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07/12/15

GAUDENS GAUDEBO - Gregoriano

“GAUDENS GAUDEBO…” (IIIº Modo). “Rejubilando, rejubilarei no Senhor, e a minha alma exultará no meu Deus, porque me revestiu com as vestes da salvação e me envolveu com um manto de justiça, como uma esposa adornada com os seus colares.”

O maravilhoso intróito do dia 8 Dez. é uma verdadeira obra-prima que exprime a íntima relação do texto com a melodia. Disso é prova os prolongamentos expressivos das clivis episemadas em “vestimentis salutis”. Aliás, esta pequena passagem constitui o ponto culminante de todo o intróito. As “vestes de salvação” a que se refere o texto é a ausência de pecado Daquela que, hoje, é celebrada como a “Tota Pulchra”.

Habituemo-nos a contemplar e a saborear este tesouro riquíssimo que é o Canto Gregoriano, a verdadeira Música Divina, expressão admirável dos mistérios sobrenaturais. (by Luís C.)

17/08/15

Soneto: RAINHA DOS PORTUGUESES


Sois Rainha do Céu, sois tesoureira
Das graças; Sois ministra do Deus Santo
Sois nossa terna Mãe, ah! quanto e quanto
Em Vós se alegra e espera a Terra inteira!

Dos favores do Céu sois dispenseira
Rodeada de mil glórias, e entretanto
Quereis aos vossos filhos tanto e tanto
Que esqueceis ser Rainha verdadeira

Cantai Ave Maria, portugueses!
Cantai e proclamai-a por Senhora!
Suplicai Padres, Nobres, camponeses...

Ela há de auxiliar-nos sem demora
Pois já nos tem mostrado tantas vezes
Ser deste nosso Reino a protectora.

(Tancredo Lusitano, o maravilhado questionador)

25/03/14

AUTO DA PROCLAMAÇÃO - IMACULADA CONCEIÇÃO (II)

(continuação da I parte)

E da mesma maneira prometemos e juramos, com o Príncipe e Estados, de confessar e defender sempre, até dar a vida, sendo necessário, que a Virgem Senhora Mãe de Deus foi concebida sem pecado original; tendo respeito a quem a Santa Madre Igreja e Roma, a quem somos obrigados seguir e obedecer, celebra, com particular Ofício e Festa, sua Santíssima e Imaculada Conceição; salvando porém este juramento no caso em que a mesma Santa Igreja resolva o contrário.

Imaculada Conceição coroada por D. João IV.
Imagem feita em Inglaterra e encomendada pelo Beato D. Nuno Alvares Pereira,
fundador da Casa de Bragança
Esperando com grande confiança na infinita misericórdia de Nosso Senhor, que por meio desta Senhora Padroeira e Protectora de nossos Reinos e Senhorios, de quem por honra nossa nos confessamos e reconhecemos Vassalos e tributários, nos ampare e defenda de nossos inimigos, com grandes acrescentamentos destes Reinos, para a gloria de Cristo nosso Deus, e exaltação de nossa Santa Fé Católica Romana, conversão das gentes, e redução dos hereges.

E se alguma pessoa intentar coisa alguma contra esta nossa promessa, juramento e vassalagem, por este mesmo feito, sendo vassalo, o havemos por não natural, e querermos que seja logo lançado fora do Reino; e se for Rei, o que Deus não permita, haja a sua e nossa maldição, e não se conte entre nossos descendentes, esperando que pelo mesmo Deus que nos deu o Reino, e subiu à Dignidade Real seja dela abatido e despojado.

E para que em too o tempo haja certeza desta nossa eleição, promessa e juramento, firmada e estabelecida em Côrtes, andamos fazer dela três autos públicos, um que será logo levado à Côrte de Roma, para se expedir a confirmação, e esta minha Provisão, se guardem no Cartório da Casa de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e na nossa Torre do Tombo.

Dada nesta Cidade de Lisboa, aos 25 ias do mês de Março, Luís Teixeira de Carvalho a fez. Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1646. Pedro Vieira da Silva a fez escrever
ElRei." (D. João IV de Portugal)

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"No mesmo dia em que foi publicada esta provisão, 25 de Março de 1646, festa da Anunciação a Senhora, que coincidiu com o domingo de Ramos, depois do doutor Pedro Vieira da Silva, Secretário de Estado, ter lido a provisão, jurou ElRei solenemente, na capela do Paço da Ribeira, reconhecer Nossa Senhora da Conceição como padroeira do Reino, outorgando-lhe feudo anual de cinquenta cruzados de ouro em cada ano." (II Congresso Nacional Mariano em Évora, II Peregrinação Nacional a Vila Viçosa, Outubro de MCMXLVI)

25 de Março - A IMACULADA CONCEIÇÃO, D. AFONSO, D. MARCEL LEFEBVRE

Imaculada Conceição (Sebastiano Canoca), 1730, Real Convento de Mafra

No 25 de Março dá-se a coincidência de 3 aniversários:

- A coroação da Imaculada Conceição como Rainha e Padroeira de Portugal, por D. João IV;
- A partida de D. Marcel Lefebvre desta para a outra vida;
- O nascimento Príncipe Real de Portugal, D. Afonso de Bragança.

Quis Deus esta coincidência!?...

06/01/14

VINDA PARA PORTUGAL, DA PRIMEIRA IMAGEM DA MÃE DE DEUS QUE FOI PARA INGLATERRA

A Vinda Para Portugal, da Primeira Imagem da Mãe de Deus que Foi Para Inglaterra

A grandeza de Portugal está vinculada ao maior florescimento do cristianismo na Península, como já tivemos ocasião de dizer, e por isso, parece que a Mãe de Deus, tem especial predileção pelo nosso povo, por esta Terra de Santa Maria. Há factos, que nos levam àquela conclusão, desde os tempos mais remotos da nossa história, até ao presente, como o que a seguir relatamos.

Quis o acaso que viesse cair sobre a nossa mesa de trabalho, há anos, um velho manuscrito, intitulado: "Notícia da Arrábida", datado de 7 de Novembro de 1762. Uma letra firme, lia-se facilmente, fazendo-nos pensar que tivesse sido escrita, aquela resenha histórica, por algum religioso do antigo convento da Arrábida, cuja mole de pedra se debruça altiva, sobre as cristalinas águas do Sado.

O documento, com as arestas a esboroarem-se, pela humidade, ou antes, pelo tempo que lhe pesava, relatava a história de Nossa Senhora da Arrábida, afirmando ter sido a primeira imagem da Mãe de Deus, que houve em Inglaterra.

Nossa Senhora da Arrábida

Foi o Pontífice Gregório I, esse espírito lídimo da cristandade, o grande impulsionador dos cânticos gregorianos, o promotor da evangelização da Inglaterra, que pelas suas virtudes ficou com o seu nome gravado, a letras de ouro, na História da Igreja e do Cristianismo, que mandara esculpir a referida imagem e a enviou para Inglaterra.

No ano de 590 os campanários romanos, com o repique dos sinos, festejavam a ascensão de Gregório I à cadeira pontifícia, mais tarde justamente cognominado "o Grande" e inscrito no catálogo dos Santos.


