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09/02/18

"DEFESA DE PORTUGAL" - AS TREVAS em PORTUGAL (d)

(continuação da parte c)

Administrar fielmente a Fazenda Real! Ora eu já deu uma coça nos Judas, mas como foi de papel, não prestou: é necessário que lhes aconteça como ao de quem fala hoje a Igreja "Suspensus crepuit medius" enforça-los, e rebentá-los. Mas quem são esses Judas? é pergunta, que há pouco me fizeram de Lisboa. Eu não estou em circunstâncias de responder "Qui intingit manum in paropside".... Todo o que siza da Fazenda Real, ou que faz para sua culpa que ela não medre, é Judas; e o que mais culpas tiver a este respeito, é o Judas maior. Mas não faltam Teólogos, Padres, e Frades, que persuadam a esses Judas que não ofendem a Deus, por muito que menoscabem a Fazenda delRei, que é o Ungido de Deus! Teólogos, Padres, e Frades dos Judas, que nas suas decisões, respostas, e na mesma administração dos Santos Sacramentos não seguem a tradição, seguem somente a razão, especialmente se esta fôr dourada, ou argumentada, ou mesmo açucarada, ou engarrafada, ou emantilhada. Pois também a razão sem tradição nos Padres Mestres! Também as trevas nesses Reverendos Provinciais, Secretários, Definidores, e mais Camerários Religiosos? Também nos Conventos não há luz?

Igreja dos Clérigos erguida em 1732 no Porto, símbolo da generosidade portuguesa para com os Clérigos mais necessitados.
Tocam as tabuletas: agora sim, agora são as mesmas trevas em pessoa: espreito os Conventos; também lá, também lá! As mesmas Freiras dos... apagarão a luz, então em trevas! Não haverão remédios? Sim: logo que cesse a matraca, se ela for bem ouvida, a luz aparecerá. O malhadismo, ou as trevas têm aparecido, e vão aparecendo por toda a parte, até mesmo onde a luz parecia inextinguível; o espírito de Satanás pôde já introduzir-se nas Eleições dos Regulares, para ali se encabeçar o erro, e o vício. Uma Abadessa Malhada! Que lições de inocência poderá dar às suas Religiosas? As suas subalternas, e adjacentes não serão também da escolha da mesma Abadessa? Não franquearam elas as portas à devassidão, e à licença? Não serão consentidas comunicações escandalosas, tratos vergonhosos? E se ainda alguma Religiosa, a quem Deus queira reservar para si, levantar a sua voz em defesa das tradições do seu Convento, não será ela abafada pela gritaria das outras, que não querem seguir mais que a sua razão, estando a sua razão somente na libertinagem? Desgraçadas as Religiosas, que vivem debaixo do Abadessado Malhado, ou das trevas, que vale o mesmo!!! Quanto a mim, a haver de sofrer um dos males, quereria antes ser governado por Malhados, que por Malhadas, porque uma Malhada é um vórtice de inconsequências, e de maldades; roda, que não para, nem há prégo, que a sujeite, enquanto não der cabo de tudo o que encontra. As Religiosas porém, que buscam remédios aos seus achaques de espírito, achá-los-hão na oração, e no sofrimento; sem embargo de que não contradiz à humildade uma súplica em termos ao Bispo, ou Governador do Bispado, se ele quiser atender às Esposas de Jesus Cristo. Mas basta de remédios de Freiras; porque não nasci eu para dissipar as trevas dos Conventos, nem para lhes tirar as suas malhas!

