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29/07/18

CONTRA FACTOS ... Os fósseis

Não somos criacionistas, e muito menos evolucionistas. Cientificamente perguntamos aos evolucionistas pela prova científica da sua convicção, e aguardamos ainda. Não encontrámos ainda discrepâncias entre a realidade e aquilo que a  ciência (conhecimento) por via da Revelação nos legou.

Os fósseis podem ser criados em um dia, apenas com calor e pressão.

Não é que recomendemos o canal, mas é a explicação mais resumida que encontrámos:


01/09/15

VOCABULÁRIO DEMOCRÁTICO Nº3 (II)

(continuação da II parte)


Se todos os animais perecerão em o diluvio, e seus cadáveres flutuantes foram transportados pelas aguas de uma a outra parte; que cousa mais natural e consequente, que depois de se retirar as aguas aos seus leitos, acharem-se os seus ossos disseminados pelos globo? E por este modo é algum milagre, que se encontrem ossos de elefantes na Sibéria, e cabeças de crocodilo em a Germânia? Mas um fundamento tão singelo, e tão natural dará pouca margem para formar contos; e a Filosofia quis antes (sem outra causa que seu capricho) pôr o primeiro assento dos elegantes e crocodilos em suas então sonhada cálida Sibéria, ei-la chegando com o tempo à dantes inabitável Zona tórrida, a fim de que désse lugar aos frios ursos e lobos, que ião suceder-lhes em os gelados pólos. Nada importa que no entanto estivessem os pobres lobos suspensos em as nuvens em lugar de estarem na terra; porque primeiro está levar adiante a disparatada mania de endoidecer-nos a cabeça com irrisória hipótese, de que todos os animais racionais, e irracionais nascerão dos esterco (ex putrescente matéria) como os insectos. (*)
* (Nada cobre tanto de opróbrio a razão humana como o estohdissimo e abominável Materialismo. Talvez agradará mais palpar sua necedade ridícula em uma:

NOVELA

Um navegante, depois de ter naufragado, foi lançado em terra numa grande Ilha povoada de grosseiros, e rudes habitantes, que nenhuma comunicação tinham com o resto do Continente. Antes de se encostar este desgraçado, para recobrar com o sono as forças perdidas pela vigília, e desfalecimento, em que se achava, tirou da algibeira o relógio, deu-lhe corda, e o pôs junto a si. Mas surpreendido pelas feras no tempo, em que dormia, foi por elas morto e conduzido a suas cavernas. Pela manhã os Ilhéus acharam por casualidade o relógio; e movidos da curiosidade de ver o que era que se movia dentro, tanto estudaram e trabalharam, que por fim conseguiram atinar com o segredo de abri-lo. Porém, que espectáculo tão maravilhoso a seus olhos! De repente foi ele o objecto de todos os discursos. Nenhum deles podia compreender como, ou por onde houvesse vindo ali, qual fosse seu uso, e muito menos quem houvesse sido o artista de uma maquina tão delicada e admirável. Todos admiraram a delicadeza, e finura de seu trabalho, a harmoniosa disposição de suas partes, a exacta, e ajustada correspondência das mesmas, a direcção universal encaminhada a produzir o movimento, e a caixa exterior feita com toda a previsão para o conservar. Porém, o que excedeu sobre tudo suas inteligências, foi a primeira força motriz, em quanto a mola esteve oculta a seus olhos. Nenhum duvidava, que quem fizera tal maquina era em sumo grau superior a eles em conhecimentos, e maquinismo. A nenhum lhe passou ao menos pela imaginação, ou que se houvesse ela produzido a si mesma, ou que fosse obra do acaso; e nenhum se fartava de admirar e celebrar o seu artífice. Sem embargo alguns sabiositos, que se tinham por mui superiores aos demais Ilhéus, começaram a contradizer a opinião geral, dizendo: que não se podendo dar a razão de como tivesse ali vindo a máquina, se podia afirmar muito bem que a terra a havia produzido. O mesmo foi ouvirem isto os outros, que começarem ás gargalhadas; e por modo de escárnio lhes começaram a perguntar: como acontecia, que a terra não produzia casas, chapéus, vestidos, e utensílios? Mas esta réplica capaz por si mesma de fazer entrar em juízo a qualquer, que ande em dois pés, foi justamente a que mais empenhou os tais doutores em acharem o modo, com que a terra houvesse produzido o relógio. Eis aqui como discorriam: “Os metais acham-se na terra: um fogo eléctrico ou vulcânico pode tê-lo fundido: a fermentação, que precisamente se haverá ocasionado, pode ter feito singulares combinações, e talvez poderá ter-lhe posto o ultimo perfil.”

Outro mais eruditos imaginavam, que muitos, e diversos metais se haviam derretido, e envolvido uns com outros, e que a simpatia deles, juntamente com a atracção, etc. etc. facílimamente, e como quem nada faz, teria traçado o plano, com que um metal com outro formassem diversas figuras de rodas dentadas, pêndulas, cadeias, etc. etc. E pelo que pertencia à igualdade perfeitíssima dos dentes, à finíssima proporção das partes, ás figuras exactíssimamente feitas umas pelas outras, e à evidente disposição de tudo a um fim maravilhoso, o atribuíam a um acaso, que, apesar de difícil, não tinha alguma impossibilidade. Porém o Povo, a quem é mui difícil (se não é impossível) fazer-lhes perder os estribos dos primeiros ditames da razão, se ria igualmente das explicações de uns, como das dos outros.

