Um Arcebispo injustiçado e incompreendido, mas amado e respeitado quando conhecido.
Colectânea de 95 fotos "Marcel Lefebvre (1905 - 1930)"
Mostrar mensagens com a etiqueta D. Marcel Lefebvre. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta D. Marcel Lefebvre. Mostrar todas as mensagens
08/07/18
22/01/17
SUBJECTIVIMSO
SUBJECTIVIMSO
Subjectivismo é introduzir a liberdade na inteligência, quando pelo contrário a nobreza desta consiste em submeter-se ao seu objecto, consiste na adequação ou conformidade do pensamento com o objecto conhecido. A inteligência funciona como uma câmara fotográfica, deve reproduzir exaltadamente as características perceptíveis do real. A sua perfeição consiste na fidelidade ao real. Por este motivo a verdade define-se como a adequação da inteligência com a coisa. A verdade é esta qualidade do pensamento, de estar de acordo com a coisa, com o que é. Não é a inteligência que cria as coisas, mas as coisas que se impõem à inteligência como são. Consequentemente a verdade de uma afirmação, depende daquilo que é, é algo do objectivo; e aquele que procura o verdadeiro deve renunciar a si, renunciar a uma construção do seu espírito, renunciar a inventar a verdade.
Pelo contrário, no subjectivismo, é a razão que constrói a verdade: deparamos como a submissão do objecto ao sujeito! O sujeito transforma-se no centro de todas as coisas. Estas não são mais o que são, mas aquilo que é pensado. O homem passa a dispor da verdade conforme lhe convenha: no plano filosófico este erro chama-se "idealismo", no plano moral, social, político e religiosos chama-se "liberalismo" [outra forma de ordenar estas diferenças é colocar o subjectivismo e o idealismo dentro do liberalismo]. Como consequência a verdade será diferente conforme os indivíduos e os grupos sociais. A verdade é necessariamente compartilhada. Ninguém pode pretender tê-la exclusivamente em sua integridade; ela se faz se procura sem descanso. Poder-se ver o quanto isto é contrário a Nosso Senhor Jesus Cristo e à sua Igreja. (Do Liberalismo à Apostasia - D. Marcel Lefebvre)
30/11/16
MARCEL LEFEBVRE - Aniversário
Dia 29 de Novembro recordamos o nascimento natalício desse grande defensor da pureza da Fé (o maior na segunda metade do séc. XX), do Pensamento Católico, e de resistência à corruptela sacramentalista do pós-concilio Vaticano II.
Não hesitamos em irmanar este Arcebispo francês ao nosso Arcebispo Fr. Fortunato de S. Boaventura (séc. XIX), e a outros Clérigos portugueses resistentes, vítimas da militância liberal.
Um agradecimento especial do blog ASCENDENS e seus leitores a D. Marcel Lefebvre.
Um agradecimento especial do blog ASCENDENS e seus leitores a D. Marcel Lefebvre.
23/07/16
D. MARCEL LEFEBVRE: COMO PORTUGAL, REEDIFIQUEMOS A CRISTANDADE
Em 1969, a revista portuguesa anti-católica (mas anunciada como católica), de nome GEDOC, publicou este artigo, intitulado "Mrg. MARCEL LEFEBVRE":
""a exemplo de Portugal, é preciso reedificar a cristandade" [Mrg. M. Lefebvre]
O boletim do "Cercle dínformation civique et sociale" (51, Rue de la Pompe, Paris - 16) publica o texto de uma conferência de monsenhor Marcel Lefebvre, antigo geral dos Padres Espiritanos, pronunciada em Paris no decurso de um jantar organizado pela Union des intellectuels indépendants, a que preside M. François Cathala.
Depois de ter falado da crise moral contemporânea e da situação relativamente florescente do catolicismo sob o pontificado de Pio XII, "papa excepcional", - o prelado traçou a história do Concílio que "desde os primeiros dias foi invadido pelas forças progressistas" e falou da maneira "escandalosa" como foi atacada a Cúria.
Fazendo notar que Vaticano II não foi, como os concílios precedentes, de carácter "dogmático", monsenhor Lefebvre foca a profissão de fé de Paulo VI: "É um acto que, sob o ponto de vista dogmático é mais importante que todo o Concílio (...). Empenha a fé da Igreja (...). É sobre a fé católica e romana reafirmada pelo sucessor de Pedro, que se impõe, reconstruir a cristandade... com os princípios que serviram para a sua construção".
Depois de ter pronunciado o elogio de Salazar, homem "excepcional", "admirável", "profundamente cristão" - o orador acrescentou entre outras coisas:
"O que Portugal fez, não há razão alguma para que nós o não possamos fazer também. Não há razão que impeça reconstruir a sociedade cristã, a família cristã, a escola cristã, a corporação cristã, a profissão cristã e o Estado cristão. Seria duvidar da nossa fé. Só os nossos sucessores tirarão proveito disto, talvez: pouco importa!""
Evidentemente, D. Marcel Lefebvre referia-se à sociedade, a vida das pessoas, a moral, recta intenção, não apenas aos sacramentos e doutrina (estas últimas são ordinariamente de primeira linha, quanto à Fé e à salvação da alma; usadas em contradição às outras levariam ao degredo acabando em idolatria). O elogio feito a Salazar não significou o elogio à república; nem o Estado Novo (de Salazar) foi realmente republicano: o Estado Novo foi a nossa monarquia em espera do seu rei ausente (ao Cardeal Patriarca de Lisboa, António Cerejeira, Salazar, certa vez confessou que "sempre me senti vocacionado para ser Ministro de um Rei absoluto" - eis um Marquês de Pombal bom). Salienta-se, mais que tudo, a referência de Mrg. Lefebvre a Portugal e à Cristandade.
28/03/16
COINCIDÊNCIAS A CONSIDERAR
Nunca mais em nossas vidas assistiremos à coincidência de datas desta Semana Santa e Páscoa de 2016. Como é do conhecimento geral, estas datas não calham quase nunca em dia certo, mas têm dia certo histórico. Cristo foi crucificado a 25 de Março, e a Sexta Feira santa este ano calhou justamente a 25 de Março (ocorrência rara).
Também os nossos leitores sabem que a 25 de Março é o aniversário do Príncipe Real de Portugal, D. Afonso de Santa Maria; é também a data da partida do Arcebispo D. Marcel Lefebvre (o qual não fez mais que tentar preservar a doutrina, sacramentos, e pensamento católico que a Igreja tinha até então legado).
