Mostrar mensagens com a etiqueta Espanha Ocupada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espanha Ocupada. Mostrar todas as mensagens

10/03/18

O BOM CRISTÃO É PATRIOTA - ESPANHA OCUPADA


O patriotismo não é facultativo aos católicos
.

O Patriotismo vem na sequência do mandamento "Honrar pai e Mãe e outros legítimos superiores", diz a Igreja. Este mandamento em todas as suas derivações é hoje muito abandonado e transgredido; daqui que não admira que também as consequências se manifestem tão visivelmente. A falta de patriotismo, a desobediência e desonra aos legítimos superiores e aos pais é tão notória hoje quanto o são os castigos e ameaças correspondentes.

O mundo cristão está a sofrer uma invasão programada, a mais cruel já vista; pois é silenciosa, não nos é dado o direito de voz, nem alternativa, nem defesa, nem coisa alguma que não seja a de aceitar o dito programa de auto-extinção!

Quem sabendo isto não  deve preocupação grave?

Podia ser sobre outros tantos países, mas este vídeo é sobre a ocupação que está sendo feita em Espanha:



11/09/17

SANTANDER LEVOU CRIME AO BRASIL


O Grupo Santander organizou no Brasil uma exposição em homenagem à DIVERSIDADE, onde abundaram obras blasfemas, a inter-religiosidade, a pedofilia, transgénero, homossexualismo, zoofilia etc.. Esteve aberto ao público, inclusivamente a crianças.

"Há pouco tinha crianças olhando essa "arte" escarnecendo de Cristo", diz alguém; e outros dizem outras tantas coisas igualmente acertadas, como um ao ver o quadro da "Criança Viada" [criança gay]!

Disse o  próprio Prefeito da cidade de Porto Alegre, cidade onde ocorreu a chacina: "tinha imagens de zoofilia e pedofilia". Tinha, porque entretanto o Grupo Santander viu-se forçado a encerrar a criminosa ofensiva, por alguns dita "exposição".

Muitos dos conservadores brasileiros já se manifestaram cancelar suas contas bancárias, e pedem para que ninguém escolha este banco.

Santander .... volta para casa!

10/02/17

"PALOMO" - ANTI-ESPANHA

Palomo
Têm sido abundantemente difundidas nas redes sociais certos exemplos das novas tendências recebidas na formação dos novos designers de moda. Na vanguarda vai um tal Alejandro Gómez Palomo, filho traidor de Espanha, o qual ousou colocar o nome da pátria na sua marca: PALOMO SPAIN (ninguém me tira da ideia que este facto tem fundo ideológico). As imagens dizem tudo (vou escolher as menos ofensivas):
 
 
Ao mesmo tempo que nas redes sociais há manifestação de desagrado, na página oficial de Palerma, ena... Palomo, estas fotos ostentam uma esmagadora maioria de aprovações.
 
Já noutra ocasião publicámos a respeito do caso de "Conchit", o ganhador da Eurovisão para que estrategicamente estas agressões sejam permanentes na sociedade.
 
 
Nota-se bem que este tipo de fenómenos tem acolhimento previamente preparado, entra estrategicamente, e serve como ponta de lança para mais um golpe na Civilização. Estamos perante um dos muitos feitos anti-Europa, anti-Civilização (assim a doutrina católica, o pensamento católico, a moral, etc. como que não terão mais solo onde ficar plantados).
 
 
Em 2015, um estudante de Design Moda comentou que a moda tinha que ser feita pelos designers segundo as linhas novas de "orientação" (referia-se a ideologias de género etc.), os modelos do passado são bons para serem "interpretados" e "desconstruídos", e que estava a preparar um projecto estratégico com o qual pensava adquirir uma boa nota no mestrado (doutoramento?): uma linha neutra de roupa, de forma a diminuir visualmente as diferenças entre o corpo feminino e o corpo masculino.
 
Parolo.... Palomo com os dois pés no inferno

23/07/16

QUANDO PUBLICARAM LUTERO NA ESPANHA?