Se as ditosas dissertações sobre o relógio houvessem caído em nossas mãos, teriam escapado seu avinagrados autores de uma patente de loucos rematados?! Pois meus Senhores Materialistas, mutato nomine, de te fabula narratur. Por mais curiosamente, que esteja formado um relógio, não é comparável sequer com o corpo de um animal. O relógio não é produtivo, nem gera  outros relógios, nem tão pouco tem alma, espírito, ou razão. Logo, todos vós, Senhores Filosofantes, fazeis dissertações muito mais absurdas, que as que faziam os Ilhéus. Portanto, se estes tinham mérito muito de sobejo par serem lidos por loucos, vós sem dúvida o tendes ainda maior. Oh Filosofia moderna! Quando terá luz, sequer ao menos para saberem envergonhar-te de ti mesma?! ...)
Porém que loucura ou absurdo, por mais disparado que seja, não abraça a Filosofia, com tanto que possa fazer-nos delirar?!

Porém a Filosofia se tem feito célebre na Física à força de delírios, e ninharias, não é menos delirante na Metafísica. Seus princípios e axiomas principais correspondem a pedir de boca a seu predilecto prurito de delirar em tudo, e por tudo. Para fazer uma Matemática delirante não se necessitava de mais, que pôr um de seus princípios fundamentais, que um ângulo recto é, ou pode ser menos que um ângulo agudo, e eis-aqui transtornada toda a Matemática, feito o todo menor que a sua parte, e esta maior que o seu todo, e falsificado quanto até aqui era verdade evidente, e vice versa. Em os antigos tempos, em que a razão era o essencial constitutivo do homem, sobre ela se fundavam, e dela fluíam seus direitos, e seus deveres. Mas a Filosofia achou pouco pasto em um principio tão singelo, e tão evidente, para a sua mania de delirar sobre a liberdade, a igualdade, a independência, a sociedade, e os governos, etc. etc.; foi então, que substituindo àquele principio a potência física da natureza animalesca, e formando dela a base dos direitos do homem, não conheceu desde então limites em forjar delírios, que afagassem as paixões. A moderna Metafisica, pois, veio a parar em um caos de direitos contraditórios, quais são: Soberana escravidão, independência dependente, e arrazoamentos absurdos. No entanto delira-se, e delira-se deliciosamente. O que mais abusa da razão, é o mais qualificado de racional; e esta verdade austera, e a sabedoria profunda são olhadas, e tratadas com desprezo, e desdém. O que há ainda mais para admirar, é, que este deleitável delírio não só tem apoderado do cérebros das frágeis damas, dos estonteados petímetres, e dos anciãos deslembrados, e patetas; mas até por uma espécie de encantamento tem feito em todas as cabeças o mesmo transtorno, que os livros de cavalarias fizeram na de D. Quixote. No meio de seus mais sólidos raciocínios entravam como indubitáveis verdades seus caprichos, seus encantadores, e seus cavaleiros andantes. E qual é hoje o literato, que não há enchido suas obras de inundações, épocas, vulcões, aluviões, e terremotos? Qual, o que, como verdura em horta, não nos haja espalhado nelas os direitos do homem, a liberdade, a igualdade, a soberania, a ilustração, e toda a demais sorte de tonteiras? Quem nos diria, que havia chegar tempo, em que fôra vergonhoso não delirar?! Pois isto é o que actualmente está sucedendo. Desditoso o que marcha sobre os verdadeiros princípios da razão, da verdade, e da experiência: não é necessário mais, para ser apontado com o dedo como um supersticioso, e metido à bulha como um ignorantão, e um imbecil.

(continuação, III parte)

04/01/13

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (XVII)

(continuação da XVI parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

Até aqui desenvolvi o argumento sobre as mutações seguindo o esquema da hipótese evolucionista, para demonstrar que, mesmo assim, é totalmente impossível que elas possam criar novidades biológicas e transformar assim as espécies.

Mas a situação é muitíssimo mais grave. E aqui há que abandonar o dogma darwinista e passar à realidade; ou seja, abandonar o campo da fantasia e passar ao da ciência.

Para os esquemas da pseudociência darwinista não há lugar para o conceito de organismo, ou seja, para um conjunto de estruturas integradas que funcionam como um todo. Herdeira, ao fim e ao cabo, do mecanismo cartesiano, a hipótese evolucionista pensa em termos de partes. E assim os darwinistas acreditam ser possível que um organismo pode ir-se modificando por partes que, ao somarem-se, produziriam a transformação num outro organismo. Mas isto, na verdade, é um completo desatino. Ignoram a grande lei biológica do “tudo ou nada”.

De que serviria a um macaco, por exemplo, desenvolver pernas de homem, sem simultaneamente desenvolver pélvis de homem? De que lhe serviria uma pélvis de homem sem coluna vertebral de homem? Como pode existir mão de homem, com braço, antebraço e ombro de macaco? Como pode haver coluna vertebral de homem, sem crânio de homem, e vice versa?

Todas estas estructuras, ou aparecem simultaneamente e em estado de plena perfeição, ou servem para nada; pelo contrário, são um estorvo para a sobrevivência. Isto aplica-se, certamente, a todos os organismos vivos. E para que isto suceda, tem que ser mudado todo o código genético, em forma simultânea e sem um só erro. Para tal deveria ocorrer uma mutação gigantesca, um reordenamento radical de todo o código genético, dirigido e especificado aos mais mínimos detalhes, para produzir um ser vivo capaz de funcionar, portanto, capaz de viver. Mais isto constitui um milagre maior que a ressurreição de um morto.

