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23/11/13

DECLARAÇÃO ASCENDENS - DO Pe. PAULO AZEVEDO

O simpático Pe. Paulo Azevedo, de batina.
Depois de ter examinado com atenção algum do material disponível online, declaro como católico, com toda a certeza e fundamentado na Tradição da Santa Igreja, no seu Magistério Ordinário e Extraordinário, que o Pe. Paulo Azevedo (Diocese de Mato Grosso - Brasil) induz em erro aos católicos, sobretudo àqueles que têm alguma inclinação mais conservadora. Se assim creio sem dúvida alguma, assim o devo comunicar aos leitores para que se preservem a tempo.

A suposta ortodoxia do Pe. Azevedo, padre muito simpático e com qualidades humanas incontestáveis, não passa da aparência resultante da tentativa de conciliar a Tradição da Santa Igreja com os erros "conciliares" e "pós-conciliares", de forma a diluir a contradição real e transformá-la numa continuidade. Por isto, é urgente alertar alguns dos nossos leitores menos doutrinados. O blogue ASCENDENS repudia grande parte das matérias publicadas pelo Pe. Paulo Azeved que se torna mais perigosa pela postura aparentemente ortodoxa deste Padre.

Estamos perante aquilo que tenho vindo a chamar de "modernismo conservador".

Eis um dos muitos vídeos do Pe. Paulo Azevedo:

03/04/12

"CHIESA VIVA" - TOLICE SATÂNICA?

Há católicos muito prudentes que se manifestam contra textos cheio de verdades e onde haja um erro ou ambiguidade perigosa, ... e muito bem. Contudo, há quem trague qualquer artigo com muitos erros e poucas verdades, e nisso encontre alimento para seus maus afectos. Muito se confunde hoje maus afectos com amor à verdade.

A Chiesa Viva é um antro de confusão, de calúnia, de escuridão. Difundiu agora um artigo sobre uma  mitra,  a qual denomina "mitra satânica". E difundem-no também alguns leitores, acrescentando-lhe o argumento de autoridade: tal mitra fora minuciosamente estudada por um muito entendido no assunto. Ena...!
Pastor, ovelha, cajado, flauta. Esta é a
figura central da mitra.

Vendo que alguns andam já arrastados por esse horrível artigo, quero mostrar-lhes os falsos argumentos da tese da "mitra satânica".

Em primeiro lugar, há que olhar o artigo (a versão em espanhol é a mais próxima), com prudência e espírito crítico. Portanto, se o leitor ainda não o leu prudentemente, queira fazer a si o favor.

A mitra em causa foi feita para a "coroação" de Bento XVI, depois foi usada por Sua Santidade na famigerada Igreja da Sagrada Família em Barcelona, e agora apareceu também no dia de Ramos.

O artigo da Chiesa Viva mostra-nos muitas imagens nítidas, menos a da mitra. Chega a parecer que o autor, na sua investigação, ou se serviu de fotos pouco nítidas, ou de fotografias nítidas que não quis revelar no trabalho que nos apresenta (estranho seria), ou teve a possibilidade de contemplar a dita mitra de perto e com tempo (e não teria tido oportunidade de fazer registo fotográfico). Enfim... o que sabemos é o evidente: por algum motivo não há no artigo da Chiesa Viva fotos nítidas da mitra  "minuciosamente estudada".

Diz o autor que o painel central da mitra tem um Pã. Mas, ao olharmos para a mitra, vemos um pastor tocando flauta, com seu cajado, guardando uma ovelha, coberto com suas roupas. É certo que o pastor toca um tipo de flauta chamada comummente "flauta de Pã", tal como muitos pastores até os nossos dias o têm feito - flauta tão típica do folclore. Ao olharmos para as pernas do pastor não vemos nelas patas de bode, e nem  na cabeça há chifres ou orelhas de bode como num desnudado Pã!

Quando aqui na serra mais próxima vejo um pastor tocando uma destas flautas, transportando o seu cajado de pastor, guardando suas ovelhas junto a ele, vestido como humano (portanto, como um pastor), não penso nem digo que vi um Pã! Digo e penso que vi um pasto!... Óbvio! Se no painel central da mitra há uma personagem com pés humanos, cabeça humana, que guarda ovelhas, se veste humanamente, porque é que alguns querem dizer que é um Pã!? ... Não importa... É um pastor!

