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07/08/16

JUBILEU DA MISERICÓRDIA!? ...

O Jubileu da Discórdia (nome adequado para o "Jubileu da Misericórdia") está a ser a malga a sopa de confusão religiosa. A empresa Santa Casa da Misericórdia de Lisboa promove a iniciativa "Rotas do Diálogo":


JUBILEU DA MISERICÓRDIA 

"(Maio - Agosto '16) 

Visitas guiadas a locais de culto de diferentes confissões religiosas 


A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa organiza o ciclo Rotas do Diálogo, de 8 de maio a 28 de agosto, um itinerário de visitas guiadas gratuitas a templos de diferentes confissões religiosas com presença na capital portuguesa, no sentido de promover o diálogo intercultural e fomentar o ecumenismo no âmbito do Jubileu da Misericórdia. [agora há ecumenismo interreligioso!]

A Comunidade Islâmica de Lisboa, a Igreja Lusitana Portuguesa de Comunhão Anglicana e a Primeira Igreja Baptista de Lisboa são alguns dos locais de culto a visitar gratuitamente, mediante marcação, sendo que a SCML providencia transporte de ida e volta a partir da Igreja de São Roque. 

Num mundo cada vez mais marcado pela multiculturalidade, é também missão da SCML constituir-se como ponte entre os vários credos, aproximando culturas e desenvolvendo um diálogo inter-religioso que permite promover e defender, na sociedade, os valores universais humanitários da paz, tolerância e liberdade [a única guerra que parece existir é a insistência doentia em que se há-de fazer a paz de guerra nenhuma; valores universais humanitários!? Liberdade Igualdade Fraternidade?!], comuns tanto a crentes como não-crentes [mas contrários ao catolicismo, e até a outras]. Com esta iniciativa, a instituição espera contribuir para cumprir o desígnio mais vasto de fazer a misericórdia chegar a todos, pela mão de todos, independentemente da sua religião. [o único acto misericordioso a fazer é tentar a conversão; uma das características mais maléficas da Maçonaria é colocar as religiões lado a lado, para que assim fiquem todas anuladas pelas diferenças]

Programa: 
08 maio | Comunidade Islâmica de Lisboa - 10h00
21 maio | Igreja Lusitana Portuguesa de comunhão Anglicana - 10h00
05 junho | BLIA, Associação Internacional Buddha's Light - 10h00
19 junho | Comunidade Israelita de Lisboa - 10h00
03 julho | Comunidade Hindu de Portugal - 10h00
17 julho | Comunidade Ismaelita de Lisboa - 14h30. NOTA: A visita à Comunidade Ismaelita de Lisboa realizar-se-á às 14h30 (e não às 10h, como previamente anunciado) a pedido da mesma comunidade.
30 julho | Primeira Igreja Baptista de Lisboa - 10h00
14 agosto | União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia - 14h30
28 agosto | Santa Casa da Misericórdia de Lisboa/Igreja de São Roque - 10h00 

Ponto de encontro: Igreja de São Roque (Largo Trindade Coelho, 1200-470 Lisboa).
Participação gratuita mediante marcação prévia obrigatória.
Limitado ao máximo de 30 participantes por visita.
A SCML providencia transporte gratuito de ida e volta ao Largo Trindade Coelho. 

Marcações/Informações:
Serviço de Públicos e Desenvolvimento Cultural - Direção da Cultura da SCML"

[Diz noutro lado]:

"Comunidade Islâmica de Lisboa

No âmbito do Jubileu da Misericórdia, a Santa Casa promove, em 2016, um ciclo de visitas guiadas a locais de culto de diferentes confissões religiosas, existentes na cidade de Lisboa, para promover o diálogo intercultural e o ecumenismo.

A primeira visita será feita à Mesquita de Lisboa.

A Comunidade Islâmica de Lisboa foi constituída em 1968 por um grupo de jovens estudantes muçulmanos, oriundos das ex-colónias. A cerimónia de lançamento da primeira pedra aconteceu em 1979 e a inauguração da 1ª fase da construção da mesquita seis anos mais tarde. Esta construção foi possível graças à ajuda de vários países islâmicos."

[Conclusão: a crença maçónica tomou conta de tudo, e o Clero absorveu as mesmas falsas crenças]

19/07/16

MASTIGÓFORO - INTRODUÇÃO (V)

(continuação da IV parte)

E quem a introduziu na Europa, quem a fomentou por artes, e manhas que parecem ter escapado à mesmíssima perspicácia de Satanás, excedido nesta parte pelos Mações, seus principais agentes neste mundo? Quem desencaminhou o mais pacífico, e leal de todos os povos para deslizar dos caminhos da honra e do apego aos seus Reis naturais, que lhes abriram os seus maiores, e que ele próprio havia trilhado com esse lustre, que reflectiu nas margens do Niemen e do vístula e de lá  mesmo foi atrair novos defensores da melhor de todas as causas? Quem iludiu os Portugueses com fantásticas promessas, abusando sacrilegamente do próprio amor, que eles têm do fundo da alma ao Senhor D. João VI para os fazer instrumentos do vilipêndio, ou antes mudas e lastimosas testemunhas do aviltamento das Sagradas Pessoas dos nosso Reis? Quem tratou uma Soberana digna dos respeitos e homenagens do mundo inteiro pela sua heróica oposição aos sistemas ímpios e revolucionários, de um modo com que não ousariam tratá-la os déspotas de Argel de Marrocos, pois já um destes mandou tratar como pessoa Real o Duque de Barcelos, que caia em seu poder depois da calamitosa jornada de Alcácer? Quem se atreveu a despedaçar o vínculo sagrado que prendia o Eminentíssimo Cardeal Patriarca à Santa Igreja de Lisboa sua Esposa que ele abrilhantou com a sua resistência aos mandados das insolentes pestíferas e facciosas Côrtes? Quem excitou à força de maus tratamentos, e de estúpidas ameaças os nossos Irmãos do Brasil para se desligarem da Mãe Pátria, e quem brindou aqueles remotos climas com o presente da Liberdade sempre funesto aos povos, e mormente aos que mal acabam de sair da infância do estado social, e que se uma especial providência não atentar pela conservação da integridade dos domínios da Coroa de Portugal, em ambos os hemisférios, não tardará a oferecer as lastimosas cenas de furor, e de carnagem, que um igual presente da revolução Francesa produziu na Ilha de São Domingos? Quem fez assoalhar as más doutrinas que há cinquenta anos a esta parte começaram de espalhar-se neste Reino ainda em subterrâneas, e com a capa das trevas, mas que em todo aquele período não fizeram tantos, e tão graves danos, como fez desgraçadamente o primeiro Semestre do regime constitucional? Quem concedeu uma inteira liberdade de pensar, de escrever, e de imprimir, que inadmissíveis num Reino Católico, devem trazer necessariamente consigo a irrisão das coisas sagradas, o menoscabo do sacerdócio, e a maior devassidão de costumes? Quem protegeu abertamente a publicação do Catecismo de Volney, as superstições descobertas, o Retrato de Vénus, o Compadre Matheos, a Vénus Maçona, as cartas de José Anastácio, o Cidadão Lusitano e cópia de mais escritos licenciosos, ímpios, e tendentes à corrupção geral da mocidade Portuguesa? Quem fez ensinar pelos Mestres de primeiras letras, que a nossa alma deve morrer com o corpo; que não há outra vida depois desta, que Nosso Senhor Jesus Cristo era apenas um herói, um homem grande, como foram Zoroastro, Confússio, Mafoma [Maomé]? Quem foi causa de se meterem à bulha todos os preceitos da Igreja, de se ir quase abolindo em muitas partes do Reino, a Confissão Sacramental, e de se escarnecer o Mistério do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, por modos e palavras, que fazem arrepiar os cabelos, e gelar o sangue? Quem aplaudiu, e folgou de ver impressas as Ladainhas Constitucionais, em que os seus autores devassos e estragados substituíam outros como eles, aos Santos do Paraíso, rematando-as com uma oração talvez a mais insultadora que se pode fazer à Majestade Divina, e que só ficaria bem nas sacrílegas penas de um Voltaire, de um Parny, ou de um Pigault de Brun?

O que tinha começado como plano implementado pela Maçonaria foi concretizado por mão papal a partir da segunda metade do séc. XX
Quem tomou a peito obstar por todos os modos a que se imprimissem os escritos, onde se declaravam as manobras da Seita, e fez perseguir os autores dos já impressos, como réus de sedição, por chamarem os povos à doutrina dos seus maiores? Quem animou com elogios, e com promessas de honrar, dignidades e mitras, essas nódoas do Sacerdócio, que se prostituíram, e desonraram a ponto de chamarem Santa, Divina e caída do Céu, uma obra que desde 1791 fôra denunciada como pestilente e vomitada dos Infernos? Quem expulsou dos seus Mosteiros os pacíficos Cenobitas, quem arrancou as virgens, dedicadas ao Senhor, dos próprios asilos, que tinham escapado à invasão Francesa? Quem inventariou as pratas, e alfaias das Casas de Deus, sem exceptuar os próprios cálices já tidos, e havidos como bens nacionais, e que se trocariam cedo em moeda, que pagasse aos novos Heliodoros o trabalho de desmantelarem e saquearem as nossas Igrejas? Quem se abalançou a sondar os arcanos do Tribunal da Penitência requerendo dos fiéis que se erigissem em denunciantes dos seus Confessores? Ah! que a minha pena desfalece não por cansada, mas porque tantos desvarios, impiedades, e balsfêmias não cabem no estreito âmbito da refutação a que me propus! Ora quem fez tudo isto e espera ainda hoje fazer mais, quem não terá sossego, em quanto não se verificarem os intentos de converter por exemplo a Igreja de S. Domingos em Templo da razão, onde alguma prostituta ocupando os altares do Deus vivo seja adorada como foi outra que tal no melhor templo da Cidade de Paris, quem afronta os raios do Céu, que ditosamente hão fulminado a obra das trevas, e se lisonjeia ainda como o cego, e obstinado Lúcifer, de colocar sobre os astros o seu trono, e de esmagar todos os adversários do Sistema Constitucional? Que merece? E confundido agora com as turbas, quer fazer como nacional o crime dos Pedreiros, lamentando o necessário efeito da corrupção dos nossos costumes! Nunca os Portugueses teriam acedido à Liga Maçónica, se lhe penetrassem logo os seus intentos, quando ela se jactava de curar as feridas da pátria, de melhorar a educação, e remediar todos os nossos males.... e agora que nos deixam a pátria nos últimos paroxismos, a educação viciada até às raízes, os nossos males agravados a um ponto, que assusta, e horroriza, vem muito fagueiros em tom de Demónios feitos prégadores, e calmando "Foram os nossos pecados, que fizeram tudo isto, haja virtudes (já se sabe as republicanas como as dos Manlios, e Regulos, e outras que tais citadas no Discurso, pois Santo que esteja no Céu, nem a pão o tiram, ou da língua, ou da boca dos Pedreiros) ... e por fim amnistia, e mais amnistia, perdões, e mais perdões, e não se olhe para o passado" como se do passado não se tirassem as melhores lições para acertar no futuro!!