O novo Pontífice, dotado de invulgar elo apostólico, empreendeu a evangelização da Anglia, que tinha sido inválida pelos bárbaros, provenientes da Germânia, depois de ter visto à venda, em Roma, alguns escravos provenientes daquela ilha distante. Quando perguntou de onde provinham aqueles escravos e lhe responderam tratarem-se de anglo-saxões, disse: "Non angi, sed angeli." ["Não são anglos, são anjos."]

Quando subiu ao pontificado, tratou de chamar a Cristo aqueles povos. A Europa do sul estava em grande parte evangelizada, enquanto que os germânicos, se mantinham algemados pelo erro das falsas religiões.

Era contra este triste panorama religioso que o Santo Padre combatia, de cruz alçada nas mãos, e a sua palavra eloquente nos lábios.

Mandou para a Anglia, Santo Agostinho, o qual mais tarde foi Arcebispo de Cantuária, recomendando-lhe:
- "Não é preciso abater os templos dos ídolos, mas somente os ídolos que lá estão. Depois de aspergidos esses templos, com água benta, devem colocar-se aí altares e relíquias, porque se esses templos estão solidamente construidos, é necessário desviá-los do culto dos demónios e pô-los ao serviço do verdadeiro Deus, a fim de que essa nação, vendo que se não destroem os templos, se converta mais facilmente e venha a adorar o verdadeiro Deus nos lugares que lhe são conhecidos." (Arqueologia Litúrgica, pág. 12, por Mons. Augusto Ferreira).

No ano de 590, S. Gregório Magno, enviara para a Inglaterra, vários religiosos da Ordem de S. Bento, como missionários, a fim de, mais rapidamente, converterem o povo daquela nação ao cristianismo.

Segundo nos informa o mencionado manuscrito, os monges missionários, no cumprimento das ordens do Pontífice, mandaram esculpir, em pedra, uma imagem da Mãe de Deus, com o seu Filho nos braços, destinada àquele país a qual foi colocada num oratório, em belo local, e logo despertou nas almas a verdadeira fé, provocando diversas conversões.

Muitos dos habitantes do referido local pretendiam se o proprietário da imagem e do terreno onde ela se encontrava, cuja disputa motivou várias desavenças, até que o oratório e a piedosa imagem caíram em poder de um abastado comerciante, chamado Haildebrando.


Talvez porque os negócios lhe não corressem bem, naquele país, resolveu dirigir-se a Portugal, trazendo na sua companhia a célebre imagem da Mãe de Deus, a fim de o proteger na nova vida que encetara.

Decorria o ano de 1258, quando Haildebrando embarcou na companhia de alguns homens, em direcção a este país.

A poucos dias de viagem, as terras lusitanas alvejavam ao longe, como uma bandeira redentora, desfraldada ao vento.

Próximo da barra do Tejo, um violento temporal arrastou a pequena embarcação, com risco de vida dos seus tripulantes, para o largo do Oceano, de ondas encapeladas, até que foram lançados ao sabor das altas vagas, para além do Cabo Espichel, durante uma noite tempestuosa. Decorrido longo tempo, entre a vida e a morte, as margens do Sado, surgiram, como se fossem dois braços abertos, a receberem aqueles tripulantes, exausto de forças, mas afastados do perigo. Defronte deles, erguia-se com impressionante majestade, a verdejante e pedregosa Serra da Arrábida, que lhes pareceu oferecer-se para altar da célebre imagem.

Foi então que uma luz redentora, iluminou o espírito de Haildebrando e dos seus companheiros, ao conduzi-los às agrestes encostas daquela serra, para cumprirem um sonho tão impressionante convertido em realidade.

No ano de 1258, Haildebrando, que se amortalhara entre quatro paredes de uma pequena cela, junto a uma singela capelinha, construída por ele, onde venerava a histórica imagem de Nossa Senhora, pedia obediência ao Bispo e Cabido da Sé de Lisboa, para ali poder passar o resto da sua vida - afastados da humanidade, que parecia invadida por instintos ferozes, e tanto desânimo lhe causava - para viver entre as flores do campo que haviam de cobrir o seu corpo, quando entregasse a alma a Deus.

Assim sucedeu, e a imagem da Mãe de Deus, começou a ser venerada pelo povo que ali afluía em romaria até que, a razoira implacável do tempo fez diluir no esquecimento este curioso facto, que passaria desapercebido, caso o referido manuscrito não tivesse chegado ao nosso poder.

Depois de sabermos o que acabámos de relatar, logo tratámos de averiguar onde é que a referida imagem teria sido colocada, para a identificarmos, o que nos levou a muitas andanças pela escarpada Serra da Arrábida, sem que tivéssemos encontrado, desde logo, indícios daquela escultura medieval.

Decorrido algum tempo, já não andávamos ao acaso, visto o nosso plano basear-se já numa precisa informação do saudoso investigador e arqueólogo Joaquim Rasteiro, publicada no 3º volume da revista "O Arqueólogo Português", na qual se lê o seguinte, sobre a exploração de esculturas na região da serra da Arrábida:

"A que por aqui conheço digna de menção,acha-se na sacristia da Igreja paroquial de Sesimbra, e, não há muitos anos ainda estava exposta à veneração, no altar-mor da igreja, de que era orago, lugar e primazia de que foi deposta por outra imagem de madeira. Era no género bizantino, e achava-se pintada a cores".

É de notar como as ideias dos tempos influíram na maneira de apresentar a figura da Mãe de Deus, primeiramente sentada, depois de pé.

Já em Santiago de Compostela, contemplamos belas imagens sentadas, em pedra policromada, como em outros monumentos daqueles recuados tempos.

As primeiras reproduções da Mãe de Deus, provêm de épocas remotas, tanto mais que a festa de Conceição de Maria, data do século VIII, e era celebrada sob a invocação da Conceição de Santa Ana, a 8 de Dezembro. Esta festa, vulgarmente denominada das "Santas Mães" solenizava a Conceição pretéria de Maria, nas entranhas de sua Mãe.


Em regra, os artistas impressionados pela sublimidade de que Pio IX havia de definir, como dogma, representaram a Imaculada com luz radiante.

Seguindo a cronologia das representações da Virgem Imaculada, vamos encontrá-la já nas iluminuras do livro de horas de D. Manuel, sob a forma de virgem apocalíptica, porque esta invocação é a primeira apresentada na Península. No entanto, este tipo apocalíptico, assim denominado, por representar a Virgem Maria, segundo a descrição feita no Apocalipse, não tendo contudo grande expressão de culto no nosso país, no séculos XVI e XVII, reaparecendo mais tarde, em que a imagem da Virgem se vê com o Menino Jesus ao colo. Ao mesmo tempo, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição representa-se como imaculada, calcando aos pés a serpente. O privilégio divino, com a primeira grande vitória sobre o inferno [Demónio ?].

Nossa Senhora do Ó, a Virgem pejada, também conhecida como da Esperança, é outro tipo de representação da Virgem, em que está implícito o mistério da faculdade miraculosa de Maria. Esta representação de Nossa Senhora é característicamente peninsular e medieval.

