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11/10/11

NOVIDADES - SILABÁRIO DO CRISTIANISMO

Terminaram de ser publicadas todos os resumos dos finais de capítulo do livro "Silabário do Cristianismo". Procede-se agora à progressiva publicação do conteúdo dos capítulos. É um trabalho lento. Assim que um capítulo esteja completo será emitida uma nota de artigo a respeito.

Neste momento está a ser completado o primeiro capítulo "A ignorância Religiosa". Pode ainda consultar o Índice da obra com as respectivas ligações aos resumos já publicados.

Parece-me que o Silabário, em muitos casos de pessoas que querem livrar-se do modernismo, é preferível antes da leitura o catecismo. Dá uma apresentação geral da Fé e, por outro lado, é um livro que deve fazer-nos companhia enquanto não soubermos por completo o que diz em cada um dos seus pontos. Para alguns bastarão os resumos de cada capítulo para melhor trazerem mais presentes todos aqueles pontos da Fé.

Certamente que esta aposta está bem feita e espero que seja aproveitada por algumas pessoas, que Deus queira que mais em qualidade que em número.

"SILABÁRIO DO CRISTIANISMO" - (Capítulos XV) Recapitulação




(Capítulo XV)
"O Além"
Recapitulação






1 - A alma é imortal; separando-se do corpo, já não poderá mudar o estado em que se encontre no momento da morte. não haverá então possibilidade alguma de arrependimento reparador ou de aquisição de novos méritos. Portanto, a morte é o momento do qual depende a eternidade.

2 - Quem morre sem a graça, portanto, em pecado mortal, é condenado ao Inferno, ou seja, à separação eterna de Deus (pena de dano), e a outros tormentos (pena de sentido).

3 - Quem morre em graça, mas tem culpas, veniais ou uma pena temporal que cumprir pelos pecados cometidos, vá ao Purgatório e ali permanece até que a Justiça divina seja satisfeita.

4 - Os que morrem em graça e não têm culpas nem culpas veniais, nem penas que purgar - como também as almas do Purgatório terminada a expiação - são admitidos no Paraíso, ou seja à visão intuitiva de Deus, o amor perfeito e imutável, a felicidade completa. O grau de visão, de amor e de felicidade em proporção ao grau de graça adquirido em terra.

5 - Ao fim dos tempos, no Juízo universal, Jesus Cristo encerrará a história da humanidade e terá seu justo e total triunfo. Todos os Filhos de Deus, fieis nas provas desta vida, constituirão com Jesus Cristo a Igreja triunfante, e mediante o Filho, estarão unidos ao Pai com o amor do Espírito Santo pelos séculos dos séculos e viverão na alegria da divinização completa.

(Índice da obra, AQUI)

07/10/11

"SILABÁRIO DO CRISTIANISMO" - (Capítulos XIV) Recapitulação




(Capítulo XIV)
"O Catecismo da Morte"
Recapitulação






O Cristianismo ensina-nos não só a viver, como também a morrer.

1- A morte, meditada à luz sobrenatural, é o caminho que conduz ao filho de Deus à glória. A visão sobrenatural beatífica só se dá ao que morre em estado de graça. Por isso,a coisa mais importante e essencial, é morrer em estado de graça.

2 - Para obter esse fim, o verdadeiro cristão trata de estar sempre sem pecado mortal, e assim que a morte não o apanhe desprevenido e não seja causa da sua eterna perdição. Quando está seriamente doente, apressa-se a receber os últimos Sacramentos: a Confissão, o Viático, a Estrema Unção.

A benção papal, tem por objectivo purificar a alma do enfermo d toda a pena devida pelos pecados cometidos, e com a recomendação da alma, a Igreja entrega-nos à Trindade, pedindo pelos nós no paraíso.

(Índice da obra, AQUI)

06/10/11

"SILABÁRIO DO CRISTIANISMO" - (Capítulo XIII) Recapitulação




(Capítulo XIII)
"A Vida Cristã"
Recapitulação




A graça habitual diviniza-nos e nos une a Deus; a oração deve fazer que todos os nossos actos livres sejam vivificados por Deus e dirigidos a Ele, como o centro de todas as coisas.

O método prático para organizar nesse sentido da vida, consiste não só em conservar a graça no próprio coração, como também no valor frequentemente com o pensamento e o coração ao tabernáculo.