Pã, Silvo, Fauno...
Há a possibilidade do autor do "minucioso estudo" não ter visto de perto a mitra em questão, e ter-se baseado na foto pouco definida que mostra no artigo. A má visibilidade foi agravada de estranha imaginação deixada à solta por estranha vontade!

Uma outra "visão" deste autor é  a do "caduceu de Hermes". Diz o autor que o desenho central na parte superior da mitra contem um caduceu de Hermes. Mas quem lá encontrará o caduceu se a imagem for mais nítida!?...

Não há fotografias bem definidas da mitra na internet, o que dificulta a averiguação e sério estudo. Felizmente, depois de algumas buscas, encontrei uma fotografia bastante mais nítida que a usada pela Chiesa Viva.

Depois de submetida a um tratamento digital, a fotografia da mitra está pronta aqui para a nossa observação atenta (clicar em alguma das imagem para ampliar):


Dizem pela Chiesa Viva que ao centro da mitra sobre a árvore há um caduceu de Hermes. Não... a imagem agora nítida não nos permite ver ali caduceus de Hermes, mas sim o prolongamento ornamental da árvore sobre o pastor. Este prolongamento é feito numa das disposições mais conhecidas na decoração arquitectónica: ramas encadeadas, dispostas em caracol. O artista criou um encadeamento vegetal de voltas e contra-voltas. Deitada, simetricamente, dos dois lados, está uma metade da mesma decoração (na base) ladeando o pastor.

Outros encadeamentos decorativos:

Vaticano
Retábulo - Portugal

 O Caduceu de Hermes não tem ramagem em caracol, mas sim serpentes simetricamente cruzadas:

Caduceu de Hermes
Portanto, o articulista não viu de perto, não tinha fotografia nítida, ou enganou-nos porque desenvolveu um conjunto de conclusões que só podem ser aceites por quem não tiver a imagem nítida da mitra! Certamente muitos leitores aderiram à orientação do artigo pela lógica, contudo sem se darem conta de que as premissas recolhidas pelo autor não são reais! Lógica há, mas as premissas não são reais, portanto.

De bem, em tal artigo, sobra a contagem do número de pérolas na mitra (e talvez mais alguma coisinha). Sim, o autor contou bem as pérolas! (Posteriormente à redacção do nosso artigo ASCENDENS notei que o número de pérolas ao centro da mitra pode estar mal contado - a árvore que abriga o pastor parece ter também uma ou duas pequenas pérolas...)

Concha de 13 gomos
Capela mor
Basílica de S. Pedro
Roma
O autor fica com fama de "má vista" (os dados que recolheu são equivocados). O autor fica com fama de imaginativo (viu gigantes, onde há moinhos). Até os números certos que recolheu sofreram depois um tratamento imaginativo onde falta o necessário apoio no real... Posto isto, não há necessidade de entrarmos nas fórmulas matemáticas apresentadas pelo autor...

Diz o famigerado artigo que as conchas têm o número 11 associado, por ser esse o número de divisões (em gomos) em cada uma delas. Ora, estas conchas de adorno, ao longo dos séculos, costumam ter um "gomo" central ao qual se agrupam, de ambos os lados, simetricamente, os restantes gomos. Pelo que havemos de achar que o total de gomos seja de número ímpar. Se o número fosse 9, o autor iria buscar o significado maléfico do 9 (que o tem), ou o do 7 (que o tem), ou até mesmo o do 13 (que o tem - embora o autor certamente desconheça que este tipo de concha de 13 gomos pode significar a Igreja (ver imagem). Pior ainda, se fossem 21 gomos... etc.

Portanto, o autor está no significado dos número... mas rápido mudará...

A primeira referência que o autor faz ao número 18, dizendo tratar-se do grau 18 da maçonaria carece de lógica... Porque ao "11" aplicou um método interpretativo, e agora ao "18", que faz corresponder a um grau da maçnaria, já abandona o método interpretativo aplicado ao "11"!? ... pois claro...

