31/08/18

ASCENDENS - Informação Importante


Caros leitores,

o blog ASCENDENS está a libertar alguns artigos que havia colocado em memória, tal como já informámos ontem. Entretanto, e felizmente, descobrimos que a plataforma que usamos (BLOGGER) não permite que tais artigos sejam melhorados sem que a data de publicação que trazem seja alterada para a data de melhoria.

Os artigos antigos que estão prontos serão gradualmente republicados (portanto, sem alteração de data nem melhoria de texto), e os que não estão prontos serão completados ou deixados como estão e com aviso.

Até já.

30/08/18

QUANDO O 13 NÃO É DIVINO...

[foto acrescentada ao artigo original]

[artigo incompleto, de 13 de Maio de 2011]

Deus, por intermédio de Sua Mãe, quis marcar o dia 13 das aparições em Fátima por algum motivo que a nossa ignorância não tem direito a deturpar ou a rejeitar. 

As tentativas de fazer coincidir vários sinais proféticos ou divinos com as nossas intenções meramente humanas são um engano malévolo que não têm outra finalidade senão fazer crer aos outros que são divinas tais humanas pretensões. Há que não colocar no mesmo saco o que é Divino e o que é humano, nem de manipular a autoridade de Deus para, aos olhos dos outros apenas, fazer "milagres" (tal é também uma forma de invocar o santo nome de Deus em vão).

O uso do número 13 que é feito com sentido simbólico de forma a não equivocar pode ser até muito bom. Por exemplo, o órgão da Capelinha das Aparições, e o pequeno órgão da Basílica de Fátima, ambos têm 13 registos sonoros, em dedicação os dias 13 das aparições. Já o provocar coincidências, e o uso abusivo do 13, que podem levar a reforçar as falsas expectativas, é um perigo que tem tido seus lamentáveis efeitos.

Hoje, dia 13 de Maio de 2011 foi apresentado um vídeo durante as celebrações segundo a nova-tradição (da "Nova Igreja")

[incompleto]

ROMA CONDENA - A CONDENAÇÃO DE D. MARCEL LEFEBVRE


[Artigo que ficou incompleto em Maio de 2011]

Durante uma semana recebi represálias de um falso amigo, que não teve mãos a medir para acusar-me falsamente. Entre acusações de cisma, heresia e tanto mais, entre tamanhas injustiças pensei no quão pior foi o percurso odioso em que os maus judeus acusaram e julgaram a Nosso Senhor. Teríamos defendido a Cristo se tivéssemos a mesma oportunidade, ou condenar-Lo-íamos dando o exemplo da autoridade, o Sinédrio, como desculpa?

Se há coisa que os cristãos têm de ter em grande conta é a justiça. Às mãos da justiça injustamente foi condenada a JUSTIÇA. Que absurdo tão grande, e tão grande foi que seria impossível repetir ou ultrapassar a proeza. Outros casos menores haverá, sem que alguém possa dizer "eu nem seria capaz de condenar uma pessoa inocente". Não?! Que farias?! Ouvirias o acusado, reflectirias, darias o benefício da dúvida, agirias de boa fé? Veremos então!...

Aquele tal "amigo" teria recebido mais benesses de Deus que o próprio judas? Judas traiu aquele que era o seu próprio Caminho. Que absurdo!

Acusaram-me de seguir um "excomungado". Seguir a Cristo é seguir um excomungado ou cismático, visto que as autoridades não lhe deram melhor sentença, deram-lhe sentença para lá do mais baixo, condenado ocultadamente [incompleto]

E já que não posso defender a Cristo no julgamento feito, posso defender todos aqueles que são acusados injustamente.

[incompleto]

ASCENDENS - Artigos Antigos Liberados

Caros leitores, 

o blog ASCENDENS tem quase 1000 artigos em memória. Uns estiveram publicados, outros nunca foram completos. Estamos a libertar alguns dos mais artigos.

