20/01/15

MAÇONARIA APROFUNDA CORRUPÇÃO EM ÁFRICA

(20 de Janeiro de 2015) - Entrevista da jornalista Catarina Guerreiro à Voz da América, no programa "Agenda Africana":

Voz da América - A maçonaria portuguesa tem recrutado altos dirigentes dos países lusófonos, expecialmente em África, onde está a infiltrar-se em força. Actuais e antigos lideres políticos, como Pedro Pires, o falecido guineense Luís Cabral, e o são-tomense Manuel Pinto da Costa, além do angolano Rui Mingas e vários homens de negócios, são mações: segundo um texto da jornalista portuguesa Catarina Guerreiro, publicado no semanário O Sol.

Este é o tema da "Agenda Africana" de hoje.

Falei com a jornalista Catarina guerreiro para entender a maçonaria na sua expansão pelos países africanos de língua portuguesa. Comecei por lhe pedir que explicasse o que é a maçonaria e como ela funciona.

Catarina Guerreiro - A Maçonaria é um grupo supostamente secreto, de pessoas, na sua genes apenas homens, apesar de haver já em Portugal, e noutros países algumas maçonarias femininas, e outras mistas, e que a ideia é encontrarem-se em Lojas, que chamam também "templos maçónicos", nos quais fazem rituais e aprofundam-se como seres humanos. Isto é aquilo que dizem que é a maçonaria e que fazem. No entanto, ao logo da história, têm sido também activos politicamente e conquistado algumas ideias mais radicais. Ao longo da história vão aparecendo e desaparecendo segundo o poder político que exista em cada país. No fundo é uma organização que tem obviamente alguma influência na sociedade, mas quem mostrar que se baseia em reuniões pacíficas onde debatem temas esotéricos e ganharem um pouco mais como seres humanos.

V.A. - Esses interesses políticos enquadram-se em que âmbito? ... mais à direita... mais à esquerda!?

C.G. - Antigamente, aqui em Portugal, começou mais ligada ao Partido Socialista. Foi alargando e, hoje em dia, já existem pessoas de outros quadrantes políticos. Mas é óbvio que é uma associação que está mais ligada com a esfera socialista. Entretanto foram surgindo outras maçonarias mais actuais, e há já gente ligada ao PSD, até ao CDS.

V.A. - E essa expansão para a África Lusófona é decorrente das relações históricas e culturais que existem entre os países, ou há outros objectivos?

C.G. - São duas questões interligadas. Por um lado, a expansão para África tem a ver com uma maçonaria mais recente, que é a Maçonaria Regular (que é uma maçonaria em que supostamente os maçons acreditam num Deus ou outro, ou no Arquitecto - enquanto que na outra maçonaria, que é a Maçonaria Irregular, não consideram necessário acreditar), mas é esta maçonaria, a Regular, que existiu mais recentemente, é essa que se está a expandir para estes países africanos. A nível internacional o número de maçons que falam português terá maior importância, e por outro lado permite-se assim que estas maçonarias ganhem importância. Isto permite a quem é maçom depois ter assento em lugares ... Se eles,ao recrutarem conseguem importantes em cada país, terão maior poder nesses países.


V.A. - E esses interesses, esses relacionamentos entre eles, como acaba de dizer, vazam para o dia a dia... por exemplo no caso de opções económicas, opções políticas, indo procurar parceiros pertencentes às mesmas Lojas ou que pelo menos sejam maçons?

C.G. - Eles dizem que não! Normalmente, quando perguntamos a algum deles se escolhe alguém para um cargo por ser maçom, dizem que isso não é uma característica determinante. O que é verdade é que há muita gente que vê na maçonaria um seguro de vida... ou seja, uma forma de arranjar emprego. Muitas pessoas aderem nesta espectativa, para elas ou para os filhos. Portanto, há aqui a ideia de que ...

V.A. - Uma solidariedade!?...

C.G. - Solidariedade!... Pelo menos foram várias as pessoas que declararam publicamente que, no caso de haver uma pessoa que é [maçom] e outra que não é, para o mesmo lugar seria natural darem preferência ao que é [maçom] porque lhe garante maior confiança na medida que sabe quais os valores que transmite!

