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01/01/18

LEVANTAMENTO DE EXCOMUNHÃO AO REI DEFUNTO

A História de Portugal é tão rica e grande que nem os portugueses a conhecem bem... sim, e nem os historiadores a abrangem e descobriram em suficiência. Portugal, o Reino Desconhecido, que toda a gente sabe onde fica, e vai.

Quem sabe que depois de morto D. João IV foi desenterrado pela Inquisição para ser submetido a um rito de levantamento de excomunhão injusta?


"Os Inquisidores de Lisboa levantando a excomunhão a El Rei D. João IV", lê-se na estampa.

O motivo da pertença excomunhão era falso. Queixou-se Espanha de que D. João IV teria usurpado o Trono de Portugal ao Rei Felipe IV de Espanha; a Inquisição portuguesa onde os cargos estavam ocupados por aqueles que se mostravam benéficos a Espanha aplicou a excomunhão; bastante depois viu-se obrigada a levantá-la.

Sobre este caso deveria haver um mais amplo levantamento de dados da época. Assim queira Deus.

03/11/16

PAPA FRANCISCO - em modo anti-papas...!?


“Pela autoridade do Deus Todo-Poderoso, dos santos apóstolos Pedro e Paulo, e de nossa própria autoridade, nós condenamos, reprovamos, e rejeitamos completamente cada uma dessas teses ou erros como heréticosescandalososfalsosofensivos aos ouvidos piedosos ou sedutores das mentes simples, e contra a verdade católica. Listando-os, nós decretamos e declaramos que todos os fiéis de ambos os sexos devem considerá-los como condenados, reprovados e rejeitados [...] Nós os proibimos a todos em nome da santa obediência e sob as penas de uma automática excomunhão.“Ainda mais, por causa dos precedentes erros e de muitos outros contidos nos livros ou escritos e sermões de Martinho Lutero, nós do mesmo modo condenamos, reprovamos e rejeitamos completamente os livros e todos os escritos e sermões do citado Martinho, seja em Latim seja em qualquer outra língua, que contenham os referidos erros ou qualquer um deles; e desejamos que sejam considerados totalmente condenadosreprovados e rejeitados. Proibimos a todos e a qualquer um dos fiéis de ambos os sexos, em nome da santa obediência e sob as penas acima em que incorrerão automaticamente, de ler, sustentar, pregar, louvar, imprimir, publicar ou defendê-los”.

( Bula Exurge Domine, de 15 de Junho de 1520, o Papa Leão X)

14/02/16

PEDIDO AOS LEITORES - PESQUISA SOBRE EXCOMUNHÃO DE D. JOÃO IV

Caros leitores,

em circunstâncias, veio à conversa a questão da "excomunhão" de D. João IV (de Portugal). Este tema esquecido dos bons portugueses tem sido deixado ao trato da imaginação dos inimigos da Igreja, fingidos amigos deste Rei. É hora de recolher fontes e tratar mais demoradamente o assunto da "excomunhão". Posto isto, solicito aos interessados em ajudar que nos enviem fontes (da época, se possível) através do nosso correio electrónico ( ascendensblog@gmail.com ) - quer a respeito da excomunhão quer a respeito do seu levantamento.

Depois da devolução do legítimo ao Trono, D. João IV foi excomungado (Maio de 1647). Provavelmente nula, ou realmente inexistente (visto não haver matéria), a injusta excomunhão foi levantada (ou aparentemente levantada!) depois de morto e enterrado; o ritual foi executado pela Santa Inquisição, segundo os dados que temos.

Este assunto é também interessante e importante do ponto de vista teológico, e canónico.
 
Que haja então por aí  algum leitor que conheça melhor o assunto, que honrar este legítimo superior nosso, e que nos faculte informação.

Desde já, o nosso bem hajam.

17/07/13

DO "NOVO MANUAL DO CATEQUISTA" (VII)


(da primeira parte)

VI CAPÍTULO
Igreja Católica - Comunicação dos Santos.

Creio... na santa Igreja, na comunicação dos Santos.
 