Quando o número não se ajusta ao desejado... muda de método!

Concha de 11 gomos
(da mitra de Bento XVI)
Muito haveria que dizer... Olhemos agora as imagens do imaginado "deus Pã" e do imaginado "caduceu de Hermes"!

Pastor
Ramada ornamental encadeada (muito comum).

Na mitra, o único elemento do catolicismo é o pastor e o resto são simples ornamentos de natureza vegetal. Mas uma má foto e a má vontade, construiram uma teoria satânica.

(Análise de outra mitra, aqui)

29/03/12

HÁ QUE PURIFICAR A HISPANIDAD

Há "hispanidad" e "hisspanolatria" (este é o nome que um amigo argentino usa para designar aqueles adeptos que rebaixam a hispanidad ao nível de certos erros exaltados e equivocadamente patrióticos). Muitos sem culpa e outros com culpa, os adeptos da hispanidad transmite o que lhes ensinam. Há destes alguns que até chegam a Cardeais:

"A América é a obra da Espanha. Esta obra de Espanha é essencialmente de catolicismo. Logo há relação de igualdade entre hispanidad e catolicismo, e é loucura qualquer tentativa de hispanização que o repudie [ao catolicismo]... A história da nossa velha hispanidad é essencialmente católica, e nem hoje nem nunca poderá fazer-se verdadeira hispanidad de costas para o catolicismo." (Card. Gomá, a 12 de Outubro de 1934)

Card. Gomá

Todo o raciocínio do Card. Comá está certo... contudo assenta sobre premissas nada verosímeis ao dizer que a América é obra da Espanha (é um erro tão óbvio que não me parece que haja leitor com dificuldade em entender). Por outro lado, é certo que a hispanidad tem de estar sujeita ao catolicismo, ou seja, ela tem de ser regulada pelo pensamento católico, e Doutrina como sua grande Lei. É por isso que o Card. Gomá diz "... é loucura a tentativa de hispanização que o repudie [ao catolicismo]". É por isso que todos devemos dizer que, não sendo verdade que a América seja obra da Espanha, os adeptos da hispanidad (sobretudo os seus guias) devem por obrigação moral retirar este equívoco em vez de o propagarem cada vez mais.


Já vi e ouvi muito defensor da hispanidad sussurrando, declarando, cantando, gritando, e explodindo que a América central e do sul é a América Hispânica no sentido de "América Espanhola". Legitimando a usurpação que Isabel de Castela fez do nome de todo o território da Península Ibérica (Hispania, Hespanhas...etc.), atribuem erradamente ao nome "Hispânica" o significado de "espanhola" (de Espanha, nação, e não de Espanhas ou Hispania no sentido de toda a península). Esta gente cai no mesmo erro usurpador da própria rainha a qual elevam incrivelmente como santa e mãe de quase todas as maravilhas... (sobre isto já ouvi puro fanatismo que levaria à repugnância a qualquer desavisado).


Ouvi dizer a um desses inflamados da hispanidad inverosímil, e era um sacerdote, que os Jesuítas são uma obra espanhola (tentando justificar que, tendo o Brasil sofrido uma parte significativa da Evangelização por mão jesuíta, seria o Brasil praticamente castelhano...eles bem tentam...). Este muito instruído sacerdote espanhol não sabia qual tinha sido o primeiro Rei a promover o Jesuítas e a possibilitar o seu grande desenvolvimento, pois a hispanidad afinal tem ocultado todos os "inconvenientes" na instrução que dá, não fosse tal Rei português.


Apoio a ideia de hispanidad e até um determinado programa seu. Contudo, como católico, faço saber que é de MORAL que tal hispanidad não pode dizer-se católica ao mesmo tempo que não exclui de si aqueles erros que a estragam e só têm servido o vão orgulho de adeptos mais eufóricos. Tais erros não podem ser vistos como "dogmas da hispanidad" por serem uma contradição com os fundamentos católicos, e que foram referidos pelo Cardeal Gomá... há que excluir-los.

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