31/07/17

VISITAR PORTUGAL - Lamego - Santuário (IX)

(anterior, Óbidos)
 
Hoje vamos a Lamego; mas não todo, porque ficámos detidos na grande maravilha que é o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.


 
Contudo ... não nos resta outra alternativa que a obrigação de condenar a profanação do templo, por haver turismo dentro do espaço sagrado das capelas do templo. E a isto parece soar a voz da opinião geral do nosso tempo "mas então, é assim em quase todas as igrejas apetecíveis ao turismo... é assim mesmo, é normal" ... é quase normal, ou seja, norma, e é assim mesmo que acontecem profanações (é assim, e não apenas).

Tratem os Bispos de estudar o assunto tendo em conta os antigos livros, que era aos antigos que estes cuidados interessava gravemente, e tomem medidas; porque se não as tomam, juntam-se aos "sacrilégios" o agravo das "indiferenças com que Ele hoje é ofendido". E parece-me ouvir outra voz de um tradicional católico dizer-me "escreva também que hoje grande parte dos templos estão já profanados"; e eu respondo "neste momento não me apetece dizer que é verdade".

(continuação, Campo Maior)

26/07/17

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDXXIII

UMA IMAGEM - CONCÍLIO VATICANO II

Foto da Praça de S. Pedro, a 11 de Outubro de 1962, por ocasião do Concílio Vaticano II: uma multidão de católicos, o aparato, a iluminação das velas que passavam seguras nas mãos esperançosas ... Mas a obra gigantesca que o Concílio representou não parou ainda de nos surpreender com as suas consequências.
 

25/07/17

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDXXII

NA SERRA ALTA - HONRAR OS SUPERIORES LGÍTIMOS

D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, Venerável da Santa Igreja
 
"Porque os nossos legítimos reis são nossos legítimos superiores, os nossos antigos tiveram virtude católica de honrá-los, desconfiando prontamente das teses adversas. (...) Eis um mau costume liberal lentamente assimilado pós victória liberal, eis um pecado mortal ao qual só a ignorância e a confusão poderão livrar de culpabilidade: tratar os nossos Reis legítimos com soberba, igualdade, desdém, juízo temerário, rebeldia, e outras posturas vis que, em outros tempos equivaleriam a uma debandada para o exército inimigo."
(na serra alta - J. Antunes)

09/07/17

MODERNISMO - A DEFINIÇÃO É NECESSÁRIA E URGENTE

O modernismo aplica-se e desdobra-se a várias áreas, como seja à filosofia, teologia, sociologia, artes em geral etc.. tomando depois cada qual certo rumo próprio.
 
O blog ASCENDENS insiste que a definição de MODERNISMO é VITAL na Igreja, e era urgente. A indefinição tem feito estragos incalculáveis entre os católicos: uns porque atacam o "modernismo", outros porque dizem não ser "modernistas", outros porque querem olha o modernismo parcelarmente, outras diversas coisas. É um assunto sério, e não há tempo para melindrices.
 
Ao longo dos anos demos indícios e clarificações sobre o MODERNISMO (embora, por prudência e receio nunca tenha sido feito artigo ou obra acabada), esse problema fundamentalmente ONTOLÓGICO; também sobre o problema da volatilidade do conceito no uso, sintoma do mesmo modernismo.
 
O perigo de não saber o que é MODERNISMO e combater o "modernismo" é real,e cada vez será mais notório. O perigo de não saber o que é MODERNISMO e sem saber motivo válido colocar-se fora dele é um problema, que acontecerá cada vez mais. SIM. Não receamos dizer que não poucos que se dizem tradicionalistas são meros "modernistas-conservadores" (havemos de explicar isto melhor, porque poderá parecer contraditório).

Eu, autor deste blog, conheço várias "regiões" da Igreja, o seu clero (vida e formação); falo de algo que conheço de dentro, por décadas, e desde tenra idade, quando me refiro a "modernismo". A literatura respeitante serviu-me mais de complemento, afinação, e confirmação. Da própria pele me sai que: HÁ QUE SABER DEFINIR MODERNISMO, sim , MAS que tal exercício não pode ser feito sem GRANDE PERIGO (porque muitos que se dizem inimigos do modernismo estão mais em situação de ter de corrigir-se, e não poderia acontecer que tentassem uma "definição" que os sirva, piorando ainda mais a situação actual). Da nossa parte, sempre acusámos o que hoje aqui mostramos, sempre dissemos haver confusão de conceitos etc... somos insuspeitos.
 
