Em 2016 Portugal está a comemorar os 300 anos da grande embaixada que fez a Roma ao Papa Clemente XI.
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07/12/16
EXPOSIÇÃO 300 ANOS - GRANDE EMBAIXADA DE PORTUGAL A ROMA
Em 2016 Portugal está a comemorar os 300 anos da grande embaixada que fez a Roma ao Papa Clemente XI.
10/05/15
MEMÓRIAS PARA A VIDA DA BEATA MAFALDA (I)
MEMÓRIAS PARA A VIDA DA BEATA MAFALDA
de Fr. Fortunato de S. Boaventura
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| As três irmãs Beatas, filhas de D. Sancho I de Portugal: Teresa, Sancha e Mafalda. |
Capítulo I
DOS PAIS, NASCIMENTO E PÁTRIA DA RAINHA D. MAFALDA
Muito acima do que permitem os meus débeis talentos se eleva hoje a minha pena, ousando escrever as acções memoriáveis da Rainha D. Mafalda. Elas são tantas em número, e cada uma de tal merecimento, que os meus trabalhos hão-de ser antes uma tosca e desengraçada relação, que fatiga os Leitores sem contribuir para o seu gosto e utilidade, do que uma história bem pensada, a qual discutindo a razão dos factos sobre unir ao preço do historiador o preço, ainda mais estimável, do bom siso e da reflexão.
Não obstando, porém, a falta do engenho, discrição, ciência dos factos e outras qualidades, que formam o historiador, a força de um preceito, a que não soube resistir, me faz lançar mãos desta obra com empenho e ardor; e confiado na protecção e assistência do Senhor, que para as obras mais importantes escolhe muitas vezes os mais débeis instrumentos, começo a falar dos pais da Rainha D. Mafalda, segundo a promessa que fiz à testa do presente capítulo.
O venerável D. Afonso Henriques, fundador da Monarquia portuguesa, depois de rechaçadas por tantas vezes e com tanta glória as forças da Mauritânia, havia segurado a posse deste Reino, quando escolheu para esposa de seu filho D. Sancho a Rainha D. Dulce, filha de Raimundo Berenguer, Conde de Barcelona, e de Petronila, Rainha herdeira de Aragão, a quem seu Pai Ramiro, o Monge, tinha deixado a Coroa e as fortunas do século para continuar as profissão do Instituto Beneditino, que nos seus primeiros anos abraçara.
Esta união foi a mais ditosa, e de quantas figuram na nossa história foi também a mais fecunda em prodígios de santidade, pois dela nasceram o imediato sucessor da Coroa (D. Afonso II, Rei de Portugal), dois Soberanos (D. Pedro Conde de Urgel e Soberano de Malhorca, e D. Fernando Conde de Flandres), uma Esposa (D. Berenguela) de Valdemaro II Rei de Dinamarca, além de outros (D. Henrique e D. Raimundo) que na idade tenra foram chamados para uma Coroa de eterna duração, a mesma que as Rainhas suas irmãs D. Teresa, D. Sancha (D. Teresa foi Rainha de Leão, mas, obrigada a separar-se de Afonso IX, seu esposo, recolheu-se no célebre Mosteiro de Lorvão, onde plantou a Reforma cisterciense, e morreu em cheiro de santidade - assim ela, como sua irmão a Rainha D. Sancha, que fundou e governou o Mosteiro de Celas da mesma Reforma, foram beatificadas pelo S. padre Clemente XI), D. Branca preferiram às deste mundo, e nesta sucessão ocupa um lugar bem distinto a Rainha D. Mafalda, de quem vou tratando.
Sobre a ordem do seu nascimento variam muito as opiniões dos historiadores. um deles, que dos nacionais é o mais antigo que pode consultar-se (D. Pedro Conde de Barcelos, filho do Rei Dinis no seu Nobiliário de Portugal, que suplementou o cronista-mor João Baptista Lavanha, e foi publicado em Roma no ano de 1640, a pág. 30), nomeia a Rainha D. Mafalda antes de nomear as Rainhas B. Teresa e B. Sancha; não falando porém na discrepância, que se observa entre os nossos historiadores, eu sigo que das três beatificadas Rainhas D. Mafalda foi a última na ordem do nascimento. Moveram-me a abraçar esta opinião não só as disposições testamentárias do Rei D. Sancho I, onde se nomeia D. Mafalda depois de se nomearem as Rainhas D. Teresa e D. Sancha, mas também algumas doações (doação que ElRei D. Sancho e a Rainha D. Dulce fizeram do lugar de Ota ao Mosteiro de Alcobaça, lavrada em Março de 1189, na qual aparecem as duas Rainhas D. Teresa e D. Sancha, mas não aparece a Rainha D. Mafalda, o que faz ver que fez o mesmo Rei a Guterre Anes de quatro casais na Anadia, em Abril de 1209, e nesta figura em último lugar a Rainha D. Mafalda, o que faz ver que era mais nova de suas irmãs. Uma e outra doação vêm apontadas a pág. 170 e seg. do 4º tomo da História Genealógica de Portugal, que escreve D. António Aetano de Sousa) que nos restam daquele tempo, as quais afiançam uma verdade já defendida pelo sábio cronista Fr. António Brandão.