Existem muitas imagens esculpidas, sob aquele aspecto, deveras realista, por artistas de grande mérito,as quais pertenceram a diversas Sés e algumas igrejas de remota antiguidade.Este culto apagou-se com o Renascimento, pelo que se encontram, muitas daquelas imagens de Nossa Senhora do Ó, depositadas em Museus de Arte. As Santas Mães - Santana e Nossa Senhora com o Menino ao colo - foi também um tema cultivadíssimo em Portugal, em que se evoca o mistério da Conceição Imaculada.

Desde o século XV até fins do XVIII, os grupos das Santas Mães foram trabalhados pelos escultores e pintores.

Em pintura, a figura da Mãe de Deus, no século XVIII, era geralmente representada sobre fundos celestiais, em que a imagem se vê entre nuvens, sob uma luminosidade radiante. Naqueles tempos, apareceu a figura definitiva e representativa da Virgem Maria, sob o tipo genesíaco e do apocalíptico, admitindo símbolos de um e do outro: A lua, os Anjos, a serpente e as estrelas, além do Globo, e que a figura geralmente assenta.

Regressando ao assunto da imagem, que fora para Inglaterra, resta-nos dizer que, depois da referida informação e ao chegarmos ao altivo Castelo de Sesimbra, logo nos saltou à vista, sobre fundo branco de cal, num pequeno nicho aberto na parede e sobranceiro à porta da entrada da capelinha solitária, daquela remota fortaleza, uma imagem preciosa, da Mãe de Deus, que outrora devia apresentar-se sentada, com o Menino nos braços, mas que actualmente se encontra de pé. Certamente a cortaram a meio, colocando-a sobre um corpo esculpido em madeira.

A obra de arte em pedra, foi inspirada de facto, no estilo bizantino, como se refere o mencionado arqueólogo, e pertence ao séc. XI ou XII, podendo admitir que o colorido seja primitivo, apesar das intempéries e dos raios solares que todos os dias vão fazendo perder aquela já tão pálida nota de cor, o qual era tão vulgar, naqueles tempos, em esculturas de pedra.

Não há memória de ter existido naquela região, outra imagem de Nossa Senhora, sentada, com o Menino ao colo, tal como se apresentam as dos templos medievais.

Ficámos absolutamente convencidos de estarmos na presença da imagem, a que se refere o manuscrito velhinho, que nos narrou a curiosa história daquela obra decerto tantas almas na Inglaterra. Só os desígnios de Deus podem explicar porque é que aquela imagem de Nossa Senhora, veio, através dos mares, para a Terra de Santa Maria, deixando aquele povo, (...)." (José Dias Sanches)

09/12/13

IMACULADA CONCEIÇÃO, PADROEIRA E RAINHA DE PORTUGAL

Ontem foi 8 de Dezembro (2013), dia muito especial para os portugueses: a Imaculada Conceição, além de nossa padroeira é também nossa Rainha. Eis o motivo pelo qual a imagem de Nossa Senhora de Fátima recebeu também uma coroa oferecida pela senhoras de Portugal.

A Imaculada Conceição é também padroeira deste blogue, entre outros padroeiros (e de todos em conjunto já falei noutras ocasiões).

Os estrangeiros chegam a pensar que o nosso santuário nacional é o santuário de Fátima! Pois não, não é. O Santuário Nacional de Portugal é o da Imaculada Conceição, em Vila Viçosa, edifício ampliado sobre um primitivo mandado edificar pelo dono daquelas terras: o Santo Condestável de Portugal, o Beato Nuno Alvares Pereira (beato Nuno de Santa Maria). D. Nuno não só fundou aquela igreja, denominada "da Senhora do Castelo", como lhe ofereceu a imagem de Nossa Senhora, adquirida em Inglaterra.

Capela mor do Santuário Nacional de Portugal à Imaculada Conceição
D. João IV, depois da recuperação do Trono à plena legitimidade, em gratidão para com a Imaculada Conceição entregou-Lhe a coroa real coroando esta imagem de origem inglesa.


Em frente do Panteão dos Duques de Bragança


D. Duarte de Bragança, legítimo herdeiro do Trono de Portugal
Alguns membros da Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

14/10/13

PATRIARCA DE LISBOA - MEDO!?


D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, a respeito do desagrado do Papa a Nossa Senhora neste dia 13 de Outubro, tece elogios e dá graças a Deus, ao mesmo tempo que diz ser também esta a posição dos católicos portugueses.

Eis a notícia adiantada pela Rádio Renascença, que depois comentarei:

Consagração do mundo a Maria é dia especial para Portugal

D. Manuel Clemente diz que no ano da fé a mensagem de Fátima ganha nova relevância.
13-10-2013 12:28

A consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria é um dia especial para a Igreja portuguesa, mas sobretudo para o mundo, considera o patriarca D. Manuel Clemente.

“Ficamos muito contentes como católicos e como portugueses, porque isto passa por nós, por aquilo que é o Catolicismo português e o que oferece à Igreja Universal concretamente através de Fátima, que antes de mais Nossa Senhora nos quis oferecer.”

Em declarações à Renascença, D. Manuel Clemente diz que no ano da fé a mensagem de Fátima ganha nova relevância.

“É motivo de contentamento e regozijo e tudo isto se insere e ganha relevo no ano da fé, que tem esta componente mariana fortíssima, e depois com tudo aquilo que a própria mensagem de Fátima nos transmite de conversão ao Evangelho, e uma vida mais conforme aos mesmos ditames evangélicos. É essa a mensagem de Fátima e se ela é sempre importante, no tempo que vivemos quer em Portugal quer no mundo é muito particularmente importante”, considera o Patriarca de Lisboa.

O Papa Francisco consagrou este domingo o mundo ao Imaculado Coração de Maria, no final de uma missa em que estiveram presentes mais de 300 mil pessoas.

A imagem de Nossa Senhora de Fátima, que costuma estar na capelinha das Aparições, viajou para Roma especialmente para o efeito.
 

Caros leitores, se não houver voz que lembre hoje, não restará memória que amanhã desengane.


Nossa Senhora pediu que o Papa fizesse a consagração da Rússia em conjunto com todos os Bispos do mundo. Sucessivamente, um após outro, nenhum dos Papas se atreveu a tal, e o pedido de Nossa Senhora está assim por satisfazer ainda! Esta é a ÚNICA consagração que Nossa Senhora de Fátima pediu, e não há outra. Contudo... algo de estranho tem acontecido:

1 - Os papas têm-se recusado a fazer a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, sem emitirem qualquer tipo de opinião, ou explicação, a respeito da não satisfação do celestial pedido;
2 - Os últimos papas consagraram o mundo ao Coração Imaculado de Maria, o que é bom, mas publicamente ligando isso a Nossa Senhora de Fátima, levando muitos fiéis a julgarem tratar-se da satisfação do pedido de Nossa Senhora. Estes Papas até hoje não vieram desenganar os fiéis nem o mundo dizendo que este não se trata portanto do pedido de Nossa Senhora de Fátima.

Porque têm fugido os Papas!? De que fogem!? Medo!?

