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16/04/18

REPOSIÇÃO DA VERDADE - A CLERESIA EM PORTUGAL; A UNS E A OUTROS!

Num mesmo artigo, eis dois assuntos com temas associados merecedores de futura explanação (assim seja).

Foi-nos mostrada uma publicação do Senhor Padre Samuel Bon (FSSPX-Portugal Facebook) a respeito de Bispos portugueses no assunto dos "recasados", junto com um comentário que este Sacerdote fez ao "dogma da Fé" e Portugal. Como os assuntos nos importam, pois são da nossa alçada, e como neste sentido tínhamos até material preparado (ainda não publicado), é agora nossa obrigação oferecer ao público a informação em falta, e tão pertinente.

I
Fora do Magistério Ordinário há Papa ou Bispo que mande ou ensine?

A quem tenta colocar mais verdade e mais bom senso onde os haja em falta, não devemos taxar de intrometido. Pelo contrário, é dever católico dar sinal, queixa, advertência até, sugestão, quanto mais de importância e urgência é o caso, e lugar; e não haja melindres do outro lado com estas iniciativas que, a bem ver, devem ser agradecidas até, e encorajadas.

Perante o Estado de Necessidade, parte dos católicos mais avisados tem reconhecido que o Magistério pós-conciliar não pode ser tomado à margem do contexto anómalo, por isso o deixam em suspenso. Enquanto isto, outros dizem que estão suspensas ad tempus as próprias Autoridades eclesiásticas.

É normal que, os primeiros (para efeitos de agilidade do discurso chamaremos agora "contextualistas") ao receberem lamentáveis novidades emitidas pelos Bispos situem-nas dentro do mesmo desenvolvimento anómalo, não confundindo-as nem misturando com aquilo que sempre foi ordinário na Igreja milenar. Já os "autoritaristas" (chamemos agora aos segundos), mesmo acreditando que tais autoridades estão suspensas, agitam-se bastante perante as novas directrizes vindas das mesmas autoridades que "suspenderam".

Ora, sendo o nosso entendimento "contextualista" é normal que não andemos colados às novelas daquele magistério e disposições da nova "tradição anómala" (pós-conciliar), e que tais lamentáveis novidades pouco mais nos sirvam que de termómetro da crise.

O que dizer da recente decisão de maior parte dos Bispos portugueses, a respeito dos "recasórios"? O mesmo que para outros casos anteriores, e outros que virão: enquanto não entenderem que o Concílio Vaticano II não é regra de interpretação, e que a Fé está claramente expressa por aquilo que a Igreja sempre ensinou com a mesma interpretação que sempre foi ... não poderão sair das amarras, não poderão sair do contexto anómalo em que vivem, consideram, e operam.

Certamente, os blogs que usam os amigos do ASCENDENS estão em conformidade com aquilo que é acreditado, ferramentas simples de partilha das coisas que cada autor ache conveniente. Quanto a este caso dos Bispos e dos "recasados", da parte do responsável do blog ASCENDENS, por exemplo, em cooperação com leitores que aqui não são muito antigos, foram e estão a ser feitos esforços para ajudar Bispos a olhar, ou recordar a doutrina milenar no seu cerne, quanto a estas questões, e  encorajar. Infelizmente, temos falta das ferramentas dos autoritaristas, os quais se colocam à partida fora e inexplicavelmente "alérgicos" a estes esforços!

Nos nossos blogues um outro motivo da ausência da repetição do criticismo autoritarista, é o de não adiantar estarmos todos a difundir o que todos estão a difundir ao mesmo tempo; e como não estamos assim tão dento das "novelas", damos vez a quem as segue e mais talento tenha para notícias.

II
Nem hereges, nem imorais, nem cismáticos. Sim, guardemos o Dogma da Fé

O Senhor Pe. Samuel Bom publicou na página da FSSPX, no Facebook (FSSPX-Portugal), uma notícia do Expresso ("Bispos do centro defendem integração de recasados "em pleno direito"") juntando o seguinte introito:  "Em Portugal, conservar-se-á o dogma da Fé... apenas nas capelas da FSSPX" (12-03-2018, 06:16h).