Há que dirigir uma silenciosa saudação a Nosso Senhor, especialmente:
a) ao despertar, para que receba a primeira palpitação do nosso coração;
b) oferecendo, pela manhã, todas as obras que realizaremos no dia, ao Coração de Jesus;
c) antes de recitar as nossas orações;
d) caminhando pelas ruas e praças;
e) ao entrarmos na igreja, enquanto nos benzemos com água benta e genuflectimos;
f) durante o trabalho;
g) quando se ouve uma blasfémia, ou uma má conversa;
h) ao nos sentarmos à mesa ou nos tempos livres;
i) pela noite, antes de dormir, de modo que Deus receba o primeiro e o último beijo da jornada diária.

O que assim viver, o que santifica suas obras e seu trabalho, praticando esta união com Deus, pode repetir as palavras do autor da Imitação de Cristo: "Estar com Nosso Senhor, é um doce paraíso".

(Índice da obra, AQUI)

27/09/11

"SILABÁRIO DO CRISTIANISMO" - (Capítulo XII) Recapitulação



(Capítulo XII)
"A Igreja e a União Sobrenatural com Deus"
Recapitulação












Para entender como a Igreja une seus filhos com Deus, há que dar uma olhar rapidamente para a liturgia, para os Sacramento, para a Missa, para a Comunhão e à hierarquia.

1 - Não há que confundir a liturgia:
    a) com a beleza estética da liturgia;
    b) com o conjunto das cerimónias;
    c) com a erudição histórica sobre o culto.

É a oração colectiva da Igreja, mediante a qual toda a Igreja, animada pelo Espírito Santo e junto com Jesus, sua cabeça, se dirige ao Pai. É um absurdo, portanto, pretender entender a liturgia e vivê-la, prescindindo do sobrenatural e do dogma.

2 - Os Sacramento são os canais da graça sobrenatural e definem-se: sinais sensíveis, que não só significam, senão também produzem a Graça, não como sua causa principal, senão como instrumentos escolhidos e queridos por Jesus Cristo. No sujeito e nos ministros dos Sacramento são necessárias algumas condições, mas não são nunca a verdadeira causa da Graça.

02/02/11

"SILABÁRIO DO CRISTIANISMO" - (Capítulo V) Recapitulação





(Capítulo V)
"A Queda"
Recapitulação



Na escala dos seres – desde a matéria até Deus – encontram-se o Anjo e o homem. A história tanto dos Anjos como a dos homens, mostra-nos sua elevação ao estado sobrenatural e sua queda.

1. Enquanto aos Anjos, nem todos caíram. Os rebeldes foram condenados ao inferno e são demónios, que nos assaltam com tentações. Por sua vez os Anjos, fieis à provação, são eternamente bem-aventurados na felicidade sobrenatural e muitos deles são nossos custódios. Devemos afastar os ataques dos primeiros, e por sua vez recorrer e invocar aos Anjos Custódios.

2. Também o homem foi criado, elevado à ordem sobrenatural e submetido a uma prova.

Os nossos progenitores representavam toda a humanidade e tinham três classes de dons: a) naturais; b) preternaturais; c) sobrenaturais. Tendo-se rebelado contra Deus, perderam para si e para toda a sua descendência os dons preternaturais e sobrenaturais. Por isto nós nascemos com o pecado original, ou seja, sem graça que deveríamos ter. Vimos assim ao mundo, não com uma natureza divinizada, mas com uma natureza caída.

24/01/11

"SILABÁRIO DO CRISTIANISMO" - (Capítulo IV) Recapitulação




(Capítulo IV)
"A graça"

Recapitulação



O homem é elevado á ordem sobrenatural mediante a graça. A graça:

a) é um dom de Deus, visto que o homem não tem direito à sua divinização;
b) é um dom gratuito, porque, com toda a nossa actividade nunca poderemos merecer superar a nossa natureza humana;
c) é-nos concedida pelos méritos de Cristo, que é a única fonte da graça, de tal modo, que não se pode separar a Jesus Cristo da graça;
d) faz-nos filhos de Deus, já que Jesus Cristo, unindo-nos a Ele e fazendo-nos participantes da natureza de Deus, nos eleva à dignidade da adopção divina;
e) faz-nos capazes de obras meritórias, enquanto que as acções do homem em graça não constituem uma actividade puramente humana, senão uma actividade divinizada;
f) dá-nos direito à vida eterna divinizada;

Depois de ter contemplado os altos costumes da divinização, às quais o amor de Deus chamou as suas criaturas inteligentes, agora temos que assistir a uma caída desastrosa.