Isto não chega... Já no ano passado aqui foi lembrado que A Imaculada Conceição, no séc. XVII foi coroada como Rainha e Padroeira de Portugal, por D. João IV, nesta mesma data; E este ano calharia ser neste mesmo dia a Festa da Anunciação do Arcanjo Gabriel a Nossa Senhora (festa que assim teve que seguir a regra de ser transferida para depois).
Para o ano, será 2017 ...
Isto não chega... Já no ano passado aqui foi lembrado que A Imaculada Conceição, no séc. XVII foi coroada como Rainha e Padroeira de Portugal, por D. João IV, nesta mesma data; E este ano calharia ser neste mesmo dia a Festa da Anunciação do Arcanjo Gabriel a Nossa Senhora (festa que assim teve que seguir a regra de ser transferida para depois).
Para o ano, será 2017 ...
11/08/14
DO LIBERALISMO À APOSTASIA - PREFÁCIO (com comentários)
Com submissão à minha actual condição, proponho apresentar o Prefácio do livro "Do Liberalismo à Apostasia" (D. Marcel Lefebvre) com notas explicativas (apresentadas depois do dito prefácio):
"A ideia de escrever este livro surgiu na sequência de algumas conferências sobre o liberalismo, feitas para os seminaristas de Ecône. Estas, tiveram por finalidade o esclarecimento da inteligência dos futuros sacerdotes a respeito do erro mais grave e nocivo dos tempos modernos, e permitir-lhes fazer juízos sobre as consequências e manifestações do liberalismo e do "catolicismo liberal".
"A ideia de escrever este livro surgiu na sequência de algumas conferências sobre o liberalismo, feitas para os seminaristas de Ecône. Estas, tiveram por finalidade o esclarecimento da inteligência dos futuros sacerdotes a respeito do erro mais grave e nocivo dos tempos modernos, e permitir-lhes fazer juízos sobre as consequências e manifestações do liberalismo e do "catolicismo liberal".
Os "católicos liberais" introduzem os erros liberais no interior da Igreja e nas sociedades já pouco católicas. É muito instrutivo reler as declarações dos papa a este respeito e comprovar o vigor das respectivas condenações.
É de grande utilidade relembrar a provação de Pio IX a Louis Veuillot, autor do admirável livro "A Ilusão Liberal", e a do Santo Ofício a D. Felix Sardá e Salvany para "O Liberalismo é Pecado".
Que teriam pensado estes autores se houvessem comprovado, como nós actualmente, que o liberalismo é rei e senhor no Vaticano e nos episcopados?
Destes factos segue a urgente necessidade de que os futuros sacerdotes conhecerem este erro. Pois o "católico liberal" tem uma falsa concepção do acto de Fé, como bem o mostra D. Félix (cap. VII). A Fé não seria mais uma dependência objectiva da autoridade de Deus, mas um sentimento subjectivo, que em consequência, respeita todo o tipo de erros, nomeadamente os religiosos. No seu cap. XXIII, Louis Veuillot mostra que a nota fundamental da Revolução Francesa de 1789 é a independência religiosa, a secularização da sociedade, e em definitivo a liberdade religiosa.
O Padre Tissier de Mallerais, Secretário-geral da FSSPX, encorajado pelo Superior-geral, teve a ideia de completar e organizar este conjunto de conferências e publicá-las, para que possam também ser úteis a outros além dos seminaristas.
Enquanto este trabalho estava em andamento, aconteceu em Assis a mais abominável manifestação do catolicismo liberal, prova visível de que o Papa e aqueles que o aplaudem têm falsa noção de Fé, noção modernista que faz tremer todo o edifício da Igreja. O próprio Papa assim anuncia na sua alocução de 22 de Dezembro de 1986 aos membros da Cúria Romana.
Com o fim de guardar e proteger a Fé católica da peste do liberalismo, parece-me que este livro chega em momento muito oportuno, fazendo eco das palavras de Nosso Senhor: "Aquele que crê será salvo, aquele que não crê se condenará"; é esta a Fé que o Verbo de Deus encarnado exige de todos aqueles que querem ser salvos. A Fé foi causa de sua morte, e seguindo seu caminho todos os mártires e testemunhas que a professam. Com o "liberalismo religioso", não há mais mártires nem missionários, mas somente destruidores da religião reunidos em volta da promessa de um paz meramente discursiva.
Com o fim de guardar e proteger a Fé católica da peste do liberalismo, parece-me que este livro chega em momento muito oportuno, fazendo eco das palavras de Nosso Senhor: "Aquele que crê será salvo, aquele que não crê se condenará"; é esta a Fé que o Verbo de Deus encarnado exige de todos aqueles que querem ser salvos. A Fé foi causa de sua morte, e seguindo seu caminho todos os mártires e testemunhas que a professam. Com o "liberalismo religioso", não há mais mártires nem missionários, mas somente destruidores da religião reunidos em volta da promessa de um paz meramente discursiva.
Longe de nós tal liberalismo, sepultura da Igreja Católica. Seguindo Nosso Senhor, levamos o estandarte da Cruz, único sinal e única fonte de salvação.
Que Nossa Senhora de Fátima, no 70ª aniversário de sua aparição queira abençoar a difusão deste livro, que faz eco às suas predições."
Ecône, 13 de Janeiro de 1987
Festa do Baptismo de Nosso Senhor.
Festa do Baptismo de Nosso Senhor.
![]() |
| Um dos momentos mais demolidores na história da Igreja: João Paulo II beijando o Corão. |
Notas:
1 - a) "A ideia de escrever este livro surgiu na sequência de algumas conferências sobre o liberalismo, feitas para os seminaristas de Ecône."
Tanto o tema é relevante, que não bastou uma palestra, mas sim uma série de palestras aos seminaristas de Econe. E mais que isso, é tudo reafirmado e reforçado pela decisão posterior de coloca-las em livro. O liberalismo é tema incontornável na formação cristã dos nossos tempos, portanto.
1 - a) "A ideia de escrever este livro surgiu na sequência de algumas conferências sobre o liberalismo, feitas para os seminaristas de Ecône."