E que dirão os Pedreiros a tudo isto? O que costumam dizer os seus irmãos em toda a parte do mundo. Espírito de intolerância, e de perseguição, ou como se exprime o Discursador, espírito ambicioso de quem deseja pescar em águas turvas!!! Alto lá meu amigo, que nessa parte há muito que dizer, e insta-me a obrigação de uma justa defesa, a que eu justifique a minha vocação para tratar estes assuntos, e me livre da nódoa que se lança gratuitamente no meu proceder.

Faço viagem embarcado nesta grande nau do Estado, e como tenho direito para acautelar, e evitar quanto em mim for, os seus riscos, e naufrágios, estou vendo ao pé de mim uns loucos, e desatinados, que forcejam por arrombar a nau, e levarem-na a pique. Ora nestes lances deverei eu ficar muito sossegado sobre a coberta da nau, e por mais que ouça trabucar os Pedreiros, e arrombadores, fazer que não ouço, e deitar-me a dormir? Eis aí o que eu não posso conseguir de mim, hei de falar sempre, hei de gritar contra os Pedreiros, que tentam arrombar a nau... e suceda o que suceder. Não digo, nem disse nunca, que os tolinhos serventes de pedreiro, sejam incluídos nas penas que os Mestres, como acinte desafiam, porém não levo à paciência, que os réus dos maiores crimes, que o Céu tem sofrido escapem à vara da Justiça, e andem por aí muito inchados, e senhores do seu nariz, insultando os Realistas, e porventura pedindo remuneração dos serviços feitos à nau, que eles só tratavam de escangalhar, e de arruinar, e que por milagre de Deus, e de Nossa Senhora da Rocha, não se afundiu no pélago constitucional. Expuz-me como todos sabem ao peso das vinganças constitucionais, porque o meu grito foi sempre: Antes morte do que tal constituição...... Não desconheço a estrada que levou Fernão de Magalhães à Côrte dos Reis Católicos, e tenho para mim, que não é vedado a qualquer Português o expatriar-se, e desnaturalizar-se.... Entretanto eu sempre quisera fazer alguma diferença nos motivos que impeliram aquele nosso conterrâneo a um passo tão violento, e desesperado. Pediu ele mercês ao seu Soberano, e indisposto de uma negativa, ou repulsa, que julgava não merecer, levou a sua espada, e os seus talentos a um Soberano estrangeiro... Eu não peço nada senão o meu repouso, depois de tantas lidas, e peregrinações, a que me condenou o infausto, e execrado Sistema Constitucional. Desafio a todos os Portugueses, incluso o Ministério d'ElRei Nosso Senhor, que mostrem algum papel em que eu requeresse mercês, ou galardões.... Nem o fiz, nem o espero fazer, e se a minha desgraça subir a tal ponto, que ainda eu chegue a contrair a manha dos pedreiros, que não querem outra coisa senão mandar, e governar, para terem mais ocasião de irem solapando as instituições políticas, e religiosas, já peço com instância aos Ministérios d'ElRei, que desprezem, e rasguem sem dó o meu requerimento, e me tratem de louco, e de insensato. Poucos haverá, (deixem-me ter uma pequena vaidade) que conheçam os pedreiros melhor do que eu, e ninguém receia menos doque eu as suas vinganças, pois não temo os que matam os corpos, só temo os que podem matar a alma.... Quem professar como eu a Divina Religião de Jesus Cristo, necessariamente há de pedir o castigo destas víboras, e pestes das suas Sociedades Religiosas, e Civil. Quem for tolerante com eles deixa-os trilhar à sua vontade o caminho da perdição, e cortar-lhe pela raiz todos os meios de se conhecerem, e emendarem, sem o que vivem e morrerm impenitentes, e não sei que isto seja querer-lhes bem, e desejar-lhes grandes venturas. Outro fora eu que desde o princípio das minhas investigações, e Lucubrações Anti-Maçónicas, tivesse seguido diferente rumo. Outro fora eu, que cingindo-me ao conselho de um Frade Bento, que perguntando por certo Monarca Aragonês sobre o que devia fazer a uns rebeldes, como estudioso que era do silêncio, levou o emissário a uma outra, e puxando de sua face, cortou o que não estava ao nível das outras plantas, arbítrio este, que segundo nos conta Aristóteles (Politic. L. 3 cap. 9), já fôra dado a Trasíbulo, num caso semelhante! Outra fôra eu, que expendendo bem os casos em que as penas se devem, ou temperar, ou executar, ou ainda agravar, mostrasse com evidência, que os Pedreiros Livres, em matéria de crimes, levam as alampadas aos incendiários, aos ladrões de estrada, aos fabricantes de moeda falsa, e a outros com quem nunca se deve usar de condescendência, ou piedade; mas que tenho eu feito?

(a continuar)

15/10/14

JOÃO PAULO II - O SANTO DA EXPRESSÂO "ORDINÁRIA" DA IGREJA

O que segue foi publicado em 1986, o que revela o escândalo dado por João Paulo II. Contudo, podemos ver que anos mais tarde Bento XVI repetiu alguns dos mesmos gesto, e que o Papa Francisco também ainda só repetiu alguns deles:
(17/11/1980) - Durante a viagem á Alemanha, João Paulo II visita um templo luterano, onde declara "Venho a vós, até à herança espiritual de Martinho Lutero", herança que elogiou como de "profunda religiosidade".

(25/05/1982) - Na Inglaterra, o Papa assiste ao culto religioso ao lado do Arcebispo da catedral anglicana de Canterbury.

(25/01/1983) - "Promulgação" no "Novo Direito Canónico" que "suprime" a excomunhão para os aderentes à maçonaria.

(11/12/1983) - O Papa, acompanhado por vários cardeais, sobe ao púlpito de um templo luterano em Roma, toma parte num ofício herético, e recita uma oração composta por Lutero.

(17/04/1984) - João Paulo II recebe uma delegação do B' nai B' rith, e qualifica esta recepção de "encontro entre irmãos".

(10/05/1984) - Na Tailândia, visita o grande bonzo budista Vasana Tera, que o recebe sentado no seu trono, e ante o qual se inclina profundamente.

(12/06/1984) - Durante a viagem pela Suíça, vai ao Concelho Ecuménico de Igrejas, em Genebra, onde declara: "O simples facto de me presenciar aqui entre vós, como Bispo de Roma que vos visita fraternalmente, é um sinal de vontade de unidade."

(11/05/1985) - João Paulo II viaja sucessivamente a Holanda e Bélgica, e a Luxemburgo, países nos quais é objecto de violentas críticas públicas concernentes à moral cristã, ao celibato dos sacerdotes e à ordenação de mulheres, sem que isto motive a menor sanção eclesiástica. No mês de Setembro, no Canadá, sofrerá os mesmos ataques, até de religiosas, com resultado idêntico.

(08/08/1985) - Em Togo, o Papa assiste na "selva sagrada" a ritos animistas, perto de Lomé.

(19/08/1985) - Em Casablanca, João Paulo II proclama "o diálogo com o Islão" e afirma: "Temos o mesmo Deus".

(24/09/1985) - Reunião do Sínodo que confirma e até reforça os erros conciliares.

(02(02/1986) - Numa viagem à Índia será visto, em todos os jornais e na Tv, ao Soberano Pontífice recebendo de uma sacerdotiza indú o sinal de Tilak. Menos publicidade foi feita em torno de um acto positivamente mais grave ainda: a 5 de Fevereiro, em Madras, o papa recebeu a imposição das cinzas de mãos de uma mulher.

(13/04/1986) - O Papa apresenta-se na sinagoga de Roma, onde é recebido pelo grã rabino Elio Troaff. João Paulo II participa na recitação de salmos e culpabiliza a igreja por ter perseguido os judeus!

(05/10/1986) - Durante a viagem a França, o papa reparte o dia de Domingo entre Taizé, lugar eminente do protestantismo anti-romano, Paray le Monial, onde o culto do Sagrado Coração de expressão tradicional é caracterizado como estando obsoleto, e donde está a ser abafado pela presença do carismatismo pentecostal,  por muitos bispos considerado uma renovação.

(27/10/1986) - Encontro de Assis.

(FIDELITER, revista francesa da FSSPX, nº54, novembro-dezembro de 1986)

09/09/14

O LIBERALISMO DESENVOLVIDO (II)

(continuação da I parte)

Os Representantes da "nação" [entenda-se "Reino"], quero dizer: os verdadeiros constitucionais, os organizadores do divinal Sistema Constitucional: estes homens ilustrados, em cujas luzes, saber, e probidade, toda a nação tem posto a sua confiança; estes homens, digo, estabelecem a Religião Santíssima de nossos avoengos, por base fundamental da grande obra em que se acham empenhados; e bem a palavra não é dita, eis que aparece uma corja de patifes com a mascara de liberais, embrulhados ao mesmo tempo na asseada capa de constitucionais , e começam a invectivar contra tudo aquilo, que diz respeito a esta divina Religião! Que nome se há de dar a isto? Não merecem todos que se lhe aplique o récipe genebrense "seja castigado, seja banido"? Ámen.

