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17/03/13

PORQUE GOSTAM DISTO EM FRANCISCO! (I)


Inadaptação!?

Há um fenómeno curioso no clero "pós-conciliar" vindo de famílias ou ambientes de "menor costume". Uma parte maioritária desses nunca aceitaram verdadeiramente e humildemente tal desvantagem e, quando ascendem, tendo ao seu encargo muitos preceitos e modos, costumes milenares, e gente de maior proveniência e de modos mais altos, tudo lhes parece pouco familiar. Assim, com receio de falhar, optam por:

- Relativizar [dispersar]os modos e costumes - podendo chegar à ridicularizarão;
- Prégar muito uma humildade exterior que iniba o uso de honradas manifestações e os modos dos quais tentam fugir;
- Pregar muito mais a pobreza material que o desapego no uso dos poucos ou muitos bens;
- Tendem a reduzir a ordem das diferenças (hierarquia) a uma igualdade ao nível do que esteja estabelecido pela sociedade moderna, pelo menos (pois é a referência que têm e à qual não têm matéria para fazer oposição ou lhe tomar a rédea).

Etc...

Isto é o que recolho da minha alguma experiência.

Há casos muito exemplares de sacerdotes das proveniências referidas que fazem o que é realmente católico: têm-se por menos (isto sim é humildade), submetem-se à realidade do que são e onde Deus os colocou, discretamente vão absorvendo o que lhes falta acabando assim por ganhar um extraordinário entendimento e serena integração nos modos e costumes e desempenhar em completa idoneidade a sua missão e papel.

Infelizmente, aqueles sacerdotes aqui descritos inicialmente, levam até às últimas o seu orgulho disfarçado aplaudido por aquela parte do povo que sofre do mesmo mal.

Parece-me que o Papa Francisco poderia ter dado um bom exemplo ajudando a travar esta falsa humildade destrutiva em moda. Mas enfim... Deus assim quer...ou permite para nossa cruz!

31/10/12

IMITAÇÃO DE CRISTO - Thomas de Kempis (XI)

(continuação da X parte)

A IMITAÇÃO DE CRISTO
Thomas de Kempis

Cap. XI
Como se Deve Adquirir a Paz e o Zelo de Aproveitar.

1.Muita paz poderíamos ter se não nos quiséssemos meter nas palavras e obras dos outros, que não pertencem ao nosso cuidado. Como pode estar em paz muito tempo aquele que se intromete em cuidados alheios, e busca ocasiões exteriores, e dentro de si mesmo poucas ou raras vezes se recolhe? Bemaventurados os simples, porque terão muita paz.

2. Qual foi a causa pela qual muitos dos Santos foram tão perfeitos e tão contemplativos? Porque trataram de se mortificar totalmente a todos os desejos terrenos; e por isso puderam com o íntimo de seu coração unir-se a Deus e atender livremente a si mesmos. Nós, com intenção, nos ocupamos em servir as nossas próprias paixões, e nos encadeamos às coisas que passam. Poucas vezes vencemos perfeitamente um vício; não nos inflamamos com desejo de adiantar cada dia o nosso aproveitamento, e por isso ficamos com frouxidão e tibieza.

3. Se estivéssemos perfeitamente mortos para nós mesmos, e interiormente desembaraçados, logo gostaríamos mais das coisas Divinas e experimentaríamos alguma coisa da contemplação celeste. O total, e maior impedimento é, que não estamos livres de nossas inclinações e desejos, nem trabalhamos por entrar no minho perfeito dos Santo. Quando alguma pequena adversidade nos sucede, mui depressa nos desalentamos, e buscamos humanas consolações.

4. Se nos esforçamos a perseverar na batalha como varões fortes, sem dúvida veremos o socorro de Deus desde o Céu sobre nós. Porque aparelhado está nele para ajudar aos que pelejam, e esperam em sua graça, e nos procuram as ocasiões da peleia para que logremos a victoria. Se somente nas observâncias exteriores pomos o aproveitamento da vida religiosa, muito depressa terá fim a nossa devoção. Ponhamos pois o machado à raiz, para que, livres das paixões, possamos pacificar nossas almas.