É normal que cada qual queira colocar louros ao seu partido, e ver reconhecido o esforço pessoal. Mas, não tendo havido qualquer declaração oficiosa da FSSPX, ou que D. Marcel Lefebvre tivesse dito, resta desdramatizar as declarações do Senhor Padre sobre os portugueses. A respeito da interpretação daquelas palavras de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (13 de Julho de 1917) a FSSPX sempre manteve a linha, realidade confirmada pelas inúmeras publicações, palestras, acções patrocinadas directamente da alta cúpula da Instituição, durante décadas: Nossa Senhora anunciou que em outros países católicos desaparecerá completamente o Dogma da Fé, mas que em Portugal sempre ele será conservado. Transcrevemos então uma publicação difundida em várias línguas pela FSSPX, e vendida nas livrarias da mesma instituição; o autor é o Pe. Fabrice Delestre, então Prior da FSSPX em Portugal, era o ano 2000, dia 18 de Julho:

"(...), duas frases da maior importância: "Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc.. Isto não o digais a ninguém. A Francisco, sim, podeis dizer-lho." (cf. "Memórias de Lúcia", op. cit., pág. 172-173).
Estas duas frases transmitidas pela Irmã Lúcia são capitais e dão-nos a chave do conteúdo principal e da natureza do terceiro segredo.
1º) Lúcia faz-nos primeiro conhecer a primeira frase da terceira parte do segredo: "Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé, etc.". Ora bem, um dia de 1943, falando desta mesma frase, disse ela ao Bispo de Leiria, que não era absolutamente necessário que redigisse o texto do terceiro segredo, "já que, de certo modo, o tinha dito" (cf. Padre Alonso: "Lá verdade sobre el secreto de Fátima" Madrid 1974, p. 64). Esta frase dá-nos, efectivamente a chave que nos permite descobrir o conteúdo principal da terceira parte do segredo:
- Ela refere-se a um tema espiritual, sobrenatural, que se relaciona com a fé, algo muito diferente dos castigos temporais e materiais anunciados na segunda parte do segredo, que haveriam de chegar caso o mundo católico não se submetesse aos pedidos formulados por Nossa Senhora: a comunhão reparadora dos primeiros sábados do mês [ver aqui artigo importante] e o acto de reparação e consagração da Rússia ao seu Coração Imaculado.
- No âmbito geral do segredo do 13 de Julho de 1917, que tem de ponta a ponta alcance mundial (a palavra "mundo" aparece quatro vezes nas vinte e duas linhas manuscritas da segunda parte do segredo), Portugal não pode ser mencionado nesta frase mais que por uma excepção, contrastando com a situação geral da fé católica no resto do mundo [geral da fé, no resto do mundo...], noutras partes da Igreja. O que se anuncia na terceira parte do segredo é uma perca da verdadeira fé em grande escala." [sublinhado e o blod não são nossos]

A FSSPX está hoje espalhada por todo o mundo (estabelecida em 37 países, dando assistência regular em mais 35; 167 priorados mais 772 oratórios/capelas [dados oficiais - La Porte Latine]).

Nossa Senhora de Fátima asseguravam que em muitos outros países o dogma da Fé se extinguiria (incluindo países onde a FSSPX se encontra); esta mesma conclusão também coincide com outras entidades reconhecidas na matéria, como a Cruzada de Fátima e o falecido Pe. Nicholas Gruner [a quem as cerimónias fúnebres foram feitas pelo Superior Geral da FSSPX, em 2015].

Posto isto, se dermos crédito à opinião pós-2017 "Em Portugal, conservar-se-á o dogma da Fé... apenas nas capelas da FSSPX", seremos forçados também a concluir que em boa parte das capelas da FSSPX fora de Portugal o dogma da fé não se manterá, ou não se mantém! Como não apoiamos, nem por razão podemos apoiar aquela opinião, não nos compete o desembaraço da conclusão a que ela obriga. 