Nas minhas investigações, dei agora mesmo com um artigo publicado numa revolucionária revista portuguesa (ano de 1969):

"O conhecido escritor católico leigo, Miret Magdalena, escreve "Triunfo", de Madrid:
"Pela primeira vez, desde o séc. XVI, foram publicadas as obras de Martinho Lutero em Espanha...
A antologia das obras de Lutero, que é publicada num pequeno volume, abre com um prólogo meu, que desagradará, sem dúvida, aos ultraconservadores religiosos do nosso país.... [esta gente taxa sempre a ortodoxia de "ultraconservadorismo"] O que talvez muitos não sabiam é que não existe nenhum juízo oficial sobre Lutero ao qual um católico esteja necessariamente obrigado, segundo afirma o teólogo católico Karl Rahner, S. J. ...
Hoje, que tanto abominamos o triunfalismo religioso e que queremos reduzir as duas expressões à pobreza que existia no Evangelho, podemos inspirar-nos neste reformador religioso que nos previne contra todo o triunfalismo... A condenação mais expressa de Lutero que existiu foi feita pelo Papa Leão X na sua Bula Exsurge Domine, lançando um anátema sobre as 95 teses inconformistas de Lutero... No entanto o próprio Rahner diz expressamente que muitas das afirmações de Lutero condenadas nesta Bula foram superadas e aceites pela Igreja Católica... muitos católicos nunca compreenderam a maneira como nos foi explicada esta espécie de truque religioso, aparentemente pouco limpo (as indulgências)... Por isso se termos Lutero como serenidade e sentido crítico, percebemos a necessidade destes homens inconformistas, em qualquer momento da história humana, que nos obrigam a sair do nosso torpor e rotina religiosos.""

18/06/15

O PUNHAL DOS CORCUNDAS Nº 13 (II)

(continuação da I parte)


APPENDIX

Extrato de um projecto da Revolução, composto pelo Conde de Mirabeau, apanhado em casa de Madame Grai, por Le Grande seu doméstico, e vendido a Mr. Houle, Oficial no regimento de Dragões da Rainha, impressos depois com os outros escritos do mesmo género com o título Mistérios da Conspiração.