A visão ONTOLÓGICA é um dos melhores antídotos contra o modernismo, mas sem intelectualismos demasiados, e mais com sentido pratico do olhar do dia a dia.
 
Pois bem ... a quem por esse tempo aqui e em outros lugares fechou os olhos a tal apelo nosso, cá vai:

"O modernismo foi um erro combatido a seu tempo. Ainda hoje influencia certa teologia. Mas, não tem o menor sentido viver numa cruzada paranoicamente anti-modernista! Acusam de modernismo grandes teólogos do século XX, como Henri de Lubac e Yves Congar e denigrem a memória do grande teólogo Hans Urs von Balthasar! Todos esses teólogos eminentes e santos, apesar de serem somente padres, foram feitos cardeais por João Paulo II Magno e são queridíssimos de Bento XVI. Quanto a de Lubac, Ratzinger o considera um de seus mestres! Será que João Paulo II e Bento XVI são hereges modernistas? Ou será que são ignorantes tolos, que nem percebem o perigo desses teólogos? " (artigo de D. Henrique da Costa, 29 de Dezembro de 2008 ainda como Cónego, publicado ainda no seu site pessoal)
 
Chocante? Para alguns será, para outros quase, e para outros estará tudo em conformidade.

Como é mau ter título de "modernista", ninguém o quer ter; como é moda o título de "tradicionalista", muitos o querem. Há que ter esta realidade em grande conta, e reflectir seriamente.

"PADRE SUMMORUM PONTIFICUM" ?

 
Faz tempo significativo que temos acompanhado um dos casos aos quais não sabemos dar nome; porque ainda ninguém parece ter-se atrevido a dá-lo. Que nome dar aos Padres que seguem exclusivamente a Missa tradicional (como os restantes sacramentos), e doutrina tradicional selecionada (removendo-lhe o que fere a obrigatoriedade pós-conciliar)? Porque a pedra fundamental invocada por estes foi o Summorum Pontificum, e porque não podem ser considerados tradicionalistas, chamemos-lhes "padres summorum pontificum" [quem tiver melhor nome, diga].
 
Qual o motivo de nunca ninguém se ter lembrado de dar nome a estes casos, ou se há nome para eles não é conhecido por nós sequer? Porque estes poucos casos, crescentes, não são estimados: envergonham a uns, e são apenas tolerados pelas autoridades, que se servem deles para satisfazer aquilo que consideram ser uma das "modalidades católicas" agora em moda.
 
Caros leitores, existem hoje estes padres summorum pontificum, e trazemos hoje o caso de um deles, do qual não queremos dar nome nem lugar (há terceiros em causa). É muito provável que deste caso façamos mais artigos a este complementares, os publiquemos aqui, se não forem antes em algum do nosso ciclo de blogs amigos.
 
Este Senhor Padre summorum pontificum costuma apenas dos usos sacramentais antigos, funciona em templo grande e destinado pela paróquia, tudo em total sintonia com o Bispo Ordinário do lugar. Portanto, quem na paróquia quer participar na missa segundo Missal de Paulo VI vai a um lado, e quem quer assistir à Missa segundo o Missal de João XXIII vai a outra (e quem quer ir às duas, esteja à vontade).
 
Segue ele o Concílio Vaticano II? Não propriamente (quem é que o segue realmente!?), mas segue as directivas incontornáveis do "magistério pós conciliar". Além de incluir o Catecismo de S. Pio X nos vários livros recomendados, e livros escritos por santos, outros há que estão em linha incompactível (não tão pronunciadamente que a maioria dos fiéis saiba distinguir).
 
"Se houver por aí exagerados [tradicionalistas] de mentalidade antiquada pode acontecer que fiquemos todos sem sacramentos, sem esta missa. É isso que querem?". Existe este aquele tipo de jogo injusto contra os raros fiéis que se dão conta dos erros e comentam algo: ficam colocados sob o olhar da restante comunidade que lhe diz "calai-vos, ou ficamos sem missa por culpa dos vosso exageros". A preocupação e tentativa de abordagem de um problema real e maior, como se vê, acaba por ficar mascarado de problema subjectivo incómodo à comunidade (é esta corporação no mal e na mentira ainda mais grave pela circunstância, e que entra na marcha de fazer dos Meios ordinários da graça os fins). Os sermões de considerações vagas e veladas contra os fiéis mais lúcidos (os "ameaçadores") acaba por acender na alma dos restantes fiéis gradual inquietação e incógnita, que, mais tarde ou mais cedo, acabarão por equivocadamente encontrar pouso naqueles fiéis alvo.

