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30/12/13

ORDEM DE AVIS - OBRIGAÇÃO DE REZAR DOS CAVALEIROS (II)

(continuação da I parte)





O Rei do João II, Mestre de Avis
CALENDÁRIO
DOS CAVALEIROS


JANEIRO
2 Oitava de Santo Estêvão, Protomártir.
3 Oitava de S. João Evangelista.
4 Oitava dos Santos Inocentes.
10 GuilhermeBispo da Ordem.
13 Oitava da Espifania.
15 Mauro Abade. Da Ordem.
17 Antão, Abade.
18 Cadeira de S. Pedro em Roma.
20 Fabião e Sebastião, Mártires.
21 Inês, Virgem e Mártir
23 Ildefonso, Bispo da Ordem.
25 Conversão de S. Paulo, Apóstolo.
27 João Crisóstomo, Bispo.

FEVEREIRO
10 Escolástica, Virgem, da Ordem.
22 Cadeira de S. Pedro em Antioquia.

MARÇO
7 Tomás de Aquino, Confessor.
12 Gregório Papa Doutor da Igreja, da Ordem.
19 José, esposo da Virgem.
20 Joaquim, pai da Virgem.
21 O Nosso Patriarca S. Bento

ABRIL
2 Francisco de Paula, Confessor.
4 Isidoro, Bispo.
11 Leão, Papa.
25 Marcos, Evangelista.
29 Roberto, Abade, da Ordem.

MAIO
2 Atanásio, Bispo
6 João ante Porta Latina
8 Aparecimento de S. Miguel Arcanjo
9 Gregório Naziameno , Bispo.

JUNHO
11 Barnabé, Apóstolo.
13 António Português
14 Basílio Magno Bispo
30 Comemoração de S. Paulo Apóstolo

JULHO
1Oitava de S. João Baptista
4 Isabel, Rainha de Portugal
6 Oitava de S. Pedro, e S. Paulo Apóstolos.
11 Trasladação de nosso P. São Bento
14 Boaventura, Bispo
16 Triunfo da Cruz.
18 Oitava de nosso P. São Bento
22 Maria Madalena
26 Ana, Mãe da Virgem

AGOSTO
1 Cadeias de S. Pedro, Apóstolo
4 Domingos, Confessor.
6 Transfiguração do Senhor
17 Oitava de S. Lourenço, Mártir.
20 O nosso P. São Bernardo
22 Oitava da Assunção da Senhora.
25 Luís Rei de França, Confessor.
27 Oitava do nosso P. São Bernardo.
28 Agostinho, Bispo, Doutor da Igreja.
29 Degolação de São João Baptista.

SETEMBRO
14 Exaltação da Cruz
15 Oitava da Natividade de Nossa Senhora
17 Lamberto, Bispo e mártir, da Ordem.
29Dedicação de S. Miguel Arcanjo.
30 Jerónimo, Confessor, Doutro da Igreja.

OUTUBRO
Francisco, Confessor.
5 Plácido e seus companheiros mártires. Da Ordem.
18 Lucas, Evangelista

NOVEMBRO
5 Malaquias, Bispo. Da Ordem.
8 Oitava de Todos os Santos.
11 Martinho, Bispo.
16 Edmundo, Bispo, da Ordem.
18 Dedicação da Igreja de S. Pedro e S. Paulo.
25 Catarina, Virgem e Mártir.

DEZEMBRO
2 Francisco Xavier, Confessor.
7 Ambrósio, Bispo, Doutor da Igreja.
13 Luzia, Virgem e Mártir
31 Silvestre, Papa.

(continuação, III parte)

19/08/13

PRÁTICA DOS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS (I)

1 - "Amar a Deus sobre todas as coisas":

a) Guardai-vos dos discursos contra a religião que Deus nos impõe pelo primeiro mandamento. - Ponderai que a prática da religião é o máximo dever, porque Deus é o supremo Senhor de tudo e de todos. Praticai por isso, rigorosamente todos os deveres religiosos sem respeito humano.

b) Para não ignorardes culpavelmente as verdades da Fé, estudai o catecismo com diligência, frequentais as instruções e ouvi a palavra de Deus. Quando tiverdes dificuldades e as não souberdes resolver, exponde-as ao catequista ou ao confessor para terdes uma resposta satisfatória, e reflecti até conseguirdes compreender bem a resposta.