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDLXVII

27/08/18

ASCENDENS - Grande Quebra no Número de Visitantes

Caros leitores, 

os indicadores mostram que estes 8 dias o blog ASCENDENS teve a maior quebra no número de visitantes desde há vários anos. A média diária desceu aos 50 visitantes, nestes últimos dias. Isto deve-se à falta gradual de publicações, nos últimos meses.


Por outro lado, decorreu mais um almoço anual de amigos tradicionais católicos, e do qual não faremos publicidade mais detalhada.


15/08/18

ALJUBARROTA, PASTORINHOS DE FÁTIMA, ASSUNÇÃO


- 13 de Agosto: os Pastorinhos de Fátima ficaram privados das aparições. Foram levados pelo Administrador do Conselho de Ourém (activo republicano, e maçon), o qual estava convicto que tudo era uma farsa do Clero para aumentar o poder e influência da Igreja e da crença. As crianças foram duramente interrogadas e fortemente pressionadas para darem a verdade por mentira. Foram presas. [O Trono de Portugal estava em risco de fugir para um rei ilegítimo, por estrangeiro. Os portugueses, em meio de uma crise dinástica viam-se ameaçados por forças mais poderosas, mas resistiram e se mantiveram fiéis aos seus deveres pátrios].

- 14 de Agosto: foi um tempo de grande provação. Os pastorinhos permaneceram presos, mas mantiveram-se fiéis em guardar o segredo e em não desmentir o que guardavam. [Não recuando, guiados pelo santo General das tropas, por dever quiseram os portugueses resistir ao invasor directamente, travando-se batalha em Aljubarrota. Ganhou a defesa da legitimidade ao Trono de Portugal.]

- 15 de Agosto: ao terceiro dia, depois de novo interrogatório, foram por fim libertos neste dia de Assunção. [Foi com especial solenidade celebrada a festa da Assunpção de n. Senhora, quem deu a vitória. D. João I cumpriu então a sua promessa, construindo o Mosteiro de Nossa Senhora da Vitória, conhecido como Mosteiro da Batalha, obra magnífica na Europa. Também em dia de Assunção, anos depois, D. João I redigiu Carta onde decreta que o Reino de Portugal passaria a usar como referência de datação o ano de nascimento de Nosso Senhor, e não mais o calendário Hispânico (ou de César). Sto. António de Lisboa nasceu num 15 de Agosto]

Algures, ficou incompleto o nosso estudo, no qual se mostra que são conhecidos nos séculos passados indícios de que o nascimento do Santo Condestável teria sido a 13 de Maio (ex: Jorge Cardoso começa por supo-lo na sua monumental obra Agiológio Lusitano).

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDLXV

DA IMAGEM DE N. SENHORA DA VITÓRIA

Nossa Senhora da Oliveira
Defronte daquela Real Casa, e magnífico Templo da Colegiada da notável Vila de Guimarães, dedicada à Senhora da Oliveira, e da sua porta principal fica o padrão, (de que falamos no tit. 8 da Imagem de nossa Senhora da Oliveira) e entre ele, e da porta principal distancia de dezassete passos, fica um átrio de passeio. É este padrão (como fica dito) obra não só magnífica, mas muito curiosa pelas muitas Imagens, que nele há, e de obra tão miúda, que parece que não podia obrar coisa mais perfeita em madeira. Fica debaixo de uma abóboda, levantada sobre quatro pilares, revestidos de colunas, (como também já dissemos) e sobre eles assentam quatro arcos com bastante vão, e largura. No alto do arco fronteiro à porta da Igreja se forma uma tribuna, nela se vê um Altar com a frente para o Ocidente, em que está colocada uma devota Imagem de nossa Senhora, a quem dão título de Victória. E a esta soberana Senhora atribuem muitos o milagre da oliveira; porque na ocasião em que a colocaram, reverdeceu. E deram-lhe o título de Vitória, pela que deu a ElRei D. João o Primeiro na batalha de Aljubarrota. Tem obrado muitos milagres, e assim é muito grande a devoção da gente para com esta Santíssima Imagem, e a vão buscar em seus trabalhos, e necessidades. A sua estatura são quase cinco palmos, é de rocha, e de vestidos, que tem muitos, que lhos oferecem os seus devotos em sinal de agradecimento, pelos benefícios que da Senhora recebem. Vem-se aos lados da Senhora, de uma parte São Dâmaso Papa, natural da mesma Vila; e da outra S. Torcato Bispo, e Mártir (cujo corpo está inteiro, uma légua distante da mesma Vila, em um túmulo com grande veneração, e ornato tão rico, que não parece ser coisa de gente muito ilustre, e de povo muito nobre. Ali estão pintados muitos quadros dos milagres, e maravilhas, que a Senhora tem obrado.