Tanto o tema é relevante, que não bastou uma palestra, mas sim uma série de palestras aos seminaristas de Econe. E mais que isso, é tudo reafirmado e reforçado pela decisão posterior de coloca-las em livro. O liberalismo é tema incontornável na formação cristã dos nossos tempos, portanto.
b) "Estas [palestras], tiveram por finalidade o esclarecimento da inteligência dos
futuros sacerdotes a respeito do erro mais grave e nocivo dos tempos
modernos, e permitir-lhes fazer juízos sobre as consequências e
manifestações do liberalismo e do "catolicismo liberal".
Veja-se o peso e gravidade dados para o conhecimento do claro do liberalismo! As palestras não foram uma mera formação, e sim um grande e especial esforço, para capacitar os futuros sacerdotes da FSSPX, face ao escorregadio liberalismo. O liberalismo teve o seu tempo especial no séc. XIX, mas continuou já de forma menos exterior, e convergiu no modernismo.
2- a) "Os "católicos liberais" introduzem os erros liberais no interior da
Igreja e nas sociedades já pouco católicas."
Não diz que os liberais se introduziram na Igreja, mas sim que os erros liberais se introduzem por meio de católicos (é importante distinguir). Embora óbvio há que expor que o "católico liberal" é aquele que, não deixando de ser católico tem pensamento liberal, ou mentalidade liberal (culpavelmente, ou não - porque há erros que o liberalismo passou às sociedades à raiz da cultura). A tradução brasileira do livro diz que a introdução de erros é feita nas sociedades "ainda católicas", mas a versão espanhola diz "todavía poco católicas"; com base nas duas traduzo "já pouco católicas". São as sociedades que já estão fragilizadas no seu pensamento as que vão permitindo a introdução do pensamento liberal, e o gradual assentamento deste.
b) "É muito instrutivo reler as
declarações dos papas a este respeito e comprovar o vigor das respectivas
condenações."
O pensamento da Igreja manifestou-se sempre numa mesma direcção, da qual o liberalismo tende a relativizar ou afastar-se.
3 - "É de grande utilidade relembrar a aprovação de Pio IX a Louis Veuillot, autor do admirável livro "A Ilusão Liberal", e a do Santo Ofício a D. Felix Sardá e Salvany para "O Liberalismo é Pecado"."
Estas obras não são a "Sagrada Escritura" livre de imperfeição, certamente. Mas, nelas a linha tomada é a certa, com boa orientação de leitura. "O Liberalismo é Pecado" tem algumas insuficiências para aquilo que hoje seria necessário dizer. Alguns católicos mais distraídos, quando tomam o título "O Liberalismo é Pecado", deveriam ter mais presente a distinção entre pecado culpável, e pecado não culpável; mais lhes conviria que o título fosse "O Liberalismo é Pecado culpável, ou não culpável". O liberalismo existe também "culturalmente", e marcou as sociedades no séc. XIX, principalmente, ao ponto de muitos daqueles que se posicionaram publicamente contra o liberalismo também tinham alguma marca dele.
4 - "Que teriam pensado estes autores se houvessem comprovado, como nós
actualmente, que o liberalismo é rei e senhor no Vaticano e nos
episcopados?"
Sem dúvida! Mas o que pensarão os liberais de hoje a respeito das autorizadíssimas criticas que foram dirigidas ao liberalismo no passado? Roma faz Bispos, os Cardeais elegem um Papas segundo o parecer individual que tenham, e para onde tendem; assim se estrutura uma influência de pensamento que, evidentemente sempre terá os seus polos "direita" "esquerda", ou "conservadores" e "liberais". Liberais dos liberais!? Sim, a tendência é essa, a história o demonstra: em casos como estes apenas a ala mais à "esquerda" fica conotada como "liberal", sendo que todos já o são de maneira menor e com poucas probabilidades de o reconhecerem.
5 - a) "Destes
factos segue a urgente necessidade dos futuros sacerdotes
conhecerem este erro."
Os futuros sacerdotes desse tempo são agora sacerdotes de meia idade. Para "conhecerem este erro" há que interessar-se também pelos movimentos liberais ocorridos no séc. XIX por todo o mundo cristão; cada Reino seu caso.
b) "Pois o "católico liberal" tem uma falsa concepção do
acto de Fé, como bem o mostra D. Félix (cap. VII)."
Já vi quem tomasse estas certíssimas palavras como definição de "liberalismo". O "católico liberal" têm também muitas outras falsas concepções, como produto dos pressupostos liberais. A dificuldade do católico liberal, relativamente ao conceito de Fé, por exemplo, reside no posicionamento que tem relativamente à verdade em geral, e liberdade. Na verdade, um liberal tende a achar que há terceira via entre o certo e o errado, que existe um espaço neutro onde gostaria de permanecer, que há uma independência entre as coisas e a realidade (incluindo as religiosas), e assim que incomodado o liberal estará pronto a clamar por "liberdade" contra a dependência que lhe negua as falsas independências e falsas liberdades. Quanto à Fé acontece o mesmo: o "liberal católico" tende a ver a Fé como algo à parte da Verdade.
c) "A Fé não seria mais
uma dependência objectiva da autoridade de Deus, mas um sentimento
subjectivo, que em consequência, respeita todo o tipo de erros,
nomeadamente os religiosos. No seu cap. XXIII, Louis Veuillot mostra que a
nota fundamental da Revolução Francesa de 1789 é a independência
religiosa, a secularização da sociedade, e em definitivo a liberdade
religiosa."