c) Há uma espécie de superstição, de que também se tornam culpados alguns cristãos, e vem a ser amar-se tão desordenadamente uma criatura que se considere quase como seu Deus, antepondo-a inteiramente a Deus. Por exemplo, são culpados de tal delito o avarento, o ambicioso, o vicioso, que fazem do ouro, da vanglória, do prazer, etc. como que um Deus; amam como a Deus estas coisas, e por elas, que não por Deus, estarão dispostos a sacrificar tudo. Procurai, pois, que o vosso coração seja sempre de Deus; e não levanteis nele nenhum altar a qualquer paixão má, que se tornaria vosso Deus em oposição ao Criador. - Quem confia em Deus não coloca a sua esperança em actos supersticiosos, e não teme consequências de coisas ou factos, que naturalmente não deve temer. Não deis ouvidos ao que alguns dizem a favor ou contra certas coisas ou factos, de que esperam efeitos sobrenaturais: dispensai como indignas de cristãos, a superstição que alguns têm com o número 13, com as sextas-feiras, com certos encontros usuais, etc.

d) Fugi de todas estas faltas graves contra Deus. - Lembrai-vos particularmente de que Deus detesta de modo especial o sacrilégio, nunca o cometais. - Fugi do que não é também sacrilégio no sentido rigoroso da palavra, como toda a falta de respeito à Igreja, ao sacerdote e às coisas destinadas ao culto divino.

e) Celebremos devotamente as festas dos Santos. Estudemos a sua vida, para imitarmos as suas virtudes. - Roguemos-lhes que intercedam por nós. - Sejamos particularmente devotos do Anjo da Guarda e do Santo do nosso nome: honremo-los com o nosso procedimento bom e virtuoso.

f) Destinados a estarmos com os Santos no Céu, sejamos na terra seus fiéis imitadores, praticando, como eles, a virtude, segundo a doutrina e os exemplos de Jesus Cristo, quais no-los ensinam o Evangelho e a Igreja.

g) Tende sempre grande respeito pelas sagradas relíquias. - Respeitai igualmente o vosso corpo como membro do corpo místico de Jesus Cristo e templo vivo do Espírito Santo, e porque ele é destinado à glória do Paraíso.

h) Tende grande respeito pelas sagradas imagens e com o vosso espírito representai-vos ao vivo a pessoa que elas figuram.  - Em sinal de respeito às sagradas imagens conservai puros os vossos olhos, e não olheis, portanto, para imagens, fotografias, ilustrações, ou bilhetes postais maus. E quem possuir estas coisas más, hoje mesmo as lance fora e as destrua.

(II parte)

18/01/13

ABRANTES, 1713 - FESTA DA RESSUREIÇÃO (I)

Ainda vem longe a Pascoa, mas antes agora que postar depois o livrinho "Breve Relação da Sumptuosa Festa, que a Sempre Leal, e Muito Nobre Vila de Abrantes Dedica à Gloriosa Ressurreição de Cristo Nosso Redentor, na Igreja Paroquial de S. João Baptista, este ano de 1713" da autoria de António Feio da Maia e Almeida, com o sermão de Fr. João de S. Caetano da Santíssima Trindade:

Igreja de S. João Baptista - Abrantes
"Principia a festa no Sábado Santo, ao aparecer a Aleluia, com várias Danças e músicas que, incessavelmente, irão passando as ruas cantando e dançando, para excitarem os ânimos a prevenirem-se de alegria para ajudarem a celebrar tão alto e soberano mistério.

A noite se desmentira com multiplicadas luminárias, com as quais se lograram diversos festins, que os curiosos e devotos deste mistério farão para aplaudi-lo. Isto durará até além da madrugada do dia de Páscoa.

Neste alegre dia, à hora competente, junto o concurso se principiara a festa pela Missa solenemente cantada com seu Sermão à hora costumada. Acabada a Missa, principiará a triunfante Procissão, da qual se faz aqui antes um breve extracto.

Ao Tabor levou Cristo nosso bem três Discípulos e, transfigurando-se diante deles, apareceram ali Moisés e Elias falando com o mesmo Senhor: Apparuerunt Moyses, et Elias, cum eo loquentes: e disse o Senhor aos Discípulos que não falassem naquela visão até que o filho do homem ressuscitasse: Nemini dixeritis visionem, donec filius hominis a mortuis resurgat. Mathaei 17.

Elias representava a Lei Natural, Moisés a Lei Escrita, e Cristo principiava a Lei da Graça; e, como na Ressurreição de Cristo tiveram estas três leis o seu complemento, por isso estas três Leis formam esta Procissão de Triunfo, porque a lei, como diz Cícero, é a que ordena e manda o que se deve fazer e ordenar: Est autem lex ratio summa, insita in natura, quae jubet ea, quae facienda sunt. Cic. hb. 2 de leg.