É mais dificultoso assinar o tempo e o lugar do seu nascimento; e, havendo nestes pontos a maior obscuridade, não ouso apontar com certeza uma e outra circunstância. Não pensava deste modo um particular historiador (José Pereira Baião na obra que intitulou Portugal Glorioso e Ilustrado, etc., e que saiu em Lisboa, no ano de 1727) da sua vida, o qual marca o nascimento em 1195, especificando além disto o dia 13 de Maio, que foi na sua opinião o mesmo em que ela nasceu e ultimamente lhe dá por berço a famosa e antiga cidade de Coimbra, que era naqueles tempos a Côrte dos Soberanos portugueses. Nesta parte, em que a opinião é mais bem fundada, não passa todavia de simples ainda que plausível conjectura, e seja muito embora provável que a Rainha D. Mafalda nascesse em Coimbra, certeza porém deste facto nem a descobri, nem a pude alcançar, mormente quando é notório que o Rei D. Sancho I e sua esposa e Rainha D. Dulce saíram da capital e viajaram por muitas partes do Reino.
No que respeita à circunstância do tempo, não vi até agora nem historiador, nem documento, donde se pudesse alcançar tamanha clareza; vendo porém, que a Rainha D. Mafalda ainda não figura numa doação lavrada em 20 de Fevereiro de 1195, quando ela já figura noutra doação feita no mês de Junho de 1196, posso concluir sem violência, ou temeridade, que a Rainha D. Mafalda nasceu no intervalo de tempo, que se conta desde 20 de Fevereiro de 1195 até Junho de 1196; e desta sorte nem absolutamente roubei à cidade de Coimbra uma das suas mais belas prerrogativas, nem à Rainha D. Mafalda o incidente de haver nascido no mesmo dia em que o taumaturgo português Santo António ilustrou a cidade de Lisboa com o seu nascimento.
(continuação, II parte)
(continuação, II parte)
19/06/14
O COCHE DO PAPA CLEMENTE
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| Clemente XI |
Conhecido por "côche do Papa Clemente": é côche que em 1715 foi oferecido a D. João V pelo Papa Clemente XI. Esta oferta foi feita quando o papa enviou ao Rei de Portugal as "faixas bentas" para o Príncipe.
Sobre a viatura diz o Museu Nacional dos Côches:
"É do tipo chamado "romano" sem portinholas, sendo estas substituídas por largo estribo com pendor de veludo.
A caixa, de forma octogonal, toda envidraçada, tem a cimalha sustentada por doze pilastras decoradas com meninos, máscaras e outras figuras. Aos cantos, volutas, mísulas e outras decorações em obra de talha e quatro figuras de vulto representando a Europa, a Ásia, a África e a América. Nos apainelados da caixa, as pinturas sôbre ouro são azul em dois tons, e representa assuntos muito lógicos e, entre estes, nos alçados principais, Apolo no seu carro e Anfitrite.
O jogo e rodado têm obra de talha do mesmo estilo. No cabeçal do alçado traseiro, quatro cariátides ladeiam uma figura de anjo que simboliza a Caridade. No alçado dianteiro uma concha é arrastada por dois hipocampos. Os suportes da viga-mestra são de ferro forjado e trabalhado e os resguardos das molas, de bronze com as armas reais portuguesas. As maçanetas são de madeira coberta de veludo."
23/01/14
Dia 23 de Janeiro - No Mundo Luso
- Ano e 1400, a Respeito da Igreja de N. Senhora da Oliveira:
"[...] A Capela mor,que antigamente tinha esta igreja, antes da que hoje tem, foi sagrada por D. João Bispo de Coimbra, por mandato del Rey D. João I, com licença de D. Martinho de Miranda Arcebispo de Braga, que está sepultado na Igreja de S. Crismavam de Lisboa, a que esteve presente D. João Manrique Arcebispo de Santiago, e D. Rodrigo Bispo de Cidade Rodrigo, e assistiram a esta solenidade o mesmo Rei, e a Rainha sua mulher D. Filipa de Lencastre, e seus filhos o Infante D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, e D. Afonso; e foi celebrada a 23 de janeiro do ano de Cristo de 1400. Guarda-se a carta desta sagração no Arquivo do Cabido, na qual se vê assinado "João Bispo de Coimbra".