Não se vá pensar que a nota fundamental do liberalismo é a "independência religiosa, a secularização da sociedade, e em definitivo a liberdade religiosa", pois o mesmo se diz da Revolução Francesa, por exemplo. Assim, até nos reinos católicos em que o liberalismo militante tentava dominar, vários católicos tomaram também o partido liberal sem intenção alguma de ferir a Religião. Vemos também o liberalismo militado a não dispensar a Religião (mesmo quando perseguiu o clero "absolutista" e promovendo e provocando o aparecimento de um clero liberal), alguns católicos que apoiaram a revolução liberal pedindo a Deus por isso, vemos também como alguns poetas aclamaram pela falsa liberdade, num verso, e pela Providência Divina, no verso seguinte. Se a Revolução Francesa tem um fundo de laicização, que o tem garantidamente, isso não é tanto por via da intenção geral de boa parte dos seus aderentes de então, e viu-se como o foi a consequência posterior (que veio a desagradar a uma parte desses iniciais participantes). O liberalismo é um outro fenómeno, mas ambos levaram necessariamente às más consequências, como são: a "independência
religiosa, a secularização da sociedade, e em definitivo a liberdade
religiosa.". Na verdade, o liberalismo antecede a Revolução Francesa e encontra corpo no modelo Inglês de poder (cobiçado por insatisfeitos nobres da França); preparando a França para um sistema de poder liberal, ficaram abertas as portas a todas as maleitas, de tal modo que rolaram as cabeças dos nobres que desejaram tal "poder partilhado". Os ideais de igualdade começaram com o desejo de muitos daqueles nobres quererem ser como reis, logo os seguiu parte do Povo que queria ser como nobres, e assim tal desejo se fez "carne", habitou entre eles, e tomou falso nome de "igualdade". Já a falsa liberdade, na qual assenta mais directamente o movimento liberal, nome e falso conceito que lhe dá nome, encontra-se bem expressa numa crença de que qualquer tipo de governação, pública e privada (mesmo a pessoal), não têm qualquer outra dependência que a vontade dos intervenientes (é na verdade um despotismo partilhado, e não um dever submisso às verdades eternas e às pessoas legítimas). O que o liberalismo politicamente contesta é a Monarquia Tradicional, à qual difama chamando "absolutista", porque ela é MONO e não PLURI: quer ver-se "livre" do poder do legítimo, e quer tomar o poder sem se sujeitar ao que os tradicionais reis se sujeitavam: o poder divino, a Lei divina, a Tradição, os bons-costumes etc etc ... Igualados, gradualmente, haveria de cair toda a ordem da Cristandade: desde os Reis aos Papas; pois a Verdade perdia na terra os seus suportes, o seu corpo social, e ia abandonando o coração do homem e esterilizando o solo às gerações futuras (não fosse a Graça, ter outras regras e fonte).
6 - "O Padre Tissier de Mallerais, Secretário-geral da FSSPX, encorajado pelo
Superior-geral, teve a ideia de completar e organizar este conjunto de
conferências e publicá-las, para que possam também ser úteis a outros
além dos seminaristas."
O Padre Tissier de Mallerais e hoje Bispo. Este facto reforça ainda mais os reforços apresentados no nosso ponto e alínea "1 - a)". O facto do Superior-geral ter encorajado tal acção é mais outro reforço a juntar aos muitos. A importância do tema, já abordada, relativamente à preparação dos sacerdotes, é agora lançada aos católicos em geral. Isto é reconhecer que o assunto é vital aos católicos, e deve ser conhecido e bem identificado, para possibilitar juízos realistas, evitando grandes males e promovendo bens (e impossibilitando a confusão de uns com outros).
O Padre Tissier de Mallerais e hoje Bispo. Este facto reforça ainda mais os reforços apresentados no nosso ponto e alínea "1 - a)". O facto do Superior-geral ter encorajado tal acção é mais outro reforço a juntar aos muitos. A importância do tema, já abordada, relativamente à preparação dos sacerdotes, é agora lançada aos católicos em geral. Isto é reconhecer que o assunto é vital aos católicos, e deve ser conhecido e bem identificado, para possibilitar juízos realistas, evitando grandes males e promovendo bens (e impossibilitando a confusão de uns com outros).
7 - a) "Enquanto
este trabalho estava em andamento, aconteceu em Assis a mais abominável
manifestação do catolicismo liberal, prova visível de que o Papa e
aqueles que o aplaudem têm falsa noção de Fé, noção modernista que faz
tremer todo o edifício da Igreja."
O encontro de Assis foi um acontecimento histórico que prova: uma "apostasia ingénua" por parte do Papa João Paulo II, e a falta de potabilidade da actual hierarquia católica. Necessariamente, a sua noção de Fé não é católica; mas pergunto-me se a crença daquelas falsas religiões ali reunidas é a original delas, ou se também para eles este acontecimento de Assis acontecimento representa uma "traição" aos seus fundamentos!
b) "O próprio Papa assim anuncia na sua
alocução de 22 de Dezembro de 1986 aos membros da Cúria Romana."
(Quem tiver este documento, diga.)
8 - a) "Com o fim de guardar e proteger a Fé católica da peste do liberalismo,
parece-me que este livro chega em momento muito oportuno, fazendo eco
das palavras de Nosso Senhor: "Aquele que crê será salvo, aquele que não crê se condenará";
é esta a Fé que o Verbo de Deus encarnado exige de todos aqueles que
querem ser salvos."
Sem a Fé não se é salvo. A Fé é dada por Deus, não a podemos obter apenas por merecimento. Ao olharmos os feitos e os ditos do Papa João Paulo II, quase não podemos considerar de forma diferente: se, nos últimos instantes, este Papa acreditou como tinha acreditado até então, não obteve a salvação, porque não terá recebido a graça necessária para a Fé. Mas ... hoje, João Paulo II está colocado nos altares, como se um não canonizável pudesse ser canonizado apenas por acto de mera formalidade!
b) "A Fé foi causa de sua morte, e seguindo seu caminho
todos os mártires e testemunhas que a professam. Com o "liberalismo
religioso", não há mais mártires nem missionários, mas somente
destruidores da religião reunidos em volta da promessa de um paz
meramente discursiva."
O Papa Bento XVI recentemente pediu para rezarmos pela paz. O motivo: terminar com a chacinada de católicos no Médio Oriente. No passado pedia-se para Deus dar fé e coragem aos católicos até ao último momento, para alcançarem a palma do martírio, e para que houvesse conversões. Hoje, pede-que nada disso aconteça, em nome da "paz". Se o sangue dos mártires foi fermento na Igreja, atitudes como as de agora só darão resultados opostos ...
9 - "Longe de nós tal liberalismo, sepultura da Igreja Católica. Seguindo
Nosso Senhor, levamos o estandarte da Cruz, único sinal e única fonte de
salvação. Que Nossa Senhora de Fátima, no 70ª
aniversário de sua aparição queira abençoar a difusão deste livro, que
faz eco às suas predições."
É notável como ao combate ao liberalismo Mons. Lefebvre associa Nossa Senhora de Fátima. Depois como se vê, escolhe o dia 13 de Janeiro, dia do Baptismo de Nosso Senhor, para escrever este prefácio.