V.A. - O teu texto fala na situação dos países de língua portuguesa. Moçambique já tem maçonaria independente, parece que Cabo Verde é o que está um pouco mais avançado, ainda é incipiente na Guiné-Biçau, tem algumas dificuldades em São Tomé, e em Angola também está a enfrentar grandes dificuldades. Enquadra-nos por favor: há maçonaria nesses países?

C.G. - No Brasil e em Moçambique há maçonarias próprias que têm liders, chamados "grão-mestres" que são eleitos pelos maçons desses países, e não dependem de grão-mestre em Portugal. Nos outros países as Lojas são dirigidas por elementos em Portugal. Ou seja, o grão-mestre da Loja de cá, cá eleito, também decide o que é feito aí. E depende dos países e da sua natureza, porque nuns é mais fácil infiltrarem-se, digamos assim. Em Angola já à bastante tempo que o Rui Mingas é um dos principais motores, e tem ajudado aqui em Portugal a recrutar, e algumas coisas em Angola. Mas como eu disse no texto, houve alguma dificuldade, na medida em que aqui em Portugal houve uma polémica com a Loja Mozart, em que havia lá uma mistura de espiões e pessoas ligadas a empresas e também políticos, e que deu polémica e originou muitos ataques em jornais, e isso intimidou um pouquinho os angolanos que não gostam de se ver envolvidos nestas questões, preferem estar longe disto. Há lá uma loja [Angola], e ainda há possibilidade de fazer outra, mas está assim "devagar". Na Guiné, devido à situação política, não há neste momento uma loja activa, havendo lá maçons que querem participar mas não têm onde se reunir e pertencem a lojas aqui em Lisboa, ou Porto, e quando estão cá ver - é esta a região que parece estar mais receptiva... Em S. Tomé também há, com as suas características próprias. Mas em todos [estes países] há lojas da maçonaria vinda de Portugal.

V.A. - Porque é que geralmente os alvos são políticos e homens de negócios?

C.G. - Porque são aqueles que têm mais poder político e poder económico. São sempre aqueles dois poderes que têm mais força na sociedade. Quanto maior o número de pessoas tiver [a maçonaria] maior poder tem.

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É evidente que esta notícia só vai aliciar os africanos de ambição grande e de moral pequena, e lá se vão enchendo as fileiras da maçonaria.

Mais sobre este tema, AQUI

2 comentários:

truthwarrior disse...

Sobre D. Manuel já não me admiro de nada...
Como na seguinte noticia:

O que têm em comum um patriarca e um treinador de futebol? - See more at:
http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=832107#sthash.N8r1jHio.dpuf

Não entendo como se pode misturar futebol e a Igreja Católica... mas o que um treinador terá para dizer acerca da Igreja?? Para não falar de comparar Paulo Bento com o grande Santo António!!

La Salette:

“Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza.

“Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho!

“Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo”.

“Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências.

“Transformaram-se nessas estrelas errantes, que o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-las perecer.

ASCENDENS ASCENDENS disse...

Caro truthwarrior,

obrigado por comentar.

Não consigo aceder à linck que deu. Por isso não tenho noção dessa tal comparação futebolística.

Como começou por invocar o nosso Card. Patriarca de Lisboa, e como não se referiu a mais pessoa alguma, suponho que as mensagens retiradas de La Salette sejam-lhe por si dedicadas; coisa que lamento, porque me parece que está a passar das marcas ao dizer, por exemplo que o Senhor Card. Patriarca tem amor ao dinheiro e honrarias etc...

Como sublinha "negligenciaram a oração e a penitência", está claramente a fazer uma acusação publica sem evidências públicas, o que neste contexto é pouco ou nada moral de sua parte.

Vou dar-lhe 3 ou 4 dias para redigir uma nova mensagem mais em conformidade com a moral e a recta intenção, coisa que falta hoje tanto pelo mundo e sem as quais qualquer católico não passaria de hipócrita. Depois deste tempo, a sua primeira mensagem será apagada.

Volte sempre, mas como melhor disposição.

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