As trevas estarão também nos Religiosos? Como? Empunhando o Ceptro algum dos Súcios, e afilhados de José da Silva Carvalho! Tocará logo a matraca sobre os bons Religiosos! Licença à depravação, soltura às paixões, desenfreio à mocidade! Lá irá até a Ordem de S. Francisco, se Deus lhe não permitisse uma duração igual à do Mundo! Pedreiros, Constitucionais, Malhados, também nas Igrejas, nos Conventos, e empolgando os maiores Empregos!.. De certo é entregar aos inimigos da Igreja o Património da mesma Igreja! Logo que eu vejo ocupando lugar numa Congregação de Regulares algum Padre de pouca idade, de menos merecimentos, mas de muita presunção, e que já aspira a uma Mitra!!... Estou para dizer Adeus às Corporações Religiosas, se não tivesse em Deus uma esperança viva, de que não há de permitir que as trevas ocupem para sempre toda a terra! Continuam as trevas. Onde? Em uma grande Sé de Portugal! Como? Ora apalpem lá como puderem, porque isto não o vê quem deve; mas eu lho digo. Um Clérigo de mau nome em toda a extensão da palavra desde os pés até à cabeça, desde o seu nascimento até à sua elevação, procura em toda a Diocese assinaturas do Clero, Nobreza, e Povo, para que ElRei Nosso Senhor o eleja para Bispo, ou Arcebispo, ou o quer que é, que a língua não quer chegar!!! As trevas continuam, mas a Epigrafe não. Apaga-se a luz: se os Portugueses querem ver, e ouvir o que lhes convém, sigam todos os costumes, que seus Ascendentes praticavam no ano de 1732, e haverá então Justiça, e Religião; haverá Paz, e Prosperidade; haverá Rei, e Vassalos; todas as coisas estarão no seu lugar, e eu no que me cumpre, que é o da morte, para não ver tantas, e tantas coisas, que parecem inventadas pelo diabo, para não haver coisa boa. [demova-se aquele que amaldiçoa o séc. XVIII sem discriminar Reinos]

Rebordosa 18 de Abril de 1832.


Fr. Alvito Buela Pereira de Miranda

06/02/18

"DEFESA DE PORTUGAL" - AS TREVAS em PORTUGAL (c)

(continuação, parte b)

O campo é mui vasto para seguir, e expender a força de todas estas considerações; em esta Folha posso andar-lhe somente pela rama, mas sem ir à casca: as deduções são imensas, e eu tenho fito especial, em que queria acertar sem fazer grande estrondo. Quais são hoje os Funcionários Públicos, Ministros de Estado, Bispos, Generais, Grandes, e Titulares, (finalmente não exceptuo um só, nem a mim mesmo) que além da sua razão sigam a tradição, tendo esta pelo contraste da sua Ciência, da sua Justiça, da sua Religião, dos seus Costumes? Os que presarem a tradição, têm luz, não estão em trevas; os que não seguem senão a sua razão, estão em trevas. Ora bem; estão as trevas em Portugal, ou não? Ou por outra forma; Portugal está em trevas, ou não? Se ele segue a tradição tanto na sua Política, como na sua Religião, ele não esta em trevas, ou não há trevas em Portugal, pois que no seguimento de sua tradição tem luz, que o guie. Mas eu estou escrevendo na Quarta Feira da Semana Santa; a Igreja celebra neste dia as trevas sobrepostas à terra pela Morte do Salvador do Mundo: temos pois hoje trevas sobre todo o Orbe: mas estas são trevas celebradas, e aplaudidas, porque a Luz tornou a aparecer. Não são estas as trevas, de que eu prometi falar; trevas não choradas, mas amadas; trevas não pretéritas, mas presentes; trevas enfim, que parece não podem ser afugentadas. Porquê? Porque falta a Religião, falta a justiça, falta a razão, falta a luz, que brilha, quando se caminha pela razão, pela justiça, e pela Religião dos Maiores; eis pois as trevas em Portugal, ou Portugal em trevas.

Que ensina a tradição Portuguesa sobre as obrigações dos Vassalos para com ElRei? Obedecer-Lhe; defender o Estandarte Real; correr contra o inimigo, que acomete o Poder do Rei; pagar ao Rei os tributos, que Ele impõe; administrar fielmente a Fazenda Real; observar, e cumprir todos os Contractos com ElRei, e com os seus Ministros. Esta tradição é também Religiosa; ela é necessária à conservação da Sociedade. Mas a razão duma parte dos Portugueses de todas as Classes não segue esta tradição; eilos pois em trevas. Expendamos a tradição.

