Mostrar mensagens com a etiqueta Gregoriano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gregoriano. Mostrar todas as mensagens

19/02/17

GREGORIANO - Intróito: EXSURGE - Domingo da Sexagésima

"Exsurge, quare obdormis, Domine"
(Iº Modo), intróito do Domingo da Sexagésima
 

11/02/17

SALVE, MIRA CREATURA - Gregoriano

"Salve, Mira Creatura" (Iº Modo) mais uma das belíssimas melodias de D. Pothier.
 

07/12/15

GAUDENS GAUDEBO - Gregoriano

“GAUDENS GAUDEBO…” (IIIº Modo). “Rejubilando, rejubilarei no Senhor, e a minha alma exultará no meu Deus, porque me revestiu com as vestes da salvação e me envolveu com um manto de justiça, como uma esposa adornada com os seus colares.”

O maravilhoso intróito do dia 8 Dez. é uma verdadeira obra-prima que exprime a íntima relação do texto com a melodia. Disso é prova os prolongamentos expressivos das clivis episemadas em “vestimentis salutis”. Aliás, esta pequena passagem constitui o ponto culminante de todo o intróito. As “vestes de salvação” a que se refere o texto é a ausência de pecado Daquela que, hoje, é celebrada como a “Tota Pulchra”.

Habituemo-nos a contemplar e a saborear este tesouro riquíssimo que é o Canto Gregoriano, a verdadeira Música Divina, expressão admirável dos mistérios sobrenaturais. (by Luís C.)

06/04/14

CANTO GREGORIANO ONLINE - Começe a Treinar




Aqui está uma fonte segura, um auxiliar pratico e rápido para irmos ensaiando o canto (AQUI). Cada um dos cantos está disponível em áudio, e podem ser descarregados para o computador (sobre o item desejado, clicar com o botão direito do rato, escolher "guardar/salvar linck como", etc..)

Bom treino...

07/02/13

AVE MARIS STELLA - Pe. RODRIGUES COELHO



Um interessante exemplo este. O órgão não se junta às vozes do Ave Maris Stella, ma intercala-as. A Composição é do Pe. Manuel Rodrigues Coelho (1555 - 1633) natural de Elvas.

01/02/13

PEQUENO CONTRIBUTO EM DEFESA DO BARROCO I

Rapidamente, pretendo oferecer alguns pontos de reflexão sobre a arte em geral, e o barroco em particular. A finalidade desta abordagem é contribuir para a reflexão.

Na música costumamos dividir por etapas musicais coisas que, na verdade, são diferentes. O gregoriano é musical, contudo não é música. O gregoriano e canto.

Quando falamos emitimos sons articulados para a formação de palavras, e de forma idêntica (não igual) fazemos com as frases com as quais podemos construir discursos demorados. Mas, tomando um orador para o efeito, notaremos que o mesmo discurso pode ser proferido com diferente entoação por outros oradores. Podemos notar maior ou menor emotividade em quem discursa. A variação de velocidade, silêncios, timbre, intensidade, ritmos, altura, podem fazer perder ou ganhar ao discurso. Contudo, estas possibilidades são também as que encontramos na música.

Os textos sagrados, por tradição, quando são cantados, são sujeitos ao "reto tono" (tom uniforme) ao qual se acrescentam as variações mínimas necessárias para os sinais de pontuação.

Qual é o motivo desta tradição litúrgica? Respondo: a excelência divina e intemporal da verdade que Deus nestes textos revelou, e a impessoalidade que o humano leitor deve manter perante tão alta função. Há uma sujeição total da musicalidade (se assim podemos dizer) ao texto. Mas este texto é narrativo e é apresentado com essa função, já os textos rezados quando rezados pedem uma aplicação de musicalidade apropriada à sua natureza (o caso dos salmos). Eis então que surge o gregoriano como resposta a um pedido dessa mesma natureza.

Desculpem, mas tenho que atalhar muito. Antes da polifonia, no entanto, obrigo-me a explicar o que é o "modelo gregoriano": é a referência padrão pela qual tem que se medir toda a música sacra. Eis as principais características: ritmo assimétrico, latim, vocal e não instrumental, ... (agora não me lembro de mais algum...).

Na "polifonia sacra" pretende-se adicionar ao gregoriano outra linha sonora paralela. Ou seja, canta-se normalmente acrescentando uma nota bordão ou se dobra em simultâneo a mesma melodia mas numa 5ª superior etc... Estas são as possibilidades mais básicas sobre as quais vai havendo um desenvolvimento. Mas convêm que em tudo isto se mantenha sempre a mesma regra de ouro: o que se acrescenta serve apenas para precisar e não para distrair ou desvirtuar. Na prática o bordão acrescentado ao canto serve como um "ponto fixo" que, espiritualmente talvez, poderíamos considerar o "eterno" em volta do qual gravita o canto. Já a dobragem do canto à sua 5ª, por exemplo, não é mais que o mesmo como se estivessem em dois planos. Este último caso aparentemente choca com o motivo pelo qual não se misturaram as vozes femininas com as masculinas: quebra a unidade tímbrica, além ir contra todo o sentido da tradição que já vinha dos tempos de Nosso Senhor (os cantores sagrados eram homens e formavam coro). O coro hoje está conotado com a polifonia, contudo isso é apenas uma associação que hoje fazemos erradamente.

Atalhando...

Mosteiro de Sta. Maria da Victoria da Batalha (Portugal)
Na música sacra, os problemas mais graves surgiram no séc. XIX. Ao longo dos séculos a música profana, sempre deixada para segundo lugar, nada tinha que ver com o modelo gregoriano. Os músicos cultos, com a decadência do catolicismo, começaram a ter que se governar servindo a burguesia ascendente que mais se interessava pelo profano, etc... A música profana da moda começou a entrar nas igrejas, e isto é MUITO importante entender porque aconteceu tão facilmente:

1 - O aparato sonoro da música profana era agora bom, e o da Igreja apenas começava a ficar-se pela manutenção, parecendo que a qualidade não estava mais dentro da igreja;
2 - Até então a música culta era aquela que tinha durante séculos emanado do modelo gregoriano, parecendo que tudo o que soava excelentemente era coisa sacra. Logo que a excelência técnica passou para o lado profano gradualmente foi-se confundindo o que serve e não serve para o Culto.
3 - Antes não havia "estilos" como hoje os entendemos. No "barroco" toda a música era barroca, e toda a música sacra era culta (tal como o gregoriano o é). Bach saberia distinguir o que musicalmente é próprio para o culto, sendo ele protestante: o modelo gregoriano nesse tempo era civilizacionalmente preservado e seria repugnante entrar com composições contrárias nos templos.

(Continuarei, s.D.q)

TEXTOS ANTERIORES