12/10/11

12 de Outubro de 1717 - NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, APARECIDA

A milagrosa imagem da Imaculada Conceição, a Aparecida (Brasil)

Em 1717 D. Pedro de Almeida e Portugal, Conde de Assumar, foi empossado Governador de Minas (Brasil) e veio a mostrar-se um bom governador (ao contrário da propaganda contra as raízes católicas incutida no filme "Aparecida: O Milagre", onde é retratado com um crudelíssimo bárbaro de caprichos selvagens e nada católicos - as fontes históricas dizem o contrário, tal como o testemunha o "Jornal do Instituto Histórico e Geográphico Brazileiro, Fundado no Rio de Janeiro Debaixo da Immediata Protecção de S. M. I. O Senhor D. Pedro II - Segunda série, Tomo primeiro. RIO DE JANEIRO, 1846". Pag. 58). O novo Governador ao dirigir-se a Vila Rica (actualmente com o nome de Ouro Preto), repousou em Guaratinguetá onde lhe quiseram dar o bom pescado da região. Acontece que os pescadores encarregados tiveram grande dificuldade em encontrar peixe que os honrasse a eles e aos seus, pelo que optaram em demorar a pescaria. Se tanto zelo não lhes deu o peixe que desejavam conseguiu-lhe coisa maior. Assim, Deus quis que às suas redes lhes viesse parar uma pequena imagem sem cabeça, a qual reaveram numa posterior tentativa. O peixe veio em grande abundância então, não só naquele dia mas, ao que parece, posteriormente também.

Os nomes dos afortunados pescadores são Filipe Pedroso, Domingos Garcia  e João Alves, sendo que o primeiro tomou conta da imagem que colocou em sua casa para devoção. Mas a casa não lhe foi chegando para receber os devotos. As graças concedidas eram muitas, certamente mais que a fama que passou as fronteiras da região.


Depois de 17 anos, em 1734, a paróquia encarregou-se de construir uma capela para que Nossa Senhora da Conceição (Aparecida) pudesse continuar a ser venerada em condições mais apropriadas. Estranhamente o ímpio D. Pedro II do Brasil (ilegitimamente D. Pedro IV de Portugal), ao passar pela localidade com a devida comitiva, em 20 de Abril de 1822 , visitou esta linda e muito significativa capela que, a 8 de Dezembro de 1888, se viu transformada e inaugurada como Igreja.

É curiosa a data de 1717 do aparecimento da imagem, coincidindo com a data oficial da fundação da maçonaria que dista justamente 200 anos das aparições de Fátima (1917).

A Igreja veio a ser transformada em Basílica menor em 1908 em que foram trazidos ossos do mártir S. Vicente (também padroeiro da cidade de Lisboa). Tal como o Rei D. João IV tinha coroado a Imaculada Conceição como Rainha de Portugal, a 25 de Março de 1646, também D. Isabel, Rainha do Brasil,  o desejou e fez simbolicamente (sendo que tal coroação é impossível sem ser por mão do Rei e aceitação das cortes - a intenção é nobre mas meramente simbólica). Contudo a coroação da Imaculada Conceição como Rainha de Portugal (1646) abrange todo o território Lusitano até então existente, e por isso tal acto simbólico da Rainha D. Isabel é mais que um símbolo, é talvez uma justiça feita.

A Imaculada Conceição, tal como tinha sido antes da fundação do Reino do Brasil, foi decretada patrona pelo decretado por Pio XI a 16 de Julho de 1930.

2 comentários:

ascendens disse...

Espero que os amigos brasileiros se manifestem, pelo menos contra...

Luiz Mergulhão disse...

Dom Pedro I (não segundo) consagrou o Brasil à Nossa Senhora Aparecida em 10 de novembro 1826. E pediu ao papa que proclamasse São Pedro de Alcãntra nosso padroeiro. Ímpio é ser desonesto com a religiosidade do Imperador. Que deixou a maçonaria fechada enquanto reinou no nosso país, com direito à prender, enforcar e decapitar os maçons... e até enviar a caeça de presente à Dona Carlota Joaquina (foi o emsmo libeal que a exilou).

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