Obedecer a ElRei. Ah! Quantos dizem que não é pecado perante Deus o desobedecer-Lhe! Que não é matéria sujeita à Confissão! Que cada qual pode subtrair-se à sua obediência, sem pecar, todas as vezes ao mesmo desobediente, ou à sua família não resulte detrimento!! Eis a razão, e eis as trevas! Porém é isto o que ensina uma parte do Sacerdócio Português, e é esta a doutrina, que seguem os Povos! Não escrupulizam os Cristãos de desobedecer a ElRei! Falo, e escrevo de ciência certa. Onde estão os Pastores de Israel?

Defender o Estandarte Real. A deserção é na verdade um pecado gravíssimo; e os cúmplices, fautores, ou conselheiros dos desertores são réus do mesmo crime. Mas uma boa parte do Sacerdócio ensina que desertar não é pecado, que cada qual pode poupar-se ao trabalho quanto poder, seja como for; que ninguém está obrigado a opor-se aos perigos da guerra: os Povos seguem esta doutrina: há muitos Párocos, que encobrem os desertos; e Conventos também! Onde estão os Pastores de Israel? Falo, e escrevo sem susto de me enganar.

Correr contra o inimigo, que acomete o Poder do Rei. Esta obrigação reconheceu o Cristianismo na mesma Defesa dos Príncipes Gentios! Mas hoje ensina-se commumente (ao menos por este País, em que habito) que os Povos podem licitamente resistir ao Recrutamento com mão armada, revoltar-se contra a Ordenança, que ao Recrutamento procede; fazer fogo não só em próprio livramento, mas também no livramento de quaisquer Recrutas, ou sejam para a 1ª Linha, ou para a 2ª. Os Povos praticam livremente esta doutrina, ao menos no desgraçado Concelho de Aguiar de Sousa, (desgraçado em quanto não estiver reunido ao Julgado de Penafiel) e em outros muitos ejusdem furfuris, ac farinae. Alguns Párocos dão favor a estes valentões, que resistem às Autoridades. Pessoas de lenço ao pescoço oram por eles! Isto é pouco; os mesmos Párocos, e outros Sacerdotes, alguns Conventos, alguns desses Senhores de casaca, ou casacas de Senhores, lhes dão asilo em suas casas! O mais é haver Sacerdotes, Párocos, e Conventos, que têm dado, e dão couto aos inimigos mais encarniçados do Poder Real, e lhes escondem até o dinheiro, sem o qual o Exército, que peleja por ElRei, não pode passar. E Tudo isto não é pecado? Onde estão os Pastores de Israel? Eu não falo somente dos Ministros do Sacerdócio; o negócio é também com os Senhores Doutores in utroque jure, ou in uno tantum, que assim obram, assim instruem, como se lá as suas Leis não vedassem toda a resistência à Autoridade, toda a cumplicidade com o crime, e com os perpetradores do crime, e todo o asilo aos inimigos delRei. Eis a razão, eis as trevas em Portugal! Logo que apareceu a insurreição do Porto do ano de 1820 despedi-me das velhas Ordenações do Reino, com quem eu estava muito casado, ainda que velhas, e já refugadas pelos Senhores Doutores Barbilimpinhos; e adoptei em seu lugar a Constituição, que me custou quatrocentos réis, e mais de quatro milhões custou ela à Nação Portuguesa. Com efeito não tornei mais a ver as velhas Ordenações do Reino, e não me acho mal, porque em seu lugar observou-se comumente a razão particular dos Senhores Doutores: não gracejo; perguntem lá por isto ao Porto! Também agora estou para renunciar mui formalmente o meu Larraga, porque as suas doutrinais não são as correntes: já as de Simonia, e de Usura eram somente observadas pelos que não podem haver aquilo, que faz o objecto do pecado, e por isso tais Tratados não estão no meu Larraga; mas, como digo, estou resolvido a deixá-lo só na pele, porque aquilo de obediência às Autoridades do Poder do Rei, não é doutrina, de que façam grande apreço os Sacerdotes na sua instrução aos Povos, os Povos na confissão dos seus pecados, os Doutores nos seus conselhos aos Povos! Falo, e escrevo de ciência certa!