O Patriarca de Lisboa vem agora a público manifestar contentamento por um acto que nada tem a ver com o pedido de Nossa Senhora mas que, por sua vez, usa a "imagem" de Nossa Senhora de Fátima para uma outra consagração diferente. Não deveria o nosso Patriarca como alto dignitário católico português guardar a vontade de Nossa Senhora e a fazê-la mais insistentemente presente junto do Papa!?... Sem dúvida que sim, mas o contrário não: dizer que o acontecimento do 13 de Outubro de 2013 em Roma foi motivo de alegria para os portugueses!!!


Deus, pela boca de Nossa Senhora pediu a consagração da Rússia (em modos claros), e sendo assim, é inequivocamente e absolutamente desejável que todos os fiéis verdadeiros queira ardentemente ver as Excelências Eminentíssimas, e Reverendíssimas, fazer crer ao Papa que tal pedido do céu deve ser satisfeito o quanto antes e sem qualquer tipo de reserva.

Porque têm medo!?...

Viva Nossa Senhora Imaculada, Virgem do Rosário.

13/10/13

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E PORTUGAL - OFENDIDOS PELO PAPA


A sujeição filial dos Papas a Nossa Senhora, como bem se sabe, está voluntariamente condicionada desde o Papa João XXIII até ao presente Francisco. Até hoje nenhum se atreveu a fazer a expressa consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, como Nosso Senhora pediu. Por mais demonstrações públicas de devoção mariana destes implicados pontífices, nunca uma explicação foi dada aos fiéis que, na falta dela, se têm confundido e chegado a aceitar justamente o contrário: que alguns destes Papas foram grandes devotos de Nossa Senhora de Fátima.

Há bem pouco tempo, o Papa ofendeu Portugal por desrespeitar a Bula de ouro que tão justamente nos eleva. Bula que estabelece que o Papa eleva a Cardeal Patriarca de Lisboa no primeiro consistório realizado depois da nomeação deste Patriarca. Eis o único Papa durante séculos a fazer-nos a desfeita de não se submeter à Bula, e sem nenhuma justificação formal nos dar, nem um breve pedido de desculpas! ... Valha-nos Deus!... O Papa...

Agora, a imagem oficial de Nossa Senhora de Fátima, que por ser a Imaculada recebeu nova coroa de Rainha de Portugal que é (que a primeira coroa foi levada no assalto ao Santuário Nacional em Viva Viçosa), foi levada a Roma de avião, como passageiro e não como mercadoria (como é costume, e evidentíssimo), mas agora de modo diferente. Não se sabe se por humildade imposta à Mãe de Deus, reservaram-lhe passagem em segunda classe então a primeira.

Mas dirão os tolos de sempre: "a imagem não é Nossa Senhora!". Claro que não! Em Roma o andor que passou na procissão não ia vazio, nem no momento da consagração do mundo feito pelo Papa esta este diante do "nada"! A imagem colocada no andor e depois no trono (durante a missa) eram a original de Fátima e não uma cópia! O Papa por algum motivo mandou vir de avião a imagem original sob as fortes medidas de segurança do Santuário de Fátima. E isto tudo porque "a imagem não é Nossa Senhora"!? ... Todos sabemos afinal que a imagem, principalmente as imagens "oficiais" são de suma importância porque de certo modo representam perante os homens o santo que se venera. Mas a novidade é que pela primeira vez um Papa, longe do olhar dos fiéis, manda vir a venerável imagem de Nossa Senhora em segunda classe, e diante de todos a entroniza no Vaticano.

Hoje, dia 13 de Maio de 2013, portanto, a imagem de Nossa Senhora lá foi em procissão pela praça de S. Pedro onde esteve entronizada durante a missa rezada pelo Papa Francisco. Esta foi a parte que as fotografias registram. O Papa fez a consagração do mundo a Nossa Senhora de Fátima (Imaculado Coração de Maria), desobedecendo mais uma vez ao pedido que Nossa Senhora fez de Lhe consagrarem a Rússia (expressamente e em determinadas condições). Se por acaso os Papas, por algum motivo especial, acham que não podem fazer tal consagração, são moralmente obrigados a dar uma justificação universal, visto que este pedido foi revelado por Nossa Senhora não por via de segredo, e sim aberto a todos (facto que constituí um escândalo que só o Papa pode resolver e só a ele compete.)

Perdoai-lhe Senhor que não sabe o que faz!...

PATRONOS DO BOLOGUE ASCENDENS


Aos poucos, e ao longo dos anos, talvez discretamente, fui apresentando os patronos do blogue ASCENDENS.

Hoje, dia 13 de Outubro de 2013, bela data, apresento estes patronos em conjunto:

Imaculada Conceição
Arcanjo S. Miguel
S. José
S. Pedro

Inicialmente o blogue tinha como patrona a Imaculada Conceição, e oportunamente, consoante os acontecimentos, fui adicionando os restantes patronos secundários, que eram já os meus patronos. Os motivos pelos quais são patronos do blogue não são os mesmos pelos quais são meus patronos.

Porque são patronos do blogue?

1 - Imaculada Conceição: Porque foi ela coroada como Rainha de Portugal por iniciativa de D. João IV, e este é um blogue dedicado especialmente à Civilização Católica Lusa. Por outro lado o "Coração Imaculado de Maria" e Fátima é fundamental hoje talvez mais que nunca;

2 - Arcanjo S. Miguel: Porque é o chefe das milícias celestes contra Lúcifer e seus sequazes, assim defensor de Santa igreja. A invocação de S. Miguel neste blogue achou-se indispensável, hoje mais que nunca e cada vez mais. Por outro lado, S. Miguel é o anjo custódio de Portugal. Os motivos são obvios;

3 - S. José - Por ser o protector da Igreja e a quem devemos recorrer para deitar mãos à obra. Os leitores terão visto já que há obra feita neste blogue, o trabalho é um ponto indispensável aqui, e a protecção da Santa Igreja também;

4 - S. Pedro - Por toda a questão do Papado, da hierarquia, da Igreja quanto rebanho, a questão da fidelidade e a esperança deste trabalho servir como "pescador de homens".

Porque são estes os meus patronos?

Nenhum deles foi escolhido por mim. Ou seja, preferi examinar o que me era mais cerca e aceitar de bom grado. Por ordem de adopção:

1 - Imaculada Conceição: Porque Deus me fez nascer a 8 de Dezembro.

2 - S. José e S. Pedro: Porque foram estes os nomes que os meus padrinhos de baptismo me colocaram;

3 - Arcanjo S. Miguel: Porque, devido a alguns ocorrências um sacerdote comunicou-me que lhe parecia que S. Miguel queria que eu o adoptasse devocionalmente.

É certo que faltaria colocar o santo do dia do baptismo, S. Telésforo, o que farei com todo o gosto assim que ache que não é a minha vontade apenas que o mande.

A preocupação que tive em ser isento nas escolhas, ou seja, esperar que sejam elas por justa causa a impor-se (manifestarem-se), confiando que devo ser eu a aceitar, confortam-me nas "escolha". Espero que o mesmo a todos os leitores.

25/06/13

FOI O MEXERICO (I)



Joaquim Mexia Alves

Nova empreitada: crítica fechada a Joaquim Mexia Alves, aqui denominado "Mexerico".