(01-02-2018, 09:59h)
Por outro lado, a afirmação de que o dogma da Fé apenas se mantem em Portugal nas capelas da FSSPX, é uma afirmação estranha, visto que é inacessível a qualquer mortal sondar todos os corações, de velhos e novos, de citadinos e aldeães, de civis e religiosos, de eremitas e gente recolhida, de gente muito social... a não ser que tal informação tenha vindo de fonte sobrenatural (veremos que também não é possível, neste caso). Fora disto, a forma de alguém em consciência achar que tal coisa é assim, é  crer que fora da FSSPX não é possível a Fé, nem a conversão (e se for este o caso, o qual nunca vimos explicitado, que venha à luz).

Por fim, podemos assegurar que fora das capelas da FSSPX existe Fé em Portugal, e podemos assegurar que nelas a Fé também existe.

Com algum receio publicamos este artigo, e pedimos a quem se achar discorde pela razão se manifeste aqui. Aceitamos a conversação destes temas apenas no nível que lhes pertence: desapaixonadamente, academicamente, e partindo da recta intenção do oponente. Este é um artigo de certa urgência, que não conseguimos contornar nem achar-lhe melhor alternativa. Esperamos não irritar, não queremos irritar nem causar inimizades; continuamos de portas abertas a todos os que vierem por bem.

Pelas Cinco Chagas de Nosso Senhor,
a equipe ASCENDENS

25/05/17

A CONSAGRAÇÃO DA RÚSSIA - TESTEMUNHO


Caros leitores,
Há anos, para combater as teses da "Irmã Lúcia falsa", referi num artigo ter uma prova que me foi dada (nos anos 90). Nunca referi qual tal prova, pois está em causa certa pessoa.
Estamos em 2017, um Cardeal veio agora insistir com a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria (como Nossa Senhora tinha pedido em Fátima), e achei por bem contar-vos:

Sim, aquela Irmã Lúcia velhinha era a verdadeira, não era uma "actriz contratada por Roma" (como dizem os da teoria conspiratória). A Irmã Lúcia disse que a Consagração da Rússia não tinha sido feita como Nossa Senhora pediu (referindo-se à consagração que o Papa João Paulo II tinha feito). Quem mo disse? Disse-o alguém que tinha autorização eclesiástica para com ela falar (facto que é do domínio público). E como o sei? Nos anos 90 era eu aluno dessa pessoa, justamente no ano em que certo evento (do domínio público) ocorreu e a envolveu no assunto que vos trago. Que mais vos posso dizer? Posso contar que tudo o que ouvi foi dito num grupo de uns 10 jovens, tal pessoa sofreu algum tipo de pressão forte (andando inquieto e nervoso por um período de tempo), e outras coisas.

Agora peço aos leitores que usem o importante da informação (que a Rússia não foi consagrada como Nossa Senhora pediu, e que a Irmã Lúcia era a verdadeira), e que esqueçam a pessoa que propositadamente tento omitir. É o nosso trato. Ok?

Como disse que a Irmã Lúcia é a verdadeira, quero também dizer-vos que, segundo dados bem objectivos, tenho o livro "Um Caminho Sob o Olhar de Maria" (do Carmelo de Coimbra) como pouco fiável para análises mais literais, e outras coisas. Neste momento estamos a finalizar um artigo que faz a análise de uma passagem deste livro, artigo demorado por necessidade de encontrar a melhor forma de apresentar o conteúdo.

29/03/17

CONVITE - "TERÇO ASCENDENS"


Faz por volta de 4 anos que rezamos o terço diariamente (dias de semana) com transmissão online (áudio) entre todos os participantes. Esta acção destina-se apenas a amigos que, por algum motivo, não tenham com quem rezar o Terço no local onde se encontram (ou queiram rezar mais um, diariamente), ou não consigam dirigir-se ao tempo católico mais próximo para tal, etc. etc.. É algo privado, "familiar", pequenino quanto convém, e nunca isto foi lançado a público, evidentemente.
 
Antes de mais, lembro que o modo extraordinário da internet é claramente desincentivado, em valorização dos modos ordinários, que são os apropriados e que se recomendam. Não se pretendeu criar algo de novo, mas sim remediar o que havia, visto que nem sequer há nada em contra.
 
