que acontecia, com muito respeito e adoração. Os índios seguiam os mesmos gestos dos portugueses, se eles levantavam, eles também levantavam, se eles ajoelhavam, eles também ajoelhavam. Depois de terminada a cerimônia o sacerdote fez uma pregação narrando a vinda dos portugueses. Vaz de Caminha acreditava também que a conversão dos índios não seria difícil, já que eles foram muito respeitosos quanto a religião.

Nos dias seguintes, os portugueses tentaram mostrar para os índios o respeito que tinham com a cruz, se ajoelharam um por um e a beijaram. Alguns índios fizeram o mesmo gesto, o que fez com que fossem considerados inocentes e fáceis de evangelizar. Vaz de Caminha pede ainda para o rei que venha logo o clérigo para batizá-los a fim de conhecerem mais sobre a fé deles.

A segunda missa foi celebrada no dia 1º de maio, na foz do rio Mutarí. E assim, deu-se início ao que hoje é considerado o maior país católico do mundo.

Obrigado Senhor!

Obrigado Portugal!"

22/04/12

PEDRO A. CABRAL - MONUMENTOS E IMAGENS





Trasladação dos Restos mortais de D. Pedro Alvares Pereira para o Brasil
Catedral do Rio de Janeiro

09/03/12

PEDRO ALVARES CABRAL - 9 de MARÇO de 1500

Pedro Alvares Cabral chega à América do Sul
Em 1500, num dia como hoje, 9 de Março, saíram os portugueses em direcção à Índia e ao Brasil.

É bastante perdoável aquela falsa ideia, que corre ainda, de que os portugueses dirigiam-se então apenas à Índia, e não também ao Brasil; tais navegadores enganaram-se, segundo dizem os enganados, sem notarem que a viagem do Brasil à Índia foi tão certeira. Não acham isto estranho, talvez nem tenham reparado, talvez se limitem a repetir.

O próprio Cristóvão Colon deu notícia de que D. João II de Portugal lhe tinha falado das terras da América do Sul. Eis que diz durante a sua 3ª viagem (1498):

"Mais uma vez o Almirante diz que quer ir para sul [sudoeste] ... e que quer ver qual era a intenção do Rei D. João de Portugal que dizia que a sul havia terra firme e por isso disse que teve diferenças com os Reis de Castela [linha do Tratado de Tordesilhas] ... diz mais que tinha o dito Rei D. João por certo que dentro dos seus limites ia encontrar coisas e terras famosas".


Portanto, dois anos antes da chegada de Pedro Alvares Cabral à América do Sul, já Colombo dizia, e apenas porque foi oportuno falar em tal assunto, que D. João II de Portugal tinha-lhe dado a conhecer da existência de terras as sul, e caracterizado essas terras. As "diferenças" ("divergências", como hoje dizemos) que os reis tiveram, e que Colon refere, datam de Março de 1493. Logo: D. João II sabia da existência de tais terras, antes de 1493!

Como explicar todo o esforço feito por D. João II ao deslocar a linha do tratado, posteriormente, sem ter a certeza da localização de território na América do Sul? Foram aumentadas por acordo mais 120 léguas, para lá da linha fixada com o Papa Alexandre VI (a pedido de Colon), e a nova linha foi proposta por D. João II, embora já a linha anterior tocasse numa pequena parte do território do sul americano. A facilidade com que Castela aceita esta proposta manifesta a crença de que entre a Europa e a Índia não havia terra firme.

No Brasil o cultivo do liberal escárnio contra a civilização católica-lusitana (as raízes) foi o principal motivo de difusão de anedotas e de certo tipo de mentira fácil, que, na avalanche das massas, dissemina as piores versões da "descoberta" do Brasil, e posterioridade. Os que são mais católicos, à falta de outra informação, pelo menos acreditaram que a pascoa do redondo ano 1500, e as 13 caravelas, junto ao "engano" dos mais treinados e informados navegadores da época, seria um sinal de Deus. Sim, certíssimo, mas há que acrescentar que, quase sem dúvida, foi também escolhido por nós, com antecedência e propósito, o ano e o mês (acreditava-se em Portugal que 1500 era o início da "era do Espírito Santo"). O número de caravelas (as 13), como símbolo das Igreja, poderão ter esse significado de levar a Igreja à nova terra. Já agora, permitam-me introduzir: S. Domingos (por quem Nossas Senhora introduz largamente o rosário no mundo) foi o patrono da  expansão marítima portuguesa.

Outros há que, por acreditarem que as Américas foram conhecidas apenas com Colon, não são receptivos ao verdadeiro facto: Américas eram já conhecidas muito antes, e vários documentos estrangeiros e nossos demonstram como os portugueses também já conheciam as Américas (Sul, Norte, e Central) antes do "descobrimento" da América. Em outra ocasião será dado a conhecer com mais atenção que o próprio Colon tinha conhecimento da localização das Antilhas antes de chegar a elas na afamada "primeira" viagem patrocinada pelos Reis de Castela, e de que as mesmas coordenadas por ele usadas estavam já publicadas em livro português.

É a segunda vez que abordo este assunto no blogue ASCENDENS. O tema é realmente sério e complexo, digno de atenção e estudo.

TEXTOS ANTERIORES