15/05/14
CARTA A CARDEAIS E BISPOS - ASSIS (D. Marcel Lefebvre)
Carta Que Foi Enviada a Vários Cardeais e Bispos
![]() |
| João Paulo II beijando o Corão |
Ecóne, 27 de Agosto de 1986
Eminência,
Perante os acontecimentos que estão ocorrendo na Igreja e cujo autor é o Papa João Paulo II, ante aquilo que se propõe realizar em Taizé e em Assis no mês de Outubro, não posso deixar de dirigir-me a Vós, para suplicar-vos, em nome de muitos sacerdotes e fiéis, que salveis a honra da Igreja, humilhada como nunca o fôra ao longo da histórica.
Perante os acontecimentos que estão ocorrendo na Igreja e cujo autor é o Papa João Paulo II, ante aquilo que se propõe realizar em Taizé e em Assis no mês de Outubro, não posso deixar de dirigir-me a Vós, para suplicar-vos, em nome de muitos sacerdotes e fiéis, que salveis a honra da Igreja, humilhada como nunca o fôra ao longo da histórica.
Os discursos e acções do Papa João Paulo II em Togo, em Marrocos, na Índia, na sinagoga de Roma, suscitam nos nossos corações uma santa indignação. Que pensam disto os Santos, e as Santas do Antigo e Novo Testamento? Que faria a Santa inquisição, se ainda existisse?
Zomba-se publicamente do primeiro artigo do Credo e do primeiro mandamento do decálogo por aquele que está sentado no Trono de Pedro. O escândalo é incalculável nas almas dos católicos. A Igreja foi abanada nos seus alicerces.
Se a Fé pela qual cremos que a Igreja é única para a salvação desaparecer, é a própria Igreja que desaparece. Toda a sua força, toda a sua actividade sobrenatural tem por base este artigo da nossa Fé.
Continuará João Paulo II destruindo a fé católica, publicamente, particularmente em Assis, com o desfile de "religiões" previsto nas ruas da cidade de S. Francisco, distribuindo tais "religiões" pelas capelas e Basílica para executar um culto em favor da paz, tal como é concebida pela O.N.U.? Foi isto anunciado pelo Cardeal Etchegaray, encarregado de este abominável Congresso das "religiões".
Pode conceber-se que voz alguma autorizada se levante na Igreja para condenar estes pecados públicos? Onde estão os Macabeus?
Eminência, pela honra do único e verdadeiro Deus, de Nosso Senhor Jesus Cristo, protestai publicamente, vindo em auxílio dos Bispos, padres e fiéis que continuam católicos.
Eminência, tomo a liberdade de intervir junto de Vós, é porque não posso duvidar dos vossos sentimentos a este respeito.
Este apelo dirijo-o ainda aos Cardeais cujos nomes se seguem para que eventualmente possais actuar junto deles.
Eminência, que venha o Espírito Santo em vosso auxílílio, Eminência, e dignai-vos aceitar a sincera e fraterna expressão dos meus sentimentos em Cristo e Maria.
+ Marcel lefebvre
Arcebispo-Bispo emérito de Tule
Arcebispo-Bispo emérito de Tule
25/03/14
25 de Março - A IMACULADA CONCEIÇÃO, D. AFONSO, D. MARCEL LEFEBVRE
![]() |
| Imaculada Conceição (Sebastiano Canoca), 1730, Real Convento de Mafra |
No 25 de Março dá-se a coincidência de 3 aniversários:
- A coroação da Imaculada Conceição como Rainha e Padroeira de Portugal, por D. João IV;
- A partida de D. Marcel Lefebvre desta para a outra vida;
- O nascimento Príncipe Real de Portugal, D. Afonso de Bragança.
Quis Deus esta coincidência!?...
- A coroação da Imaculada Conceição como Rainha e Padroeira de Portugal, por D. João IV;
- A partida de D. Marcel Lefebvre desta para a outra vida;
- O nascimento Príncipe Real de Portugal, D. Afonso de Bragança.
Quis Deus esta coincidência!?...
11/01/14
SEDEVACANTISMO - contributos
Alguém mostrou-me este artigo publicado pelo site do Mosteiro de Santa Cruz (Nova Friburgo - Brasil), e que reflecte bastante a minha opinião a respeito do sedevacantismo:
SUPLEMENTO
Nº 3
O SEDEVACANTISMO
A questão do sedevacantismo foi levantada por muitos, e Dom Lefebvre,
ele mesmo, se perguntou como era possível que um Papa presidisse à
destruição da Igreja. “Pois, enfim, um grave problema se impõe à
consciência e à fé de todos os católicos desde o pontificado de Paulo
VI, dizia Dom Lefebvre numa entrevista concedida ao jornal Figaro em
agosto de 1976. Como um Papa, verdadeiro sucessor de Pedro, ao qual não
falta a assistência do Espírito Santo, pode presidir à destruição da
Igreja, a mais profunda e a mais extensa de toda a sua história, num
espaço de tempo tão curto, coisa que nenhum heresiarca jamais conseguiu
fazer?”(1) “Temos verdadeiramente um Papa ou um intruso sentado sobre o
trono de Pedro? Bem-aventurados aqueles que viveram e morreram sem ter
que formular uma tal questão”. (2)
Mas Dom Lefebvre não deixou essa pergunta sem resposta. Mesmo se não é possível esclarecer inteiramente essa questão, ou melhor, por isso mesmo, por não se ter um ensinamento infalível do magistério a esse respeito, uma atitude de reserva se impõe. “Fora as ocasiões em que ele usa o seu carisma de infalibilidade, o Papa pode errar. Por que então se escandalizar e dizer: ‘Então ele não é Papa’, como Ario que se escandalizava a respeito das humilhações do Senhor que dizia na sua Paixão: ‘Meu Deus, porque me abandonaste?’ e Ario concluía: ‘Então, ele não é Deus!’ Nós não sabemos até onde um Papa levado por não sei que espírito ou formação, submetido a não sei que pressões ou por negligência pode arrastar a Igreja a perder a Fé, mas nós constatamos os fatos. Eu prefiro partir deste princípio: nós devemos defender nossa Fé; eis aí o nosso dever. Quanto a isso não há a menor sombra de dúvida”. (3)
Mas Dom Lefebvre não deixou essa pergunta sem resposta. Mesmo se não é possível esclarecer inteiramente essa questão, ou melhor, por isso mesmo, por não se ter um ensinamento infalível do magistério a esse respeito, uma atitude de reserva se impõe. “Fora as ocasiões em que ele usa o seu carisma de infalibilidade, o Papa pode errar. Por que então se escandalizar e dizer: ‘Então ele não é Papa’, como Ario que se escandalizava a respeito das humilhações do Senhor que dizia na sua Paixão: ‘Meu Deus, porque me abandonaste?’ e Ario concluía: ‘Então, ele não é Deus!’ Nós não sabemos até onde um Papa levado por não sei que espírito ou formação, submetido a não sei que pressões ou por negligência pode arrastar a Igreja a perder a Fé, mas nós constatamos os fatos. Eu prefiro partir deste princípio: nós devemos defender nossa Fé; eis aí o nosso dever. Quanto a isso não há a menor sombra de dúvida”. (3)