O Mexerico tem um blogue chamado “Que É A Verdade?”, mau blogue. Entre tantos outros blogues perigosos, porque escolhi alertar sobre este!? Na verdade é um como tantos outros, não é sequer o pior. A escolha deve-se a que o autor, por determinadas razões nada louváveis, chamou a minha atenção. É ao autor a quem critico, na esperança de melhoras.

Haverá certamente na obra do Mexerico coisas que não estão erradas, algumas delas até são poéticas e revestidas de sentimentos bem intencionados. Contudo, todo esse bem se perde no meio de erros, entre eles as heresias. Como explica S. Tomás de Aquino, o erro é pior quanto mais convincente for, o erro tem que ter sempre algo de verdade.

O Mexerico redigiu o “”Diálogo” com o Diabo”. Diz assim ele ao Diabo:

Tu gostas muito da lei, pelos vistos! Percebo-te, porque se cumprimos apenas a lei, acabamos por cair na rotina, sem chama nem alegria. Mas para a Igreja a lei só tem sentido vivida no amor, e o amor vive-se todos os dias, não tem dia nem hora marcada, muito menos o amor d’Ele por nós e o nosso amor por Ele.” (Marinha Grande, 21 de Janeiro de 2013)

A Lei divina é estrita, clara e fundamental. Ora, a Lei de Deus é verdade que não passa, vale como Deus vale, independentemente de ser ou não praticada com ou sem amor, e por quem quer que seja. É falso que a Igreja tivesse ensinado que a Lei só tem sentido praticada desta ou daquela forma, porque é objectiva. O Mexerico faz depender a Lei divina da subjectividade, submetendo a Lei ao uso da Lei.

Assim disse o Mexerico ao Diabo:

“Essa é boa! Irritou-te profundamente que o próprio Deus tenha nascido como homem e de uma mulher em tudo igual às outras.” (Marinha Grande, 14 de Junho de 2013)

Deus o perdoe pela blasfémia e heresia. Nossa Senhora é em TUDO igual às outras!? … O Mexerico não sabe que é Ela a “Imaculada concepção”? Não sabe que é Ela a “Cheia de Graça”, a “Porta do Céu”, a “Arca da Aliança”, a rainha de todos os anjos, não foi Nossa Senhora mais que todas as mulheres!? Não foi Nossa Senhora a única mulher a ser concebida sem pecado original!?

Para o Mexerico Nossa Senhora é em tudo igual a qualquer uma...! Valha-nos Deus!

Mas isto não foi um mero equívoco, não foi uma distracção, caros leitores! O Mexerico, logo depois, diz a verdade, mas coloca-a na boca do Diabo... sim, coloca-a na boca do Diabo: “Não, nem por isso” (é o Diabo que diz, embora parcialmente, que Nossa Senhora não é uma mulher em tudo igual às outras).
Entretanto, próprio dos espíritos confusos, o Mexerico manifesta uma prudência relativamente ao culto mariano... não vá alguém cair em exageros:

"Parecia até, por vezes, que tínhamos preferências, (ou gostos, como quiserem), mais pelo Pai, ou pelo Filho e às vezes até por Maria, (que alguns infelizmente continuam ainda hoje a “endeusar”, o que não é certamente do Seu agrado). – (Marinha Grande, 15 de maio de 2013)”

Interessante!?...

Todas as opiniões acatólicas, daninhas, vão-se misturando com aparentes verdades que poderiam até convencer quem não estivesse já avisado da "mariana" doutrina herética transcrita. Afirma o Mexerico no mesmo texto do 15 de Maio:

“E fez-me perceber muito melhor a missão de Maria, a «cheia de graça», aquela que aponta o Filho e se recolhe na humildade.”
–  Dado a crença de que Maria é em tudo igual às outras, fica alterado o entendimento a respeito da “cheia de graça” e esta “missão” que o autor diz agora entender "muito melhor". São estas construções diferentes daquelas que a Igreja sempre ensinou... a FORMA mantém-se mas o sentido é-lhe aqui todo alterado, fenómeno próprio do herético modernismo.

Uma frases depois, o autor "evangeliza" com outra doutrina contrária à da Santa Igreja:

A consciência da presença do Espírito Santo em mim desde o Baptismo, (uma luzinha ténue que teimava em não se apagar), levou-me a perceber que Lhe devia pedir que saísse do “cantinho escondido” onde eu O tinha colocado e viesse tomar conta de mim, e que em vez de luzinha ténue, fosse um farol sempre aceso, apontando-me o caminho em cada dia, em cada momento.”.

O Mexerico, que em outro lado conta que em tempos tinha abandonado os caminhos da graça e voltado a ela (sua história de vida), acredita que desde o baptismo o Espírito Santo permaneceu nele, negando assim que o Espírito Santo é expulso de nós com o pecado mortal, e construiu uma outra doutrina segundo a qual o Espírito Santo permaneceu nele sempre mas tenuemente (“luzinha”). Ora, isto contradiz abertamente toda a doutrina católica relativa à vida da graça, mas converge para aquela heresia de "Maria em tudo como as outras", pois retira a Maria a graça desde o nascimento e quase coloca a si mesmo a graça permanente (se bem que não desde o nascimento mas sim do baptismo). O Espírito Santo teria permanecido sempre depois do baptismo na alma do Mexerico se até hoje não tivesse cometido pecado mortal algum.

(a continuar).

13/05/13

CONSAGRAÇÃO DO PONTIFICADO DE FRANCISCO A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Pontificado de Papa Francisco consagrado a Nossa Senhora de Fátima na peregrinação de 13 de Maio(crónica do correspondente Domingos Pinto)
Áudio da notícia (aqui)
Na Rádio Vaticano (aqui)

12/02/13

11 de FEVEREIRO - NOSSA SENHORA DE LOURDES

"Eu sou a Imaculada Conceição"

Imagem realista de como seria a gruta

26/11/12

DEUS, O REI DE D. JOÃO V

D. João V







"Os Reis Católicos partiram para Sevilha, e os nossos para Lisboa, e saindo de Elvas com a Família Real para Vila Viçosa ao tempo, que saía da Praça ElRei [D. João V] encontrou o Santíssimo Sacramento, que voltava da se dar a uma pobre enferma, apeando-se acompanhou-O até à Freguesia, mandou-lhe dar uma boa esmola, e outra à doente. No dia 27, às cinco horas da tarde, entraram os Reis em Vila-Viçosa e se apearam à porta que vai para a Capela Ducal, onde se cantou o Te Deum com muita solenidade, e entrando outra vez no coche foram todos fazer oração à Imagem da Imaculada Conceição da Virgem Santíssima, a quem é dedicada a Igreja Matriz." (D. António de Sousa, em H. Geneal. Casa R. P.)