[Comentário Ascendens: nesta altura ainda muitos não se tinham dado conta do problema do constitucionalismo, e começam a perceber gradualmente com o intento dos liberais. O conceito "nação", era uma moda no exterior, e que sem querer foi lentamente introduzida pela necessidade de designar os outros estados que se sobrepunham aos Reinos que ocupavam; conceito largamente difundido pelos republicanos e liberais. Portanto estamos perante um texto de transição.]

Que não merecem esses desastrosos pregadores do indiferentismo, esses descarados apóstolos da tolerância, que pretendem abrir o Céu a todo o mundo com as perras e ferrugentas chaves de uma filosofia insana; berrando estouvadamente pela indiferença das Religiões, pela anti-politica, anti-religiosa, anti-constitucional tolerância dos cultos? Que merecem se não o récipe do Genebrense "sejam banidos sejam castigados"? Ámen.

[Comentário Ascendens: este indiferentismo, também condenado pela Igreja na voz dos Papas, também foi conhecido por "tolerantismo"].

Que depravados! Que pretendeis vós? Quereis fazer aquilo, que Deus não quer, nem pode consentir! Belial pode por ventura estar debaixo do mesmo tecto com o Deus saníssimo de nossos Pais? Quereis casar o erro com a verdade? Poderá Deus ser honrado por duas coisas, que reciprocamente se destroem? Quereis admitir mais do que uma Religião, aonde se não admite mais do que um Deus?

[Comentário Ascendens: pode o leitor de hoje interpretar mal a última frase. Nela o autor não faz apologia de que na verdadeira Religião haja mais que um Deus; quer ele salientar o erro junto com o absurdo de quererem verdadeira mais que uma religião ao mesmo tempo que sabem que nelas não se admite mais que a possibilidade de existência de um único Deus verdadeiro.]

Já ninguém duvida que o vosso maligno intento, é descatolisar os portugueses, e levá-los pela tolerância de todos os cultos, a ficarem por fim sem culto nenhum. Mas que impiedade não é, abusar tão desumanamente da fraqueza do homem, armando-lhe iscos para o fazer eternamente, e temporalmente desgraçado! E não é isto suscitar um cisma? Não é isto chamar os povos à anarquia, e à desgraça, ao mesmo tempo que se está trabalhando na sua regeneração politica? Que é pois o que isto merece, se não o récipe do genebrense " sejam castigados, sejam banidos"? Ámen. Ouvi ainda perversos, ouvi uma lição daquele doutor, cuja autoridade vos não é suspeita, e do qual só imitais a impiedade, e os paradoxos: "É justo", diz Rosseau na sua carta a Mr. Beaumont (pág. 81 linha 25) "é justo que qualquer obste, e se oponha à introdução a um culto estrangeiro no seu país". É o mestre condenando aqui à injustiça dos seus discípulos! Mas ele ainda que ímpio, era hum sábio; e vós quem sois? ….. Deixai entrar, e sair o judeu, deixai entrar e sair o turco, o china, o protestante, o gentio: A Religião de Jesus Cristo não se opõem a isso :  Comerciai com eles, falai com eles, casai com eles, dançai com eles …… Que mais quereis? Levai-os convosco a essas covas subterrâneas aonde preside o génio das trevas; mas não queirais com seus templos abrir a porta da desgraça para os portugueses. Ora diga-me meu estonteado velho, quem é que forma ensaios de reacção contra a nova ordem das cousas? Quem é anárquico, e provocador da rebelião! É o Padre Macedo, ou é Vossa Mercê e os seus camaradas? São Vossas Mercês, que atacam as bases da constituição, ou é o Padre Macedo que vos ataca a Vossas Mercês? …..  O prologo já vai saindo grande, mas os meus leitores hão de desculpar-me, e ter paciência ainda mais um pouco, porque me encarozinei com este rafeiro e estou disposto ou a manda-lo ladrar a uma Horta [como muitas das palavras iniciam por maiúscula, neste caso não sabemos se é esta uma referência à Horta nos Açores com relação ao problema da Ilha Terceira, ou se trata apenas de ir "ladrar às couves" numa horta], ou fazê-lo calar.

"A batalha da Praia foi um combate naval no dia 11 de agosto de 1829, na baía da então Vila da Praia, em que forças Miguelistas [portanto, do Rei D. Miguel I - tropas oficiais portuguesas] intentaram um desembarque naquele trecho do litoral da Ilha Terceira, nos Açores. A derrota dos absolutistas [portugueses, assim chamados pelos liberais] neste recontro foi decisiva para a afirmação e posterior vitória das ideias liberais em Portugal". (Wikipedia)
Ora venha cá meu velho: vamos conversar um pouco ainda, sobre a definição que Vossa Mercê dá da palavra liberal. Aonde achou Vossa Mercê  que liberal vem de  libertas? Se é descoberta sua, gabo-lhe a habilidade; mas não posso relevar-lhe o descoco, a ousadia, o atrevimento com que Vossa Mercê quer introduzir um termo novo numa nação, sem que apresente as credenciais, que o autorizam para isto. "Um decreto", diz Mr. Malte-Brun, "um decreto pode naturalizar hum individuo; mas não uma palavra que seja contraria ao génio da língua", este termo "liberal" na acepção em que Vossa Mercê o quer tomar é novo, e pela teima com que Vossa Mercê ao-lo querer encaixar, faz-se suspeito. Creio que Vossa Mercê não ignora o que diz Quintiliano à cerca dos que podem autorizar o uso das palavras numa nação; que são só aqueles "penes quos est jus, norma que lequendi et amp;c.  et amp;c." Ora, Vossa Mercê querendo confiadamente, meter-se no rol destes bicharocos, volta-se para o Padre Macedo, e falando-lhe em tom de Mestre (na pág. 5 linha 26) lhe diz assim : "Liberal meu Reverendo Padre" (lembrou-se logo aqui aplicar-lhe o sus Minervam) "liberal vem de libertas".

Porém meu velho, se liberal vem de libertas, que significa liberdade; então também se poderá dizer que livre vem de liberalitas, que significa liberalidade, porque "contrariórum eadem est ratio".

Mas se eu tenho um termo próprio para explicar o que é ser livre, e o que é ter liberdade; para que hei de ir para isto buscar um termo, que só exprime o que é ser liberal, e o que é ter liberalidade? A primeira cousa exprime-se por liber, e por libertas: a segunda por liberalis e por liberalitas: de maneira, que nem libertas é liberalitas, nem liber é liberalis. Cada um é quem é. Liberal descende por linha recta de liberalitas, e se tem algum parentesco com libertas, há de estar no mesmo grau em que estava o Manteigueiro com o Vilar de Perdizes. Ora, liberalitas, verdadeiro tronco de liberal, significa liberalidade, virtude moral que designa munificência, generosidade, franqueza, de maneira que o homem, que pratica esta virtude, é tido por um homem dadivoso, munífico, generoso, franco: qualidades, que praticadas dentro dos limites duma prudência esclarecida, estabelecem o homem liberal, entre o pródigo, e o mesquinho. Isto sim, isto entendo eu; agora que liberal venha de libertas? À page nugas!

02/06/14

CONGAR - A NOVA ECLESIOLOGIA (III)

(continuação da II parte)

3. O Padre Couturier, ou a "espiritualidade ecuménica".
O Pastor Gunner Rosendal afirma que o Padre Couturier foi "o maior apóstolo da oração para a unidade, que alguma vez passou por este mundo"(4). O Padre Couturier aplicou-se em fazer mudar de sentido a semana de oração de 18 a 25 de Janeiro. Através de dois artigos publicados em 1935 e 1937 na "Revue Apologetique", tentou esclarecer o sentido da oração para a unidade. E começou por colocar-se a si próprio uma questão: como poderão católicos e protestantes rezar juntos quando não têm a mesma concepção da unidade? Para um católico, com efeito, a unidade já existe no seio da Igreja católica, tratava-se pois de conseguir que os protestantes e os cismáticos integrassem esta unidade. Como rezar então em união com os protestantes que, é evidente, não pedem a mesma coisa? O católico parece estar preso num dilema: ou não é sincero, ao esconder a sua convicção de estar na verdadeira Igreja de Cristo, ou então já não é católico, ao deixar de acreditar na divindade da Igreja.


Para esta dificuldade que ele próprio levantou (porque realmente ninguém obriga os católicos a esconder que rezam para o regresso dos tresmalhados à Fé única), o Padre Couturier esforçou-se por encontrar uma solução: é necessário, dizia ele, ultrapassar este problema mergulhando nos desígnios insondáveis do Coração de Jesus. Não devemos negar as diferenças de visões, é necessário simplesmente ultrapassá-las para nos reencontrarmos todos, lado a lado, (anglicanos, católicos, ortodoxos, protestantes...) no Coração de Jesus, pedindo a "unidade tal como Cristo a quer, no tempo, e através dos meios que Ele desejar". A união mística de todos os homens rezando, formará um imenso mosteiro invisível e "nesta oração realmente humilde, sussurrante de Confiteor produzir-se-à uma intercomunhão das almas onde cada um começará a olhar os outros dentro do Coração de Jesus".


Linda ilusão sentimental-mística que parece resolver o problema abandonando a doutrina católica: como imaginar então que as intenções do Coração de jesus possam ser diferentes das da Santa igreja? Debaixo de um pretexto muito louvável (a oração) reencontramos a tática do falso ecumenismo: dissimular a realidade por meio de bonitas e vagas fórmulas vagas, sobre as quais toda a gente esteja de acordo.

Abundantemente difundida entre os católicos, como também entre os protestantes, a espiritualidade do falso ecumenismo do Padre Couturier não podia senão conduzir os católicos a perderem a Fé na Igreja (visto que eram conduzidos, na sua própria oração, a fazer abstracção do Dogma católico!); ela entregava-os sem resistência, a uma problemática sem resolução, porque falseada desde a origem: como conseguir assegurar a unidade dos cristãos sem que ninguém abandone as suas convicções?

Desde os anos 30, o Padre Congar contactava com o Padre Couturier, participando assim com ele, nos encontros com ortodoxos ou anglicanos.