Mais claramente, Dom Lefebvre se perguntava: pode-se afirmar a heresia formal do Papa? Quem tem autoridade para declarar isso? Quem fará as monições previstas pelo Direito Canônico, necessárias para esta constatação? Além disso, se o Papa não é Papa, em que situação se encontra a Igreja? Quem nos indicará o futuro Papa? Como poderá ele ser designado se não há mais cardeais, já que o Papa atual não é Papa e portanto não pode criar validamente novos cardeais? E Dom Lefebvre conclui: “Este espírito sedevacantista é um espírito cismático”. E ainda: “A visibilidade da Igreja é por demais necessária à sua existência para que Deus possa omiti-la durante décadas”. (4)
Por essas razões, Dom Lefebvre dizia a seus padres e seminaristas: “Eu não posso admitir que, dentro da Fraternidade, alguém se recuse a rezar pelo Santo Padre e, portanto, se recuse a reconhecer que há um Papa. Ser+ia entrar num caminho que é um impasse. Eu não quero conduzir os senhores a um impasse, pôr os senhores numa situação impossível”. (5)
Mas, então, por que na diocese de Campos alguns acusam ou suspeitam os padres da Fraternidade São Pio X de serem sedevacantistas? A resposta; por mais curiosa que possa parecer, é a seguinte: aqueles que acusam os padres da Fraternidade São Pio X de serem sedevacantistas raciocinam da mesma maneira que os próprios sedevacantistas. Para eles; ou o Papa é Papa, e então tudo o que ele diz é certo e tem que ser acatado, ou então, se ele ensina erros graves, ele não é Papa. A verdade é que este dilema é um falso dilema. A verdade é que o Papa, mesmo sendo Papa, pode errar. Fora os casos em que o Papa engaja a sua infalibilidade, ele pode errar. Hoje vemos o Papa errar e difundir o erro e mesmo heresias. Denunciá-lo não é sinal de sedevacantismo mas sim de catolicismo. Além do mais todos os padres da Fraternidade São Pio X assinam um documento, antes de sua ordenação, dizendo que reconhecem Bento XVI como Papa e que rezarão publicamente por ele. Portanto os que atacam a Fraternidade por causa disto não sabem o que dizem.
Quanto aos que defendem o sedevacantismo temos um conselho a dar. Um conselho de prudência e de humildade. Se a Santa Igreja não definiu as condições em que um Papa deixa de ser Papa, convém não se avançar neste terreno, pois isto seria também amar novidades, e abandonar os caminhos seguros da doutrina já definida. Amar a Tradição da Igreja é justamente rejeitar novidades e firmar-se no terreno firme do ensinamento do magistério infalível da Santa Igreja. Deve-se também levar em conta o caráter próprio do modernismo e do liberalismo, que admitem uma infinidade de matizes e de graus. Além disso, as heresias do Papa reinante não são necessariamente heresias formais; mas podem ser apenas materiais, como no caso daqueles que não têm noção de estar indo contra o magistério da Igreja. Em seguida, mesmo em caso de heresia formal, resta a questão de saber se o Papa perde o pontificado nesse caso e como. Tudo isto nos convida à sobriedade, e o exemplo de Dom Lefebvre e de Dom Antônio de Castro Mayer deviam ser suficientes para nos preservar desta conclusão, que peca por excesso ao querer dar, para não dizer impôr, solução definitiva a uma questão à qual a Santa Igreja não só não deu ainda solução.
O perigo do cisma é certo para os que seguem as doutrinas sedevacantistas. A experiência mostra que isso não é apenas uma hipótese. Já há vários Papas eleitos pelos sedevacantistas. Mais de dez, ao que parece. Isto devia ser o suficiente para inspirar maior sobriedade aos defensores de uma posição que leva a tais loucuras, pondo em risco certo a salvação eterna de suas almas, e de muitas outras.
1- Mgr. Tissier de Mallerais – Marcel lefebvre, éditions Clovis, pág. 515
2- Ibidem – pág.533
3- Ibidem – pág.534
4- Ibidem – pág. 536
5- Ibidem – pág. 536
09/01/14
DO LIBERALISMO À APOSTASIA - TRAGÉDIA CONCILIAR (livro)
Em parte devido às circunstâncias, há anos um dos livros com o qual mais me identifiquei foi o "Do Liberalismo à Apostasia" do Arcebispo D. Marcel Lefebvre. Recomendo vivamente, não apenas aos católicos que se começam a aperceber da desorientação na hierarquia da Santa Igreja mas também a todos os outros. É um livro próprio para o nosso tempo.
Para obter a versão em PDF, clique (aqui)
Para obter a versão em PDF, clique (aqui)
16/10/13
TUDO ISTO ACONTECEU... e continúa
"Os pais ao enviarem os seus filhos à catequese verificam que não lhes ensinam mais as verdades da fé, mesmo as mais elementares: a Santíssima Trindade, o mistério da Encarnação, a Redenção, o pecado original, a Imaculada Conceição. Origina-se assim um sentimento de profunda confusão: isto tudo não é mais verdade, caducou, está "ultrapassado"!? As próprias virtudes cristãs já não são mencionadas; em que manual de catequese, por exemplo, se fala da humildade, da castidade, da mortificação? A fé tornou-se um conceito flutuante, a caridade uma espécie de solidariedade universal, e a esperança é sobretudo a esperança num mundo melhor."
[...]
"Chegaram a qualificar certas pessoas de "lefebvristas", como se se tratasse de algum partido ou de uma escola. É um abuso de linguagem. Não tenho doutrina pessoal em matéria religiosa. Toda a vida ative-me ao que me foi ensinado nos bancos do seminário francês em Roma, a saber, a doutrina católica segundo a transmissão que dela fez o Magistério de século em século, desde a morte do último Apóstolo, que marca o fim da Revelação." (da Carta Aberta Aos Católicos Perplexos - Arcebispo D. Marcel Lefebvre)
[...]
