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28/06/17

FRASES DO MÊS

Imagine a imagem invertida, sff. Obrigado.
"Não há ditadura por causa do ditador, mas por causa daquele que lhe obedece"
(Eduardo Vera-Cruz Pinto, em discussão nacional - TV Assembleia SP)

"Quem não sabe ser fiel no pouco, o muito doutras coisas lhe terá vindo."
(na serra alta - J. Antunes)

Ditados populares portugueses:

"Vassoura nova é que varre bem"

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"

"O que os olhos não vêem o coração não sente"

"Não é com vinagre que se apanham moscas"

"Não se fala em corda em casa de enforcado"

"Não é por muito madrugar que amanhece mais cedo"

"Em casa de papudos não se fala em papos"

"O pior surdo é o que não quer ouvir"

"Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso"

"Muito esquece a quem não sabe"

"A boca ambiciosa só se fecha com terra de sepultura"

"Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele"

"As aparências enganam"

"Muito custa a um pobre viver, e a um rico morrer."

"O bom filho à casa torna"

"Onde há fumo, há fogo"

"Quem não tem vergonha todo o mundo é seu"

"Quem vê caras não vê corações"

"Vai muito do dizer ao fazer"

18/09/12

SALAZAR DÁ O EXEMPLO

SALAZAR CORTA 25% AO VENCIMENTO PARA DAR EXEMPLO
29/04/1928

"Abril, pelos vistos, era o mês em que Salazar costumava aparecer na crista da onda, até porque era a ocasião escolhida para as grandiosas homenagens ao mentor da Ditadura nacional. Dois dias depois de tomar posse do cargo de Ministro das Finanças, a doutrina perfilhada por Salazar continuava a oferecer pano para mangas nas colunas dos jornais. Como aconteceu no JN, que afirmava que "enquanto se não fizer uma reforma geral de vencimentos, tudo o que se legislar terá por único efeito multiplicar ainda mais as injustiças existentes". Era, assim, tempo de "vacas magras" e, portanto, de avançar com o "imposto de salvação pública", com vista ao saneamento das finanças. A situação apresentava-se tão delicada que, no seu entender, para lhe valer "seria preciso um grande milagre e eu duvido que Deus o tenha feito em favor do Governo ou do funcionalismo público". Assim, Salazar achou por bem apresentar-se como um exemplo: "Pelo que pessoalmente me respeita, hei-de carregar com uma redução de cerca de 25% na totalidade dos meus vencimentos, e não posso por isso dizer que a Ditadura me tenha ficado barata. Há-de haver funcionários mais gravemente lesados e alguns também possivelmente menos, mas o que é impossível é saber, no sistema do decreto, a justiça deste "mais" ou deste "menos" e a razão de ser daquelas deduções".

Ora bem... resta dizer que aqueles 25% a mais vinham dos tempos da "primeira república", ou seja,  a república maçónica que tornou a ocupar Portugal depois do 25 de Abril de 1974. O caos económico que a Ditadura teve de resolver parece também ter voltado.

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