"Uma nação junta não se muda; só tem em vista o interesse comum para o estabelecer. Deve destruir toda a resistência: e atendei bem para isto. Nada pode ofender a justiça quando se trata do bem geral. Eis aqui o princípio. Trata-se agora de saber qual seja o caminho que é preciso tomar para chegar à restauração geral. É preciso destruir toda a ordem, suprimir todas as leis, anular o poder, e deixar o povo em anarquia. As leis que fizermos não terão logo todo o vigor, não o terão talvez depois; mas é preciso restituir a força ao povo: ele resistirá por sua liberdade, persuadido que a pode conservar. É preciso lisonjear seu amor próprio, e sua esperança, e prometer-lha a felicidade depois dos nossos trabalhos. É preciso iludir seus caprichos, e os sistemas que ele tem feito à sua vontade, porque o povo legislador é muito perigoso, só estabelece leis que coalisam com suas paixões. E como não haja mais que uma alavanca, que os legisladores movem à sua vontade, é preciso que nos sirvamos dele, fazendo-lhe odioso tudo o que quisermos destruir. É preciso semear a ilusão em todos os seus passos; comprar todas as penas mercenárias, que propagarão os nossos meios, e lhe farão ver que nós não atacamos mais que os seus inimigos.
O Clero, sendo o mais poderoso na opinião, não pode ser destruído, senão metendo-se a ridículo a Religião, tornados odiosos seus Ministros, e dando-os a conhecer como outros tantos monstros hipócritas; porque Mafoma, para estabelecer a sua Religião, começou por infamar o Paganismo, que os Árabes, os Sarmatas, e os Seytas professavam. É preciso que a todos os instantes os Libelos abram um novo caminho ao ódio contra o Clero: é preciso exagerar suas riquezas, tornar gerais os crimes, e os erros dos particulares, atribuir-lhe todos os vícios, a calúnia, o assassínio, a irreligião, e o sacrilégio. Nada de delicadeza, tudo é permitido nas Revoluções.
Venhamos à Nobreza. É preciso evitá-la, e dar-lhe uma origem odiosa. É preciso estabelecer um gérmen de igualdade, que não pode existir; mas que lisonjeará o povo.É preciso sacrificar os mais preocupados, incendiar, e destruir suas propriedades, para intimidar os outros. Senão pudermos destruir inteiramente a preocupação da Nobreza, no menos a enfraquecermos, e o povo vingará seu amor próprio, e seu ciume, com todos os excessos, que obrigam os Nobres a fazer o que nós quizermos.
Enquanto à Côrte, é preciso eclipsá-la aos olhos do povo, anulando todas as leis, que a protegem. O Duque de Orleães não omitirá causa alguma para dar explosão à sua vingança. É preciso degradar a Corte até tal ponto, e com tanto excesso, que em lugar de veneração, o povo não tenha mais que ódio, e aversão a seus Soberanos. É preciso que os considere como seus inimigos, e que esteja pronto a se vingar. É preciso lisonjear o soldado, levantá-lo contra a autoridade legítima, fazer-lhe odiosos seus Oficiais, e os Ministros: aumentar seu soldo, fazendo-o o homem da Nação, e não do Rei: enviar-lhe emissários, que o instruam nos nossos projectos, e fazê-lo patriota. E não vedes vós que sem isso nossos inimigos iludiriam todas as nossas vistas, todas as nossas combinações, todos os nossos meios, pela força das armas? Passemos aos Parlamentos.
É preciso representar ao povo sua venalidade, que recaiu sempre sobre o mesmo povo. É preciso mostrar-lhe os Magistrados como déspotas altivos, que vendem até os seus mesmos crimes. O povo ignorante e bruto só vê o mal, e não o bem das coisas. Não digo nada dos Financeiros. Será infinitamente fácil convencer o povo que tudo são abusos na administração da fazenda, e que só merecem indignação os que a ela presidem. Notai bem que o Rei, e os Grandes procurarão frustrar a nossa Revolução com guerras intestinas, ou com as Estrangeiras. É preciso pois para que isto tenha um completo êxito levar o espírito de independência a todos os povos circunvizinhos. Isto não será coisa muito difícultosa. O Espanhol é muito inflamável, e geme há muito tempo debaixo do jugo tirânico do Despotismo, e da Inquisição. Os Italianos são tão arrebatados como os Franceses, e depois que começou a lavrar entre eles o espírito Filosófico, desprezam a Tirania. O Alemão é mais difícil de se mover; porém sua escravidão o indigna contra seus déspotas. É preciso espalhar ouro em Alemanha. Todos os que se deixarem corromper, propagarão a insurreição. O Brabante se inflamará com o mais leve assopro. A Holanda é toda nossa. A Inglaterra nutrirá, e sustentará nossas desordens. Seu ódio natural contra os Franceses não lhe deixará tomar um partido generoso para defender nossos direitos, se neste partido não divisar seu próprio interesse. Quando o Gabinete de S. Jaime nos queira fazer guerra, opor-se-hão os Comuns, porque nós lhes diremos que o que pretendemos é destruir o Despotismo, e a Hidra feudal, e fazermô-nos livres, como eles são. A Prússia tem vistas, que poderão  prejudicar; este Reino não nos deve meter medo; não é uma Potência, que possa afrontar um grande povo ardente, e impetuoso como são os Franceses. É preciso aguerrir este povo. É preciso mais que tudo fixa-lo na defesa das fronteiras, e para isto cumpre nutrir e acender seu furor, alentar suas esperanças com a supressão dos impostos: intimar-lhe surdamente a matança, e extermínio dos inimigos da Revolução, como um dever útil ao Estado. Nós devemos exigir o juramento a todos aqueles, que se juntarem a nossos projectos, e formar diversas sociedades, que em suas sessões tratem o mesmo assunto, discordando (para disfarçar) de opinião.
Enfim importa admitir o povo nos estabelecimento, que devemos criar, concedendo-lhe a voz deliberativa nas Assembleias gerais; isto lhe dará um veículo de honra, que lhe fará andar a cabeça a roda. Mas é preciso não deixar às Cameras mais do que um poder limitado. Se lhes deixarmos muita força, seu Despotismo será muito perigoso. Lisonjeemos o povo com uma justiça gratuita; prometa-mos-lhe uma diminuição de impostos, e uma repartição mais igual. Estas vertigens o hão de fanatizar, e removerão toda a resistência.
Ah! Que importam as vítimas e seus números, as espoliações, as destruições, os incêndios, e todos os efeitos necessários de uma Revolução? nada nos deve ser sagrado!" (Tirado da Refutação dos Princípios Metafysicos, pág. 222).