5. Se cada ano desarreigassemos um vício, depressa seriamos perfeitos. Mas agora, pelo contrário, muitas vezes acontece termos sido melhores e mais puros no princípio de nossa conversão, que depois de muitos anos. O nosso fervor e o nosso aproveitamento cada dia deverá crescer; mas agora parece-nos muito perseverar em alguma parte do fervor primeiro. Se no princípio nós fizéramos alguma força, poderíamos depois fazer tudo com gosto, e felicidade.

6. Muito difícil é deixar os velhos maus costumes; porém mais difícil é ir contra a própria vontade. Mas, se não vences as coisas pequenas e fáceis, como vencerás as difícultosas? Resiste no principio à tua inclinação, e deixa o mau costume; para que não te seja pouco a pouco mais difícil. Oh... se considerasses de quanta paz isto seria para ti, e de quanta alegria para os outros, o governares-te bem! Crê que serias então bem mais cuidadoso em teu espiritual aproveitamento.

29/10/12

IMITAÇÃO DE CRISTO - Thomas de Kempis (X)

(continuação da IX parte)

A IMITAÇÃO DE CRISTO
Thomas de Kempis

Cap. X
Como se Há de Evitar Toda a Demasia Nas Palavras

1.Foge quando puderes do reboliço dos homens, porque muito embaraça falar a respeito das coisas do mundo, ainda que se digam com boa intenção, porque com muita facilidade somos manchados e cativos da vaidade [vanidade]. Tomara eu ter-me calado muitas vezes e não ter estado entre os homens. Mas qual será a razão pela qual, mesmo com boa vontade falamos e agimos uns para com os outros, sendo que raras vezes tornamos o silêncio, não tenhamos dano da consciência? A razão disto é que tendemos a ser consolados uns com os outros com semelhantes conversações, e desejamos desafogar o coração fatigado de pensamentos diversos: e de mui boa vontade falamos, e cuidamos naquelas coisas que muito amamos ou em contrárias sentimos.

2. Mas ai de mim, porque a maior parte das vezes nos  sai o nosso intento baldado! Porque esta exterior consolação é de grande detrimento à interior e Divina. Por isso vigiemos e oremos para que não se nos passe ociosamente o tempo. Se te é lícito e importante o falar, seja por coisas que edifiquem. O mau costume e o descuido do nosso aproveitamento são causa do pouco cuidado com o que guardamos a nossa língua. Contudo, não é pouco aquilo que ajuda o nosso aproveitamento espiritual, como a devota conversa das coisas espirituais, particularmente quando muitos se juntam em Deus, semelhantes no ânimo e no espírito.

27/10/12

IMITAÇÃO DE CRISTO - Thomas de Kempis (VIII)

(continuação da VII parte)

A IMITAÇÃO DE CRISTO
Thomas de Kempis

Cap. VIII
Como se há de Evitar a Muita Familiaridade

1. Não descubras o teu coração a qualquer pessoa; mas comunica teus negócios [assuntos] com o sábio e temente a Deus; com os moços e estranhos conversa pouco: com os ricos não sejas lisonjeiro, e não estejas por tua vontade diante dos grandes. Acompanha com os humildes* e singelos, com os devotos e bem acostumados**, e trata com esses coisas de edificação. Não tenhas familiaridade com alguma mulher, mas em geral encomenda a Deus todas as que são boas. Deseja ser familiar somente de Deus e dos seus anjos, e foge de ser conhecido dos homens.

2. Justo é ter caridade com todos, mas não convem ter com todos familiaridade. Algumas vezes sucede que uma pessoa não conhecida se estima pela boa fama, e desagrada sua presença aos olhos dos que a vêm. Imaginamos algumas vezes agradar aos outros com a nossa conversão, e mais os ofendemos, porque veem em nós a desordem de nossos costumes [maus costumes].

(nota ASCENDENS:* hoje confunde-se, e mal, "humildade" com pobreza. ** Os "bem acostumados" são as pessoas de virtude, pessoas de verdadeiros bons costumes)

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