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25/03/14

25 de Março - A IMACULADA CONCEIÇÃO, D. AFONSO, D. MARCEL LEFEBVRE

Imaculada Conceição (Sebastiano Canoca), 1730, Real Convento de Mafra

No 25 de Março dá-se a coincidência de 3 aniversários:

- A coroação da Imaculada Conceição como Rainha e Padroeira de Portugal, por D. João IV;
- A partida de D. Marcel Lefebvre desta para a outra vida;
- O nascimento Príncipe Real de Portugal, D. Afonso de Bragança.

Quis Deus esta coincidência!?...

13/05/12

UM DOS MILAGRES "DAS POMBAS" - N. SENHORA DE FÁTIMA

Coroação de Nossa Senhora de Fátima, a 13 de Maio de 1946
Decorria o ano de 1946, e Portugal celebrava o terceiro centenário de sua Consagração a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal (1646), proclamada pelo rei D.João IV. Surgiu a idéia de levar a imagem de N. Sra. da Conceição, de Vila Viçosa até Lisboa. Em 1946, a Imagem de N. Sra. de Fátima já era grande atração para muitos peregrinos. Então, foi pedido que aquela sua representação fosse, igualmente, a Lisboa para que, no dia 8 de dezembro de 1946 se encontrasse com a imagem da Imaculada Conceição de Vila Viçosa, quando uma grande Celebração festiva seria realizada pelos 300 anos da Padroeira de Portugal.
Nesta comemoração da Consagração de Portugal a N. Sra. da Conceição, N. Sra. de Fátima foi coroada no dia 13 de maio pelo Cardeal legado (representando o Papa, para a solenidade), Dom Aloisio Masella, diante de 800 mil fiéis. Encerrava-se, assim, o Congresso Mariano de Évora - cidade onde, 300 anos antes, fora pronunciado o voto - e, em seguida, a procissão solene, de mais de 400 Km, teve início, em homenagem à Virgem Peregrina.

Esta viagem triunfal, que se estendeu de 22 de novembro a 24 de dezembro, atraindo multidões, foi marcada por um evento insólito.

A Imagem de Nossa Senhora de Fátima, a caminho de Lisboa, passando pelo oeste, atravessou Bombarral, a 1º de Dezembro de 1946. Cinco pombas brancas, lançadas ao ar por D. Maria Emília Coimbra e sua filha Teresinha Campos, pousaram, uma após a outra, aos pés da Imagem, voltando-se para ela com atitudes surpreendentes. A partir de então, muitas pombinhas foram soltas e muitas delas se refugiavam aos sues pés, aí permanecendo, noite e dia, sem procurar alimentos, sem bicar ou debicar a estátua ou as flores que a ornavam, sem serem perturbadas pela multidão, virando-se para os oradores, para o Santíssimo ou para o Crucifixo - quando estes eram colocados sobre o Altar -, seguindo a estátua sempre que era transportada, em automóveis ou aviões, quando rumava para os outros continentes. Sua delicadeza e reverência precediam a imagem, e as aves a aguardavam, postando-se nos locais onde seria colocada.

As pombinhas, de noite e de dia, nas celebrações e vigílias, sob os cânticos e as aclamações, sob chuva e foguetes, durante todo o percurso, jamais deixaram a Imagem até chegar a Lisboa, no dia 8 de dezembro, data em que outros pássaros se associaram a elas. O fenômeno foi registrado pela imprensa daqueles dias. Foram as pombas de Bombarral, as primeiras a manifestarem a sua presença carinhosa junto à Imagem de Nossa Senhora de Fátima. E isto marcou profundamente o espírito do povo português: o Cardeal de Lisboa expressou o seu assombro na mensagem radiofônica, divulgada por ocasião do Natal de 1946 e todos os jornais do país refletiram a sua emoção. O Padre Miguel de Oliveira assim escreveu na edição de 7 de dezembro, da publicação Novidades, quase inteiramente dedicada às pombinhas de Nossa Senhora: "Ao término de alguns séculos, não faltarão espíritos fortes que sorrirão da nossa ingenuidade e questionarão como teria sido possível, em pleno século XX, que uma lenda típica da Idade Média fosse criada. Porém não se trata de uma lenda, ó homens do futuro! Trata-se de uma realidade que nossos olhos contemplam, esta é a história autêntica, testemunhada por centenas e centenas de milhares de pessoas."

Trecho do livro "Les colombes de Notre-Dame" (As pombinhas de Nossa Senhora) 
que apresenta, igualmente, dezenas de fotos destes prodígios 
Résiac - Fátima Edição -- fevereiro de 1985

12/04/12

HOSSANA, RAINHA DE PORTUGAL

Música religiosa portuguesa dedicada a Nossa Senhora como Rainha de Portugal. Uma das grandes referências musicais em Fátima. É curioso notar que popularmente não se fez a distinção da Imaculada Conceição como Rainha de Portugal e Nossa Senhora de Fátima (a quem foi colocada coroa), fenómeno justo por se tratar da mesma Mãe de Deus.