105. Que é a Igreja?
R: Igreja é a sociedade dos verdadeiros cristãos, isto é, dos baptizados, que professam a fé e a doutrina de Jesus Cristo, participam dos seus sacramentos e obedecem aos Pastores constituídos por Ele.

106. Por quem foi fundada a Igreja?
R: A Igreja foi fundada por Jesus Cristo, o qual congregou os seus fiéis numa sociedade, a sujeitou aos Apóstolos com S. Pedro por cabeça, e lhe deu o sacrifício, os sacramentos e o Espírito Santo que a vivifica.

107. Qual é a Igreja de Jesus Cristo?
R: A Igreja de Jesus Cristo é a Igreja Católica Romana, porque é una, santa, católica e apostólica, como Ele a quis.

108. Porque é que a Igreja é una?
R: A Igreja é una porque todos os seus membros tiveram, têm e hão de ter sempre uma única fé, o Sacrifício, os sacramentos e a cabeça visível, o Romano Pontífice, sucessor de S. Pedro, formando assim todos um só corpo, o corpo místico de Jesus Cristo.

109. Porque é que a Igreja é santa?
R: A Igreja é santa, porque são santos Jesus, sua cabeça invisível, e o Espírito Santo que a vivifica; porque nela são santos a doutrina, o Sacrifício e os sacramentos, e todos são chamados a santificar-se; e porque muitos foram, são e serão realmente santos.

110. Porque é que a Igreja é católica?
R: A Igreja é católica, isto é, universal, porque é instituída e adaptada para todos os homens e difundida por toda a terra.

111. Porque é que a Igreja é apostólica?
R: A Igreja é apostólica, porque foi fundada sobre os Apóstolos e sobre a sua pregação, e governada pelos seus sucessores, os Pastores Legítimos, os quais, sem interrupção e sem alteração, continuam a transmitir a doutrina e o poder dos mesmos apóstolos.

112. Quem são os legítimos Pastores da Igreja?
R: Os legítimos pastores da Igreja são o Papa ou Sumo Pontífice e os Bispos em união com ele.

113. Quem é o Papa?
R: O Papa é o sucessor de S. Pedro na sé de Roma e no primado, a saber no apostolado e episcopado universal; portanto o chefe visível, Vigário de Jesus Cristo, chefe invisível de toda a Igreja, a qual por isso se chama Católica-Romana.
Para os "primeiros elementos da doutrina cristã", a resposta é esta: O Papa é o sucessor de S. pedro; e portanto o chefe visível de toda a Igreja, Vigário de Jesus Cristo, chefe invisível.

114. O Papa e os Bispos em união com ele que coisa constituem?
R: O Papa e os Bispos em união com ele constituem a Igreja docente, chamada assim porque tem de Jesus Cristo a missão de ensinar as verdades e as leis divinas a todos os homens, os quais só dela recebem o conhecimento pleno e seguro que é necessário para viver cristãmente.

115. A Igreja docente pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus?
R: A Igreja docente não pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus, ela é infalível, porque como prometeu Jesus Cristo, "o espírito de verdade" a assiste continuamente. (S. Lucas, 1, 28).

116. O Papa, só por si, pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus?
R: O Papa, só por si, não pode errar ao ensinar-nos as verdades reveladas por Deus, quer dizer, é infalível, como a Igreja, quando, como Pastor e Mestre de todos os cristãos, define doutrinas a respeito da Fé e dos costumes.

117. Pode outra Igreja, fora a Católica-Romana, ser a Igreja de Jesus Cristo, ou ao menos parte dela?
R: Nenhuma Igreja, fora da Católica-Romana, pode ser Igreja de Jesus Cristo ou parte dela, porque não pode ter juntamente com aquela as qualidades distintivas singulares, una, santa, católica e apostólica; como de facto as não tem nenhuma das outras Igrejas que se dizem cristãs.

118. Para que é que jesus Cristo instituiu a Igreja?
R: Jesus Cristo instituiu a Igreja para que os homens encontrassem nela o guia seguro e os meios de santidade e de salvação eterna.