O próprio manifestou em sermões que aquela comunidade não é tradicionalista, que trata-se de um movimento de pastoral diferente, porque todos na Igreja somos diferentes, e que por isto mesmo há movimentos diferentes na Igreja. Este Padre summorum pontificum quer agradar à autoridade, porque depende disto para viver (provavelmente não quereria ou conseguiria voltar à nova Missa), e não admira que agora mais recentemente tenha até negado o nome "tradicionalista".
 
Pelo que temos acompanhado durante aproximadamente 2 anos, o percurso desta história sempre a descer, mas sempre a subir quanto ao número de fiéis.
 
Este fenómeno não é em Portugal; não há em nossa escrita coisa alguma irreal neste caso e que não tivesse sido moderada previamente. O que aqui está é um resumo, e contamos fazer mais artigos a este respeito.

Eis um assunto que nos diz a todos, e urge também reflexão pessoal ao respeito.

Aguardemos mais notícias.

06/07/17

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDXIX

CONTINUAÇÃO DA "A CASA SEM SARTO, NOVAMENTE?"

 
O Miles, autor do blog A CASA DE SARTO à nossa contestação já reagiu (aqui), agora menos doce, mas mais directo.
 
Que motivos tem o Sarto (assim lhe costumamos chamar) contra o blog ASCENDENS? Vejamos pela lista de possibilidades (não dispostas em rigor cronológico, tudo isto é público):
 
- Era 2008, em dado contexto, na caixa de mensagens do blog A CASA DE SARTO chamei-o "modernista"; acrescentando a minha disponibilidade para dar explicação de tal afirmação (esta caixa de mensagens foi recentemente apagada).

- O blog ASCENDENS enviou ao A CASA DE SARTO um pedido para remoção da ligação do nosso blog daquela lista de blogs. O motivo apresentado foi o de certa incompatibilidade, e de alguma contradição de pensamento, ainda que ilustrado de muitos afamados autores.

- O A CASA DE SARTO redigiu um artigo no qual atacou gratuitamente a Mons. Fellay (FSSPX), violentamente reactivo, não apresentando necessárias razões objectivas! A surpresa e indignação levou à reacção de alguns seus leitores acostumados, e espalhou-se ao mundo tradicionalista internacional; o site PERMANÊNCIA redigiu reprimenda, e outros houve em língua espanhola. De forma breve e pouco assinalada o blog ASCENDENS também manifestou surpresa e descontentamento.
 
- Da parte de cá, até 2011, nada de mais houve a assinalar; até que surgiu um pequeno debate a respeito da Igreja/escravatura, no qual, convenhamos dizer, o Sarto ficou refutado na sua posição por apostar na opinião comum, a qual eu conhecia bem, e que, por isso, nela tinha encontrado os erros que me tinham levado já à publicação de fontes e artigos das matérias.
 
- Por ocasião de uns comentários no VERITATIS, diante do mesmo Sarto, e perante a posição que tomou, critiquei o vínculo demasiado forte entre o A CASA DE SARTO e a "linha espanhola", e também o critério, ou falta dele, para distinção de matérias.
 
Assim foi até ao dia de ontem. Não parece nisto haver motivos para o autor do A CASA DE SARTO insistir contra o autor do blog ASCENDENS, sendo que nunca nos enviou críticas ou recomendações, ou pedidos de esclarecimento; o que não significa que não o tenha feito e dirigido a outros, ou em lugar por nós não acostumado... ou orquestrado outros intentos que nos tivessem chegado ao conhecimento em Portugal, na Espanha, ou na Argentina!
 
De que mal se queixa afinal o autor do A CASA DE SARTO!?

Sarto, pare e olhe ...
O que me quer!?

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDXVIII

NA MINHA ALDEIA - AS POLÍTICAS

Acabo de encontrar isto:


Comento, imaginando certa aldeia:

- As casas da rua x foram construídas em parte pelos próprios donos, com granito, e barro. Não havia que pedir autorizações especiais numa construção destas em terreno próprio, nem havia que pagar imposto por tal.

- Em seu terreno cada qual tinha junto da habitação espaços para animais: cavalo, burrinho, porco; não havia problema se era gente em condições que os tinha.