Pagar ao Rei os tributos, que Ele impõe. Este artigo e os que seguem, tem uma extensão, que o dia, em que estas coisas escrevo, não o sofre; mas saibam quantos estas poucas trevas a palparem, que se isentam de pagar todos os que o podem fazer; que procuram muito que os tributos carreguem sobre os outros; que delongam a sua solução, quanto lhes é possível; que finalmente olham para este ónus não como uma obrigação Religiosa, mas como um gravame Político, do qual não é pecado sacudir-se! Esta é a doutrina, que se inculca aos Povos, e que os mesmos inculcadores, e os Povos abraçam com muita vontade. Eis a razão, eis as trevas! A Igreja, a tradição dos nossos maiores ensinavam pelo contrário: veio porém a razão, e por isso só pintou aos Povos como livre o que era necessário, e obrigatório! E não há quem levante a voz por Deus, e por ElRei?

(continuação, parte d)

04/02/18

"DEFESA DE PORTUGAL" - AS TREVAS em PORTUGAL (a)


As Trevas em Portugal

"Nos fuimus fortes;et nos modo sumus; et nos aliquando erimus."

Dizem comumente os lamentadores dos Séculos passados que via faltando a Religião; e eu digo também que sim, porque falta a justiça; e falta a justiça, porque a razão falta. Qual a causa por que a razão falta ao homem, que é racional? Porque lhe falta a luz. Pois aí estão as trevas, as quais não são outra coisa, que privação, carência, ou falta de luz: o homem não vê a luz; somente por meio da luz vê os corpos lúcidos, os que brilham, ou aqueles, sobre que reflectem os raios da luz: isto dizem os Filósofos modernos, e dizem bem, se sabem o que dizem: o homem também não vê as trevas, porque não tem luz para as ver: também dizem isto os Filósofos. Mas o Vulgo diz que a luz se vê, e que as trevas se apalpam, ainda que se não vêm: não sei quem diz melhor: digo somente que, se o Vulgo se meter a Filósofo, pode perder as esperanças de ver a luz, e fique certo que só trevas apalpará. Eu falo nestas coisas com licença dos Filósofos, ou ao menos com título: todavia certo como estou, de que os Filósofos não têm feito nas Ciências, ou pouco menos, senão baralhar as ideias, adoptar outros vocábulos, ralhar uns dos outros, e saber menos o que mais ralha, meto o título do Filósofos no meu Larraga, e como Clérigo de mão furada, que não sabe mais que do seu Larraga, e não fará pouco se o entender bem, levanto a minha voz, e digo: Não há homem vivente que tenha visto a luz: Logo todos os homens estão em trevas. Ora aí se armam contra mim quantos campam de lidos, e de lentes, e já que lhes nego a luz buscam apalpar-me nas trevas; devagar, Senhores Mestres: Deus é a luz, e só ele luz: Quem viu a Deus? Nenhum vivente: aí está pois como todos os homens estão em trevas. Esta linguagem é Sagrada, e é sublime; desço algum tanto da altura, a que a Fé, que é uma participação enigmática da luz, me elevara, e digo: todos os homens (e nesta proposição ajunto as mulheres, já que as dos nossos dias querem correr parelhas com os homens) estão em trevas mais, ou menos; quero dizer, em trevas mais ou menos densas, sinais, ou menos frangíveis, dissipáveis, ou penetráveis: aqueles que se dizem ilustrados são os que estão em trevas mais voláteis, mais versáteis, e, deixem-me assim dizer, algum tanto diáfanas; esta linguagem não é totalmente imprópria para explicar verdades, que de mistura são Teológicos, e Filosóficos. Os homens não conhecem as coisas em toda a sua essência, ou em toda a sua cognoscibilidade: as verdades, ou Divinas, ou Humanas, nunca atingem a evidência com tanta força, que o homem enquanto vive não possa vê-las de uma forma obscura: finalmente a razão humana nunca está cheia cá na terra; mais defeituosa que a Lua, a qual recebe do Sol toda a sua claridade, a razão do homem sempre está em quarto minguante, ou no último quarto do seu quarto ocidente, que bem pode dizer-se que está em trevas, pois a luz, que tem, ou está a despedir-se que está em trevas, pois a luz, que tem, ou está a despedir-se, ou já no seu ocaso.