Isto, que já tinha sido abordado na década de 30 pelo insigne biólogo e paleontólogo alemão Otto Schindewolf, encontrou o seu mais acabado expositor em Richard Goldschmidt, um dos três ou quatro genetistas mais eminentes do século.

Por volta dos anos 40, R. Goldschmidt, fervoroso evolucionista, depois de ter dedicado praticamente toda a sua vida ao estudo das mutações, apesar de acreditar na transformação de uma espécie noutra, conclui dizendo que é absolutamente impossível explicá-la mediante o mecanismo das mutações. Publicou um livro The Material Basis of Evolution e um artigo (American Scie., 40:97, 1952) de um rigor científico exemplar, onde demonstra em forma assombrosa o carácter totalmente anti-científico de todo esta mecânica das mutações.

Ninguém, absolutamente ninguém, foi capaz de refutar estas conclusões de Goldschmidt.

A comunidade científica, como geralmente sucede, não fez qualquer caso das conclusões deste investigador. Os mais "campistas" seguiram e seguem dizendo disparates a respeito das mutações, sem sequer terem o trabalho de analisar os próprios escritos, nem muitos outros autores que insistem no mesmo.

CONCLUSÃO

Como vê, caro leitor, nesta sucinta análise do tema, só tratei de esboçar os problemas levantados na transformação de uma macaco em homem, desde o ponto de vista meramente biológico.

Não é mencionado realmente o problema capital da inteligência do homem, que marca uma diferença em relação ao macaco não em grau, como dizem os darwinistas, mas sim de natureza, problema que não pode sequer colocar-se neste contexto.

Pretender explicar a inteligência humana por meio de mutações ao acaso dadas no cérebro do macaco é, evidentemente, não saber o que se diz. Ou, pelo contrário, sabe-lo muito bem…

Em suma: alguns macacos têm incisivos e caninos parecidos aos nossos; outros caminham aproximadamente à forma erecta. Algumas moléculas dos macacos são semelhantes às nossas (e de que outro material os evolucionistas pensam que estivéssemos feitos…? De plástico!?).

A Selecção Natural significa que os indivíduos que sobrevivem são os mais fiéis ao tipo (o qual conserva a espécie, e não a transforma). As mutações são absolutamente incapazes de explicar sequer o suposto aparecimento de órgãos novos (novidade biológica).

Onde está a suposta evidência científica de que o homem foi originado do macaco? Na verdade, em parte alguma. Este é somente um “dogma de fé” da revelação darwinista. Sabemos já que, para esta fé darwinista, nenhum argumento racional será efectivo.

(voltar à I parte)

15/12/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (XVI)

(continuação da XV parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

AS MUTAÇÕES


Mas, então as mutações? O código genético pode ser alterado por mutações, ou não? Perguntar-me-ia algum dos leitores.

Pois…! as mutações… Este é outro dos “mantras” sagrados do darwinismo (na verdade, do neo-darwinismo). Tal “mantra”, juntamente com a Selecção Natural, explicaria também a origem de todos os seres vivos; mas com a condição acostumada: não analisá-lo cientificamente.

Do ponto de vista científico, as mutações são alterações na composição química dos genes, dadas ao acaso, ou seja, dadas na muito complexa molécula do ácido desoxirribonucleico (ADN), onde está codificada a informação hereditária.

Pois bem, numa estructura altamente complexa qualquer mudança ao acaso tende inevitavelmente a deteriorá-la. Contrariamente, para melhorar tal estrutura, tal mudança teria de ser capaz de aumentar-lhe a ordem; e o acaso – por definição – não pode melhorar nem criar ordem. Só uma inteligência poderia fazer aquilo.

Por este motivo 99% de centenas de milhar de mutações estudadas foram daninhas, prejudiciais, deteriorantes ou letais. No melhor dos casos, verificaram-se neutras, ou por que o "gene alelo” (aquele gene que vem de outro seu progenitor) supre a função do muito danificado pela mutação, ou porque a mudança foi insignificante e não afectou a vitalidade do organismo.

As mutações supostamente “favoráveis” das quais falam alguns cientistas, não são quase nunca mutações verdadeiras; são sim, e apenas, manifestações da vitalidade genética própria de qualquer organismo, e que faz com que, em determinadas circunstâncias, se expressem genes que já estavam presentes – ainda que silenciados – porque o seu funcionamento não era até então necessário.

Mesmo no caso de que existissem mutações favoráveis nada aproveitariam. Pois a hipótese evolucionista necessita necessariamente, não de mutações favoráveis, mas sim de transmutações! Portanto, mutações criativas, capazes de produzirem novidades biológicas (olhos, penas, sangue quente, etc.), que expliquem a aparição das distintas espécies biológicas, desde a ameba ao homem. E isto sim é uma pura fantasia; e fantasia disparatada, irracional e anticientífica.

A impossibilidade de que as mutações (agindo ao acaso) não possam produzir um novo órgão sequer, deriva fundamentalmente do seu carácter prejudicial e da sua escassa frequência. Ademais, para poder transmitir-se à descendência, tem que afectar as células germinais e ser dominantes, ou seja, prevalecer sobre o gene alelo, para ter algum efeito. Todo isto diminui ainda mais a sua frequência.