Hoje, durante o Terço, lembrou-me abri-lo a quem naquelas condições queira, e seja nosso conhecido, ou meu conhecido (contactar ascendensblog@gmail.com). O convite é válido até 13 de Maio.
 
A estrutura é mais ou menos a "normal", é aquela que usava quando tinha 11 anos e recuperei mais tarde, acrescentando algo (as Avé-Marias, Pai-Nossos, Glória, são em latim); não rezamos "mistérios luminosos".
 
Eis o esquema:

Abertura
- Em nome do Pai, do Filho ...
- Deus vinde em nosso auxílio...
- Intenção (caso a haja)
- Pai Nosso / 3 Avé-Marias

Mistérios
- Enunciação do respectivo Mistério /Pai Nosso /Avé-Marias /Glória
- Ó Maria concebida sem pecado ...
- Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos ...
- Rainha da Paz ...
- Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos... (x3)

Final
- Salve Regina (cantada, ou não)
- Rogai por nós Santa Mãe de Deus...
- Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Ámen.
 
Por ver que este acontecimento tem os seus benefícios, sugiro que outros, noutros locais, DENTRO DAS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS, o usem, tendo em conta aquelas advertências.

Evidentemente, há sempre a excelente opção do terço individual, e de rezar vários terços ao dia (como o Rosário).

Pedro Oliveira

16/03/17

VOZES DO CENTENÁRIO - Guilherme Oliveira Martins

O jurista e político Guilherme de Oliveira Martins faz uma ponte história, e com toda a razão integra Fátima numa longa tradição Mariana em Portugal.


VOZES DO CENTENÁRIO - Kátia Guerreiro

A médica fadista Kátia Guerreiro conta uma história e dá um testemunho pessoal. Se diz que "ver as pessoas de joelhos [nas promessas no santuário de Fátima] não é das coisas mais bonitas de se ver", "mas é um sinal de agradecimento"... Oh Kátia, então isso é bonito até, se lhe juntas a intenção. Não é?
 

VOZES DO CENTENÁRIO - Card. Patriarca de Lisboa

D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, faz um grande resumo (só não é clara a parte "celebrar a nós próprios naquilo que temos de melhor, e naquilo que devemos ser para melhor"... celebrar a nós!?)
 

VOZES DO CENTENÁRIO - Matilde Sousa Franco

Matilde Sousa Franco, historiadora, fala um pouco da sua relação com Nossa Senhora de Fátima.


VOZES DO CENTENÁRIO - Octávio Carmo

O vaticanista Octávio Carmo resolveu falar de um aspecto interessante: em torno da devoção de Nossa Senhora de Fátima, sem que as nações se diminuam, evidencia-se uma Pátria comum a todos.
 
Também agora não deixo de avisar que estes testemunhos costumam ser muito na base do "vivido", o que se distancia um pouco daquilo que os nossos avós poderiam dizer, os quais falariam mais nas graças concedidas, talvez, e pouco ou nada em "sensações"...


VOZES DO CENTENÁRIO - Ricardo Carriço

Escolhi também a opinião do actor e apresentador Ricardo Carriço, porque nela encontramos as marcas daqueles que conviveram com os seus religiosos antepassados. Outro aspecto é o reconhecimento de uma unidade nacional em torno das Aparições do daquilo que poderíamos chamar "tradição religiosa de Fátima" (evidentemente, em Portugal. Portanto, falamos das marcas que as Aparições em Portugal deixaram até nas gerações menos catolicizadas, ou até mesmo em ateus, fazendo isto parte da cultura e deixando uma proximidade e ligação mesmo nos que não a queiram. Entende-se!?

Sejam brandos em avaliações, estamos apenas a ouvir um testemunho:


VOZES DO CENTENÁRIO - Prof. Carvalho Rodrigues

O Comendador PROF. Fernando Carvalho Rodrigues, cientista conhecido como "pai do satélite português", dá o seu testemunho e opinião sobre Fátima.