Senhora, nós Vos louvamos
Em dor e amor, noite e dia.
Senhora, nós Vos louvamos.

(refrão)
Hossana, hossana,
Rainha de Portugal.
Hossana, hossana
À Virgem Maria.

Senhora nós Vos rezamos.
Quem Vos reza, em Vós confia.
Senhora, nós Vos rezamos.

Senhora, nós Vos cantamos,
Causa da nossa alegria
Senhora, nós Vos cantamos.

Senhora, nós vos aclamamos,
No altar da Cova da Iria.
Senhora, nós vos aclamamos.

25/03/12

25 de Março - A IMACULADA, PORTUGAL, MONS. LEFEBVRE


Quero salientar deste dia o aniversário da coroação da Imaculada Conceição como Rainha e protectora de Portugal (pelo Rei D. João IV) e comemoramos também a partida de D. Marcel Lefebvre, insigne defensor da ortodoxia da Santa Igreja.

D. Marcel Lefebvre, o grande defensor do catolicismo, faleceu  a 25 de Março.
Vila Viçosa, onde se encontra o Santuário Nacional, dedicado à Imaculada Conceição, foi iniciado como modesto tempo mandado construir, nada mais nada menos, que por D. Nuno Alvares Pereira (o Santo Condestável de Portugal).

“Cortes de Lisboa principiadas a 28 de Dezembreo de 1645, e acabadas a 16 de Março de 1646. Nelas fez a Oração da abertura o Bispo Capelão Mór. (Collecç. Da Acclamaç. Do Monsenhor Hasse, T. II, n.1) (…) Nestas Cortes foi tomada a Senhora da Conceição por Padroeira do Reino com 50 cruzados de ouro de censo à sua Imágem de Vila Viçosa, e se mandou jurar a mesma Conceição, como consta da Carta de 25 de Março de 1546. (Liv. V das Propr. Pag 361, e Liv. II das Chap. Pag. 104 v)” (Memórias de Literatura Portuguesa, Vol II, pag. 104)

"Em 25 de Março de 1646 sob proposta do Rei D. João IV, as Cortes reunidas aprovaram a escolha doSantuário de Vila Viçosa para sede e solar da Padroeira de Portugal - Nossa Senhora da Conceição.

Foi aquele mesmo Rei que consagrou a Nação Portuguesa a Nossa Senhora da Conceição e A proclamou nossa Padroeira e Rainha. São do seguinte teor as palavras da provisão régia datada, precisamente, de 25 de Março do ano acima referido:

"Estando ora juntos em cortes com os três estados do Reino lhes fiz propor a obrigação que tínhamos de renovar e continuar esta promessa (de D. Afonso Henriques) e venerar com muito particular afecto e solenidade a festa de Sua Imaculada Conceição. E nelas, com parecer de todos, assentámos de tomar por padroeira de Nossos Reinos e senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição… e lhe ofereço de novo… à Sua Santa Casa da Conceição sita em Vila Viçosa, por ser a primeira que houve em Espanha desta invocação, cinquenta escudos de oiro, em cada um ano em sinal de Tributo e Vassalagem…"

Desde a eleição da Padroeira, os Reis de Portugal nunca mais colocaram a coroa na cabeça. Em ocasiões solenes, era ela depositada sobre uma almofada, ao seu lado direito da Imagem.

Convém ainda recordar que no dia 28 de Julho de 1646, a Universidade de Coimbra prestou também o solene juramento determinado pelo Rei em carta de 17 de Janeiro do mesmo ano de 1646.

Em Setembro desse mesmo ano foram expedidas cartas para todas as Câmaras do país para que as autoridades e clero rectificassem o acto das Cortes.

Diz o cronista que "em cumprimento da ordem régia, celebraram-se nas cidade e vilas imponentes solenidades a que os povos se associaram com o maior entusiasmo".

Em 1648 D. João IV mandou cunhar medalhas de ouro e prata que correram como moeda, em honra da Padroeira de Portugal, tendo no reverso a imagem de Nossa Senhora da Conceição coroada de sete estrelas sobre o globo e a meia-lua, tendo aos lados o sol, o espelho, a casa de ouro, a arca da aliança, o porto e a fonte selada com a legenda: Tutelaris Regni. Foi, até, com duas destas moedas em ouro que o Rei pagou, nesse ano, o tributo prometido ao Santuário de Nossa Senhora de Vila Viçosa.

Mais tarde a 30 de Junho de 1654 o rei mandou expedir à Câmaras uma nova carta em que determinava que em todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares do Reino se pusesse, em uma pedra bem lavrada, a inscrição em latim que lembrava a resolução tomada pelo Rei e Cortes Gerais em 1646 de eleger Nossa Senhora como Padroeira de Portugal e de defender com juramento o privilégio de Sua Imaculada Conceição.