Mas há outro problema; para que aparecesse um novo órgão, as mutações “criativas” (que são, como vimos, apenas imaginárias; as que a ciência conhece são todas deteriorantes ou sobretudo neutras) teriam que encadear-se e integrar-se num mesmo segmento do cromossoma para poder juntar-se e dar origem, assim, a um novo órgão, que não seria produzido pela acção de uma mutação, mas sim de milhares. Para produzir um olho, por exemplo, todas as mutações teriam que afectar o conjunto de genes que regem esta função. Pois bem, isto coloca uma absoluta impossibilidade estatística, que foi exaustivamente analisada por autores assemelhados a E. Borel, C. Guye, Lecomte du Nöuy, G. Salet e outros.

(continuação, XVII parte)

14/12/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (XV)

(continuação da XIV parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

A SELECÇÃO NATURAL


A selecção Natural, ainda usada em sentido metafórico, faria com que os seres vivos se mantivessem sempre fieis ao tipo, eliminando os que se desviem dele. Esta seria o sentido corrrecto da expressão Selecção Natural; expressão que, por certo, não foi criado por Darwin –como muitos crêem, e como o mesmo se encarregou de fazer acreditar -, Senão que, vinte e quatro anos mais tarde pelo naturalista inglês Edward Blyth, quem a usava no sentido que anteriormente assinalei.

Para o leitor interessado em ver como Darwin deliberadamente ocultou toda a menção a E. Blyth, depois de se apoderar do seu conceito e de ter-lhe mudado o sentido, permito-me recomendar o livro fascinante do já desaparecido e famoso antropólogo americano Loren Eiseley: Darwin And The Mysterious Mr. X.

A chamada Selecção Natural é uma metáfora que indica a acção (imprecisa, aleatória, impossível de determinar e quantificar) de um conjunto de factores na natureza, que faz com que os seres vivos permaneçam sempre fieis ao seu tipo: os peixes, peixes; os macacos, macacos, e os homens, homens. A respeito dos homens, a Selecção Natural pareceria não estar muito activa ultimamente…

Aclaro já que este efeito da Selecção Natural (estabilizador o conservador do tipo) já foi econhecido – Ainda que com ranger de dentes – por vários cientistas darwinbistas (Simpson, Maynard Smith, G. Willams, R. Lewontin e R. Leakey, entre outros). Usada em sentido contrário, ou seja, como "algo” capaz de transformar uma espécie em outra, é um conceito absolutamente erróneo.

Isto é assim, caro leitor, porque as características de todo o ser vivo estão rigorosamente programadas – até ao último detalhe – a nível do código genético (!). E a Selecção natural jamais pode fazer tal; pela simples razão de que ela “actua” (metaforicamente, entenda-se) sobre o organismo já formado e não sobre os seus genes; o, como dizem os biólogos, ela actua sobre o fenótipo e não sobre o genótipo.

(continuação, XVI parte)

25/11/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (XIV)

(continuação da XIII parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

A SELECÇÃO NATURAL

O macaco não é um primata imperfeito que chegará à perfeição quando "evolua", até tornar-se homem. De forma alguma; pois o macaco, enquanto tal, é perfeito. Todos os seres vivos são perfeitos no seu nível. E mais, do ponto de vista biológico, e mais precisamente do ponto de vista darwinista, o macaco é francamente superior ao homem (os ratos ainda mais). Caro leitor, a demonstração é simples: abandonemos um homem e um macaco [recém-nascidos] no meio da selva e vejamos quem tem maior capacidade de sobrevivência. A história de Tarzan, ainda que fascinante, é um mero conto. Assim como a hipótese darwinista, de quem é filha.

O homem não pode trepar às árvores como o macaco, nem pode defender-se do sol ou frio sem roupas, as inclemências do tempo exigem-lhe um tecto; tem de cozinhar os alimentos, etc., etc. Certamente que o homem é infinitamente "superior" ao macaco pela inteligência; mas esta não pertence, em sentido estrito, à biologia. O que pertence a esta ciência é o cérebro, mas não a inteligência, que se expressa através do cérebro, mas não se identifica com ele, como foi assinalado por Bergson, W. Penfield, R. Sperry, C.D. Broad e Sir John Eccles, entre outros.

A questão em torno da inteligência é muitíssimo relativa; pois quando ela supera o nível mínimo de aptidão indispensável par destruir impiedosamente ao próximo, transforma-se decididamente em factor anti-sobrevivência. Quem com mais probabilidade sobrevive, sobretudo no "primeiro mundo": um vigarista ou um pensador, um agiota ou um artista,  um vagabundo ou um labutante? E isto falando apenas em humanos, e que não passaria no mundo animal!

Imaginemos por momentos que, através de certo milagre darwinista, um pobre macaco começasse a desenvolver algumas características humanas; e que, por exemplo, começasse a emocionar-se com um raio de sol; a estremecer - como Pascal -contemplando as estrelas; a escrever poemas à amada macaca do seu coração; a interrogar-se sobre a sua origem e destino... O macaco que tiver a singular desgraça de desenvolver qualquer características destas, seria então inexoravelmente aniquilado pela Selecção Natural!

Há mais probabilidades de sobrevivência no homem fazer-se macaco do que no macaco fazer-se homem.

(continuação, XV parte)

19/11/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (XIII)

(continuação da XII parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

A SELECÇÃO NATURAL

Direi de outra forma: os indivíduos mais "aptos" têm maior descendência. E porque têm maior descendência? Porque são mais "aptos"... A tautologia é óbvia. Tão óbvia que até alunos darwinistas (Waddington, por exemplo) deu conta. Assim é!