119. Quais são os meios de santidade e de salvação eterna que se encontram na Igreja?
R: Os meios de santidade e de salvação eterna que se encontram na Igreja são a verdadeira fé, o Sacrifício [missa] e os sacramentos, e os auxílios espirituais recíprocos, como a oração, o conselho, o exemplo.

120. Os meios de santidade e de salvação eterna são comuns a todos os homens?
R: Os meios de santidade e de salvação eterna são comuns a todos os homens que pertencem à Igreja, isto é, aos fiéis, os quais nos escritos apostólicos são chamados santos; por isso a união e participação deles nestes meios é comunicação dos santos em coisas santas.

121. Porque é que são chamados santos os fiéis que se encontram na Igreja?
R: Os fiéis que se encontram na Igreja são chamados santos, porque são consagrados a Deus, justificados ou santificados pelos sacramentos e obrigados a viver como santos.

122. Que quer dizer comunicação dos santos?
R: Comunicação dos santos quer dizer que todos os fiéis, formando um só corpo em Jesus Cristo, participam de todo o bem que existe e se faz no mesmo corpo, quer dizer na Igreja universal, uma vez que não sejam impedidos pelo afecto ao pecado.

123. Os bem-aventuradosdo paraíso e as almas do purgatório estão na comunicação dos santos?
R: Os bem-aventurados do paraíso e as almas do purgatório estão também na comunicação dos santos, porque, unidos entre si e comnosco pela caridade, recebem uns as nossas orações e outros os nossos sufrágios, e todos nos retribuem com a sua intercessão junto de Deus.

124. Quem é que está fora da comunicação dos santos?
R: Está fora da comunicação dos santos aquele que está fora da Igreja, isto é, os condenados, os infiéis, os judeus, os hereges, os apóstatas, os cismáticos e os excomungados.

125. Quem são os infiéis?
R: Os infiéis são os não baptizados que não crêem no Salvador prometido, isto é, no Messias ou Cristo, como os idólatras e os maometanos.

126. Quem são os judeus?
R: Os judeus são os baptizados que professam a lei de Moisés e não crêem que Jesus é o Messias ou Cristo prometido.

127. Quem são os hereges?
R: Os hereges são os baptizados que se obstinam em não crer alguma verdade revelada por Deus e ensinada pela Igreja, como, por exemplo, os protestantes.

128. Quem são os apóstatas?
R: Os apóstatas são os baptizados que renegam, com acto externo, a fé católica, que dantes professavam.

129. Quem são os cismáticos?
R: Os cismáticos são os baptizados que recusam obstinadamente submeter-se aos legítimos Pastores, e por isso estão separados da Igreja, ainda mesmo que não neguem verdade alguma de fé.

130. Quem são os excomungados?
R: Os excomungados são os baptizados excluídos por culpas gravíssimas da comunhão da Igreja, a fim de não perverterem os outros e de serem punidos e corrigidos com este remédio externo.

131. É dano grave estar fora da Igreja?
R: Estar fora da Igreja é dano gravíssimo, porque estando fora dela não se tem nem os meios estabelecidos nem a guia segura para a salvação eterna, a qual para o homem é a única coisa verdadeiramente necessária. 

132. Quem está fora da Igreja salva-se?
R: Quem está fora da Igreja por culpa própria e morre sem dor perfeita, não se salva; mas quem se encontrar fora dela sem culpa própria e viver bem pode salvar-se com o amor de caridade, que une Deus, e, em espírito, também à Igreja, isto é, à alma dela.

19/02/12

RETRATO DE CALVINO, DOS SEUS DISCÍPULOS E COOPERADORES (IV)


2.º Que Calvino, não tardando em por-se em aberta contradição com o princípio fundamental do protestantismo: Não há mais autoridade na Igreja que a Bíblia, substituiu a autoridade dos Bispos e do Papa pela sua própria vontade, arbitrária, absoluta, opressora, até ao ponto que todos os negócios na ordem civil ou religiosa, e todas as pessoas desde o cínico da república até o mais humilde pregador da aldeia, deviam submeter-se ao seu férreo jugo. O autor aduz multidão de factos para provar que o grande e o pequeno Conselho da República, o Consistório, a venerável Companhia, os anciãos, as leis e os tribunais, tinham que curvar-se a cada passo à vontade do fogoso e violento reformador.