(continuação, IV parte)

24/05/14

CONGAR - A NOVA ECLESIOLOGIA (II)

(continuação da I parte)


2. Do "ecumenismo protestante" ao ecumenismo dito católico.
Este espírito "ecuménico" espalhou-se rapidamente nos meios protestantes: teve como resultado a fundação do Conselho Ecuménico das Igrejas, nascido em 1936 da fusão de dois movimentos: Life and Work, marcado pela influência do "catolicismo" liberal, e Faith and Order, de tendência anglicana conservadora. A Igreja Católica rejeitou sempre a ideia de se juntar a estas solicitações "ecuménicas" (3). Mas a unidade da Igreja, fundada sobre a unidade da Fé, permanece para os protestantes, como uma eterna censura. Por este motivo, nunca tiveram descanso, enquanto não conseguiram fazer penetrar o espírito "ecuménico protestante" entre os católicos e de forma aparentemente autorizada.

Papa Leão XIII
Conscientes deste problema, os papas manifestaram-se ensinando que a unidade apenas se pode concretizar pela Verdade, e portanto com o regresso dos tresmalhados à Fé verdadeira. Dentro deste espírito, no dia 5 de Maio de 1895, Leão XIII pediu que se consagrasse os nove dias da preparação do Pentecostes, rezando pelo regresso dos "irmãos tresmalhados" e, na Encíclica "Divinum Illud Munus", sobre o Espírito Santo (9 de Maio de 1897) estabeleceu à perpetuidade esta novena de orações.

Uma semana de orações "para a unidade" foi lançada em 1899 por dois ministros anglicanos (os Reverendos Watson e Jones); estes sentiam a necessidade de se unirem à Igreja fundada sobre Pedro, e consagraram para esta semana de oração os dias que unem as duas festas da Sede Apostólica em Roma e da Conversão de S. Paulo (18-25 Janeiro). Por desejo de ajudar estas almas a dar o paço decisivo e assim reencontrarem a unidade católica, os Papas autorizaram os católicos a rezarem eles próprios nestas mesmas datas, para a conversão dos "irmãos tresmalhados" (a aprovação é de S. Pio X, em 1909, e foi confirmada por Bento XV e Pio XI).

Infelizmente, alguns usaram estas permissões legítimas para transformar a tradicional preocupação católica da conversão dos heréticos e dos cismáticos, numa mentalidade "ecuménica" protestantizante. Três correntes de pensamento deste tipo de "ecumenismo" trabalharam nesse sentido:
- a do Pe. Couturier, ou o "ecumenismo" na oração;
- a de D. Lambert Beauduin, ou o "ecumenismo" na liturgia;
- ado Pe. Congar, ou o "ecumenismo" teológico.

A pessoa de D. Beauduin será objecto de outro artigo, mas pode se interessante, antes de voltarmos ao Pe. Congar, dizermos algumas palavras acerca da obra do Pe. Couturier.

(continuação, III parte)

22/05/14

CONGAR - A NOVA ECLESIOLOGIA (I)

CONGAR,
OU A NOVA ECLESIOLOGIA.

(Os Percursores do Concílio Vaticano II)
Cadernos "SEMPER"

"Ainda me recordo da surpresa que tive ao ler aquela carta, contra o Pe. Congar. (...) Durante muitos anos, tinha sido posto de parte por causa das minhas obras teológicas. "Eles" exilaram-me, primeiro em Jerusalém, depois em Roma, e finalmente em Cambridge. (...) O Vaticano foi muito severo comigo. Eis a razão pela qual eu não conseguia acreditar que tinha sido nomeado para o Concílio como perito". (1)" 

I
A Paixão Pelo Ecumenismo

Nascido no dia 13 de Abril de 1904, Yves Congar entrou em 1925 para a Ordem dos Irmãos Pregadores (Dominicanos). A condenação da Action Française em 1926, levou-o a voltar-se para o catolicismo liberal (ele pertencia à família maurrassiana). Foi ordenado sacerdote no dia 25 de junho de 1930, e nomeado em 1931, professor de apologética na Faculdade dominicana do Saulchoir (na altura, retirada na Bélica). Em 1932, os seus superiores decidiram mandá-lo assistir às aulas da Faculdade de teologia protestante. "Estais a atirá-lo para os braços da apostasia", tentou avisar um dos religiosos mas ninguém o queria ouvir. No mesmo ano, o Pe. Congar participou na fundação das edições "du Cerf", e da revista "La Vie Intellectuelle", fundada pelo Pe. Bernardot para lutar contra a influência maurrassiana. Juntou-se então aos padres Chenu e Boisselot, os quais muito admirava.

Em 1937, fundou a coleção "Unam Sanctam" (nas edições du Cerf, especializada em assuntos de eclesiologia). Será então a ocasião para publicar livros do Pe. Lubac (2) ou do pré-modernista alemão Mölher (a difusão do seu livro "L' unité dans l'Eglise" será aliás proibida pelo Santo Ofício). Também se ligou ao teólogo protestante Karl Barth.

O Pe. José Ratzinger (Bento XVI), e o Pe. Y. Congar
Em1937, no seu livro "Crétiens désunis, principes d'un oecuménisme catholique" (primeiro volume da coleção "Una Sanctam"), o Pe. Congar explicava o que era o ecumenismo ao qual iria consagrar toda a sua vida:

"A palavra "ecumenismo", de origem protestante, designa actualmente uma realidade bem concreta (...). Ela não é o desejo ou a tentativa de reunir numa só Igreja considerada como a única verdadeira, grupos cristãos considerados dissidentes. Ela começa quando consideramos que nenhuma confissão cristã possui, no seu estado actual, a plenitude do cristianismo; e que, mesmo se uma delas é verdadeira, não possui no entanto, enquanto confissão, a totalidade da verdade, mas existem outros valores cristãos fora dela, não só nos cristãos confissionalmente separados dela, mas nas outras confissões ou nas outras Igrejas enquanto confissões ou Igrejas". Em que medida este ecumenismo seria compactivel com o ensinamento da Igreja? É o que o Pe. Congar se esforçou por estudar aqui. Mas antes de o seguirmos no seu estudo, é necessário esboçar de uma forma breve a génese do movimento "ecuménico".

1. Unidade católica e ecumenismo protestante.
Desde sempre, a Igreja Católica rezou pelo regresso dos heréticos e dos cismáticos à unidade católica. Pois considera ser esta a única unidade possível: a unidade fundada sobre a Verdade (necessáriamente única) que foi revelada por Nosso Senhor Jesus Cristo que é Deus, ensinada pelos Apóstolos que Ele escolheu, e instituiu, e pelos seus sucessores. Esta unidade só pode ser mantida por uma autoridade única, a do Pontífice romano, sucessore de Pedro sobre quem foi fundada a Igreja.

Para a Igreja, não existe nenhuma preocupação intelectual com a unidade dos cristãos: o sentido desta unidade está perfeitamente definido, e os meios para a alcançar também. Trata-se da submissão à Fé única -porque a unidade da Igreja é, antes de tudo, unidade em Jesus Cristo e por conseguinte unidade de Fé - e de obediência ao Pastor único, instituído por Nosso Senhor. Esta serena certeza não é um fechar-se sobre si própria: mas pelo contrário, tem sido a origem de uma imensa corrente de missões e apostolado, que se perpetua desde os primórdios da Igreja, e conheceu os seus momentos altos nos séc. XVII.

Esta certeza serena, aliada ao zelo missionário heróico de milhares de Padres e Religiosos tem atraido continuament novas almas para a Igreja; o séc. XIX conheceu uma onda de conversões dos judeus ao catolicismo (nomeadamente Ratisbonne, o Pe. Cohen, o Rabino Drach, os irmãos Lemann, o Pe. Libermann), que continuou no séc. XX (o Rabino de Roma Israel Zolli, que se converteu em 1945, e quis tomar no baptismo, o nome de Eugénio, que era o de Pio XII, para testemunhar do seu agradecimento ao grande Papa a quem devera a sua conversão); as conversões dos judeus ao catolicismo foram numerosas nos Estados Unidos e na Inglaterra, até 1960. Este número decaiu após o Concílio Vaticano II. Constatamos o mesmo movimento no sentido da unidade com a Igreja romana da parte dos anglicanos de Oxford; e que permanecerá estável até ao Concílio Vaticano II, após o qual decairá drásticamente) e da parte dos protestantes de todas as obediências (nos Estados Unidos converteram-se, antes do C. Vaticano II, em média 170.000 almas por ano. Depois do Concílio, já não chegam sequer ao milhar).

Para os protestantes, pelo contrário, a questão da unidade dos cristãos revela-se sem solução: se não se admite outra verdade para além da verdade da Bíblia, como conciliar estão entre si diferentes interpretações da Bíblia? Seria necessário reconhecer uma autoridade insituida por Deus para dar esta interpretação- e é justamente contra esta autoridade que Lutero e Calvino se revoltaram no séc. XVI.

No entanto, existe uma palavra do Evangelho que continuamente os atormenta: "Que eles sejam apenas um... haverá apenas um só rebanho e um só pastor" (João XVIII, 21 e , 16). Como realizar esta frase, não querendo no entanto reconhecer a Igreja Católica e o Papa? É necessário então conceber uma nova forma de unidade, que já não seja unidade na Fé (unidade na Verdade à qual aderimos), mas unidade no sentimento: acreditamos de forma diferente, mas vamos tentar passar por cima das diferenças e considerar-nos irmãos apesar delas, e reunir-nos à volta do mais pequeno denominador comum (a crença na existência de um Deus e de um Cristo, por exemplo). Assim é o espírito do falso ecumenismo.

E tem como particularidade fazer passar a preocupação da união entre os homens, antes da união com Deus. Tomaremos por exemplo o caso da Santa Eucaristia: a Igreja ensina-nos que Jesus está substancialmente presente no lugar do pão após a consagração (já não existe pão, existe Jesus Cristo sob as aparências de pão); quanto aos protestantes, encontram-se divididos sobre a questão. alguns admitem uma certa presença corporal de Cristo, mas no interior do pão (para eles, existe ao mesmo tempo a realidade do pão e a realidade do Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo), outros falam de uma presença espiritual, para outros ainda não passa de um símbolo. No entanto, todas as pessoas vão tentar reunir-se e orar juntas - evitando discutir entre si os assuntos que as separam, e portanto sobre a Presença Eucarística de Nosso Senhor; para eles, o facto de poderem estar localmente juntos é mais importante que a adoração devida a Nosso Senhor na Eucaristia. Estão prontos a sacrificar a Verdade revelada por causa de fazer um agrupamento meramente humana.