A razão da Selecção natural darwinista não se poder definir com mínimo rigor sequer (nem definir, nem observar, nem determinar a intensidade da sua acção, nem produzir os seus efeitos) deve-se a que ela, na verdade, não existe. Trata-se apenas de uma metáfora para dizer que alguns indivíduos  vivem mais que outros (...grande novidade...) e, em princípio, tem maior descendência.

Como? A Selecção Natural é uma metáfora? Quem se pode atrever a proferir enorme blasfémia? Ora essa... é o próprio Darwin quem o disse no "A Origem das Espécies", no quarto capítulo! E ali reforça dizendo: "no sentido literal da palavra, a Selecção Natural é um falso conceito".

Como se constata, Darwin não era tão "darwinista" como os seus seguidores. O que passa é que os darwinistas crêem em Darwin, mas não lêem o que escreveu. E isto não é uma exepção, caro leitor. Isto é uma constante do ser humano. Quantos marxistas leram Marx? Quantos liberais leram Rousseau? Quantos cristãos leram a Bíblia [ou a ouvem ler]?

Os cientistas anti-darwinistas os leitores atentos de Darwin.Os darwinistas somente crêem no que respeita a Darwin.

Mesmo assim, tomando a expressão "Selecção Natural" em sentido metafórico, como uma "casa" (que na verdade não existe) que explicaria "a sobrevivência dos mais aptos", repare, caro leitor, que o resultado é exactamente oposto ao que os evolucionistas supõem. Porque a ser assim, a Selecção Natural favoreceria, por exemplo, a sobrevivência dos "melhores" macacos; ou seja, faria que os macacos fossem cada dia mais macacos, mas não menos macacos e mais homens! Um disparate.

O que creio suceder relativamente a este ponto, é que em muitos investigadores subjaz, talvez em forma inconsciente, a íntima convicção - produto de crenças antigas - de que o homem é um ser superior ao macaco; ou seja, mais "evoluído", mais "perfeito". Mas do ponto de vista meramente biológico, isto não é certo. Para nada!

(continuação, XIV parte)

31/10/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (XII)

(continuação da XI parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

A SELECÇÃO NATURAL

Analisemos agora algo sumamente importante relativo ao tema: o mecanismo que explicaria a transição do macaco a homem. Porque sem um mecanismo que explique mais ou menos racionalmente tal transição, adeus hipótese darwinista (Darwin dixit)
Pois bem, há expressões que adquirem um poder de sugestão tão grande que anulam a razão e possibilitam a captação mística da realidade, os "mantras" dos budistas, por exemplo. A fé darwinista tem, naturalmente, os seus "mantras", e talvez o mais importante deles seja a famosa e toda-poderosa "Selecção Natural".

Esta "explica" não só a transição do macaco a homem mas também a origem de todas as espécies animais e vegetais do nosso planeta. Sim senhor! Mas com uma condição: que não se pergunte o que ela é! É válido dizer qual é a sua natureza. A Selecção Natural explica tudo, com a condição de que não se tente defini-la racionalmente. Em questões de crença nunca há que raciocinar muito.

Se o leitor, como homem de pouca fé darwinista, tenta buscar uma definição mais ou menos coerente de Selecção Natural, não irá encontrá-la. Poderá encontrar uma vintena de tentativas incoerentes. Cada cientista "define-a" como quer. Por algum motivo, quase sempre tentam não defini-la, limitando-se a invocá-la, nada mais.

Quando tentam dar uma definição, falam - mais ou menos "ex cathedra" - de reprodução diferencial, ou seja, alguns indivíduos (os mais "aptos") têm maior descendência, e estes são favorecidos pela Selecção natural; enquanto os outros (os menos "aptos") têm menor descendência e são eliminados.

Acontece que o problema - de não existir um critério de atitude - faz com que aquilo que acabei de mencionar se converta, automaticamente, numa tautologia; ou seja, um raciocínio circular que não explica nem define nada e confunde tudo.

(continuação, XIII parte)

04/10/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (XI)

(continuação da X parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

SEGUINDO COM AS SEMELHANÇAS

Isto, mais uma vez, demonstra-nos que as semelhanças existentes entre o macaco e o homem, a respeito das quais tanto têm alguns insistido, são afina semelhanças seleccionadas de acordo com a hipótese evolucionista. As semelhanças que não encaixem, são silenciadas.

Deste modo, como já vimos a respeito da capacidade de emitir sons articulados, característica altamente peculiar no homem, somos mais semelhantes ao papagaio. Enquanto à forma, tamanho relativo e posição dos órgãos internos (vísceras), o animal que mais se assemelha ao homem não é certamente o macaco, é sim o porco (e em outros aspectos também). A respeito da estrutura da pele, o animal mais parecido ao homem é o urso polar. De acordo com o tamanho e forma do cérebro (não em tamanho, mas em grau, ou seja, com franco predomínio do lóbulo frontal, onde assentam as actividades psíquicas superiores - muitíssimo mais avançado que o dos símios), o animal mais parecido ao homem é o golfinho. Quanto aos hábitos alimentares (omnívoros), somos muito mais semelhantes, repetindo-me, ao porco e ao rato que aos macacos, a maioria dos quais são frugíveros. E seguiria uma longa lista de etcéteras...Tudo isto corrobora o que já disse: as semelhanças não provam o parentesco.

Mas, ainda há mais. Aqueles cientistas que ainda insistem no tema do parentesco entre o macaco e o homem - apoiando-se nas semelhanças, que nada provam, como vimos - equiparam, devido à sua "fé" darwinista, parente com antepassado. Mas isto, insisto, em razão da fé darwinista, que nos revela que que teríamos vindo do macaco.