A um lado teremos a criação, a elevação à ordem sobrenatural e a queda dos Anjos; do outro lado, a criação, a elevação e a queda do homem. Duplo cenário, um e outro incompatíveis, se a os contemplamos sobe o aspecto sobrenatural.

(Índice da obra, AQUI)

13/01/11

"SILABÁRIO DO CRISTIANISMO" - (Capítulo III) Recapitulação


(Capítulo III)
"A ordem natural e sobrenatural"
Recapitulação



1 – Podemos considerar o homem num duplo estado ou ordem:
a) na ordem natural, na que só terá o requerido pela sua natureza de homem;
b) na ordem sobrenatural, na que é elevado a uma grandeza e  dignidade superiores  aos direitos e exigências da sua natureza humana.
A ordem sobrenatural, convêm advertir, não destrói, senão que supõe e eleva a ordem natural.

2 – Na ordem natural, o homem teria sido, não filho de Deus, mas antes uma simples criatura e haveria tido:
a) a razão, mas não a revelação;
b) sua actividade humana, mas não a graça;
c) ao morrer, depois de uma vida moralmente honesta, haveria alcança  do uma felicidade natural , mas não o Paraíso.

3 – A ordem sobrenatural, o homem é elevado á dignidade de filhos de Deus (não filho natural, mas antes filho adoptivo, como queira que só a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade é Filho de Deus por natureza; nós somos filhos de Deus só pela graça).
Por conseguinte, na ordem sobrenatural:
a) não basta a razão; é também necessária a revelação;
b) não basta a actividade humana; é dispensável também a graça;
c) se morremos em graça, não teremos na outra vida uma felicidade natural, senão no Paraíso.

O Cristianismo não é outra coisa que o desenvolvimento e a realização desta verdade consoladora e fundamental que nos ensina a revelação: a elevação do homem à ordem sobrenatural, por meio da graça, que nos mereceu Jesus Cristo.

E que graça…

(Índice da obra, AQUI)

10/01/11

"SILABÁRIO DO CRISTIANISMO" - (Capítulo II) Recapitulação


(Capítulo II)
"O problema da vida"

Recapitulação 


Todos os homens, mesmo sem pretende-lo, resolvem o problema da vida, porque não se pode viver senão de um modo ou doutro.
As soluções do problema podem-se reduzir a duas:
a) Existe a solução atomística, ou seja, a vida desorganizada daqueles que não coordenam nem orientam as próprias acções por qualquer princípio informador;
b) Existe a solução orgânica, a saber, a organizada conforme um princípio determinado.

06/01/11

"SILABÁRIO DO CRISTIANISMO" - (Capítulo I) Recapitulação


(Capítulo I)
"A ignorância religiosa"

Numa da "Las más bellas leyendas cristianas", recentemente coleccionada por Guido Batelli, lê-se o que sucedeu aos sete dormidos de Éfeso.

Durante a perseguição de Décio, sete fieis, "vendo o estrago que se fazia ente os cristãos, afligidos extremamente e desprezando os sacrifícios aos ídolos, permaneciam abrigados discretamente em suas casas, jejuando, fazendo vigílias e santas orações. Mas, posteriormente, foram acusados perante o Imperador Décio, como verdadeiros cristãos, o qual, tendo em conta que eram nobres e grandes da cidade, deu-lhes um prazo de vinte dias para que deliberassem".

Passando por alto as coisas estranhas referidas: direi apenas que fugiram "para um áspero e elevado monte" onde havia uma caverna. Os escudeiros do perseguidor em vão tentaram entrar. Deus protegeu os seus, e "primeiro enviou do céu trovões, ventos, granizo e água com grande tempestade. Depois apareceram à entrada uma multidão de animais ferozes: lobos, serpentes e outros que os obrigaram a abandonar a investida.

"SILABÁRIO DO CRISTIANISMO" - Apresentação



SILABÁRIO DO CRISTIANISMO

Mons. Francisco Olgiati


Este é um livro recomendável, muito útil para todos os católicos e para a iniciação dos estudos teológicos. Dele várias edições foram feitas ao longo de décadas. O seu autor é Monsenhor Francisco Olgati, que foi professor da Universidade Católica de Milão. Esta que aqui trago, a 3ª edição, foi publicada em 1952 (Editorial Difusion – Buenos Aires), de 262 páginas.

Para apresentar a obra, irei seguir o modelo usado para o livro “Prometeo”. Será publicada integralmente, aos poucos, a conclusão “Recapitulação” de cada capítulo. A tradução do castelhano para o português-internacional é aqui da casa.

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