3.º Que Calvino, na sua orgulhosa impiedade, chegou até pretender identificar a sua causa e a sua vontade caprichosa com a causa e vontade de Deus, afirmando que Deus quer o que quer Calvino.

4.º Que Calvino, à força de vexames, desterros e sentenças capitais, conseguiu aniquilar o partido nacional de Genebra, e ficar arbitro da situação, exercendo o poder por meio de estrangeiros vindos de toda a parte para por-se cegamente ao seu serviço.

5.º Que os pregadores chamados e autorizados por Calvino, e até o mesmo Calvino, que em união dos seus falsos profetas não deixavam de declarar contra a imoralidade e abusos do clero romano, tiveram desde os princípios da Reforma tão depravados costumes, que repugnariam à plebe das mais licenciosas cidades. Daqui o provérbio: ninguém se converte ao protestantismo para se fazer melhor.

Efectivamente não podiam esperar-se outros frutos de uma doutrina que sustenta: Que as boas obras são inúteis; que é impossível a virtude cristã e meritória; que o homem carece de livre arbítrio; que obra necessariamente o mal; que está fatalmente predestinado ao céu ou ao inferno sem consideração às suas boas ou más obras, etc. etc.

(Aqui a continuação)

15/02/12

RETRATO DE CALVINO, DOS SEUS DISCÍPULOS E COOPERADORES (III)

"Recolhendo novamente o fio dos testemunhos dos calvinistas contra o seu mestre, apresenta-se-nos o famoso Castiglione dirigindo a Calvino as seguintes palavras: "Não pode deixar de ser falso o Deus que é tardo para a misericórdia e pronto para a cólera; que criou a maior parte dos homens para perdê-los, e os predestinou não só à condenação como à própria causa da condenação. Terá decretado por ventura este Deus desde a eternidade, quer actualmente, e faz que o homem seja impelido necessariamente ao pecado até ao ponto que os adultérios, furtos e homicídios não se cometam senão por instigação sua? Não se deduz outra coisa das suas doutrinas, pois segundo elas, Deus é quem infunde nos homens afectos maus  e desonestos, que os perverte, não por uma simples permissão, mas por uma eficácia tal, que o ímpio executa a obra de Deus e não a sua própria; e por último, ele, e não Satanás é o pai da mentira". (In L br. de praedest. ad Calv.)

Em vez, porém, de negar Calvino os ensinos que lhe atribui aquele heresiarca, eis aqui como responde às suas acusações: "Jamais homem nenhum levou tão longe o orgulho, a perfídia, e a desumanidade. Quem não te conheça por um impostor e bufo de cínica impudência, disposto a ladrar contra tudo o que for santo e bom, não tem sentido comum". E termina com esta bênção digna de um homem de tal jaez: Que o Deus Satanás te abençoe. Assim Seja, Genebra. 1558."

Não é diferente o juízo que deste miserável formaram os anglicanos daquele tempo. No ano de 1558 apareceu em Londres um escrito, composto, ou pelo menos aprovado, pelos bispos anglicanos contra a seita calvinista dos puritanos. Calvino e Beza são tidos nele como homens intolerantes e orgulhosos que, tendo-se rebelado contra o seu legítimo príncipe, tinham fundado o seu Evangelho e pretendiam dominar a Igreja com uma tirania muito mais odiosa do que a que atribuíam frequentemente aos romanos Pontífices. "Protestamos, acrescentavam, que entre todos os textos da Escritura alegados por Calvino e pelos seus discípulos em favor da Igreja de Genebra, e contra a de Inglaterra, não há um só que não tenha torcido num sentido contrário ao da Igreja e dos Padres desde os tempos apostólicos: e isto de tal modo que se S. Agostinho, S. Anselmo, S. Jerónimo, S. Crisóstemo, etc., tornassem à vida e vissem o modo com que é citada a Escritura pelos doutores ginebrinos, se admiram de encontrar no mundo um homem de audácia tão desenfreada, que sem a mais leve cor de verdade, abuse da palavra de Deus, de si mesmo, dos seus leitores e do universo inteiro." Continua o mencionado escrito declarando que a impura fonte ginebrina espalhou pela Ingalterra uma doutrina envenenada, sediciosa e catilinária, e acrescenta: "Feliz mil vezes, feliz a nossa ilha, se nenhum inglês nem escocês tivesse posto o pé em Genebra, nem tivesse conhecido um sequer dos doutores ginebrinos."