(continuação, II parte)

30/01/14

OUTRA NOVA INFORMAÇÃO - AS POMBAS DO VATICANO (I)

A Rádio Comercial notificou que, a 27 de janeiro em 2013, o Papa Bento XVI tinha feito alusão às vítimas do "holocausto" antes de deitar a voar duas pombas (uma das quais atacada por uma gaivota). Fui então confirmar ao site do Vaticano, onde está o texto que antecede à oração do Angelus (aqui).

Neste 26 de janeiro, de 2014, o Papa Francisco tornou a lançar duas pombas depois da oração do Angelus (uma foi atacada não só por uma gaivota como também por um corvo). O texto do Angelus está aqui, e não encontrei a tradução da leitura feita pela menina que precedeu. O Papa anunciou ainda que irá proceder à "beatificação" da Rainha Maria Cristina de Saboia.

Ora bem! O Papa Francisco, neste Angelus, deu-nos o mau por bom e, como sempre, a multidão aplaude! Por isso, a multidão não consegue fazer uma apreciação suficiente sobre o que lhe é dado a "comer".

Uma das lutas da Rainha Maria Cristina de Saboia foi a da abolição da pena de morte. O motivo verdadeiro pelo qual nunca tinha sido beatificada, desconheço! O que sei é que a causa da abolição da pena de morte não é muito católica, e os opositores "católicos" tudo farão para "canonizar" tal causa.

Vamos agora dar uma vista de olhos ao discurso que precedeu o Angelus:

1 - "A sua missão não parte de Jerusalém, isso é, do centro religioso, centro também social e político, mas parte de uma zona periférica, uma zona desprezada pelos judeus mais observadores, por motivo da presença naquela região de diversas populações estrangeiras; por isto o profeta Isaías a indica como “Galileia dos gentios” (Is 8, 23)."

Herodes, instalado em Jerusalém, era falso Rei, usurpador do Trono da Família Real, a família de Nosso Senhor (a Casa de David - quer por parte de Nossa Senhora, quer por parte de S. José). Assim, quando Nosso Senhor foi interrogado por Herodes, não lhe deu resposta alguma, nem palavra. Mas se Nosso Senhor não respondeu a Herodes (não lhe dando reconhecimento), respondeu vagamente a Pilatos.

Jerusalém não era o centro de poder romano, e sim Roma. Nem em Jerusalém funcionava já o verdadeiro poder real. O Trono estava vacante, o centro de poder governativo estava tomado por Roma (centro de poder provisório).

O poder religioso, esse sim, estava em Jerusalém, com toda a legitimidade. Contudo, o Santo dos Santos foi abandonado por Deus (o rasgar do véu)  assim que Nosso Senhor Morreu! Se já era vago o Trono, agora era vago o Templo. Eis que Nosso Senhor viveu num tempo em que estava usurpado o Trono, e veio completar a vacância de Jerusalém com o vagar do Templo. Apenas os judeus continuaram a referir-se a Jerusalém como "centro de poder"! O último poder que operou, foi o romano.

Roma foi destinada por Deus a ser o verdadeiro centro do Poder temporal e religioso, aí Deus estabeleceu o centro da Sua Igreja.

O Papa Francisco esqueceu-se que o intuito de Nosso Senhor naquele tempo, a "sua missão", foi estabelecer a Igreja, cujo centro de Poder é em Roma. Ora, hoje, de Roma, centro de Poder que Deus estabeleceu, o próprio Papa fala-nos como se Herodes não tivesse sido falso Rei, e como se Deus não tivesse preparado o Seu próprio abandono do Templo de Jerusalém! Nosso Senhor preparou na "periferia" a construção da Igreja, para que viesse a ter assento no CENTRO do CENTRO da maior civilização daquele tempo: Roma. Deus recolhei da periferia da Jerusalém condenada, o novo CENTRO.

O Papa lá vai aproveitando para alimentar certas ideias:
> "... desprezada pelos judeus mais observadores," (desfavorecimento da observância)
> "... região de diversas populações estrangeiras," (favorecimento do que é alheio à Igreja, como pode ser o falso ecumenismo).

2 - "É uma terra de fronteira, uma zona de trânsito onde se encontram pessoas diferentes por raças, culturas e religiões. A Galileia torna-se assim o lugar simbólico para a abertura do Evangelho a todos os povos. Deste ponto de vista, a Galileia assemelha-se ao mundo de hoje: com presença de diversas culturas, necessidade de paralelo e de encontro."

A Galileia era um caldo, por assim dizer! De lá, Nosso Senhor converteu. Mas o Papa Francisco, em vez de fazer da Galileia um lugar simbólico de gentes diversas que se convertem, faz dela um lugar simbólico de gente de diversas culturas e religiões sem mencionar o principal: a conversão. Para o Papa, segundo podemos ler, a Galileia e o mundo de hoje caracterizar-se ainda pela "necessidade de encontro"!?... Não há sequer espaço para dúvidas que alguma vez alguém se tenha movido para a Galileia por necessidade de encontro, nem foi "encontro" que Nosso Senhor pregou aos galileus, mas sim a conversão. Ora, assusta-me que hoje nem os próprios "católicos praticantes" vejam já que lhe estão a dar "encontro" por "conversão", e nada se queixem, e vão aceitando ao ponto de mandarem a Santa Doutrina da janela fora porque segue o exemplo do Papa!

(a continuar)

23/11/13

DECLARAÇÃO ASCENDENS - DO Pe. PAULO AZEVEDO

O simpático Pe. Paulo Azevedo, de batina.
Depois de ter examinado com atenção algum do material disponível online, declaro como católico, com toda a certeza e fundamentado na Tradição da Santa Igreja, no seu Magistério Ordinário e Extraordinário, que o Pe. Paulo Azevedo (Diocese de Mato Grosso - Brasil) induz em erro aos católicos, sobretudo àqueles que têm alguma inclinação mais conservadora. Se assim creio sem dúvida alguma, assim o devo comunicar aos leitores para que se preservem a tempo.

A suposta ortodoxia do Pe. Azevedo, padre muito simpático e com qualidades humanas incontestáveis, não passa da aparência resultante da tentativa de conciliar a Tradição da Santa Igreja com os erros "conciliares" e "pós-conciliares", de forma a diluir a contradição real e transformá-la numa continuidade. Por isto, é urgente alertar alguns dos nossos leitores menos doutrinados. O blogue ASCENDENS repudia grande parte das matérias publicadas pelo Pe. Paulo Azeved que se torna mais perigosa pela postura aparentemente ortodoxa deste Padre.

Estamos perante aquilo que tenho vindo a chamar de "modernismo conservador".

Eis um dos muitos vídeos do Pe. Paulo Azevedo:

05/11/13

DA UNIDADE DA VERDADEIRA RELIGIÃO (I)

Pensamentos Theologicos Próprios Para Combater os Erros dos Filósofos Livres do Século

Obra Utilíssima tanto aos Ecclesiásticos, como aos Seculares, para viverem desabusada e christtâmente.

M. R. P. Nicolau Jamin

(Monge da Congregação de S. Mauro, e antigo Prior da Abbadia Real de S. Germano de Pres)

[Oferecido ao "Illustrissimo Principe Guilherme, Príncipe do Rhin, Duque de Bayern, Conde de Veldents e Sponhein"]

1770

Com Licença da Real Mesa Censória



Capítulo III
DA UNIDADE DA VERDADEIRA RELIGIÃO

1. Pretender que Deus seja honrado por todas as religiões que há na terra, é um tolerantimso concebido pela liberdade, produzido pela impudência, e destruído pela razão. Não há no mundo mais que uma só Religião, assim como há só um Deus; e só ela é capaz de honrar o Ser Supremo.

2. Uma religião, que acredita serem todas as outras permitidas, não é uma religião, mas um derisão, que se faz ao culto religioso; pois reputa a Divindade como um Ídolo, a quem basta qualquer culto. Pois o pagão que adora muitos deuses; o judeu, o cristão, o maometano, que não adoram mais que um só: o cristão que zomba de Maomé, como de um impostor; o maometano, que o honra como o maior dos profetas; o judeu que crucificou a Jesus Cristo, como blasfemador; o cristão que o reconhece por Messias anunciado pelos profetas, desejado pelas nações; o deísta que nega a revelação; o judeu, o cristão, o maometano que a admitem; o cristão, que adora a Jesus Cristo, como o filho de Deus, consubstancial ao seu Pai; o sociniano que o coloca na classe das criaturas; todos finalmente oferecem à divindade um obséquio que lhe fosse igualmente agradável? Exterminemos de nós esta horrorosa blasfémia. O Ser Supremo não pode aprovar cultos, que se destroem; é um Deus cioso.

3. O tolerantismo para o povo grosseiro, e ignorante, é um monstruoso agregado de superstições; mas para os que discorrem alguma coisa, é a ruína de toda a Religião. A razão ensina a todos os que a consultam, que um semelhante culto é ilusório, e injurioso a um Ser infinitamente perfeito, qual é Deus.

4. Debalde se quer justificar a tolerância, mascarando-a com o véu da moderação. Ela, falando com propriedade,é uma caridade sem luz, uma doçura cruel, uma falta de paz. A Religião não é um sistema, nem uma filosofia, sobre a qual se permita variar, mas é sim, uma capital obrigação. Desditoso de quem não segue a verdadeira!