Depois de passar um ano se sagrou o corpo da Igreja aos mesmos 23 dias de janeiro por mandado do dito Rei D. João I, e de sua mulher D. Filipa de Lencastre. Sagrou-a o Bispo do Porto D. João de Azambuja, o qual foi Arcebispo de Lisboa, e Cardeal da Santa Igreja Romana, com o título de S. Pedro ad Vincula, e vindo para este Reino floresceu na Vila de Burgues do Condado de Flandres em 23 de janeiro do ano de Cristo de 1415 e foram trasladados seus ossos para o coro de cima do Mosteiro do Salvador de Lisboa de Religiosas Dominicanas, de que foi fundador."
"[...] A Capela mor,que antigamente tinha esta igreja, antes da que hoje tem, foi sagrada por D. João Bispo de Coimbra, por mandato del Rey D. João I, com licença de D. Martinho de Miranda Arcebispo de Braga, que está sepultado na Igreja de S. Crismavam de Lisboa, a que esteve presente D. João Manrique Arcebispo de Santiago, e D. Rodrigo Bispo de Cidade Rodrigo, e assistiram a esta solenidade o mesmo Rei, e a Rainha sua mulher D. Filipa de Lencastre, e seus filhos o Infante D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, e D. Afonso; e foi celebrada a 23 de janeiro do ano de Cristo de 1400. Guarda-se a carta desta sagração no Arquivo do Cabido, na qual se vê assinado "João Bispo de Coimbra".
Depois de passar um ano se sagrou o corpo da Igreja aos mesmos 23 dias de janeiro por mandado do dito Rei D. João I, e de sua mulher D. Filipa de Lencastre. Sagrou-a o Bispo do Porto D. João de Azambuja, o qual foi Arcebispo de Lisboa, e Cardeal da Santa Igreja Romana, com o título de S. Pedro ad Vincula, e vindo para este Reino floresceu na Vila de Burgues do Condado de Flandres em 23 de janeiro do ano de Cristo de 1415 e foram trasladados seus ossos para o coro de cima do Mosteiro do Salvador de Lisboa de Religiosas Dominicanas, de que foi fundador."
- "No mosteiro de S. Francisco de Lamego, a pia memória de Fr. João de
S. Lazaro, Sacerdote, varão de grande singeleza, e simplicidade, com
outras tão eficazes demonstrações, que de todos era tido, e conhecido
por santo. Nas casas em que residia costumava pedir licença aos Bispos
para nas igrejas de suas dioceses fazer hóstias, lavar corporais, e
purificatórios, porque sabia o notável descuido, e pouca limpeza de
muitos nestas matérias. Conhecido por tão zelador do culto divino, os
Prelados, depois de muito velho o ocuparam no ofício de Sacristão, o
qual exercia com muita perfeição, desvelando-se na limpeza, curiosidade,
e ornato dos altares, toalhas de comunhão, as quais tinha perfumadas, e
nas mais coisas tocantes à igreja, e sacristia. Nesse piedoso exercício
de quase oitenta anos de idade pela muita devoção, que todos lhe
tinham, despojando-o do hábito, que logo se distribuiu entre muitos, que
o levaram por relíquias, E seu báculo veio a poder de D. Martim Afonso
de Melo, Bispo da dita cidade, que o pediu, e o guardou com notável
veneração."
- Notícia do alvará de 1588 para os Desembargadores e Ministros da Relação ... para o Brasil:
"Alvará de 23 de Janeiro de 1588, em que se dá a ordem que devia entre os Desembargadores, e Ministros da Relção, que então se mandou para as partes do Brasil, tanto nos assentos, como no dar dos votos: devendo preceder a todos numa e noutra coisa o Chanceler dela; depois dele os Desembargadores do Agravo, procedendo uns aos outros conforme a antiguidade no serviço; e depois deles os outros Oficiais, e Desembargadores pela ordem seguinte; o Ouvidor geral das coisas crimes e civis, o Juiz dos Feitos da Coroa, Fazenda, e Físico, o Provedor dos Orfãos e Residuos das ditas partes do Brasil; o Procurador dos Feitos da Coroa, Fazenda, e Físico; o Promotor da Justiça; e os Desembargadores Extravagantes da dita Relação, que se precederam conforme a sua antiguidade no serviço, ou nos graus da Universidade."