Mas até aceitando, os fins do argumento, que seriamos parentes do macaco, não poderiam então os macacos ser os nossos descendentes? [não confundir com "ascendentes"] Se isto lhe soa a disparate, caro leitor, aclaro-lhe que comparto a sua admiração; e creia que é muito menos disparatado que ao contrário. De facto, o feto do macaco e o macaco recém-nascido têm muito mais semelhanças ao feto e recém-nascido humanos que os macacos adultos. Portanto, os rasgos típicos do macaco vão-se acentuando com o tempo. Isto também nada prova; mas seria embaraçoso se aqui dessem realmente crédito ao argumento das semelhanças, que por esperada coerência deveria então aplicar-se sempre e não apenas quando favorece a hipótese que se quer demonstrar.

Mas, não haja a menor dúvida, caro leitor, de que, se o feto ou o recém-nascido humano tivessem traços simiescos, isto sim, já seria como demonstração "contundente" da nossa supostas origem a partir do macaco, proclamada bem alto.

Que o macaco seja nosso descendente é, como disse, um disparate; mas menor disparate que suster que ele foi nosso ancestral. Pela simples razão de que é infinitamente mais lógico e científico fazer descender o inferior do superior, e não ao contrário!

Assim, há e houve destacados antropólogos e primatologistas (Otto Schindewolf, Van der Horst, Westenhöfer, de Snoo, Wood Jones, Geoffrey Bourne, e vários outros) que aproximadamente sustêm essa postura; isto é, que o antecessor comum teria sido um ser muito mais parecido ao homem que o macaco e que dele teriam derivado, mais ou menos horizontalmente, o homem e, por degeneração, os macacos atuais. Quer dizer que a "evolução" produziria "involução".

É claro que tais antropólogos não fazem a mínima ideia a respeito do tal "ancestral comum" - quase idêntico ao homem -; mas neste sentido; estão os antropólogos darwuinistas em melhor posição? Acaso têm eles a mais remota noção de onde se originou o suposto macaco ancestral? Não, absolutamente.

Ainda que as especulações abundem, o certo é que ninguém tem a mínima ideia de onde foram originados os macacos! O que chama certamente a atenção; pois, como pode ser que os achadores de fósseis que passam o tempo a encontrar restos de macacos, supostamente antecessores do homem, nunca encontrem antecessores do macaco!? Terá vindo por geração espontânea, ou de outro planeta? E como pode ter acontecido que todos os restos de macacos encontrados sejam sempre antepassados do homem? Será que o macaco não tem antepassados?

Não, caro leitor. O macaco não tem antepassados; tal como o homem. Quando apareceram os macacos, já eram perfeitos macacos. Quando aparecem os homens, é já homem como nós somos. Isto é o que demonstram os estudos sérios e sem prejuízo dos restos fósseis: aparição súbita e com plena perfeição do homem, do macaco e de todas as espécies animais e vegetais.

Aclaro-lhe, caro leitor, que o consenso é unânime neste sentido. Nenhum paleontólogo que se prese pode mostrar um só exemplo do "elo perdido" das centenas ou milhares fariam falta para dar forma às imaginárias árvores genealógicas evolucionistas. Ao fim e ao cabo limitaram-se a expressar a sua convicção (darwinista) de que serão no futuro encontrados (o mesmo que já dizia Darwin há mais de um século). É uma questão de continuarem escavando...

(continuação, XII parte)

28/09/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (X)

(continuação da IX parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

A LINGUAGEM

Relacionado com a conduta, há outra linha de investigação que, se bem não goza de um bom número de partidários, há alguns anos suscitou grande entusiasmo entre os investigadores a respeito deste tema. Mas a respeito do problema da linguagem, essa capacidade maravilhosa, única, exclusiva do ser humano, em expressar o seu pensamento em forma articulada e simbólica, que marca uma distância abismal face aos restantes animais.

Os pensadores (cientistas ou não) de todas as épocas sensatas entenderam que havia aqui um mistério inabordável, um prodígio sem precedentes, e limitaram-se a aceitar o facto que confirmava, uma vez mais, que o homem é um caso único na natureza.

Mas apareceu a hipótese darwinista, que transformou o mundo científico na cidadela da estupidez e da cegueira (há que levar seriamente o que foi dito por Bernard Shaw), e logo não faltaram investigadores, que, coerentes com a hipótese, julgaram: se descendemos dos macacos e somos capazes de falar, então os macacos também devem ter essa capacidade, ao menos em potência. Logo, se nos dermos ao trabalho de ensiná-los, os macacos também serão capaz de falar.

Dito e feito... Realizaram-se experiências: Lana (uma chimpanzé), Washoe (um chimpanzé), Koko (um gorila) e Sarah (chimpanzé). Mas o que alcançou mais fama foi o "matrimónio" de Lachman com Lana. Durante vários anos, os investigadores fecharam-se diariamente na jaula de Lana, tratando, com abnegação e fervoroso afinco, ensinar-lhe as "primeiras letras".

Francamente, desconheço se estes cientistas aprenderam a grunhir correctamente; certo éque, dia após dia, aumentavam o repertório de grunhidos, mas como poderíamos saber se estes grunhidos, segundo os macacos, eram correctos? O que se sabe é que Lana, apesar dos esforços, não conseguiu articular palavra alguma. Palavra...? Nem sequer alguma forma de comunicação simbólica que fosse além de uma uma simples resposta condicionada, tal como as que se podem conseguir com pássaros, ratos, vermes, tal como sentenciou categoricamente J.B. Skinner, o "capo" nestes assuntos.