- Fazia-se muita troca directa, comprava-se e vendia-se aos vizinhos, sem papeladas.

- As feiras não existem porque não há que ter nelas, nem quem lá vá.

- Quase todas as casas produziam o seu vinho e água-ardente, que se guardavam nas adegas, e ofereciam aos amigos, familiares, visitas. Hoje só a medo se produz a mesma quantidade, e a aguardente-boa nova só se clandestina, ou fraca.

- A matança do porco, que pelo menos uma vez por ano era feita em quase todas as casas, à porta, ou no quintal... ainda pode existir, porque a polícia fecha os olhos.

- O mesmo queijo que os meus avós compravam para diariamente terem, hoje é luxo.

- Constata-se que, em tempos de Salazar, principalmente no Interior cada qual era senhor de suas terras, casas, animais, etc.. Hoje, ter o mesmo é privilégio, e até o que temos não é nosso: a dívida que cada país contraiu é cada vez maior, a juros tão altos, que toda a situação declara que aquilo que pensamos ser nosso já não o seja realmente.

Este foi o resultado a que a política levou, contra a Tradição que a Civilização Católica nos tinha legado; e aqui vimos apenas símbolos pequenos mas capazes.

"A CASA SEM SARTO", NOVAMENTE?


Caros leitores,

o autor do blog A CASA DE SARTO veio agora à caixa de mensagens do nosso artigo "O DRAMA - A Associação CAUSA TRADICIONALISTA" para deixar esta sentida mensagem: "Informo o "Ascendens", que tenho em consideração de grande admirador d'"A Casa de Sarto", que esta última vai voltar à actividade regular proximamente e com todas as temáticas tão ao gosto do "Ascendens"." (Miles - 05/07/2017 - 11:47); e em resposta: "...todo eu sou alegria!" (Ascendens - 06/07/2017 - 11:47). Constata-se que, por exemplo, o blog VERITATIS, o qual pertence ao nosso grupo de blogs amigos (portanto, na mesma linha), andou a ser frequentado e comentado pelo autor da A CASA DE SARTO; contudo, o VERITATIS não mereceu agora nenhuma informação como aquela que recebemos do autor. Coincide que ontem, por outras vias, tínhamos tomado conhecimento do regresso do A CASA DE SARTO e preparado este artigo:
 
cabe-nos fazer significativas aclarações, visto que foi anunciado o regresso à actividade no blog A CASA DE SARTO.
 
"Em 2008 o autor do blog ASCENDENS solicitou ao Sr. Pe. Daniel Maret (FSSPX-Portugal) que:
- fossem convocados para reunião certos blogs tradicionalistas portugueses, por haver pontos divergentes nas publicações;
- para bem da Igreja e saúde da blogosfera católica, colocassem sobre a mesa as ideias divergentes;
- que o Senhor Padre aceitasse fazer de juiz das questões disputadas, com fim à unidade e clareza para bem da Igreja.
O Sr. Pe. Daniel Maret alegou-se pela ideia, e fez tentativas junto a um ou dois blogueiros (visto que os restantes estavam por mim tratados já). Os blogues eram:
 
- A CASA DE SARTO
- ASCENDENS
- o "Agnus" (autor de vários blogs)
- provavelmente o GAZETA DA RESTAURAÇÃO etc.
- VETUS ORDO
 
O autor do A CASA DE SARTO, com quem havia mais significativa discordância, o único que costumava frequentar o edifício da reunião, foi quem resistiu à ideia. Esta reunião de blogs nunca veio a acontecer; lá se foi a possibilidade de unidade "ideológica", clareza, diálogo (até debate)."
 
Fica assim mostrada a existência de diferenças entre blogs ditos tradicionalistas em Portugal, nomeadamente entre o A CASA DE SARTO e o ASCENDENS, e  o indício dos motivos vários para a não unidade na verdade [parece que o A CASA DE SARTO só conhece a "unidade" política]. Como o ASCENDENS, outros blogs tradicionalistas portugueses não foram inspirados pelo A CASA DE SARTO para que se pudesse dizer que começaram nessa linha e divergiram dela. Não admite isso, Miles?

Mais teremos para informar.

Previmos que, desde 2017, os erros venham mais refinados que antes e apresentados e tragados como solução para outros mais óbvios e sensacionais, independentemente de culpabilidade ou inocências! O recurso à política, activismo, e ao falso argumento de autoridade são o que contra a verdade mais tememos ver ampliados.

Aguardemos, e veremos!

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDXVII

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