É interessante ver que em Portugal nunca ficámos tão apegados à questão do segredo, mas sim mais à aceitação daquilo que Nossa Senhora nos pediu, e à prática da peregrinação e local.
 

VOZES DO CENTENÁRIO - Cuca Roseta

A fadista Cuca Roseta, vai estar LÁ nas comemorações do centenário. Cá nós estaremos CÁ, nas comemorações.  Como não se sabe quem são os "especialistas de Fátima", cá vai:


20/02/17

VOZES DO CENTENÁRIO - Eunice Munhoz

Provavelmente a maior actriz portuguesa na actualidade deu um testemunho-oração.


VOZES DO CENTENÁRIO - Figurantes da Terra

Na selecção de testemunhos na série "Vozes do Centenário" saltei logo o testemunho de Catarina Furtado, por achar que nada de iria dizer de interesse. Mas, voltei atrás, dei uma oportunidade. Catarina Furtado, ateia, acabou por dar um testemunho interessante, recorrendo à memória do tempo em que foi actriz num filme sobre Fátima. Vale a pena:
 

 

02/02/17

FÁTIMA TREME COM SISMO 3,7

Onde é que estava ontem, dia 1 de Fevereiro de 2017, às 23h22? Eis que a essa hora "um sismo de magnitude 3,7 na escala de Richter, com epicentro em Porto de Mós" fez sentir-se, segundo informa o OBSERVADOR: "Testemunhas locais referem que o sismo foi "muito sentido" na zona de Leiria e de Fátima. O IPMA refere que "em breve" deve der emitido um novo comunicado."
 
O DIÁRIO DE NOTÍCIAS acrescenta que "um bombeiro da corporação de Porto de Mós disse ao DN que foi "forte mas rápido". Há relatos de que foi sentido em Lisboa. (...) À 01:36 foi sentida uma réplica de 2,6 com o epicentro também perto de Porto de Mós", que também não causou danos.

23/01/17

ESCLARECIMENTO - "ORAÇÃO DE FÁTIMA"

Pe. Formigão
Em tempos começámos um artigo que ficou pela primeira parte ("Oração de Fátima; o Inferno e o Purgatório I"), publicámo-lo, e por razões que não apresentámos deixámos o assunto em suspenso.
 
O nosso artigo também despertou interesse por terras argentinas, de forma que por e-mail fomos contactados por Patrícia Verbova: estava em causa principalmente a obtenção da fonte de 1955, segundo a qual o Pe. Formigão teria dito ter alterado inicialmente a oração. A autora redigiu então "La Oración de Fátima Fué Modificada" (1 e 2).
 
Fomos contactados por outras pessoas a respeito do nosso artigo, e convém então aclarar algumas coisas.
 
- Em dada parte o nosso artigo informa que dali em diante se seguem os passos de um certo texto, do qual não demos o nome do autor;
 
- O autor desse tal texto dá a informação relativa a 1955. Nós na primeira parte do nosso artigo limitámo-nos a não colocar em questão os dados daquele autor;
 
- Para obter do autor daquele tal texto a confirmação da fonte de 1955 tentaremos fazer algum contacto.
 
Pedro Oliveira.

26/11/16

ESTRANHA INCOERÊNCIA!!!


Quando a 13 de Maio de 2016, em Fátima, em unidade com todos os Bispos de Portugal, o Cardeal Patriarca de Lisboa consagrou Portugal ao Imaculado Coração de Maria, não se viu difusão do feito por parte dos meios tradicionalistas em geral (nem blogues, nem sites, nem sermões). Agora que em Fátima o líder dos católicos ucranianos, sozinho, fez uma consagração da Ucrânia ao Imaculado Coração.... ahh isso sim, isso já é notícia que todos proclamem em abundância!

Estranho.... Parece que há gosto que de Portugal só houvesse que noticiar aquilo que possa ser entendido como "país que está muito mal, e que outros irão resgatar"...! Será que para alguns os factos têm de ser retalhados para lhes sustentarem alguma tese basilar!?...

01/11/16

NA SERRA ALTA - TRIUNFO DO IMACULADO CORAÇÃO ANTES, OU DEPOIS?