Agora pergunto eu:  porque razão estes investigadores, em vez de tentar esforçadamente e esterilmente ensinar um macaco a falar, não empreenderam a muito mais fácil e imensamente mais frutífera tarefa de ensinar a falar algum dos animais que o pode realmente fazer? (e em vários idiomas!). Sim, caro leitor - porque não elegeram um papagaio? Está aqui outro exemplo do padrão de mosaicos ou modular que que já falámos. Um animal que, incluso nas imaginárias árvores genealógicas evolucionistas, não têm nada que ver com o homem, comparte com ele esta singularíssima capacidade de emitir sons articulados.

Porque não escolhemos o papagaio? Muito simples: porque o papagaio, de acordo com as hipóteses darwinista, não é nem remotamente antepassado do homem. Ainda que alguns mais criativos sustentem que, se é verdade que o papagaio não é antepassado do homem, sim seria da mulher. Mas isso não tem suficiente aceitação no mundo científico.

(continuação, XI parte)

27/09/12

SOU RACISTA?...

 Esta semana estive numa festa de aniversário onde alguém fez certa afirmação que continha a palavra "racistas". Eu aproveitei para dizer "se assim é, eu sou racista talvez". Houve um silêncio de segundos naquela longa mesa de banquete. Eu continuei explicando o meu "talvez".

Aproveito este acontecimento para partilhar no blogue o problema.

Expliquei que, se admitir que há raças diferentes é racismo, eu terei de me admitir como "racista". Mas teremos então de considerar que a biologia e a antropologia seriam também racistas.

Há superioridade de raças? Há características nos asiáticos que os tornam geneticamente mais aptos em certas coisas, como há características que os tornam menos aptos noutras coisas, e em relação aos negros ou aos outros. Acontece que, hoje, um asiático, por exemplo, é aquele nativo da Ásia mas ignora-se que é aquele que é geneticamente oriundo da raça própria da Ásia. A geografia é agora a referência determinante em relação à genética, e foram ambas separadas: torna-se difícil chamar "asiático" a alguém que nasceu em Nova York e que sua família ai viva há mais de uma geração.

O racismo, diziam-me, seria afinal a "descriminação de uma raça". Ora, esta palavra "descriminação" é daquelas que está manipulada e corrompida: discriminar é, na verdade, o procedimento pelo qual se distingue uma coisa de outra pelas suas características, mas a burrocracia bombardeia-nos com seus slogans (a discriminação seria uma odiosa maldade um tanto indefinida por motivo de apontar diferenças apenas negativas, ou aparentemente negativas).

No uso tonto que se faz de "racismo" há a suposição de hegemonia: que uma raça, pelas suas diferenças, seja superior a outra em tudo. Neste caso, seria então mais justo falar em "hegemonia rácica".

O evolucionismo foi o pressuposto que levou a fundamentar a ideia de que a raça negra seria um estádio anterior de evolução da humanidade, e levou ainda à terrível conclusão de que era um benefício para a humanidade implantar uma lei eugénica para fazer progredir geneticamente a humanidade (ver Hitler e a eugenia). Mas, o evolucionismo continua a ser creditado... 

Enfim... fico sem saber o que é "racismo" e se a invenção recente dessa palavra tem algum cabimento ou é mais uma manipulação ideológica dos programas ocultados...

Por favor... não adianta consultar "racismo" em wikipedias e dicionários recentes que seguem as bitolas ideológicas que acuso.

08/06/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (IX)

(continuação da VIII parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)


COMPORTAMENTOS

Apesar de todas as evidências, os autores evolucionistas, que parecem não entender a realidade, insistem com "as semelhanças". E empenhados em continuar em procurar, alguns antorpólogos aventuraram-se em comparar padrões de comportamento (que é, sem dúvida, tão "válido" quanto comparar ossos e moléculas). [é extraordinária a incompetência metodológica destes homens que despedem a Lógica e sujeitam o método à própria tacanhez].

Tal assunto tem os seus antecedentes na década de 20, quando um biólogo [Crookshank, darwinista) sugeriu que os negros descenderiam do gorila porque se sentam no chão da mesma forma que os antropoides... Caro leitor, que tal!? É melhor concluir que os mongóis, sendo assim, sejam descendentes do orangotango! Mas, na verdade, tal argumento já não é aceite pelos antropólogos; entre outras razões, porque os negros e os mongóis agora têm cadeiras para sentar-se.

Não se pense que estas mesmas especulações pertençam à pré-história da antropologia, Na realidade, e digam o que disserem, a época de ouro do darwinismo foram aqueles mesmos anos; não só porque não tinham a menor ideia da genética, biológica molecular e todos estes malditos avanços científicos que, pouco, foram afogando o voo imaginativo dos investigadores darwinistas, senão também porque naquela época os darwinistas ainda tinham coragem e sinceridade para dizer o que pensavam doa a quem doer.

Assim, o biólogo Klaatch dizia que os negros descenderiam do gorila, os mongóis do orangotango (concordando igualmente com Crookshank) e os caucasianos teriam descendido do chimpanzé; como viu, caro leitor, na de "antecessor comum".

Interessante lá vai a época em que eram exibidos - segundo a "ordem de evolutiva" - o crânio de um gorila, ao que seguia o de um Homem de Neanderthal (que nesse tempo era considerado apenas como pouco mais que um macaco erguido), depois o crânio de um negro, depois o de um irlandês e finalmente o de um inglês. A evolução chegava assim à perfeição.