Este Documento original e autêntico contêm em si todos os princípios de irreligião, e imoralidade: os Pedreiros Livres o pertenderão negar; mas o que eles praticaram na França, na Itália, em Espanha, e em Portugal, manifesta bem a sua autenticidade, e que este é o seu Cresto, ou Cartilha, por onde se governam, e querem deste modo arrancar de entre os homens a Religião, e os bons costumes, e precipitá-los no abismo de todos os males: são portanto os maiores inimigos do género humano. Só poderemos ser felizes pela Religião, e pelos bons costumes; e como esta infernal seita trabalha por destruir estes dois princípios, somente com o extermínio dela poderemos aspirar à nossa felicidade.

__________________________________________________________
LISBOA: NA IMPRESSÃO RÉGIA. 1823
Com licença da Real Comissão de Censura.

18/02/15

A CONTRA-MINA Nº 8: Os Maçons Financeiros (V)

(continuação da IV parte)

D. Miguel, o Tradicionalista.
Aqui têm os meus Leitores qual seja o destino do ouro e prata naquelas infelicíssimas Nações, onde chegam a dominar os Financeiros Mações. O dinheiro de Espanha veio comprar os Maçons Portugueses, para fazerem quanto antes a primeira Revolução moderna da Cidade já antiga, e bem conhecida por estas manhas. O de Portugal teve um semelhante destino; e se hoje estivesse recolhido no Erário de Lisboa, o que saiu deste Reino, a fim de suplantar o Colosso Anti-maçónico, ou se figura o Senhor D. MIGUEL I, teríamos agora com que pagar em dia a todas as Repartições Civis, Militares, e Literárias deste Reino.

Para último e cabal desengano de qual tem sido, e costuma ser aplicação de Finanças, governadas por Maçons, ou Jacobinos, basta dizer, que já circula na Polónia o dinheiro apanhado pelos Franceses em Argel; e o próprio, a quem se deveu a Conquista mais importante para a humanidade, e que fez o que não puderam fazer Carlos V, e Luís XIV, quero dizer o novo Cipião, ou Marechal Bourmont, vive desterrado da Pátria, que ele honrou, e acreditou em extremo: e quem sabe se ele carecerá até do mais necessário para a vida!!

E que depressa esqueceram os insurgentes Polacos a boa lição, que num dos arrabaldes de Varsóvia lhes deu o General Souwarow em 1794? Deu-lha em quatro horas, e sem lhe custar muito; e a casta dos Souwarows não findou na Rússia. A sua Ordem geral ao Exército era "Stupai i be" em Russo, que vem a dizer pouco mais ou menos em Português "Adiante, e a matar" que deve ser nas actuais circunstâncias o grito geral da Europa contra os rebeldes e ...... Ai que aí se levanta contra mim a venerável Seita dos Moderados [são os constitucionais, porque usam o argumento de que o Rei não tem poder limitado e assim poderem alterar a Monarquia no seu mais profundo] (tão daninha e prejudicial aos Reis, e à crença verdadeira, como a dos Maçons) e me lança em rosto que sendo eu Ministro de um Deus de paz, advogo a causa do chamado por ele o Carniceiro de Varsóvia, e não respiro se não morte, e carnagem..... Concedo totum, nem eu quero desfazer em palavras tão honrosas. Sei o que digo..... e ao querer a destruição total da Maçonaria, conformo-me com as preces da Santa igreja, que sendo como é a verdadeira Mestra da Caridade, assim mesmo pede mais de uma vez, durante o Sacrifício dos seus Altares, que a mão direita do Todo Poderoso humilhe, prostre, e aniquile a soberba dos hereges..... e que hereges há, ou tem havido, que mais danosos fossem para a Religião, e para o Estado, do que os Pedreiros Livres? Quanto eu tivesse a eloqu~encia, e a virtude de meu Pai S. Bernardo, não julgaria ofender, nem ainda levemente, a caridade, e até folgaria muito de prégar uma Cruzada contra as Luzes do Século, muito piores que a barbaridade Maometana, ou contra os Pedreiros Livres, em comparação dos quais a Soldadesca de Omar, ou do Saladino, ou de Maomé II, era uma boa gente.