"Eis a polémica: dizem uns que o "triunfo do Imaculado Coração" sucederá antes da vinda do Anticristo, porque está prometido um certo tempo de paz posterior; outros estão convictos de não poder vir o Anticristo sobre o triunfo de Nossa Senhora, e que que terá de vir antes do triunfo para ser depois derrotado; outros mais receosos, inclinam-se a certa imanência que os leva a reduzir a apostasía geral a mais uma crise, etc.. Mas, na verdade, o triunfo do Imaculado Coração e os feitos do Anticristo poderão muito bem acontecer simultaneamente: também dos primeiros cristãos, a cada martírio um triunfo para a Santa Madre Igreja [eis o que foi um verdadeiro sementeiro da da Fé e da vitória]. Depois nada impediria que viesse um tempo de paz com posteriores eventos, até ao cumprimento da Parusía."
(na serra alta - J. Antunes)

13/08/16

CÂNTICOS DE FÁTIMA - "Senhora Um Dia Descestes"

Santuário de Fátima



Senhora, um dia descestes
À terra que em vós confia:
Descestes à Serra de Aire,
Em plena Cova da Iria.

Ref. Salvé Regina! Salvé Regina!
Ora pro nobis, Maria! (bis)

Nas mãos trazíeis o terço,
Que pende da vossa imagem:
Na fronte uma estrela de ouro,
Nos lábios doce mensagem.

Falando a três pastorinhos
De cima de uma azinheira
Pregastes a penitência
Aos povos da terra inteira.

Pediste que nos uníssemos
Em oração e concórdia,
Com pena dos pecadores,
Ó Mãe de misericórdia.

Olhai ó Virgem do Céu
O mundo que pede luz.
Bendita sejais, Senhora!
Bendito seja Jesus.

12/08/16

"SENHORA NOSSA, SENHORA MINHA" - Cântico de Fátima




Senhora nossa Senhora minha


1. Senhora nossa, Senhora minha,
vida, esperança, clemência e luz.

Ref. - Salve, Rainha! Salve, Rainha!
Senhora minha! Mãe de Jesus!


2. Virgem das Dores, da Conceição,
dos pecadores tem compaixão!

3. Ave Maria, cheia de graça!
Brisa agradável em que Deus passa!

4. Ave Maria, Mãe de Jesus:
és a nascente da eterna luz.

5. De ti, Senhora, nasce a verdade:
dás a esperança à Humanidade!

6. Cheia de graça, ave, Maria!
Serena aurora de novo dia!

7. És a morada do excelso Deus;
Sublime estrela nos altos céus!

8. Obra divina, maravilhosa;
De entre as mulheres a mais ditosa!

9. Bendito o fruto em ti gerado:
Homem divino, Deus revelado!

10. Em ti o homem nasce de novo,
dos povos todos nasce um só povo!

11. De ti, Senhora, nasce a Igreja;
Tua bondade sempre a proteja!

12. Ao vosso amparo, ao vosso amor
nos acolhemos, Mãe do Senhor.

13. À vida eterna sede-nos guia,
Mãe boa e terna, Virgem Maria.

18/07/16

ORAÇÃO DE FÁTIMA; o INFERNO e o PURGATÓRIO (I)

Em Portugal, alguns tradicionais católicos (... ou, tradicionais portugueses, tanto dá) procuram conclusão a respeito da autenticidade de uma das duas versões da oração "ó meu Jesus perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno ... etc...". As versões em questão:

versão a) "Ó meu Jesus perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno e aliviai as almas do purgatório especialmente as mais abandonadas."

versão b) "Ó meu Jesus perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, e levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem."

Neste contexto, chegou-me um belíssimo texto, com a defesa da versão a (como ainda não tenho certezas necessárias a respeito do assunto, abstenho-me de tomar posição definitiva).

Em diante seguirei o texto enviado.