Aos pés do Altar desta Senhora está retratado de meio relevo a figura de um Advogado, que se chamava Pedro Lobão, o qual sendo Advogado naquela vila, tomou por empresa o querer derrogar os privilégios, isenções, e liberdades dos caseiros, e trabalhadores da Casa de nossa Senhora, e também dos Priores, e Cónegos daquela Colegiada, e o fazia com tanta instância, e paixão, que estando uma manhã conversando junto daquele Padrão, e defronte da Senhora da Vitória, como Abade de Freitas, e Luís Gonçalves, ambos Cónegos da mesma Colegiada; eles o repreenderam diante de outras mais pessoas, da perseguição que fazia aos tais privilegiados, e que se naquele negócio continuava, se guardasse a ira de Deus. Ao que ele respondeu, que não era o diabo tão feio como o pintam, que em quanto vivesse, (sem embargo do que lhe diziam) não havia de cessar, nem abrir mão disso. A qual palavra ele não tinha acabado de pronunciar, quando repentinamente caiu quase morto em terra, e com a fala de todo perdida, e rosto tão disforme, que mais parecia fantasma horrendo, que homem, e assim foi levado a sua casa, onde logo espirou.

Foi este cadáver levado à sepultura, ao Convento de S. Francisco, onde se seguiu outro sucesso não menos maravilhoso: porque morrendo sua mulher depois de trinta e três anos, se mandou enterrar no mesmo jazigo, o qual sendo aberto para esse efeito, se achou nele o corpo de seu marido todo inteiro, e somente com o gorgomil gastado, e as mortalhas. Foi assim tirado fora da cova, e posto à vista de todo o povo, encostado à parede da Igreja até ir o corpo de sua mulher, para ser enterrado na mesma sepultura, onde foi outra vez sepultado o desforme, e feio cadáver. E para exemplo, dispondo-o assim Deus, para que conhecesse o mundo todo, o quanto a Senhora quer que sejam honrados, e estimados os que a servem, e conservados os seus privilegiados nas honras, e privilégios, que por seu respeito se lhes concederam, se mandou naquele lugar tão público retratar naquele miserável estado, aquele seu perseguidor, e escrever em pergaminho aquele prodigioso sucesso, para se conservar no arquivo daquela Real Casa. Da Senhora da Vitoria escreve o Padre António Carvalho da Costa, em sua Cronologia Portuguesa tom. I lix. I cap. 13 e outros muitos, como se vê do título da Senhora da Oliveira acima. (Santuário Mariano Tomo 4, pág. 188 e seg.)

FRASES DO SANTO CONDESTÁVEL DE PORTUGAL

Altar mor da igreja do Santo Condestável (1951)

"Que há-de ser do Reino, que assim fica deserto? Quem o há-de defender de alguns se contra ele quiserem ir?"

"Deus não queira que por dádivas e largas promessas vá contra a terra que me criou; mas antes despenderei meus dias e espargerei meu sangue por amparo dela".

"Não cumpre que por vosso aso se perca a Cidade, e o Reino seja posto em aventura. A qual coisa, pois verdadeiro português, sois, não vos deve consentir o coração".