"Chegaram a qualificar certas pessoas de "lefebvristas", como se se tratasse de algum partido ou de uma escola. É um abuso de linguagem. Não tenho doutrina pessoal em matéria religiosa. Toda a vida ative-me ao que me foi ensinado nos bancos do seminário francês em Roma, a saber, a doutrina católica segundo a transmissão que dela fez o Magistério de século em século, desde a morte do último Apóstolo, que marca o fim da Revelação." (da Carta Aberta Aos Católicos Perplexos - Arcebispo D. Marcel Lefebvre)
25/03/13
25 de MARÇO - D. MARCEL LEFEBVRE
Num dia como o de hoje, dia da Anunciação de Nosso Senhor por S. Gabriel Arcanjo a Nossa Senhora, partiu o Arcebispo Confessor D. Marcel Lefebvre, arauto da Fé católica.
Convido aos leitores que conheçam um pouco mais dos escritos de D. Marcel Lefebvre.
04/01/13
D. ESTÊVÃO BETTENCOURT - A DECADÊNCIA APOLOGÉTICA II
(continuação da I parte)
![]() |
| Mons. Lefebvre durante o Concílio Vaticano II (Praça de S. Pedro - Vaticano) |
Não haja dúvidas de que o
emudecimento a respeito da eliminação apologética é coerente com o ataque contra
quem aponte as causas da eliminação, ainda que tal emudecimento não obrigue ao
ataque. D. Marcel Lefebvre, geralmente apresentado como o denunciador daquelas
causas, não será também uma pedra no
sapato dos “mudos”?
O leitor médio, ao iniciar o “O
Caso Lefebvre”, certamente esperará conhecer os motivos dados pela personagem
em estudo e, em caso do autor querer também fazer os seus juízos, esperará
ouvir a argumentação contrária. Mas onde estão nesta obra os motivos apresentados
por D. Marcel Lefebvre? Não estão! E onde estão as refutações de D. Estêvão?
Não estão!
No momento em que se esperava do “grande
apologeta” brasileiro do pós-concílio o maduro uso da Apologética, da lógica,
da filosofia, da teologia, a “montanha pariu um rato”. Depara-mo-nos com um
texto romanceado, com recurso a alguns factos reais, mais ao gosto do público de
tele-novelas e bem adaptado aos tempos “pós-conciliares”. Apologética? Nada… e
é realmente uma pena ter havido esta oportunidade de, lado a lado, ficarem
expostos os motivos apresentados pelo Arcebispo D. Marcel Lefebvre e as
próprias convicções de D. Estêvão.
Na Síntese, no início do artigo, o autor acaba por revelar a sua
teoria que consiste em demonstrar que a Action
Française ter-se-ia prolongado ideologicamente em D. Marcel Lefebvre. A
luta deste Arcebispo não teria sido então negar-se a abandonar a Doutrina, Rito,
e filosofia, pela aceitação de elementos a eles contrários, mas teria sido antes
a aceitação de elementos contraditórios à Doutrina e filosofia católicas supostamente
introduzidas pela Action Française. Esta conotação é tão realçada na obra que "Action Française" são as únicas palavras colocadas a negrito, não fosse ao leitor escapar-se-lhe ideia (confirme aqui).
(III parte)
(III parte)
03/01/13
D. ESTÊVÃO BETTENCOURT - A DECADÊNCIA APOLOGÉTICA I
CONSIDERAÇÕES SOBRE O ARTIGO
“O CASO LEFEBVRE”
de
D. Estêvão Bettencourt
por
Pedro Oliveira
“O CASO LEFEBVRE”
de
D. Estêvão Bettencourt
por
Pedro Oliveira
Introdução
Em conversa como uma jovem amiga, com propósito mostrou-me o artigo “O Caso Lefebvre” (redigido por D. Estêvão Bettencourt na sua revista Pregunte e Responderemos - Brasil). Pelo título achei poder valer a pena ler.
Em conversa como uma jovem amiga, com propósito mostrou-me o artigo “O Caso Lefebvre” (redigido por D. Estêvão Bettencourt na sua revista Pregunte e Responderemos - Brasil). Pelo título achei poder valer a pena ler.
![]() |
| D. Estêvão Bettencourt |
Conhecido hoje no Brasil pelo seu trabalho apologético, D. Estêvão Bettencourt foi doutorado em filosofia no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, e dedicou-se à defesa da Fé (assim diz: “Esta necessidade de darmos conta da nossa esperança e da nossa fé hoje é mais permanente do que outrora, visto que somos bombardeados por numerosas correntes filosóficas e religiosas contrárias à fé católica. Somo assim incitados a procurar consolidar nossa crença católica mediante um aprofundamento do nosso estudo”).
Já lhe iam avançados os anos quando D. Estêvão redigiu o “O Caso Lefebvre”. Encontrava-se cada dia mais distante daqueles seus tempos de estudante de Teologia, em Roma, tempos nos quais a teologia-filosofia continham obrigatoriamente o estudo da Apologética (defesa da fé). Estranhamente, depois do Concílio Vaticano II, a Apologética foi gradualmente removida dos estudos católicos até ao desaparecimento completo. O insólito facto aconteceu justamente quando a Apologética era mais necessária no dizer de D. Estêvão: “hoje é mais permanente do que outrora [tal necessidade].” Este defensor da doutrina e protector da Apologética nada disse a respeito daquele fogo deitado a ceara própria, mesmo acreditando que “somos bombardeados por numerosas correntes filosóficas e religiosas contrárias à fé católica”, dizia.
(II parte)
(II parte)
23/10/12
08/06/12
O MOVIMENTO LITÚRGICO - LIVRO (II)
O MOVIMENTO LITÚRGICO
Pe. Didier Bonneterre
(Continuação)
PRÓLOGO
Pela insistência de bastantes amigos acabou por fazer confiar às edições FIDELITER a publicação de um livro, dos sete artigos publicados na revista "Fideliter" desde maio de 1978 a maio de 1979.
Revisámos e completámos um pouco esses artigos, que constituem os primeiros capítulos deste livro. Foi adicionado um epílogo sobre a influência dos meios protestantes na reforma litúrgica, que contem um documento quase desconhecido e ainda não explorado: o rito da Eucaristia de Taizé em 1959. Os retratos fotográficos das principais personagens colocados em cena no nosso estudo não somente tem como objectivo adornar esta obra, senão que também querem ajudar o leitor a compreender melhor essas pessoas, porque cremos, tal como Barbey d'Aurévilly, que "o rosto é a alma ao avesso".*
O nosso estudo não é exaustivo, não tem outra pretensão que ser esboço de uma investigação sobre as causas da "autodemolição" da igreja", reconhecida pelo Papa Paulo VI.