Uma das exposições deste defensor da versão a é inquestionável, e devemos já assumi-la: a versão a está em conformidade com a doutrina da Igreja, e digo eu que, por isso, e apenas por si não haverá qualquer dano em rezá-la, antes pelo contrário; é também verdade que as doutrinas contidas, tanto a do Inferno como a do Purgatório, estão hoje muito ausentes das vidas dos católicos (ou são quase ignoradas, chegando até a ser rejeitadas), ou andam muito deturpadas, e faz sentido a insistência na sua reposição.

Mostra-nos texto um breve historial, de suma importância, esclarecendo: a versão a "...rezou(se) no fim dos mistérios do terço durante dezenas de anos desde as Aparições de Fátima em 1917, e de modo verdadeiramente insólito, por volta de 1960, sofreu uma modificação verdadeiramente absurda ...". Explica depois que a versão a "... foi assim divulgada pelo Dr. Manuel Nunes Formigão, doutorado em Teologia e Direito Canónico pela Universidade Gregoriana, após o inquérito realizado em 17 de Setembro de 1917, aos três videntes. Esse inquérito consta do livro do mesmo Dr. Formigão sob o pseudónimo Visconde de Montelo - As Grandes Maravilhas de Fátima, Edição da União Gráfica, datado de 1927, na pág. 77, conforme o documento anexo." Contudo, como veremos, o mesmo Dr. Formigão, em Abril de 1955 confessa ter feito uma reformulação, ou alteração: "... declara num Inquérito Oficial que a fórmula inicial (...) era diferente."

Bilhete de Identidade do Dr. Formigão
Confiando nas palavras do Dr. Formigão:
- O Dr. Formigão difundiu a versão a, depois do inquérito de Setembro de 1917;
- Em 1955, o Dr. Formigão revela que a versão difundida era uma reformulação sua daquilo que tinha ouvido à pastorinha Lúcia;
- Em suma: a versão a é uma reformulação do Dr. Formigão, e foi a única divulgada desde 1917, até 1955 (38 anos).

Nesta confissão do Dr. Formigão revela-nos a versão original, que tinha ouvido em 1917: "Ó meu Jesus perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, e levai as alminhas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem". Ora, esta é a versão b, com a diferença da palavra "alminhas", coisa que também difere da versão a.