04/10/12

MEMÓRIAS DE PEDRA - IMACULADA CONCEIÇÃO

“A muralha velha, de 1604, teve de ser arreada pelo Município em 1870; as lápides, porém, que nela se achavam embebidas, conservam-se no novo paredão; honra seja à Vereação que assim prestou essa homenagem de respeito ao passado. Copiei as lápides que lá se leem; são como aqui vão representadas:


Na tarde de 3 de Fevereiro de 1631 realizou-se aí também o suplício de Simão Pires Solis acusado de medonho desacato contra as Sagradas Formas na próxima igreja de Santa Engrácia (Snr. Eduardo de Oliveira – Elementos, como ???, pag. 339, nota)” (A Ribeira de Lisboa. Júlio de Castilho. LISBOA, M DCCC XCIII. Pág 99-100)

“Voltemos de relance ao palácio dos Telles de Mello. À sua esquina se encostava a porta chamada da Cruz. Estude-mo-la.

Era, como obra de arte, a mais perfeita das seventias dasgadas na cerca, segundo o testemunho de Frei Apolinário de Conceição (Demonstração histórica, pág. 207). Tinha para a parte de dentro um nicho de vidraças, com a Imagem de Cristo crucificado. Da parte exterior duas colunas com uma arquitrave que as unia, na qual se achava gravado o elogio da Conceição da Senhora. Por cima outro nicho, também envidraçada, com uma Imagem de Maria Santíssima. Tanto este como o outro nicho, eram alumiados todas as noites pela devoção dos vizinhos. À esquerda da porta, numa lapide embebida na alvenaria, lia-se esta inscrição, que hoje existe conservada na parede do palácio:

Aeternit. Sacr.
Immaculatissime Conceptioni
Mariae Ioann. IIII Portugall. Rex
Una cum general. Com?t?s se et regna
Sua sub annuo censu tributaria publi
Ce uovit atq Deiparem in Imperit Tute
Larem Electam a labe origin. Preservatam prepetuo defensurum juramfirmavit
Univeret ut Pietas Lusitan
Hoc uivo lapide memoriale perenne exarari iussit
Ann. CHRISTI 1646 imper. Sui. 6.

Tradução:
“Memória consagrada à Eternidade. À Imaculada Conceição de Maria, João IV de Portugal, de acordo com as Cortes gerais, publicamente devotou as sua pessoas e os seus Reinos por tributários de um censo anual; e com juramento se confirmou a si próprio para todo o sempre como defensor da Mãe de Deus, eleita Padroeira do Reino, e imune de pecado original. Para que tão piedoso sentimento português se perpetuasse, mandou exarar esta memória perene em viva pedra, no ano de Cristo de 1646, sexto do reinado do mesmo senhor”.

Quer o leitor saber quem compôs esta inscrição? Nada menos que o Doutor António de Sousa de Macedo. Ele próprio o conta da seguinte maneira:

Tomada por el-Rei D. João IV a Virgem da Conceição para Padroeira do Reino, jurado isso nas Cortes de 1646, e celebrada festa soleníssima na Universidade de Coimbra, ponderou uma vez a António de Sousa de Macedo o seu amigo Frei António das Chagas, Lente jubilado da Faculdade de Teologia, quanto seria belo comemorar o facto em inscrições de mármore sobre todas as portas da cerca de Lisboa, e de todas as cidades e vilas do Reino! Macedo apresentou o alvitre a el-Rei; e este senhor, aprovando-o, deu-lhe logo ordem de compor a inscrição que se havia de gravar, dizendo-lhe, para o honrar, que só dele fiava a incumbência. (Eva e Ave, parte II, cap. XV, in fine)

Foi, com efeito, como diz a lápide, no ano de 1646, que a 25 de Março baixou a Provisão do dito Soberano, declarando Padroeira do reino a Senhora da Conceição. (Pode ver-se a pág. 111 e seg. do tomo IV do Gabinete histórico)

Mas, segundo creio, a devoção municipal à Conceição de Maria é mais antiga: já em tempo dos Filipes se pensara em pôr nas portas da Cidade comemorações epigráficas desse Mistério. Há uma Carta Régia de 28 de Março de 1618, em que D. Filipe II diz aos vereadores de Lisboa:

Vereadores etc.. Recebeu-se a vossa carta, por que me dais conta de como, movidos de devoção do mistério da Conceição da Virgem Maria, nossa S.rª, e para que no povo se acrescente, quereis fazer pôr nas portas principais dessa cidade letreiros, abertos em pedras, em que se afirme que foi concebida sem pecado original, e aprovo muito a piedade com que nos movestes, e assim o podereis executar; e muito vos encarrego que seja sem dilação (Elementos, Oliveira, como II, pag. 411. Esta carta está no cartório da Cam. Mun. De Lisboa, liv. I de D. Filipe II, fl. 194)´” (pág. 104)

13/06/12

Sto. ANTÓNIO DE LISBOA, DOUTOR DA IGREJA - 13 de Junho

"SANCTUS ATO' ULIXBONENSIS"

Hoje, dia 13 de Junho de 2012, festejamos Sto. António de Lisboa (ou de Pádua - é provavelmente o único santo a ter duas designações oficiais).

Como vai sendo costume, Deus tem marcado a Portugal com este número 13 (vá-se lá saber o motivo).

Festejamos um Doutor da Igreja, patrono secundário de Portugal (sendo o primeiro a Imaculada Conceição, Rainha de Portugal) e chefe militar do Brasil (por iniciativa do saudoso D. João VI).

Real Convento de Mafra
(dedicado à Imaculada Conceição e a Sto. António de Lisboa)

Em 1946, o Papa Pio XII declara Sto. António de Lisboa Doutor da Igreja:


Carta Apostólica
EXULTA LUSITANIA FELIX
Pio XIIPara perpétua memória

"Exulta, ó feliz Lusitânia; regozija-te, feliz Pádua, porque a terra e o céu vos deram um homem que, qual astro luminoso, não menos brilhante pela santidade da vida e pela insigne fama dos milagres do que pelo esplendor da doutrina, iluminou e continua a iluminar todo o universo!

António nasceu em Lisboa, a primeira cidade de Portugal, de pais cristãos, ilustres por virtude e sangue. Pode deduzir-se de muitos e certos indícios que desde os primeiros alvores da vida, foi abundantemente enriquecido pela mão do Omnipotente com os tesouros da inocência e da sabedoria.

Ainda muito jovem, tendo vestido o hábito monástico entre os Cónegos Regulares de Santo Agostinho, durante onze anos dedicou-se com o maior empenho a enriquecer a sua alma com as virtudes religiosas e o seu espírito com a sã doutrina. Elevado depois à dignidade sacerdotal por graça do céu, enquanto vai aspirando à vida mais perfeita, os cinco Protomártires Franciscanos em missão de Marrocos consagram com seu sangue os princípios da Religião Seráfica.

E António, cheio de entusiasmo por triunfo tão glorioso da fé cristã, sentindo-se inflamado de vivíssimo desejo do martírio, (vestido o hábito franciscano), dirigiu-se contente numa nau a Marrocos e chegou felizmente às praias africanas.

Vítima, no entanto, pouco depois, de grave enfermidade, viu-se obrigado a retomar a nau para voltar à pátria. Desencadeando-se então formidável tempestade, e sendo levado para uma e outra parte nas asas do vento e das ondas, finalmente, por disposição divina, é arrojado ao mais remoto extremo da costa italiana. Dali, desconhecendo o lugar e as pessoas, pensou em dirigir-se à cidade de Assis, onde então se celebrava o Capítulo Geral da Ordem dos Menores.

