19/07/16

O MASTIGÓFORO - N ("Natureza")

Natureza - Houve tempo, e não vai muito longe de nós, em que esta palavra foi inocente como significativa da força das causas segundas, que lhes era comunicada pelo seu Autor, e faltava-se sem receio nas obras da natureza como excelentes, e admiráveis; hoje a natureza é mais um capote em que se embrulha o Ateísmo; a natureza faz tudo, porque chega a fazer os homens bons ou maus, visto que hoje em dia os temperamentos, e os climas resolvem os mais difíceis problemas sobre o físico, e moral do homem!! Natureza é hoje o móvel supremo dos astros, dos elementos, dos mares, e dos animais. O nome de Deus vem como por cerimónias, e aparato na frente de alguns livros Filosóficos para nunca mais aparecer, e uns que lhe furtam o corpo, ou a língua quanto podem são os Mações, que não há que pinhar-lhes outro nome, que não seja o de Natureza que muito lhes agrada, e quando se vêem apertados recorrem ao Supremo Arquitecto, ou ao Ente Supremo, que são estes uns novos disfarces para enganarem os simples e os ignorantes, como ainda veremos debaixo da primeira destas palavras, e já o deixámos apontado na segunda.

(Índice da obra)

4 comentários:

Cláudia Arruda disse...

Pois...Que quer dizer: "...forças das causas segundas"...!?

ASCENDENS ASCENDENS disse...

Causas primeiras e causas segundas... filosofia. Ver S. Tomás de Aquino.

Cláudia Arruda disse...

Salve Maria!

Obrigada pela dica.Ficou claro agora!


(...) Manifesta-se, então, em toda a sua extensão a profundidade, não apenas o papel, mas o sentido das causas segundas. O sentido dessa causa imanente de seus atos que é, em cada ser, sua natureza. O sentido da ação das naturezas, dos seres uns pelos outros. Não é porque Deus precisa dessas causas segundas: “ Não é por falta de Poder de que Deus age pela mediação das criaturas, mas pela abundancia de sua bondade. Com efeito é por bondade que ele comunica à sua criatura não somente que, ela mesma, seja boa, mas que tenha a dignidade de ser causa de bondade para os outros”(I. q. 47. a. 3. sol. I).(...) (Tomás de Aquino – Suma Teológica I , pág. 52, O Universo)



Cláudia Arruda disse...

Salve Maria!

Obrigada pela dica. Ficou claro agora!

(...) Manifesta-se, então, em toda a sua extensão a profundidade, não apenas o papel, mas o sentido das causas segundas. O sentido dessa causa imanente de seus atos que é, em cada ser, sua natureza. O sentido da ação das naturezas, dos seres uns pelos outros. Não é porque Deus precisa dessas causas segundas: “ Não é por falta de Poder de que Deus age pela mediação das criaturas, mas pela abundancia de sua bondade. Com efeito é por bondade que ele comunica à sua criatura não somente que, ela mesma, seja boa, mas que tenha a dignidade de ser causa de bondade para os outros”(I. q. 47. a. 3. sol. I). (...)

(Tomás de Aquino – Suma Teológica I , pág. 52, O Universo)

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