Não faltam também nos nossos tempos protestantes Calvinistas em Genebra que julguem severamente Calvino e as suas obras. Tal é, entre outros, o sr. Duceman, chanceler do Estado, o qual em 1824 publicou um opúsculo provando:

1.º Que Calvino, longe de iniciar em Genebra uma era de liberdade, de paz, de fraternidade, de sabedoria, e caridade cristãs, não fez mais do que inaugurar e plantar na república um regime civil, político e religioso o mais selvagem e feroz, um governo delator, suspicaz, invejoso, usurpador e sanguinário, que em tempo de Calvino, e até muito depois, não deixou de exercer actos do mais cruel e brutal despotismo. O autor chega a esta conclusão aduzindo provas com exactidão matemática e citando milhares de homens e mulheres a quem o vingativo e feroz reformador fazia encarecer, desterrar, multar, matar e queimar quando tinham a desgraça de lhe desagradarem nos negócios ou nas controvérsias religiosas."

(Leia a continuação AQUI)

13/02/12

RETRATO DE CALVINO, DOS SEUS DISCÍPULOS E COOPERADORES (II)

"A doutrina de Calvino sobre a Trindade indignou de tal modo a Stancar, apesar de ser um dos seus partidários, que chegou a dirigir-lhe esta apostrofe: "Que demónio te impulsou, ó Calvino! a declarar como Arrio contra o Filho de Deus? Não é outro senão o Anti-Cristo do Septentrião, a quem hás tido a imprudência de adorar...... ministros da palavra, guardai-vos dos livros de Calvino...... porque conteem uma doutrina ímpia; as blasfémias do arianismo. Parece que o espírito de Miguel Servet, fugindo da fogueira, passou pela transmigração platónica todo inteiro a Calvino" (Stancharus, de Mediat, in Calvin, institut., fol. 3)

E se deste modo julgou a Calvino e escreveu dele um dos seus adictos, o que não terão pensado e escrito os seus antagonistas os luteranos? Efectivamente, ensinando Calvino que Deus é o autor de todos os pecados, se rebelou contra todos os partidários da Reforma.

"Este erro calvinista, escreve Conrado Schlussemberg, é horrivelmente injurioso a Deus, e entre todos os erros não há um que seja tão funesto para o género humano; pois segundo essa teoria calvinista, Deus seria o mais injusto dos tiranos; e não o demónio, mas sim o mesmo Deus seria o pai da mentira." (Conr. Schlussemb., Calv. Theol., fol. 46).

Este mesmo autor, que era superintendente geral da Igreja luterana, nos três livros que publicou (Francfort, 1592), contra a teologia calvinista não fala dos calvinistas sem chamar-lhes infiéis, ímpios, blasfemos, charlatães, herejes, incrédulos, gente possuída de obsessão e vertigem, gente sem vergonha nem pudor, turbulentos e perturbadores ministros de Satanás.

"Não comente, acrescenta Heshusio, transformam a Deus no demónio o que só pensar horroriza, como também aniquilam o mérito de Jesus Cristo até ao ponto de fazer-se dignos de ser lançados ao mais profundo do inferno."

Não faltaram também calvinistas que se opusessem a estas lições do seu mestre. Bullinger, entre outros, trovejou desde a cátedra contra as abomináveis doutrinas do seu chefe, e demonstrou a sua falsidade com testemunhos da Escristura, dos Padres [da Igreja]  e de toda a Igreja [catolicismo]. "Fica, diz, evidentemente provado pela Escritura este dogma, ensinado desde os tempos apostólicos, a saber: que o autor do mal e a causa do pecado não é Deus mas sim a nossa vontade corrupta, a nossa concupiscência e o diabo que a move, excita e inflama."