Colégio do Espírito Santo em Coimbra
9 de Maneiro de 1831

Fr. Fortunato de S. Boaventura.

04/11/13

"DEFEZA DE PORTUGAL" (1831) - Que Revolução Queriam Em Portugal (III b)

(continuação da parte a)

Luís XVII, de França
Todos sabem, ou dizem que sabem o que queriam os revolucionários, ou pedreiros de Portugal no ano de 1817. Mas eu não sei; o que sei é que os justiçados o foram justamente por tramarem contra o Trono, e contra o Estado. Mas como queriam eles dispor o Trono, e de Portugal? A quem queriam eles cometer, e cometiam à sobra da soberania? Não sei; perguntei, indaguei, e li o que se imprimiu, e o que se deixou de imprimir a este respeito; e só deu grande luz a estas minhas ideias aquela célebre resposta do Marechal Beresford ao Secretário do Governo de Portugal de que não respondia pela tranquilidade do Exército para prender mações, porque entre eles se achavam os mais distintos oficiais, que haviam combatido com a maior coragem pela salvação de Portugal na Guerra Peninsular. Nestas palavras pouco mais, ou menos foi concebida aquela resposta, que se imprimiu num desses folhetos do dia, que eu leio quando não tenho de que me entreter, e depois de lidos lhes dou o destino, que no meu conceito se merecem a maior parte desses opúsculos, em que a verdade aparece sufocada pelas paixões, e pelo rebuço. Todavia incerto me deixa esta resposta de se o Marechal fez aquela imputação à oficialidade do Exército português para salvar uns poucos de conscriptos nas lojas maçónicas inglesas, ou se na verdade eram muitos os oficiais maçons. Se atendo ao que o Exército praticou no ano de 1820, esta segunda explicação parece mais certa; se olho ao movimento de conversão, que fez no ano de 1823, e a todos os que pratica debaixo do comando do Augusto Soberano, que felizmente rege, a primeira interpretação é mais suave. Para entender porém que era o que pretendiam os pedreiros em Portugal no ano de 1817, poderá servir a explicação, que os mesmos pedreiros deram a esse movimento subversivo, tumultuoso, revolucionário, e desorganizado de 1820, se eles seguiram o mesmo plano de 1817. Ao menos uma grande parte deles aplaudiu por mártires da pátria os justiçados conspiradores do ano de 1817, e assim mesmo foram apregoados desde um púlpito por um orador que devera ser cristão; mas a cadeira do Evangelho tem disto muitas vezes ocupada por pedreiros, e assim é como a impiedade tem sido santificada na presença dos fiéis, que de antes não estavam acostumados a ouvir senão - adoração a Deus - obediência ao Rei - submissão às autoridade, que administram em nome do Rei. Mas os meus leitores não gostarão de tantas digressões: querem ver tudo de um só golpe de vista, não sendo possível na verdade abranger todas as maliciosas manobras do maçonismo, sem que sejam seguidas de perto gradualmente, vendo-as na sua complicada, e embrulhada ramificação: porém eu lhes faço a vontade, e passo em silêncio, ou como gato por brasa na notícia, que acaba de dar-me um jornaleiro da minha aldeia, de que a Inglaterra, e a França fizeram entre si aliança ofensiva, e defensiva contra a Rússia. Homem, lhe disse eu, quem lhe deu essa notícias? Foi, me respondeu ele, um caixeiro do Porto, vendendo-me um pouco de linha, que eu lhe comprei para a minha Maria fiar. Então lhe repliquei eu: "pois fie a sua Maria, e trabalhe vossa mercê com a sua enxada, e não lhe lembre a Inglaterra, nem a França, nem a Rússia, que esses homens de lá não se lembram dos de cá senão para tirar-lhes o dinheiro, ou trocar o seu linho, as suas chitas, e os seus panos pelos vinténs, que ganha a sua Maria fiando, e vossa mercê trabalhando: a Inglaterra, e a França tão depressa se fazem amigas, como inimigas: logo que a Inglaterra lhe não fizer contra essa amizade, troca-a imediatamente por pólvora, e bala. Mas vejam os meus leitores a mania dos caixeiros do Porto em procurar saber essas notícias, e em passá-las para os campos, tendo por este meio em inquietação a lavoura, e os lavradores. Na aplicação de cada um às suas ocupações, e aos mestres da sua vida, deixando os negócios políticos ao cuidado do Governo, consiste uma parte da Defeza de Portugal. Basta.

