10/09/10

A UNIÃO - Aborto e Eutanásia - A MESMA FONTE



As memórias do planeta proporcionam a compreensão do nosso tempo. Muitas das vezes confirmamos na consulta ao passado as tendências e acções sociais que, por algum motivo, possam estar hoje a ser apresentadas com  especial suavidade. A ocultação do "lado feio" de "grandes campanhas" é o maior perigo na facilitação da recepção das mesmas por parte da população. Essas más ideologias e erros são então divulgados de forma mais refinada, discreta e penetrante (como vírus que avança, vai-se fortificando no meio por resistências sucessivas até o ganhá-lo).

Para vós, caros leitores, escolhi um artigo-denúncia de 1976 emitido pelo Centro Internacional Humanae Vitae (Canadá):

"Uma campanha internacional a favor da eutanásia soma-se à campanha em favor do aborto. Isto dentro da lógica do sistema, é natural, e já faz tempo que o "death control" está sendo apresentado como o corolário natural do "birth control" e o "genocídio" pela eutanásia, como corolário do "infanticídio" pelo aborto.


A ofensiva assinala-se e precipita-se pela petição pública pela revista norte-americana"Humanist" e assinado entre outros por três Prémios Nobel. Neste documento a eutanásia chamada de "passiva" (pela falta de vontade de tratamento) é realmente considerada como insuficiente e a eutanásia activa, ou seja, pelo uso voluntário de substâncias directamente mortais, é para esse lastimoso documento claramente indicada.

O Centro Internacional Humanae Vitae denúncia desde já e estigmatiza o aberrante desvio ou a inconsciência intelectual que testemunham este documentos. O facto de que esntre os seus signatários figurem personalidades sábias e conhecidas, não retira absolutamente nada à falsidade fundamental da tese e ao terror das práticas sugeridas. Faz uma chamada à opinião pública para que não se deixe enganar ou condicionar pelo uso de títulos habitualmente apresentados. A opinião pública deve estar persuadida de que existem outros meios para a luta contra as anomalias cromossómicas que o assassinato pelo aborto, e que há - cada vez haverá mais e mais - outros meios que o assassinato pela eutanásia para lutar contra os sofrimentos chamados incuráveis. Haverá que recordar que o primeiro realizado histórico da eutanásia em grande escala para os incuráveis ou ao que se qualificava de tal, chama-se Adolfo Hitler."

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