Parece que todos os seres do domínio colonial britânico eram sub-homens, comentava com a ironicamente o já desaparecido antropólogo americano Loren Eisley.

David Phibeam, actual professor na Universidade de Harvard, acredita ver na conduta dos chimpanzés suficientes semelhanças com o do homem, como para sugerir que estes primatas são seres mais estritamente relacionados connosco. Jeffrey Schwartz, professor da Universidade de Pittsburg, vê essas vantagens no orangotango.

A tentativa por encontrar semelhanças entre a conduta do símios e dos homens causou uma profunda indignação entre os primeiros, que se sentem assim caluniados por semelhantes comparações:"Nos cumprimos fielmente a lei natural, ao contrário do que fazem os humanos", dizem justamente indignados!! Assim, talvez se realize um congresso internacional de macacos - sem diferença de sexo, raça nem religião - com a finalidade de negar explicita e formalmente qualquer parentesco connosco. Temo que as conclusões dos antropoides sejam mais sensatas do que as dos antropólogos.

Contudo, uma obscura personagem da cidade de Córdoba, Argentina, (ainda que um bastante desequilibrado) acredita ter visto notáveis semelhanças no comportamento de muitos seres humanos com certas espécies de répteis; a serpente, sobretudo.

(continuação, X parte)

01/06/12

A VERDADE E O EVOLUCIONISMO (VIII)

(continuação da VII parte)
"A ciência deve, portanto, começar com a crítica aos mitos" (Karl Popper)

Praticamente foram obtidos os mesmos resultados a respeito da proteína citocromo C. Não existem diferenças "evolutivas", ou seja, aumento da sua complexidade, entre o citocromo C das bactérias e o do resto dos seres vivos!

Mas não terminou aqui a situação. Ocorreu a um investigador fazer o mesmo com outra molécula de proteína humana, fascinante, e que se chama lisozima e está presente nas lágrimas, para defender o olho de infecções. Pobre homem! Creio que sofreu uma grave crise de "fé" (darwinista), que só pôde superar-se graças aos jejuns prolongados. E com razão, pois em conformidade com os seus trabalhos brilhantes a respeito da lisozima, este cientista (Richard Dickerson) teria demonstrado que o parente mais próximo do homem teria de ser... a galinha!

Todos os estudo efectuados sobre diversas moléculas (insulina, mioglobina, factor liberador da harmonia lutenizante, relaxina, etc.) produzem árvores genealógicas totalmente diferentes e contraditórias.

Não há sequer dois estudos moleculares que sejam que tenham produzido árvores genealógicas semelhantes!

Tudo isto representa o colapso total da hipótese evolucionista, tal como diz corajosamente o brilhante o biólogo molecular australiano - evolucionista, claro - Michael Denton, no seu estupendo livro: A Theory In Crisis.

Mas a catástrofe continua a dar-se com amplitude. Com base nos estudos efectuados sobre a composição química do leite (líquido tão complexo e fundamental como o sangue), o animal mais próximo ao homem é o burro. Este estudo já me agrada mais, visto que pelo que muitos dos investigadores escrevem, ficamos com a impressão, não só que viemos do burro, mas que nos separamos dele há bem pouco tempo. Mesmo assim, acho que estou a ser injusto para com o burro, pois se este animal falasse estou certo que não diria disparates deste calibre. Uma coisa é a ignorância e outra é a insensatez.

Ainda, com base no estudo do colesterol, o nosso parente próximo seria a cobra (gartner snake) e, com base no antígeno A do sangue, seria o... feijão manteiga!

Todos estes resultados apenas acabam por confirmar o que já tinha dito: a semelhança - óssea ou molecular - não prova absolutamente nada relativo ao parentesco.

Ao fim e ao cabo, todos os seres vivos estão constituídos basicamente, pelas mesmas - ou semelhantes - moléculas, pela simples razão de que os mecanismos vitais assim o exigem; com a óbvia ressalva de que não podem ser exactamente as mesmas moléculas de um peixe, por exemplo - que vive na água -, que as de um ser que vive na terra. Por isso é que o mundo dos seres vivos não tem nada a ver com as árvores genealógicas; é pura fantasia, o mundo dos seres vivos ´´e um mosaico no qual os elementos semelhantes (moléculas, estruturas, funções, etc...) se entrelaçam para formar os distintos géneros ou espécies, sem que isto signifique que derivem uns dos outros.

À maneira de quadro, no qual o artista não tem que usar uma cor diferentes para cada figura, senão que, variando as proporções e as formas, pode, com poucas cores, representar muitas figuras. Assim é no mundo dos seres vivos, das moléculas (estruturas, funções) que se dispõem em mosaico ou moldura e não no modelo árvore.

O modelo mosaico limita-se a manifestar as repetições dos elementos materiais dos muitos seres vivos, sem ter qualquer intenção prévia de tentar estabelecer supostos parentescos. O modelo árvore genealógica pretende estabelecer parentescos, com base a determinadas semelhanças, acabando fatalmente em absurdo. O modelo mosaico é ciência; as árvores genealógicas são fantasias.

Por algum motivo há uma variedade de incrível de seres vivos com base em poucos elementos materiais. Mas a proporção e forma como estes elementos estão distribuídos, originam seres essencialmente distintos, apesar das semelhanças.

Repito, por fim, que as semelhanças não provam o parentesco.

(continuação, IX parte)

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