Pois os pedreiros de Portugal no ano de 1820, que esta era a matéria que eu tinha entre mãos, disseram no seu alarmante, e encantador grito de 24 de Agosto dado no Campo de Sto. Ovídio no Porto, e repetido sucessivamente por todo o Portugal, que pretendiam que o Senhor Rei D. João VI regressassem do Brasil, e se fixasse em Lisboa, Metrópole de todos os domínios portugueses, e que aí jurasse guardar, e que agradasse aos povos a suas regalias, foros, e privilégios, para ele também ser jurado, e reconhecido Rei de Portugal; e por quando ainda o não havia feito, para remediar tão grandes mada maioria do povo português, ou a amizade é uma quimera.

Como quer que isso seja, os pedreiros de Portugal no ano de 1820, e 1821, fizeram o que quiseram, ou o que puderam: insultaram o Rei, zombaram da nação, e dispuseram dos seus cabedais, como se fossem só deles. Disseram então que haviam mandado um milhão de cruzados aos pedreiros da França para sublevarem os povos daquele reino contra Luís XVIII. - Este boato não careceu de fundamento, porque lá se veio o General Briton insurgir-se contra o Governo de Luís XVIII; e na verdade não sei com que pretexto, porque tolerância civil, e religiosa, e constituição lá havia, e bem liberal; devia ser para acabar com Luís XVIII, assim como acabaram com Luís XVI, e agora com Carlos X. O certo é que em França começou o extermínio dos Bourbons; e na Itália, Espanha, e Portugal devia consumar-se esta inaudíta, cruel, e horrorosa empresa do maçonismo. Mas eu não lancei mão da pena senão para a Defeza de Portugal, e esta consiste na firmíssima adesão aos Bourbons [questionável], sem intrometer-se, no que vai nos outros países, onde as causas vão, e vêm, e andam em perpétuo movimento, em quanto Deus não dá descanso e paz ao mundo.

Devo pois dizer o como os pedreiros de Portugal desempenharam a sua palavra de convocar Côrtes; mas eles não guardam palavra; e assim mostrarei que eles não queriam Rei, nem Côrtes, que é uma premissa para dela tirar a consequência de que não é possível saber-se o que os pedreiros pretendem; não pelas suas palavras, porque as não guardam, não pelas suas obras, porque se desmentem: repito, sempre estúpidos, sempres velhacos, eles carecem de pau para serem ensinados, e para serem corrigidos. Eu entrego o pau aos povos para defenderem a Portugal de pedreiros, e aparo a pena para a defesa dos povos, instruindo-os, e convencendo-osde que os pedreiros só tratam de se enriquecer à custa dos mesmo povos, o que hei-de demonstrar no número seguinte.

Rebordosa 21 de Agosto de 1831.

Alvito Buela Pereira de Miranda.

"DEFEZA DE PORTUGAL" (1831) - Que Revolução Queriam Para Portugal (III a)

"DEFEZA DE PORTUGAL"

Nº 3

Qual era a Revolução, que os pedreiros de Portugal queriam em Portugal com ocasião da chegada da Esquadra francesa ao Tejo?

