
(continuação do "Freud em Cifra" III)
4º) O Subconsciente
Chama-mo-lo assim, porque designação "O Inconsciente " de Freud não foi recebido pelos psicólogos, por ambiguidade.
Significa aquilo-que-está-sob-a-consciência; e designa uma realidade psíquica complexa, que ingressa desde as condutas mais normais: como a percepção consciente. Os psicólogos "estructuristas" ("Gesthalt-psychologie") provaram com muitas experiências e análises, no campo da percepção sensível, a intervenção forçada de elementos subconscientes: que se dividem nos capítulos de "significação" (intervenção de elementos intelectuais e mnemónicos) e a "estima" (intervenção do afectivo-volitivo). A velha doutrina aristotélica ensinava o mesmo com outras palavras: a "vis aestimativa" e a "conversio ad phanásmata".
Tomemos um exemplo mais à mão: nesta página, se fixarmos o olhar no "S" de "Subconsciência", e depois invertermos a página e olharmos novamente, teremos um resultado inesperado: primeiro a haste (olho) mais alta parecerá maior; e a que agora está mais alta (que antes era a que estava em baixo) também parecerá maior: um elemento subconsciente opera na minha visão. Igualmente em todas as "ilusões ópticas"; o bastão na água "quebrado"; os olhos do retrato que me seguem esteja eu em qualquer ponto da sala; os desenhos de círculos, cubos ou escadarias que aduzem os "gesthaltistas", etc.