"Alvará de 23 de Janeiro de 1588, em que se dá a ordem que devia entre os Desembargadores, e Ministros da Relção, que então se mandou para as partes do Brasil, tanto nos assentos, como no dar dos votos: devendo preceder a todos numa e noutra coisa o Chanceler dela; depois dele os Desembargadores do Agravo, procedendo uns aos outros conforme a antiguidade no serviço; e depois deles os outros Oficiais, e Desembargadores pela ordem seguinte; o Ouvidor geral das coisas crimes e civis, o Juiz dos Feitos da Coroa, Fazenda, e Físico, o Provedor dos Orfãos e Residuos das ditas partes do Brasil; o Procurador dos Feitos da Coroa, Fazenda, e Físico; o Promotor da Justiça; e os Desembargadores Extravagantes da dita Relação, que se precederam conforme a sua antiguidade no serviço, ou nos graus da Universidade."
- "Em Firando, ilha dos Reinos do Japão, o triunfo de três preclaros
confessores de Cristo Gaspar, e sua mulher Úrsula com João filho seu,
fruto de tão ditoso matrimónio, que (imperando o tirano Daysu) depois de
graves combates, que os idolatras lhe deram, pretendendo apartá-los do
seguro caminho da salvação, a todos os quais (com a divina graça)
valerosamente resistiram, e antes da cruel execução, entoando eles
muitas vezes os sagrados nomes de Jesus, e de Maria com espanto
universal do povo, que admirava o uniforme valor, e constância com que
sofriam as mortes, em ódio de nossa santa Fé, foram descabeçados, com
que gangrenaram eternas coroas de glória".
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| D. Nuno Alvares Pereira, o Santo Condestável de Portugal |
- Em 1716, a respeito de D. João de Sousa de Castellobranco (natural de Lisboa):
"Cónego da Colegiada de Santarém, e Chantre da Colegiada da Capela Real, foi eleito Bispo de Elvas, e confirmado pela Santidade de Clemente XI a 23 de Janeiro de 1716 e sagrado na Capela Real pelo Eminentíssimo Cardeal da Cunha a 15 de Março do mesmo ano. Entre as obrigações do seu ofício pastoral se distinguiu na comiseração para os pobres, e na reformação dos costumes celebrando a 24 de Agosto de 1720 Sínodo, que por o 3º que se fe naquela Diocese. Mais cheio de virtudes, que de anos faleceu piamente a 17 de Março de 1728 entr o seu rebanho, que com lágrimas explicou a falta de tão benévolo Pastor."
- Em 1918 Bento XV beatifica D. Nuno Alvares Pereira.
"Cónego da Colegiada de Santarém, e Chantre da Colegiada da Capela Real, foi eleito Bispo de Elvas, e confirmado pela Santidade de Clemente XI a 23 de Janeiro de 1716 e sagrado na Capela Real pelo Eminentíssimo Cardeal da Cunha a 15 de Março do mesmo ano. Entre as obrigações do seu ofício pastoral se distinguiu na comiseração para os pobres, e na reformação dos costumes celebrando a 24 de Agosto de 1720 Sínodo, que por o 3º que se fe naquela Diocese. Mais cheio de virtudes, que de anos faleceu piamente a 17 de Março de 1728 entr o seu rebanho, que com lágrimas explicou a falta de tão benévolo Pastor."
- Em 1918 Bento XV beatifica D. Nuno Alvares Pereira.
28/02/12
ABSOLUTAMENTE SOB VONTADE DIVINA - D. JOÃO V e "MAFRA"
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| D. João V |
"Tendo El-Rei designado o local para o edifício no sítio denominado Vela, junto a Mafra, cometeu o desenho dele a diferentes, ficando aprovado o de Frederico Ludovice, arquitecto alemão educado em Roma, e que estão se achava em Lisboa dirigindo trabalhos dos padres da Companhia. [Note-se a nobre atitude de D. João, Rei absoluto, em dar os traços gerais aos técnicos, para no final aprovar o de melhor resultado.]
Ordenou o monarca as preciosas expropriações que pagou na importância de 358$000 réis: a edificação que então estava em projecto era convento e igreja, cujas dimensões e riqueza em nada se alteraram posteriormente quando El-Rei mudou o seu plano [inicial].
Começaram pois os trabalhos, abrindo-se alicerces de 5,30 m de profundidade - grande múmero de homens aí trabalhou, tendo começado por cortar uma montanha que fica ao sul do edifício, a fim de nivelar o terreno onde devia construir-se a grande fábrica.