Parecerá a todos desnecessária esta pergunta, e que sobe ela se forme um artigo em separado; pois que se entende commumente que os pedreiros querem sempre constituição, e depois República. Mas eu não posso conformar-me a esta opinião geral; tanto assim, que me parece impossível saber, o que os pedreiros querem, pois que nem eles mesmos o sabem. Todas as revoluções têm um termo, no qual, logo que a ele chegam, param, descansam, e mais não andam; porém das revoluções pedreirais, ou infernais ainda alguém não viu o termo, cessação ou descanso; ela abrangem na sua maldade o infinito intensiva, e extensivamente. Quem pode dizer, o que quer um bando, um doido, um frenético,um furioso? Ninguém: pergunte-se ao mesmo bêbado, ao mesmo doido, frenético, e furioso o que ele quer? Ele não sabe responder; mas suponha-se que responde; conceda-se-lhe isso que ele quer: pois logo quer outra coisa, e assim se vai enfurecendo, e crescendo na sua bebedice, ou frenesim, querendo sempre, e não se contendo jamais. Eis o que é um pedreiro: um bêbado, um doido, um frenético, um furioso; insaciável sempre em ambição, e em maldade, nunca farto de riquezas, e de prazeres, sedento sempre de sangue, de discórdias, e de guerra, ele se aniquilasse o universo inteiro, parecer-lhe-ia um pequeno almoço à sua voracidade; se mesmo pudesse engolir o Céu, ainda não ficaria satisfeito. Não se pense que avanço muito. Venhamos às provas. Que desejavam os pedreiros da França no reinado de Luís XVI? Constituição; tiveram-na; pois não se contentaram; degolaram o monarca mais indulgente. Que pretenderam depois da sua morte? Entronizar o Duque de Orleães: mataram-no eles mesmos quando o queriam exaltar. E depois? Quiseram República: tiveram-na, e entregaram-na depois a um soldado, para a governar,com o título de Imperador. E contentaram-se eles com o seu sócio e irmão Napoleão? Também não: toda a Europa presenciou que os mesmos pedreiros concorreram também para o seu extermínio. Fiquem-se porém os pedreiros franceses abismados no caos das suas infinitas, medonhas, e espantosas Revoluções, enquanto o Supremo Conservador dos Impérios, e dos povos não manda para essa perpétua roda do ateísmo, e das desgraças, onde se acha o moto contínuo da perversidade, e da destruição. Nem se pense que esta inconstância, e insaciabilidade de desejos é filha da volubilidade, e daquele fogo da fantasia, em que abundam sempre os franceses. Os espanhóis que passaram sempre por sóbrios, sensatos, e pausados, aqueles que adoptaram o maçonismo, ou o comunerismo, mostraram ser tão volúveis, precipitados, inconstantes, e furiosos como os pedreiros de França. Eu não falarei agora dessa constituição de Cádis do ano de 1812, em que os pedreiros da Espanha fizeram uma figura mais triste, e mais ridícula, que D. Quixote de la Mancha; eles se pareceram a esses dançarinos de corda, que, sendo os homens mais desprezíveis da Espanha, excitam por toda a parte pelos seus brincos, pulos, e saltos mais risadas, que os macacos com as suas macaquices, e assobios; a mesma linguagem, a mesma cara, o mesmo corpo, os mesmos trejeitos apareciam nesses espanhóis loucos, e espiritados. Falo sim desses constitucionais de 1820, feitos, apurados, escolhidos, e recrutados da multiforme massa de 1812. Que pretendiam eles? Que o Rei da Espanha jurasse observar, e observasse as leis, que eles lhe dessem: assim o jurou, e observou à vontade deles, como eles quiseram, determinaram, mandaram, e forçaram. Falaram pois os pedreiros da Espanha, que por falar estavam eles mortos, galraram, palavrearam, papaguearam,escreveram, copiaram,fizeram finalmente tudo o que quiseram: cevaram-se nas rendas eclesiásticas, fizeram das suas casas covis de ladrões, quartéis de soldados civis, e casas de prostituição para as meretrizes; puseram os monges,e os sacerdotes a pedir esmolas de porta em porta, e a muitos até lhes tiraram os sacos para não reservarem para o dia seguinte, e a outros mataram nos montes quando pela sua decrepitude não podiam caminhar! E depois de tudo isto, que tudo isto assim escrito é infinitamente menos do que eles praticaram, como se tudo fosse nada, depois que vinham de fuzilar um Bispo, ou de degradá-los a todos; ou de queimar uma cidade, ou de arrasar algumas centenas de povoações, (já se entende) com as suas igrejas, voltavam em triunfo, e em triunfo entravam nas vilas, e cidades. Aí os Riegos, os Queirogas, os Minas, e outros desta libré eram esperados pelas muchachas com as suas grinaldas, e capelas; escolhia-se de entre elas em cada povo a mais formosa, e mais bem ataviada; conduziam-na aos Paços Constitucionais acompanhada de outras do seu sexo; e aí depois de dar a muchachada o "Viva la Diosa de la Constitución" pegavadela o General exterminador, e os seus oficiais, e cívicos rapinantes, e no público acto da prostituição se lhes dizia "esta es niñas la Libertad, y la Religión". Causam horror estas cenas, e não parece possível que as praticassem os espanhóis; porém as coisas assim passavam: eram pedreiros os seus autores, e são os mesmos por toda a parte. Não parece acreditável que um titular espanhol, ainda que pedreiro, descesse à baixeza de acompanhar publicamente a uma carniceira, dar-lhe o seu braço, levá-la consigo na carruagem, dar-lhe os ditos vivas da Deusa Constituição, e gritar "Pueblos! esta es la Igualdad". Passou isso na Thioxa numa povoação chamada Casa la Reina. mas eu logo destas baboseiras, porquices, e vilezas, que enjoam, canção, e mortificam, por serem sumamente repartidas com vilipêndio da sociedade: (Estas já não são quichotadas, são pansadas, que deviam confundir de vergonha os seus autores, se um pedreiro é capaz de envergonhar-se) e pergunto: contentaram-se com isso os pedreiros de Espanha? Não. Eles pretenderam matar o seu rei, decretaram o extermínio de todos os Bourbons, provocaram a guerra a todas as potências da Europa; e os que afectavam de mais cristãos fanfarronavam dizendo "Hasta el mismo Dios habremos de hacer constitucional". Pobres farrapões! Eles andam agora com uma manta rota às costas comendo o pão da mendiguez, da escravidão, e da ignomínia, mas sempre teimosos em arrotar liberdade, e igualdade. Porém o certo é que ainda se não sabe o que pretendem esses reformadores do mundo, a não ser acabar com o mundo. Mas em quanto os soberanos da Europa não desalojam dos seus países essa raça vil do bicho homem, e a não encerram na casa dos Orates, delivre embora, que os seus delírios serviriam de entretenimento se não empestassem aos que os escutam.

