28/05/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (VI)

(continuação da V parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

3 - Moléculas

Como todo este assunto a respeito dos fósseis é tão inconsistente quase não resistia, e nem resiste, ao menor exame crítico, os crentes na hipótese da origem simiesca do homem decidiram procurar novos horizontes hermenêuticos para poderem demonstrar a hipótese. E assim apareceu o argumento das semelhanças moleculares. [repare-se que a ideia de que uma semelhança seria prova, já fazia parte do erro de lógica destes crentes]

Antes de prosseguir, acho conveniente fazer uma aclaração categórica: todos estes argumentos, baseados em semelhanças, para estabelecer o parentesco, são apenas sofismas, pois parecido e parentesco são coisas evidentemente distintas. O facto de que indivíduos aparentados tenham semelhanças, não significa, de forma alguma, que indivíduos (ou espécies) com semelhanças estejam necessariamente aparentados.

Suster o contrário, que a semelhança por si mesma constitui um prova de parentesco, é uma proposição que, estou seguro, nenhum biólogo aceitará defender, já que pelo bem conhecido fenómeno da convergência biológica, estruturas e funções praticamente idênticas podem desenvolver-se em indivíduos ou espécies geneticamente não relacionadas. De modo que toda a argumentação assente na semelhança, para provar o parentesco, carece de fundamento científico.

Mas voltemos às semelhanças moleculares.

Há vários anos, alguns cientistas, com um tom deliciosamente jubiloso, demonstraram que existem algumas moléculas (proteínas e ácidos nucleicos) semelhantes entre o homem e o chimpanzé. Com o qual ficaria demonstrado que o homem era parente próximo deste antropóide. O alvoroço foi indescritível! Mas... durou pouco. E em breve tornou-se uma verdadeira catástrofe, entre outras coisas, porque as árvores genealógicas entre o macaco e o homem, propostas pelos biólogos moleculares, contradiziam abertamente as árvores genealógicas propostas com base nos fósseis  adiantadas pelos antropólogos.

Santo Deus! Claro, os "novos exegetas" nem remotamente imaginavam onde se tinham acabado de meter. Com uma ingenuidade infantil - ao fim e ao cabo, deles é o Reino - apressaram-se, exultantes de regozijo, em busca das semelhanças moleculares para demonstrar, desta vez sim, "cientificamente", como tinha acontecido a mudança de macaco em homem.

Quando começaram a aperceber-se, já era tarde. Porque o que encontraram deitava por terra todas as supostas árvores genealógicas construídas pacientemente pelos antropólogos, durante anos e anos de esforçado e imaginativo labor. Uma verdadeira tragédia evolutiva.

Tantos anos a coleccionar um pequeno osso para aqui, outro para ali, alguns dentes acolá, para armar a "evidência" da nossa origem; tantos anos de fabricação de modelos de matérias moldáveis (totalmente imaginários) dos nossos "antepassados" (vestimenta, corte de cabelo, cor de pele e hábitos laborais e matrimoniais inclusivamente); tantos anos a manipular os dados radiométricos, de fazer desaparecer fósseis "heréticos" (ou seja, não encaixavam na hipótese); tantos anos para dizer ao público, do alto da cátedra eminente até ao livro de divulgação, como e quando o macaco se tinha transformado em homem..., agora, afinal, tudo teria mudado! Não há direito!

(continuação, VII parte)

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