Venho de falar, e continuo Teológica, e Filosoficamente: todo o homem está em trevas; mas todo ele tem em si disposição, capacidade, ou potência para ver a luz, ou a substância, que emitem a luz. Esta luz não está no homem; recebe-a o homem. De quem? De Deus. Mas como pode persuadir-se que Deus comunica a luz ao homem? Todos os conhecimentos primordiais, ou, chamemos-lhes assim, constituintes do homem, ou eles digam respeito à Religião, ou à Sociedade, ou aos misteres da conservação, e da vida, vem da tradição; não do discurso do homem, sim de que o homem foi ensinado de uma maneira qualquer a tudo o que era mister com referência a Deus, aos outros homens, e a si mesmo. Só Deus pôde ensinar o homem, pois que nenhum homem nasceu ensinado: a razão pois do homem foi ensinada no seu princípio, foi ilustrada, foi irradiada: Logo todos os Conhecimentos necessários ao homem, ou digam respeito à Religião, ou à Sociedade, ou à Filosofia necessária, vieram ao homem do ensino; ou, que vale o mesmo, todas as verdades primitivas são tradicionais. Eis Deus; eis a tradição afugentando as trevas, luzindo ao homem, que em trevas estava envolto, para que veja o que lhe convém, e o que não; para que saiba distinguir o bem do mal, a verdade da mentira, a ciência do erro: enquanto o homem não perder de vista essa tocha da primitiva tradição, a qual, não obstante que parece esconder-se no princípio já não conhecido de tão longos Séculos como o homem conta, todavia, ainda mesmo assim ao longe, desde alguma luz; em quanto não virar as costas a esta luz, que ainda lhe aparece; enquanto andar no seguimento desta luz, que é uma faiscasinha de Deus que é luz verdadeira, poderá dizer-se que o homem não está totalmente em trevas; antes, que anda, e vê por onde anda, rompendo, e afastando as trevas para um, e outro lado; poderá dizer-se que a razão do homem ainda atinge muitas verdades, e que é capaz, no seguimento desta luz, de atingir todas as que lhe são necessárias para se saber dirigir com Deus, consigo mesmo, e com os outros homens: eu falo de todas as verdades, e de todos os conhecimentos necessários ao homem debaixo das ditas considerações, e insisto que todos eles vieram ao homem pela tradição, ou pelo ensino, e notícia, que no seu princípio lhe foi dado: O homem não formou a ideia de Deus: esta ideia vem-lhe da tradição: o primeiro homem a transmitiu ao segundo; Deus mesmo a ensinou ao primeiro; outro tanto deve dizer-se de todas as ideias verdadeiras primitivas, e necessárias ao homem; não é tempo de fazer demonstrações; os princípios, tenho: excepto as verdades Metafísicas, que pendem das nossas ideias, do ajuste que fazemos com as palavras, de combinações a nosso arbítrio, porque essas, muito agradáveis, e mesmo vistosas que pareçam, não são necessárias ao homem, nem para a Religião, nem para a Justiça, nem para a Sociedade.

(continuação, parte b)

10/06/16

ÍNDICE do "DEFESA DE PORTUGAL"

Desde Novembro de 2013 tínhamos vindo a publicar páginas do semanário "Defesa de Portugal" (ano 1831/33), obra de Frei Alvito Buela Pereira de Miranda. Não se proporcionou deixar aos leitores um índice dos números já aqui publicados, e dos que faltam publicar, coisa já necessária, tanto pela facilidade desejável na consulta, como para unificação dos vários artigos. O mesmo já fizemos com outras publicações do género.