5. Nenhuma admiração causa que Roma pagã, nomeio dos seus triunfos, introduza no seu seio o tolerantismo; que senhora do universo obrasse todas as superstições (Cum pone omnibus dominaretur gentibus, omniumserviebat erroribus, et magnam sibi videbatur assumpsisse Religionem, quia nulla respuebat falsitatem. Sact. Leo. Magnus, serm I natal Apost. Petr. & Paul.), ministrando no famoso Panteão todos os deuses da Itália, da Grécia, do Egipto, e de todas as nações; que exclua de sua tolerância só a verdadeira Religião. É natural que erros sucedam 2 erros, as trevas se conciliem com as trevas, mas que a verdadeira Religião consinta as outras! Isso implica: a verdade é inimiga capital da mentira.


6. Porque causa se declara a seita dos Espíritos Fortes pelo tolerantismo em matéria de religião? As paixões humanas só reduziram este problema. Para tranquilizar a consciência, não querem estar sem religião: e para satisfazer o seu apetite sem inquietação, não se abraça alguma em particular. Um fantasma de religião geral ocupa o seu lugar, e ensurdece aos remorsos, que lhes ocasionaria a infracção das obrigações de uma religião particular: é deste modo, que o artifícioso apetite leva os homens aos seus fins.

7. Os novos filósofos sempre pregam a tolerância,e não querem tolerar a Religião do seu próprio país. Que inconsequência! E merecerão se escutem doutores, que intentam arruinar por uma parte, o que pela outra edificam; e com tudo escutam-se? Ó tempos! Ó costumes!

8. Sim; a verdadeira Religião é intolerante, mas a sua intolerância não é sanguinária: ela somente consiste a crer o que está fora do seu seio, se não pode esperar a salvação, e a gemer sobre a futura sorte aos que a não seguem. A Religião não faz violência a ninguém; ela se persuade. (Piae Religionis est proprimum non coagere, sed suadere. S. Athan. in Apol. 2). Ciosa de possuir os corações, ele rejeita todo o obséquio forçado. Quem a professa sem a sua vontade, de nenhum modo a professa.

9. A maior desdita que pode acontecer a um homem, é de se enganar na escolha de religião. Sem castigo senão despreza a verdadeira. A verdadeira, diz um Padre (Bonum est homini ut eum veritas vincat volentem, quia malum est homini, ut eum veritas vincat inviatum. Nam ipsa vincat necesse est, sive negantem, sive confitentem. S. Aug. Epist. 238 ad Pasch. cap. 5 n 29), triunfará de nós, quer o queiramos, quer não. A maior miséria do homem é que a verdade triunfa dele mesmo sem o querer.

10. A verdadeira Religião é o verdadeiro culto do verdadeiro Deus, veri Dei verus cultus. É um comércio entre Deus, e o homem, que une estas duas extremidades, que uma distância infinita parece separar; que faz conhecer ao homem o que é Deus a seu respeito, e o que é ele a respeito de Deus; tudo o que ele deve, e pode esperar. mas que meio de reconhecer o verdadeiro culto? Levaremos esta questão ao tribunal da filosofia? Não: Deus não tem entregado a Religião aos caprichos dos homens. Ele mesmo foi quem regulou os obséquios, e adorações, que lhes devemos prestar.

(continuação, na II parte)

01/11/13

"DEFEZA DE PORTUGAL" (1831) - O MAÇONISMO (I b)

(continuação da  parte a)

Maçonismo

O Maçonismo [maçonaria] é um sistema de impiedade [ímpios] geral; ou um colossal agregado de todas as maldades, que reúne em si todas as depravações, todos os erros, todas as discórdias dos séculos passados; ele se parece àquela árvore que viu Plínio, na qual estavam enxertados dos frutos de todas as árvores; ou aquela estátua de Baco, como diz Ausónio, que tinha uma parte de todos os Deuses, a qual por isso chamaram Pantheon. Mas não se contentou o maçonismo em reunir todas as maldades, assim como quer; ele as reuniu em grau heroico,tomando as de maior quilate, e peso, e desprezando aquelas, que são de medíocre vulto, desprezando aquelas, direi mais claramente, que menos ofendem a sociedade: não quer o maçonismo, o que é meramente mau; ele ama, o que é altamente péssimo. As durezas do Judaísmo, as grosserias do maometismo,as discórdias do hereticismo, as porcarias do epicurismo, as barbaridades do ateísmo, os absurdos, e delitos do filosofismo, tudo o maçonismo chamou a si, e de tudo formou um monstruoso corpo, com o qual quer meter debaixo de si tudo o que Deus criou, tudo o que a Religião aperfeiçoou, tudo o que a sociedade conserva. Ele no seu maior grau envergonha-se de ser judeu, peja-se de ser maometano,aborrece-se de ser herege; somente lhe agrada ser porco com os epicúreos, ser bárbaro com os ateus, ser louco com os filósofos: para ele é o crer, seja no que for, uma baixeza da razão; ser pacífico uma humilhação da dignidade do homem; todavia ele afecta ser virtuoso, e olha para a virtude como para um crime; finge ser religioso, e na Religião vê um monstro; parece aborrecer a guerra, e somente odeia a paz; tolerante de todos os erros, só a verdade não tolera; indulgente com todos os crimes, só a virtude não perdoa: ele se fez um sistema de aquietar-se com todos os cultos, e a todos eles têm um ódio figadal. Esta definição, ou descrição do maçonismo parecerá a alguns, que nasce só da minha imaginação; pois que os mais experientes, e versados neste sistema das traficâncias da incredulidade sabem que ele agrega a si, alista, e adopta pessoas, não só de todos os países, mas de todos os cultos; e por isso se o ateísmo fosse o seu elemento, esta sociedade agrega de profissões, e de doutrinas tão diversas não poderia ter tanta permanência, e universalidade, nem se haveria ramificado tão longa, e largamente. Por isso mesmo, digo eu, esse sistema atura tanto tempo, e se tem estendido tão infinitamente: da mistura de pessoas, e da diversidade de cultos nasce a confusão, e da confusão o engano, enganando-se uns a outros, e todos a si mesmos, sem que saibam onde vão, ou por onde caminham, mas querendo cada um a sua causa, que é a liberdade absoluta, e completa de todas as paixões; e prometendo-lha assim, os que os dirigem, ou os que estão em alto grau, sem que esses mesmos tenham ânimo de lho cumprirem, nem possam; daí, dessa falta de cumprimento das promessas nasce entre eles tanta divergência, e discórdia, pelejando muitas vezes entre si, dividindo-se, e dando lugar ao seu desbarato, e ruína, o que mais de uma vez tem sucedido, e eu farei ver mais adiante.


Porém, agora, insta que, guardando alguma ordem nestas ideias avulsas, diga o modo, porque o maçonismo se formou, quais foram as suas vistas, ou tensões, se bem que ele cambiou de face sucessivamente; que instrumentos ele escolheu, quais os meios, que aproveitou, que é o que ele quer, e por que vias se encaminha ao seu fim. Eu falo aos povos, e duvido muito que me acreditem sobre a minha palavra, porque os sábios bebendo as suas ideias da sua fantasia, e não das mesmas coisas, se tem persuadido que o maçonismo é o mesmo Judaísmo, sendo assim que há muitos judeus alistados no maçonismo, mas também há muitos mais mações, que não são judeus, sendo muito piores que eles: Porém os mações de alto grau, digo, os mestres, chefes, ou directores do maçonismo, sabem que eu não minto, dizendo que eles não dão um real por um judeu, ainda que se aproveitam dos seus reais; dizendo outro sim que eles nada querem do turco, do apóstata, e do herege, senão os seus serviços; que eles nada pretendem dos cristãos de nome, senão que eles não pelejem pela Religião; que eles dos Povos só desejam empobrecê-los, e aniquilá-los, para que lhes não possam ser contrários. Se me perguntarem, por onde sei o que os mais não sabem? Não responderei como o Abade Barruel "porque sou apóstata do maçonismo", responderei sim que quiseram, quando ainda não contava quatro lustros, perverter-me, o que não conseguiram, graças a Deus, e à educação que me davam entre os monges Bentos, onde me alistei por minha livre vontade; e foi então que estudei a sua linguagem, sem aprender as duas ideias; e com a sua linguagem soube muitas vezes o que eles querem, o que eles projectam, e o porquê pelejam, que é: nada de Deus, nada de Rei. Mas então me dirá alguém: Que é o que eles querem? Respondo que este século o vai dizendo, e dirá, e que também o direi; mas, para não deixar os povos em jejum, digo em princípio que os mações de alto grau não querem culto algum, nem soberano, ou governo, ou sociedade, seja qual for a sua forma, ainda mesmo que republicana seja, que proteja o Culto. E querem agora os povos saber porque os mações não querem o Culto? Eu lhes o digo; porque os povos, que têm Culto, pois sem ele não podem existir os povos, dão assim cabo dos mações logo que os conheçam. Assim que, se o turco, se o judeu, se o herege, se o mau cristão se persuadissem desta verdade, a saber que os pérfidos mações não querem algum culto, eles mesmos se reuniriam com todos os que o queremos, e já o maçon não existiria. Mas entre os mações há alguns que querem o Culto, replicar-me-á alguém: eu o confesso, entre os mações de baixo grau, quero dizer entre os de 1º, 2º, 3º e 4º, porque os do 5º duvidam de todos os cultos; os de 6º toleram algum culto por necessidade, e os do 7º, que são os mestraços do maçonismo, sofrem, os que assim pensam, com raiva, e desespero: e esta discordância, divergência, e desunião entre eles é, o que me induz a persuadir-me, que eles a não levam avante, se é que não chegou o fim do mundo. Prova desta minha persuasão é que eles mil vezes, e por mil formas a têm tentado; e no melhor da festa a sua alegria se voltou em lágrimas; o decurso deste Semanário oferecerá os factos passados à recordação dos presentes,para que os vindouros tomem a lição, de que o passado é a regra do presente, e que o que uma vez aconteceu há-de acontecer mais; a saber, a impotência do maçonismo contra Deus, e contra o Rei [o Altar e o Trono..]. Isto acontecerá sempre em Portugal, enquanto adorarmos a Deus dos nossos pais, e avós, e enquanto amarmos, como devemos, o Rei, que peleja por Deus, e por nós; é a dizer, enquanto formos portugueses: nisto está toda a defesa de Portugal contra as agressões estranhas, e domésticas; em invocarmos os auxílio de Deus, que nunca faltou aos Portugueses, e em apelidarmos a voz d'ElRei, que entre portugueses cristãos só é, e pode ser o Muito Alto, o Muito Magnífico, o Muito Poderoso Senhor S. MIGUEL I a quem Deus enviou a estes Reinos, para Senhor, e pai deles, protector da Religião, Coluna da Igreja, terror dos inimigos, e admiração do Mundo.