Seja-me lícito , antes de continuar, fazer aos que seguem ainda as doutrinas de Calvino uma singela reflexão que me sugere o autor da obra eruditíssima de que tomei o documento já citado. Pobre Bullinger! Que responderias a certos protestantes, que não se atrevendo a defender os seus mestres dizem a seu modo: Eu não reconheço nem Padres, nem Igreja, mas somente a Escritura tal como ma mostrou o Espírito Santo. A Igreja inteira e muito menos a Igreja romana, não podem subsistir na presença da Bíblia? Pobre Bullinger! Tu caiste, como um imbécil, nas redes do tradicionalismo. São mais espertos outros protestantes: "Ao diabo, dizem, a tradição. Não admitimos mais do que a Bíblia, e esta interpretada por cada um segundo o seu Espírito: com esta só fazemos frente a tudo." (Le Ministre protest. aux, preses avec lui meme. Lyon, 1836)"

AQUI continua o artigo.

12/02/12

RETRATO DE CALVINO, DOS SEUS DISCÍPULOS E COOPERADORES (I)

João Calvino

"Passemos a falar do terceiro reformador, Calvino, e dos seus principais adictos.

João Caoven, ou seja Calvino, nasceu em Noyon, de um barrileiro que com o tempo chegou a ser notário e promotor fiscal do bispado desta cidade. Por um desses abusos que são muito frequentes quando os reis ou os povos se intrometem nos negócios eclesiásticos, foi dada a Calvino, aos doze anos de idade, uma capelania na igreja de Noyon e pouco depois a cura de almas de Pont l'Eveque, antes de ser promovido ao sacerdócio. Desempenhando o quarto, foi acusado este infeliz do crime infame de sodomia.

Eis aqui como refere o inglês Stalepton este memorável sucesso: "Existe ainda (em 1590, ou seja 20 anos após a morte de Calvino) em Noyon, cidade da Picardia, os registos judiciais, em que se lê que convencido de sodomia, foi marcado na espádua, e isto por graça do bispo e dos magistrados, pois a fogueira era suplício ordinário destes delitos, e que em seguida foi expulso ignominosamente da cidade. As pessoas mais honradas da sua família, algumas das quais vivem ainda, não têm podido conseguir que esta nota infame desapareça dos arquivos públicos" (In promptuário cathol. Sabbato Hebdom., III. Quadrag. fol. 749)

Bolsec, ou seja Jeronymo Hermes, assegura ter visto as provas autênticas deste crime execrando nas mãos  de Berthelier, secretário do Conselho de Genebra, que foi enviado a Hoyon pelos magistrados daquela nação para que colhesse informações autênticas.

Na Vida de Calvino dada à luz em Paris em 1577 8note-se a data porque dela se depreende que o biografo era contemporâneo de Calvino), se refere que em Genebra teve também a seu Adonis, que o abandonou, fugindo depois de o ter roubado. (In promptuário cathol. Sabbato Hebdom., III. Quadrag. fol. 749)

Estes factos são de todos tão conhecidos, que tendo o P. Campiano afirmado, como coisa notória em Inglaterra, que o chefe dos calvinistas fôra marcado com a flor do liz, o mesmo Wittakers, antagonista do P. Campiano, longe de negá-lo, respondeu-lhe com uma indigna e caluniosa comparação, dizendo que, se Calvino tinha sido estigmatizado, também o foram S. Paulo e outros muitos. (Campian. licção III, 1532)

Obrigado Calvino a sair de França, passou à Alemanha, e em Basileia foi apresentado por Bucero a Erasmo, o qual, depois de ter falado com ele, disse a Bucero: "Vejo levantar-se uma grande peste na Igreja contra a igreja". Video magnani pestem oriri in Ecclesia contra Ecclesiam. (Florim. Hist., pag. 889)"

Continuação AQUI

06/05/11

E AGORA?! ...



Patriarcado Católico Bizantino
E agora? O que significa isto?...

Quando todos calarem até as pedras falarão... Importa neste video a conclusão pertinente de que defender Assis é atacar a Doutrina da Igreja e que beatificar João Paulo II é coroar a heresia como "doutrina oficial". O drama é enorme...

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