O segundo volume da obra não se encontra disponível online, parece ter sido removido, e é um documento histórico das movimentações da maçonaria em Portugal, e da questão do apoio a D. Pedro por parte da maçonaria e liberalismo militante.

 e portanto fica o índice, o qual irá sendo actualizado depois, até que fique completo:


DEFESA DE PORTUGAL
Semanário
Periódico Político e Moral

Vol. I
(Imprensa Régia, 1833)

ÍNDICE

Nº 1 - Maçonismo (16 de Julho de 1831) [ab]


Nº 2 - Origem, Formação, e Progresso do Maçonismo (14 de Agosto de 1831) [ab, cd]

Nº 3 - Qual era a Revolução que os Pedreiros de Portugal queriam em Portugal com ocasião da chegada da Esquadra Francesa ao Tejo? (21 de Agosto de 1831) [a, b]

Nº 4 - Que pretendiam os Pedreiros de Portugal com a ocasião da entrada da Esquadra no Tejo? (21 de Agosto de 1831) [a, b, c]

Nº 5 - Que pretendiam os Pedreiros de Portugal com ocasião da chegada da Esquadra Francesa ao Tejo? (1 de Setembro de 1831) [a, b]

Nº 6 - A Senhora D. Maria da Glória, Filha do Senhor D. Pedro, Imperador do Brasil, não pode ser Rainha de Portugal. (7 de Setembro de 1831) [a, b, c]

Nº 7 - Que é que pretendem os Pedreiros na Chegada do Senhor D. Pedro à Europa? (12 de Setembro de 1831)

Nº 8 - Que pretendem os Pedrieros de Portugal com a ocasião da Chegada do Senhor D. Pedro à Europa? (22 de Outubro de 1831) [a, b]

Nº 9 - Que pretendiam os Pedreiros de Portugal com o pretexto de se aproximar a Esquadra Francesa ao Tejo? (6 de Novembro de 1831)

Nº 10 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (7 de Novembro de 1831)

Nº 11 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (9 de Novembro de 1831)

Nº 12 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (11 de Novembro de 1831)

Nº 13 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (15 de Novembro de 1831)

Nº 14 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (21 de Novembro de 1831)

Nº 15 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (22 de Novembro de 1831)

Nº 16 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (14 de Dezembro de 1831)

Nº 17 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (2 de Janeiro de 1832)

Nº 18 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (3 de Janeiro de 1832)

Nº 19 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (4 de Janeiro de 1832)

Nº 20 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (6 de Janeiro de 1832)

Nº 21 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (10 de Janeiro de 1832)

Nº 22 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (14 de Janeiro de 1832)

Nº 23 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (26 de Janeiro de 1832)

Nº 24 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (31 de Janeiro de 1832)

Nº 25 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (1 de Fevereiro de 1832)

Nº 25 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (4 de Fevereiro de 1832)

Nº 27 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (10 de Fevereiro de 1832)

Nº 28 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. ( 22 de Fevereiro de 1832)

Nº 29 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (24 Fevereiro de 1832)

Nº 30 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (25 de Fevereiro de 1832)

Nº 31 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (10 de Março de 1832)

Nº 32 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (18 de Março de 1832)

Nº 33 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (29 de Março de 1832)

Nº 34 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (29 de Março de 1832)

Nº 35 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (2 de Abril de 1832)

Nº 36 - A grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. (5 de Abril de 1832)

Nº 37 - Bico d'Obra na Grande Questão Portuguesa sobre a Sucessão ao Trono. ( 9 de 1832)

Nº 38 - O Castigo do Douro. (11 de Abril de 1832)

Nº 39 - A Ilha Terceira. (16 de Abril de 1832)

Nº 40 - As Trevas em Portugal (18 de Abril de 1832)

Nº 41 - A tempestade em Portugal. (12 de Maio de 1832)

Nº 42 - Continua a Tempestade em Portugal. (24 de Maio de 1832)

Nº 43 - Continua a Tempestade em Portugal. (31 de Maio de 1832)

Nº 44 - Continua a Tempestade em Portugal. (5 de Junho de 1832)

Nº 45 - Continua a Tempestade em Portugal. (7 de Junho de 1832)

Nº 46 - Continua a Tempestade em Portugal. (12 de Junho de 1832)

Nº 47 - Continua a Tempestade em Portugal. (25 de Junho de 1832)

Nº 48 - Continua a Tempestade em Portugal. (28 de Junho de 1832)

Nº 49 - Continua a Tempestade em Portugal. (30 de Junho de 1832)

Nº 50 - Continua a Tempestade em Portugal. (3 de Julho de 1832)

Nº 51 - Continua a Tempestade em Portugal. (9 de Julho de 1832)


Vol. II

Nº 52 - 

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