Rebolosa 16 de Julho de 1831.

Alvito Buela Pereira de Miranda

14/07/13

CAÇA AO FALSO ECUMENISMO

Felizmente espalha-se a questão do "falso ecumenismo", ao qual errada e perigosamente se tem chamado agora "ecumenismo". Cresce o número de pessoas que vão dando conta da ocorrência mediante a auto-demolição levada a cabo pelo nosso Papa Francisco.

Eis AQUI o que publicou a "Acção Integral", blogue português de um amigo.

O mundo católico de hoje está impregnado de "ignorância religiosa" a um ponto nunca imaginado.

28/05/13

MENBRO DO GRANDE ORIENTE DE FRANÇA É SACERDOTE FRANCÊS

É a confusão...

O Sr. Pe. Pascal Vesin da paróquia de Sta. Ana de Arly-Montjoie (MegSve), diocese de Annecy, daqui a meio ano a um ano ficará sem salário! É que o seu bispo, D. Yves Boivineau, suspendeu-o por pertencer à loja do Grande Oriente de França (GODF) desde o ano 2001.

Em 2010 D. Yves, tendo recebido uma denúncia anónima a dar conta do escândalo, interrogou o Pe. Pascal, que mentiu tudo negando. Em 2011 D. Yves pediu ao padre que abandonasse a maçonaria, mas este negou-se alegando "liberdade absoluta de consciência" e que tinha a "intenção de dupla escolha". Desse momento até agora D. Yves deixou o caso como estava, até que decidiu dar agora andamento à exigência feita pela Congregação para a Doutrina da Fé, em Março de 2013.

Sim... teve que vir a ordem de Roma...

O padre maçon insistiu em não renegar à maçonaria e a achar que podia conciliar tais opostos.

O bispo diocesano lembrou que isto não tem que ser definitivo, e que a "pena dita medicinal pode ser levantada".

Lembro que, segundo D. Yves, esta pena se deve ao padre ser "membro activo" de uma loja maçónica, o que me leva a perguntar se sentiu necessidade de colocar o "activo" ao "membro".

O que aconteceu a outros casos conhecidos de padres nas mesmas circunstancias!? Quantos mentirão aos bispos alegando "liberdade"!? Quantos serão promovidos nas suas obras pastorais até chegarem a bispos!? Quantos bispos há que publicamente se conhece terem confraternizado e visitado lojas maçónicas já como bispos!?

Mas... é pertinente: porque motivo a Loja do Grande Oriente Lusitano (LGOL)defende o Concílio Vaticano II pelas suas novidades relativamente às liberdades!? (aos 12min e 13seg do vídeo pode ouvir o grão-mestre António Reis reforçando essa ideia):


"A Cruz e o Compasso" por gazetadarestauracao

 A notícia que hoje vos trouxe está, por exemplo, publicada no dnoticias.pt, e daqui quero transcrever comentários dos leitores:

("transparente"): "... Se alguns membros do clero querem juntar-se a organizações maçónicas, isso só prova duas coisas: a primeira é que tais elementos do clero procuram algo que a Igreja não lhes dá [ou lhes dão mas em menor quantidade], a segunda que a maçonaria não fecha as suas portas a membros da igreja (neste caso a católica, apostólica e romana), conluindo-se que uma é mais tolerante e ecuménica do que a outra. ...."

("Cuba Livre"): "Caro Sr. Transparente, o Papa Francisco não vai em conversas maçónicas. Ecumenismo é entre religiões, não entre uma religião e uma associação tenebrosa, que está por detrás de leis abjectas."

É "de caixão à cova"...

Ainda a respeito do vídeo: cuidado... o Bispo Carlos Azevedo rompeu a fronteira da imaginação... Cuidem-se as ovelhas do rebanho!

O tema é interminável... Pode ainda ver como na Diocese de Pernambuco (Brasil) se comemorou o dia do maçon (aqui)




05/03/12

FALSO ECUMENISMO E DIREITO CANÓNICO ESTRANHO...

"No 1º de outubro de 1983 o grupo de leigos publicámos no diário La Nación uma solicitação pedindo ao nosso Santo padre o Papa, para que não entrasse me vigor o Novo Código de Direito Canónico, como o previsto no mês de novembro, e que permite dar a comunhão e outros sacramentos a não católicos, rompendo assim a Tradição unânime e contradizendo determinados cânones e Decretos.

Estes argumentos foram expostos na revista ROMA, tanto previamente como em forma mais extensa. A solicitação tratou os pontos:

1) O novo Código de Direito Canónico autoriza dar a comunhão aos não católicos;
2) Isto constitui um sacrilégio;
3) A disposição é inválida.

A 14-X-83 o Dr. Santiago de Estrada (professor de Direito Público Eclesiástica), ao ser consultado pelo mesmo jornal, respondeu a esta solicitação .

O Dr. Estrada não refuta o que foi manifesto na solicitação. Alega que os antecedentes da comunhão aos herejes se remontam ao Concílio [Vaticano II]. Não encontrou nenhum antecedente anterior. A sua exposição não carece de valor, e mostra até que tais desvio são coerentes existindo uma outra linha que arranca do Concílio Vaticano II e se opõe à Tradição da Igreja.

Também no La Nación, em Cartas de Lectores, a 5-XI-83, o Sr. José Maria Martinez mais pareceu protestante. O Sr. Martinez nega que a Igreja Católica seja a única de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aplaude o novo Código e afirma que a "Igreja de Cristo é ecuménica" (no sentido entendido pelas distintas ceitas e pelos católicos de hoje apenas). Opõe-se frontalmente aos ensinamenteos dos Papas dos vinte séculos de Cristianismo.

Alguns assinantes da solicitação enviaram depois em 11-XI-83 uma carta ao La Nación em reposta a ambas as exposições. Mas esta não foi publicada.

A 27-XI-83 saiu um novo artigo no mesmo jornal diário, também contra a solicitação, pelo Lic. Juan S. Dahbar, homónimo de um sacerdote jesuíta cordovês (tal vez o mesmo), em linha ecuménica sem fronteiras como se a verdade e a caridade fossem contrárias.

Na revista Verbo (que nada tem que ver com a sua homónima espanhola) que suporta e inspira o R.P. Jorge Grasset, saiu no mês de novembro um artigo com o título "Não queirais tocá-la", anónima, mas com o selo pessoal indubitável do mesmo padre e depois outro artigo assinado pelo Sr. Ricardo Bach de Chazal.

Evidentemente aquilo que o "fora da Igreja não há salvação" é como um sinal de contradição que nos mostra os pensamentos de muitos corações." ( Ecumenismo Contra la Fé Católica - Revista ROMA, XVIII, n.º85, Agosto de 1984)

(terá continuação)

MANDAMENTOS - MORAL CRISTÃ - CATECISMO (V)

"2.ª Como será possível conhecer a verdadeira religião? Se uma só é verdadeira, como é possível conhecê-la? Com um meio simplicíssimo: querer conhecê-la e buscá-la com recta vontade. O sol brilha para todos, mas não é visível para os que fecham os olhos; pode acontecer que se façam maravilhas com esta ou com aquela luz artificial, podem-se designar ainda pelo nome de sóis as lâmpadas de incandescência, mas ao engano só pode ser induzido um cego; o sol é um só e brilha tanto acima de todas as outras luzes, que é impossível haver confusão com qualquer outro.

Assim a religião católica, a verdadeira, a única que Deus quer, aquela que conduz à salvação, brilha como luz tão viva sobre todas as outras, que  não é possível engano.

Os primeiros a estar persuadidos de que a religião católica não é única verdadeira, são só que a não seguem, pois a perseguem e combatem. E ela é a única perseguida e combatida.

[...]

170. - Que é que nos proíbe o primeiro mandamento?
O primeiro mandamento proíbe-nos a impiedade, a superstição, a irreligiosidade, e também a apostasia, a heresia, a dúvida voluntária e a ignorância culpável das verdades da Fé.

Explicação. - O primeiro mandamento proíbe todas as coisas contrárias à verdadeira religião, isto é ao culto que devemos dar a Deus. E vêm elas a ser: 1.º a impiedade (n.º 171); 2.º a superstição (n.º 172); 3.º a impiedade (n.º 173); 4.º a apostasia da qual já falámos no n.º128) 5.º a heresia e a dúvida voluntária (de que se tratou no n.º127); devendo notar-se que quem negou ou duvida voluntariamente das verdades reveladas obstina-se em não crer, e por isso fica sendo hereje; 6.º a ignorância culpada sobre as verdades da Fé.

Acrescentarei algumas palavras sobre a ignorância das verdades da Fé. O menino não conhece ou ignora as verdades da Fé, mas essa ignorância não é culpável. Ao contrário, o adulto que desconhece as verdades da Fé, ou porque não quis aprendê-las, frequentando o catecismo, ou porque esqueceu o que havia aprendido e nunca mais assistiu às instruções,incorre em culpa. Não pode crer nas verdades que ignora; ora não crendo o que Deus nos propõe por meio da Igreja,comete um pecado: ofende a Deus porque não o reconhece, não o ama e não o serve, como é seu dever. Essa ignorância é mais culpável nos nossos dias em que abundam tanto e são tão fáceis os meios de se instruir e em que é maior a necessidade e a obrigação de o fazer por ser tão combatida a religião com preconceitos, com calúnias, com erros que a má imprensa espalha por toda a parte. (Vid. Exemplos, pág. 29 e seguintes).

[...]

171. - Que é a impiedade?
Impiedade é a negação de todo o culto a Deus.

Explicação. - O primeiro mandamento proibe-nos todas as coisas que são contrárias à verdadeira religião. A primeira dessas coisas é a impiedade. Damos, em geral, o nome de ímpio àquele que é mau; porém, em sentido estrito, é o que nega todo o culto a Deus. Não são poucos também infelizmente, os cristãos que, hoje em dia, se tornam culpados de verdadeira impiedade."