Chegado ali, teve a dita de ver e conhecer o Seráfico Pai São Francisco, cujo dulcíssimo aspecto o encheu de consolação e o incendiou de novo ardor seráfico. Tendo-se divulgado mais tarde a fama da celestial doutrina de António, o mesmo Seráfico Patriarca, ao tomar dela conhecimento, confiou-lhe o ofício de ensinar Teologia aos seus frades, mandano-lhe este suavíssimo diploma: "A Frei António, meu bispo, Frei Francisco deseja saúde.

Apraz-me que ensines aos frades a sagrada Teologia, contanto que neste estudo não extingas o espírito da santa oração e devoção, como na Regra se prescreve''.

António cumpriu fielmente o ofício do magistério, e deve considerar-se o primeiro professor da Ordem Franciscana. Ensinou primeiro em Bolonha, então primeira sede dos estudos; depois em Tolosa e, finalmente, em Montpellier, onde igualmente floresciam os estudos.

António ensinou a seus irmãos, recolhendo frutos abundantíssimos e, como lhe ordenara o Seráfico Patriarca, não deixou esmorecer o espírito da oração, antes o Santo de Pádua procurou instruir os seus discípulos não só com o magistério da palavra, mas ainda muito mais com o exemplo duma vida santíssima, conservando e defendendo especialmente o branco lírio da pureza virginal.

E Deus não deixou de lhe manifestar várias vezes quanto foi estimado pelo Cordeiro Jesus Cristo este amor que tinha à pureza. E fetivamente, enquanto Antônio estava rezando solitário na sua cela eremítica, todo absorto com o espírito em Deus e com os olhos voltados para o céu, eis que, de repente, num raio de luz lhe aparece o Divino Menino Jesus, cingindo-se ao colo do jovem franciscano, e com os seus bracinhos cumula de carícias o nosso Santo que, anjo em carne humana, arrebatado em suavíssimo êxtase, vai pascendo entre os lírios' (Cant 2,16) junto com os anjos e com o Cordeiro Divino.

Os autores coevos dão testemunho da muita luz que brilhou na doutrina de Antônio, aliada da pregação da palavra divina, e com eles os autores mais recentes que unanimemente celebram com altos louvores a sua sabedoria e exaltam até ao céu a sua robusta eloquência.

Quem atentamente percorrer os "Sermões" do paduano, descobrirá em Antônio o exegeta peritíssimo na interpretação das Sagradas Escrituras e o teólogo exímio na definição das verdades dogmáticas, bem como o insigne doutor e mestre em tratar as questões de ascética e de mística - tudo o que, como tesouro da arte divina da palavra, pode prestar não pouco auxílio, especialmente aos pregadores do Evangelho, pois constitui rica mina de onde os oradores sacros podem extrair as provas, os argumentos oportunos para defender a verdade, impugnar os erros, combater as heresias e reconduzir ao recto caminho.

Ademais, como António costumava confirmar as suas palavras com passos e sentenças do Evangelho, com pleno direito merece o título de "Doutor Evangélico". De fato, de seus escritos, como de fonte perene de água límpida, não poucos Doutores e Teólogos e oradores sacros têm extraído, e podem continuar a extrair, a sã doutrina, precisamente porque vêem em António o mestre e o doutor da Santa Mãe Igreja.

Sisto IV, na sua Carta Apostólica Immensa, de 12 de março de 1472, escreve o seguinte: "O bem-aventurado Antônio de Pádua, como astro luminoso que surge do alto, com as excelentes prerrogativas dos seus méritos, com a profunda sabedoria e doutrina das coisas santas e com a sua fervorosíssima pregação, ilustrou, adornou e consolidou a nossa fé ortodoxa e a Igreja católica".

Igualmente Sixto V, na sua Bula Apostólica de 14 de janeiro de 1486, deixou escrito: "O bem-aventurado Antônio de Lisboa foi homem de exímia santidade..., e cheio também de sabedoria divina".

Além disso, o nosso imediato predecessor Pio XI, de feliz memória, na sua Carta Apostólica Antoníana Sollemnia, publicada em l de março de 1931 por ocasião do sétimo centenário da morte do santo e dirigida ao Exmo. Sr. D. Elias da Costa, então Bispo de Pádua e agora Cardeal da Santa Igreja Romana e Arcebispo de Florença, celebrou a divina sabedoria com que este apóstolo franciscano se dedicou a restaurar a santidade e a integridade do Evangelho.

Apraz-nos também recordar da mencionada carta do nosso predecessor as seguintes palavras: "O taumaturgo de Pádua levou à sociedade do seu proceloso tempo, contaminada por maus costumes, os esplendores da sua sabedoria cristã e o suave perfume das suas virtudes... O vigor do seu apostolado manifestou-se de modo especial na Itália. Foi este o campo das suas extraordinárias fadigas. Com isto, porém, não se quer excluir outras muitas regiões da França, porque António, sem distinção de raças ou de nações, a todos abençoava no âmbito da sua actividade apostólica: portugueses, africanos, italianos e franceses, a todos, enfim, a quem reconhecesse necessitados do ensinamento católico. Combateu depois com tal ardor e com tão feliz êxito contra os hereges, isto é, contra os Albigenses, Cátaros e Patarenos, na época enfurecidos quase por toda a parte a tentarem extinguir no ânimo dos fiéis a luz da verdadeira fé, que foi chamado com razão "martelo dos hereges".

Nem se pode calar aqui, pelo peso e importância que representa, o sumo elogio que Gregório IX tributou ao Paduano, depois de ouvir a pregação de Antônio e comprovar o seu admirável viver, chamando-o "Arca do Testamento" e "Arsenal das Sagradas Escrituras".

É igualmente mui digno de memória que, a 30 de maio de 1232, onze meses apenas depois da sua morte, o taumaturgo de Pádua seja inscrito no Catálogo dos Santos, e que, terminado o solene rito da canonização, o mesmo Gregório IX, segundo contam, tivesse entoado em voz alta, em honra do novo Santo, a antífona própria dos Doutores da Igreja: Ó grande Doutor, luz da Santa Igreja, Bem-aventurado António, amante da lei divina, rogai por nós ao Filho de Deus!

Foi este precisamente o motivo por que desde o primeiro momento se começou a tributar na sagrada liturgia a Santo António o culto próprio dos Doutores da Igreja, e no missal, "segundo o costume da Cúria Romana", se pôs em sua honra a missa dos Doutores. Esta missa, mesmo depois da correcção do calendário, introduzida pelo Pontífice São Pio V em 1570, nunca deixou de se usar até nossos dias em todas as famílias franciscanas e nos cleros das dioceses de Pádua, de Portugal e do Brasil.

Pela mesma razão de tudo quanto até agora temos dito, logo depois da canonização de António, se impôs o costume de apresentar à veneração do povo cristão, na pintura e na escultura, a imagem do grande apóstolo franciscano, levando em uma das mãos ou perto um livro aberto, índice da sua sabedoria e da sua doutrina, e tendo na outra uma chama, símbolo do ardor da sua fé.