O autor defensor da versão a explica o significado que em Portugal damos a "alminhas", transcrevo: "Consultem os melhores dicionários e verão que "alminhas" em português significam os pequenos quadros em que se vêem as almas a padecer no Purgatório. Uma delas bem interessante até, no início do tabuleiro inferior da Ponte de D. Luís da parte do Porto, para lembrar e sufragar as centenas de pessoas mortas nos alçapões, destinados aos franceses, durante as invasões napoleónicas, mas onde desgraçadamente caíram grande número de portugueses". Belíssima ilustração dos tempos idos, à qual quero juntar outra explicação também antiga, embora pouco erudita: aqui, no interior de Portugal, onde as décadas e os séculos correram muito devagar, as caixas das esmolas para as Missas das almas tem escrito "alminhas". Agora limito-me a construir frases que traduzam os usos quanto à palavra em questão, os quais presenciei, ou recebi, em criança, e adolescência, juventude, tanto dos meus avós como outras pessoas antigas:
- "O meu Manuel era tão bom homem; uma alminha santa..."
- "Rezo todos os dias pela alminha do meu pai."
Por "alminhas" também se entende o pequeno monumento religioso, com uma cruz pelo menos, que assinala o local onde algum cristão morreu, e que ao passar por ele rezam as pessoas a essa alma, ou almas (aqui no interior, pelos caminhos antigos, há vários casos destes, e são algumas destas "alminhas" muito antigas, com séculos, e sempre rezamos algo ao passarmos em frente). Mas, não convém ficar por aqui, pois ecoa-me cá por dentro a voz de certo amigo que talvez me tenha dito um dia "isso de colocar "alminhas" na oração de Fátima é diabólico, porque as alminhas não são as almas, e são objectos"...! Se o meu testemunho serve de pouco, pois não sou anterior a 1955, rematemos este ponto com documentação:
1 - "Alminhas boas, que andam entre nós!
Que do dinheiro são sempre um cadoz.
Eu rio, quando vejo estes beatos,
Sanguessuga, e esponjas de contratos;
De olhos meios fechados a falarem,
Até os seus interesses ultimarem;
Mas depois dos ajustes serem feitos,
Abrem os olhos tortos, ou direitos,
Ora pondo-os no chão, ora no Céu,
Que este é da hipocrisia o grande véu;
Té que lhes chega às vezes neste estudo
Revez, em que o diabo leva tudo."
(José Daniel Rodrigues da Costa, Portugal enfermo de vícios e abusos de ambos os seros, Vol. I, pág. 30. Lisboa, 1819)
2 - "Alminhas do purgatório,
Que estais na beira do rio,
Virai-vos da outra banda
etc..."
(Francisco Adolfo Varnhagen - Visconde de Porto Seguro, Florilégios da poesia brazileira..., Vol. I, pág. 589. Lisboa, 1850)
3 - "...aí temos tantas alminhas perdidas (e mais perdidas do que aquelas, às quais ele aplica este epiteto!) sem os meios da salvação, que a Igreja, em tão penosas, e tristes circunstâncias lhes deixava!" (Fr. Francisco Xavier Gomes de Sepulveda, exame crítico de um folheto do padre Fr. Sebastião de Santa Clara ... pág. 39. Lisboa, 1837)
4 - "Vejam lá os nosso Leitores como estas duas alminhas, o Correio e o Correspondente, arrancam à má língua! e com que sem cerimónia ! bem se vê que andam cá de largo, e por onde a gente se não confessa: que se não fosse isso, outro galo lhes cantára". (Periódico Mensal - o padre amaro, ou sovéla, política, histórica, e literária, dedicado a todos os portugueses de ambos os mundos. Tomo II, pág. 347. Londres, 1820)
5 - "- Olha que mulher, que amizade tinha ao caixeiro, que nem manda procurar-lhe o corpo, para lhe fazer sufrágios pela sua alminha, que Deus tenha na sua divina presença, Padre nosso que estais no céus..." (Camilo Castelo-Branco, mistérios de Lisboa, Vol. I, pág. 242. Porto, 1861)
6 - "Lá vai aquela alminha e vai gemendo!" (Guilherme Augusto de Santa Rita, Gomes Leal, o poema dum morto, pág. 183. ano 1897)
7 - "O que V. R. quis foi salvar esta alminha: foi o amor, não o ódio, quem lhe guiou a pena." (Carta de Alexandre Herculano, datada de 8 de Outubro de 1850)
8 - "Aqui estou já com o peso às costas: até agora uma pobre alminha me custava tanto livrar dos perigos que a cercam, para a entregar ao meu Criador, que hei de fazer daqui em diante, tendo de lhe dar conta de um tão grande número delas?" (transcição de uma carta de D. Fr. Caetano Brandão, Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, no primeiro tomo de "Memórias" - Braga, 1867)
9 - "Lá do servo nada sei; sei do amo, em que mil bens observo.
Detestam-no; podera! a causa está bem clara;
é porque ele pespaga a cada um na cara,
o que tem de dizer-lhe. A bemaventurança
é que enche de fel aquela alminha mansa."
(Feliciano de Castilho, Tartufo. Lisboa, 1870)

"Alminhas", entre várias coisas, é uma forma carinhosa, sentida, dedicada, de tratar as almas, tanto dos que partiram como as dos que estão. Na literatura apresentada, algum leitor terá confundido "alminhas" com "pequenos quadros em que se vêm as almas a padecer no Purgatório", tal como no-lo apresentam alguns eruditos dicionários!? Todos sabemos a reposta: não! claro que nunca nenhum leitor português fez tal confusão!

Na versão b, tanto adiantaria dizer "almas" como "alminhas"? Uma e outra não confundem, acabam por significar o mesmo, contudo esta forma dos portugueses usarem o diminutivo acaba por valorizar, emprestando um carácter mais amável, profundo, dedicado, e até mimoso (lembra esse "neologismo" empregue por Jesus ao chamar o Pai ("Ab") por Paizinho ("Ába" אבא).

(a continuar)

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