Em 17 de novembro de 1717 teve lugar a inauguração do edifício, a cujo acto assistiu El-Rei e toda a Família Real, o Cardeal Patriarca e Cúria Patriarcal, grande número de fidalgos, uma força militar de cavalaria e infantaria, e imensa multidão de povo.
No local onde devia ser a capela-mór lancou El-Rei a primeira pedra, de figura quadradrangualar, que continha a seguinte inscrição:
Deo optimo maximo
Dico que Antonio Lusitano
Templum hoc dicatum
Joannes lusitanorum Rex
Voti compos ob susceptos liberos,
Primumque fundavit lapidem
Thomas I Patriarcha Ulyssiponensis. Occidentalis
Solemni ritu
Sacravit posuitque
Abbi Dimini 1717
XIV. Kal. decembr.
Aí foi igualmente lançada uma urna de prata que continha 12 medalhas, 4 das quais eram de oiro, 4 de prata e 4 de cobre; estas medalhas continham a seguinte inscrição [nelas estavam esculpidas a Igreja, e Convento, os rostos do Rei e da Rainha, e o rosto de Clemente XI]:
Joannes V Portugaliae et Algarbiorum Rex
Et Marianna de Austria conjux.
Et Marianna de Austria conjux.
[isto era apenas na primeira medalha que no verso tem a imagem do convento e a legenda "De Antonio Lusitano. Mafra 1717" - Ao final do artigo especificarei o assunto das medalhas]
Lançaram-se mais 12 pedras e 12 dinheiros comemorando os 12 Apóstolos: uma outra caixa ou cofre contendo 2 vidros de óleo santo que se cobriu com uma pedra, na qual se via outra inscrição que certificava o voto; sobre ela lançou o esmoler-mor 12 moedas de oiro, 12 meias moedas e 12 quartos - de prata 12 moedas de 480 réis, 12 ditas de 240 réis, 12 de 120 réis - de cobre 12 moedas de 20 réis, 12 ditas de 10 réis, 12 de 5 réis, 12 de 3 réis e 12 de um e meio real - colher e trolha de prata, cestos dourados e prateados foram os objectos de que El-Rei se serviu nesta cerimónia; acabada a qual, numa capela primorosamente ornada, se celebrou uma missa de pontifical, durante todo o acto desde as 8 horas da manhã até às 3 da tarde. (A cerimónia solene da inauguração é uma manifestação pública de Fé, é um reconhecimento do soberano domínio de Deus, é um acto brilhante de adoração dirigido à Majestade suprema daquele de quem todas as coisas depende o ser, o movimento e a vida - é ver o que o mundo tem de maior, isto é, poder, coragem e génio, inclinarem-se diante de Deus soberano, cerimónia importante para obter o concurso necessário da protecção Divina sobre a obra mais brilhante do espírito humano.)" (O Monumento de Máfra, Joaquim da Conceição Gomes)
Segunda medalha: Figura do português S. António numa nuvem sobre um altar com o Rei D. João de joelhos e mãos levantadas, a legenda é "In Coelis regnat, invocatur in patria". No verso a figura do templo com a legenda "Divino Antonio Ulyssiponensi dicatum". No pórtico do templo a inscrição "Joannes V. Portugallie Rex mandavit, Mafrae 1717".
Terceira medalha: O retrato do Papa Clemente XI com a seguinte legenda "Clemens undecimus Pontifex Maximus". No verso estão as armas de Clemente XI com a legenda "Pontificatus anno 17."
Na quarta medalha: O retrato do Patriarca com as legenda seguinte "Thomas I. Patriarcha Ulyssiponensis Occidentalis". No verso estão as armas do Patriarca com a legenda "Sancti Antonii Ulyssiponensis templum à Joanne V, Portugallie Rege designatum constructum lapidem in singnum posuit, Anno Dñi M, DCC, XVII".
Estas 4 medalhas, como foi dito, foram triplicadas em metais diferentes (ouro, prata, e cobre).
Terceira medalha: O retrato do Papa Clemente XI com a seguinte legenda "Clemens undecimus Pontifex Maximus". No verso estão as armas de Clemente XI com a legenda "Pontificatus anno 17."
Na quarta medalha: O retrato do Patriarca com as legenda seguinte "Thomas I. Patriarcha Ulyssiponensis Occidentalis". No verso estão as armas do Patriarca com a legenda "Sancti Antonii Ulyssiponensis templum à Joanne V, Portugallie Rege designatum constructum lapidem in singnum posuit, Anno Dñi M, DCC, XVII".
Estas 4 medalhas, como foi dito, foram triplicadas em metais diferentes (ouro, prata, e cobre).
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