Provavelmente alguns acharão este diagnóstico severo, sobretudo aos que, na sua juventude sacerdotal, cooperaram com o "Movimento Litúrgico". Hoje em dia, quase todos se dão conta de que abusaram da sua generosidade. Se alguns não concordam com as nossas conclusões, que no-lo digam, e nos mostrem supostos erros.
Quisemos ainda colocar os leitores em alerta contra uma certa moda intelectual que se tem propagado como peste nos nossos meios e reputados como "tradicionalistas": o espírito de emulação na mais extrema das opiniões que procuram, a qualquer preço, a posição mais "dura", como se a verdade de uma qualquer proposição pudesse estas dependente de um juízo voluntarista de anti qualquer-coisa.
Que o leitor recuse também o espírito de simplificação que faz pouco de todas as distinções necessárias para o razoável e o justo.
Para indicar finalmente a orientação dos nossos trabalhos, partilhamos totalmente a mensagem que o Pe. Dulac dirige a quem quer escutá-lo, ao final da sua obra notável "A Colegialidade Episcopal no Concílio Vaticano II".(1):
"Transmito as últimas linhas desta obra - escreve o Pe. Dulac - aos meus condiscípulos, aos nossos amigos, próximos e menos próximos. Eles sofrem, nós sofremos as humilhações padecidas pela nossa mãe Igreja, no decurso deste Concílio desnaturado, e depois. Mas sofremos dentro da Igreja! Não pensamos que nos corresponderia a nós, e à distância, o curá-la das suas feridas. Recordamos a recomendação verdadeiramente católica dada por Dionísio de Alexandria ao cismático Novaciano: "Se, tal como pretendes, é contra a tua vontade [ estar separado da Igreja] prova-nos isso voltando a Ela por tua vontade".
E outra recomendação, a do nosso Yves de Chartres, de quem nos atrevemos a adaptar o seu sentido do nosso objecto: "Sucede que alguns se queixam de ter sido abusivamente incomodados pela autoridade da própria Igreja, então que seja Ela a si que vá buscar refúgio; peçam o alívio ali mesmo onde experimentaram os sofrimentos: inde levamen... unde gravemen".
Queremos, caros amigos, violentamente, conservar a fé de sempre? Que seja também a fé sudável. Cremos, mas sicut oportet ("como é devido").(2) Esta fé não é uma simples exactidão. Ela certamente não é nada, se não for conforme, quanto ao objecto e aos motivos, à Revelação do Verbo de Deus feito homem. Mas não é nada, mesmo assim, se não for professada na Igreja, in medio Ecclesiae: nesse meio biológico no qual fomos submergidos no dia do nosso baptismo, a fé vitalizando a água santificando a fé, convertida em pura luz que une a alma do fiel à luz de glória do Senhor, vivo na sua Igreja.
A Igreja de África conheceu, em tempos de Sto. Agostinho, uma "crise" semelhada à nossa. Recordemos as palavras que o Bispo de Hipona dirigiu, um dia, a um dos chefes da seita donatista, Emérito, presente na assistência. "Fora da igreja, Emérito, pode passar-se tudo, menos a salvação. Pode ter a dignidade [do episcopado], pode ter o Sacramento, pode cantar o Aleluia, pode responder Amen, possuir o Evengelho, ter e pregar a Fé; mas, se não for na Igreja, em parte alguma poderá encontrar a salvação".
A Igreja primeiro!
É ela, unicamente Ela, a Católica, visível no seu chefe visível, o Bispo de Roma, incluso em dia desfalecente, unicamente Ela que saberá separar o trigo puro da palha de todos os aggiornamenti".
É para ajudar ao discernimento do trigo e da palha que escrevemos este livro, in caritate non ficta.
01/06/12
O MOVIMENTO LITÚRGICO - LIVRO (I)
Esta é uma série de publicações sobre o livro "O Movimento Litúrgico" do Pe. Bonneterre. É uma pena que este autor tenha morrido justamente quando Roma e a FSSPX iam iniciar as conversações.
Retirarei do livro as partes mais importantes para o momento que se vive.
O MOVIMENTO LITÚRGICO
Pe. Didier Bonneterre
PREFÁCIO
+ Econe, 21 de novembro de 1979
Muito se tem escrito sobre a "reforma litúrgica" saída do Vaticano II, foi analisada e, surpreendentemente descobriu-se nela semelhanças com a "reforma luterana" e com a "reforma anglicana". Foi sublinhado os dolorosos resultados causados pela dessacralização e a profanação. Nunca sobre isto se dirá demasiado.
Mas, que eu saiba, ninguém tinha procurado as origens próximas desta "reforma" de maneira aprofundada e detalhada com apoio documental.
É de mérito que o Pe. Didier Bonneterre, director do nosso seminário em Albano, tenha colocado em evidência o trabalho de desmantelamento e destruição da Liturgia Romana operado desde à um século, com uma perspectiva e uma habilidade consumadas para desembocar na legalização desta destruição feita pela "reforma conciliar" e pós-conciliar.
Quem duvida depois da leitura destas páginas que um espírito está operando no interior da igreja desde há muitíssimos anos, como já S. Pio X o tinha denunciado?
Graças ao conhecimento destes acontecimentos será mais fácil emitir um juízo sobre esta "reforma litúrgica" que causou já tantos estragos na alma de milhões de católicos.
Que possam estes documentos fazer compreender às autoridades da igreja da urgência de uma contra-reforma como a realizada pelo Concílio de Trento, confirmando a santa Liturgia Romana de sempre.
14/05/12
"A vontade de Deus" nas relações com a Roma conciliar segundo D. Lefebvre
![]() |
| O Papa Pio XII e seu Delegado Apostolico D. Marcel Lefebvre |
Grupo São Domingos de Gusmão: "A vontade de Deus" nas relações com a Roma concil...: Conferência feita em Sierre (Suíça) em 27/11/1988. Extraído de FIDELITER n.° 89 (set. 1992) p. 12. ""é a apostasia geral, é por isso que nós resistimos, mas as autoridades romanas gostariam que nós aceitássemos...."
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