(Tem continuação aqui)

29/02/12

MANDAMENTOS - MORAL CRISTÃ - CATECISMO (IV)

"Deus elevou o homem ao estado sobrenatural e reparou, com a Incarnação, Paixão e Morte do seu Unigénito, a queda de Adão. Deu-se a conhecer ao homem por meio da revelação, propôs-lhe verdades sobrenaturais,determinou o culto com que deseja ser honrado; deu-lhe os meios necessários de santificação. Por isso o cristão (e  quem o não é tem o dever de se fazer cristão) deve conhecer, crer, honrar (adorar), amar e servir a Deus em conformidade com a revelação; e, portanto, a sua religião ou, em substância, o culto que rende a Deus, é sobrenatural. - c) Em relação ao corpo e à alma. O homem não é só alma, mas é também corpo; por isso deve prestar o devido culto a Deus com todo o seu ser, com o corpo e com a alma, pelo que não basta que o culto prestado a Deus seja  só interno da alma, deve ser também externo, quer dizer, praticado com actos sensíveis (n.os 184 e 185). - d) Em relação ao homem particular e à sociedade. O Homem não é só indivíduo; é também membro da sociedade. É criado como ser social; deve, por natureza, viver em sociedade, não podendo de modo nenhum bastar-se a si mesmo, pois tem, para a sua vida, necessidade do auxílio dos outros. Por conseguinte deve render a Deus o culto devido não só como indivíduo, mas também como membro da sociedade, e, por isso, o culto religioso, além de ser privado deve ser também público. Quer dizer, a sociedade, como união de muitos homens, deve render a Deus o culto que lhe compete.

OBSERVAÇÕES - 1.ª Nem todas as religiões são boas. Visto que vos há de acontecer algumas vezes ouvir e afirmação de que todas as religiões são boas, é necessário que conheçais quão péssima é essa máxima: a) Que direis se se afirmasse que todas as moedas são boas? As que são falsificadas não são boas. Assim é com a religião. É boa a verdadeira: as que são falsificadas, fundadas pelos homens, não podem ser verdadeiras e, por isso, nem boas sequer. b) Uma coisa não pode ser branca e preta, verdadeira e falsa ao mesmo tempo. ora, eis o pagão que reconhece muitas divindades; e eis outros povos que reconhecem um único Deus. Idolatria e adoração de um Deus único excluem-se mutuamente. O judeu não reconhece Jesus Cristo como Messias, o Turco honra-o como profeta, o cristão adora-o como filho de Deus. Para reconhecer como boas todas as religiões, deveria a razão admitir que estão na verdade todos os Judeus, como os Turcos, como os cristãos. - c) Se todas pudessem ser boas, para que teria Jesus Cristo fundado a sua Igreja, por meio da qual nos ensina como quer que o honremos? Alem disto, cada qual poderia formar para si uma religião a seu gosto. - d) Tal máxima conduz à negação de todas as religiões. E com efeitos  os que dizem que são boas todas as religiões, na prática não observam nada. Dizem, em palavras, que as respeitam todas; mas depois, nos factos, são inimigos jurados e desprezadores do Catolicismo; das outras religiões não se preocupam, não temem nenhuma: só têm medo do Catolicismo, porque é a única religião verdadeira, visto ser a religião de Cristo; porque só ela tem uma a Fé e a Lei irreformáveis, irreconciliáveis com o mal, sob qualquer forma que se apresente e seja qual for o pretexto com que se queira desculpar."

(Continuação, aqui)

05/12/11

AGORA VÃO INVENTAR OS "ABUSOS ECUMÉNICOS"?


DIA DE SANTA BÁRBARA É COMEMORADO EM FALSO ECUMENISMO, É TRANSFORMADO EM CIRCO BLASFEMO

"A Tarde - On Line", jornal Brasileiro, notícia uma comemoração híbrida de muita cor e muita folia:

Tanta "devoção"!!!
"Fiéis de Santa Bárbara ou Iansã (como é chamada no candomblé) pintaram o Centro Histórico de vermelho e branco neste domingo (4), dia dedicado à santa. Apesar do público ser menor do que nos outros anos, de acordo com participantes do evento, a  festa foi marcada pela integração entre diversas religiões, como ressaltou o secretário municipal de Reparação, Ailton Ferreira:

"Salvador está na vanguarda, consegue realizar uma atividade como essa, onde diversas manifestações religiosas estão juntas (de forma harmoniosa)".

Dom Jorge, da Igreja Ortodoxa, que também celebra a festa de Santa Bárbara, mas no dia 11 de dezembro, também chamou atenção para essa convivência entre os religiosos. "É um momento de celebra o povo", disse.

Eis o delicioso acarajé, comida ritual do candomblé, usado para mastigar com as hóstias!
Hoje foi a primeira vez em 30 anos que um Arcebispo Primaz do Brasil celebrou a missa campal em homenagem à santa. Dom Murilo Krieger presidiu a solenidade no Largo do Pelourinho, onde foi distribuída, ao mesmo tempo, hostia e acarajé que no Candomblé é chamado de acará, ou seja, a comida ofertada à Iansã.
Iansã
Devotos de Santa Bárbara, ou Iansã, aproveitaram o evento para pagar promessas distribuindo fitas e acarás. A banda do Corpo dos Bombeiros também agradeceu a proteção da padroeira da categoria, acompanhando a procissão pelas ruas do Centro Histórico, entoando cantos religiosos.


A programação em homenagem à santa dura todo o dia, com apresentações musicais no Centro Histórico. Os Filhos de Gandhy, Banda Didá, Ara Ketu e Ilê Aiyê vão marcar presença."

Para o próximo ano iram convidar os palhaços!!!?

01/12/11

YOGA - UMA SUBTIL ARMA DO MALIGNO

Padre Gabriel Amorth

Encargo especial: Exorcistado Vaticano
Número de exorcismos: 70.000
Idade: 85 anos
Última afirmação de grande destaque:

"O yoga é uma obra diabólica. Leva a pensar que estamos apenas a exercitar o corpo e a mente mas leva ao Hinduísmo." (veja aqui esta notícia)

07/10/11

FALSAS RELIGIÕES

É a continuação do artigo "FALSO ECUMENISMO (TOLERANTISMO) e A DOUTRINA DE SEMPRE"


12. O Paganismo não me oferece mais que um caos de ilusões, de mentira e de iniquidades; criaturas colocadas no Trono da Divindade para nele receberem as nossas adorações; deuses culáveis de maiores crimes, um Júpiter adultero, uma Vénus impudica, um Mercúrio ladrão… honras divinas tributadas a Imperadores famosos pelas suas desenvolturas; o homem prostrado diante das obras das suas mãos; enfim, festas celebradas por jogos profanos, e muitas vezes sanguinário, ou por desenvolturas. Uma Religião tão favorável á corrupção dos costumes, não podia ser Religião verdadeira, que procuramos.

13. O Maometismo nada me mostra que não seja digno de desprezo; tanto pelo seu Autor, como pelo seu Código, e pelos seus fins.

Maomé, seu Fundador, continua como um Tirano, acaba como um malvado. E como este embaiador, não podendo provar a sua missão de Profeta por milagres, persuade a sua mulher, e por ela a muitos outros que os acidentes de epilepsia, a que estava sujeito, eram extasses causados pelo comércio extraordinário, que fingia ter com o Anjo Gabriel. Acreditada assim a sua autoridade, levantou-se como um homem inspirado, propaga a sua Religião pelos caminhos os mais violentos; os seus Apóstolos são, não Mártires, mas soldados, que anunciam as suas loucuras com a espada na mão. Finalmente morreu, não pela sua doutrina, mas empeçonhado por uma mulher, que tinha embaiado, e que por este meio quis saber se ele era na verdade um impostor, ou um Profeta.

O Alcorão, que é o Código das suas leis, está cheio de fábulas pueris, de ignorância, e de contradições. Nele confunde a Santa Virgem como Maria Irmã de Aarão: diz que os Judeus quiseram matar a Jesus Cristo; mas que Deus o livrara milagrosamente, e que outro foi crucificado em seu lugar: Acredita a Moisés, a Jesus Cristo, e a Bem-aventurada Virgem. Ora se o Evangelho é verdadeiro, Maomé é um ímpio pelo mesmo Evangelho. Se o Evangelho é falso, por que causa diz ele que é necessário dar-lhe crédito, e que ele veio a confirmá-lo? Toda a sua Religião consiste a orar com o semblante voltado para a parte onde está Meca, a sacrificar uma camela aos seus pés, a matar os infiéis, a ter tantas mulheres quantas se podem sustentar, a lavarem-se muitas vezes, a absterem-se de alguns animais, e a crerem Maomé seu grande Profeta.

O fim a que esta Religião se encaminha é revoltante. A Bem-aventurança que ela promete é infame; cuja lembrança basta para amedrontar todas as pessoas castas. O estabelecimento pronto, e rápido desta Religião é todo humano: ele é o triunfo do apetite, da violência, da política, da desordem, da ignorância; e de todos os vícios. Nada admira que o coração humano, corrompido como está seja favorável. Não; uma Religião tão grosseira não pode ser a verdadeira.

14. Volto-me para o Judaísmo. Eu descubro muitos caracteres da Divindade, uma doutrina sublime, uma Moral pura, leis sábias, um seguimento de grandes homens distintos pela virtude, Taumaturgos, e Profetas. Mas eu ao mesmo tempo descubro sinais não equívocos de reprovação. Eu vejo sequazes depois de dezassete séculos sem Templo, sem Altares, sem Sacerdotes, sem Sacrifícios: dispersos no meio das Nações, sem se confundir com povo algum. Eu creio de ver concluir uma maldição espantosa que os persegue por um grande delito de seus pais (“Et respondens universos populus dixit: Sanguis ejus super nos, et super filios nostros”. - Mat. 6. 27. V. 25). É necessário, digo eu a mim mesmo, que Deus escolha outro povo para entre ele estabelecer o seu culto. Mas quem é este povo?

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