Por isso, a ninguém deve admirar que não somente toda a Ordem franciscana, em especial por ocasião dos seus Capítulos Gerais, mas também muitos ilustres personagens de todas as classes e condições tenham exprimido muitas vezes o vivo desejo de ver confirmado e estendido a toda a Igreja o culto de Doutor, desde há séculos tributado ao Taumaturgo de Pádua.

Estes desejos intensificados principalmente por ocasião do sétimo centenário da morte de Santo António, em vista também das honras extraordinárias a ele tributadas, a Ordem dos Frades Menores, primeiro ao nosso imediato predecessor Pio XI e recentemente também a Nós, apresentou súplicas ardentes para que nos dignássemos contar a António entre os Santos Doutores da Igreja.

E como para exprimir o mesmo desejo concorre também o sufrágio tanto de muitos Cardeais da Santa Igreja Romana, de Arcebispos e Bispos, de Prelados, Ordens e Congregações religiosas, como de outras doutíssimas personagens eclesiásticas e seculares e, finalmente, de mestres de Universidades, instituições e associações, julgamos oportuno confiar ao exame da Sagrada Congregação dos Ritos assunto de tanta importância.

Esta Sagrada Congregação, mostrando-se, como costuma, disposta a seguir as Nossas ordens, elegeu uma Comissão especial e oficial, para que fizesse exame cuidadoso da proposta. Pedido, pois, e obtido em separado e depois dado à estampa o voto de cada um dos comissionados, não faltava mais que interrogar os membros da Sagrada Congregação sobre se, dadas as três condições que o Nosso predecessor Bento XIV requer no Doutor da Igreja universal, isto é, santidade insigne, eminente doutrina celeste e declaração pontifícia, julgava que se podia declarar Santo António Doutor da Igreja universal.

Na sessão ordinária celebrada no Vaticano a 12 de junho de 1945, os Eminentíssimos Cardeais encarregados dos assuntos da Sagrada Congregação dos Ritos, depois que o Nosso amado filho Rafael Carlos Rossi, Cardeal-Presbítero, Secretário da Sagrada Congregação Consistorial e relator desta causa, fez sobre ela o devido relatório, e depois de ter ouvido o parecer do Nosso amado filho Salvador Natucci, Promotor Geral da Fé, deram o seu próprio assentimento.

Estando assim as coisas, Nós, por Nossa espontânea e boa vontade, secundando o desejo de todos os Franciscanos e de todos os demais citados, pelo teor da presente carta, de ciência certa e com madura deliberação e com a plenitude do poder apostólico, constituímos e declaramos a Santo António de Pádua, Confessor, Doutor universal da Igreja, sem que possam obstar as Constituições e Ordenações Apostólicas e qualquer outra coisa em contrário. E isto o estabelecemos, decretando que a presente carta deva ser e permanecer sempre firme, válida e eficaz, e surta e obtenha o seu pleno e inteiro efeito, que assim, e não de outra maneira se deva julgar e definir; como também, a partir deste momento, declaramos inválido e nulo tudo quanto porventura intente contra as preditas disposições qualquer pessoa ou autoridade por conhecimento ou por ignorância.

Dada em Roma, junto de São Pedro, sob o anel do Pescador, no dia 16 de janeiro, festa dos Protomártires Franciscanos, no ano de 1946, sétimo do nosso Pontificado."

13/05/12

UM DOS MILAGRES "DAS POMBAS" - N. SENHORA DE FÁTIMA

Coroação de Nossa Senhora de Fátima, a 13 de Maio de 1946
Decorria o ano de 1946, e Portugal celebrava o terceiro centenário de sua Consagração a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal (1646), proclamada pelo rei D.João IV. Surgiu a idéia de levar a imagem de N. Sra. da Conceição, de Vila Viçosa até Lisboa. Em 1946, a Imagem de N. Sra. de Fátima já era grande atração para muitos peregrinos. Então, foi pedido que aquela sua representação fosse, igualmente, a Lisboa para que, no dia 8 de dezembro de 1946 se encontrasse com a imagem da Imaculada Conceição de Vila Viçosa, quando uma grande Celebração festiva seria realizada pelos 300 anos da Padroeira de Portugal.
Nesta comemoração da Consagração de Portugal a N. Sra. da Conceição, N. Sra. de Fátima foi coroada no dia 13 de maio pelo Cardeal legado (representando o Papa, para a solenidade), Dom Aloisio Masella, diante de 800 mil fiéis. Encerrava-se, assim, o Congresso Mariano de Évora - cidade onde, 300 anos antes, fora pronunciado o voto - e, em seguida, a procissão solene, de mais de 400 Km, teve início, em homenagem à Virgem Peregrina.

Esta viagem triunfal, que se estendeu de 22 de novembro a 24 de dezembro, atraindo multidões, foi marcada por um evento insólito.

A Imagem de Nossa Senhora de Fátima, a caminho de Lisboa, passando pelo oeste, atravessou Bombarral, a 1º de Dezembro de 1946. Cinco pombas brancas, lançadas ao ar por D. Maria Emília Coimbra e sua filha Teresinha Campos, pousaram, uma após a outra, aos pés da Imagem, voltando-se para ela com atitudes surpreendentes. A partir de então, muitas pombinhas foram soltas e muitas delas se refugiavam aos sues pés, aí permanecendo, noite e dia, sem procurar alimentos, sem bicar ou debicar a estátua ou as flores que a ornavam, sem serem perturbadas pela multidão, virando-se para os oradores, para o Santíssimo ou para o Crucifixo - quando estes eram colocados sobre o Altar -, seguindo a estátua sempre que era transportada, em automóveis ou aviões, quando rumava para os outros continentes. Sua delicadeza e reverência precediam a imagem, e as aves a aguardavam, postando-se nos locais onde seria colocada.

As pombinhas, de noite e de dia, nas celebrações e vigílias, sob os cânticos e as aclamações, sob chuva e foguetes, durante todo o percurso, jamais deixaram a Imagem até chegar a Lisboa, no dia 8 de dezembro, data em que outros pássaros se associaram a elas. O fenômeno foi registrado pela imprensa daqueles dias. Foram as pombas de Bombarral, as primeiras a manifestarem a sua presença carinhosa junto à Imagem de Nossa Senhora de Fátima. E isto marcou profundamente o espírito do povo português: o Cardeal de Lisboa expressou o seu assombro na mensagem radiofônica, divulgada por ocasião do Natal de 1946 e todos os jornais do país refletiram a sua emoção. O Padre Miguel de Oliveira assim escreveu na edição de 7 de dezembro, da publicação Novidades, quase inteiramente dedicada às pombinhas de Nossa Senhora: "Ao término de alguns séculos, não faltarão espíritos fortes que sorrirão da nossa ingenuidade e questionarão como teria sido possível, em pleno século XX, que uma lenda típica da Idade Média fosse criada. Porém não se trata de uma lenda, ó homens do futuro! Trata-se de uma realidade que nossos olhos contemplam, esta é a história autêntica, testemunhada por centenas e centenas de milhares de pessoas."

Trecho do livro "Les colombes de Notre-Dame" (As pombinhas de Nossa Senhora) 
que apresenta, igualmente, dezenas de fotos destes prodígios 
Résiac - Fátima Edição -- fevereiro de 1985

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