29/02/12

"LAUDATE DOMINUM" II

O Saltério, Livro da Igreja:

"David escreveu pois, profeticamente, a história de Cristo: "Ele [Cristo] falará por meio da de este"(São Leão, Serm. 67,1). Mas não s´~ao unicamente os Padres e os teólogos os que nos proporcionam ecos da Tradição, senão principalmente a Liturgia.

Os Salmos, que já figuravam na liturgia do Antigo Testamento, começaram a formar parte da liturgia do Antigo Testamento, começaram a formar a formar parte da liturgia do Novo. Passaram de um ao outro em modificação, como fórmula de louvor à Santíssima Trindade, sendo cristianizados pela Divina Esposa de Cristo. Prestam-se com muita facilidade para a celebração das solenidades cristãs, desde o Advento até ao Natal, e desde a Paixão dolorosa até à triunfante Ressurreição. Neles a Igreja encontra-se no seu lamento, pois ai recolhe a mãos cheias o que requer. Assim, ensina-nos a transpor ao modo cristão não só o que reconhece como claramente messiânico mas também tudo o que nos salmos há de figurativo e profético.

A oração da igreja é oração contínua de Cristo. Conta com a segurança de encontrar um acesso entre Deus, por ter sido inspirada por Ele. Ao sacrifício da Missa, que é um louvor prefeito, une o sacrifício da "hóstia de louvor" (Sa. 49, 14).

A Igreja repete sem cessar as acções de graças dos Salmos. Canta incansavelmente o seu imenso reconhecimento pelas misericórdias concedidas liberalmente a todas as almas da Igreja pelo Pai eterno de ternura e que deseja a bemaventurança para todos. E repete também as maldições que David fez chover sobre os seus inimigos com um rigor que pareceria ofuscar o sentimento cristão, mas cuja a chave de interpretação nos é oferecida pela Igreja, usando estes anatemas contra o demónio e os seus sequazes obstinados. Ainda mais que Moisés no seu cântico e que David nos seus Salmos, a Igreja exulta santamente ao ver esmagada a cabeça do seus inimigos, e pede insistentemente que sejam lançados ao abismo. Os exorcismos do baptismo pronunciam terríveis sentenças contra os demónios. A liturgia ensina-nos a reconhecer em todos os que se opõem aos desígnios de Deus e á salvação das almas ás tentativas do demónio, agentes do mal e potências infernais que se precipitam contra Cristo e a sua Igreja. Contra todas estas forças malignas, jamais será demasiado que "com ódio profundo os aborreceria" (Sal. 118, 22)"

(Tem continuação)

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