"E mais vale pôr-se o Mestre [de Avis] em aventura com eles todos e pelejar com El-Rei (…) [estrangeiros] que ficarem sujeitos a (...) [rei estrangeiro]".

"Portugal sempre foi Reino e isento por si e não sujeito (…), e ora não é a razão de o ser".

"(...) temos justa querela e razão dereita para defender nossa terra (...)".

"(...) ainda que fosse contra todos los reis do mundo, ele [o Mestre] deve de continuar a sua defensão e de todos aqueles que lhe som sujeitos (...)"

"(...) que defender vossa terra e bens, o que dereitamente sois teúdos de fazer".

"Na outra cousa em que duvidais segundo parece, que é a vinda de meus irmãos em sua campanha, isto nom temais per nenhuma guisa, nem Deus nom quisesse que nenhum per mim fosse enganado; cá eu nom os hei por meus irmãos em esta parte, pois que vêm por destruir a terra que os gerou; e nom digo contra meus irmãos, mas em verdade vos juro que, ainda que i viesse meu padre, eu seria contra ele (...)"

"Ah! Portugueses! Pelejai, filhos e senhores, por vosso rei e por vossa terra!"

14/08/18

ALJUBARROTA - VÉSPERAS DE ASSUNÇÃO

D. João I perante Nossa Senhora da Oliveira, a quem faz voto de construir um Mosteiro se Ela lhe desse a vitória.

Entender a vitória de Aljubarrota é entender o que nos compete do nosso lado:

- O sinal de Deus para defendermos Portugal das pretensões exteriores;

- A confiança em Deus para fazermos o que nos compete  (… e a Ele cabe considerar as recompensas "victórias");

- Deus pode fazer vencer o fiel mais débil, sobre um maior fiel menos justo;

- A vitória começa pela fidelidade e confiança em Deus;

- Ao exemplo do Santo Condestável, a batalha começa e fundamenta-se de cada qual consigo mesmo (este Nobre era um exemplo de integridade e de grande virtude).

- A defesa daquilo que é nosso é a nós que Deus incumbe.

Por outro lado, também há que considerar:

- O orgulho e a vaidade não são cavalo que se monte;

- Não adiantam santos aparatos se a verdade e a justiça ficar em causa;

- Mais vale pouco e certos, que muitos e errados;

- As honras e dignidades não decidem batalhas católicas.

03/08/18

CATECISMO e catecismos


De forma muito resumida, apenas em tom de urgente aviso a incautos, o blog ASCENDENS repete hoje aquilo que seu autor sempre anunciou pelos vários locais de discussão:

- Os vários catecismos não têm todos o mesmo valor;

- Entre todos, podemos destacar dois grandes grupos: a) o Catecismo Romano, b) e as aplicações, desdobramentos, etc. nas versões posteriores, as quais inequivocamente têm promulgação mais modesta;

- Entre este último grupo há a destacar os casos "problemáticos", ou seja, os catecismos que são fruto da tentativa de submeter a Doutrina tradicional da Igreja a uma visão baseada no Concílio Vaticano II; situação que acaba por inverter a ordem própria, que é a Doutrina segundo a Tradição como regra e guia de interpretação católica, seja ela pastoral, jurídica, disciplinar etc.

- Estamos seguros quanto ao Catecismo, por dois motivos: a) porque seguimos a mais autorizada e experimentada "versão" anterior ao tempo dos complicados labores pós-conciliares: Catecismo Maior de S. Pio X (com as explicações e exemplos), b) porque não retirámos ao Catecismo Romano o seu lugar ímpar entre os catecismo, ou seja, que este é O Catecismo. (são estas considerações formais, e não meras recomendações que necessitariam de outro tratamento).

Lembramos que ao Papa é dado o poder para GUARDAR, DEFENDER, ENSINAR a mesma Doutrina, Moral e Costumes, e NENHUM poder lhe foi dado para nestas matérias inovar (cf. Concílio Vaticano I).

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