20/03/13

PAPA e PATRIARCA DE LISBOA: O ASTERISCO (I)

No nosso Rito Romano apenas o Papa e o Patriarca de Lisboa podem usar o asteriscum. O asterisco é um resguarde colocado sobre a patena no ofertório fazendo primeira e pequena elevação. Esta peça é formada de braços nos quais vão em cada um o nomes de cada Apóstolo.

Nome dos Apóstolos nos braços do asterisco
Mais recentemente o Papa Bento XVI usou um asterisco a 17 de Abril de 2008 (nos U.S.A.)


Um asterisco papal:


Um dos asteriscos do Patriarca de Lisboa (Museu Tesouro da Sé Patriarcal de Lisboa), foi o último asterisco a ser usado até ao momento por um Papa (Bento XVI em 2010 em Lisboa - no Terreiro do Paço):


Bento XVI na Missa no Terreiro do Paço (Lisboa), usando o asterisco
do Patriarca de Lisboa (ano 2010)


(continuação, "Tiara Patriarcal")

6 comentários:

Anónimo disse...

Muy bueno

ASCENDENS ASCENDENS disse...

Gracias.

al cardoso disse...

So uma pergunta: Porque e que o Patriarca de Lisboa e, porque existem mais tanto quanto sei, e diferente dos outros?

ASCENDENS ASCENDENS disse...

Al Cardoso,

Obrigado por comentar.

Eu não sei se entendi bem. Vou tentar responder ao que me parece que entendi.

Existem Patriarcas honoríficos (não têm patriarcado, é algo simbólico apenas), como é o caso do Patriarca de Veneza e o Patriarca de Toledo. Este não é o nosso caso em Portugal...

No séc. XVIII a Santa Igreja fundou o Patriarcado de Lisboa, sendo o único caso na história de Igreja em que um Patriarcado é fundado séculos depois de terem sido criadas as primeiras comunidades (igrejas) na Santa Igreja Católica. Portanto, os patriarcados são igrejas fundacionais da Santa Igreja Católica, pelo que parece muito estranho poder existir um patriarcado fundado no séc. XVIII. É que Portugal a Santa Sé reconheceu que Portugal foi fundador da comunidade católica maior da Igreja que ia da África, Índia, América...

Pode imaginar o que isto implica de extraordinário. Por esse motivo, ao longo da história os Papas, sucessivamente, foram reconhecendo a importância desta igreja (Patriarcado de Lisboa) que lhe foram dando símbolos correspondentes. A soma de todos esses símbolos, no seu conjunto, é o maior entre todos os patriarcados do mundo e maior que todos eles em conjunto: apenas o Papado tem mais símbolos (expressões de realidades honrosas) que o Patriarcado de Lisboa.

Contudo, como o Patriarcado de Lisboa requeria uma manutenção onde a Coroa tinha a sua responsabilidade, mas também tinha o seu mérito e regalias (como o "padroado"), D. Pedro VI, quando invadiu Portugal e se apoderou ilegitimamente do trono apoiado por liberais e Maçonaria, tinha contraído uma dívida colossal para apoiar a guerra contra o Rei de Portugal, seu irmão D. Miguel I, capricho que levou à pobreza imediata do Reino, dinheiro dado à banca judaica (principalmente). Por esta "dívida ao demónio", e por outra pior entregue ao mesmo, D. Pedro exigiu a extinção do Patriarcado de Lisboa ao Papa. O Papa ainda conseguiu negociar a situação de forma a salvar o mais possível.

Hoje o Patriarcado de Lisboa existe de forma um tanto indefinida, porque está extinto mas não está extinto... Mas este já é um tema complexo... O que é certo é que podemos dizer que da igreja fundada pelos portugueses em todo o mundo, por mais séculos que passem, ela existirá sempre mesmo que seja numa forma muito "apertada" (sufocada) pelo degradar da vida dos católicos.

Volte sempre.

Marco da Vinha disse...

Quando diz "um dos", significa que existem mais no museu?

ASCENDENS ASCENDENS disse...


Caro Marco da Vinha,

obrigado por comentar.
Não sabemos se esse foi o único, ou não.
Volte sempre

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