É curioso e muito significativo chamarmos aqui a atenção para o facto de que só 200 anos depois é que o Papa Pio IX definiu solenemente em Roma o mesmo privilégio de Nossa Senhora, como dogma de fé universal. Também não podemos deixar de referir que uma prestimosa instituição nacional que foi criada, a 8 de Dezembro de 1720, precisamente, em homenagem à Padroeira, a Academia Real de História.

Enfim, Nossa Senhora da Conceição tem sido através dos séculos, a honra e a glória da Nação e do Povo Português."

Quis Deus que neste dia 25 de Março viesse ao mundo S. A. R. o Príncipe da Beira e Duque de Barcelos D. Afonso de Bragança. Contento-me por viver e ter nascido em Portugal no Principado da Beira. Que Deus lhe dê longa vida e que venha a conhecer um dia e em profundidade a Doutrina de sempre que hoje anda tão "oficialmente" ocultada. E que faça sentido e apelo ser hoje o dia em que o grande defensor da ortodoxia católica partiu para a glória celeste, D. Marcel Lefebvre.

O Príncipe da Beira e legítimo sucessor, D. Afonso de Bragança, hoje aniversariante.
É sem dúvida um dia de grandes "coincidências" (dirão alguns) que são sinais para os mais cautelosos e tementes a Deus.

Todos estes assuntos são dignos não só de trato mais demorado para melhor proveito de todos. Voltaremos a eles.

12/10/11

12 de Outubro de 1717 - NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, APARECIDA

A milagrosa imagem da Imaculada Conceição, a Aparecida (Brasil)

Em 1717 D. Pedro de Almeida e Portugal, Conde de Assumar, foi empossado Governador de Minas (Brasil) e veio a mostrar-se um bom governador (ao contrário da propaganda contra as raízes católicas incutida no filme "Aparecida: O Milagre", onde é retratado com um crudelíssimo bárbaro de caprichos selvagens e nada católicos - as fontes históricas dizem o contrário, tal como o testemunha o "Jornal do Instituto Histórico e Geográphico Brazileiro, Fundado no Rio de Janeiro Debaixo da Immediata Protecção de S. M. I. O Senhor D. Pedro II - Segunda série, Tomo primeiro. RIO DE JANEIRO, 1846". Pag. 58). O novo Governador ao dirigir-se a Vila Rica (actualmente com o nome de Ouro Preto), repousou em Guaratinguetá onde lhe quiseram dar o bom pescado da região. Acontece que os pescadores encarregados tiveram grande dificuldade em encontrar peixe que os honrasse a eles e aos seus, pelo que optaram em demorar a pescaria. Se tanto zelo não lhes deu o peixe que desejavam conseguiu-lhe coisa maior. Assim, Deus quis que às suas redes lhes viesse parar uma pequena imagem sem cabeça, a qual reaveram numa posterior tentativa. O peixe veio em grande abundância então, não só naquele dia mas, ao que parece, posteriormente também.

Os nomes dos afortunados pescadores são Filipe Pedroso, Domingos Garcia  e João Alves, sendo que o primeiro tomou conta da imagem que colocou em sua casa para devoção. Mas a casa não lhe foi chegando para receber os devotos. As graças concedidas eram muitas, certamente mais que a fama que passou as fronteiras da região.


Depois de 17 anos, em 1734, a paróquia encarregou-se de construir uma capela para que Nossa Senhora da Conceição (Aparecida) pudesse continuar a ser venerada em condições mais apropriadas. Estranhamente o ímpio D. Pedro II do Brasil (ilegitimamente D. Pedro IV de Portugal), ao passar pela localidade com a devida comitiva, em 20 de Abril de 1822 , visitou esta linda e muito significativa capela que, a 8 de Dezembro de 1888, se viu transformada e inaugurada como Igreja.

É curiosa a data de 1717 do aparecimento da imagem, coincidindo com a data oficial da fundação da maçonaria que dista justamente 200 anos das aparições de Fátima (1917).

A Igreja veio a ser transformada em Basílica menor em 1908 em que foram trazidos ossos do mártir S. Vicente (também padroeiro da cidade de Lisboa). Tal como o Rei D. João IV tinha coroado a Imaculada Conceição como Rainha de Portugal, a 25 de Março de 1646, também D. Isabel, Rainha do Brasil,  o desejou e fez simbolicamente (sendo que tal coroação é impossível sem ser por mão do Rei e aceitação das cortes - a intenção é nobre mas meramente simbólica). Contudo a coroação da Imaculada Conceição como Rainha de Portugal (1646) abrange todo o território Lusitano até então existente, e por isso tal acto simbólico da Rainha D. Isabel é mais que um símbolo, é talvez uma justiça feita.

A Imaculada Conceição, tal como tinha sido antes da fundação do Reino do Brasil, foi decretada patrona pelo decretado por Pio XI a 16 de Julho de 1930.

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