Se não pode saber-se, o que pretendem os pedreiros da França, e da Espanha, pois que nem eles mesmos o sabem, nem jamais o souberam, nem saberão, com muita mais razão devo dizer que é impossível saber-se, o que pretendiam em Portugal os pedreiros de Portugal, que são a escória, e a ralé de todos os pedreiros do mundo, com ocasião da chegada da Esquadra francesa ao Tejo. Acabo de dizer que os pedreiros de Portugal são a escória, e a ralé dos pedreiros de todo o mundo, e disse pouco: eles são os mais sórdidos, os mais petulantes, os mais ignorantes, os mais estúpidos, os mais loucos, os mais desprezíveis, os mais infames, os mais ridículos, (seria nunca acabar) os mais bestas, porém os mais pérfidos, os mais brejeiros, e os mais atrevidos. Chamar-lhes mariolas de pau e corda, jumentos de carga, animais imundos, latrinas públicas, isto é pouco: eu não sei expressar-me: eles são o sumo do desprezo. Eles me deram as provas, e as deram a todo o Portugal, de que não podem ser tratados com outra consideração, que a com que é tratado um burro velho, podre, e chagado - enterrá-lo vivo onde não cheire mal. Estas mesmas provas concluem também a impossibilidade de se saber o que eles pretendem. Eu vou examiná-las com mais ou menos detenção, segundo entender que convém à Defeza de Portugal; pois que a sua melhor, e acaso inteira defesa consiste em que o povo português conheça os pedreiros; porque, logo que os conheça, não fica um pedreiro para uma mezinha. Vou pois a isto,ainda que este exame deve ocupar longas páginas; mas contem os meus leitores que lhes não falto com o que lhes prometi a respeito da origem, formação, e progresso do maçonismo, impugnando sucessivamente todas as suas doutrinas.

(a continuar)

TEXTOS ANTERIORES