Dividir-se-á logo esta procissão em três alas. A primeira dará princípio à Lei Natural, com a Fé e cinco Patriarcas da mesma Lei, e três Sibilas das nove que profetizaram a vida, morte e Ressurreição de Cristo. Por fim desta ala irão três andores, que emblemáticos mostraram a Ressurreição de Cristo.

Dará princípio a segunda ala a Lei Escrita, com a Esperança e cinco figuras de Profetas, Sacerdotes, e Capitães, e três Sibilas. Por fim desta ala irão três andores, que nas visões da Madalena exprimirão a Ressurreição desta madrugada.

Dará princípio à terceira ala, a Lei da Graça, com a Caridade e os quatro Evangelistas, S. Pedro e três Sibilas, e por fim desta ala três andores dos Discípulos de Emaús, que foram os primeiros que publicaram a Ressurreição de Cristo; no fim o Carro triunfal de Cristo Ressuscitado: seguirão três andores, o primeiro é do Menino Deus, que costuma ir todos os anos; o segundo da Virgem n. Senhora; o terceiro de S. João Baptista, por ser o Patrão da igreja donde sai esta procissão e se faz toda a festa.

Entre as mais Danças que irão nesta Procissão, quatro são as principais dos quatro Elementos, e estas farão de cinco figuras cada uma, por que a ímpar é de ser guia que explique no seu título qual é o seu Elemento, e irão nos lugares aqui assinalados. 

Antes que entre a primeira ala das três que formam esta Procissão, principiará por dois Cavaleiros emparelhados, lustrosamente vestidos, com chapéus emplumados, irão tocando dois clarins. Leva o primeiro no braço esquerdo uma Tarja, nela esta letra: In ominem terram exivit sonos corum. Psal. 18 nas costas este letreiro: Jubilum. O segundo leva na Tarja do braço esquerdo esta letra: Buccinate vieomenia tuba in insigm die solemnitatis vestrae. Psalm. 80 nas costas o letreiro, Aplauso.

(terá continuação s.D.q.)

13/04/12

MANDAMENTOS - MORAL CRISTÃ - CATECISMO (VII)


TERCEIRO MANDAMENTO

184. - Que é que nos ordena o terceiro mandamento guardar os domingos e festas de guarda?
O terceiro mandamento guardar os domingos e festa de guarda ordena-nos que honremos a Deus nos domingos e festas de guarda com actos de culto externo, dos quais para os cristão o essencial é a santa Missa.

185. - Porque é que devemos fazer actos de culto externo? Não basta adorar a Deus, que é espírito, interiormente no coração?
Não basta adorar a Deus interiormente no coração, mas devemos também render-lhe o culto externo preceituado, porque estamos sujeitos a Deus em todo o nosso ser, alma e corpo, e devemos dar bom exemplo; e também porque de outro modo se perde o espírito religioso.

186. - Que é que nos proíbe o terceiro mandamento?
O terceiro mandamento proíbe-nos os trabalhos servis nos domingos e festas de guarda.

188. - São proibidos todos os trabalhos servis nos dias de festa?
Nos dias de festa são proibidos todos os trabalhos servis não necessários à vida e ao serviço de Deus e não justificados pela piedade ou por qualquer outro motivo grave.

Explicação. - (...) todo aquele que, sem necessidade, emprega nesses dias uma parte apreciável de tempo em executar trabalhos servis, peca gravemente contra o terceiro mandamento. (...) São trabalhos servis aqueles que importam fadiga corporal, os quais nos nossos dias se designam de preferência pelo nome de trabalhos manuais. (...) Pelo contrário, não são proibidos aqueles que importam não tanta fadiga corporal como intelectual; e, assim, não é proibido estudar, pintar, bordar, etc. Os trabalhos servis nunca são permitidos, excepto nos casos de: a) serem necessários para o serviço, isto é, para o culto divino, ou para a vida; b) ou serem justificados pela piedade ou por outro motivo grave; como, por exemplo, a necessidade de não abandonar um enfermo carecido de assistência, o risco de se perder o lugar que se desempenha e que se não pode deixar senão com incómodo grave, etc. (...)

Prática. - Nos dias de festas procurarei evitar os divertimento perigosos; fazei algumas leituras piedosas. Lembrai-vos de que o descanso festivo foi dado para alívio de corpo e para proveito da alma, mas especialmente para melhor podermos honrar e servir a Deus.

189. - Como se devem empregar os dias de festa?
Devem-se empregar os dias de festa em benefício da alma, frequentando a pregação e o catecismo, e praticando alguma obra boa; e também em repouso do corpo, longe de todo o vício e de toda a dissipação.

(...)

(Terá continuação)

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